Lição 11 - A Adoção: entrando na família de Deus | Jovens 1° Trimestre de 2026

Revista Jovens 1° Trimestre de 2026

Estudo exclusivo da Escola EBD: Nesta lição abordaremos profundamente Revista Jovens O Plano Perfeito com insights baseados na teologia pentecostal da cpad...

 

Jovens 1º Trimestre de 2026

15 de março de 2026

TEXTO PRINCIPAL
Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.” (Rm 8.15).

RESUMO DA LIÇÃO
Em Cristo, fomos feitos filhos Deus por meio da adoção, guiados pelo Espírito e coerdeiros de uma esperança gloriosa.

LEITURA DA SEMANA
SEGUNDA — Ef 1.5 O fundamento da adoção está na vontade soberana de Deus
TERÇA — Jo 1.12 A adoção é concedida pela fé
QUARTA — Rm 8.14-17 Somos filhos de Deus
QUINTA — Gl 4.6; Rm 8.15 O Espírito confirma a nossa adoção em Cristo
SEXTA — 1Jo 3.1 Expressão do amor divino
SÁBADO — Rm 8.23; 2Tm 3.1 Adoção futura e perseverança no sofrimento como coerdeiros

OBJETIVOS
INTERAÇÃO
Prezado(a) professor(a), na lição de hoje estudaremos a respeito da Doutrina da Adoção. É maravilhoso saber que podemos nos aproximar de Deus, chamá-lo de “Aba, Pai”, e participar, juntamente com Cristo de todos os benefícios de filho legítimo. E esse privilégio é dado a nós pela graciosa misericórdia do nosso Deus.
“Sob a lei romana, o filho adotado tinha a garantia de plenos direitos à propriedade de seu pai, mesmo que anteriormente tivesse sido um escravo. Ele não seria um filho de segunda classe, mas igual a todos os outros, biológicos ou adotados, na família de seu pai. Como filhos adotados de Deus, participamos com Jesus de todos os direitos aos recursos divinos. Como seus herdeiros, podemos reivindicar aquilo que Ele nos proporcionou — nossa total identidade como seus filhos.” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.1637).

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor(a), nesta lição, temos a chance de refletir sobre algo profundo: Deus não apenas nos perdoou, Ele nos adotou. Ter o pleno entendimento disso muda tudo na nossa identidade como cristãos. Você já parou para pensar como Deus nos vê, em Cristo? É maravilhoso saber que Ele não apenas nos perdoou e nos tirou do pecado, Deus nos fez parte da sua família! Saber que somos seus filhos deve nos encorajar a viver tal como Jesus viveu neste mundo. Seus alunos precisam descobrir o que isso realmente significa. Com esta aula você terá a oportunidade de levá-los a entender mais sobre a nossa identidade e o nosso relacionamento com Deus, como filhos.
Por isso, crie um ambiente seguro e acolhedor, preparando o coração dos alunos para receber a Palavra. Inicie fazendo uma pergunta provocadora: “Você se sente parte da família de Deus? O que isso significa para você na prática?” Aguarde as respostas e finalize dizendo que fomos feitos filhos de Deus, e que essa verdade fortalece nossa identidade cristã, nossa segurança espiritual e nosso compromisso com a família da fé.
TEXTO BÍBLICO
Romanos 8.12-17.
12 — De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne,
13 — porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.
14 — Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.
15 — Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.
16 — O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.
17 — E, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.

INTRODUÇÃO
A doutrina da Adoção nos mostra que não fomos salvos somente para sermos livres da condenação eterna, mas também para participar da família de Deus. As Escrituras revelam que, em Cristo, fomos mais do que perdoados: tornamo-nos filhos. Neste estudo, veremos como a doutrina da Adoção fortalece a nossa identidade como pessoas que pertencem à família de Deus em Cristo Jesus.

I. O QUE É A DOUTRINA BÍBLICA DA ADOÇÃO

1. A Adoção como um ato de graça. A Adoção é um ato espiritual realizado exclusivamente pela graça de Deus, por meio do qual Ele inclui o salvo em sua família espiritual (Ef 1.5). Essa palavra, originada da linguagem jurídica, aponta para os direitos, privilégios e responsabilidades concedidos àqueles que passam a fazer parte da família de Deus. Significa que fomos inseridos em uma nova realidade, quando passamos a ter um relacionamento verdadeiro com o Pai por meio de Cristo, na força do Espírito Santo. Nesse sentido, o contexto de Romanos 8 expressa o caráter familiar da expressão “adoção” no relacionamento entre Deus e os que creem (Rm 8.15-17).
2. Tornamo-nos filhos. Embora criado por Deus para um relacionamento com Ele, o ser humano perdeu esse direito por causa do pecado. A restauração desse convívio só se torna possível pela graça, mediante a fé (Jo 1.12). O Espírito Santo nos conduz a essa nova condição de filhos de Deus, testificando em nosso interior essa verdade gloriosa (Rm 8.16). Por meio da obra do Calvário, temos acesso a Deus e podemos chamá-lo de “Pai” em oração, como Jesus nos ensinou: “Pai nosso” (Mt 6.9). Perceba que, em Cristo, pelo poder do Espírito Santo, nosso relacionamento com Deus assume a forma de uma relação familiar entre Pai e filho em que nada é distante, frio ou mecânico. Ele é o nosso Pai, e nós, os seus filhos; dessa maneira o nosso relacionamento deve ser próximo, caloroso e voluntário.
3. A Adoção na ordem da salvação. Além de termos sido justificados e regenerados, fomos adotados na família de Deus e passamos a fazer parte dela. Ao estudarmos a Doutrina da Salvação, percebemos que o ensino sobre a “Adoção” está incluído na denominada “Ordem da Salvação”. Nessa obra, Deus salva, justifica, regenera, santifica e adota o pecador (Ef 1.5; Rm 8.29,30). Reconhecer a dimensão prática da salvação por meio da doutrina da Adoção é algo profundamente edificante. Esse ensino revela que nossa comunhão com Deus é intimamente afetiva e envolve todo o nosso coração (Rm 5.5; Gl 4.6).

SUBSÍDIO I
Professor(a), explique aos alunos que a Adoção é um “processo voluntário de concessão de direitos, privilégios, responsabilidades e posição de filho ou herdeiro a um indivíduo ou grupo que não nasceu originalmente do adotante. Enquanto o nascimento ocorre naturalmente, a adoção ocorre apenas pelo exercício da vontade. Duas figuras significativas no AT foram adotadas, Moisés (Êx 2.10) e Ester (Et 2.7).
Embora a adoção seja bastante incomum no AT, a adoção de Israel por Deus é da maior importância. Demonstra a disposição de o Senhor iniciar o relacionamento com a humanidade, uma verdade que, mais tarde, culminou em Jesus Cristo. O Senhor escolhe adotar a nação de Israel como filho (Dt 7.6; Is 1.2; Os 11.1) e mais significativamente como o seu primogênito (Êx 4.22; Jr 31.9).
O conceito de adoção é mais preponderante no NT, principalmente nos escritos do apóstolo Paulo. O NT inclui os que creem em Jesus Cristo como filhos adotivos da família eterna de Deus (Jo 1.12; 11.52; Gl 4.5; Ef 1.5; Fp 2.15; 1Jo 3.1). Os filhos adotivos de Deus desfrutam de todos os direitos de um filho natural, incluindo a oportunidade de chamar Deus de “Pai”, como Jesus fez (e.g. Mt 5.16; Lc 12.32). Paulo particularmente usa a adoção para descrever o novo relacionamento do cristão com Deus por meio do sacrifício expiatório de Jesus Cristo (Rm 8.15.16,21-23; 9.25,26)”. (Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p.23).

II. ADOTADOS MEDIANTE O ESPÍRITO: “MEU ABA”

1. A expressão “Aba, Pai”: intimidade com Deus. Essa expressão, que une o termo aramaico Abba e o grego patēr, revela uma profunda e calorosa intimidade que temos com Deus, como nos ensina Romanos 8.15. O Espírito Santo fortalece esse relacionamento, pois Ele clama em nosso coração: ‘Aba, Pai’ (Gl 4.6). É por meio da obra do Espírito Santo em nós, que somos levados a nos relacionar com Deus como Pai, vivendo em obediência voluntária a Jesus Cristo, seu Filho. Essa relação não é impessoal, mas marcada por proximidade, afeto e familiaridade. No Espírito, Deus é o nosso Pai!
2. O testemunho do Espírito Santo. O relacionamento sincero que desenvolvemos com o Pai é confirmado pelo testemunho do Espírito Santo, que testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus (Rm 8.16). Que experiência gloriosa é receber o testemunho do Espírito acerca da nossa filiação divina! No Novo Nascimento, algo profundamente significativo ocorre em nosso interior: tudo muda! Somos imersos em uma nova realidade produzida pelo Espírito Santo, uma realidade marcada pela presença de Deus, pela comunhão com Cristo e pela certeza de que pertencemos à sua família. Fomos adotados por Deus de fato!
3. Uma nova identidade. A doutrina da Adoção revela a nossa nova identidade como filhos de Deus, marcada pela presença constante do Espírito Santo em nós. Ele é quem nos guia na jornada da fé, consola-nos nas batalhas diárias e confirma em nosso coração que pertencemos à família celestial (Rm 8.14,15). Por meio dEle, rompemos com o espírito de escravidão e passamos a viver como filhos amados, com liberdade e confiança. Assim, nossa identidade já não está mais no mundo, mas firmada em Cristo. Logo, por causa da obra de Jesus confirmada pelo Espírito Santo, como filhos, podemos chamar Deus de “Pai Nosso que está nos céus” (Mt 6.9).

SUBSÍDIO II
“O ESPÍRITO DE SEU FILHO, QUE CLAMA: ABA, PAI. Como os seguidores de Cristo são agora filhos de Deus, eles têm um novo ‘tutor’ (v.2, isto é, não a lei ou a iniciativa humana), que é o Espírito de Deus (cf. Rm 8.9). Uma das tarefas do Espírito Santo é criar nos filhos de Deus um sentimento de amor filial (isto é, relativo aos pais ou à família) que faz com que eles conheçam a Deus como seu Pai. (1) A palavra ‘Aba’ é aramaica (Abba), e significa ‘Pai’. Era a palavra que Jesus usava, quando se referia ao seu Pai celestial. A combinação da palavra aramaica ‘Aba’ com a palavra grega para ‘pai’ (patēr) expressa a profundidade da intimidade, a profunda emoção, a intensidade, o calor e a confiança com que o Espírito Santo nos ajuda a nos relacionar com Deus e a clamar a Ele (cf. Mc 14.36; Rm 8.15,26,27). Dois sinais assegurados da obra do Espírito em nós são o clamor natural e voluntário a Deus como ‘Pai’ e a obediência natural e de bom grado a Jesus como ‘Senhor’.
(2) Embora todos os fiéis seguidores de Cristo tenham o Espírito Santo vivendo dentro de si (Rm 8.9-11; 1Co 6.15-20; 2Co 3.3; Ef 1.13; Hb 6.4; 1Jo 3.24; 4.13), nesta passagem Paulo também pode ter tido em mente o batismo no Espírito Santo e a bênção de ser continuamente cheio com ele (cf. At 1.5; 2.4; Ef 5.18). Afinal, Deus faz do nosso relacionamento com Ele, como filhos, a razão para o envio do Espírito. Como já somos ‘filhos’ pela fé em Cristo, Deus envia o Espírito aos nossos corações. O recebimento dos plenos direitos de filhos (v.5) se refere à salvação espiritual e a um relacionamento correto com Deus, que esta passagem descreve como precedendo o envio do ‘Espírito do seu Filho.’” (Bíblia de Estudo Pentecostal para Jovens. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p.1630).

III. ADOÇÃO COMO REALIDADE PRESENTE E FUTURA

1. A realidade presente da Adoção. A salvação em Cristo não é apenas uma promessa para o futuro, mas uma realidade presente a ser vivida com fé e identidade. Que identidade é essa? A identidade de filhos de Deus, que a Bíblia nos convida a assumir, estabelecida no próprio Deus, segundo sua soberana vontade, por meio de Cristo (Ef 1.5). Essa nova condição nos foi concedida como expressão do imenso amor de Deus (1Jo 3.1). Ele é o nosso Pai, e nós somos seus filhos. Que realidade gloriosa e que significado especial essa verdade tem para quem foi abandonado pelos pais, sofreu injustiças ou vive conflitos familiares na relação entre pais e filhos. Hoje é o dia de afirmar com fé: “somos filhos de Deus”!
2. A esperança futura da Adoção. Além da realidade presente, a Adoção em Cristo também possui uma dimensão futura. Essa plenitude ocorrerá quando nosso corpo for completamente redimido (Rm 8.23). Essa Adoção futura é a base da esperança que sustenta nossa fé hoje. Ela fortalece nosso coração e nos impulsiona a enfrentar os infortúnios da vida sem perder a capacidade de nos alegrar em Deus. A despeito das circunstâncias que nos cercam, não perdemos de vista que já somos filhos de Deus. E cremos que, em breve, estaremos plenamente manifestados como tais, com um corpo glorificado. Essa é a esperança cristã!
3. Coerdeiros com Cristo: sofrimento presente e glória futura. Ser coerdeiro de Cristo é um privilégio que só a maravilhosa realidade espiritual da Adoção pode fazer. É uma verdade especial que, quando compreendida e vivida, altera profundamente a nossa forma de nos relacionarmos com Deus. Como coerdeiros de Cristo, herdamos o padecimento (resultante de sermos seguidores de Jesus), pois o caminho da fé cristã não é sempre confortável no tempo presente (2Tm 3.1). Mas também é certo que herdaremos a glorificação final, como aconteceu com Jesus ressurreto. Assim, podemos rogar ao Pai, como Jesus fez: “Venha o teu Reino” (Mt 6.10).

SUBSÍDIO III
“A família de Deus. A adoção, por Deus, dos filhos perdidos e indignos da ira à família é um aspecto fundamental da sua obra de redenção (1Jo 3.1,2). Esta adoção, por intermédio do novo nascimento, leva a espantosos privilégios que resultam de sermos herdeiros com Cristo. Os que pertencem à família de Deus se tornam plenos beneficiários de todas as suas promessas feitas aos seus filhos! Sendo filhos adotados de Deus, os fiéis pertencem a um relacionamento familiar como irmãos e irmãs, que é maior e mais duradouro do que quaisquer laços familiares (Mc 3.31-35; veja Mt 19.29 e passagens paralelas). O amor fraterno sincero deve caracterizar os relacionamentos na igreja (Rm 12.10; 1Tm 5.12; Hb 13.1; 1Pe 1.22). Esse amor é uma das principais maneiras como os cristãos sabem que foram, verdadeiramente, salvos por Deus: ‘Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos’ (1Jo 3.14). Quaisquer obstáculos terrenos ao afeto fraterno (p.ex., diferenças em cultura, raça, renda, personalidade e nacionalidade) se dissipam, quando Deus adota o seu povo em sua família (Gl 3.28).” (Bíblia de Estudo Patmos. Rio de Janeiro: CPAD, 2024, p.1920).

CONCLUSÃO
A doutrina da Adoção nos lembra que fomos escolhidos por Deus, em Cristo, para fazer parte de sua família. Nossa identidade está firmada em Cristo, como filhos adotivos do Pai Celestial. Isso muda tudo! Fomos amados, perdoados, aceitos e adotados. Por isso, viva com a certeza de que você é filho de Deus e, como filho, tem um Pai que cuida de você, guia seus passos e promete uma herança eterna.

HORA DA REVISÃO
1. O que a palavra “adoção”, originada da linguagem jurídica, aponta no contexto bíblico?
Essa palavra, originada da linguagem jurídica, aponta para os direitos, privilégios e responsabilidades concedidos àqueles que passam a fazer parte da família de Deus.

2. Segundo a lição, o que a expressão “Aba, Pai” revela?
Essa expressão, que une o termo aramaico Abba e o grego patēr, revela uma profunda e calorosa intimidade que temos com Deus.

3. Quem clama em nosso coração: “Aba, Pai”, e o que isso significa?
O Espírito Santo.

4. Qual é a realidade gloriosa que a identidade de filhos de Deus traz, especialmente para quem sofreu abandono ou conflitos familiares?
Ele é o nosso Pai, e nós somos seus filhos.

5. Quando ocorrerá a plenitude da Adoção, segundo a lição?
Essa plenitude ocorrerá quando nosso corpo for completamente redimido (Rm 8.23).

Ajude-nos a divulgar compartilhando com os irmãos da sua igreja!


WhatsApp

Revista Adultos cpad

Revista Jovens cpad