Estudo exclusivo da Escola EBD: Nesta lição abordaremos profundamente Revista Adultos O Fruto do Espírito com insights baseados na teologia pentecostal da cpad...
2 de Janeiro de 2005
TEXTO ÁUREO
“Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar frutos bons. Toda árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo” (Mt 7.18,19).
VERDADE PRÁTICA
O fruto do Espírito é a expressão do caráter de Cristo, produzido em nós, para que o mundo veja isso e glorifique a Deus.
LEITURA DIÁRIA
Segunda — Gl 5.22 Fruto do Espírito — a identidade do crente
Terça — 2Pe 1.4-7 O crente como participante da natureza divina
Quarta — Ef 5.9 As três faces do fruto
Quinta — Jo 15.1,5 A necessidade de o crente produzir fruto
Sexta — Lc 6.43 O fruto do Espírito revela a qualidade da árvore
Sábado — Rm 6.22 O objetivo do fruto do Espírito é a santificação
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Mateus 7.16-20; Lucas 6.43-45.
Mateus 7
16 — Por seus frutos os conhecereis. Porventura, colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?
17 — Assim, toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz frutos maus.
18 — Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar frutos bons.
19 — Toda árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo.
20 — Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.
Lucas 6
43 — Porque não há boa árvore que dê mau fruto, nem má árvore que dê bom fruto.
44 — Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos.
45 — O homem bom, do bom tesouro do seu coração, tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração, tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca.
PONTO DE CONTATO
Professor, pela graça de nosso Deus, iniciamos um novo ano e mais um trimestre. No ano de 2004, estudamos dois temas da Teologia Sistemática (Espírito Santo e Escatologia), um de Teologia Prática (Família Cristã) e um de Bíblia (Colossenses).
Neste trimestre, meditaremos no estudo temático do Fruto do Espírito, o qual refere-se à habitação e obra do Espírito no interior do crente visando formar o caráter de Cristo em sua vida. Portanto, é necessário que estejamos na presença de Deus a fim de que Ele nos use como instrumentos para a edificação de nossos alunos.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Definir o princípio da frutificação espiritual.
Explicar o sentido de “vida frutífera”.
Descrever os propósitos da frutificação espiritual.
SÍNTESE TEXTUAL
O termo fruto no Novo Testamento é a tradução do original karpos , que tanto pode significar “o fruto”, quanto “dar fruto”, “frutificar” ou ser “frutífero” (Mt 12.33; 13.23; At 14.17). Na Bíblia, também é empregado em sentido figurado para indicar o resultado de algo, por exemplo: o produto do ventre e dos animais (Dt 28.11); o caráter do justo (Sl 1.30; Pv 11.30); a índole do ímpio e as atitudes dos homens (Pv 1.29-32; Jr 32.19); a mentira (Os 10.13); a santificação (Rm 6.22); a justiça (Fp 1.11), o arrependimento (Lc 3.8) etc.
No texto de João 15, Jesus se apresenta como a Videira Verdadeira e utiliza-se de uma simbologia já existente no Antigo Testamento, onde a árvore representa o homem (Jz 9.7-15; Sl 1.3), e a vinha, Israel (Is 5.1-7; Jr 2.21; Os 10.1). A árvore produz fruto segundo a sua espécie (Gn 1.11). Espécie, no original, mim , designa “especificação” ou “ordem”, portanto, a qualidade do fruto aponta para o caráter de sua árvore (Gn 1.12; Mt 7.17,18). Logo, o crente regenerado pelo Espírito Santo deve originar fruto que dignifique e reflita o caráter moral de Cristo.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Professor, para esta atividade, você precisará de uma cartolina ou papel camurça verde, vermelho e marrom. O verde será usado para fazer a copa da árvore; o marrom, o tronco (opcional); e o vermelho, o fruto. Com este material, construa uma árvore proporcional à sala e ao mural de que sua classe dispõe. Com a folha vermelha, confeccione nove frutos que corresponderão às virtudes de Gálatas 5.22. Todos os domingos, cada aluno deverá escrever num fruto seu nome e a virtude referente à lição que for ensinada, e fixá-lo na árvore. Mediante esta atitude, os alunos estarão demonstrando o fruto em sua vida ou o desejo de produzi-lo. A tendência natural é o papel descolorir durante o trimestre, no entanto, o aluno deverá trocar, cuidar ou fazer a manutenção deste para que isto não ocorra. Assim, o fruto deve ser cultivado em nossas vidas.
INTRODUÇÃO
Num de seus últimos ensinamentos aos discípulos, Jesus discorreu sobre a importância da frutificação espiritual (Jo 15.1-5). O Mestre fez uma analogia da videira e seus ramos com Ele e o crente, para ensinar que este precisa daquEle, a fim de tornar-se semelhante a Cristo. É o Espírito Santo que produz o fruto em nós à proporção que lhe entregamos a vida.
Para que o fruto seja gerado, é necessário que haja uma relação de interdependência entre o tronco e seus ramos. Jesus declarou aos discípulos que viera ao mundo com a missão de revelar-lhes o Pai. E que, ao partir, enviaria o Espírito Santo para estar com eles, ajudando-os em todas as coisas. Assim como Jesus fez-se homem para revelar o Pai à humanidade, o Espírito habita no crente a fim de que Cristo seja conhecido (1Co 6.19).
Nesta lição, estudaremos o fruto do Espírito, o caráter de Cristo no crente, e como é produzido em nossa vida através do Espírito Santo, objetivando a glorificação do nome de Deus.
CONCLUSÃO
Se entregarmos todo o controle de nossa vida ao Espírito Santo, Ele, infalivelmente, vai produzir o seu fruto em nós através de uma ação contínua e abundante. Como cristão, tudo que concerne ao caráter santificado, ou seja, a nossa semelhança com Cristo, é obra do Santo Espírito “até que Cristo seja formado em vós” (Gl 4.19).
EXERCÍCIOS
1. Qual é o princípio da frutificação?
Cada planta e árvore deve produzir fruto segundo a sua espécie.
2. Qual é o segredo para vencer a batalha contra a carne?
Andar no Espírito.
3. Como os falsos profetas são reconhecidos?
Pelo tipo de fruto que produzem.
4. Faça uma lista do fruto do Espírito conforme Gálatas 5.22.
Caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança.
5. Quais os propósitos da frutificação espiritual?
Expressar o caráter de Cristo, evidenciar o discipulado, abençoar outras pessoas e glorificar a Deus.
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio Teológico
“A vida na carne e a vida sob a lei são ambas sujeitas à stoicheia , ou “princípios básicos” da vida (Gl 4.3,9). Estar debaixo da lei é estar sujeito a um pedagogo severo (3.24). Deste modo, aqueles que são guiados pela carne e são sujeitos à lei continuarão a experimentar o fracasso moral e um medo terrível do juízo.
Nada disso se aplica àqueles que são guiados pelo Espírito Santo, porque a natureza e a função do Espírito são opostas à lei e à natureza pecaminosa [...]. O Espírito não ministra opressão e escravidão, mas liberdade e poder. O Espírito unge para libertar os cativos e para adotar os fiéis na liberdade gloriosa dos filhos de Deus (Lc 4.18; Rm 8.15,16,21). Em contraste com a impotência da lei, o Espírito nos capacita a realizar o reino na terra (At 2.4; 1Co 2.4; 12.1-31; 14). Embora a lei tenha sido enfraquecida devido à natureza pecaminosa, o Espírito mortifica as ações daquela natureza (Rm 8.3,13). A lei acentua nossas fraquezas (7.8-10), mas o Espírito administra força em lugar destas (8.26). Portanto, o crente cheio do Espírito não está debaixo da lei, e consequentemente não é guiado pela natureza pecaminosa (Gl 5.18).
Os judaizantes não só minaram a sã doutrina na Galácia, mas também destruíram a atmosfera espiritual das igrejas (5.15). Toda a sua pauta era baseada na natureza pecaminosa, não no Espírito (4.8-10,17). Por estas razões, Paulo começa a contrastar as obras da natureza pecaminosa com o fruto do Espírito em 5.19-23. Tais listas de virtudes e vícios são encontradas ao longo de todo o Novo Testamento (Rm 1.24-31; 1Co 5.9-13; 6.9-11; 2Co 12.20,21; 1Ts 4.3-6). Estas também eram comuns no mundo antigo, especialmente entre os filósofos estóicos. Paulo reconhece que até mesmo os gentios podem discernir entre o certo e o errado. Neste sentido, tornam-se parte da lei (Rm 2.26,27).
[...] Paulo continua a contrastar ‘o fruto do Espírito’ com as obras da natureza pecaminosa. Assim como a natureza pecaminosa se manifesta de diferentes modos, o fruto do Espírito tem uma variedade de expressões. O termo ‘fruto’ ( karpos ) está no singular e mostra a unidade essencial do fruto do Espírito. Em outras palavras, o crente cheio do Espírito deve demonstrar todas as características do Espírito, não apenas esta ou naquela virtude” (ARRINGTON, F. L.; STRONSTAD, R. (eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. RJ: CPAD, 2003, pp.1180-1182.)
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