Estudo exclusivo da Escola EBD: Nesta lição abordaremos profundamente Revista Adultos As verdades centrais da Fé Cristã com insights baseados na teologia pentecostal da cpad...
8 de Outubro de 2006
TEXTO ÁUREO
“Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR” (Dt 6.4).
VERDADE PRÁTICA
Criador dos céus, da terra e do ser humano, o Senhor Deus é o Ser Supremo por excelência.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Jo 3.33 Deus é verdadeiro
Terça - Jo 4.24 Deus é Espírito
Quarta - 1 Jo 1.5 Deus é luz
Quinta - 1 Jo 4.8 Deus é amor
Sexta - Dt 32.4 Deus é a verdade
Sábado - 2 Co 9.8 Deus é poderoso
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Salmos 33.1-12.
1 - Regozijai-vos no SENHOR, vós, justos, pois aos retos convém o louvor.
2 - Louvai ao SENHOR com harpa, cantai a ele com saltério de dez cordas.
3 - Cantai-lhe um cântico novo; tocai bem e com júbilo.
4 - Porque a palavra do SENHOR é reta, e todas as suas obras são fiéis.
5 - Ele ama a justiça e o juízo; a terra está cheia da bondade do SENHOR.
6 - Pela palavra do SENHOR foram feitos os céus; e todo o exército deles, pelo espírito da sua boca.
7 - Ele ajunta as águas do mar como num montão; põe os abismos em tesouros.
8 - Tema toda a terra ao SENHOR; temam-no todos os moradores do mundo.
9 - Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu.
10 - O SENHOR desfaz o conselho das nações; quebranta os intentos dos povos.
11 - O conselho do SENHOR permanece para sempre; os intentos do seu coração, de geração em geração.
12 - Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo que ele escolheu para a sua herança.
PONTO DE CONTATO
Caro professor, é um privilégio singular estudarmos as doutrinas principais da Bíblia. No entanto, é conveniente que o mestre não abuse do “teologismo”, ou seja, da linguagem e dos princípios teológicos. O principal propósito do ensino da Teologia na Escola Dominical, não é a exibição da capacidade intelectual do educador, mas o maravilhoso encontro do educando com Cristo, “em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência” (Cl 2.2,3). Assim sendo, o professor não é um mero detentor do conhecimento, mas um agente, que tanto ouve quanto fala a Palavra de Deus aos seus alunos, a fim de conduzi-los à verdade eterna.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Distinguir, dentre os atributos divinos, os morais dos naturais.
Classificar os atributos transcendentes de Deus.
Explicar a necessidade da revelação de Deus na Escritura.
SÍNTESE TEXTUAL
As Escrituras Sagradas afirmam que a natureza essencial de Deus não pode ser plenamente conhecida pela criatura (Êx 33.20; Jó 11.7; Is 40.28; Jo 1.18; 1 Tm 6.16; 1 Jo 3.2). No entanto, Deus se auto-revelou por meio da criação — Revelação Geral (Sl 8; 19; 148; Rm 1.19-21; 2.25,16); através do Verbo Encarnado (Jo 1.1, 14, 17, 18; 14.8,9; Hb 1.1-3) e pelas Escrituras — Revelação Especial (2 Tm 3.16; Sl 119.33-40).
A natureza e o caráter de Deus foram manifestados através dos seus nomes e atributos. Os nomes de Deus revelam a sua natureza singular, enquanto os seus atributos, o seu caráter santíssimo (Gn 22.14; Êx 15.26; Sl 139).
Quanto à natureza de Deus, a Bíblia afirma que o Senhor é “Espírito” (Jo 4.24; 2 Co 3.17; Is 31.1).
Sendo Deus espírito, dotado de todos os atributos pessoais, a Bíblia afirma que Ele: não é homem (Nm 23.19; Os 11.7; Ml 3.6; Dt 4.1); não possui “carne e ossos” (Lc 24.39; Nm 23.19; Os 11.9; Jo 5.37); e, que sua sublime glória é inacessível e insondável (1 Tm 6.16; Cl 1.15; Jo 1.18; 1 Jo 3.2). No entanto, podemos: conhecê-lo (Os 6.3); amá-lo (Lc 10.27); adorá-lo e servi-lo (Mt 4.10; Jo 4.24).
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Caro professor, na cultura hebraica, o nome revelava o caráter de quem o possuía, isto é, sua natureza íntima (1 Sm 25.25; Gn 25.26; 32.28; 35.10). Da mesma forma, os nomes de Deus encontrados nas Escrituras, confirmam seus atributos e sua natureza gloriosa. Portanto, para esta lição, elabore uma “Tabela Demonstrativa dos Nomes Divinos”. Esse recurso possibilitará ao educando uma apreciação do caráter e da natureza de Deus mediante o estudo de seus nomes. Ao apresentar os nomes divinos, não se esqueça de explicá-los de acordo com o contexto histórico, e de aplicá-los ao cotidiano dos alunos. Reproduza a tabela abaixo de acordo com os recursos disponíveis.
NOME DIVINO COMPOSTO - SIGNIFICADO - REFERÊNCIA
Yahweh Yireh - O Senhor Proverá - Gn 22.14
Yahweh Roph’ekha - O Senhor teu Médico - Êx 15.26
Yahweh Shālôm - O Senhor é Paz - Jz 6.24
Yahweh Ro‘i - O Senhor é meu Pastor - Sl 23.1
Yahweh Tsidkenu - O Senhor Justiça nossa - Jr 23.6
Yahweh Nissi - O Senhor é a minha Bandeira - Êx 17.15
Yahweh Shammah - O Senhor está Ali - Ez 48.35
Yahweh Tseva’oth - O Senhor dos Exércitos - Sl 24.9,10
El Shaddai - Deus Todo-Poderoso - Gn 17.1
El ‘Elyôn - Deus Altíssimo - Gn 14.22
Palavra Chave
Atributo: Os nomes de Deus indicam a sua natureza; os atributos, o seu caráter.
INTRODUÇÃO
Inimigo irreconciliável da religião, Voltaire surpreende-nos com esta afirmação: “Se Deus não existisse, seria necessário inventá-lo”. O pensador francês buscou enfatizar, com o seu estilo nada reverente, que Deus é absolutamente necessário; sem Ele nada seria possível. Infelizmente, não são poucos os que, do alto de sua tolice, professam não acreditar na realidade do Todo-Poderoso.
Nesta lição, mostraremos ser a existência de Deus algo não somente provado como inerente à alma humana. Nosso objetivo não é analisar a Deus; é registrar o que a Bíblia declara acerca de sua natureza e atributos. Aliás, quem jamais poderia analisar um ser infinito, eterno e que existe por si mesmo? Por isso, todas as afirmações que fizermos concernentes a Deus terão como base não a vã filosofia; e, sim, a Bíblia Sagrada.
CONCLUSÃO
No curto espaço de que dispomos, é-nos impossível explorar exaustivamente um assunto tão imensurável a nós mortais: a realidade do Supremo Ser. Acredito, porém, que todos já nos conscientiza-mos da grandeza e da infinitude de Deus. Sendo Ele, porém, o que é, não nos despreza: revelou-nos o seu grande amor, enviando o seu Filho Jesus Cristo para morrer em nosso lugar. E, assim, passamos a conhecê-lo redentivamente. Não é possível conhecer completamente a Deus; entretanto, é possível conhecê-lo verdadeiramente (Jó 42.5).
EXERCÍCIOS
1. Como podemos definir a Deus?
Ser Supremo, absoluto e infinito por excelência; criador dos céus e da terra (Gn 1.1); eterno e imutável (Is 26.4).
2. Qual o significado teológico da revelação de Deus?
Ação divina que comunica aos homens os desígnios de Deus.
3. Quais são os atributos naturais de Deus?
Asseidade, espiritualidade, imensidade, imutabilidade e eternidade.
4. Quais são os atributos imanentes de Deus?
Onipotência, onipresença e onisciência.
5. Quais são os atributos morais de Deus?
Santidade, justiça, misericórdia, sabedoria e amor.
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio Teológico
“As Obras de Deus.
Outro aspecto da doutrina de Deus que requer a nossa atenção é o das suas obras. Este aspecto pode ser dividido em: 1) seus decretos; 2) sua providência e 3) conservação.
1. Decretos. Os decretos divinos são o seu plano eterno que, em virtude de suas características, faz parte de um só plano, que é imutável e eterno (Ef 3.11; Tg 1.17). São independentes e não podem ser condicionados de nenhuma maneira (Sl 135.6). Têm a ver com as ações de Deus, e não com a sua natureza (Rm 3.26). Dentro desses decretos, há as ações praticadas por Deus, pelas quais tem Ele responsabilidade soberana; e também as ações das quais Ele, embora permitam que aconteçam, não é responsável. Baseado nessa distinção, torna-se possível concluir que Deus nem é autor do mal (embora seja o criador de todas as criaturas subalternas), nem é a causa derradeira do pecado.
2. Conservação e Providência. Deus está sustentando ativamente o mundo que criou. Na conservação, Ele sustenta a criação através de leis estabelecidas (At 17.25). Na providência, Ele controla todas as coisas existentes no Universo, com o propósito de levar a efeito seu plano sábio e amoroso, de forma que não venha a interferir na liberdade de suas criaturas (Gn 20.6; 50.20; Jó 1.12; Rm 1.24)”.
(JOYNER, R. O Deus único e verdadeiro. In HORTON, S. M. Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal. RJ: CPAD, 1996).
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