Estudo exclusivo da Escola EBD: Nesta lição abordaremos profundamente Revista Adultos A verdadeira prosperidade com insights baseados na teologia pentecostal da cpad...
19 de Fevereiro de 2012
TEXTO ÁUREO
“Que darei eu ao SENHOR por todos os benefícios que me tem feito?” (Sl 116.12).
VERDADE PRÁTICA
Deus nos concede as suas bênçãos não porque tenhamos algum poder de barganha, mas porque Ele nos ama e quer aprofundar o seu relacionamento com cada um de seus filhos.
HINOS SUGERIDOS 151, 155, 178.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - 2 Pe 2.15 A barganha e o “prêmio da injustiça”
Terça - Jo 18.36 A barganha firma-se no poder terreno
Quarta - Is 55.8 Deus oferece oportunidades
Quinta - Rm 1.24 A barganha troca o Criador pela criatura
Sexta - Is 44.14-17 A barganha transforma objetos em deuses
Sábado - 1 Tm 4.7 A barganha procura disputas
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Mateus 4.1-11.
1 - Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
2 - E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;
3 - E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.
4 - Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.
5 - Então o diabo o transportou à Cidade Santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo,
6 - e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra.
7 - Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus.
8 - Novamente, o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles.
9 - E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.
10 - Então, disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás.
11 - Então, o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos e o serviram.
INTERAÇÃO
Prezado professor, esta lição é de inquestionável importância diante do que temos visto e ouvido no meio evangélico com respeito a obtenção das bênçãos divinas. Muitos estão tentando obter o favor de Deus mediante a barganha. Tentam negociar o inegociável. Nesta lição veremos os males que a “Teologia da Barganha” pode acarretar na vida do crente e da igreja. No decorrer da aula procure enfatizar o fato de que Deus nos concede as suas bênçãos não porque tenhamos algum poder de barganha, mas porque Ele nos ama e quer aprofundar o seu relacionamento conosco.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conscientizar-se de que as Escrituras condenam a barganha.
Descrever alguns pressupostos da “Teologia da Barganha”.
Explicar qual é o perigo de se tentar barganhar com Deus.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, sugerimos que você inicie a aula de hoje com uma reflexão. Escreva no quadro de giz a seguinte frase de Larry Crabb: “Nossa maldade não é um empecilho para a bênção, assim como nossa bondade não é condição para sermos abençoados”. Incentive a participação da classe e ouça com atenção a posição dos irmãos. Conclua a reflexão enfatizando que as bênçãos de Deus em nossa vida são resultado do amor e da misericórdia do Pai Celeste. Não existe nada que possamos fazer que seja capaz de impressionar ao Senhor.
Palavra Chave
Barganha: Tentar negociar ou trocar algo com Deus a fim de obter algum benefício.
introdução
Nesta lição, veremos que o desejo de se barganhar com Deus é algo totalmente reprovável, pois contraria todos os princípios da Palavra de Deus. Com a introdução de certas heresias e modismos no contexto evangélico, a velha prática da barganha voltou a induzir as pessoas a usar a fé, e até mesmo a Bíblia, para obter vantagens duvidosas e até ímpias. É uma tentativa de chantagear a Deus.
Agindo dessa forma, o crente já não busca a Deus com o coração de um verdadeiro adorador, mas como um mercador espertalhão que procura levar vantagem em tudo. Os pregadores da prosperidade vêm transformando a santíssima fé numa moeda de troca. Cuidado, Deus não se deixa escarnecer.
SINOPSE DO TÓPICO I
Tanto no Antigo quanto em o Novo Testamento, a barganha é reprovada pelo Senhor.
SINOPSE DO TÓPICO II
O crente não tem o direito de barganhar com Deus como ensina erroneamente a “teologia da barganha”.
SINOPSE DO TÓPICO III
A barganha faz com que o relacionamento com Deus se torne algo meramente mecânico e interesseiro.
CONCLUSÃO
Não podemos cair na tentação de barganhar com Deus. Isto por uma razão bastante simples: nada temos de real valor para propor em troca e muito menos o direito de assim procedermos. O profeta Isaías afirmou que até os nossos mais exaltados atos de justiça não passam de trapos de imundícia diante dEle (Is 64.6). Para sermos abençoados necessitamos de Deus em todas as coisas e em todo o tempo. Ele em nenhum momento se nega a abençoar-nos, segundo a sua soberana e perfeita vontade (Mt 6.10; 26.42).
EXERCÍCIOS
1. O que relata o livro de Jó?
O livro de Jó relata a história do patriarca que, abençoado por Deus, teve sua família e bens perdidos em pouquíssimo tempo (1-2).
2. O que as Escrituras dizem sobre o “barganhar com Deus”?
As Escrituras evidenciam que barganhar com Deus é tentar negociar o inegociável.
3. Segundo a lição, qual o pressuposto da teologia da barganha?
A teologia da barganha tem como pressuposto a doutrina do direito legal do crente.
4. O que faz a Teologia da Prosperidade ao enfatizar apenas a imanência de Deus?
Ela reduz o Soberano Senhor a uma simples marionete nas mãos do ser humano.
5. Por que não podemos cair na tentação de barganhar com Deus?
Porque nada temos de real valor para propor em troca e muito menos o direito de assim procedermos.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Apologético
“Artifícios dos triunfalistas
Os triunfalistas dão, aleatoriamente, nomes às suas campanhas dos feitos grandiosos registrados no Antigo Testamento, prometendo solução imediata aos problemas financeiros e de saúde. Para isso, inventam as campanhas do jejum de Gideão, do jejum de Calebe, Campanha dos 318 pastores, etc. Inventaram o culto dos empresários e convidam os endividados, falidos, às vezes, com famílias à beira da ruína.
A retórica baseada na fisiologia é ‘dando que se recebe’ apresenta um Deus corretor de imóvel ou negociante, visão distorcida que até mesmo McAliester criticou. A mensagem de salvação é esquecida. O estilo estereotipado ‘meu amigo’, ‘minha amiga’, identifica, facilmente, um desses grupos. Seus pastores são peritos em arrecadar fundos nos cultos. Sua escola é mais para ensinar essas técnicas do que mesmo teologia.
[...] É lastimável usar essas passagens bíblicas [as de, por exemplo, Gideão, Baraque, Sansão, Davi, Samuel, entre outros] [fora de contexto] para prometer ao povo carros importados, mansões e outras prosperidades materiais. É assassinar a exegese bíblica, no entanto, há os que já estabeleceram essa prática como doutrina” (SOARES, E. Heresias e Modismos: Uma análise crítica das sutileza de Satanás. 1.ed., RJ: CPAD, 2006, pp.327-28).
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Teológico
“Uma Teologia de Supermercado
Desde o primeiro capítulo deste livro, venho mostrando que a prosperidade bíblica se alicerça fundamentalmente em um correto relacionamento com o Senhor. Quando fórmulas, técnicas ou quaisquer outros meios substituem a comunhão do crente com o seu Deus, então o caminho para uma fé deformada está aberto. Esse modelo teológico que ignora a existência humana e não leva em conta a soberania de Deus sobre a história tem produzido uma geração de crentes superficiais. E o que é pior - tem se tornado quase que exclusivamente o único tipo de fé conhecida. O cristianismo ortodoxo tem sido empurrado para a periferia da fé. A química resultante da mistura desse modelo teológico com o princípio bíblico da retribuição tem originado uma excrescência dentro do protestantismo evangélico - a Teologia da Barganha.
Os pressupostos da Teologia da Barganha já são perceptíveis no Antigo Testamento, nos argumentos defendidos pelos amigos de Jó: Elifaz, Bildade, Zofar e Eliú. É possível vermos na teologia desses homens uma relação distorcida entre pecado e punição. Em palavras mais simples, eles defendiam a tese de que por trás do sofrimento de Jó estava algum tipo de pecado cometido, porém, ainda não conhecido. Algo semelhante àquilo que é pregado [por aí]. Luiz Alexandre Solano Rossi (2008, p.75) comenta:
A teologia da retribuição está assumindo a sua forma e assim permanecerá durante o desenrolar de todo o livro de Jó. O homem pode, sim, ser conduzido a agir por interesse: se ele faz o bem, recebe a felicidade; se pratica o mal, recebe a infelicidade. A vida de fé está a um passo de se transformar em uma relação comercial. A fé pode estar sendo vista a partir de uma prateleira de supermercado, ou seja, Deus se apresentaria como um negociante. A consagrada expressão brasileira do ‘toma lá, dá cá’ se encaixa perfeitamente nessa situação [...] Contra essa teologia da retribuição ele (Jó) tem um único argumento: sua experiência pessoal e sua observação da história, na qual a injustiça permanece impune. Sua observação e intuição são corretas: existem somente homens situados no espaço e no tempo, no sentido de que vivem em uma época precisa e em um contexto social, cultural e econômico preciso [...]. Vejamos um resumo de seus discursos: a) Elifaz sugere que Jó é um pecador; b) Baldad diz abertamente que seus filhos morreram por seus pecados; c) Sofar assegura a Jó que seu sofrimento é menos do que ele merecia; d) Eliú afirma que o sofrimento tem um caráter pedagógico. Eles representam perfeitamente o modo mais comum de se mascarar a verdadeira fé bíblica [...]” (GONÇALVES, J. A Prosperidade à Luz da Bíblia: A Vida Cristã Abundante. RJ: CPAD, 2012).
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