Estudo exclusivo da Escola EBD: Nesta lição abordaremos profundamente Revista Adultos O Fruto do Espírito com insights baseados na teologia pentecostal da cpad...
13 de março de 20O5
TEXTO ÁUREO
“Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem, e curando a todos os oprimidos do Diabo, porque Deus era com Ele” (At 10.38).
VERDADE PRÁTICA
Assim como o ramo depende da vida do tronco para produzir fruto, o crente em Cristo depende do Espírito Santo para isso.
LEITURA DIÁRIA
Segunda — Jo 13.1 O amor de Cristo
Terça — Lc 10.21 A alegria de Cristo
Quarta — Jo 14.27 A paz de Cristo
Quinta — 1Tm 1.16 A longanimidade de Cristo
Sexta — 1Pe 2.3 A benignidade de Cristo
Sábado — Mt 11.29 A mansidão de Cristo
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 13.12-17.
12 — Depois que lhes lavou os pés, e tomou as suas vestes, e se assentou outra vez à mesa, disse-lhes: Entendeis o que vos tenho feito?
13 — Vós me chamais Mestre e Senhor e dizeis bem, porque eu o sou.
14 — Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros.
15 — Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.
16 — Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que seu senhor, nem o enviado, maior do que aquele que o enviou.
17 — Se sabeis essas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes.
PONTO DE CONTATO
Professor, como você tem usado os recursos desta revista? Tem consultado as orientações didáticas na Revista Ensinador Cristão? A síntese textual e os auxílios suplementares têm contribuído com informações relevantes para as lições? Você usa regularmente esses recursos? Esses complementos podem fazer grande diferença na qualidade do ensino ministrado a cada domingo. Não deixe de usá-los, pois são recursos que se propõem a auxiliá-lo na preparação da lição. Você pode fazer a diferença em sua Escola Dominical! Portanto, ministre as lições subsidiado por todos os recursos disponíveis.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Compreender que o fruto em Cristo é perfeito;
Estabelecer a diferença entre a natureza do fruto em Cristo e no crente;
Relacionar o amor de Cristo ao fruto do Espírito.
SÍNTESE TEXTUAL
“Entendeis o que vos tenho feito?” (Jo 13.12). Quem é capaz de compreender os grandes paradoxos da encarnação do Verbo de Deus? Deus que se fez homem (Jo 1.14); o Rico que se manifestou pobre (2Co 8.9); o Senhor que tornou-se servo (Fp 2.6-7); o Filho de Deus se submetendo a tentação (Mt 4.6-7); o Criador sendo julgado pela criatura (Mt 26.57; 27.31); a Vida enfrentando a morte (Mt 27.32-56) e, por fim, o Mestre lavando, prostrado, os pés de seus discípulos (Jo 13.12-17). Não foi sem razão que o apóstolo exclamou: “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!” (Rm 11.33). As palavras de Jesus nos versículos treze a dezesseis sugerem que nem todos, ou quase todos os discípulos, não entenderam o ato do lava-pés, assim como não compreendemos os mistérios divinos envolvidos na encarnação. Nas palavras de Jesus, entretanto, o mistério é revelado e, o assombro de Paulo, converte-se em exemplo: “Porque eu vos dei o exemplo” (Jo 13.15). Modelo para ser imitado, padrão para ser vivido: “para que, como eu vos fiz, façais vós também”.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Professor, para esta lição, faremos um Quadro Interativo Devocional. Este recurso possibilita, através de um esquema gráfico, a interação com as qualidades de um personagem e sua comparação reflexiva com a de outro. Na lição, temos três palavras enfáticas: saber, fazer e ser. Estas se relacionam, em nosso recurso didático, ao que Cristo sabia, fazia e era. Solicite aos alunos que preencham as colunas correspondentes a Cristo e a eles. Em seguida, eles deverão confrontar seu próprio caráter com o de Cristo e refletir sobre a comparação feita. Abaixo temos uma ilustração impessoal, mas no exercício, o próprio aluno preencherá com suas palavras.
ÊNFASE SABER CRISTO Filho Unigênito de Deus ALUNO Filho adotivo de Deus
ÊNFASE FAZER CRISTO A vontade do Pai ALUNO A vontade de Cristo
ÊNFASE SER CRISTO Amoroso, manso, humilde... ALUNO Amoroso, manso, humilde
INTRODUÇÃO
Certa vez Jesus exortou os seus discípulos: “..Aprendei de mim...”. Ao contrário do que muitos ensinam, a ênfase do aprendizado não estava unicamente em seus ensinos, mas em seu caráter “...porque sou manso e humilde de coração...”. Jesus não somente ensinava, mas também fazia (At 1.1). Podemos até esquecer as palavras de um amigo, todavia, sempre nos lembraremos de suas ações. O caráter santo e perfeito de Cristo ensina tanto quanto suas palavras. Ele é o nosso modelo do que dizer, fazer, e acima de tudo, ser. “Eu vos dei o exemplo” (Jo 13.15).
Nesta lição, estudaremos o fruto do Espírito revelado nos ensinos, atos e relacionamentos de Jesus. Ele é a fonte e o modelo do ideal de caráter e santidade que Deus deseja implantar no crente por meio da ação do Espírito Santo.
CONCLUSÃO
As palavras, os atos, enfim, a pessoa de Jesus é o modelo ideal de conduta para a identidade do crente. O discípulo de Cristo deve revestir-se das qualidades santas e justas de seu Mestre (Ef 4.24), com a intenção de cumprir o propósito de Deus, isto é, ser uma extensão do caráter de Cristo em todos os aspectos de sua vida.
EXERCÍCIOS
1. Como se manifesta o fruto no crente?
Progressivamente.
2. Como se revela o fruto em Cristo?
Diferente da operação do Espírito no crente regenerado, pois Deus não lhe deu o Espírito por medida.
3. Qual é a natureza do fruto na pessoa de Cristo?
Perfeito e não representa apenas a ausência do mal, mas a expressão total do bem.
4. Que relação é enfatizada na Nova Aliança?
A da Videira com os seus ramos.
5. O que evidencia o paralelo entre Gálatas 5 e 1 Coríntios 13?
Que Cristo, como personificação do amor de Deus, manifestava todo o fruto do Espírito.
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio Devocional
“Oh, Corinto. Vocês têm um problema em cada banco da igreja. Egoísmo territorial. Falta de vergonha moral. Negligência teológica. E imprudência generalizada. Será possível ajudar uma congregação desse tipo?
A solução é uma palavra grega de cinco letras: Á-G-A-P-E. Ágape . Paulo vislumbra um amor ágape .
Paulo poderia ter usado a palavra grega . Mas não está se referindo ao amor sexual. Ele poderia ter usado phileo , no entanto, mostra mais do que amizade. Ou poderia ter usado storge , um termo carinhoso para o amor familiar. Mas Paulo tem mais do que a paz doméstica em mente. Ele vislumbra um amor ágape .
O amor ágape se preocupa com os outros porque Deus se preocupou conosco. O amor ágape vai além dos sentimentos e dos bons votos. Por Deus ter nos amado primeiro, o amor ágape responde. Por Deus ter nos tratado com sua graça, o amor ágape perdoa o erro quando a ofensa é grande. Ágape oferece paciência quando o estresse é abundante e aumenta a bondade quando ela é escassa. Por quê? Porque Deus nos ofereceu ambas.
O amor ágape ‘tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta’ (1Co 13.7).
Este é o tipo de amor que Paulo prescreve para a igreja em Corinto. Não precisamos da mesma receita hoje? Nossos grupos também não brigam entre si? Não flertamos com quem não deveríamos? Às vezes não nos calamos quando deveríamos falar? E aqueles que encontram a liberdade não sofrem devido àqueles que não a tem? Um dia haverá uma comunidade onde todos se comportarão bem e ninguém reclamará. Mas não será deste lado do céu.
Até lá, o que faremos? Devemos argumentar. Devemos confrontar. Devemos ensinar. Mas acima de tudo, devemos amar.
Um amor assim não é fácil. Nem para você, nem para mim. Também não foi para Jesus. Você quer uma prova? Ouça as suas frustrações: ‘Ó geração incrédula! Até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei ainda?’ (Mc 9.19).
Até o Filho de Deus teve que lidar com a questão da comida ruim. Saber que Jesus perguntava essas coisas nos tranquiliza. Mas saber como Ele mesmo respondeu nos transformará. ‘Até quando terei que suportá-los?’” (LUCADO, Max. Um amor que vale a pena. RJ: CPAD, 2003, p.127-9).
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