Estudo exclusivo da Escola EBD: Nesta lição abordaremos profundamente Revista Adultos Heresias e Modismos com insights baseados na teologia pentecostal da cpad...
28 de Maio de 2006
TEXTO ÁUREO
“Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados” (Cl 2.16).
VERDADE PRÁTICA
Nós, os que aceitamos a Cristo Jesus como o nosso único e suficiente Salvador, temos uma lei mais sublime a cumprir: a Lei do Espírito.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - At 15.1-5 Os judaizantes condicionavam a salvação à observância da lei mosaica
Terça - Gl 1.7 Os judaizantes queriam transtornar o evangelho de Cristo
Quarta - Rm 3.20 A lei de Moisés foi dada para o conhecimento do pecado
Quinta - Rm 3.28 O homem é justificado pela fé, sem as obras da lei
Sexta - Mt 5.17,18 Somente Jesus pôde cumprir toda a lei
Sábado - Tg 2.10 Quem tropeçar em um só ponto da lei é culpado de todos
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gálatas 3.19-26; 4.9-11.
Gálatas 3
19 - Logo, para que é a lei? Foi ordenada por causa das transgressões, até que viesse a posteridade a quem a promessa tinha sido feita, e foi posta pelos anjos na mão de um medianeiro.
20 - Ora, o medianeiro não o é de um só, mas Deus é um.
21 - Logo, a lei é contra as promessas de Deus? De nenhuma sorte; porque, se dada fosse uma lei que pudesse vivificar, a justiça, na verdade, teria sido pela lei.
22 - Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela fé em Jesus Cristo fosse dada aos crentes.
23 - Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar.
24 - De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que, pela fé, fôssemos justificados.
25 - Mas, depois que a fé veio, já não estamos debaixo de aio.
26 - Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus;
Gálatas 4
9 - Mas agora, conhecendo a Deus ou, antes, sendo conhecidos de Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir?
10 - Guardais dias, e meses, e tempos, e anos.
11 - Receio de vós que haja eu trabalhado em vão para convosco.
PONTO DE CONTATO
Professor, esta lição retoma, de outro modo, uma discussão muito freqüente nos círculos teológicos — a relação entre a Lei e a Graça. A gênesis dessa discussão remonta aos tempos apostólicos quando, os gentios convertidos ao cristianismo, foram pressionados pelos judaizantes a observar alguns preceitos da religião judaica. A epístola de Paulo aos Gálatas é um exemplo óbvio desse debate. Passados mais de dois mil anos, a controvérsia ainda continua alimentando os ânimos. Esta lição, portanto, procura esclarecer alguns elementos doutrinários e culturais necessários à compreensão do tema, além de ser uma apologia contra aqueles que, afastando-se do cristianismo apostólico, nos acusam de rebeldia a certos preceitos mosaicos. Portanto, estude com afinco e esmero a fim de que os frutos do vosso ensino sejam manifestados na vida de seus alunos.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Interceder por aqueles que observam ritos judaicos como elementos salvíficos.
Explicar os propósitos da Lei Mosaica.
Descrever os perigos do Judaísmo na igreja.
SÍNTESE TEXTUAL
O movimento judaizante no cristianismo possui muitos tentáculos e sutis manifestações. No entanto, dois grupos se destacam como facções cristãs que defendem práticas judaicas e conceitos mosaicos no cristianismo moderno: os Adventistas do Sétimo Dia e As Testemunhas de Ierrochua. O primeiro deles, foi fundado por William Miller, ex-pregador batista que calculou equivocadamente a vinda de Cristo para março de 1843. Após Miller, a profetisa Helen G. White alegou ter recebido uma revelação na qual Jesus descortinou a Arca do Concerto diante dela. Nesta, o mandamento sabático estava com uma auréola ao redor. A partir de então, guardar o sábado tornou-se obrigatório para os adventistas.
As Testemunhas de Ierrochua, foi fundado em Curitiba, pelo sr. Ivo Santos de Camargo. A seita nega a doutrina da Trindade, a inspirarão do evangelho de Mateus, defende a guarda do sábado e afirma que o nome verdadeiro de Jesus é Yehoshua e, que não há salvação para aqueles que invocam o nome de Jesus, segundo eles um deus celta, mas somente para quem invoca Yehoshua.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Nesta lição usaremos como recurso para incrementar a nossa aula, as Placas Didáticas. Faça de cartolina, seis placas com cerca de 30 cm e escreva as seis declarações abaixo. Depois de escrito, cole uma haste (palito, bambu, etc). Após a conclusão do tópico “A Questão do Sábado”, apresente cada uma das Placas Didáticas a fim de reforçar o ensino ministrado.
RAZÕES PELAS QUAIS NÃO SOU SABATISTA:
PORQUE ESTOU NO NOVO CONCERTO.
PORQUE O NOVO CONCERTO NÃO O INCLUI.
PORQUE O EVANGELHO É UNIVERSAL E O SÁBADO É JUDAICO.
PORQUE CRISTO NUNCA ORDENOU A GUARDA DO SÁBADO.
PORQUE AS EPÍSTOLAS NÃO ENSINAM A GUARDA DO SÁBADO.
PORQUE É UM PACTO PERFEITO, EXTENSIVO APENAS AOS JUDEUS.
INTRODUÇÃO
O termo judaizante vem do verbo grego ioudaizō, “viver como judeu”, e aparece apenas uma vez no Novo Testamento (Gl 2.14). O vocábulo surgiu em decorrência de os cristãos de origem hebréia, mesmo depois do Concílio de Jerusalém (At 15), continuarem insistindo na necessidade de os convertidos gentios viverem como judeus. Infelizmente, os judaizantes ainda estão por aí defendendo a guarda do sábado, as leis dietéticas prescritas por Moisés e os ritos judaicos.
CONCLUSÃO
O cristianismo judaizante é remendo novo em vestidos velhos (Mt 9.16). A salvação é pela fé em Jesus (Gl 2.16; Ef 2.2-10; Tt 3.5). O cristianismo é religião de liberdade no Espírito e não um conjunto de regras. O verdadeiro cristianismo enfatiza o nosso relacionamento com o Cristo ressuscitado (Gl 2.20), e isto é suficiente para crescermos na graça e no conhecimento de Deus.
EXERCÍCIOS
1. De onde vem o termo “judaizante” e o que significa?
Procede do verbo grego ioudaizô, isto é, “viver como judeu”.
2. Quais os perigos do cristianismo judaizante?
Ameaça à liberdade cristã e o perigo de o cristianismo tornar-se mera seita judaica.
3. Qual o duplo propósito da lei?
Definir o pecado e demonstrar a necessidade da graça divina.
4. O que acontece com quem se submete a observar pelo menos um preceito da lei?
É obrigado a cumprir toda a lei.
5. Por que os judeus religiosos ortodoxos não acendem uma lâmpada aos sábados?
Porque consideram tal ato como a quebra do sétimo dia (Êx 35.3).
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio Apologético
“Movimento Judaizante
Perigoso desvio tem levado alguns irmãos a uma postura para com Israel que chega à idolatria. Não é um toque de shofar (instrumento musical) ou a presença de uma menorah (candelabro de sete lâmpadas) que torna uma igreja judaizante. Também as festas, quando tomadas como recurso que possa propiciar ao povo um ensino da simbologia veterotestamentária e sua aplicação à experiência cristã, não constituem um problema em si mesmas. Ainda parece melhor realizar uma celebração sob inspiração bíblica, seja uma ‘Festa da grande pesca’ ou ‘Festa do filho pródigo’, do que adotar costumes pagãos, transportando-os para o seio da igreja. O cuidado especial que se deve ter é jamais desviar o foco das verdadeiras e mais significativas de nossas celebrações: o Batismo e a Santa Ceia.
a) Ritual religioso. O problema do uso de objetos como kippar (cobertura para a cabeça) e o talid (manto para oração), além das festas judaicas, é que, por trás do uso, se esconde a substituição da graça pelo ritual religioso. A ênfase cerimonial do culto disfarça a prevalência da forma. A forma tende a substituir a essência, principalmente quando se alcança status salvífico.
b) Festas judaicas. Grupos há que iniciaram por estabelecer as festas judaicas como eventos isolados, como eventos estratégicos para o ensino e a evangelização. A prática, quando não administrada com sabedoria, leva ao que aconteceu com tais grupos: o que era eventual tornou-se calendário eclesiástico; outras práticas foram acrescentadas; chegaram à obrigatoriedade da circuncisão. Existem mesmo os que julgam que para invocar Deus é mister fazer uso de seus nomes em hebraico. Proíbem o uso do nome de Jesus, exigindo sua forma hebraica Yeshua.
c) Coisas procedentes de Israel. Ainda é necessário dizer que as águas do Jordão não lavam pecados e que o óleo vindo de Israel não tem mais poder do que um óleo de outra procedência, sendo um símbolo da unção de Deus, derramada do alto. O apego à forma era a prática farisaica nos dias de Jesus. Mesmo entre os nascidos de novo houve aqueles que se apegaram às antigas práticas e deram trabalho a Paulo em seu ministério aos gentios. O grupo de judaizantes, desde então, tem provocado polêmica. Pior do que isso, tem despertado no coração de líderes zelosos aversão por tudo que diga respeito aos judeus, com prejuízo do que se poderia adquirir num contato equilibrado e firme com a sua ortodoxia.
Quer no anti-semitismo, quer na idolatria aos costumes judeus, percebe-se a ação das trevas. Desvia-se do amor e caem no ódio aos judeus, desviados da prática sucumbem aos costumes que não salvam.
Talvez alguém defenda a aproximação às práticas judaicas como prova de amor a Sião. E o que ocorre é que dificilmente aquele que diz que ama aos judeus sabe que a ação desse amor é a evangelização mundial. Uma igreja que ama os judeus não pretende ser uma igreja judaica. Ela evangeliza, faz missões, para que o tempo dos gentios se cumpra, e o Senhor nos arrebate e volte a tratar diretamente com a nação de Israel" (CAVALCANTI, S. A. O anti-semita e o judaizante: pólos que devemos evitar. In Revista Resposta Fiel. RJ: CPAD, Ano 5, n° 18, p.9, dezembro / fevereiro de 2006).
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