Estudo exclusivo da Escola EBD: Nesta lição abordaremos profundamente Revista Adultos Os Dez Mandamentos com insights baseados na teologia pentecostal da cpad...
1º de Fevereiro de 2015
TEXTO ÁUREO
“Nem jurareis falso pelo meu nome, pois profanaríeis o nome do vosso Deus. Eu sou o SENHOR” (Lv 19.12).
VERDADE PRÁTICA
O terceiro mandamento proíbe o juramento indiscriminado e leviano, pois o voto é um tipo de compromisso que deve ser reservado para uma solenidade excepcional e incomum.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Dt 6.13 O cuidado do juramento em nome de Deus
Terça - Gn 14.18-20 O Deus de Melquisedeque era o mesmo Deus de Abraão
Quarta - 1Pe 1.15,16 Deus é santo e exige santidade de seu povo
Quinta - Mt 6.9 É dever do cristão santificar o nome divino
Sexta - Ec 5.2-5 O cuidado antes de fazer um voto a Deus
Sábado - Tg 5.12 A linguagem do cristão deve ser sim, sim e não, não
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 20
7 - Não tomaras o nome do SENHOR, teu Deus, em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.
Mateus 5
33 - Outrossim, ouvistes que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas cumprirás teus juramentos ao Senhor.
34 - Eu, porém, vos digo que, de maneira nenhuma, jureis nem pelo céu, porque é o trono de Deus,
35 - nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés, nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei,
36 - nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto.
37 - Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna.
Mateus 23
16 - Ai de vós, condutores cegos! Pois que dizeis: Qualquer que jurar pelo templo, isso nada é; mas o que jurar pelo ouro do templo, esse é devedor.
17 - Insensatos e cegos! Pois qual é maior: o ouro ou o templo, que santifica o ouro?
18 - E aquele que jurar pelo altar, isso nada é; mas aquele que jurar pela oferta que está sobre o altar, esse é devedor.
19 - Insensatos e cegos! Pois qual é maior: a oferta ou o altar, que santifica a oferta?
OBJETIVO GERAL
Interpretar corretamente o mandamento “Não tomarás o nome do Senhor em vão”.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se aos que o professor deve atingir em cada tópico.
Por exemplo, o objetivo
I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
I. Mostrar como eram usados os nomes no Antigo Testamento.
II. Apontar o problema da pronúncia do nome de Deus.
III. Elencar as modalidades dos juramentos no Antigo Testamento.
IV. Apresentar a perspectiva de Jesus sobre o juramento.
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Houve um tempo em que bastava a palavra de uma pessoa e o compromisso estava firmado. Hoje, as pessoas dizem que as palavras “o vento as leva”. Vivemos numa sociedade em que seus membros banalizaram o compromisso verbal. É comum muitos mudarem de posição, não que isso seja errado, pois não há nada mais digno do que reconhecermos quando estávamos equivocados, mas recuar em sua palavra pelo bel-prazer não é correto. O Senhor Jesus ensinou aos discípulos que a nossa linguagem tem de ser sim, sim ou não, não. Não pode haver meio-termo quanto às nossas decisões. Não podemos usar “os céus” ou “a terra” para encobrir as nossas decisões.
PONTO CENTRAL
O cristão não deve jurar nem pelo céu, nem pela terra. A sua linguagem deve ser sim, sim ou não, não; e o que passa disso vem do Maligno.
INTRODUÇÃO
A dificuldade humana para dizer a verdade e cumprir com os seus compromissos na antiguidade eram motivos de juramentos triviais em coisas efêmeras da vida. Deus é santo e exige santidade de seu povo. Assim, o relacionamento de todas as pessoas deve ser honesto e cada um deve falar a verdade. A lei estabelece limites, pois Deus está presente nos relacionamentos pessoais de seu povo.
SÍNTESE DO TÓPICO I
No Antigo Testamento, o nome de uma pessoa tinha a função de mostrar o caráter ou a índole de um indivíduo.
SÍNTESE DO TÓPICO II
A pronúncia do tetragrama, YHWH, o que seria o nome exato de Deus, perdeu-se no tempo.
CONHEÇA MAIS
Sinais Diacríticos
A palavra “diacrítico” vem do grego diakretikos, que significa “distinção ou o que distingue”. Na língua portuguesa, os sinais diacríticos são os acentos gráficos usados para distinguir as pronúncias das vogais: o acento agudo, o circunflexo, o til, a cedilha, etc. Enquanto que na língua portuguesa esses sinais distinguem-se das letras ou das vogais, no hebraico eles são as próprias vogais unidas às consoantes.
SÍNTESE DO TÓPICO III
O terceiro mandamento corresponde a usar o nome de Deus de forma superficial, em conversas triviais, fúteis e insignificantes.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Ao que tudo indica, a proibição aqui não se limita a blasfêmias e vulgaridades no sentido moderno. Ademais, o senso comum de que o mandamento proíbe jurar falsamente em um tribunal é válido, mas não encerra o caso.
A palavra hebraica para ‘vão’, aqui utilizada, deriva de uma raiz que significa ‘estar vazio’, no sentido de ‘não ter substância, não ter valor’. Qualquer invocação do nome de Deus ou menção de seu nome, que seja simplesmente perfunctória, equivale a tomar o nome de Deus em vão. Em outras palavras, tomar o nome de Deus em vão é usar seu divino nome em relação a coisas desimportantes, fúteis e insignificantes. Por isso, Elton Trueblood afirma: ‘A pior blasfêmia não é o sacrilégio, mas as palavras falsas’” (HAMILTON, Victor. Manual do Pentateuco. RJ: CPAD, 2006, p.221).
SÍNTESE DO TÓPICO IV
A linguagem do cristão deve ser usada na perspectiva de Jesus: sim, sim ou não, não.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Os Juramentos (5.33-37). Mateus apresenta pela quarta vez a fórmula ‘Foi dito... Eu, porém, vos digo’. No comentário sobre a antiga lei, Jesus faz um ajuste importante. Os juramentos eram permitidos e, em alguns casos, exigidos (e.g., Nm 5.19), mas Jesus proibiu o uso de juramentos. O emprego do advérbio holos (‘de maneira nenhuma’, Mt 5.34) indica que Jesus esperava que esta atividade cessasse completamente. Os juramentos que aludem indiretamente a Deus, pela referência a céu, terra e até a própria pessoa, eram proibidos, postura que respeita a transcendência e imanência de Deus ainda mais. A moratória de Jesus sobre juramentos e votos também elimina o cumprimento de votos tolos feitos imprudentemente. Ele atinge o cerne da questão: A pessoa honesta não tem necessidade de fazer juramento; um simples sim ou não é suficiente (veja também Tg 5.12)” (STRONSTAD, Roger; ARRINGTON, French. Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. RJ: CPAD, 2003, p.47).
CONCLUSÃO
A linguagem do cristão deve ser sim, sim ou não, não. Não há necessidade de jurar, pois o testemunho, como crente em Jesus, fala por si mesmo. Se alguém precisa jurar para que se acredite em suas palavras, tal pessoa precisa fazer uma revisão de sua vida espiritual. Por essa razão, devemos viver o que pregamos e pregar o que vivemos.
PARA REFLETIR
Sobre “Não tomaras o nome de Deus em vão”
1 Qual é o valor do nome na identidade de alguém?
Na cultura bíblica, o nome revelava o caráter e a índole de uma pessoa.
2 Que significado tem “EU SOU O QUE SOU” para você?
Reposta Livre. A ideia é que o aluno revele o que aprendeu sobre a expressão que mostra o verdadeiro nome de Deus: “EU SOU O OUE SOU”.
3 É correto falarmos em nome de Deus em conversas triviais?
Não. Isto seria misturar o nome sagrado de Deus com as coisas comuns e profanas.
4 Em nossos compromissos, há a necessidade de fazermos juramentos?
Não. A palavra do cristão deve ser “sim, sim ou não, não”.
5 Por que a nossa palavra deve ser sim, sim e não, não?
O testemunho do cristão deve falar por si mesmo, sem a necessidade de qualquer juramento para convencer alguém sobre a “verdade”.
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