Estudo exclusivo da Escola EBD: Nesta lição abordaremos profundamente Revista Adultos As verdades centrais da Fé Cristã com insights baseados na teologia pentecostal da cpad...
05 de Novembro de 2006
TEXTO ÁUREO
“Não são, porventura, todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?” (Hb 1.14).
VERDADE PRÁTICA
Embora magníficos em poder, os anjos não devem nem podem ser adorados. Sua missão é exaltar a Deus e trabalhar em prol dos que hão de herdar a vida eterna.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Lc 9.26 Os anjos são seres gloriosos.
Terça - Sl 103.20 Os anjos são magníficos em poder.
Quarta - Mt 4.11 Os anjos ministram a Cristo.
Quinta - Hb 1.14 Os anjos são enviados para servir aos santos.
Sexta - Mt 16.27 Os anjos compõem o exército de Cristo.
Sábado - Mt 24.31 Os anjos no final dos tempos.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Hebreus 1.1-8.
1 - Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho,
2 - a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.
3 - O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da Majestade, nas alturas;
4 - feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles.
5 - Porque a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho?
6 - E, quando outra vez introduz no mundo o Primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem.
7 - E, quanto aos anjos: O que de seus anjos faz ventos e de seus ministros, labareda de fogo.
8 - Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de equidade é o cetro do teu reino.
PONTO DE CONTATO
Professor, alguns teólogos liberais acreditam que os anjos são apenas “essências platônicas” ou “emanações da parte de Deus”. Segundo eles, crer na existência dos anjos como seres racionais é “grosseira mitologia”. Essa posição, ajusta-se à crença racionalista assumida pelos saduceus no tempo de Cristo (At 23.8). Em outro extremo estão os místicos, os cabalistas, os ufologistas, que acreditam e adoram irracionalmente os seres celestiais, à semelhança dos antigos membros das religiões gnósticas (Cl 2.18). Somente o ensino das Escrituras é capaz de contestar o misticismo e o racionalismo desenfreado que têm invadido a sociedade, e até muitas igrejas.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Definir o termo anjo.
Descrever a missão dos anjos.
Contestar a adoração aos anjos.
SÍNTESE TEXTUAL
O vocábulo “angelologia” procede de dois termos gregos: angelos , traduzido por “mensageiro” ou “enviado”, e logia , “discurso” ou “tratado”. Angelologia, portanto, é a doutrina que estuda a natureza, o caráter, e a missão dos anjos, conforme as Escrituras. No Antigo Testamento, os anjos são chamados de mal’āk , isto é, “mensageiro ou representante”. Enquanto no grego e no hebraico, os anjos são denominados pela função (mensageiro), na língua aramaica, eram chamados de qaddîsh , isto é, “santos”, descrevendo-lhes o caráter e não apenas o ofício. Quanto ao caráter, a Bíblia afirma que os anjos são mansos (2 Pe 2.11), obedientes e poderosos (Sl 103.20), sábios (2 Sm 14.17), e reverentes (Is 6.2,3). A respeito do ministério angélico, a Escritura declara que: adoram a Deus (Sl 103.20; 148.2), protegem os servos de Deus (Sl 34.7), e executam juízos divinos (2 Rs 19.25).
ASPECTOS DA NATUREZA DOS ANJOS
NATUREZA: Espíritos
DESCRIÇÃO: De natureza espiritual.
REFERÊNCIA: Hb 1.13,14
NATUREZA: Assexos
DESCRIÇÃO: Não se reproduzem.
REFERÊNCIA: Lc 20.34-36
NATUREZA: Criatura
DESCRIÇÃO: Feitos por Deus.
REFERÊNCIA: Sl 148.2-5
NATUREZA: Imortais
DESCRIÇÃO: Não estão sujeitos à morte.
REFERÊNCIA: Lc 20.35,36
NATUREZA: Numerosos
DESCRIÇÃO: São hostes e não raça.
REFERÊNCIA: Lc 2.13
NATUREZA: Velozes
DESCRIÇÃO: Não sujeitos ao espaço e tempo.
REFERÊNCIA: Dn 9.21
NATUREZA: Pessoais
DESCRIÇÃO: Características pessoais.
REFERÊNCIA: 2 Sm 12.20
INTRODUÇÃO
A angelologia bíblica é uma doutrina que nos leva a uma dupla reflexão. Se por um lado, somos confortados, sabendo que os anjos de Deus acham-se à disposição dos que hão de herdar a vida eterna (Hb 1.14); por outro, apesar de sua capacidade e poderio que lhes conferiu o Senhor, não devem nem podem ser adorados (Ap 19.10; 22.9).
Nesta lição, veremos o que a Bíblia ensina acerca dos anjos.
CONCLUSÃO
É reconfortante saber que o Senhor nos colocou à disposição um exército eficiente que nos ajuda em todas as instâncias. Embora seja-lhes proibido anunciar o Evangelho, assistem-nos nesta gloriosa tarefa. Todavia, não podemos, sob hipótese alguma, adorá-los. Eles não são deuses; são servos de Deus e conservos nossos; servimos ao mesmo Senhor.
Devemos todos sempre dar graças a Deus pelo ministério providente e protetor dos seus anjos em nosso favor.
EXERCÍCIOS
1. Quem são os anjos?
São criaturas morais, ministros e servos de Deus (Hb 1.7; Ap 19.10).
2. Onde, na Bíblia, encontramos a mais desenvolvida angelologia?
No livro do profeta Daniel.
3. Como é o caráter dos anjos?
Seres eleitos, santos, sábios, obedientes.
4. Qual a missão dos anjos?
Enaltecer a Deus, trabalhar a favor dos salvos, proteger a nação de Israel.
5. Por que os anjos não devem ser adorados?
Pois são criaturas, nossos conservos, e estão comprometidos com a glória de Deus (Ap 22.9).
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio Teológico
“As Evidências Bíblicas
Os anjos têm uma natureza incomparável; são superiores aos seres humanos (Sl 8.5), mas inferiores ao Jesus encarnado (Hb 1.6). A Bíblia ressalta os seguintes fatos a respeito deles:
1. Os anjos são reais, mas nem sempre visíveis (Hb 12.22). Embora Deus ocasionalmente lhes conceda a visibilidade (Gn 19.1-22), são espíritos (Sl 104.4; Hb 1.7,14). Nos tempos bíblicos, seres humanos experimentavam, às vezes, efeitos da presença de um anjo, mas não viam ninguém (Nm 22.21-35). Às vezes, viam o anjo (Gn 19.1-22; Jz 2.1-4; Mt 1.20-25; Lc 24.4-6; At 5.19-20). Além disso, os anjos podem ser vistos sem serem reconhecidos como anjos (Hb 13.2).
2. Os anjos adoram, mas não devem ser adorados. São incomparáveis entre as criaturas, mas nem por isso deixam de ser criaturas. Correspondem com adoração e louvor a Deus (Sl 148.2; Is 6.1-3; Lc 2.13-15; Ap 4.6-11) e a Cristo (Hb 1.6). Como conseqüência, os cristãos não devem exaltá-los (Ap 22.8,9); os que fazem, perdem a sua recompensa futura (Cl 2.18).
3. Os anjos servem, mas não devem ser servidos. Deus os envia como agentes para ajudar os seres humanos, especialmente os fiéis (Êx 14.19; 23.23; Nm 20.16; 22.22-25; Jz 6.11-22; Sl 34.7; 91.11; At 27.23-25; Hb 13.2). Os anjos também mediam os juízos de Deus (Gn 19.22,24; At 12.23) e suas mensagens (Jz 2.1-5; Mt 1.20-24). Mas eles nunca devem ser servidos, pois assemelham-se aos cristãos num aspecto muito importante: são também servos de Deus (Ap 22.9).
4. Os anjos acompanham a revelação, mas não a substituem total ou parcialmente. Deus os emprega, mas não são o alvo da revelação divina (Hb 2.2s). No século I, surgiu uma heresia que se constituiu num ‘pretexto de humildade e culto aos anjos’ (Cl 2.18). Envolvia dura disciplina do corpo sem nada fazer para refrear a indulgência sensual (Cl 2.23 - NVI). Sua filosofia enfatizava as idéias falsas de que: (a) os cristãos são inferiores na sua capacidade de abordarem pessoalmente a Deus; (b) os anjos têm capacidade superior nesse sentido; (c) a adoração lhes é devida por causa da sua intervenção em nosso favor. Paulo respondeu a essa heresia com um hino que glorifica a Cristo, que é a fonte da nossa glória futura (Cl 3.1-4).
5. Os anjos sabem muitas coisas, mas não tudo. O discernimento que têm foi-lhes concedido por Deus; não é inato nem infinito. Sua sabedoria talvez seja vasta (2Sm 14.20), mas seus conhecimentos, limitados: Não sabem o dia da segunda vinda de nosso Senhor (Mt 24.36) nem a plena magnitude da salvação dos seres humanos (1Pe 1.12)”.
(BAKER, C. D.; MACCHIA, F. D. Seres espirituais criados. In HORTON, S. M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. RJ: CPAD, 1996, p.196-8.)
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