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Lucas NTLH

Lc 1

Prezado Teófilo, Muitas pessoas têm se esforçado para escrever a história das coisas que aconteceram entre nós.

Elas escreveram o que foi contado por aqueles que viram essas coisas desde o começo e anunciaram a mensagem do evangelho.

Portanto, Excelência, eu estudei com todo o cuidado como foi que essas coisas aconteceram desde o princípio e achei que seria bom escrever tudo em ordem para o senhor,

a fim de que o senhor pudesse conhecer toda a verdade sobre os ensinamentos que recebeu.

Quando Herodes era o rei da terra de Israel, havia um sacerdote chamado Zacarias, que era do grupo dos sacerdotes de Abias. A esposa dele se chamava Isabel e também era de uma família de sacerdotes.

Esse casal vivia a vida que para Deus é correta, obedecendo fielmente a todas as leis e mandamentos do Senhor.

Mas não tinham filhos porque Isabel não podia ter filhos e porque os dois já eram muito velhos.

Certo dia no Templo de Jerusalém, Zacarias estava fazendo o seu trabalho de sacerdote, pois era a sua vez de fazer aquele trabalho diário.

Conforme o costume dos sacerdotes, ele havia sido escolhido por sorteio para queimar o incenso no altar e por isso entrou no Templo do Senhor.

Durante o tempo em que o incenso queimava, o povo lá fora fazia orações.

Então um anjo do Senhor apareceu em frente de Zacarias, de pé, do lado direito do altar.

Quando Zacarias o viu, ficou com medo e não sabia o que fazer.

Mas o anjo lhe disse: — Não tenha medo, Zacarias, pois Deus ouviu a sua oração! A sua esposa vai ter um filho, e você porá nele o nome de João.

O nascimento dele vai trazer alegria e felicidade para você e para muita gente,

pois para o Senhor Deus ele será um grande homem. Ele não deverá beber vinho nem cerveja. Ele será cheio do Espírito Santo desde o nascimento

e levará muitos israelitas ao Senhor, o Deus de Israel.

Ele será mandado por Deus como mensageiro e será forte e poderoso como o profeta Elias. Ele fará com que pais e filhos façam as pazes e que os desobedientes voltem a andar no caminho direito. E conseguirá preparar o povo de Israel para a vinda do Senhor.

Então Zacarias perguntou ao anjo: — Como é que eu vou saber que isso é verdade? Estou muito velho, e a minha mulher também.

O anjo respondeu: — Eu sou Gabriel, servo de Deus, e ele me mandou falar com você para lhe dar essa boa notícia.

Você não está acreditando no que eu disse, mas isso acontecerá no tempo certo. E, porque você não acreditou, você ficará mudo e não poderá falar até o dia em que o seu filho nascer.

Enquanto isso, o povo estava esperando Zacarias, e todos estavam admirados com a demora dele no Templo.

Quando saiu, Zacarias não podia falar. Então perceberam que ele havia tido uma visão no Templo. Sem poder falar, ele fazia sinais com as mãos para o povo.

Quando terminaram os seus dias de serviço no Templo, Zacarias voltou para casa.

Pouco tempo depois Isabel, a sua esposa, ficou grávida e durante cinco meses não saiu de casa. E ela disse:

— Agora que o Senhor me ajudou, ninguém mais vai me desprezar por eu não ter filhos.

Quando Isabel estava no sexto mês de gravidez, Deus enviou o anjo Gabriel a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré.

O anjo levava uma mensagem para uma virgem que tinha casamento contratado com um homem chamado José, descendente do rei Davi. Ela se chamava Maria.

O anjo veio e disse: — Que a paz esteja com você, Maria! Você é muito abençoada. O Senhor está com você.

Porém Maria, quando ouviu o que o anjo disse, ficou sem saber o que pensar. E, admirada, ficou pensando no que ele queria dizer.

Então o anjo continuou: — Não tenha medo, Maria! Deus está contente com você.

Você ficará grávida, dará à luz um filho e porá nele o nome de Jesus.

Ele será um grande homem e será chamado de Filho do Deus Altíssimo. Deus, o Senhor, vai fazê-lo rei, como foi o antepassado dele, o rei Davi.

Ele será para sempre rei dos descendentes de Jacó, e o Reino dele nunca se acabará.

Então Maria disse para o anjo: — Isso não é possível, pois eu sou virgem!

O anjo respondeu: — O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Deus Altíssimo a envolverá com a sua sombra. Por isso o menino será chamado de santo e Filho de Deus.

Fique sabendo que a sua parenta Isabel está grávida, mesmo sendo tão idosa. Diziam que ela não podia ter filhos, no entanto agora ela já está no sexto mês de gravidez.

Porque para Deus nada é impossível.

Maria respondeu: — Eu sou uma serva de Deus; que aconteça comigo o que o senhor acabou de me dizer! E o anjo foi embora.

Alguns dias depois, Maria se aprontou e foi depressa para uma cidade que ficava na região montanhosa da Judéia.

Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel.

Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança se mexeu na barriga dela. Então, cheia do poder do Espírito Santo,

Isabel disse bem alto: — Você é a mais abençoada de todas as mulheres, e a criança que você vai ter é abençoada também!

Quem sou eu para que a mãe do meu Senhor venha me visitar?!

Quando ouvi você me cumprimentar, a criança ficou alegre e se mexeu dentro da minha barriga.

Você é abençoada, pois acredita que vai acontecer o que o Senhor lhe disse.

Então Maria disse:

— A minha alma anuncia a grandeza do Senhor. O meu espírito está alegre por causa de Deus, o meu Salvador.

Pois ele lembrou de mim, sua humilde serva! De agora em diante todos vão me chamar de mulher abençoada,

porque o Deus Poderoso fez grandes coisas por mim. O seu nome é santo,

e ele mostra a sua bondade a todos os que o temem em todas as gerações.

Deus levanta a sua mão poderosa e derrota os orgulhosos com todos os planos deles.

Derruba dos seus tronos reis poderosos e põe os humildes em altas posições.

Dá fartura aos que têm fome e manda os ricos embora com as mãos vazias.

(54-55) Ele cumpriu as promessas que fez aos nossos antepassados e ajudou o povo de Israel, seu servo. Lembrou de mostrar a sua bondade a Abraão e a todos os seus descendentes, para sempre.

Maria ficou mais ou menos três meses com Isabel e depois voltou para casa.

Chegou o tempo de Isabel ter a criança, e ela deu à luz um menino.

Os vizinhos e parentes ouviram falar da grande bondade do Senhor para com Isabel, e todos ficaram alegres com ela.

Quando o menino estava com oito dias, vieram circuncidá-lo e queriam lhe dar o nome do pai, isto é, Zacarias.

Mas a sua mãe disse: — Não. O nome dele vai ser João.

Então disseram: — Mas você não tem nenhum parente com esse nome!

Aí fizeram sinais ao pai, perguntando que nome ele queria pôr no menino.

Zacarias pediu uma tabuinha de escrever e escreveu: “O nome dele é João.” E todos ficaram muito admirados.

Nesse momento Zacarias pôde falar novamente e começou a louvar a Deus.

Os vizinhos ficaram com muito medo, e as notícias dessas coisas se espalharam por toda a região montanhosa da Judéia.

Todos os que ouviam essas coisas e pensavam nelas perguntavam: — O que será que esse menino vai ser? Pois, de fato, o poder do Senhor estava com ele.

Zacarias, o pai de João, cheio do Espírito Santo, começou a profetizar. Ele disse:

— Louvemos o Senhor, o Deus de Israel, pois ele veio ajudar o seu povo e lhe dar a liberdade.

Enviou para nós um poderoso Salvador, aquele que é descendente do seu servo Davi.

Faz muito tempo que Deus disse isso por meio dos seus santos profetas.

Ele prometeu nos salvar dos nossos inimigos e nos livrar do poder de todos os que nos odeiam.

Disse que ia mostrar a sua bondade aos nossos antepassados e lembrar da sua santa aliança.

(73-74) Ele fez um juramento ao nosso antepassado Abraão; prometeu que nos livraria dos nossos inimigos e que ia nos deixar servi-lo sem medo,

para que sejamos somente dele e façamos o que ele quer em todos os dias da nossa vida.

E você, menino, será chamado de profeta do Deus Altíssimo e irá adiante do Senhor a fim de preparar o caminho para ele.

Você anunciará ao povo de Deus a salvação que virá por meio do perdão dos pecados deles.

Pois o nosso Deus é misericordioso e bondoso. Ele fará brilhar sobre nós a sua luz

e do céu iluminará todos os que vivem na escuridão da sombra da morte, para guiar os nossos passos no caminho da paz.

O menino cresceu e ficou forte de espírito. E viveu no deserto até o dia em que apareceu diante do povo de Israel.

 

Lc 2

Naquele tempo o imperador Augusto mandou uma ordem para todos os povos do Império. Todas as pessoas deviam se registrar a fim de ser feita uma contagem da população.

Quando foi feito esse primeiro recenseamento, Cirênio era governador da Síria.

Então todos foram se registrar, cada um na sua própria cidade.

Por isso José foi de Nazaré, na Galiléia, para a região da Judéia, a uma cidade chamada Belém, onde tinha nascido o rei Davi. José foi registrar-se lá porque era descendente de Davi.

Levou consigo Maria, com quem tinha casamento contratado. Ela estava grávida,

e aconteceu que, enquanto se achavam em Belém, chegou o tempo de a criança nascer.

Então Maria deu à luz o seu primeiro filho. Enrolou o menino em panos e o deitou numa manjedoura, pois não havia lugar para eles na pensão.

Naquela região havia pastores que estavam passando a noite nos campos, tomando conta dos rebanhos de ovelhas.

Então um anjo do Senhor apareceu, e a luz gloriosa do Senhor brilhou por cima dos pastores. Eles ficaram com muito medo,

mas o anjo disse: — Não tenham medo! Estou aqui a fim de trazer uma boa notícia para vocês, e ela será motivo de grande alegria também para todo o povo!

Hoje mesmo, na cidade de Davi, nasceu o Salvador de vocês— o Messias, o Senhor!

Esta será a prova: vocês encontrarão uma criancinha enrolada em panos e deitada numa manjedoura.

No mesmo instante apareceu junto com o anjo uma multidão de outros anjos, como se fosse um exército celestial. Eles cantavam hinos de louvor a Deus, dizendo:

— Glória a Deus nas maiores alturas do céu! E paz na terra para as pessoas a quem ele quer bem!

Quando os anjos voltaram para o céu, os pastores disseram uns aos outros: — Vamos até Belém para ver o que aconteceu; vamos ver aquilo que o Senhor nos contou.

Eles foram depressa, e encontraram Maria e José, e viram o menino deitado na manjedoura.

Então contaram o que os anjos tinham dito a respeito dele.

Todos os que ouviram o que os pastores disseram ficaram muito admirados.

Maria guardava todas essas coisas no seu coração e pensava muito nelas.

Então os pastores voltaram para os campos, cantando hinos de louvor a Deus pelo que tinham ouvido e visto. E tudo tinha acontecido como o anjo havia falado.

Uma semana depois, quando chegou o dia de circuncidar o menino, puseram nele o nome de Jesus. Pois o anjo tinha dado esse nome ao menino antes de ele nascer.

Chegou o dia de Maria e José cumprirem a cerimônia da purificação, conforme manda a Lei de Moisés. Então eles levaram a criança para Jerusalém a fim de apresentá-la ao Senhor.

Pois está escrito na Lei do Senhor: “Todo primeiro filho será separado e dedicado ao Senhor.”

Eles foram lá também para oferecer em sacrifício duas rolinhas ou dois pombinhos, como a Lei do Senhor manda.

Em Jerusalém morava um homem chamado Simeão. Ele era bom e piedoso e esperava a salvação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele,

e o próprio Espírito lhe tinha prometido que, antes de morrer, ele iria ver o Messias enviado pelo Senhor.

Guiado pelo Espírito, Simeão foi ao Templo. Quando os pais levaram o menino Jesus ao Templo para fazer o que a Lei manda,

Simeão pegou o menino no colo e louvou a Deus. Ele disse:

— Agora, Senhor, cumpriste a promessa que fizeste e já podes deixar este teu servo partir em paz.

Pois eu já vi com os meus próprios olhos a tua salvação,

que preparaste na presença de todos os povos:

uma luz para mostrar o teu caminho a todos os que não são judeus e para dar glória ao teu povo de Israel.

O pai e a mãe do menino ficaram admirados com o que Simeão disse a respeito dele.

Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: — Este menino foi escolhido por Deus tanto para a destruição como para a salvação de muita gente em Israel. Ele vai ser um sinal de Deus; muitas pessoas falarão contra ele,

e assim os pensamentos secretos delas serão conhecidos. E a tristeza, como uma espada afiada, cortará o seu coração, Maria.

Havia ali também uma profetisa chamada Ana, que era viúva e muito idosa. Ela era filha de Fanuel, da tribo de Aser. Sete anos depois que ela havia casado, o seu marido morreu.

Agora ela estava com oitenta e quatro anos de idade. Nunca saía do pátio do Templo e adorava a Deus dia e noite, jejuando e fazendo orações.

Naquele momento ela chegou e começou a louvar a Deus e a falar a respeito do menino para todos os que esperavam a libertação de Jerusalém.

Quando terminaram de fazer tudo o que a Lei do Senhor manda, José e Maria voltaram para a Galiléia, para a casa deles na cidade de Nazaré.

O menino crescia e ficava forte; tinha muita sabedoria e era abençoado por Deus.

Todos os anos os pais de Jesus iam a Jerusalém para a Festa da Páscoa.

Quando Jesus tinha doze anos, eles foram à Festa, conforme o seu costume.

Depois que a Festa acabou, eles começaram a viagem de volta para casa. Mas Jesus tinha ficado em Jerusalém, e os seus pais não sabiam disso.

Eles pensavam que ele estivesse no grupo de pessoas que vinha voltando e por isso viajaram o dia todo. Então começaram a procurá-lo entre os parentes e amigos.

Como não o encontraram, voltaram a Jerusalém para procurá-lo.

Três dias depois encontraram o menino num dos pátios do Templo, sentado no meio dos mestres da Lei, ouvindo-os e fazendo perguntas a eles.

Todos os que o ouviam estavam muito admirados com a sua inteligência e com as respostas que dava.

Quando os pais viram o menino, também ficaram admirados. E a sua mãe lhe disse: — Meu filho, por que foi que você fez isso conosco? O seu pai e eu estávamos muito aflitos procurando você.

Jesus respondeu: — Por que vocês estavam me procurando? Não sabiam que eu devia estar na casa do meu Pai?

Mas eles não entenderam o que ele disse.

Então Jesus voltou com os seus pais para Nazaré e continuava a ser obediente a eles. E a sua mãe guardava tudo isso no coração.

Conforme crescia, Jesus ia crescendo também em sabedoria, e tanto Deus como as pessoas gostavam cada vez mais dele.

 

Lc 3

Fazia quinze anos que Tibério era o Imperador romano. Nesse tempo Pôncio Pilatos era o governador da Judéia, Herodes governava a Galiléia, o seu irmão Filipe governava a região da Ituréia e Traconites, e Lisânias era o governador de Abilene.

E Anás e Caifás eram os Grandes Sacerdotes. Foi nesse tempo que a mensagem de Deus foi dada, no deserto, a João, filho de Zacarias.

E João atravessou toda a região do rio Jordão, anunciando esta mensagem: — Arrependam-se dos seus pecados e sejam batizados, que Deus perdoará vocês.

Isso aconteceu como o profeta Isaías tinha escrito no seu livro: “Alguém está gritando no deserto: Preparem o caminho para o Senhor passar! Abram estradas retas para ele!

Todos os vales serão aterrados, e todos os morros e montes serão aplanados. Os caminhos tortos serão endireitados, e as estradas esburacadas serão consertadas.

E todos verão a salvação que Deus dá.”

As multidões iam se encontrar com João para serem batizadas por ele. Ele dizia a todos: — Ninhada de cobras venenosas! Quem disse que vocês escaparão do terrível castigo que Deus vai mandar?

Façam coisas que mostrem que vocês se arrependeram dos seus pecados. E não digam uns aos outros: “Nós somos descendentes de Abraão.” Pois eu afirmo a vocês que até destas pedras Deus pode fazer descendentes de Abraão!

O machado já está pronto para cortar as árvores pela raiz. Toda árvore que não dá frutas boas será cortada e jogada no fogo.

Então o povo perguntava: — O que devemos fazer?

Ele respondia: — Quem tiver duas túnicas dê uma a quem não tem nenhuma, e quem tiver comida reparta com quem não tem.

Alguns cobradores de impostos também chegaram e perguntaram a João: — Mestre, o que devemos fazer?

— Não cobrem mais do que a lei manda! — respondeu João.

Alguns soldados também perguntavam: — E nós, o que devemos fazer? E João respondia: — Não tomem dinheiro de ninguém, nem pela força nem por meio de acusações falsas. E se contentem com o salário que recebem.

As esperanças do povo começaram a aumentar, e eles pensavam que talvez João fosse o Messias.

Mas João disse a todos: — Eu batizo vocês com água, mas está chegando alguém que é mais importante do que eu, e não mereço a honra de desamarrar as correias das sandálias dele. Ele os batizará com o Espírito Santo e com fogo.

Com a pá que tem na mão, ele vai separar o trigo da palha. Guardará o trigo no seu depósito, mas queimará a palha no fogo que nunca se apaga.

João anunciava de muitas maneiras diferentes a boa notícia ao povo e apelava a eles para que mudassem de vida.

Mas falou contra o governador Herodes porque ele havia casado com Herodias, a esposa do irmão do próprio Herodes. E também porque ele tinha feito muitas outras coisas más.

Então Herodes fez uma coisa ainda pior: mandou pôr João na cadeia.

Depois do batismo de todo aquele povo, Jesus também foi batizado. E, quando Jesus estava orando, o céu se abriu,

e o Espírito Santo desceu na forma de uma pomba sobre ele. E do céu veio uma voz, que disse: — Tu és o meu Filho querido e me dás muita alegria.

Jesus começou o seu trabalho quando tinha mais ou menos trinta anos de idade. Ele era, conforme pensavam, filho de José, que era filho de Eli,

filho de Matate, filho de Levi, filho de Melqui, filho de Janai, filho de José,

filho de Matatias, filho de Amós, filho de Naum, filho de Esli, filho de Nagai,

filho de Maate, filho de Matatias, filho de Semei, filho de José, filho de Jodá,

filho de Joanã, filho de Resa, filho de Zorobabel, filho de Salatiel, filho de Neri,

filho de Melqui, filho de Adi, filho de Cosã, filho de Elmadã, filho de Er,

filho de Josué, filho de Eliézer, filho de Jorim, filho de Matate, filho de Levi,

filho de Simeão, filho de Judá, filho de José, filho de Jonã, filho de Eliaquim,

filho de Meleá, filho de Mená, filho de Matatá, filho de Natã, filho de Davi,

filho de Jessé, filho de Obede, filho de Boaz, filho de Sala, filho de Nasom,

filho de Aminadabe, filho de Admim, filho de Arni, filho de Esrom, filho de Peres, filho de Judá,

filho de Jacó, filho de Isaque, filho de Abraão, filho de Tera, filho de Naor,

filho de Serugue, filho de Reú, filho de Pelegue, filho de Éber, filho de Selá,

filho de Cainã, filho de Arpaxade, filho de Sem, filho de Noé, filho de Lameque,

filho de Matusalém, filho de Enoque, filho de Jarede, filho de Maalalel, filho de Cainã,

filho de Enos, filho de Sete, filho de Adão, filho de Deus.

 

Lc 4

Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do rio Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto.

Ali ele foi tentado pelo Diabo durante quarenta dias. Nesse tempo todo ele não comeu nada e depois sentiu fome.

Então o Diabo lhe disse: — Se você é o Filho de Deus, mande que esta pedra vire pão.

Jesus respondeu: — As Escrituras Sagradas afirmam que o ser humano não vive só de pão.

Aí o Diabo levou Jesus para o alto, mostrou-lhe num instante todos os reinos do mundo

e disse: — Eu lhe darei todo este poder e toda esta riqueza, pois tudo isto me foi dado, e posso dar a quem eu quiser.

Isto tudo será seu se você se ajoelhar diante de mim e me adorar.

Jesus respondeu: — As Escrituras Sagradas afirmam: “Adore o Senhor, seu Deus, e sirva somente a ele.”

Depois o Diabo o levou a Jerusalém e o colocou na parte mais alta do Templo e disse: — Se você é o Filho de Deus, jogue-se daqui,

pois as Escrituras Sagradas afirmam: “Deus mandará que os seus anjos cuidem de você.

Eles vão segurá-lo com as suas mãos, para que nem mesmo os seus pés sejam feridos nas pedras.”

Então Jesus respondeu: — As Escrituras Sagradas afirmam: “Não ponha à prova o Senhor, seu Deus.”

Quando o Diabo acabou de tentar Jesus de todas as maneiras, foi embora por algum tempo.

Jesus voltou para a região da Galiléia, e o poder do Espírito Santo estava com ele. As notícias a respeito dele se espalhavam por toda aquela região.

Ele ensinava nas sinagogas e era elogiado por todos.

Jesus foi para a cidade de Nazaré, onde havia crescido. No sábado, conforme o seu costume, foi até a sinagoga. Ali ele se levantou para ler as Escrituras Sagradas,

e lhe deram o livro do profeta Isaías. Ele abriu o livro e encontrou o lugar onde está escrito assim:

“O Senhor me deu o seu Espírito. Ele me escolheu para levar boas notícias aos pobres e me enviou para anunciar a liberdade aos presos, dar vista aos cegos, libertar os que estão sendo oprimidos

e anunciar que chegou o tempo em que o Senhor salvará o seu povo.”

Jesus fechou o livro, entregou-o para o ajudante da sinagoga e sentou-se. Todas as pessoas ali presentes olhavam para Jesus sem desviar os olhos.

Então ele começou a falar. Ele disse: — Hoje se cumpriu o trecho das Escrituras Sagradas que vocês acabam de ouvir.

Todos começaram a elogiar Jesus, admirados com a sua maneira agradável e simpática de falar, e diziam: — Ele não é o filho de José?

Então Jesus disse: — Sem dúvida vocês vão repetir para mim o ditado: “Médico, cure-se a você mesmo.” E também vão dizer: “Nós sabemos de tudo o que você fez em Cafarnaum; faça as mesmas coisas aqui, na sua própria cidade.”

E continuou: — Eu afirmo a vocês que isto é verdade: nenhum profeta é bem recebido na sua própria terra.

Eu digo a vocês que, de fato, havia muitas viúvas em Israel no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e meio, e houve uma grande fome em toda aquela terra.

Porém Deus não enviou Elias a nenhuma das viúvas que viviam em Israel, mas somente a uma viúva que morava em Sarepta, perto de Sidom.

Havia também muitos leprosos em Israel no tempo do profeta Eliseu, mas nenhum deles foi curado. Só Naamã, o sírio, foi curado.

Quando ouviram isso, todos os que estavam na sinagoga ficaram com muita raiva.

Então se levantaram, arrastaram Jesus para fora da cidade e o levaram até o alto do monte onde a cidade estava construída, para o jogar dali abaixo.

Mas ele passou pelo meio da multidão e foi embora.

Então Jesus foi para Cafarnaum, uma cidade da região da Galiléia. Ali ele ensinava o povo nos sábados.

Eles estavam muito admirados com a sua maneira de ensinar, pois Jesus falava com autoridade.

Havia um homem na sinagoga que estava dominado por um demônio. O homem gritou:

— Ei, Jesus de Nazaré! O que você quer de nós? Você veio para nos destruir? Sei muito bem quem é você: é o Santo que Deus enviou!

Então Jesus ordenou ao demônio: — Cale a boca e saia deste homem! Em frente de todos, o demônio atirou o homem no chão e saiu dele sem lhe causar nenhum ferimento.

Todos ficaram espantados e diziam uns para os outros: — Que tipo de palavras são essas? Este homem, com autoridade e poder, expulsa os espíritos maus, e eles vão embora.

E as notícias a respeito de Jesus se espalharam por toda aquela região.

Jesus saiu da sinagoga e foi até a casa de Simão. A sogra de Simão estava doente, com febre alta; e contaram isso a Jesus.

Aí ele foi, parou ao lado da cama dela e deu uma ordem à febre. A febre saiu da mulher, e, no mesmo instante, ela se levantou e começou a cuidar deles.

Depois de anoitecer, todos os que tinham amigos enfermos, com várias doenças, os levaram a Jesus. Ele pôs as suas mãos sobre cada um deles e os curou.

Os demônios saíram de muitas pessoas, gritando: — Você é o Filho de Deus! Eles sabiam que Jesus era o Messias, e por isso ele os repreendia e não deixava que falassem.

Quando amanheceu, Jesus saiu da cidade e foi para um lugar deserto. Mas a multidão começou a procurá-lo, e, quando o encontraram, eles não queriam deixá-lo ir embora.

Mas Jesus disse: — Eu preciso anunciar também em outras cidades a boa notícia do Reino de Deus, pois foi para fazer isso que Deus me enviou.

E ele anunciava a mensagem nas sinagogas de todo o país.

 

Lc 5

Certo dia Jesus estava na praia do lago da Galiléia, e a multidão se apertava em volta dele para ouvir a mensagem de Deus.

Ele viu dois barcos no lago, perto da praia. Os pescadores tinham saído deles e estavam lavando as redes.

Jesus entrou num dos barcos, o de Simão, e pediu que ele o afastasse um pouco da praia. Então sentou-se e começou a ensinar a multidão.

Quando acabou de falar, Jesus disse a Simão: — Leve o barco para um lugar onde o lago é bem fundo. E então você e os seus companheiros joguem as redes para pescar.

Simão respondeu: — Mestre, nós trabalhamos a noite toda e não pescamos nada. Mas, já que o senhor está mandando jogar as redes, eu vou obedecer.

Quando eles jogaram as redes na água, pescaram tanto peixe, que as redes estavam se rebentando.

Então fizeram um sinal para os companheiros que estavam no outro barco a fim de que viessem ajudá-los. Eles foram e encheram os dois barcos com tanto peixe, que os barcos quase afundaram.

Quando Simão Pedro viu o que havia acontecido, ajoelhou-se diante de Jesus e disse: — Senhor, afaste-se de mim, pois eu sou um pecador!

Simão e os outros que estavam com ele ficaram admirados com a quantidade de peixes que haviam apanhado.

Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão, também ficaram muito admirados. Então Jesus disse a Simão: — Não tenha medo! De agora em diante você vai pescar gente.

Eles arrastaram os barcos para a praia, deixaram tudo e seguiram Jesus.

Certa vez Jesus estava numa cidade onde havia um homem que tinha o corpo todo coberto de lepra. Quando viu Jesus, o leproso se ajoelhou diante dele, encostou o rosto no chão e pediu: — Senhor, eu sei que o senhor pode me curar se quiser!

Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: — Sim! Eu quero. Você está curado. No mesmo instante a lepra desapareceu.

Então Jesus lhe deu esta ordem: — Escute! Não conte isso para ninguém, mas vá pedir ao sacerdote que examine você. Depois, a fim de provar para todos que você está curado, vá oferecer o sacrifício que Moisés ordenou.

Mas as notícias a respeito de Jesus se espalhavam ainda mais, e muita gente vinha para ouvi-lo e para ser curada das suas doenças.

Porém Jesus ia para lugares desertos e orava.

Um dia Jesus estava ensinando, e alguns fariseus e alguns mestres da Lei estavam sentados perto dele. Eles tinham vindo de todas as cidades da Galiléia e da Judéia e também de Jerusalém. O poder do Senhor estava com Jesus para que ele curasse os doentes.

Alguns homens trouxeram um paralítico deitado numa cama e estavam querendo entrar na casa e colocá-lo diante de Jesus.

Porém, por causa da multidão, não conseguiram entrar com o paralítico. Então o carregaram para cima do telhado. Fizeram uma abertura nas telhas e o desceram na sua cama em frente de Jesus, no meio das pessoas que estavam ali.

Jesus viu que eles tinham fé e disse ao paralítico: — Meu amigo, os seus pecados estão perdoados!

Os mestres da Lei e os fariseus começaram a pensar: — Quem é este homem que blasfema contra Deus desta maneira? Ninguém pode perdoar pecados; só Deus tem esse poder.

Porém Jesus sabia o que eles estavam pensando e disse: — Por que vocês estão pensando assim?

O que é mais fácil dizer ao paralítico: “Os seus pecados estão perdoados” ou “Levante-se e ande?”

Pois vou mostrar a vocês que eu, o Filho do Homem, tenho poder na terra para perdoar pecados. Então disse ao paralítico: — Eu digo a você: levante-se, pegue a sua cama e vá para casa.

No mesmo instante o homem se levantou diante de todos, pegou a cama e foi para casa, louvando a Deus.

Todos ficaram muito admirados; e, cheios de medo, louvaram a Deus, dizendo: — Que coisa maravilhosa nós vimos hoje!

Depois disso Jesus saiu e viu um cobrador de impostos, chamado Levi, sentado no lugar onde os impostos eram pagos. Jesus lhe disse: — Venha comigo.

Levi se levantou, deixou tudo e seguiu Jesus.

Então Levi fez para Jesus uma grande festa na sua casa. Havia ali muitos cobradores de impostos, e outras pessoas estavam sentadas com eles.

Os fariseus e os mestres da Lei, que eram do partido dos fariseus, ficaram zangados com os discípulos de Jesus e perguntaram: — Por que vocês comem e bebem com os cobradores de impostos e com outras pessoas de má fama?

Jesus respondeu: — Os que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes.

Eu não vim para chamar os bons, mas para chamar os pecadores, a fim de que se arrependam dos seus pecados.

Algumas pessoas disseram a Jesus: — Os discípulos de João Batista jejuam muitas vezes e fazem orações, e os discípulos dos fariseus fazem o mesmo. Mas os discípulos do senhor não jejuam.

Jesus respondeu: — Vocês acham que podem obrigar os convidados de uma festa de casamento a jejuarem enquanto o noivo está com eles? Claro que não!

Mas chegará o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; então sim eles vão jejuar!

Jesus fez também esta comparação: — Ninguém corta um pedaço de uma roupa nova para remendar uma roupa velha. Se alguém fizer isso, estraga a roupa nova, e o pedaço de pano novo não combina com a roupa velha.

Ninguém põe vinho novo em odres velhos. Se alguém fizer isso, os odres rebentam, o vinho se perde, e os odres ficam estragados.

Não. Vinho novo deve ser posto em odres novos.

E ninguém quer vinho novo depois de beber vinho velho, pois diz: “O vinho velho é melhor.”

 

Lc 6

Num sábado, Jesus estava atravessando uma plantação de trigo. Os seus discípulos começaram a colher e a debulhar espigas, e a comer os grãos de trigo.

Então alguns fariseus perguntaram: — Por que é que vocês estão fazendo uma coisa que a nossa Lei proíbe fazer no sábado?

Jesus respondeu: — Vocês não leram o que Davi fez, quando ele e os seus companheiros estavam com fome?

Ele entrou na casa de Deus, pegou os pães oferecidos a Deus, comeu e deu também aos seus companheiros. No entanto é contra a nossa Lei alguém comer desses pães; somente os sacerdotes têm o direito de fazer isso.

E Jesus terminou, dizendo: — O Filho do Homem tem autoridade sobre o sábado.

Num outro sábado Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. Estava ali um homem que tinha a mão direita aleijada.

Alguns mestres da Lei e alguns fariseus ficaram espiando Jesus com atenção para ver se ele ia curar alguém no sábado. Pois queriam arranjar algum motivo para o acusar de desobedecer à Lei.

Mas Jesus conhecia os pensamentos deles e por isso disse para o homem que tinha a mão aleijada: — Levante-se e fique em pé aqui na frente. O homem se levantou e ficou em pé.

Então Jesus disse: — Eu pergunto a vocês: o que é que a nossa Lei diz sobre o sábado? O que é permitido fazer nesse dia: o bem ou o mal? Salvar alguém da morte ou deixar morrer?

Jesus olhou para todos os que estavam em volta dele e disse para o homem: — Estenda a mão! O homem estendeu a mão, e ela sarou.

Aí os mestres da Lei e os fariseus ficaram furiosos e começaram a conversar sobre o que poderiam fazer contra Jesus.

Naquela ocasião Jesus subiu um monte para orar e passou a noite orando a Deus.

Quando amanheceu, chamou os seus discípulos e escolheu doze deles. E deu o nome de apóstolos a estes doze:

Simão, em quem pôs o nome de Pedro, e o seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu;

Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu; Simão, o nacionalista;

Judas, filho de Tiago; e Judas Iscariotes, que foi o traidor.

Jesus desceu do monte com eles e parou com muitos dos seus seguidores num lugar plano. Uma grande multidão estava ali. Era gente de toda a Judéia, de Jerusalém e das cidades de Tiro e Sidom, que ficam na beira do mar.

Eles tinham vindo para ouvir Jesus e para serem curados das suas doenças. Os que estavam atormentados por espíritos maus também vieram e foram curados.

Todos queriam tocar em Jesus porque dele saía um poder que curava todas as pessoas.

Jesus olhou para os seus discípulos e disse: — Felizes são vocês, os pobres, pois o Reino de Deus é de vocês.

— Felizes são vocês que agora têm fome, pois vão ter fartura. — Felizes são vocês que agora choram, pois vão rir.

— Felizes são vocês quando os odiarem, rejeitarem, insultarem e disserem que vocês são maus por serem seguidores do Filho do Homem.

Fiquem felizes e muito alegres quando isso acontecer, pois uma grande recompensa está guardada no céu para vocês. Pois os antepassados dessas pessoas fizeram essas mesmas coisas com os profetas.

— Mas ai de vocês que agora são ricos, pois já tiveram a sua vida boa.

— Ai de vocês que agora têm tudo, pois vão passar fome. — Ai de vocês que agora estão rindo, pois vão chorar e se lamentar.

— Ai de vocês quando todos os elogiarem, pois os antepassados dessas pessoas também elogiaram os falsos profetas.

— Mas eu digo a vocês que estão me ouvindo: amem os seus inimigos e façam o bem para os que odeiam vocês.

Desejem o bem para aqueles que os amaldiçoam e orem em favor daqueles que maltratam vocês.

Se alguém lhe der um tapa na cara, vire o outro lado para ele bater também. Se alguém tomar a sua capa, deixe que leve a túnica também.

Dê sempre a qualquer um que lhe pedir alguma coisa; e, quando alguém tirar o que é seu, não peça de volta.

Façam aos outros a mesma coisa que querem que eles façam a vocês.

— Se vocês amam somente aqueles que os amam, o que é que estão fazendo de mais? Até as pessoas de má fama amam as pessoas que as amam.

E, se vocês fazem o bem somente para aqueles que lhes fazem o bem, o que é que estão fazendo de mais? Até as pessoas de má fama fazem isso.

E, se vocês emprestam somente para aqueles que vocês acham que vão lhes pagar, o que é que estão fazendo de mais? Até as pessoas de má fama emprestam aos que têm má fama, para receber de volta o que emprestaram.

Façam o contrário: amem os seus inimigos e façam o bem para eles. Emprestem e não esperem receber de volta o que emprestaram e assim vocês terão uma grande recompensa e serão filhos do Deus Altíssimo. Façam isso porque ele é bom também para os ingratos e maus.

Tenham misericórdia dos outros, assim como o Pai de vocês tem misericórdia de vocês.

— Não julguem os outros, e Deus não julgará vocês. Não condenem os outros, e Deus não condenará vocês. Perdoem os outros, e Deus perdoará vocês.

Dêem aos outros, e Deus dará a vocês. Ele será generoso, e as bênçãos que ele lhes dará serão tantas, que vocês não poderão segurá-las nas suas mãos. A mesma medida que vocês usarem para medir os outros Deus usará para medir vocês.

E Jesus fez estas comparações: — Um cego não pode guiar outro cego. Se fizer isso, os dois cairão num buraco.

Nenhum aluno é mais importante do que o seu professor. Porém, quando tiver terminado os estudos, o aluno ficará igual ao seu professor.

— Por que é que você vê o cisco que está no olho do seu irmão e não repara na trave de madeira que está no seu próprio olho?

Como é que você pode dizer ao seu irmão: “Me deixe tirar esse cisco do seu olho”, se você não repara na trave que está no seu próprio olho? Hipócrita! Tire primeiro a trave que está no seu olho e então poderá ver bem para tirar o cisco que está no olho do seu irmão.

— A árvore boa não dá frutas ruins, assim como a árvore que não presta não dá frutas boas.

Pois cada árvore é conhecida pelas frutas que ela produz. Não é possível colher figos de espinheiros, nem colher uvas de pés de urtiga.

A pessoa boa tira o bem do depósito de coisas boas que tem no seu coração. E a pessoa má tira o mal do seu depósito de coisas más. Pois a boca fala do que o coração está cheio.

— Por que vocês me chamam “Senhor, Senhor” e não fazem o que eu digo?

Eu vou mostrar a vocês com quem se parece a pessoa que vem e ouve a minha mensagem e é obediente a ela.

Essa pessoa é como um homem que, quando construiu uma casa, cavou bem fundo e pôs o alicerce na rocha. O rio ficou cheio, e as suas águas bateram contra aquela casa; porém ela não se abalou porque havia sido bem construída.

Mas quem ouve a minha mensagem e não é obediente a ela é como o homem que construiu uma casa na terra, sem alicerce. Quando a água bateu contra aquela casa, ela caiu logo e ficou totalmente destruída.

 

Lc 7

Quando Jesus acabou de dizer essas coisas ao povo, foi para a cidade de Cafarnaum.

Havia ali um oficial romano que tinha um empregado a quem estimava muito. O empregado estava gravemente doente, quase morto.

Quando o oficial ouviu falar de Jesus, enviou alguns líderes judeus para pedirem a ele que viesse curar o seu empregado.

Eles foram falar com Jesus e lhe pediram com insistência: — Esse homem merece, de fato, a sua ajuda,

pois estima muito o nosso povo e até construiu uma sinagoga para nós.

Então Jesus foi com eles. Porém, quando já estava perto da casa, o oficial romano mandou alguns amigos dizerem a Jesus: — Senhor, não se incomode, pois eu não mereço que entre na minha casa.

E acho também que não mereço a honra de falar pessoalmente com o senhor. Dê somente uma ordem, e o meu empregado ficará bom.

Eu também estou debaixo da autoridade de oficiais superiores e tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Digo para um: “Vá lá”, e ele vai. Digo para outro: “Venha cá”, e ele vem. E digo também para o meu empregado: “Faça isto”, e ele faz.

Jesus ficou muito admirado quando ouviu isso. Então virou-se e disse para a multidão que o seguia: — Eu afirmo a vocês que nunca vi tanta fé, nem mesmo entre o povo de Israel!

Aí os amigos do oficial voltaram para a casa dele e encontraram o empregado curado.

Pouco tempo depois Jesus foi para uma cidade chamada Naim. Os seus discípulos e uma grande multidão foram com ele.

Quando ele estava chegando perto do portão da cidade, ia saindo um enterro. O defunto era filho único de uma viúva, e muita gente da cidade ia com ela.

Quando o Senhor a viu, ficou com muita pena dela e disse: — Não chore.

Então ele chegou mais perto e tocou no caixão. E os que o estavam carregando pararam. Então Jesus disse: — Moço, eu ordeno a você: levante-se!

O moço sentou-se no caixão e começou a falar, e Jesus o entregou à mãe.

Todos ficaram com muito medo e louvavam a Deus, dizendo: — Que grande profeta apareceu entre nós! Deus veio salvar o seu povo!

Essas notícias a respeito de Jesus se espalharam por todo o país e pelas regiões vizinhas.

Os discípulos de João Batista contaram tudo isso a ele. Aí João chamou dois deles

e os enviou ao Senhor Jesus para perguntarem: “O senhor é aquele que ia chegar ou devemos esperar outro?”

Então eles foram até o lugar onde Jesus estava e disseram: — João Batista nos mandou perguntar o seguinte: o senhor é aquele que ia chegar ou devemos esperar outro?

Naquele momento Jesus curou muitas pessoas das suas doenças e dos seus sofrimentos, expulsou espíritos maus e também curou muitos cegos.

Depois respondeu aos discípulos de João: — Voltem e contem a João o que vocês viram e ouviram. Digam a ele que os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e os pobres recebem o evangelho.

E felizes são as pessoas que não duvidam de mim!

Quando os discípulos de João foram embora, Jesus começou a dizer ao povo o seguinte a respeito de João: — O que vocês foram ver no deserto? Um caniço sacudido pelo vento?

O que foram ver? Um homem bem vestido? Ora, os que se vestem bem e vivem no luxo moram nos palácios!

Então me digam: o que foram ver? Um profeta? Sim. E eu afirmo que vocês viram muito mais do que um profeta.

Porque João é aquele a respeito de quem as Escrituras Sagradas dizem: “Aqui está o meu mensageiro, disse Deus. Eu o enviarei adiante de você para preparar o seu caminho.”

— Eu digo a vocês que de todos os homens que já nasceram João é o maior. Porém quem é o menor no Reino de Deus é maior do que ele.

Os cobradores de impostos e todo o povo ouviram isso. Eles eram aqueles que haviam obedecido às ordens justas de Deus e tinham sido batizados por João.

Mas os fariseus e os mestres da Lei não quiseram ser batizados por João e assim rejeitaram o plano de Deus para eles.

E Jesus terminou, dizendo: — Mas com quem posso comparar as pessoas de hoje? Com quem elas são parecidas?

Elas são como crianças sentadas na praça. Um grupo grita para o outro: “Nós tocamos músicas de casamento, mas vocês não dançaram! Cantamos músicas de enterro, mas vocês não choraram!”

João Batista jejua e não bebe vinho, e vocês dizem: “Ele está dominado por um demônio.”

O Filho do Homem come e bebe, e vocês dizem: “Vejam! Esse homem é comilão e beberrão; é amigo dos cobradores de impostos e de outras pessoas de má fama.”

Mas aqueles que aceitam a sabedoria de Deus mostram que ela é verdadeira.

Um fariseu convidou Jesus para jantar. Jesus foi até a casa dele e sentou-se para comer.

Naquela cidade morava uma mulher de má fama. Ela soube que Jesus estava jantando na casa do fariseu. Então pegou um frasco feito de alabastro, cheio de perfume,

e ficou aos pés de Jesus, por trás. Ela chorava e as suas lágrimas molhavam os pés dele. Então ela os enxugou com os seus próprios cabelos. Ela beijava os pés de Jesus e derramava o perfume neles.

Quando o fariseu viu isso, pensou assim: “Se este homem fosse, de fato, um profeta, saberia quem é esta mulher que está tocando nele e a vida de pecado que ela leva.”

Jesus então disse ao fariseu: — Simão, tenho uma coisa para lhe dizer: — Fale, Mestre! — respondeu Simão.

Jesus disse: — Dois homens tinham uma dívida com um homem que costumava emprestar dinheiro. Um deles devia quinhentas moedas de prata, e o outro, cinqüenta,

mas nenhum dos dois podia pagar ao homem que havia emprestado. Então ele perdoou a dívida de cada um. Qual deles vai estimá-lo mais?

— Eu acho que é aquele que foi mais perdoado! — respondeu Simão. — Você está certo! — disse Jesus.

Então virou-se para a mulher e disse a Simão: — Você está vendo esta mulher? Quando entrei, você não me ofereceu água para lavar os pés, porém ela os lavou com as suas lágrimas e os enxugou com os seus cabelos.

Você não me beijou quando cheguei; ela, porém, não pára de beijar os meus pés desde que entrei.

Você não pôs azeite perfumado na minha cabeça, porém ela derramou perfume nos meus pés.

Eu afirmo a você, então, que o grande amor que ela mostrou prova que os seus muitos pecados já foram perdoados. Mas onde pouco é perdoado, pouco amor é mostrado.

Então Jesus disse à mulher: — Os seus pecados estão perdoados.

Os que estavam sentados à mesa começaram a perguntar: — Que homem é esse que até perdoa pecados?

Mas Jesus disse à mulher: — A sua fé salvou você. Vá em paz.

 

Lc 8

Algum tempo depois Jesus saiu e viajou por cidades e povoados, anunciando a boa notícia do Reino de Deus. Os doze discípulos foram com ele,

e também algumas mulheres que haviam sido livradas de espíritos maus e curadas de doenças. Eram Maria, chamada Madalena, de quem tinham sido expulsos sete demônios;

Joana, mulher de Cuza, que era alto funcionário do governo de Herodes; Susana e muitas outras mulheres que, com os seus próprios recursos, ajudavam Jesus e os seus discípulos.

Uma grande multidão, vinda de várias cidades, veio ver Jesus. Quando todos estavam reunidos, ele contou esta parábola:

— Certo homem saiu para semear. E, quando estava espalhando as sementes, algumas caíram na beira do caminho, onde foram pisadas pelas pessoas e comidas pelos passarinhos.

Outras sementes caíram num lugar onde havia muitas pedras, e, quando começaram a brotar, as plantas secaram porque não havia umidade.

Outra parte caiu no meio de espinhos, que cresceram junto com as plantas e as sufocaram.

Mas algumas sementes caíram em terra boa. As plantas cresceram e produziram cem grãos para cada semente. E Jesus terminou, dizendo: — Quem quiser ouvir, que ouça!

Os discípulos de Jesus perguntaram o que ele queria dizer com essa parábola.

Jesus respondeu: — A vocês Deus mostra os segredos do seu Reino. Mas aos outros tudo é ensinado por meio de parábolas, para que olhem e não enxerguem nada e para que escutem e não entendam.

— O que essa parábola quer dizer é o seguinte: a semente é a mensagem de Deus.

As sementes que caíram na beira do caminho são as pessoas que ouvem a mensagem. Porém o Diabo chega e tira a mensagem do coração delas para que não creiam e não sejam salvas.

As sementes que caíram onde havia muitas pedras são as pessoas que ouvem a mensagem e a recebem com muita alegria. Elas não têm raízes e por isso crêem somente por algum tempo; e, quando chega a tentação, abandonam tudo.

As sementes que caíram no meio dos espinhos são as pessoas que ouvem a mensagem. Porém as preocupações, as riquezas e os prazeres desta vida aumentam e sufocam essas pessoas. Por isso os frutos que elas produzem nunca amadurecem.

E as sementes que caíram em terra boa são aquelas pessoas que ouvem e guardam a mensagem no seu coração bom e obediente; e, porque são fiéis, produzem frutos.

Jesus continuou: — Ninguém acende uma lamparina e depois a coloca debaixo de um cesto ou de uma cama. Pelo contrário, a lamparina é colocada no lugar próprio para que todos os que entram vejam a luz.

Pois tudo o que está escondido será descoberto, e tudo o que está em segredo será conhecido e revelado.

— Portanto, tomem cuidado e vejam como vocês ouvem. Porque quem tem receberá mais; mas quem não tem, até o que pensa que tem será tirado dele.

A mãe e os irmãos de Jesus vieram até o lugar onde ele estava, mas, por causa da multidão, não conseguiam chegar perto dele.

Então alguém disse a Jesus: — A sua mãe e os seus irmãos estão lá fora e querem falar com o senhor.

Mas Jesus disse a todos: — Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a mensagem de Deus e a praticam.

Certo dia Jesus subiu num barco com os seus discípulos e disse: — Vamos para o outro lado do lago. Então eles partiram.

Enquanto estavam atravessando o lago, Jesus dormiu. Um vento muito forte começou a soprar sobre o lago, e o barco foi ficando cheio de água, de modo que todos estavam em perigo.

Aí os discípulos chegaram perto de Jesus e o acordaram, dizendo: — Mestre, Mestre! Nós vamos morrer! Jesus se levantou e deu uma ordem ao vento e à tempestade. Eles pararam, e tudo ficou calmo.

Então ele disse aos discípulos: — Por acaso vocês não têm fé? Mas eles estavam admirados e com medo e diziam uns aos outros: — Que homem é este? Ele manda até no vento e nas ondas, e eles obedecem!

Jesus e os discípulos chegaram à região de Gerasa, no lado leste do lago da Galiléia.

Assim que Jesus saiu do barco, um homem daquela cidade foi encontrar-se com ele. Esse homem estava dominado por demônios. Fazia muito tempo que ele andava sem roupas e não morava numa casa, mas vivia nos túmulos do cemitério.

Quando viu Jesus, o homem deu um grito, caiu no chão diante dele e disse bem alto: — Jesus, Filho do Deus Altíssimo! O que o senhor quer de mim? Por favor, não me castigue!

Ele disse isso porque Jesus havia mandado o espírito mau sair dele. Esse espírito o havia agarrado muitas vezes. As pessoas chegaram até a amarrar os pés e as mãos do homem com correntes de ferro, mas ele as quebrava, e o demônio o levava para o deserto.

Jesus perguntou a ele: — Como é que você se chama? — O meu nome é Multidão! — respondeu ele. (Ele disse isso porque muitos demônios tinham entrado nele.)

Aí os demônios começaram a pedir com insistência a Jesus que não os mandasse para o abismo.

Muitos porcos estavam comendo num morro ali perto. Os demônios pediram com insistência a Jesus que os deixasse entrar nos porcos, e ele deixou.

Então eles saíram do homem e entraram nos porcos, que se atiraram morro abaixo, para dentro do lago, e se afogaram.

Quando os homens que estavam tomando conta dos porcos viram o que havia acontecido, fugiram e espalharam a notícia na cidade e nos seus arredores.

Muita gente foi ver o que havia acontecido. Quando chegaram perto de Jesus, viram o homem de quem haviam saído os demônios. E ficaram assustados porque ele estava sentado aos pés de Jesus, vestido e no seu perfeito juízo.

Os que haviam visto tudo contaram ao povo como o homem tinha sido curado.

Aí toda a gente da região de Gerasa ficou com muito medo e pediu que Jesus saísse da terra deles. Então Jesus subiu no barco e foi embora.

E o homem de quem os demônios tinham saído implorou a Jesus: — Me deixe ir com o senhor! Mas Jesus o mandou embora, dizendo:

— Volte para casa e conte o que Deus fez por você. Então o homem foi pela cidade, contando o que Jesus tinha feito por ele.

Quando Jesus voltou para o lado oeste do lago, a multidão o recebeu com alegria, pois todos tinham ficado ali à espera dele.

Então chegou um homem chamado Jairo, que era chefe da sinagoga daquele lugar. Ele se jogou aos pés de Jesus e pediu com insistência que fosse até a sua casa

porque a sua filha única, de doze anos, estava morrendo. Enquanto Jesus ia caminhando, a multidão o apertava de todos os lados.

Nisto, chegou uma mulher que fazia doze anos que estava com uma hemorragia. Ela havia gastado com os médicos tudo o que tinha, mas ninguém havia conseguido curá-la.

Ela foi por trás de Jesus e tocou na barra da capa dele, e logo o sangue parou de escorrer.

Aí Jesus perguntou: — Quem foi que me tocou? Todos negaram. Então Pedro disse: — Mestre, todo o povo está rodeando o senhor e o está apertando.

Mas Jesus disse: — Alguém me tocou, pois eu senti que de mim saiu poder.

Então a mulher, vendo que não podia mais ficar escondida, veio, tremendo, e se atirou aos pés de Jesus. E, diante de todos, contou a Jesus por que tinha tocado nele e como havia sido curada na mesma hora.

Aí Jesus disse: — Minha filha, você sarou porque teve fé! Vá em paz.

Jesus ainda estava falando, quando chegou da casa de Jairo um empregado, que disse: — Seu Jairo, a menina já morreu. Não aborreça mais o Mestre.

Jesus ouviu isso e disse a Jairo: — Não tenha medo; tenha fé, e ela ficará boa.

Quando Jesus chegou à casa de Jairo, deixou que Pedro, João e Tiago entrassem com ele, além do pai e da mãe da menina, e mais ninguém.

Todos os que estavam ali choravam e se lamentavam por causa da menina. Então Jesus disse: — Não chorem, a menina não morreu; ela está dormindo.

Aí começaram a caçoar dele porque sabiam que ela estava morta.

Mas Jesus foi, pegou-a pela mão e disse bem alto: — Menina, levante-se!

Ela tornou a viver e se levantou imediatamente. Aí Jesus mandou que dessem comida a ela.

Os seus pais ficaram muito admirados, mas Jesus mandou que não contassem a ninguém o que havia acontecido.

 

Lc 9

Jesus chamou os doze discípulos e lhes deu poder e autoridade para expulsar todos os demônios e curar doenças.

Então os enviou para anunciarem o Reino de Deus e curarem os doentes.

Ele disse: — Nesta viagem não levem nada: nem bengala para se apoiar, nem sacola, nem comida, nem dinheiro, nem mesmo uma túnica a mais.

Quando vocês entrarem numa cidade, fiquem na casa em que forem recebidos até irem embora daquele lugar.

Mas, se forem mal recebidos, saiam logo daquela cidade. E na saída sacudam o pó das suas sandálias, como sinal de protesto contra aquela gente.

Os discípulos então saíram de viagem e andaram por todos os povoados, anunciando o evangelho e curando doentes por toda parte.

Herodes, o governador da Galiléia, ouviu falar de tudo o que estava acontecendo e ficou sem saber o que pensar. Pois alguns diziam que João Batista tinha sido ressuscitado,

outros diziam que Elias tinha aparecido, e outros ainda que um dos antigos profetas havia ressuscitado.

Mas Herodes disse: — Eu mesmo mandei cortar a cabeça de João. Quem será então esse homem de quem ouço falar essas coisas? E Herodes procurava ver Jesus.

Os apóstolos voltaram e contaram a Jesus tudo o que haviam feito. Então ele os levou consigo, e foram sozinhos para o povoado de Betsaida.

Mas as multidões souberam disso e o seguiram. E Jesus os recebeu, falou a respeito do Reino de Deus e curou os que precisavam ser curados.

Estava anoitecendo, e por isso os doze apóstolos foram e disseram a Jesus: — Mande esta gente embora. Eles podem ir aos povoados e sítios que ficam por perto daqui e lá encontrarão o que comer e onde ficar, pois este lugar é deserto.

Mas Jesus respondeu: — Dêem vocês mesmos comida a eles. Os discípulos disseram: — Só temos cinco pães e dois peixes. O senhor quer que a gente vá comprar comida para toda esta multidão?

Estavam ali mais ou menos cinco mil homens. Jesus ordenou aos seus discípulos: — Mandem o povo sentar-se em grupos de mais ou menos cinqüenta pessoas.

Os discípulos obedeceram e mandaram que todos se sentassem.

Aí Jesus pegou os cinco pães e os dois peixes, olhou para o céu e deu graças a Deus por eles. Depois partiu os pães e os peixes e os entregou aos discípulos para que eles distribuíssem ao povo.

Todos comeram e ficaram satisfeitos, e os discípulos ainda encheram doze cestos com os pedaços que sobraram.

Certa vez Jesus estava sozinho, orando, e os discípulos chegaram perto dele. Então ele perguntou: — Quem o povo diz que eu sou?

Eles responderam: — Alguns dizem que o senhor é João Batista; outros, que é Elias; e outros, que é um dos profetas antigos que ressuscitou.

— E vocês? Quem vocês dizem que eu sou? — perguntou Jesus. Pedro respondeu: — O Messias que Deus enviou.

Então Jesus proibiu os discípulos de contarem isso a qualquer pessoa.

E continuou: — O Filho do Homem terá de sofrer muito. Ele será rejeitado pelos líderes judeus, pelos chefes dos sacerdotes e pelos mestres da Lei. Será morto e, no terceiro dia, será ressuscitado.

Depois disse a todos: — Se alguém quer ser meu seguidor, que esqueça os seus próprios interesses, esteja pronto cada dia para morrer como eu vou morrer e me acompanhe.

Pois quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo por minha causa terá a vida verdadeira.

O que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, mas perder a vida verdadeira e ser destruído?

Pois, se alguém tiver vergonha de mim e do meu ensinamento, então o Filho do Homem também terá vergonha dessa pessoa, quando ele vier na sua glória e na glória do Pai e dos santos anjos.

Eu afirmo a vocês que estão aqui algumas pessoas que não morrerão antes de ver o Reino de Deus.

Mais ou menos uma semana depois de ter dito essas coisas, Jesus levou Pedro, João e Tiago e subiu o monte para orar.

Enquanto orava, o seu rosto mudou de aparência, e a sua roupa ficou muito branca e brilhante.

De repente, dois homens apareceram ali e começaram a falar com ele. Eram Moisés e Elias,

que estavam cercados por um brilho celestial. Eles falavam com Jesus a respeito da morte que, de acordo com a vontade de Deus, ele ia sofrer em Jerusalém.

Pedro e os seus companheiros estavam dormindo profundamente, mas acordaram e viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele.

Quando esses dois homens estavam se afastando de Jesus, Pedro disse: — Mestre, como é bom estarmos aqui! Vamos armar três barracas: uma para o senhor, outra para Moisés e outra para Elias. Pedro não sabia o que estava dizendo.

Ele ainda estava falando, quando apareceu uma nuvem e os cobriu. Os discípulos ficaram com medo quando a nuvem desceu sobre eles.

E da nuvem veio uma voz, que disse: — Este é o meu Filho, o meu escolhido. Escutem o que ele diz!

Quando a voz parou, eles viram que Jesus estava sozinho. Os discípulos ficaram calados e naquela ocasião não disseram nada a ninguém sobre o que tinham visto.

No dia seguinte eles desceram do monte, e uma grande multidão veio se encontrar com Jesus.

Aí um homem que estava no meio do povo começou a gritar: — Mestre, peço ao senhor pelo meu filho, o meu único filho!

Um espírito mau o agarra, e, de repente, o menino dá um grito e começa a ter convulsões e a espumar pela boca. O espírito o maltrata e não o solta de jeito nenhum.

Já pedi aos discípulos do senhor que expulsassem o espírito mau, mas eles não conseguiram.

Jesus respondeu: — Gente má e sem fé! Até quando ficarei com vocês? Até quando terei de agüentá-los? Então disse ao homem: — Traga o seu filho aqui.

Quando o menino estava chegando, teve um ataque, e o demônio o jogou no chão. Então Jesus deu uma ordem ao espírito mau, curou o menino e o entregou ao pai.

E todos ficaram admirados com o grande poder de Deus. Todos estavam admirados com o que Jesus fazia, e ele disse aos discípulos:

— Não esqueçam o que vou dizer a vocês: o Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens.

Mas eles não entenderam isso, pois o que essas palavras queriam dizer tinha sido escondido deles para que não as entendessem. E eles estavam com medo de fazer perguntas a Jesus sobre o assunto.

Os discípulos começaram a conversar sobre qual deles era o mais importante.

Mas Jesus sabia o que eles estavam pensando. Então pegou uma criança e a pôs ao seu lado.

Aí disse: — Aquele que, por ser meu seguidor, receber esta criança estará recebendo a mim; e quem me receber estará recebendo aquele que me enviou. Pois aquele que é o mais humilde entre vocês, esse é que é o mais importante.

João disse: — Mestre, vimos um homem que expulsa demônios pelo poder do nome do senhor, mas nós o proibimos de fazer isso porque ele não é do nosso grupo.

Então Jesus disse a João e aos outros discípulos: — Não o proíbam, pois quem não é contra vocês é a favor de vocês.

Como estava chegando o tempo de Jesus ir para o céu, ele resolveu ir para Jerusalém.

Então mandou que alguns mensageiros fossem na frente. No caminho eles entraram em um povoado da região de Samaria a fim de prepararem um lugar para ele.

Mas os moradores dali não quiseram receber Jesus porque viram que ele estava indo para Jerusalém.

Quando os seus discípulos Tiago e João viram isso, disseram: — O senhor quer que a gente mande descer fogo do céu para acabar com estas pessoas?

Porém Jesus, virando-se para eles, os repreendeu.

Então ele e os seus discípulos foram para outro povoado.

Quando Jesus e os discípulos iam pelo caminho, um homem disse a Jesus: — Eu estou pronto a seguir o senhor para qualquer lugar onde o senhor for.

Então Jesus disse: — As raposas têm as suas covas, e os pássaros, os seus ninhos. Mas o Filho do Homem não tem onde descansar.

Aí ele disse para outro homem: — Venha comigo. Mas ele respondeu: — Senhor, primeiro deixe que eu volte e sepulte o meu pai.

Jesus disse: — Deixe que os mortos sepultem os seus mortos. Mas você vá e anuncie o Reino de Deus.

Outro homem disse: — Eu seguirei o senhor, mas primeiro deixe que eu vá me despedir da minha família.

Jesus respondeu: — Quem começa a arar a terra e olha para trás não serve para o Reino de Deus.

 

Lc 10

Depois disso o Senhor escolheu mais setenta e dois dos seus seguidores e os enviou de dois em dois a fim de que fossem adiante dele para cada cidade e lugar aonde ele tinha de ir.

Antes de os enviar, ele disse: — A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, peçam ao dono da plantação que mande trabalhadores para fazerem a colheita.

Vão! Eu estou mandando vocês como ovelhas para o meio de lobos.

Não levem bolsa, nem sacola, nem sandálias. E não parem no caminho para cumprimentar ninguém.

Quando entrarem numa casa, façam primeiro esta saudação: “Que a paz esteja nesta casa!”

Se um homem de paz morar ali, deixem a saudação com ele; mas, se o homem não for de paz, retirem a saudação.

Fiquem na mesma casa e comam e bebam o que lhes oferecerem, pois o trabalhador merece o seu salário. Não fiquem mudando de uma casa para outra.

— Quando entrarem numa cidade e forem bem recebidos, comam a comida que derem a vocês.

Curem os doentes daquela cidade e digam ao povo dali: “O Reino de Deus chegou até vocês.”

Porém, quando entrarem numa cidade e não forem bem recebidos, vão pelas ruas, dizendo:

“Até a poeira desta cidade que grudou nos nossos pés nós sacudimos contra vocês! Mas lembrem disto: o Reino de Deus chegou até vocês.”

E Jesus disse mais isto: — Eu afirmo a vocês que, no Dia do Juízo, Deus terá mais pena de Sodoma do que daquela cidade!

Jesus continuou: — Ai de você, cidade de Corazim! Ai de você, cidade de Betsaida! Porque, se os milagres que foram feitos em vocês tivessem sido feitos nas cidades de Tiro e de Sidom, os seus moradores já teriam abandonado os seus pecados há muito tempo. E, para mostrarem que estavam arrependidos, teriam se assentado no chão, vestidos com roupa feita de pano grosseiro, e teriam jogado cinzas na cabeça.

No Dia do Juízo, Deus terá mais pena de Tiro e de Sidom do que de vocês, Corazim e Betsaida!

E você, cidade de Cafarnaum, acha que vai subir até o céu? Pois será jogada no mundo dos mortos!

Então disse aos discípulos: — Quem ouve vocês está me ouvindo; quem rejeita vocês está me rejeitando; e quem me rejeita está rejeitando aquele que me enviou.

Os setenta e dois voltaram muito alegres e disseram a Jesus: — Até os demônios nos obedeciam quando, pelo poder do nome do senhor, nós mandávamos que saíssem das pessoas!

Jesus respondeu: — De fato, eu vi Satanás cair do céu como um raio.

Escutem! Eu dei a vocês poder para pisar cobras e escorpiões e para, sem sofrer nenhum mal, vencer a força do inimigo.

Porém não fiquem alegres porque os espíritos maus lhes obedecem, mas sim porque o nome de cada um de vocês está escrito no céu.

Naquele momento, pelo poder do Espírito Santo, Jesus ficou muito alegre e disse: — Ó Pai, Senhor do céu e da terra, eu te agradeço porque tens mostrado às pessoas sem instrução aquilo que escondeste dos sábios e dos instruídos. Sim, ó Pai, tu tiveste prazer em fazer isso.

— O meu Pai me deu todas as coisas. Ninguém sabe quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém sabe quem é o Pai, a não ser o Filho e também aqueles a quem o Filho quiser mostrar quem o Pai é.

Então Jesus virou-se para os discípulos e disse só para eles: — Felizes são as pessoas que podem ver o que vocês estão vendo!

Eu afirmo a vocês que muitos profetas e reis gostariam de ter visto o que vocês estão vendo, mas não puderam; e gostariam de ter ouvido o que vocês estão ouvindo, mas não ouviram.

Um mestre da Lei se levantou e, querendo encontrar alguma prova contra Jesus, perguntou: — Mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna?

Jesus respondeu: — O que é que as Escrituras Sagradas dizem a respeito disso? E como é que você entende o que elas dizem?

O homem respondeu: — “Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças e com toda a mente. E ame o seu próximo como você ama a você mesmo.”

— A sua resposta está certa! — disse Jesus. — Faça isso e você viverá.

Porém o mestre da Lei, querendo se desculpar, perguntou: — Mas quem é o meu próximo?

Jesus respondeu assim: — Um homem estava descendo de Jerusalém para Jericó. No caminho alguns ladrões o assaltaram, tiraram a sua roupa, bateram nele e o deixaram quase morto.

Acontece que um sacerdote estava descendo por aquele mesmo caminho. Quando viu o homem, tratou de passar pelo outro lado da estrada.

Também um levita passou por ali. Olhou e também foi embora pelo outro lado da estrada.

Mas um samaritano que estava viajando por aquele caminho chegou até ali. Quando viu o homem, ficou com muita pena dele.

Então chegou perto dele, limpou os seus ferimentos com azeite e vinho e em seguida os enfaixou. Depois disso, o samaritano colocou-o no seu próprio animal e o levou para uma pensão, onde cuidou dele.

No dia seguinte, entregou duas moedas de prata ao dono da pensão, dizendo: — Tome conta dele. Quando eu passar por aqui na volta, pagarei o que você gastar a mais com ele.

Então Jesus perguntou ao mestre da Lei: — Na sua opinião, qual desses três foi o próximo do homem assaltado?

— Aquele que o socorreu! — respondeu o mestre da Lei. E Jesus disse: — Pois vá e faça a mesma coisa.

Jesus e os seus discípulos continuaram a sua viagem e chegaram a um povoado. Ali uma mulher chamada Marta o recebeu na casa dela.

Maria, a sua irmã, sentou-se aos pés do Senhor e ficou ouvindo o que ele ensinava.

Marta estava ocupada com todo o trabalho da casa. Então chegou perto de Jesus e perguntou: — O senhor não se importa que a minha irmã me deixe sozinha com todo este trabalho? Mande que ela venha me ajudar.

Aí o Senhor respondeu: — Marta, Marta, você está agitada e preocupada com muitas coisas,

mas apenas uma é necessária! Maria escolheu a melhor de todas, e esta ninguém vai tomar dela.

 

Lc 11

Um dia Jesus estava orando num certo lugar. Quando acabou de orar, um dos seus discípulos pediu: — Senhor, nos ensine a orar, como João ensinou os discípulos dele.

Jesus respondeu: — Quando vocês orarem, digam: “Pai, que todos reconheçam que o teu nome é santo. Venha o teu Reino.

Dá-nos cada dia o alimento que precisamos.

Perdoa os nossos pecados, pois nós também perdoamos todos os que nos ofendem. E não deixes que sejamos tentados.”

Então Jesus disse aos seus discípulos: — Imaginem que um de vocês vá à casa de um amigo, à meia-noite, e lhe diga: “Amigo, me empreste três pães.

É que um amigo meu acaba de chegar de viagem, e eu não tenho nada para lhe oferecer.”

— E imaginem que o amigo responda lá de dentro: “Não me amole! A porta já está trancada, e eu e os meus filhos estamos deitados. Não posso me levantar para lhe dar os pães.”

Jesus disse: — Eu afirmo a vocês que pode ser que ele não se levante porque é amigo dele, mas certamente se levantará por causa da insistência dele e lhe dará tudo o que ele precisar.

Por isso eu digo: peçam e vocês receberão; procurem e vocês acharão; batam, e a porta será aberta para vocês.

Porque todos aqueles que pedem recebem; aqueles que procuram acham; e a porta será aberta para quem bate.

Por acaso algum de vocês será capaz de dar uma cobra ao seu filho, quando ele pede um peixe?

Ou, se o filho pedir um ovo, vai lhe dar um escorpião?

Vocês, mesmo sendo maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos. Quanto mais o Pai, que está no céu, dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem!

Jesus estava expulsando de certo homem um demônio que não o deixava falar. Quando o demônio saiu, o homem começou a falar. A multidão ficou admirada,

mas alguns disseram: — É Belzebu, o chefe dos demônios, que dá poder a este homem para expulsar demônios.

Outros, querendo conseguir alguma prova contra Jesus, pediam que ele fizesse um milagre para mostrar que o seu poder vinha de Deus.

Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse: — O país que se divide em grupos que lutam entre si certamente será destruído; a família que se divide em grupos que lutam entre si também será destruída.

Se o reino de Satanás tem grupos que lutam entre si, como continuará a existir? Vocês dizem que é Belzebu que me dá poder para expulsar demônios.

Mas, se é assim, quem dá aos seguidores de vocês o poder para expulsar demônios? Assim, os seus próprios seguidores provam que vocês estão completamente enganados.

Na verdade é pelo poder de Deus que eu expulso demônios, e isso prova que o Reino de Deus já chegou até vocês.

— Quando um homem forte e bem armado guarda a sua própria casa, tudo o que ele tem está seguro.

Mas, quando um homem mais forte o ataca e vence, leva todas as armas em que o outro confiava e reparte tudo o que tomou dele.

— Quem não é a meu favor é contra mim; e quem não me ajuda a ajuntar está espalhando.

Jesus continuou: — Quando um espírito mau sai de alguém, anda por lugares sem água, procurando onde descansar, mas não encontra. Então diz: “Vou voltar para a minha casa, de onde saí.”

Aí volta e encontra a casa varrida e arrumada.

Depois sai e vai buscar outros sete espíritos piores ainda, e todos ficam morando ali. Assim a situação daquela pessoa fica pior do que antes.

Quando Jesus acabou de dizer isso, uma mulher que estava no meio da multidão gritou para ele: — Como é feliz a mulher que pôs o senhor no mundo e o amamentou!

Mas Jesus respondeu: — Mais felizes são aqueles que ouvem a mensagem de Deus e obedecem a ela.

Quando a multidão se ajuntou em volta de Jesus, ele começou a falar e disse o seguinte: — Como as pessoas de hoje são más! Pedem um milagre como sinal de aprovação de Deus, mas nenhum sinal lhes será dado, a não ser o milagre de Jonas.

Assim como o profeta Jonas foi um sinal para os moradores da cidade de Nínive, assim também o Filho do Homem será um sinal para a gente de hoje.

No Dia do Juízo a rainha de Sabá vai se levantar e acusar vocês, pois ela veio de muito longe para ouvir os sábios ensinamentos de Salomão. E eu afirmo que o que está aqui é mais importante do que Salomão.

No Dia do Juízo o povo de Nínive vai se levantar e acusar vocês porque, quando ouviram a mensagem de Jonas, eles se arrependeram dos seus pecados. E eu afirmo que o que está aqui é mais importante do que Jonas.

Jesus continuou: — Ninguém acende uma lamparina para pôr num lugar escondido ou debaixo de um cesto. Ao contrário, ela é colocada no lugar próprio, para que os que entrarem na casa possam enxergar tudo bem.

Os olhos são como uma luz para o corpo: quando os olhos de você são bons, todo o seu corpo fica cheio de luz. Porém, se os seus olhos forem maus, o seu corpo ficará cheio de escuridão.

Portanto, tenha cuidado para que a luz que está em você não seja escuridão.

Pois, se o seu corpo estiver completamente luminoso, e nenhuma parte estiver escura, então ele ficará todo cheio de luz como acontece quando você é iluminado pelo brilho de uma lamparina.

Quando Jesus acabou de falar, um fariseu o convidou para jantar na casa dele. Jesus foi e sentou-se à mesa.

O fariseu ficou admirado quando viu que Jesus não tinha se lavado antes de comer.

Então o Senhor disse a ele: — Vocês, fariseus, lavam o copo e o prato por fora, mas por dentro vocês estão cheios de violência e de maldade.

Seus tolos! Quem fez o lado de fora não é o mesmo que fez o lado de dentro?

Portanto, dêem aos pobres o que está dentro dos seus copos e pratos, e assim tudo ficará limpo para vocês.

— Ai de vocês, fariseus! Pois dão para Deus a décima parte até mesmo da hortelã, da arruda e de todas as verduras, mas não são justos com os outros e não amam a Deus. E são exatamente essas coisas que vocês devem fazer sem deixar de lado as outras.

— Ai de vocês, fariseus! Pois gostam demais dos lugares de honra nas sinagogas e gostam de ser cumprimentados com respeito nas praças.

— Ai de vocês! Pois são como sepulturas que não se vêem, sepulturas que as pessoas pisam sem perceber.

Então um mestre da Lei disse a Jesus: — Mestre, falando assim, o senhor está nos ofendendo também.

Jesus respondeu: — Ai de vocês também, mestres da Lei! Porque põem fardos tão pesados nas costas dos outros, que eles quase não podem agüentar. Mas vocês mesmos não ajudam, nem ao menos com um dedo, essas pessoas a carregar esses fardos.

Ai de vocês! Pois fazem túmulos bonitos para os profetas, os mesmos profetas que os antepassados de vocês mataram.

Com isso vocês mostram que concordam com o que os seus antepassados fizeram, pois eles mataram os profetas, e vocês fazem túmulos para eles.

Por isso a Sabedoria de Deus disse: “Mandarei para eles profetas e mensageiros, e eles matarão alguns e perseguirão outros.”

Por causa disso esta gente de hoje será castigada pela morte de todos os profetas assassinados desde a criação do mundo,

começando pela morte de Abel até a morte de Zacarias, que foi assassinado entre o altar e o Lugar Santo. Sim, eu afirmo a vocês que o povo de hoje será castigado por todos esses crimes.

— Ai de vocês, mestres da Lei! Pois guardam a chave que abre a porta da casa da Sabedoria. E assim nem vocês mesmos entram, nem deixam os outros entrarem.

Quando Jesus saiu dali, os mestres da Lei e os fariseus começaram a criticá-lo com raiva e a lhe fazer perguntas sobre muitos assuntos.

Eles queriam levá-lo a dizer alguma coisa que pudesse lhes servir de motivo para acusá-lo.

 

Lc 12

Milhares de pessoas se ajuntaram, de tal maneira que umas pisavam as outras. Então Jesus disse primeiro aos discípulos: — Cuidado com o fermento dos fariseus, isto é, com a falsidade deles.

Tudo o que está coberto vai ser descoberto, e o que está escondido será conhecido.

Assim tudo o que vocês disserem na escuridão será ouvido na luz do dia. E tudo o que disserem em segredo, dentro de um quarto fechado, será anunciado abertamente.

Jesus continuou: — Eu afirmo a vocês, meus amigos: não tenham medo daqueles que matam o corpo, mas depois não podem fazer mais nada.

Vou mostrar a vocês de quem devem ter medo: tenham medo de Deus, que, depois de matar o corpo, tem poder para jogar a pessoa no inferno. Sim, repito: tenham medo de Deus.

— Por acaso não é verdade que cinco passarinhos são vendidos por algumas moedinhas? No entanto Deus não esquece nenhum deles.

Até os fios dos cabelos de vocês estão todos contados. Não tenham medo, pois vocês valem mais do que muitos passarinhos!

Jesus disse ainda: — Eu digo a vocês que, se alguém afirmar publicamente que é meu, então o Filho do Homem também afirmará, diante dos anjos de Deus, que essa pessoa é dele.

Mas aquele que disser publicamente que não é meu, o Filho do Homem também dirá diante dos anjos de Deus que essa pessoa não é dele.

— Quem falar contra o Filho do Homem será perdoado, porém quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado.

— Quando levarem vocês para serem julgados nas sinagogas ou diante dos governadores e autoridades, não fiquem preocupados, pensando como vão se defender ou o que vão dizer.

Pois naquela hora o Espírito Santo lhes ensinará o que devem dizer.

Um homem que estava no meio da multidão disse a Jesus: — Mestre, mande o meu irmão repartir comigo a herança que o nosso pai nos deixou.

Jesus disse: — Homem, quem me deu o direito de julgar ou de repartir propriedades entre vocês?

E continuou, dizendo a todos: — Prestem atenção! Tenham cuidado com todo tipo de avareza porque a verdadeira vida de uma pessoa não depende das coisas que ela tem, mesmo que sejam muitas.

Então Jesus contou a seguinte parábola: — As terras de um homem rico deram uma grande colheita.

Então ele começou a pensar: “Eu não tenho lugar para guardar toda esta colheita. O que é que vou fazer?

Ah! Já sei! — disse para si mesmo. — Vou derrubar os meus depósitos de cereais e construir outros maiores ainda. Neles guardarei todas as minhas colheitas junto com tudo o que tenho.

Então direi a mim mesmo: ‘Homem feliz! Você tem tudo de bom que precisa para muitos anos. Agora descanse, coma, beba e alegre-se.’”

Mas Deus lhe disse: “Seu tolo! Esta noite você vai morrer; aí quem ficará com tudo o que você guardou?”

Jesus concluiu: — Isso é o que acontece com aqueles que juntam riquezas para si mesmos, mas para Deus não são ricos.

Então Jesus disse aos seus discípulos: — É por isso que eu digo a vocês: não se preocupem com a comida que precisam para viver nem com a roupa que precisam para se vestir.

Pois a vida é mais importante do que a comida, e o corpo é mais importante do que as roupas.

Vejam os corvos: não semeiam, não colhem, não têm despensas nem depósitos, mas Deus dá de comer a eles. Será que vocês não valem muito mais do que os pássaros?

Qual de vocês pode encompridar a sua vida, por mais que se preocupe com isso?

Portanto, se vocês não podem conseguir uma coisa assim tão pequena, por que se preocupam com as outras?

Vejam como crescem as flores do campo: elas não trabalham, nem fazem roupas para si mesmas. Mas eu afirmo a vocês que nem mesmo Salomão, sendo tão rico, usava roupas tão bonitas como uma dessas flores.

É Deus quem veste a erva do campo, que hoje está aqui e amanhã desaparece, queimada no forno. Então é claro que ele vestirá também vocês, que têm uma fé tão pequena!

Portanto, não fiquem aflitos, procurando sempre o que comer ou o que beber.

Pois os pagãos deste mundo é que estão sempre procurando todas essas coisas. O Pai de vocês sabe que vocês precisam de tudo isso.

Portanto, ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus, e Deus lhes dará todas essas coisas.

Jesus continuou: — Meu pequeno rebanho, não tenha medo! Pois o Pai tem prazer em dar o Reino a vocês.

Vendam tudo o que vocês têm e dêem o dinheiro aos pobres. Arranjem bolsas que não se estragam e guardem as suas riquezas no céu, onde elas nunca se acabarão; porque lá os ladrões não podem roubá-las, e as traças não podem destruí-las.

Pois onde estiverem as suas riquezas, aí estará o coração de vocês.

E Jesus disse ainda: — Fiquem preparados para tudo: estejam com a roupa bem presa com o cinto e conservem as lamparinas acesas.

Sejam como os empregados que esperam pelo patrão, que vai voltar da festa de casamento. Logo que ele bate na porta, os empregados vão abrir.

Felizes aqueles empregados que o patrão encontra acordados e preparados! Eu afirmo a vocês que isto é verdade: o próprio patrão se preparará para servi-los, mandará que se sentem à mesa e ele mesmo os servirá.

Eles serão felizes se o patrão os encontrar alertas, mesmo que chegue à meia-noite ou até mais tarde.

Lembrem disto: se o dono da casa soubesse a que hora o ladrão viria, não o deixaria arrombar a sua casa.

Vocês, também, fiquem alertas, porque o Filho do Homem vai chegar quando não estiverem esperando.

Então Pedro perguntou: — Senhor, essa parábola é só para nós ou é para todos?

O Senhor respondeu: — Quem é, então, o empregado fiel e inteligente? É aquele que o patrão encarrega de tomar conta da casa e de dar comida na hora certa aos outros empregados.

Feliz aquele empregado que estiver fazendo isso quando o patrão chegar!

Eu afirmo a vocês que, de fato, o patrão vai colocá-lo como encarregado de toda a sua propriedade.

Mas imaginem o que acontecerá se aquele empregado pensar que o seu patrão está demorando muito para voltar. E imaginem que esse empregado comece a bater nos outros empregados e empregadas e a comer e a beber até ficar bêbado.

Então o patrão voltará no dia em que o empregado menos espera e na hora que ele não sabe. Aí o patrão mandará cortar o empregado em pedaços e o condenará a ir para o lugar aonde os desobedientes vão.

— O empregado que sabe qual é a vontade do patrão, mas não se prepara e não faz o que ele quer, será castigado com muitas chicotadas.

Mas o empregado que não sabe o que o patrão quer e faz alguma coisa que merece castigo, esse empregado será castigado com poucas chicotadas. Assim será pedido muito de quem recebe muito; e, daquele a quem muito é dado, muito mais será pedido.

Jesus continuou: — Eu vim para pôr fogo na terra e como eu gostaria que ele já estivesse aceso!

Tenho de receber um batismo e como estou aflito até que isso aconteça!

Vocês pensam que eu vim trazer paz ao mundo? Pois eu afirmo a vocês que não vim trazer paz, mas divisão.

Porque daqui em diante uma família de cinco pessoas ficará dividida: três contra duas e duas contra três.

Os pais vão ficar contra os filhos, e os filhos, contra os pais. As mães vão ficar contra as filhas, e as filhas, contra as mães. As sogras vão ficar contra as noras, e as noras, contra as sogras.

Jesus disse também ao povo: — Quando vocês vêem uma nuvem subindo no oeste, dizem logo: “Vai chover.” E, de fato, chove.

E, quando sentem o vento sul soprando, dizem: “Vai fazer calor.” E faz mesmo.

Hipócritas! Vocês sabem explicar os sinais da terra e do céu. Então por que não sabem explicar o que querem dizer os sinais desta época?

E Jesus terminou, dizendo: — Por que é que vocês mesmos não decidem qual é a maneira certa de agir?

Se alguém fizer uma acusação contra você e levá-lo ao tribunal, faça o possível para resolver a questão enquanto ainda está no caminho com essa pessoa. Isso para que ela não o leve ao juiz, o juiz o entregue ao guarda, e o guarda ponha você na cadeia.

Eu lhe afirmo que você não sairá dali enquanto não pagar a multa toda.

 

Lc 13

Naquela mesma ocasião algumas pessoas chegaram e começaram a comentar com Jesus como Pilatos havia mandado matar vários galileus, no momento em que eles ofereciam sacrifícios a Deus.

Então Jesus disse: — Vocês pensam que, se aqueles galileus foram mortos desse jeito, isso quer dizer que eles pecaram mais do que os outros galileus?

De modo nenhum! Eu afirmo a vocês que, se não se arrependerem dos seus pecados, todos vocês vão morrer como eles morreram.

E lembrem daqueles dezoito, do bairro de Siloé, que foram mortos quando a torre caiu em cima deles. Vocês pensam que eles eram piores do que os outros que moravam em Jerusalém?

De modo nenhum! Eu afirmo a vocês que, se não se arrependerem dos seus pecados, todos vocês vão morrer como eles morreram.

Então Jesus contou esta parábola: — Certo homem tinha uma figueira na sua plantação de uvas. E, quando foi procurar figos, não encontrou nenhum.

Aí disse ao homem que tomava conta da plantação: “Olhe! Já faz três anos seguidos que venho buscar figos nesta figueira e não encontro nenhum. Corte esta figueira! Por que deixá-la continuar tirando a força da terra sem produzir nada?”

Mas o empregado respondeu: “Patrão, deixe a figueira ficar mais este ano. Eu vou afofar a terra em volta dela e pôr bastante adubo.

Se no ano que vem ela der figos, muito bem. Se não der, então mande cortá-la.”

Certo sábado, Jesus estava ensinando numa sinagoga.

E chegou ali uma mulher que fazia dezoito anos que estava doente, por causa de um espírito mau. Ela andava encurvada e não conseguia se endireitar.

Quando Jesus a viu, ele a chamou e disse: — Mulher, você está curada.

Aí pôs as mãos sobre ela, e ela logo se endireitou e começou a louvar a Deus.

Mas o chefe da sinagoga ficou zangado porque Jesus havia feito uma cura no sábado. Por isso disse ao povo: — Há seis dias para trabalhar. Pois venham nesses dias para serem curados, mas, no sábado, não!

Então o Senhor respondeu: — Hipócritas! No sábado, qualquer um de vocês vai à estrebaria e desamarra o seu boi ou o seu jumento a fim de levá-lo para beber água.

E agora está aqui uma descendente de Abraão que Satanás prendeu durante dezoito anos. Por que é que no sábado ela não devia ficar livre dessa doença?

Os inimigos de Jesus ficaram envergonhados com essa resposta, mas toda a multidão ficou alegre com as coisas maravilhosas que ele fazia.

Jesus disse: — Com o que o Reino de Deus é parecido? Que comparação posso usar?

Ele é como uma semente de mostarda que um homem pega e planta na sua horta. A planta cresce e fica uma árvore, e os passarinhos fazem ninhos nos seus ramos.

Jesus continuou: — Que comparação poderei usar para o Reino de Deus?

Ele é como o fermento que uma mulher pega e mistura em três medidas de farinha, até que ele se espalhe por toda a massa.

Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando na sua viagem para Jerusalém.

Alguém perguntou: — Senhor, são poucos os que vão ser salvos? Jesus respondeu:

— Façam tudo para entrar pela porta estreita. Pois eu afirmo a vocês que muitos vão querer entrar, mas não poderão.

— O dono da casa vai se levantar e fechar a porta. Então vocês ficarão do lado de fora, batendo na porta e dizendo: “Senhor, nos deixe entrar!” E ele responderá: “Não sei de onde são vocês.”

Aí vocês dirão: “Nós comemos e bebemos com o senhor. O senhor ensinou na nossa cidade.”

Mas ele responderá: “Não sei de onde são vocês. Afastem-se de mim, vocês que só fazem o mal.”

Quando vocês virem Abraão, Isaque, Jacó e todos os profetas no Reino de Deus e vocês estiverem do lado de fora, então haverá choro e ranger de dentes de desespero.

Muitos virão do Leste e do Oeste, do Norte e do Sul e vão sentar-se à mesa no Reino de Deus.

E os que agora são os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos.

Naquele momento alguns fariseus chegaram perto de Jesus e disseram: — Vá embora daqui, porque Herodes quer matá-lo.

Jesus respondeu: — Vão e digam para aquela raposa que eu mandei dizer o seguinte: “Hoje e amanhã eu estou expulsando demônios e curando pessoas e no terceiro dia terminarei o meu trabalho.”

E Jesus continuou: — Mas eu preciso seguir o meu caminho hoje, amanhã e depois de amanhã; pois um profeta não deve ser morto fora de Jerusalém.

— Jerusalém, Jerusalém, que mata os profetas e apedreja os mensageiros que Deus lhe manda! Quantas vezes eu quis abraçar todo o seu povo, assim como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram!

Agora a casa de vocês ficará completamente abandonada. Eu afirmo que vocês não me verão mais, até chegar o tempo em que dirão: “Deus abençoe aquele que vem em nome do Senhor!”

 

Lc 14

Num sábado, Jesus entrou na casa de certo líder fariseu para tomar uma refeição. E as pessoas que estavam ali olhavam para Jesus com muita atenção.

Um homem, com as pernas e os braços inchados, chegou perto dele.

E Jesus perguntou aos mestres da Lei e aos fariseus: — A nossa Lei permite curar no sábado ou não?

Mas eles não responderam nada. Então Jesus pegou o homem, curou-o e o mandou embora.

Aí disse: — Se um filho ou um boi de algum de vocês cair num poço, será que você não vai tirá-lo logo de lá, mesmo que isso aconteça num sábado?

E eles não puderam responder.

Certa vez Jesus estava reparando como os convidados escolhiam os melhores lugares à mesa. Então fez esta comparação:

— Quando alguém convidá-lo para uma festa de casamento, não sente no melhor lugar. Porque pode ser que alguém mais importante tenha sido convidado.

Então quem convidou você e o outro poderá dizer a você: “Dê esse lugar para este aqui.” Aí você ficará envergonhado e terá de sentar-se no último lugar.

Pelo contrário, quando você for convidado, sente-se no último lugar. Assim quem o convidou vai dizer a você: “Meu amigo, venha sentar-se aqui num lugar melhor.” E isso será uma grande honra para você diante de todos os convidados.

Porque quem se engrandece será humilhado, mas quem se humilha será engrandecido.

Depois Jesus disse ao homem que o havia convidado: — Quando você der um almoço ou um jantar, não convide os seus amigos, nem os seus irmãos, nem os seus parentes, nem os seus vizinhos ricos. Porque certamente eles também o convidarão e assim pagarão a gentileza que você fez.

Mas, quando você der uma festa, convide os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos

e você será abençoado. Pois eles não poderão pagar o que você fez, mas Deus lhe pagará no dia em que as pessoas que fazem o bem ressuscitarem.

Um dos que estavam à mesa ouviu isso e disse para Jesus: — Felizes os que irão sentar-se à mesa no Reino de Deus!

Então Jesus lhe disse: — Certo homem convidou muita gente para uma festa que ia dar.

Quando chegou a hora, mandou o seu empregado dizer aos convidados: “Venham, que tudo já está pronto!”

— Mas eles, um por um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse ao empregado: “Comprei um sítio e tenho de dar uma olhada nele. Peço que me desculpe.”

— Outro disse: “Comprei cinco juntas de bois e preciso ver se trabalham bem. Peço que me desculpe.”

— E outro disse: “Acabei de casar e por isso não posso ir.”

— O empregado voltou e contou tudo ao patrão. Ele ficou com muita raiva e disse: “Vá depressa pelas ruas e pelos becos da cidade e traga os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos.”

— Mais tarde o empregado disse: “Patrão, já fiz o que o senhor mandou, mas ainda está sobrando lugar.”

— Aí o patrão respondeu: “Então vá pelas estradas e pelos caminhos e obrigue os que você encontrar ali a virem, a fim de que a minha casa fique cheia.

Pois eu afirmo a vocês que nenhum dos que foram convidados provará o meu jantar!”

Certa vez uma grande multidão estava acompanhando Jesus. Ele virou-se para eles e disse:

— Quem quiser me acompanhar não pode ser meu seguidor se não me amar mais do que ama o seu pai, a sua mãe, a sua esposa, os seus filhos, os seus irmãos, as suas irmãs e até a si mesmo.

Não pode ser meu seguidor quem não estiver pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhar.

Se um de vocês quer construir uma torre, primeiro senta e calcula quanto vai custar, para ver se o dinheiro dá.

Se não fizer isso, ele consegue colocar os alicerces, mas não pode terminar a construção. Aí todos os que virem o que aconteceu vão caçoar dele, dizendo:

“Este homem começou a construir, mas não pôde terminar!”

— Se um rei que tem dez mil soldados vai partir para combater outro que vem contra ele com vinte mil, ele senta primeiro e vê se está bastante forte para enfrentar o outro.

Se não fizer isso, acabará precisando mandar mensageiros ao outro rei, enquanto este ainda estiver longe, para combinar condições de paz. Jesus terminou, dizendo:

— Assim nenhum de vocês pode ser meu discípulo se não deixar tudo o que tem.

— O sal é uma coisa útil; mas, se perde o gosto, deixa de ser sal.

É jogado fora, pois não serve mais nem para a terra nem para o monte de esterco. Se vocês têm ouvidos para ouvirem, então ouçam.

 

Lc 15

Certa ocasião, muitos cobradores de impostos e outras pessoas de má fama chegaram perto de Jesus para o ouvir.

Os fariseus e os mestres da Lei criticavam Jesus, dizendo: — Este homem se mistura com gente de má fama e toma refeições com eles.

Então Jesus contou esta parábola:

— Se algum de vocês tem cem ovelhas e perde uma, por acaso não vai procurá-la? Assim, deixa no campo as outras noventa e nove e vai procurar a ovelha perdida até achá-la.

Quando a encontra, fica muito contente e volta com ela nos ombros.

Chegando à sua casa, chama os amigos e vizinhos e diz: “Alegrem-se comigo porque achei a minha ovelha perdida.”

— Pois eu lhes digo que assim também vai haver mais alegria no céu por um pecador que se arrepende dos seus pecados do que por noventa e nove pessoas boas que não precisam se arrepender.

Jesus continuou: — Se uma mulher que tem dez moedas de prata perder uma, vai procurá-la, não é? Ela acende uma lamparina, varre a casa e procura com muito cuidado até achá-la.

E, quando a encontra, convida as amigas e vizinhas e diz: “Alegrem-se comigo porque achei a minha moeda perdida.”

— Pois eu digo a vocês que assim também os anjos de Deus se alegrarão por causa de um pecador que se arrepende dos seus pecados.

E Jesus disse ainda: — Um homem tinha dois filhos.

Certo dia o mais moço disse ao pai: “Pai, quero que o senhor me dê agora a minha parte da herança.” — E o pai repartiu os bens entre os dois.

Poucos dias depois, o filho mais moço ajuntou tudo o que era seu e partiu para um país que ficava muito longe. Ali viveu uma vida cheia de pecado e desperdiçou tudo o que tinha.

— O rapaz já havia gastado tudo, quando houve uma grande fome naquele país, e ele começou a passar necessidade.

Então procurou um dos moradores daquela terra e pediu ajuda. Este o mandou para a sua fazenda a fim de tratar dos porcos.

Ali, com fome, ele tinha vontade de comer o que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada.

Caindo em si, ele pensou: “Quantos trabalhadores do meu pai têm comida de sobra, e eu estou aqui morrendo de fome!

Vou voltar para a casa do meu pai e dizer: ‘Pai, pequei contra Deus e contra o senhor

e não mereço mais ser chamado de seu filho. Me aceite como um dos seus trabalhadores.’”

Então saiu dali e voltou para a casa do pai. — Quando o rapaz ainda estava longe de casa, o pai o avistou. E, com muita pena do filho, correu, e o abraçou, e beijou.

E o filho disse: “Pai, pequei contra Deus e contra o senhor e não mereço mais ser chamado de seu filho!”

— Mas o pai ordenou aos empregados: “Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Ponham um anel no dedo dele e sandálias nos seus pés.

Também tragam e matem o bezerro gordo. Vamos começar a festejar

porque este meu filho estava morto e viveu de novo; estava perdido e foi achado.” — E começaram a festa.

— Enquanto isso, o filho mais velho estava no campo. Quando ele voltou e chegou perto da casa, ouviu a música e o barulho da dança.

Então chamou um empregado e perguntou: “O que é que está acontecendo?”

— O empregado respondeu: “O seu irmão voltou para casa vivo e com saúde. Por isso o seu pai mandou matar o bezerro gordo.”

— O filho mais velho ficou zangado e não quis entrar. Então o pai veio para fora e insistiu com ele para que entrasse.

Mas ele respondeu: “Faz tantos anos que trabalho como um escravo para o senhor e nunca desobedeci a uma ordem sua. Mesmo assim o senhor nunca me deu nem ao menos um cabrito para eu fazer uma festa com os meus amigos.

Porém esse seu filho desperdiçou tudo o que era do senhor, gastando dinheiro com prostitutas. E agora ele volta, e o senhor manda matar o bezerro gordo!”

— Então o pai respondeu: “Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que é meu é seu.

Mas era preciso fazer esta festa para mostrar a nossa alegria. Pois este seu irmão estava morto e viveu de novo; estava perdido e foi achado.”

 

Lc 16

Jesus disse aos seus discípulos: — Havia um homem rico que tinha um administrador que cuidava dos seus bens. Foram dizer a esse homem que o administrador estava desperdiçando o dinheiro dele.

Por isso ele o chamou e disse: “Eu andei ouvindo umas coisas a respeito de você. Agora preste contas da sua administração porque você não pode mais continuar como meu administrador.”

— Aí o administrador pensou: “O patrão está me despedindo. E, agora, o que é que eu vou fazer? Não tenho forças para cavar a terra e tenho vergonha de pedir esmola.

Ah! Já sei o que vou fazer… Assim, quando for mandado embora, terei amigos que me receberão nas suas casas.”

— Então ele chamou todos os devedores do patrão e perguntou para o primeiro: “Quanto é que você está devendo para o meu patrão?”

— “Cem barris de azeite!” — respondeu ele. O administrador disse: — “Aqui está a sua conta. Sente-se e escreva cinqüenta.”

— Para o outro ele perguntou: “E você, quanto está devendo?” — “Mil medidas de trigo!” — respondeu ele. — “Escreva oitocentas!” — mandou o administrador.

— E o patrão desse administrador desonesto o elogiou pela sua esperteza. E Jesus continuou: — As pessoas deste mundo são muito mais espertas nos seus negócios do que as pessoas que pertencem à luz.

Por isso eu digo a vocês: usem as riquezas deste mundo para conseguir amigos a fim de que, quando as riquezas faltarem, eles recebam vocês no lar eterno.

Quem é fiel nas coisas pequenas também será nas grandes; e quem é desonesto nas coisas pequenas também será nas grandes.

Pois, se vocês não forem honestos com as riquezas deste mundo, quem vai pôr vocês para tomar conta das riquezas verdadeiras?

E, se não forem honestos com o que é dos outros, quem lhes dará o que é de vocês?

— Um escravo não pode servir a dois donos ao mesmo tempo, pois vai rejeitar um e preferir o outro; ou será fiel a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e também servir ao dinheiro.

Os fariseus ouviram isso e zombaram de Jesus porque amavam o dinheiro.

Então Jesus disse a eles: — Para as pessoas vocês parecem bons, mas Deus conhece o coração de vocês. Pois aquilo que as pessoas acham que vale muito não vale nada para Deus.

— A Lei de Moisés e os ensinamentos dos Profetas duraram até a época de João Batista. Desde esse tempo a boa notícia do Reino de Deus está sendo anunciada, e cada um se esforça para entrar nele.

— É mais fácil o céu e a terra desaparecerem do que ser tirado um simples acento de qualquer palavra da Lei.

— Se um homem se divorciar e casar com outra mulher, comete adultério. E quem casar com a mulher divorciada também comete adultério.

Jesus continuou: — Havia um homem rico que vestia roupas muito caras e todos os dias dava uma grande festa.

Havia também um homem pobre, chamado Lázaro, que tinha o corpo coberto de feridas, e que costumavam largar perto da casa do rico.

Lázaro ficava ali, procurando matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do homem rico. E até os cachorros vinham lamber as suas feridas.

O pobre morreu e foi levado pelos anjos para junto de Abraão, na festa do céu. O rico também morreu e foi sepultado.

Ele sofria muito no mundo dos mortos. Quando olhou, viu lá longe Abraão e Lázaro ao lado dele.

Então gritou: “Pai Abraão, tenha pena de mim! Mande que Lázaro molhe o dedo na água e venha refrescar a minha língua porque estou sofrendo muito neste fogo!”

— Mas Abraão respondeu: “Meu filho, lembre que você recebeu na sua vida todas as coisas boas, porém Lázaro só recebeu o que era mau. E agora ele está feliz aqui, enquanto você está sofrendo.

Além disso, há um grande abismo entre nós, de modo que os que querem atravessar daqui até vocês não podem, como também os daí não podem passar para cá.”

— O rico disse: “Nesse caso, Pai Abraão, peço que mande Lázaro até a casa do meu pai

porque eu tenho cinco irmãos. Deixe que ele vá e os avise para que assim não venham para este lugar de sofrimento.”

— Mas Abraão respondeu: “Os seus irmãos têm a Lei de Moisés e os livros dos Profetas para os avisar. Que eles os escutem!”

— “Só isso não basta, Pai Abraão!”, respondeu o rico. “Porém, se alguém ressuscitar e for falar com eles, aí eles se arrependerão dos seus pecados.”

— Mas Abraão respondeu: “Se eles não escutarem Moisés nem os profetas, não crerão, mesmo que alguém ressuscite.”

 

Lc 17

Jesus disse aos seus discípulos: — Sempre vão acontecer coisas que fazem com que as pessoas caiam em pecado, mas ai do culpado!

Seria melhor para essa pessoa que ela fosse jogada no mar com uma grande pedra de moinho amarrada no pescoço do que fazer com que um destes pequeninos peque.

Tenham cuidado! Se o seu irmão pecar, repreenda-o; se ele se arrepender, perdoe.

Se pecar contra você sete vezes num dia e cada vez vier e disser: “Me arrependo”, então perdoe.

Os apóstolos pediram ao Senhor: — Aumente a nossa fé.

E ele respondeu: — Se a fé que vocês têm fosse do tamanho de uma semente de mostarda, vocês poderiam dizer a esta figueira brava: “Arranque-se pelas raízes e vá se plantar no mar!” E ela obedeceria.

Jesus disse: — Façam de conta que um de vocês tem um empregado que trabalha na lavoura ou cuida das ovelhas. Quando ele volta do campo, será que você vai dizer: “Venha depressa e sente-se à mesa”?

Claro que não! Pelo contrário, você dirá: “Prepare o jantar para mim, ponha o avental e me sirva enquanto eu como e bebo. Depois você pode comer e beber.”

Por acaso o empregado merece agradecimento porque obedeceu às suas ordens?

Assim deve ser com vocês. Depois de fazerem tudo o que foi mandado, digam: “Somos empregados que não valem nada porque fizemos somente o nosso dever.”

Jesus continuava viajando para Jerusalém e passou entre as regiões da Samaria e da Galiléia.

Quando estava entrando num povoado, dez leprosos foram se encontrar com ele. Eles pararam de longe

e gritaram: — Jesus, Mestre, tenha pena de nós!

Jesus os viu e disse: — Vão e peçam aos sacerdotes que examinem vocês. Quando iam pelo caminho, eles foram curados.

E, quando um deles, que era samaritano, viu que estava curado, voltou louvando a Deus em voz alta.

Ajoelhou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu.

Jesus disse: — Os homens que foram curados eram dez. Onde estão os outros nove?

Por que somente este estrangeiro voltou para louvar a Deus?

E Jesus disse a ele: — Levante-se e vá. Você está curado porque teve fé.

Alguns fariseus perguntaram a Jesus quando ia chegar o Reino de Deus. Ele respondeu: — Quando o Reino de Deus chegar, não será uma coisa que se possa ver.

Ninguém vai dizer: “Vejam! Está aqui” ou “Está ali”. Porque o Reino de Deus está dentro de vocês.

Então ele disse aos discípulos: — Chegará o tempo em que vocês vão querer ver um dos dias em que o Filho do Homem já tiver chegado, mas não verão.

Alguns vão dizer a vocês: “Olhem aqui” ou “Olhem ali”; porém não saiam para procurá-lo.

Porque, assim como o relâmpago brilha de uma ponta do céu até a outra, assim será no dia em que o Filho do Homem vier.

Mas primeiro ele precisa sofrer e ser rejeitado pelo povo de hoje.

Como foi no tempo de Noé, assim também será nos dias de antes da vinda do Filho do Homem.

Todos comiam e bebiam, e os homens e as mulheres casavam, até o dia em que Noé entrou na barca. Depois veio o dilúvio e matou todos.

A mesma coisa aconteceu no tempo de Ló. Todos comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construíam.

No dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e matou todos.

Assim será o dia em que o Filho do Homem aparecer.

Aí quem estiver em cima da sua casa, no terraço, desça, e fuja logo, e não perca tempo entrando na casa para pegar as suas coisas. E quem estiver no campo não volte para casa.

Lembrem da mulher de Ló.

A pessoa que procura os seus próprios interesses nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo terá a vida verdadeira.

Naquela noite duas pessoas estarão dormindo numa mesma cama. Eu afirmo a vocês que uma será levada, e a outra, deixada.

Duas mulheres estarão moendo trigo juntas: uma será levada, e a outra, deixada.

Naquele dia, dois homens estarão trabalhando na fazenda: um será levado, e o outro, deixado.

Então os discípulos perguntaram: — Senhor, onde vai ser isso? Ele respondeu: — Onde estiver o corpo de um morto, aí se ajuntarão os urubus.

 

Lc 18

Jesus contou a seguinte parábola, mostrando aos discípulos que deviam orar sempre e nunca desanimar:

— Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus e não respeitava ninguém.

Nessa cidade morava uma viúva que sempre o procurava para pedir justiça, dizendo: “Ajude-me e julgue o meu caso contra o meu adversário!”

— Durante muito tempo o juiz não quis julgar o caso da viúva, mas afinal pensou assim: “É verdade que eu não temo a Deus e também não respeito ninguém.

Porém, como esta viúva continua me aborrecendo, vou dar a sentença a favor dela. Se eu não fizer isso, ela não vai parar de vir me amolar até acabar comigo.”

E o Senhor continuou: — Prestem atenção naquilo que aquele juiz desonesto disse.

Será, então, que Deus não vai fazer justiça a favor do seu próprio povo, que grita por socorro dia e noite? Será que ele vai demorar para ajudá-lo?

Eu afirmo a vocês que ele julgará a favor do seu povo e fará isso bem depressa. Mas, quando o Filho do Homem vier, será que vai encontrar fé na terra?

Jesus também contou esta parábola para os que achavam que eram muito bons e desprezavam os outros:

— Dois homens foram ao Templo para orar. Um era fariseu, e o outro, cobrador de impostos.

O fariseu ficou de pé e orou sozinho, assim: “Ó Deus, eu te agradeço porque não sou avarento, nem desonesto, nem imoral como as outras pessoas. Agradeço-te também porque não sou como este cobrador de impostos.

Jejuo duas vezes por semana e te dou a décima parte de tudo o que ganho.”

— Mas o cobrador de impostos ficou de longe e nem levantava o rosto para o céu. Batia no peito e dizia: “Ó Deus, tem pena de mim, pois sou pecador!”

E Jesus terminou, dizendo: — Eu afirmo a vocês que foi este homem, e não o outro, que voltou para casa em paz com Deus. Porque quem se engrandece será humilhado, e quem se humilha será engrandecido.

Depois disso, algumas pessoas levaram as suas crianças a Jesus para que ele as abençoasse, mas os discípulos viram isso e repreenderam aquelas pessoas.

Então Jesus chamou as crianças para perto de si e disse: — Deixem que as crianças venham a mim e não proíbam que elas façam isso, pois o Reino de Deus é das pessoas que são como estas crianças.

Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem não receber o Reino de Deus como uma criança nunca entrará nele.

Certo líder judeu perguntou a Jesus: — Bom Mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna?

Jesus respondeu: — Por que você me chama de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém.

Você conhece os mandamentos: “Não cometa adultério, não mate, não roube, não dê falso testemunho contra ninguém, respeite o seu pai e a sua mãe.”

O homem respondeu: — Desde criança eu tenho obedecido a todos esses mandamentos.

Quando Jesus ouviu isso, disse: — Falta mais uma coisa para você fazer. Venda tudo o que você tem, e dê o dinheiro aos pobres, e assim você terá riquezas no céu. Depois venha e me siga.

Quando o homem ouviu isso, ficou muito triste, pois era riquíssimo.

Vendo a tristeza dele, Jesus disse: — Como é difícil os ricos entrarem no Reino de Deus!

É mais difícil um rico entrar no Reino de Deus do que um camelo passar pelo fundo de uma agulha.

Os que ouviram isso perguntaram: — Então, quem é que pode se salvar?

Jesus respondeu: — O que é impossível para os seres humanos é possível para Deus.

Aí Pedro disse: — Veja! Nós deixamos a nossa família e seguimos o senhor.

Jesus respondeu: — Eu afirmo a vocês que isto é verdade: aquele que, por causa do Reino de Deus, deixar casa, esposa, irmãos, parentes ou filhos

receberá ainda nesta vida muito mais e, no futuro, receberá a vida eterna.

Jesus levou os doze discípulos para um lado e disse: — Escutem! Nós estamos indo para Jerusalém, onde vai acontecer tudo o que os profetas escreveram sobre o Filho do Homem.

Ele será entregue aos não-judeus, e estes vão zombar dele, insultá-lo, cuspir nele

e bater nele; e depois o matarão. Mas no terceiro dia ele ressuscitará.

Os discípulos não entenderam nada do que Jesus disse. O que essas palavras queriam dizer estava escondido deles, e eles não sabiam do que Jesus estava falando.

Jesus já estava chegando perto da cidade de Jericó. Acontece que um cego estava sentado na beira do caminho, pedindo esmola.

Quando ouviu a multidão passando, ele perguntou o que era aquilo.

— É Jesus de Nazaré que está passando! — responderam.

Aí o cego começou a gritar: — Jesus, Filho de Davi, tenha pena de mim!

As pessoas que iam na frente o repreenderam e mandaram que ele calasse a boca. Mas ele gritava ainda mais: — Filho de Davi, tenha pena de mim!

Jesus parou e mandou que trouxessem o cego. Quando ele chegou perto, Jesus perguntou:

— O que é que você quer que eu faça? — Senhor, eu quero ver de novo! — respondeu ele.

Então Jesus disse: — Veja! Você está curado porque teve fé.

No mesmo instante o homem começou a ver e, dando glória a Deus, foi seguindo Jesus. E todos os que viram isso começaram a louvar a Deus.

 

Lc 19

Jesus entrou em Jericó e estava atravessando a cidade.

Morava ali um homem rico, chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos.

Ele estava tentando ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, pois Zaqueu era muito baixo.

Então correu adiante da multidão e subiu numa figueira brava para ver Jesus, que devia passar por ali.

Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e disse a Zaqueu: — Zaqueu, desça depressa, pois hoje preciso ficar na sua casa.

Zaqueu desceu depressa e o recebeu na sua casa, com muita alegria.

Todos os que viram isso começaram a resmungar: — Este homem foi se hospedar na casa de um pecador!

Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: — Escute, Senhor, eu vou dar a metade dos meus bens aos pobres. E, se roubei alguém, vou devolver quatro vezes mais.

Então Jesus disse: — Hoje a salvação entrou nesta casa, pois este homem também é descendente de Abraão.

Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar quem está perdido.

Jesus contou uma parábola para os que ouviram o que ele tinha dito. Agora ele estava perto de Jerusalém, e por isso eles estavam pensando que o Reino de Deus ia aparecer logo.

Então Jesus disse: — Certo homem de uma família importante foi para um país que ficava bem longe, para lá ser feito rei e depois voltar.

Antes de viajar, chamou dez dos seus empregados, deu a cada um uma moeda de ouro e disse: “Vejam o que vocês conseguem ganhar com este dinheiro, até a minha volta.”

— Acontece que o povo do seu país o odiava e por isso mandou atrás dele uma comissão para dizer que não queriam que aquele homem fosse feito rei deles.

— O homem foi feito rei e voltou para casa. Aí mandou chamar os empregados a quem tinha dado o dinheiro, para saber quanto haviam conseguido ganhar.

O primeiro chegou e disse: “Patrão, com aquela moeda de ouro que o senhor me deu, eu ganhei dez.”

— “Muito bem!” — respondeu ele. — “Você é um bom empregado! E, porque foi fiel em coisas pequenas, você vai ser o governador de dez cidades.”

— O segundo empregado veio e disse: “Patrão, com aquela moeda de ouro que o senhor me deu, eu ganhei cinco.”

— “Você vai ser o governador de cinco cidades!” — disse o patrão.

— O outro empregado chegou e disse: “Patrão, aqui está a sua moeda. Eu a embrulhei num lenço e a escondi.

Tive medo do senhor, porque sei que é um homem duro, que tira dos outros o que não é seu e colhe o que não plantou.”

— Ele respondeu: “Você é um mau empregado! Vou usar as suas próprias palavras para julgá-lo. Você sabia que sou um homem duro, que tiro dos outros o que não é meu e colho o que não plantei.

Então por que você não pôs o meu dinheiro no banco? Assim, quando eu voltasse da viagem, receberia o dinheiro com juros.”

— E disse para os que estavam ali: “Tirem dele a moeda e dêem ao que tem dez.”

Eles responderam: — “Mas ele já tem dez moedas, patrão!”

— E o patrão disse: — “Eu afirmo a vocês que aquele que tem muito receberá ainda mais; mas quem não tem, até o pouco que tem será tirado dele.

E agora tragam aqui os meus inimigos, que não queriam que eu fosse o rei deles, e os matem na minha frente.”

Depois de dizer isso, Jesus foi adiante deles para Jerusalém.

Quando iam chegando aos povoados de Betfagé e Betânia, que ficam perto do monte das Oliveiras, enviou dois discípulos na frente,

com a seguinte ordem: — Vão até o povoado ali adiante. Logo que vocês entrarem lá, encontrarão preso um jumentinho que ainda não foi montado. Desamarrem o animal e o tragam aqui.

Se alguém perguntar por que vocês estão fazendo isso, digam que o Mestre precisa dele.

Eles foram e acharam tudo como Jesus tinha dito.

Quando estavam desamarrando o jumentinho, os donos perguntaram: — Por que é que vocês estão desamarrando o animal?

Eles responderam: — O Mestre precisa dele.

Então eles levaram o jumentinho para Jesus, puseram as suas capas sobre o animal e ajudaram Jesus a montar.

Conforme ele ia passando, o povo estendia as suas capas no caminho.

Quando Jesus chegou perto de Jerusalém, na descida do monte das Oliveiras, uma grande multidão de seguidores ia com ele. E eles, cheios de alegria, começaram a louvar a Deus em voz alta por tudo o que tinham visto.

Eles diziam: — Que Deus abençoe o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória a Deus!

Aí alguns fariseus que estavam no meio da multidão disseram a Jesus: — Mestre, mande que os seus seguidores calem a boca!

Jesus respondeu: — Eu afirmo a vocês que, se eles se calarem, as pedras gritarão!

Quando Jesus chegou perto de Jerusalém e viu a cidade, chorou com pena dela

e disse: — Ah! Jerusalém! Se hoje mesmo você soubesse o que é preciso para conseguir a paz! Mas agora você não pode ver isso.

Pois chegarão os dias em que os inimigos vão cercá-la com rampas de ataque, e vão rodeá-la, e apertá-la de todos os lados.

Eles destruirão completamente você e todos os seus moradores. Não ficará uma pedra em cima da outra, porque você não reconheceu o tempo em que Deus veio para salvá-la.

Jesus entrou no pátio do Templo e começou a expulsar dali os vendedores.

Ele lhes disse: — Nas Escrituras Sagradas está escrito que Deus disse o seguinte: “A minha casa será uma ‘Casa de oração’.” Mas vocês a transformaram num esconderijo de ladrões.

Jesus ensinava no pátio do Templo todos os dias. Os chefes dos sacerdotes, os mestres da Lei e os líderes do povo queriam matá-lo.

Mas não achavam jeito de fazer isso, pois todos o escutavam com muita atenção.

 

Lc 20

Certo dia, Jesus estava no pátio do Templo ensinando o povo e anunciando o evangelho. Então chegaram ali alguns chefes dos sacerdotes e alguns mestres da Lei, junto com alguns líderes do povo,

e perguntaram: — Diga para nós: com que autoridade você faz essas coisas? Quem lhe deu essa autoridade?

Jesus respondeu: — Eu também vou fazer uma pergunta a vocês. Respondam:

Quem deu autoridade a João para batizar? Foi Deus ou foram pessoas?

Aí eles começaram a dizer uns aos outros: — O que é que vamos dizer? Se dissermos que foi Deus, ele vai perguntar: “Então por que vocês não creram em João?”

Mas, se dissermos que foram pessoas, esta multidão vai nos apedrejar, pois eles acham que João era profeta.

Por isso responderam: — Nós não sabemos quem deu autoridade a João para batizar.

Jesus disse: — Pois então eu também não digo com que autoridade faço essas coisas.

Depois Jesus contou esta parábola para o povo: — Certo homem fez uma plantação de uvas, arrendou-a para uns lavradores e depois foi viajar, ficando fora por muito tempo.

Quando chegou o tempo da colheita, ele mandou um empregado para receber a sua parte. Mas os lavradores bateram nele e o mandaram de volta sem nada.

O dono mandou outro empregado, mas eles também bateram nele, depois o trataram de modo vergonhoso e o mandaram de volta sem nada.

Então ele enviou um terceiro empregado, mas os lavradores também bateram nele e o expulsaram.

Aí o dono da plantação pensou: “O que vou fazer? Já sei: vou mandar o meu filho querido. Tenho certeza de que vão respeitá-lo.”

— Mas, quando os lavradores viram o filho, disseram: “Este é o filho do dono; ele vai herdar a plantação. Vamos matá-lo, e a plantação será nossa.”

— Então eles jogaram o filho para fora da plantação e o mataram. Aí Jesus perguntou: — E, agora, o que é que o dono da plantação vai fazer?

Ele virá, matará aqueles homens e dará a plantação a outros lavradores. Então as pessoas que estavam ouvindo disseram: — Que Deus não permita que isso aconteça!

Mas Jesus olhou bem para eles e disse: — As Escrituras Sagradas afirmam: “A pedra que os construtores rejeitaram veio a ser a mais importante de todas.”

Quem cair em cima dessa pedra ficará em pedaços. E, se a pedra cair sobre alguém, essa pessoa vai virar pó.

Os mestres da Lei e os chefes dos sacerdotes sabiam que era contra eles que Jesus havia contado essa parábola e queriam prendê-lo ali mesmo, porém tinham medo do povo.

Então começaram a vigiar Jesus. Pagaram alguns homens para fazerem perguntas a ele. Eles deviam fingir que eram sinceros e procurar conseguir alguma prova contra Jesus. Assim os mestres da Lei e os chefes dos sacerdotes teriam uma desculpa para o prender e entregar nas mãos do Governador romano.

Esses homens perguntaram: — Mestre, sabemos que aquilo que o senhor diz e ensina é certo. Sabemos também que o senhor não julga pela aparência e ensina a verdade sobre a maneira de viver que Deus exige.

Diga: é ou não é contra a nossa Lei pagar impostos ao Imperador romano?

Mas Jesus percebeu a má intenção deles e disse:

— Tragam aqui uma moeda. De quem são o nome e a cara que estão gravados nela? — São do Imperador! — responderam eles.

Então Jesus disse: — Dêem ao Imperador o que é do Imperador e dêem a Deus o que é de Deus.

Eles não puderam conseguir nenhuma prova contra Jesus diante do povo. Por isso ficaram calados, admirados com a resposta dele.

Alguns saduceus, os quais afirmam que ninguém ressuscita, chegaram perto de Jesus

e disseram: — Mestre, Moisés escreveu para nós a seguinte lei: “Se um homem morrer e deixar a esposa sem filhos, o irmão dele deve casar com a viúva, para terem filhos, que serão considerados filhos do irmão que morreu.”

Acontece que havia sete irmãos. O mais velho casou e morreu sem deixar filhos.

Então o segundo casou com a viúva,

e depois, o terceiro. E assim a mesma coisa aconteceu com os sete irmãos, isto é, todos morreram sem deixar filhos.

Depois a mulher também morreu.

Portanto, no dia da ressurreição, de qual dos sete a mulher vai ser esposa? Pois todos eles casaram com ela!

Jesus respondeu: — Nesta vida os homens e as mulheres casam.

Mas as pessoas que merecem alcançar a ressurreição e a vida futura não vão casar lá,

pois serão como os anjos e não poderão morrer. Serão filhos de Deus porque ressuscitaram.

E Moisés mostra claramente que os mortos serão ressuscitados. Quando fala do espinheiro que estava em fogo, ele escreve que o Senhor é “o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.”

Isso mostra que Deus é Deus dos vivos e não dos mortos, pois para ele todos estão vivos.

Aí alguns mestres da Lei disseram: — Boa resposta, Mestre!

E não tinham coragem de lhe fazer mais perguntas.

Em seguida Jesus perguntou a eles: — Como se pode dizer que o Messias é descendente de Davi?

Pois o próprio Davi diz assim no livro de Salmos: “O Senhor Deus disse ao meu Senhor: ‘Sente-se do meu lado direito,

até que eu ponha os seus inimigos como estrado debaixo dos seus pés.’”

Se Davi chama o Messias de Senhor, como é que o Messias pode ser descendente de Davi?

O povo todo estava escutando, e Jesus disse aos discípulos:

— Cuidado com os mestres da Lei, que gostam de usar capas compridas e de ser cumprimentados com respeito nas praças. Eles escolhem os lugares de honra nas sinagogas e os melhores lugares nos banquetes.

Exploram as viúvas e roubam os seus bens; e, para disfarçar, fazem orações compridas. Portanto, o castigo que eles vão sofrer será pior ainda!

 

Lc 21

Jesus estava no pátio do Templo, olhando o que estava acontecendo, e viu os ricos pondo dinheiro na caixa das ofertas.

Viu também uma viúva pobre, que pôs ali duas moedinhas de pouco valor.

Então ele disse: — Eu afirmo a vocês que esta viúva pobre deu mais do que todos.

Porque os outros deram do que estava sobrando. Porém ela, que é tão pobre, deu tudo o que tinha para viver.

Algumas pessoas estavam falando de como o Templo era enfeitado com bonitas pedras e com as coisas que tinham sido dadas como ofertas. Então Jesus disse:

— Chegará o dia em que tudo isso que vocês estão vendo será destruído. E não ficará uma pedra em cima da outra.

Aí eles perguntaram: — Mestre, quando será isso? Que sinal haverá para mostrar quando é que isso vai acontecer?

Jesus respondeu: — Tomem cuidado para que ninguém engane vocês. Porque muitos vão aparecer fingindo ser eu, dizendo: “Eu sou o Messias” ou “Já chegou o tempo”. Porém não sigam essa gente.

Não tenham medo quando ouvirem falar de guerras e de revoluções. Pois é preciso que essas coisas aconteçam primeiro. Mas isso não quer dizer que o fim esteja perto.

E continuou: — Uma nação vai guerrear contra outra, e um país atacará outro.

Em vários lugares haverá grandes tremores de terra, falta de alimentos e epidemias. Acontecerão coisas terríveis, e grandes sinais serão vistos no céu.

— Mas, antes de acontecer tudo isso, vocês serão presos e perseguidos. Vocês serão entregues para serem julgados nas sinagogas e depois serão jogados na cadeia. Por serem meus seguidores, vocês serão levados aos reis e aos governadores para serem julgados.

E isso dará oportunidade a vocês para anunciarem o evangelho.

Resolvam desde já que não vão ficar preocupados, antes da hora, com o que dirão para se defender.

Porque eu lhes darei palavras e sabedoria que os seus inimigos não poderão resistir, nem negar.

Vocês serão entregues às autoridades pelos seus próprios pais, irmãos, parentes e amigos, e alguns de vocês serão mortos.

Todos odiarão vocês por serem meus seguidores.

Mas nem um fio de cabelo de vocês será perdido.

Fiquem firmes, pois assim vocês serão salvos.

Jesus disse ainda: — Quando vocês virem a cidade de Jerusalém cercada por exércitos, fiquem sabendo que logo ela será destruída.

Então, os que estiverem na região da Judéia, que fujam para os montes. Quem estiver na cidade, que saia logo. E quem estiver no campo, que não entre na cidade.

Porque aqueles dias serão os “Dias do Castigo”, e neles acontecerá tudo o que as Escrituras Sagradas dizem.

Ai das mulheres grávidas e das mães que ainda estiverem amamentando naqueles dias! Porque virá sobre a terra uma grande aflição, e cairá sobre esta gente um terrível castigo de Deus.

Muitos serão mortos à espada, e outros serão levados como prisioneiros para todos os países do mundo. E os não-judeus conquistarão Jerusalém, até que termine o tempo de eles fazerem isso.

E Jesus continuou: — Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. E, na terra, todas as nações ficarão desesperadas, com medo do terrível barulho do mar e das ondas.

Em todo o mundo muitas pessoas desmaiarão de terror ao pensarem no que vai acontecer, pois os poderes do espaço serão abalados.

Então o Filho do Homem aparecerá descendo numa nuvem, com poder e grande glória.

Quando essas coisas começarem a acontecer, fiquem firmes e de cabeça erguida, pois logo vocês serão salvos.

Em seguida Jesus fez esta comparação: — Vejam o exemplo da figueira ou de qualquer outra árvore.

Quando vocês vêem que as suas folhas começam a brotar, vocês já sabem que está chegando o verão.

Assim também, quando virem acontecer aquelas coisas, fiquem sabendo que o Reino de Deus está para chegar.

Eu afirmo a vocês que isto é verdade: essas coisas vão acontecer antes de morrerem todos os que agora estão vivos.

O céu e a terra desaparecerão, mas as minhas palavras ficarão para sempre.

E Jesus terminou, dizendo: — Fiquem alertas! Não deixem que as festas, ou as bebedeiras, ou os problemas desta vida façam vocês ficarem tão ocupados, que aquele dia pegue vocês de surpresa,

como se fosse uma armadilha. Pois ele cairá sobre todos no mundo inteiro.

Portanto, fiquem vigiando e orem sempre, a fim de poderem escapar de tudo o que vai acontecer e poderem estar de pé na presença do Filho do Homem, quando ele vier.

Jesus ensinava no pátio do Templo todos os dias. Mas à noite ia para o monte das Oliveiras e ficava ali até de manhã.

E todo o povo ia de madrugada para o Templo a fim de ouvi-lo.

 

Lc 22

Faltava pouco tempo para a Festa dos Pães sem Fermento, chamada Páscoa.

Os chefes dos sacerdotes e os mestres da Lei procuravam um jeito para matar Jesus em segredo porque tinham medo do povo.

Então Satanás entrou em Judas, chamado Iscariotes, que era um dos doze discípulos.

Judas foi falar com os chefes dos sacerdotes e com os oficiais da guarda do Templo para combinar a maneira como ele ia lhes entregar Jesus.

Eles ficaram muito contentes e prometeram dar dinheiro a ele.

Judas aceitou e começou a procurar uma oportunidade para entregar Jesus a eles, sem que o povo ficasse sabendo.

Chegou o dia da Festa dos Pães sem Fermento, dia em que os judeus matavam carneirinhos para comemorar a Páscoa.

Então Jesus deu a Pedro e a João a seguinte ordem: — Vão e preparem para nós o jantar da Páscoa.

Eles perguntaram: — Onde o senhor quer que a gente prepare o jantar?

Jesus respondeu: — Escutem! Quando entrarem na cidade, um homem carregando um pote de água vai se encontrar com vocês. Sigam esse homem até a casa onde ele entrar

e digam ao dono dela: “O Mestre mandou perguntar a você onde fica a sala em que ele e os seus discípulos vão comer o jantar da Páscoa.”

Então ele mostrará a vocês uma grande sala mobiliada, no andar de cima. Preparem ali o jantar.

Os dois discípulos foram até a cidade e encontraram tudo como Jesus tinha dito. Então prepararam o jantar da Páscoa.

Quando chegou a hora, Jesus sentou-se à mesa com os apóstolos

e lhes disse: — Como tenho desejado comer este jantar da Páscoa com vocês, antes do meu sofrimento!

Pois eu digo a vocês que nunca comerei este jantar até que eu coma o verdadeiro jantar que haverá no Reino de Deus.

Então Jesus pegou o cálice de vinho, deu graças a Deus e disse: — Peguem isto e repartam entre vocês.

Pois eu afirmo a vocês que nunca mais beberei deste vinho até que chegue o Reino de Deus.

Depois pegou o pão e deu graças a Deus. Em seguida partiu o pão e o deu aos apóstolos, dizendo: — Isto é o meu corpo que é entregue em favor de vocês. Façam isto em memória de mim.

Depois do jantar, do mesmo modo deu a eles o cálice de vinho, dizendo: — Este cálice é a nova aliança feita por Deus com o seu povo, aliança que é garantida pelo meu sangue, derramado em favor de vocês.

Mas vejam: o traidor está aqui sentado comigo à mesa!

Pois o Filho do Homem vai morrer da maneira como Deus já resolveu. Mas ai daquele que está traindo o Filho do Homem!

Então os apóstolos começaram a perguntar uns aos outros quem seria o traidor.

Os apóstolos tiveram uma forte discussão sobre qual deles deveria ser considerado o mais importante.

Então Jesus disse: — Os reis deste mundo têm poder sobre o povo, e os governadores são chamados de “Amigos do Povo”.

Mas entre vocês não pode ser assim. Pelo contrário, o mais importante deve ser como o menos importante; e o que manda deve ser como o que é mandado.

Quem é o mais importante? É o que está sentado à mesa para comer ou é o que está servindo? Claro que é o que está sentado à mesa. Mas entre vocês eu sou como aquele que serve.

— Vocês têm estado sempre comigo nos meus sofrimentos.

Por isso, assim como o meu Pai me deu o direito de governar, eu também dou o mesmo direito a vocês.

Vocês vão comer e beber à minha mesa no meu Reino e sentarão em tronos para julgar as doze tribos de Israel.

Jesus continuou: — Simão, Simão, escute bem! Satanás já conseguiu licença para pôr vocês à prova. Ele vai peneirar vocês como o lavrador peneira o trigo a fim de separá-lo da palha.

Mas eu tenho orado por você, Simão, para que não lhe falte fé. E, quando você voltar para mim, anime os seus irmãos.

Então Pedro disse a Jesus: — Estou pronto para ser preso e morrer com o senhor!

Então Jesus afirmou: — Eu digo a você, Pedro, que hoje, antes que o galo cante, você dirá três vezes que não me conhece.

Depois Jesus perguntou aos discípulos: — Por acaso faltou a vocês alguma coisa quando eu os enviei sem bolsa, sem sacola e sem sandálias? — Não faltou nada! — responderam eles.

Então Jesus disse: — Pois agora quem tem uma bolsa ou sacola deve pegá-la; e quem não tem espada deve vender a capa e comprar uma.

Pois as Escrituras Sagradas dizem: “Ele foi tratado como se fosse um criminoso.” Eu afirmo a vocês que isso precisa acontecer comigo, pois o que está escrito a meu respeito tem de acontecer.

Aí os seus discípulos disseram: — Senhor, aqui estão duas espadas. — Basta! — respondeu ele.

Jesus saiu e foi, como de costume, ao monte das Oliveiras; e os seus discípulos foram com ele.

Quando chegou ao lugar escolhido, Jesus disse: — Orem pedindo que vocês não sejam tentados.

Então se afastou a uma distância de mais ou menos trinta metros. Ajoelhou-se e começou a orar,

dizendo: — Pai, se queres, afasta de mim este cálice de sofrimento! Porém que não seja feito o que eu quero, mas o que tu queres.

Então um anjo do céu apareceu e o animava.

Cheio de uma grande aflição, Jesus orava com mais força ainda. O seu suor era como gotas de sangue caindo no chão.

Depois de orar, ele se levantou, voltou para o lugar onde os discípulos estavam e os encontrou dormindo, pois a tristeza deles era muito grande.

E disse: — Por que vocês estão dormindo? Levantem-se e orem para que não sejam tentados.

Jesus ainda estava falando, quando chegou uma multidão. Judas, um dos doze discípulos, que era quem guiava aquela gente, chegou perto de Jesus para beijá-lo.

Mas Jesus disse: — Judas, é com um beijo que você trai o Filho do Homem?

Quando os discípulos que estavam com Jesus viram o que ia acontecer, disseram: — Senhor, devemos atacar essa gente com as nossas espadas?

Um deles feriu com a espada o empregado do Grande Sacerdote, cortando a sua orelha direita.

Mas Jesus ordenou: — Parem com isso! Aí tocou na orelha do homem e o curou.

Em seguida disse aos chefes dos sacerdotes, aos oficiais da guarda do Templo e aos líderes judeus que tinham vindo para prendê-lo: — Por que vocês vieram com espadas e porretes para me prender como se eu fosse um bandido?

Eu estava com vocês todos os dias no pátio do Templo, e vocês não tentaram me prender. Mas esta é a hora de vocês e também a hora do poder da escuridão.

Eles prenderam Jesus e o levaram até a casa do Grande Sacerdote. E Pedro os seguia de longe.

Quando acenderam uma fogueira no meio do pátio, Pedro foi e sentou-se com os que estavam em volta do fogo.

Uma das empregadas o viu sentado ali perto da fogueira, olhou bem para ele e disse: — Este homem também estava com Jesus!

Mas Pedro negou, dizendo: — Mulher, eu nem conheço esse homem!

Pouco tempo depois, um homem o viu ali e disse: — Você também é um deles! Mas Pedro respondeu: — Homem, eu não sou um deles.

Mais ou menos uma hora depois, outro insistiu: — Você estava mesmo com ele porque também é galileu.

Mas Pedro respondeu: — Homem, eu não sei do que é que você está falando! Naquele instante, enquanto ele falava, o galo cantou.

Então o Senhor virou-se e olhou firme para Pedro, e ele lembrou das palavras que o Senhor lhe tinha dito: “Hoje, antes que o galo cante, você dirá três vezes que não me conhece.”

Então Pedro saiu dali e chorou amargamente.

Os homens que estavam guardando Jesus zombavam dele e batiam nele.

Taparam os olhos dele e perguntavam: — Quem foi que bateu em você? Adivinhe!

E diziam muitas outras coisas para insultá-lo.

Quando amanheceu, alguns líderes dos judeus, alguns chefes dos sacerdotes e alguns mestres da Lei se reuniram. Depois mandaram levar Jesus diante do Conselho Superior.

Então lhe disseram: — Diga para nós se você é o Messias. Ele respondeu: — Se eu disser que sim, vocês não vão acreditar.

E, se eu fizer uma pergunta, vocês não vão responder.

Mas de agora em diante o Filho do Homem se sentará do lado direito do Deus Todo-Poderoso.

Aí todos perguntaram: — Então você é o Filho de Deus? Jesus respondeu: — São vocês que estão dizendo isso.

E eles disseram: — Não precisamos mais de testemunhas. Nós mesmos ouvimos o que ele disse.

 

Lc 23

Em seguida o grupo todo se levantou e levou Jesus para Pilatos.

Lá, começaram a acusá-lo, dizendo: — Pegamos este homem tentando fazer o nosso povo se revoltar, dizendo a eles que não pagassem impostos ao Imperador e afirmando que ele é o Messias, um rei.

Aí Pilatos perguntou a Jesus: — Você é o rei dos judeus? Jesus respondeu: — Quem está dizendo isso é o senhor.

Então Pilatos disse aos chefes dos sacerdotes e à multidão: — Não encontro nenhum motivo para condenar este homem.

Mas eles insistiram: — Ele está causando desordem entre o povo em toda a Judéia. Ele começou na Galiléia e agora chegou aqui.

Ouvindo isso, Pilatos perguntou: — Este homem é da Galiléia?

Quando soube que Jesus era da região governada por Herodes, Pilatos o mandou para ele, pois Herodes também estava em Jerusalém naquela ocasião.

Herodes ficou muito contente quando viu Jesus, pois tinha ouvido falar a respeito dele e fazia muito tempo que queria vê-lo. Ele desejava ver Jesus fazer algum milagre.

Então fez muitas perguntas a Jesus, mas ele não respondeu nada.

Os chefes dos sacerdotes e os mestres da Lei se apresentaram e fizeram acusações muito fortes contra Jesus.

Herodes e os seus soldados zombaram de Jesus e o trataram com desprezo. Puseram nele uma capa luxuosa e o mandaram de volta para Pilatos.

Naquele dia Herodes e Pilatos, que antes eram inimigos, se tornaram amigos.

Pilatos reuniu os chefes dos sacerdotes, os líderes judeus e o povo

e disse: — Vocês me trouxeram este homem e disseram que ele estava atiçando o povo para fazer uma revolta. Pois eu já lhe fiz várias perguntas diante de todos vocês, mas não encontrei nele nenhuma culpa dessas coisas de que vocês o acusam.

Herodes também não encontrou nada contra ele e por isso o mandou de volta para nós. Assim, é claro que este homem não fez nada que mereça a pena de morte.

Eu vou mandar que ele seja chicoteado e depois o soltarei.

Na Festa da Páscoa, Pilatos tinha o costume de soltar algum preso, a pedido do povo.

Aí toda a multidão começou a gritar: — Mate esse homem! Solte Barrabás para nós!

Barrabás tinha sido preso por causa de uma revolta na cidade e por assassinato.

Então Pilatos, querendo soltar Jesus, falou outra vez com a multidão.

Mas eles gritavam mais ainda: — Crucifica! Crucifica!

E Pilatos disse pela terceira vez: — Mas qual foi o crime dele? Não vejo neste homem nada que faça com que ele mereça a pena de morte. Vou mandar que ele seja chicoteado e depois o soltarei.

Porém eles continuaram a gritar bem alto, pedindo que Jesus fosse crucificado; e a gritaria deles venceu.

Pilatos condenou Jesus à morte, como pediam.

E soltou o homem que eles queriam— aquele que havia sido preso por causa de revolta e de assassinato. E entregou Jesus para fazerem com ele o que quisessem.

Então os soldados levaram Jesus. No caminho, eles encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, que vinha do campo. Agarraram Simão e o obrigaram a carregar a cruz, seguindo atrás de Jesus.

Uma grande multidão o seguia. Nela havia algumas mulheres que choravam e se lamentavam por causa dele.

Jesus virou-se para elas e disse: — Mulheres de Jerusalém, não chorem por mim, mas por vocês e pelos seus filhos!

Porque chegarão os dias em que todos vão dizer: “Felizes as mulheres que nunca tiveram filhos, que nunca deram à luz e que nunca amamentaram!”

Chegará o tempo em que todos vão dizer às montanhas: “Caiam em cima de nós!” E dirão também aos montes: “Nos cubram!”

Porque, se isso tudo é feito quando a lenha está verde, o que acontecerá, então, quando ela estiver seca?

Levaram também dois criminosos para serem mortos com Jesus.

Quando chegaram ao lugar chamado “A Caveira”, ali crucificaram Jesus e junto com ele os dois criminosos, um à sua direita e o outro à sua esquerda.

Então Jesus disse: — Pai, perdoa esta gente! Eles não sabem o que estão fazendo. Em seguida, tirando a sorte com dados, os soldados repartiram entre si as roupas de Jesus.

O povo ficou ali olhando, e os líderes judeus zombavam de Jesus, dizendo: — Ele salvou os outros. Que salve a si mesmo, se é, de fato, o Messias que Deus escolheu!

Os soldados também zombavam de Jesus. Chegavam perto dele e lhe ofereciam vinho comum

e diziam: — Se você é o rei dos judeus, salve a você mesmo!

Na cruz, acima da sua cabeça, estavam escritas as seguintes palavras: “Este é o Rei dos Judeus”.

Um dos criminosos que estavam crucificados ali insultava Jesus, dizendo: — Você não é o Messias? Então salve a você mesmo e a nós também!

Porém o outro o repreendeu, dizendo: — Você não teme a Deus? Você está debaixo da mesma condenação que ele recebeu.

A nossa condenação é justa, e por isso estamos recebendo o castigo que nós merecemos por causa das coisas que fizemos; mas ele não fez nada de mau.

Então disse: — Jesus, lembre de mim quando o senhor vier como Rei!

Jesus respondeu: — Eu afirmo a você que isto é verdade: hoje você estará comigo no paraíso.

Mais ou menos ao meio-dia o sol parou de brilhar, e uma escuridão cobriu toda a terra até as três horas da tarde.

E a cortina do Templo se rasgou pelo meio.

Aí Jesus gritou bem alto: — Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! Depois de dizer isso, ele morreu.

Quando o oficial do exército romano viu o que havia acontecido, deu glória a Deus, dizendo: — De fato, este homem era inocente!

Todos os que estavam reunidos ali para assistir àquele espetáculo viram o que havia acontecido e voltaram para casa, batendo no peito em sinal de tristeza.

Todos os amigos de Jesus e as mulheres que o tinham seguido desde a Galiléia ficaram de longe, olhando tudo aquilo.

(50-51) Havia um homem chamado José, da cidade de Arimatéia, na região da Judéia. Ele era bom e correto e esperava a vinda do Reino de Deus. Fazia parte do Conselho Superior, mas não tinha concordado com o que o Conselho havia resolvido e feito.

José foi e pediu a Pilatos o corpo de Jesus.

Então tirou o corpo da cruz e o enrolou num lençol de linho. Depois o colocou num túmulo cavado na rocha, que nunca havia sido usado.

Isso foi na sexta-feira, e já estava para começar o sábado.

As mulheres que haviam seguido Jesus desde a Galiléia foram com José e viram o túmulo e como Jesus tinha sido colocado ali.

Depois voltaram para casa e prepararam perfumes e óleos para passar no corpo dele. E no sábado elas descansaram, conforme a Lei manda.

 

Lc 24

No domingo bem cedo, as mulheres foram ao túmulo, levando os perfumes que haviam preparado.

Elas viram que a pedra tinha sido tirada da entrada do túmulo.

Porém, quando entraram, não acharam o corpo do Senhor Jesus

e não sabiam o que pensar. De repente, apareceram diante delas dois homens vestidos com roupas muito brilhantes.

E elas ficaram com medo, e se ajoelharam, e encostaram o rosto no chão. Então os homens disseram a elas: — Por que é que vocês estão procurando entre os mortos quem está vivo?

Ele não está aqui, mas foi ressuscitado. Lembrem que, quando estava na Galiléia, ele disse a vocês:

“O Filho do Homem precisa ser entregue aos pecadores, precisa ser crucificado e precisa ressuscitar no terceiro dia”.

Então as mulheres lembraram das palavras dele

e, quando voltaram do túmulo, contaram tudo isso aos onze apóstolos e a todos os outros.

Essas mulheres eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago. Estas e as outras mulheres que foram com elas contaram tudo isso aos apóstolos.

Mas eles acharam que o que as mulheres estavam dizendo era tolice e não acreditaram.

Porém Pedro se levantou e correu para o túmulo. Abaixou-se para olhar e viu somente os lençóis de linho e nada mais. Aí voltou para casa, admirado com o que havia acontecido.

Naquele mesmo dia, dois dos seguidores de Jesus estavam indo para um povoado chamado Emaús, que fica a mais ou menos dez quilômetros de Jerusalém.

Eles estavam conversando a respeito de tudo o que havia acontecido.

Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus chegou perto e começou a caminhar com eles,

mas alguma coisa não deixou que eles o reconhecessem.

Então Jesus perguntou: — O que é que vocês estão conversando pelo caminho? Eles pararam, com um jeito triste,

e um deles, chamado Cleopas, disse: — Será que você é o único morador de Jerusalém que não sabe o que aconteceu lá, nestes últimos dias?

— O que foi? — perguntou ele. Eles responderam: — O que aconteceu com Jesus de Nazaré. Esse homem era profeta e, para Deus e para todo o povo, ele era poderoso em atos e palavras.

Os chefes dos sacerdotes e os nossos líderes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram.

E a nossa esperança era que fosse ele quem iria libertar o povo de Israel. Porém já faz três dias que tudo isso aconteceu.

Algumas mulheres do nosso grupo nos deixaram espantados, pois foram de madrugada ao túmulo

e não encontraram o corpo dele. Voltaram dizendo que viram anjos e que estes afirmaram que ele está vivo.

Alguns do nosso grupo foram ao túmulo e viram que realmente aconteceu o que as mulheres disseram, mas não viram Jesus.

Então Jesus lhes disse: — Como vocês demoram a entender e a crer em tudo o que os profetas disseram!

Pois era preciso que o Messias sofresse e assim recebesse de Deus toda a glória.

E começou a explicar todas as passagens das Escrituras Sagradas que falavam dele, iniciando com os livros de Moisés e os escritos de todos os Profetas.

Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez como quem ia para mais longe.

Mas eles insistiram com ele para que ficasse, dizendo: — Fique conosco porque já é tarde, e a noite vem chegando. Então Jesus entrou para ficar com os dois.

Sentou-se à mesa com eles, pegou o pão e deu graças a Deus. Depois partiu o pão e deu a eles.

Aí os olhos deles foram abertos, e eles reconheceram Jesus. Mas ele desapareceu.

Então eles disseram um para o outro: — Não parecia que o nosso coração queimava dentro do peito quando ele nos falava na estrada e nos explicava as Escrituras Sagradas?

Eles se levantaram logo e voltaram para Jerusalém, onde encontraram os onze apóstolos reunidos com outros seguidores de Jesus.

E os apóstolos diziam: — De fato, o Senhor foi ressuscitado e foi visto por Simão!

Então os dois contaram o que havia acontecido na estrada e como tinham reconhecido o Senhor quando ele havia partido o pão.

Enquanto estavam contando isso, Jesus apareceu de repente no meio deles e disse: — Que a paz esteja com vocês!

Eles ficaram assustados e com muito medo e pensaram que estavam vendo um fantasma.

Mas ele disse: — Por que vocês estão assustados? Por que há tantas dúvidas na cabeça de vocês?

Olhem para as minhas mãos e para os meus pés e vejam que sou eu mesmo. Toquem em mim e vocês vão crer, pois um fantasma não tem carne nem ossos, como vocês estão vendo que eu tenho.

Jesus disse isso e mostrou as suas mãos e os seus pés.

Eles ainda não acreditavam, pois estavam muito alegres e admirados. Então ele perguntou: — Vocês têm aqui alguma coisa para comer?

Eles lhe deram um pedaço de peixe assado,

que ele pegou e comeu diante deles.

Depois disse: — Enquanto ainda estava com vocês, eu disse que tinha de acontecer tudo o que estava escrito a meu respeito na Lei de Moisés, nos livros dos Profetas e nos Salmos.

Então Jesus abriu a mente deles para que eles entendessem as Escrituras Sagradas

e disse: — O que está escrito é que o Messias tinha de sofrer e no terceiro dia ressuscitar.

E que, em nome dele, a mensagem sobre o arrependimento e o perdão dos pecados seria anunciada a todas as nações, começando em Jerusalém.

Vocês são testemunhas dessas coisas.

E eu lhes mandarei o que o meu Pai prometeu. Mas esperem aqui em Jerusalém, até que o poder de cima venha sobre vocês.

Então Jesus os levou para fora da cidade até o povoado de Betânia. Ali levantou as mãos e os abençoou.

Enquanto os estava abençoando, Jesus se afastou deles e foi levado para o céu.

Eles o adoraram e voltaram para Jerusalém cheios de alegria.

E passavam o tempo todo no pátio do Templo, louvando a Deus.

 

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