Estudo exclusivo da Escola EBD: Nesta lição abordaremos profundamente Revista Adultos Heresias e Modismos com insights baseados na teologia pentecostal da cpad...
11 de Junho de 2006
TEXTO ÁUREO
“Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus; antes, falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus” (2Co 2.17).
VERDADE PRÁTICA
Os triunfalistas são os mercadores da Palavra de Deus que, desprezando a correta interpretação da Bíblia, aplicam de forma errônea os textos bíblicos em benefício próprio.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gn 3.17; 3.1 Técnica enganosa não ensinada pela Palavra
Terça - 2Cr 18.23 Os falsos mestres se apresentam como representantes de Deus
Quarta - Mt 4.5-7 O Senhor Jesus desarticula a falsa exegese de Satanás
Quinta - At 8.18-21 O pecado da simonia é desmascarado
Sexta - 2Co 11.26 O perigo entre os falsos irmãos
Sábado - 3Jo 8,10 Exemplo dos que não consideram os irmãos
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Hebreus 11.32-37.
32 - E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, e de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e de Samuel, e dos profetas,
33 - os quais, pela fé, venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões,
34 - apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fugida os exércitos dos estranhos.
35 - As mulheres receberam, pela ressurreição, os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição;
36 - E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões.
37 - Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos a fio de espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados.
PONTO DE CONTATO
Professor, nesta lição, trataremos de um tema presente em muitas igrejas evangélicas do Brasil — o Triunfalismo. Não estamos falando de uma denominação, grupo faccioso ou seita, mas de um modo de pensar e viver que considera o cristão um “super-crente”. Esse “super-crente” não aceita qualquer tipo de infortúnio, crise financeira, doenças e liderança. Ele foi chamado, segundo pensa, para ser “cabeça e não calda”. Ele “amarra e desamarra o Diabo”, “pisa na cabeça da serpente”; “determina” a cura, a aquisição da casa própria; “profetiza” restituição, bênçãos e vitórias e toma “posse” de todas as bênçãos. Muitos, em função de valorizar a forma em vez da essência, o luxo no lugar da simplicidade, tornaram-se vítimas de suas próprias concupiscências. Não há qualquer problema em o crente adquirir seu imóvel próprio, em levar uma vida saudável e desfrutar de certas comodidades materiais, mas não deve reduzir a essência da fé cristã e da pregação do evangelho às bênçãos materiais.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Interceder a favor dos que estão presos nas correntes do triunfalismo.
Definir e contextualizar o termo simonismo.
Explicar as razões pelas quais certos heróis bíblicos foram perseguidos.
SÍNTESE TEXTUAL
O Triunfalismo é um dos principais ramos dos ensinos da Teologia da Prosperidade. O fundamento teológico de tal ensino, portanto, encontra-se nas mesmas fontes do Movimento da Fé. Há duas realidades concernentes o triunfalismo que precisam ser destacadas. A primeira, de caráter sociológico, diz respeito ao atual contexto sócio-financeiro do povo brasileiro e ao espírito consumista alimentado pela mídia. Os líderes triunfalistas abusam dessa realidade social a ponto de não prometerem apenas o necessário, mais o luxo, o sobressalente, o espetacular. A segunda está relacionada à teologia e a falsa concepção de espiritualidade. Ensinam os homens a se aproximarem de Deus pelo que Ele concede e não pelo que Ele é. A bênção, para eles, é muito mais importante do que o Abençoador. Acrescente o fato de que é enfatizado ao crente o seu direito como filho de Deus, enquanto as suas obrigações morais, exigidos pela nova filiação divina, são omitidas.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Professor, nesta lição, dois termos extraídos da Teologia Exegética são mencionados: exegese e eisegese. É possível que seus alunos nunca tenham ouvido falar dessas duas palavras, por isso, usaremos a figura abaixo para ilustrar esses dois conceitos. Na exegese o leitor extrai da Bíblia o sentido pretendido pelo autor; na eisegese, o leitor injeta na Bíblia o sentido que ele considera ser o correto.
Palavra Chave
Hermenêutica: Ciência da Teologia Exegética que ensina os métodos de interpretação da Bíblia.
INTRODUÇÃO
O objetivo dos triunfalistas é basicamente mercadológico. Eles usam os mesmos recursos de marketing para persuadir o povo a receber suas crenças e práticas. Seus líderes inventam campanhas, usando como chamariz textos e personagens do Antigo Testamento. Afoitamente, empregam figuras e símbolos bíblicos completamente fora de contexto como ponto de contato para aproveitar-se da boa fé do povo de Deus e para arrecadar fundos. Alguns deles usam os meios de comunicação para criticar e atacar a teologia e o estudo sistemático da Palavra de Deus.
CONCLUSÃO
Os triunfalistas proferem seus ataques contra todos os que amam e estudam a Palavra de Deus. Isto porque se sentem ameaçados; pois sabem que, dificilmente, ficarão entre eles os que descobrirem a verdade na leitura e no estudo da Bíblia.
EXERCÍCIOS
1. A quem se aplica, hoje, o termo “simonia”?
Aos mercadores da fé, que oferecem as bênçãos divinas mediante o pagamento de certa quantia em dinheiro. Envolve práticas de adulteração da Palavra de Deus e transformação do cristianismo em uma religião comercial.
2. Qual a diferença entre exegese e eisegese?
A exegese extrai o sentido das Escrituras, enquanto na eisegese o intérprete insere um significado contrário ao proposto do autor.
3. Por que os triunfalistas são contra o estudo da Palavra de Deus?
Pois desejam ensinar algo que não está de acordo com a Bíblia.
4. Qual a vontade de Deus com relação à Bíblia?
A vontade de Deus com relação à Bíblia, é que seus filhos leiam, meditem e examinem as Escrituras Sagradas (Js 1.8; Sl 1.2; At 17.11).
5. Por que os triunfalistas atacam os que estudam a Palavra de Deus?
Porque se sentem ameaçados e desejam ensinar doutrinas que não se conformam com a Bíblia.
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio Apologético
“Formas pela quais o Intérprete pratica a Eisegese
1) Quando força o texto a dizer o que não diz. O intérprete está cônscio de que a interpretação por ele asseverada não está condizente com o texto, ou então está inconsciente quanto aos objetivos do autor ou do propósito da obra. Entretanto, voluntária ou involuntariamente, manipula o texto a fim de que sua loquacidade possa ser aceita como princípio escriturístico.
2) Quando ignora o contexto, sob pretexto ideológico. Ignorar o contexto é rejeitar deliberadamente o processo histórico e lingüístico que deu margem ao texto. O intérprete, neste caso, não examina com a devida atenção os parágrafos pré e pós-texto, e não vincula um versículo ou passagem a um contexto remoto ou imediato. Uma interpretação que ignora e contraria o contexto não deve ser admitida como exegese confiável.
3) Quando não esclarece um texto a luz de outro. Os textos obscuros devem ser entendidos à luz de outros e segundo o propósito e a mensagem do livro. Recorrer a outros textos é reconhecer a unidade das Escrituras na correlação de idéias. Por vezes, pratica-se eisegese por ignorar a capacidade que as Escrituras têm de interpretar a si mesma.
4) Quando põe a ‘revelação’ acima da mensagem revelada. Muitos intérpretes colocam a pseudo-revelação acima da mensagem revelada. Quando assim asseveram, procuram afirmar infalibilidade à sua interpretação, pois Deus, que ‘revelou’, autor principal das Escrituras, não pode errar. Devemos ter o cuidado de não associar o nome de Deus a mentira.
5) Quando está comprometido com um sistema ou ideologia. Não são poucos os obstáculos que o exegeta encontra quando a interpretação das Escrituras afeta os cânones doutrinários e as tradições de sua denominação. Por outro lado, até as ímpias religiões e seitas encontram falsas justificativas bíblicas para ratificar as suas heresias. Kardec citava a Bíblia para defender a reencarnação! Muitos movimentos sectários torcem as Escrituras. Utilizar as Escrituras para apologizar um sistema ou ideologia pode passar de uma eisegese para uma heresia aplicada” (BENTHO, E. C. Hermenêutica fácil e descomplicada. 3.ed., RJ: CPAD, 2005, pp.69-72).
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