Estudo exclusivo da Escola EBD: Nesta lição abordaremos profundamente Revista Adultos Conselhos para a vida com insights baseados na teologia pentecostal da cpad...
3 de Novembro de 2013
TEXTO ÁUREO
“Favo de mel são as palavras suaves: doces para a alma e saúde para os ossos” (Pv 16.24).
VERDADE PRÁTICA
As nossas palavras revelam muito do que somos, pois a boca fala do que o coração está cheio.
HINOS SUGERIDOS 306, 285, 557.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Pv 15.23 Falando no tempo certo
Terça - Pv 15.2 A língua como adorno da sabedoria
Quarta - Pv 6.17 A língua que Deus aborrece
Quinta - Pv 16.24 A língua como instrumento de cura
Sexta - Pv 16.21 O saber pela doçura no falar
Sábado - Tg 3.8 A difícil arte de domar a língua
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Provérbios 6.16-19; 15.1,2,23; 16.21.24.
Provérbios 6
16 - Estas seis coisas aborrece o Senhor, e a sétima a sua alma abomina:
17 - olhos altivos, e língua mentirosa, e mãos que derramam sangue inocente,
18 - e coração que maquina pensamentos viciosos, e pés que se apressam a correr para o mal,
19 - e testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos.
Provérbios 15
1 - A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.
2 - A língua dos sábios adorna a sabedoria, mas a boca dos tolos derrama a estultícia.
23 - O homem se alegra na resposta da sua boca, e a palavra, a seu tempo, quão boa é!
Provérbios 16
21 - O sábio de coração será chamado prudente, e a doçura dos lábios aumentará o ensino.
24 - Favo de mel são as palavras suaves: doces para a alma e saúde para os ossos.
INTERAÇÃO
Prezado professor, você deve conhecer as seguintes expressões: “Sou sincero!”; “Só falo a verdade!”; “Não levo desaforo para casa!”. Mas quem disse que ser sincero, falar a verdade e não levar desaforo para casa significa estar sempre com a razão? Na verdade, tal postura reflete uma má educação. Vivemos numa sociedade onde se perdeu o respeito mútuo. É no trânsito, na fila do caixa do mercado, na fila dos bancos, nos departamentos das igrejas; as pessoas parecem não ter paciência para esperar, se acalmar. Não pensam duas vezes em usar uma arma poderosa para ofender, maltratar e magoar: a língua. O Evangelho, por outro lado, desafia-nos a agirmos de outra maneira: pagando o mal com o bem.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conhecer as consequências das palavras.
Explicar os símbolos usados por Salomão e Tiago.
Ter cuidado com o bom uso da língua.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Para concluir a lição desta semana, leia com a classe Tiago 3.3-5. Em seguida, destaque as expressões “freio nas bocas dos cavalos”; “a nau dominada por um pequeno leme” e “a língua, um pequeno membro”. Depois, explique-as afirmando que elas representam um pequeno elemento que é poderoso para impedir ou permitir uma tragédia inigualável. Conclua dizendo que nossa língua, um pequeno órgão, pode edificar vidas mas, também, ofendê-las, magoá-las ou destruí-las. À luz dessas metáforas, desafie os alunos a desenvolverem o autocontrole sobre o que dizem e, consequentemente, fazem.
Palavra Chave
Língua: Órgão muscular, situado na boca e na faringe, responsável pelo paladar e auxilia na mastigação e na deglutição, e também na produção de sons, fala.
introdução
Provérbios e Tiago contêm as mais belas exposições sobre uma capacidade que apenas os seres humanos possuem: a fala. Na lição de hoje, analisaremos o que as Escrituras revelam sobre esse fascinante dom.
Num primeiro momento, estudaremos como o falar é tratado pelos autores sagrados. Em seguida, veremos os conselhos que Salomão e Tiago dão àqueles que verbalizam pensamentos, princípios e preceitos. O objetivo é mostrar como a literatura sapiencial bíblica toca num ponto sensível da vida humana, muitas vezes esquecido pelos cristãos: a devida e correta utilização das palavras.
SINOPSE DO TÓPICO I
Segundo a Bíblia, dependendo da motivação de quem pronuncia, as palavras podem matar ou vivificar.
SINOPSE DO TÓPICO II
O conselho bíblico para cuidarmos da nossa língua começa por evitarmos a tagarelice e a maledicência.
SINOPSE DO TÓPICO III
A língua deve ser usada para edificar o próximo com bons conselhos, exortações e ensino da Palavra de Deus; e exaltar ao Altíssimo adorando-O em Espírito e em Verdade.
SINOPSE DO TÓPICO IV
Ao ensinar os provérbios, Salomão tem em mente ensinar os discípulos, enquanto Tiago aconselha os mestres.
CONCLUSÃO
Vimos nesta lição os conselhos dos sábios sobre o bom uso da língua. A linguagem, como algo peculiar ao ser humano, é muito preciosa para ser usada iniquamente. Não permitamos, pois, que a nossa língua seja instrumento de um dos pecados que Deus mais abomina: a disseminação de contendas entre os irmãos.
À luz da Palavra de Deus, somos encorajados a andar em união, harmonia e paz. Portanto, com a nossa língua abençoemos o nosso semelhante, pois assim fazendo, bendiremos também ao Senhor nosso Deus.
EXERCÍCIOS
1. Dependendo do contexto em que são faladas, e por quem são pronunciadas, o que as palavras podem fazer? Dê um exemplo.
Podem matar uma pessoa. Por exemplo, na vida conjugal quando o cônjuge ofende e magoa o outro através das palavras.
2. Segundo a tradução do termo hebraico batah, o que significa tagarela?
Pessoa que fala irrefletida e impensadamente.
3. Qual atitude o Senhor abomina segundo o livro de Provérbios?
A maledicência ou a contenda entre irmãos.
4. Como servos de Deus, o que somos desafiados a fazer com nossas palavras?
Usá-las como um meio para ajudar nossos irmãos.
5. Se por um lado, em Provérbios, Salomão se referiu aos discípulos, a quem Tiago se dirigiu?
Aos mestres, aqueles que labutam no ensino.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Vida Cristã
“DISCIPLINA DA LÍNGUA
Que poder tem a palavra escrita ou falada! Nações se ergueram, e nações caíram pela língua. Vidas foram enaltecidas e rebaixadas pelo falar humano. A bondade flui como um doce rio de nossas bocas, da mesma forma, o esgoto. A pequena língua, sem dúvida, é uma força poderosa.
[...] Tiago, o irmão do Senhor, entendia isto tão bem, quanto qualquer homem na história e, através do uso de analogias gráficas, ele nos deu a mais penetrante exposição sobre a língua do que qualquer texto literário, seja secular ou sagrado [...] (Tg 3.3-5).
[...] A principal preocupação de Tiago é com o poder destrutivo da língua, e isto produz uma das mais provocantes declarações: ‘Vede como uma fagulha põe em brasa tão grande selva! Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo e contamina o corpo inteiro e não só contamina e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como é posta ela mesma em chamas pelo inferno’ (vv.5,6)” (HUGHES, R. K. Disciplinas do Homem Cristão. 3 ed., RJ: CPAD, 2004, pp.126-27).
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Teológico
“Abençoando o Malfeitor
Fazer o bem àqueles que nos fizeram mal envolve tanto palavras quanto atos, tanto bênçãos quanto servir. John Stott afirma: ‘Na nova comunidade de Jesus as maldições devem ser substituídas por bênçãos; a malícia, por oração; e a vingança, por serviço. De fato, a oração purga o coração da malícia; os lábios que abençoam não podem, ao mesmo tempo, amaldiçoar; e a mão ocupada com serviços fica impedida de se ocupar com vingança’.
No entanto, deixemos claro que na prática, conquistar o mal com o bem envolve muitas vezes a obstinação e a dureza que vai contra nossas concepções sentimentalizadas da bondade. A fim de verdadeiramente fazermos o bem para alguém implicará dar o que mais precisa — não necessariamente o que ele quer. Por exemplo, fazer o bem para um pai ameaçador e ditatorial que insiste em controlar seu filho adulto pode significar resistir a ele e se recusar a ceder a suas exigências. Por outro lado, no caso de uma mãe fraca e indecisa fazer o bem significa se recusar a tomar qualquer atitude a fim de que ela seja forçada a tomar suas decisões. Como Allender e Longman sugerem: ‘Em muitos casos, um amor [tão] corajoso muitas vezes enerva, fere, pertuba e compele a pessoa amada a lidar com as enfermidades interiores que estão roubando a alegria dela e dos outros’.
Esse tipo de amor vigoroso é exemplificado na última frase da passagem de Provérbios citada por Paulo. A frase diz que ao dar comida e bebida a nossos inimigos amontoa-se ‘brasas de fogo sobre a [nossa] cabeça’ (Rm 12.20). Embora isso possa nos parecer um ato pouco amigável, nos tempos bíblicos, essa era uma figura de linguagem para dizer que isso traz um profundo sentimento de vergonha a seus inimigos, não a fim de ofendê-los ou humilhá-los, mas para levá-los ao arrependimento e à reconciliação” (SEAMANDS, S. Feridas que Curam: Levando Nossos Sofrimentos à Cruz. 1 ed., RJ: CPAD, 2006, pp.166-67).
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