Estudo exclusivo da Escola EBD: Nesta lição abordaremos profundamente Revista Adultos Fé e Obras com insights baseados na teologia pentecostal da cpad...
17 de Agosto de 2014
TEXTO ÁUREO
“Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5.16).
VERDADE PRÁTICA
Uma vez salvos em Cristo, o amor, materializado por meio das boas obras, torna-se a nossa identidade cristã.
HINOS SUGERIDOS 17, 75, 79.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - 1Ts 1.3 A fé e as obras são inseparáveis
Terça - 2Ts 1.11 A oração precede a ação
Quarta - Hb 11.17 As obras da fé abrangem a ação
Quinta - Ap 2.19 O Senhor conhece as nossas obras
Sexta - 2Tm 4.6-8 A esperança fortalecida pelas obras
Sábado - At 7.60 Uma fé a toda prova
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Tiago 2.14-26.
14 - Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver as obras? Porventura, a fé pode salvá-lo?
15 - E, se o irmão ou a irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano,
16 - e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentar-vos e fartai-vos; e lhes não derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá dai?
17 - Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.
18 - Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.
19 - Tu crês que há um só Deus? Fazes bem; também os demônios o creem e estremecem.
20 - Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?
21 - Porventura Abraão, o nosso pai, não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho lsaque?
22 - Bem vês que a fé cooperou com as suas obras e que, pelas obras, a fé foi aperfeiçoada,
23 - e cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus.
24 - Vedes, então, que o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé.
25 - Ede igual modo Raabe, a meretriz, não foi também justificada pelas obras, quando recolheu os emissários e os despediu por outro caminho?
26 - Porque, assim como o corpo sem o espirito está morto, assim também a fé sem obras é morta.
INTERAÇÃO
Imagine um presidente que não governa? Um juiz que não julga? Um advogado que não advoga? Um médico que não clinica? Um policial que não protege? Um professor que não ensina? Um cientista que não pesquisa? Um arquiteto que não desenha? Um filósofo que não filosofa? Imaginou? Assim é o crente que não produz boas obras. Que não ama! E como estudamos na epístola de Tiago, as boas obras são obras de misericórdia, isto é, ações encharcadas no amor. A carta de Paulo aos Romanos nos diz que “quem ama aos outros cumpriu a lei”, pois “o amor não faz mal ao próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor” (13.8,10).
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Destacar que a fé e as obras são relacionais.
Apontar os exemplos de fé com obras no Antigo Testamento.
Compreender a metáfora do corpo sem espírito proposta por Tiago.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Prezado professor, para concluir a aula desta semana sugerimos que você reproduza o esquema abaixo de acordo com as suas possibilidades. Peça aos alunos que dê exemplos de atitudes que retratam a “Fé sem as obras” e a “Fé com as obras”, de acordo com a coluna sugerida. Em seguida releia com a classe Tiago 2.14-17; leia também Romanos 13.8-10 e Marcos 12.30,31. Então, afirme que o ensino de Tiago está em harmonia com o de Paulo em Romanos e no Evangelho de Marcos. Nas Escrituras, subentende-se que amar é agir pelo bem do próximo. Conclua a lição dizendo que a fé sem as obras demonstram que o crente não conhece o Evangelho. Tal fé é morta!
Palavra Chave
Manifestação: Ato de dar a conhecer; revelação, expressão.
INTRODUÇÃO
A lição de hoje trata da fé manifestada através das obras (Tg 2.14-26). Além de tal assunto ser imprescindível à vida cristã —, pois, sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6) —, é preciso reafirmar que o crente é salvo pela graça, por meio da fé (Ef 2.8,9). Devendo o cristão andar por ela (2Co 5.7), tendo em vista de que tudo aquilo que não é de fé, culmina em pecado (Rm 14.23). Entretanto, a fé não é uma fuga da realidade. Por isso, Jesus ensinou que a fé deve ser praticada (Mt 5.22-48). Nesta lição, igualmente, Tiago mostra que uma fé viva é autenticada pela produção de boas obras, pois não há antagonismo algum entre ambas — fé e obras. Conforme aprenderemos, na vida cristã, fé e obras não são distintas, mas complementares.
SINOPSE DO TÓPICO I
Tiago nos mostra que diante de uma necessidade do próximo, o crente não pode espiritualizar a sua necessidade material, antes deve supri-la. Do contrário, não há fé.
SINOPSE DO TÓPICO II
As ações de Abraão e Raabe são dois grandes exemplos do Antigo Testamento quanto à fé compromissada com as obras.
SINOPSE DO TÓPICO III
Assim como o corpo sem o espírito não tem vida, a fé sem as obras é morta.
CONCLUSÃO
Sabemos que o ser humano está vivo porque ele tem atividade cerebral intacta, os pulmões funcionam rotineiramente, o coração bombeia o sangue, irrigando todo o corpo. Isto é, o corpo humano está se movimentando naturalmente. Da mesma forma é a fé. Uma fé viva em Deus através do seu Filho, Jesus Cristo, justifica o homem de todo o pecado (Rm 5.1; Tg 2.18-25). Mas uma fé sem obras está morta! É como um corpo humano que não tem vida. Não respira mais. Que possamos viver todas as implicações reais de nossa crença em Deus.
EXERCÍCIOS
1. O que ocorre com a fé se não for acompanhada de ação?
Ela se achará morta.
2. Como é a concepção de fé apresentada na Epístola de Tiago?
A concepção de fé apresentada na Epístola de Tiago é a confiança em Deus: “Tu crês que há um só Deus?” (v.19).
3. Segundo a lição, como se manifesta a verdadeira fé?
A verdadeira fé, porém, manifesta-se na prática coerente do servo de Deus com tudo aquilo em que ele diz crer.
4. Quais os dois ricos exemplos de fé do Antigo Testamento utilizados por Tiago?
A disposição de Abraão em entregar o seu filho a Deus e de Raabe em esconder e proteger os espias.
5. Segundo a lição, como as pessoas poderão constatar que cremos em Deus de todo coração?
À medida que os meus atos em relação a elas revelarem o amor do Criador.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Teológico
“Somos ensinados a considerar a fé constituída de mera especulação e conhecimento como sendo de demônios: ‘Tu crês que há um só Deus? Fazes bem; também os demônios o creem e estremecem’ (v.19). O exemplo de fé que o apóstolo aqui escolhe mencionar é o primeiro princípio de toda religião: ‘Tu crês que há um só Deus, contra os ateus; e que há somente um Deus, contra os idólatras; fazes bem: até aqui está tudo bem. Mas se descansares aqui, e assumires uma boa opinião de ti mesmo, ou do teu estado diante de Deus, meramente por conta do teu crer nele, isso vai te tornar miserável no final: os demônios o creem e estremecem. Se tu te contentas com um mero consentimento com os artigos de fé, e algumas especulações sobre eles, até esse ponto os demônios vão. E como a fé e o conhecimento que eles têm só serve para excitar o horror, assim em pouco tempo o fará a tua fé’. A palavra estremecer é geralmente considerada como tendo um bom efeito sobre a fé; mas aqui deve ser entendida como um efeito negativo, quando é aplicada à fé dos demônios. Eles estremecem, não por reverência, mas por ódio e oposição àquele Deus em quem eles creem. Recitar aquele artigo da confissão de fé: Creio no Deus Pai e Todo-Poderoso não vai nos distinguir dos demônios no final, a não ser que nos entreguemos a Deus agora como o evangelho nos orienta, e o amemos, e tenhamos prazer nele, e o sirvamos, o que os demônios não fazem e não podem fazer” (HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Novo Testamento: Atos a Apocalipse. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2010, p.836).
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Bibliológico
“Neste sermão [do Monte] — que Lord Acton definiu como a verdadeira revelação de uma sociedade moralmente nova — o Senhor Jesus contrasta ideias espirituais que sustentam a conduta moral adequada, com as exigências meramente exteriores da lei. Ele ensina que a ira que traz como fruto o assassinato é errada; que a reconciliação com um irmão é mais essencial do que o desempenho de atos exteriores de adoração; que o cultivo de pensamentos lascivos tornam as pessoas tão culpadas quanto à prática do próprio adultério; que seus seguidores devem ser extremamente comprometidos com a verdade, a ponto de os juramentos tornarem-se desnecessários; que a vingança é maligna; que os inimigos, assim como os amigos e benfeitores, devem receber nosso amor; que destacar os defeitos da vida dos outros, e tentar remodelar a vida destes de forma intrometida, e tudo isto através de uma atitude de censura, são repreensíveis; que o exercício da piedade como a doação de esmolas, as orações, e o jejum devem ser destituídos de ostentação; que o cristão só pode ter um Senhor.
Muitas passagens notáveis podem ser destacadas neste sermão. Existem as parábolas que falam da luz interior (Mt 6.22,23), e das duas casas (Mt 7.24-27). A oração do Senhor, citada por Mateus, em sua primeira seção trata dos deveres para com Deus, e, na sua segunda, trata dos deveres para com o próximo. O Senhor Jesus preparou este modelo a partir de um contexto judaico, dando um exemplo de como a alma, mesmo com poucas palavras, pode falar com Deus [...].
A ‘regra áurea’ (Mt 7.12) foi assim chamada no século XVIII por Richard Godfrey e Isaac Watts. Willian Dean Howells em seu romance Silas Lapham (1985) usou esta frase que agora nos é familiar. Este princípio de reciprocidade, que de acordo com Wesley é recomendado pela própria consciência humana, tornou-se a base do sistema ético de John Stuart Mill. Este princípio também é refletido na afirmação de Kant de que a pessoa deve agir como se sua regra de conduta estivesse destinada — pela força de sua vontade — a se tornar uma lei universal da natureza. A diferença entre a ordem categórica de Kant e a ‘regra áurea’ de Cristo é que a ordem de Kant não tem conteúdo, enquanto Cristo resume o conteúdo da segunda tábua da lei moral de Deus. O Senhor Jesus Cristo exemplificou a ‘regra áurea’na parábola do Bom Samaritano (Lc 10.25ss.)” (PFEIFFER, Charles F.; VOS, Howard, F. Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2009, p.1803-04).
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