Estudo exclusivo da Escola EBD: Nesta lição abordaremos profundamente Revista Adultos Parábolas de Jesus com insights baseados na teologia pentecostal da cpad...
8 de Maio de 2005
TEXTO ÁUREO
“Igualmente, o Reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar e que apanha toda qualidade de peixes” (Mt 13.47).
VERDADE PRÁTICA
Somente no final dos tempos, no momento determinado por Deus, ocorrerá a separação entre o bom e o mau, entre o justo e o injusto.
LEITURA DIÁRIA
Segunda — Ml 3.17,18 O que serve a Deus é diferente no seu viver, daquele que não o serve
Terça — Lc 17.34-37 Os fiéis serão separados dos infiéis
Quarta — Mt 24.31 Os escolhidos serão reunidos pelos anjos
Quinta — Mt 25.34 O final glorioso dos justos
Sexta — 1Co 4.5 As boas e as más obras serão manifestas
Sábado — Mc 16.15-18 O evangelho não faz acepção de pessoas
HINOS SUGERIDOS 222, 285 e 340 da Harpa Cristã
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Mateus 13.47-51; Romanos 2.5-11.
Mateus 13
47 — Igualmente, o Reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar e que apanha toda qualidade de peixes.
48 — E, estando cheia, a puxam para a praia e, assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora.
49 — Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos e separarão os maus dentre os justos.
50 — E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali, haverá pranto e ranger de dentes.
51 — E disse-lhes Jesus: Entendestes todas estas coisas? Disseram-lhe eles: Sim, Senhor.
Romanos 2
5 — Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus,
6 — o qual recompensará cada um segundo as suas obras,
7 — a saber: a vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, e honra, e incorrupção;
8 — mas indignação e ira aos que são contenciosos e desobedientes à verdade e obedientes à iniquidade;
9 — tribulação e angústia sobre toda alma do homem que faz o mal, primeiramente do judeu e também do grego;
10 — glória, porém, e honra e paz a qualquer que faz o bem, primeiramente ao judeu e também ao grego;
11 — porque, para com Deus, não há acepção de pessoas.
PONTO DE CONTATO
Nesta lição, o Reino dos Céus é comparado a uma grande rede que apanha peixes bons e ruins, úteis e inúteis. Esses peixes representam duas classes de crentes que convivem no Reino: os autênticos, e os que mantêm uma vida cristã de aparências. Assim como os peixes são apanhados na rede e somente mais tarde são separados, a rede divina recolhe todas as pessoas indistintamente, para depois selecioná-las. Diga a seus alunos que ninguém tem o direito de acusar ou discriminar qualquer irmão na igreja. Pois, só o Senhor Jesus Cristo tem capacidade e autoridade para julgar com justiça e separar os bons dos maus! E isso o fará, no final dos tempos.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Interpretar as cinco figuras principais da parábola.
Relacionar a parábola da rede com a do Trigo e do Joio.
Identificar a aplicação escatológica implícita na parábola.
SÍNTESE TEXTUAL
Esta é a sétima parábola acerca do Reino dos Céus registrada em Mateus 13. Sua mensagem não difere muito da do joio, visto que o resultado final é o julgamento, isto é, a separação entre os bons e os maus.
No original, percebe-se claramente que aquela rede de pesca era enorme; das que são manejadas por diversos homens e que recolhem grande quantidade de peixe de uma só vez. Em virtude dessa capacidade, variedades de peixes eram colhidos. Alguns usados como alimento ou comercializados com outros fins. Outros eram considerados inúteis, sem qualquer valor. Isto ilustra perfeitamente o que acontece com a pregação do evangelho. Alguns aceitam a mensagem e desenvolvem uma fé autêntica, tornando-se verdadeiros discípulos de Jesus. Outros são apenas recolhidos pela rede da Palavra, mas depois mostram-se infiéis e indignos de Cristo.
O Reino dos céus recolhe a todos sem qualquer distinção. Todavia, santos e ímpios não estarão juntos para sempre! Como o pescador separa o peixe bom do ruim, assim será na consumação dos séculos (Mt 13.49).
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
A parábola da Grande Rede nos ensina a “lançar” o evangelho sem discriminação. Nós, pescadores de homens, não devemos escolher a quem evangelizamos. A Bíblia é clara e enfática: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” [grifo nosso]. Diante disso, proponha à sua turma a realização de um evangelismo após o encerramento da Escola Dominical, ou em outro horário que melhor se adapte à realidade de sua classe. Divida a turma em grupos, distribua uma determinada quantidade de folhetos para cada grupo, orem todos juntos e saiam pelas ruas próximas à igreja falando do amor de Deus. Estabeleça um horário para todos retornarem à igreja. Dê oportunidade aos alunos a fim de relatarem as experiências obtidas durante esta atividade.
INTRODUÇÃO
A Parábola da Rede é semelhante a do Trigo e do Joio em alguns aspectos. Ambas mostram a convivência temporária nesta vida entre os bons e os maus, e a separação final entre eles. É o caso da luz entre as trevas (Ef 5.8; Mt 5.16). Isto está bem explorado em 1Co 5.9-13. As duas parábolas concluem afirmando que a separação inevitável e inadiável entre um e outro ocorrerá “na consumação dos séculos” (Mt 13.40,49).
Na Parábola da Rede, somos advertidos à paciência, a evitarmos o julgamento precipitado, e a convivermos com todas as pessoas, sejam boas ou más. Esta, a última das sete parábolas registradas em Mateus 13, apresenta o fim da dispensação da Graça e o juízo final.
Nesta parábola, cinco elementos se destacam: a rede, o mar, os pescadores, os peixes e os anjos.
CONCLUSÃO
O reino de Deus é anunciado a todos, porém a maioria dos homens é indiferente e permanece na miséria do pecado, ou então, contenta-se em ser um cristão meramente nominal.
Esta parábola ensina-nos a definir nosso papel como obreiros que, semelhante aos pescadores, lançam a rede do evangelho para apanhar o maior número possível de almas para Cristo. Que o Senhor nos permita estender a rede da salvação e convidar a todos os homens para que se arrependam de seus pecados e creiam no evangelho.
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio Teológico
“‘Igualmente o reino dos céus é semelhante a uma rede’. Tinha o Senhor em mente a rede de arrastão, que não deixa nada escapar. À pouca distância da praia, os botes de pesca lançam a rede. Há pesos na borda inferior, para arrastá-la no leito do lago; a borda superior tem boias. Ao avançar, torna-se um muro circular, uma prisão de malhas na praia. Reúnem-se os pescadores e ajuntam os bons peixes nos cestos; os maus são lançados fora.
É o dever da Igreja lançar a rede do evangelho tão largamente quanto possível, para que haja o maior número de pessoas dentro do limite de suas malhas. Assim, é inevitável que sejam trazidos alguns cristãos não genuínos. Todavia, não há de se preocupar o cristão com a mistura na Casa de Deus, porque está além do poder humano a purificar. A seu tempo, Deus retirará da Igreja seus membros indignos, deixando-a sem mancha ou ruga.
Não podemos esperar uma igreja perfeita deste lado do céu. As parábolas do joio e da rede advertem-nos quanto à presença de elementos bons e maus dentro da igreja.
Na parábola do joio, atribui-se à ação do inimigo a introdução de pessoas mundanas entre o povo de Deus.
A parábola da rede descarta a possibilidade de seleção prévia; a separação dos peixes ocorre mais tarde. Da mesma forma a rede do evangelho, lançada em esforços evangelísticos, reúne todo tipo de pessoas, o que não exclui os elementos ruins. Até o evangelista Filipe pescou um ‘peixe’ que se estragou logo que saiu da água! (At 8.13-24).
Zelosos idealistas proclamam: ‘Vamos purificar a igreja!’. As intenções são boas e há lugar para a disciplina na igreja. Todavia, somos falíveis em nossa pressa, e poderemos arrancar trigo juntamente com o joio, ou lançar fora bons peixes (Mt 13.28,29)” (PEARLMAN, Myer. Mateus: O Evangelho do Grande Rei. Coleção Myer Pearlman. RJ: CPAD, 1995, pp.107,108).
QUESTIONÁRIO
1. Que tipo de rede é mencionado na parábola?
Rede de arrasto, empregada na pescaria de varredura.
2. O que acontece quando a igreja lança a rede do Evangelho?
Alcança e abrange todo tipo de pessoa, sem qualquer discriminação.
3. Qual o sentido da palavra “mar” na parábola?
Representa a humanidade em geral.
4. Quando se fará a separação entre os peixes bons e ruins?
Na consumação dos séculos.
5. De quem é composta a igreja visível?
De uma mescla de crentes espirituais e carnais.
Ajude-nos a divulgar compartilhando com os irmãos da sua igreja!