Estudo exclusivo da Escola EBD: Nesta lição abordaremos profundamente Revista Adultos O Fruto do Espírito com insights baseados na teologia pentecostal da cpad...
13 de fevereiro de 2005
TEXTO ÁUREO
“Porque o fruto do Espírito está em toda bondade, e justiça, e verdade, aprovando o que é agradável ao Senhor” (Ef 5.9,10).
VERDADE PRÁTICA
A bondade e a benignidade são como duas colunas gêmeas da estrutura espiritual, moral e social do cristão.
LEITURA DIÁRIA
Segunda — Pv 21.21 A bondade propicia vida, justiça e honra
Terça — Ef 4.32 A benignidade entre os irmãos — uma ordenança bíblica
Quarta — Rm 15.14 A plenitude da bondade no cristão
Quinta — Cl 3.12 O revestimento espiritual do crente
Sexta — Rm 13.10 O amor não pratica o mal
Sábado — 2Sm 22.26 Deus retribui a benignidade de seus servos
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Colossenses 3.12-15.
12 — Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade,
13 — suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.
14 — E, sobre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é o vínculo da perfeição.
15 — E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações, e sede agradecidos.
PONTO DE CONTATO
Professor, bondade e benignidade são o amor em exercício. Proponha à classe a possibilidade de praticar estas virtudes neste domingo. Sugira uma visita a um aluno da Escola Dominical ou a um parente necessitado dele. Procure saber qual a necessidade da pessoa ou da família e, se for preciso, recolha uma pequena contribuição dos alunos. Marque o horário da visita, reúna-se com o grupo na hora marcada, ore, leia Tiago 1.27 e faça a obra do Senhor. Lembre-se: as lições deste trimestre são mais práticas do que teóricas; mais interpessoais do que pessoais. Consistem na prática da vida cristã diária e não apenas em suas doutrinas principais.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Descrever a benignidade e a bondade como fruto do Espírito.
Relatar os princípios da benignidade e da bondade.
Exemplificar a benignidade e a bondade na vida de personagens bíblicos.
SÍNTESE TEXTUAL
O fruto do Espírito, segundo o texto áureo, é a luz que se opõe às obras infrutuosas das trevas. Os filhos da luz produzem fruto de acordo com a sua natureza santa porque andam na luz, enquanto os filhos das trevas, obras infrutíferas porque trilham nas trevas (Ef 5.8-13). As obras das trevas são identificadas nos versículos três a seis do capítulo cinco: prostituição, impureza, avareza, torpezas, parvoíces e chocarrices. Estas ações são chamadas de “obras mortas”, “torpes” e “condenadas pela luz” (vv.11-13). No entanto, o fruto do Espírito está em toda bondade, e justiça e verdade. A palavra “aprovando” (v.10) quer dizer, no original, “colocar a prova” ou “testar” e está relacionada ao termo “condenar” do versículo treze. O que isto quer dizer? A chave está no versículo dezessete: “entendei qual seja a vontade do Senhor”. Para que saibamos se um ato agrada ao Senhor, devemos testá-lo pelo critério da “bondade”, da “justiça” e da “verdade”. Além de sabermos que a vontade do Senhor é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2), precisamos perguntar se nossas atitudes são boas, justas e verdadeiras. Se elas forem reprovadas por esses três critérios, não poderemos ser considerados dignos da Luz do Mundo. Portanto, o texto de ouro atesta que o fruto do Espírito “está”, isto é, “acha-se, encontra-se” em toda bondade, justiça e verdade — os princípios pelos quais devemos julgar, não as pessoas, mas suas atitudes.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Leve para a sala de aula dois casacos. Inicie a lição falando sobre o estado de indiferença em relação às necessidades do próximo pelo qual a igreja e a humanidade em geral atravessam. Vista o primeiro casaco e diga aos alunos que assim como este nos protege do tempo frio, precisamos nos proteger da insensibilidade que tem “soprado” contra a igreja do Senhor. Depois, vista o outro casaco e diga que não basta apenas se vestir para proteger-se, mas também é necessário revestir-se de amor, misericórdia, bondade, humildade etc. Fale para seus alunos que estas virtudes aquecerão seu coração de tal forma que será impossível “passarem de largo” por alguém necessitado. Faça o seguinte clamor à turma: “O mundo está mergulhado em profunda miséria espiritual e social. Precisamos urgentemente demonstrar amor, carinho, compaixão, generosidade, solidariedade, enfim, servir àqueles que carecem da graça divina”.
INTRODUÇÃO
A benignidade e a bondade são aspectos tão íntimos do fruto do Espírito que é difícil distingui-los. Quem é bom, também é benigno; e vice-versa. Ambas originam-se do amor. Alguém afirmou que a benignidade é amor compassivo; e a bondade, amor atuante, em ação.
Estas virtudes, produzidas em nós pelo Espírito Santo, aludem ao nosso relacionamento com o próximo.
Normalmente, consideramos a benignidade como a expressão do amor de uma pessoa para com outra, e, bondade como a prática do bem, mediante atitudes e atos.
Nesta lição, constataremos que o uso bíblico destas duas palavras é diferente do uso secular e popular, e que, nelas, estão inseridos muitos aspectos do amor.
CONCLUSÃO
A salvação é adquirida mediante a fé no sacrifício vicário do Filho de Deus, e não por causa de nossa bondade e santidade. Contudo, como cristãos, devemos refletir o caráter de Cristo através da manifestação do fruto do Espírito produzido em nós. Não somos salvos por meio das boas obras, mas, para praticá-las.
EXERCÍCIOS
1. Qual a relação entre bondade e benignidade?
A bondade é a expressão ou resultado da benignidade.
2. Qual o sentido de benignidade em Gálatas 5.22?
Ser devotado a atos e atitudes bondosas. Também expressa ternura, compaixão e brandura.
3. Como a Bíblia apresenta Deus?
Como um pai divinamente compassivo e amoroso, sempre pronto a abençoar seus Filhos.
4. Quais os princípios da benignidade e da bondade?
Servir ao próximo, generosidade, bondade, justiça e verdade.
5. Mencione cinco personagens bíblicos que foram bons e benignos.
Jó, Davi, Jesus, Paulo e Estevão.
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio Teológico
“Benignidade
A palavra grega chrestotes nos faz lembrar Cristo, o exemplo supremo da benignidade. Paciência e benignidade estão juntas na primeira linha da descrição do amor de Deus (1Co 13.4). Paulo nos conclama a seguir o exemplo de Cristo, a sermos benignos e compassivos, perdoando uns aos outros (Ef 4.32). A severidade não é o modo de agir do corpo de Cristo. A mútua estima e respeito, sim. A benignidade é o bálsamo que nos une, à medida que aprendemos a dar valor uns aos outros. Até mesmo os dons são resultados da benignidade de Deus para conosco.
Bondade
O significado essencial de agathosune , traduzido por ‘bondade’, é a generosidade que flui de uma santa retidão dada por Deus. Paulo recomenda: ‘comunicai [reparti] com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade’ (Rm 12.13), para ‘repartir com o que tiver necessidade’ (Ef 4.28).
A razão básica dos dons é ser uma bênção ao próximo. A bondade, ou generosidade, nos leva à preocupação com as pessoas de modo prático e dinâmico, onde quer que estas se encontrem. A Igreja Primitiva sabia praticar a mútua generosidade, sem medo de exagerar nos cuidados” (LIM, David. Os dons espirituais. In HORTON, Stanley M. (ed.). Teologia sistemática: Uma perspectiva pentecostal. RJ: CPAD, 1996, p.490).
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