Estudo exclusivo da Escola EBD: Nesta lição abordaremos profundamente Revista Adultos Salvação e Justificação com insights baseados na teologia pentecostal da cpad...
29 de Janeiro de 2006
TEXTO ÁUREO
“Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens” (Tt 2.11).
VERDADE PRÁTICA
Por meio da morte expiatória de Cristo, a graça de Deus manifestou-se aos homens trazendo-lhes plena salvação.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Rm 3.24 O cristão é justificado pela graça
Terça - Rm 5.15-20; 1Co 1.4,5 A graça de Deus é abundante
Quarta - 2Tm 2.1 A graça de Deus fortalece o crente
Quinta - Rm 4.4; 11.4-6; Gl 2.21 A justiça pelas obras anula a graça
Sexta - Rm 5.21; 6.23 A graça de Deus produz vida
Sábado - Rm 6.1-23 A graça liberta o homem
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Romanos 6.1-7.
1 - Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça seja mais abundante?
2 - De modo nenhum! Nós que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?
3 - Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte?
4 - De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.
5 - Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição;
6 - sabendo isto: que o nosso velho homem foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de que não sirvamos mais ao pecado.
7 - Porque aquele que está morto está justificado do pecado.
PONTO DE CONTATO
Professor, antes de lecionar o tema da lição, comente com os alunos a respeito da influência da Epístola aos Romanos na vida do maior avivalista inglês, John Wesley. Use o texto a seguir como referência. O Avivamento Evangélico do século XVIII teve na figura de John Wesley o seu mais destacado representante. Mas, nem todos sabem que a Carta aos Romanos foi responsável pela profunda renovação espiritual de Wesley. O renovo espiritual que sacudiu a Inglaterra, na verdade, iniciou em 24 de maio de 1738, quando Wesley visitou uma comunidade cristã na rua Aldersgate. Naquela noite, estava sendo lido o Prefácio de Lutero concernente a Epístola aos Romanos. Assim Wesley se expressou em seu diário, às oito horas e quarenta e cinco minutos: “[...] enquanto ele estava descrevendo a mudança que Deus opera no coração pela fé em Cristo, senti meu coração aquecer-se estranhamente. Senti que confiava em Cristo, somente em Cristo, para a minha salvação. Foi me dada a certeza de que Ele tinha levado embora os meus pecados, sim, os meus. E me salvado da lei do pecado e da morte”.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Definir o sentido bíblico do termo “graça”.
Relacionar a graça às palavras redenção e purificação.
Explicar a diferença entre graça, legalismo e antinomismo.
SÍNTESE TEXTUAL
No capítulo 5.12-21, Paulo descreve a libertação do crente a partir da ação salvífica e graciosa de Jesus Cristo. Na desobediência de Adão, o pecado abundou, mas na obediência de Jesus, a graça superabundou (v.20). Cristo, pelo seu ato, garante a justificação ao que crê (5.1). No capítulo 6.1-23, entretanto, a salvação graciosa de Deus é apresentada ao fiel, mas este precisa corresponder à realidade da nova vida em Cristo. O crente regenerado, cuja graça de Deus manifestou-se em sua vida, deve rejeitar o pecado e produzir frutos santos (v.22).
Dois conceitos distorcidos operavam entre os crentes. O primeiro era que a obediência à lei mosaica justificava o homem diante de Deus (3.20). Logo, a graça é ineficiente, pois necessita da lei. O segundo é que a graça isenta o indivíduo das obrigações morais (6.1). Por conseguinte, a graça é contraditória, pois liberta o homem para que este peque mais. Estas duas posições torcem a graça de Deus e, por isso, Paulo as combate.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
As perguntas investigativas prendem a atenção, desenvolvem o raciocínio e permitem a participação ativa dos alunos. Então, que tal elaborar algumas questões sobre o tema central da lição, “Salvação pela Graça”. Utilize-as para introduzir a lição e observe as que podem ser trabalhadas nesta lição. Relacione-as no quadro-de-giz. Qual é a principal função da lei em relação ao pecado? O crente pode ser justificado pelas obras da lei (Rm 3.20)? Se a lei não salva, que compromisso temos com ela? O que significa ser salvo pela graça por meio da fe (Ef 2.8-10)?
Os versículos 4 e 5 da Leitura Bíblica em Classe destacam a expressão “com ele”, demonstrando claramente os dois modos pelos quais o crente é identificado com Cristo. Peça aos alunos que, baseados nos versículo supracitados, respondam quais são estes dois modos de identificação.
INTRODUÇÃO
À medida que avançamos no estudo da Epístola de Paulo aos Romanos, duas afirmações doutrinárias tornam-se evidentes. Primeira, o homem é salvo mediante a graça de Deus, sem as obras da lei (Rm 3.24; 4.16; 5.2,15,18; Gl 2.16,21; 3.2).
Segunda, a graça não autoriza o crente a pecar, para que seja manifestada com mais profusão. Pelo contrário, liberta o homem do poder do pecado (Rm 5.20, 6.1,2,11-15).
CONCLUSÃO
Nesta lição, aprendemos que a graça de Deus é imensurável. Ela inspira e cultiva. Santifica e transforma. Tudo isso vai muito além do que a lei confere, tornando a salvação da alma um empreendimento divino, embora, mediante a fé, seja necessária uma resposta positiva do homem (Ef 2.8-10).
EXERCÍCIOS
1. O que é a graça de Deus?
É o favor imerecido de Deus, mediante o qual os homens são salvos por meio de Cristo.
2. Quais os relacionamentos da graça?
Graça e justificação; graça e redenção; graça e purificação.
3. Como ela atua no crente?
Possibilitando ao crente ter uma vida justa e piedosa diante de Deus e dos homens.
4. Quais as correntes que, no Novo Testamento, opunham-se à doutrina da graça?
Legalismo e Antinomismo.
5. Como procede e anda o crente cheio da graça de Deus?
Evita a impiedade e as paixões mundanas; e vive vida sensata.
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio Teológico
“A graça liberta-nos
Em Romanos 6, Paulo faz-nos a pergunta crucial: ‘Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele?’ (v.2). Como podemos nós, que temos sido justificados, não viver justamente?
Como podemos nós, que temos sido amados, não amar também? Como podemos nós, que temos sido abençoados, não abençoar? Como podemos nós, a quem se oferece a graça, não viver graciosamente?
Paulo parece chocado com tal possibilidade! Como poderia a graça resultar em qualquer coisa que não um viver gracioso? ‘Continuaremos pecando para que a graça aumente? De maneira nenhuma!’ (vv.1,2a).
O termo para esta filosofia é antinomianismo: anti significa ‘contra’, e nomi, ‘lei moral’. Os promotores da idéia vêem a graça mais como uma razão para se fazer o mal, do que para fazer o bem. A graça concede-lhes um brevê para o mal. Quanto piores forem os meus atos, melhor Deus aparecerá. Esta não é a primeira referência de Paulo sobre o assunto. Lembra de Rm 3.7? ‘Mas, se pela minha mentira abundou mais a verdade de Deus para glória sua, por que sou eu ainda julgado também como pecador?’.
Que desculpa! Ninguém respeitaria um mendigo que recusasse trabalho, alegando: ‘Estou dando ao governo a oportunidade de demonstrar sua benevolência’. Zombaríamos de tal hipocrisia. Não a toleraríamos, e não a cometeríamos” (LUCADO, M. Nas garras da graça. RJ: CPAD, 1999, p.111).
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