Estudo exclusivo da Escola EBD: Nesta lição abordaremos profundamente Revista Adultos Fé e Obras com insights baseados na teologia pentecostal da cpad...
03 de Agosto de 2014
TEXTO ÁUREO
“[...] Mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tg 1.19).
VERDADE PRÁTICA
As nossas palavras podem, ou não, evidenciar a sabedoria de Deus.
HINOS SUGERIDOS 101, 185, 376.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Êx 19.5 Ouçamos a voz do Senhor
Terça - Ec 3.7 Tempo de falar e de calar
Quarta - Ef 4.26,29 A ira é uma porta para o pecado
Quinta - 1Pe 1.23-25 Gerados em amor pelo poder da Palavra
Sexta - Sl 68.5 Deus é Pai dos órfãos e juiz das viúvas
Sábado - Ef 1.3-6 Santos e irrepreensíveis em amor
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Tiago 1.19-27.
19 - Sabeis isto, meus amados irmãos; mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.
20 - Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus.
21 - Pelo que, rejeitando toda a imundícia e acúmulo de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar a vossa alma.
22 - E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos.
23 - Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao varão que contempla ao espelho o seu rosto natural;
24 - Porque se contempla a si mesmo, e foi-se, e logo se esqueceu de como era.
25 - Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito.
26 - Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã.
27 - A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.
INTERAÇÃO
Ouvir não é uma atitude fácil. Demanda tempo, paciência, perseverança e concentração. O ato de ouvir é uma obra doadora. Quem ouve uma pessoa, doa o seu tempo e a sua atenção. A princípio, quem ouve pode aparentar uma atitude passiva, mas na verdade esta pessoa realiza uma intensa atividade de pensar e de raciocinar. E tratando-se da Palavra de Deus, a atividade intensa de alimentar a própria alma. Então, quando o crente abrir a sua boca para falar, falará de maneira sábia e poderosa. Portanto, as Escrituras nos aconselham a ouvir mais e a falar menos; para quando articularmos as palavras, o fazermos com autoridade e coerência.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Aprender sobre estar “pronto para ouvir” e “tardio para falar”.
Compreender a importância de ser praticante, e não só ouvinte.
Saber qual é a religião pura e verdadeira.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Prezado professor, para concluir a lição desta semana, reproduza a seguinte pergunta na lousa: “O que é religião?”. Peça aos alunos para responderem à pergunta. Ouça-os com atenção. Em seguida, de acordo com o auxílio da palavra-chave, defina para a classe o termo “religião”. Logo depois, leia com os alunos Tiago 1.27 e explique o valor da verdadeira religião de acordo com o ensinamento de Tiago, o meio-irmão do Senhor. Conclua a lição afirmando que a verdadeira religião em Deus não consiste em ritual e regra humana, mas em vida de amor a Deus e ao nosso próximo. Boa aula!
Palavra Chave
Religião: Geralmente caracteriza-se pela crença na existência de um poder ou princípio superior, sobrenatural, do qual depende o destino do ser humano e ao qual se deve respeito e obediência.
INTRODUÇÃO
Na lição dessa semana vamos estudar a maneira adequada de o crente usar um instrumento maravilhoso, mas ao mesmo tempo, potencialmente perigoso: a fala. Este assunto está interligado à temática da verdadeira religião que agrada a Deus. O fenômeno da fala é uma das fontes de expressão do pensamento humano, como também é responsável pelo processo de comunicação e de formação da identidade cultural de uma sociedade. As pessoas querem falar às outras aquilo que pensam. O crente, todavia, tem o compromisso de não apenas falar o que pensa, mas agir como propõe o Evangelho.
SINOPSE DO TÓPICO I
À luz da Palavra de Deus aprendemos que o crente deve ser tardio para falar e pronto para ouvir. Por isso, a ira é um sentimento que deve ser controlado pelo crente.
SINOPSE DO TÓPICO II
O crente deve encher-se da Palavra, praticar a Palavra e perseverar na Palavra.
SINOPSE DO TÓPICO III
A verdadeira religião está em olharmos para o necessitado, irmos até ele e acolhê-lo.
CONCLUSÃO
Nessa semana aprendemos sobre o cuidado que devemos ter com o ouvir e o falar. Estudamos também acerca da religião pura e imaculada que alegra a Deus: visitar os órfãos e as viúvas nas tribulações e guardarmo-nos da corrupção do mundo. Que os nossos ouvidos estejam prontos para ouvir, a nossa língua para falar sabiamente e a nossa vida para praticar tudo quanto aprendemos do Evangelho. Embora estejamos em um mundo turbulento, devemos exalar o bom perfume de Cristo por onde formos (2Co 2.15).
EXERCÍCIOS
1. Tiago introduz o seu ensino sobre o “ouvir” e o “falar” destacando a expressão “sabei isto”. O que ele deseja demonstrar com essa expressão?
Com essa expressão, ele demonstra a sua preocupação pastoral com os seus leitores.
2. Segundo a lição, o que é ira?
A ira é um profundo sentimento de ódio e rancor contra a outra pessoa.
3. Qual é o guia maior do crente?
A Palavra de Deus.
4. O que ocorre quando não nos entregamos inteiramente ao Senhor?
Quem não se entrega inteiramente ao Senhor pratica uma religião vã e falsa.
5. Segundo a lição, qual é a religião que agrada a Deus?
A religião que agrada a Deus é aquela cujos discípulos professam e bendizem o seu nome, visitando e acolhendo os necessitados nas suas aflições.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Histórico-Cultural
“Se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, é semelhante ao varão que contempla ao espelho o seu rosto natural; porque se contempla a si mesmo, e foi-se, e logo se esqueceu de como era (1.23,24). O verbo traduzido como ‘contempla’ é katanoounti, que indica ‘um escrutínio atento’. Esta pequena alegoria descreve uma pessoa que encontra um espelho e olha intensamente para si mesma.
A alegoria depende de uma questão simples. Por que as pessoas olham-se no espelho? Embora alguns possam simplesmente desejar admirar-se, na maioria dos casos nós olhamos no espelho para guiar nossos atos. Como devo pentear o meu cabelo? Meu rosto está sujo? E nós agimos com base no que vemos. Mas o que acontece se olharmos com atenção, e nos afastarmos, simplesmente esquecendo a sujeira em nosso rosto, ou aquela mecha que fica em pé de maneira tão selvagem? Então o espelho terá provado ser totalmente irrelevante e nosso exame completamente sem significado. Da mesma maneira, Tiago argumenta que olhar para a Palavra de Deus e não agir de acordo com o que vemos ali significa que o que encontramos nas Escrituras não tem significado para nós. Não é a pessoa que conhece o que diz a Bíblia que é abençoada, mas sim a pessoa que faz o que a Bíblia diz.” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1ª Edição, RJ: CPAD, 2007, p.514).
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Teológico
“A Religião Pura e Imaculada (1.26,27). Fazendo eco com seu conselho anterior de ser ‘tardio no falar’ (1.19), e antecipando discussões mais detalhadas do discurso humano que aparecerão posteriormente (3.2-12; 4.11-16), Tiago revela, nesse ponto, que um dos sinais para se saber se o comportamento religioso de alguém é ou não agradável a Deus, é a capacidade de ‘manter a língua sob rédeas curtas’.
Nesse conselho ele inclui a proibição contra discursos vulgares ou mal intencionados, porém os dois exemplos de discurso impróprio, colocados imediatamente após essa declaração, ilustram outras ofensas da linguagem humana que devem ser refreadas pelos cristãos.
Os crentes devem estar seguros de que suas palavras e suas ações sejam consistentes umas com as outras. Tiago ilustra esse problema, ao lembrar a seus leitores que já ofenderam a honra das pessoas que estão a seu lado, e que também acreditam que Deus está especialmente preocupado com o uso de uma linguagem que mostre favoritismo dentro da comunidade da fé, o que destrói a unidade da vontade de Deus (2.1-5).
O discurso humano tanto pode ser usado como sinal dos cuidados de uma piedade religiosa como serve até de pretexto para a falta da prática daqueles atos que Deus poderia desejar (2.15,16). Assim, os crentes deveriam falar apenas daquilo que estão desejosos de colocar em prática: devem ‘praticar o que pregam’, e não cair em ‘vazios religiosos’. Uma pessoa que não controla sua língua, seu modo de falar, engana a si próprio, e sua religião não serve para nada (v.26).
[...] Aos olhos de Deus, uma religião pura e imaculada tem tanto a ver com o que fazemos como com o que deixamos de fazer. Em parte por ter suas raízes nos movimentos de renovação da santidade, em parte por causa de sua rejeição ao ‘movimento do evangelho social’ do início do século vinte, os pentecostais foram rápidos em realçar a santidade das pessoas e lentos ao se pronunciar a respeito da responsabilidade social. Tiago nos lembra que isso não é uma questão de ‘fazer isto ou aquilo’ mas de fazer ‘tanto isto como aquilo’” (STRONSTAD, Roger; ARRINGTON, French L. (Eds.) Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 4ª Edição, RJ: CPAD, 2004, pp.1669,70).
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