Estudo exclusivo da Escola EBD: Nesta lição abordaremos profundamente Revista Adultos Heresias e Modismos com insights baseados na teologia pentecostal da cpad...
18 de Junho de 2006
TEXTO ÁUREO
“Porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia” (2Tm 1.12b).
VERDADE PRÁTICA
Superstição religiosa é um conjunto de crendices apoiadas na ignorância, no desconhecido e no medo. Nada tem a ver com a fé que professamos.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - 2Rs 18.4 Superstição e idolatria são condenadas na Bíblia
Terça - Is 34.14 O fantasma noturno chamado Lilite
Quarta - Ez 21.21 Superstições adivinhatórias: hepatoscopia e rabdomancia
Quinta - At 8.9-11 O engano das práticas mágicas e supersticiosas
Sexta - At 17.22 Às vezes, superstição é confundida com religião
Sábado - At 25.19 Os incrédulos, às vezes, chamam nossas crenças e práticas de superstição
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Atos 19.13-19.
13 - E alguns dos exorcistas judeus, ambulantes, tentavam invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que tinham espíritos malignos, dizendo: Esconjuro-vos por Jesus, a quem Paulo prega.
14 - Os que faziam isto eram sete filhos de Ceva, judeu, principal dos sacerdotes.
15 - Respondendo, porém, o espírito maligno, disse: Conheço a Jesus e bem sei quem é Paulo; mas vós, quem sois?
16 - E, saltando neles o homem que tinha o espírito maligno e assenhoreando-se de dois, pôde mais do que eles; de tal maneira que, nus e feridos, fugiram daquela casa.
17 - E foi isto notório a todos os que habitavam em Éfeso, tanto judeus como gregos; e caiu temor sobre todos eles, e o nome do Senhor Jesus era engrandecido.
18 - Muitos dos que tinham crido vinham, confessando e publicando os seus feitos.
19 - Também muitos dos que seguiam artes mágicas trouxeram os seus livros e os queimaram na presença de todos, e, feita a conta do seu preço, acharam que montava a cinqüenta mil peças de prata.
PONTO DE CONTATO
Caro professor, é provável que você conheça algumas pessoas que apregoam “certas verdades” baseadas em crenças infundadas ou que até mesmo utilizem amuletos e usem expressões com o fim de afastarem maus espíritos. Muitas destas pessoas agem assim por temerem aquilo que desconhecem ou ignoram, ou seja, são supersticiosas. Aproveite o ensejo desta lição e conte, na introdução da aula, algumas experiências neste sentido. Dê também a seus alunos a oportunidade de relatarem suas próprias experiências.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Definir o sentido do termo “superstição” conforme empregado no Novo Testamento.
Refutar com textos bíblicos o uso de palavras e objetos com sentido supersticioso.
Relacionar as características das crenças animistas.
SÍNTESE TEXTUAL
Superstições são crenças alicerçadas sobre sentimentos irracionais, que levam as pessoas, em razão de sua credulidade excessiva, a temerem o desconhecido, sobrenatural. Quem é supersticioso acredita em presságios, encantamentos, sinais, ritos específicos e tantos outros elementos que repousam sobre a fé em coisas irracionais. A Palavra de Deus reprova vigorosamente as superstições. Atos dos Apóstolos registra um episódio em que Paulo e Barnabé, quando pelo poder de Cristo curaram a um coxo em Listra, quase foram idolatrados como Júpiter e Mercúrio pelos habitantes daquele país. Os servos de Deus protestaram com veemência contra o ato supersticioso. No Antigo Testamento, eram proibidas as adivinhações (Lv 19.31), a bruxaria, os augúrios a feitiçaria e magia (2 Rs 21.6). Temos de ter muito cuidado para que essas práticas não solapem nossa fé e assolem nossas igrejas.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Coloque no quadro-de-giz a maior quantidade de superstições que conseguir reunir, tais como amuletos: pé de coelho, galho de arruda, ferradura de cavalo etc., dias especiais, crendices, simpatias e magias. Para que o trabalho fique mais interessante e participativo, conte com a ajuda dos alunos. Quando a lista estiver bem substanciosa, comente cada tipo de superstição e faça uma exposição de textos bíblicos que condenam essas práticas.
INTRODUÇÃO
A superstição está presente em todas as religiões, novas e velhas. É nociva à fé cristã em razão de levar o indivíduo a temer coisas inócuas e depositar a fé em coisas absurdas. Quem já não viu alguém procurar se proteger com um galho de arruda, com ferradura de cavalo na porta de casa, ou usar uma figa esperando obter sucesso? Os supersticiosos estão inclinados a acreditar em tudo, menos na Palavra de Deus.
CONCLUSÃO
As superstições, independentemente de sua origem, são nocivas à fé cristã. Crer em coisas triviais, ou nas aparentemente bíblicas, é rejeitar a fé em Deus ou acrescentar algo além dEle. Nós cremos num Deus que pode guardar-nos de todos os males (2Tm 1.12).
EXERCÍCIOS
1. Por que a superstição é nociva à fé cristã?
Porque crer em coisas triviais ou nas aparentemente bíblicas, é rejeitar a fé em Deus ou acrescentar algo além dEle.
2. Como podemos resumir a superstição?
A crendice do medo.
3. Em que consiste a crença animista?
Crença que atribui vida espiritual ou alma a coisas inanimadas.
4. Por que o mezuzá em si não é superstição?
Porque tem fundamento bíblico.
5. O que significa esperar proteção divina mediante a Bíblia aberta no salmo 91?
Significa transformar a fé viva no Deus Todo-Poderoso em mera superstição ou amuleto.
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio Apologético
“Evangélicos supersticiosos
Não seria o uso de elementos como galhinho de arruda, sal grosso e copo d’água na liturgia uma volta ao misticismo medieval, tão condenado pelos reformadores? A teologia da maldição hereditária não seria um vilipêndio à doutrina da graça e uma superstição religiosa em sua essência? Lamentavelmente, é nítida a existência de casos de superstição entre evangélicos, mas isso é resultado da ausência de orientação bíblica. Nas igrejas onde o povo recebe o ensino sistemático e sadio da Palavra de Deus raramente existe isso.
Alguns casos de supersticiosidade entre evangélicos são menores, outros são mais graves. Alguns exemplos do primeiro tipo são deixar a Bíblia aberta no Salmo 91 para afastar desgraças; utilizar a expressão ‘Tá amarrado!’ de forma séria, como uma espécie de precaução espiritual; abrir a Bíblia aleatoriamente para ‘tirar um versículo’ que funciona como a orientação de Deus para tomarmos uma decisão; trocar a leitura sistemática e regular da Bíblia pela ‘caixinha de promessas’; reputar que a oração no monte tem mais eficácia do que a feita dentro do quarto ou na igreja; dormir empacotado para que Deus, ao nos visitar à noite, não se entristeça; e acreditar que objetos ou algum suvenir de Israel (pedrinhas, água do Rio Jordão, folhas) têm algum poder especial.
O protestantismo foi um dos grandes catalisadores do fim da superstição da Idade Média, que havia sido implementado por um catolicismo cada vez mais decadente. É só reexaminarmos a história e veremos que, antes da Reforma, o mundo medieval era cheio de fantasmas, duendes, gnomos, demônios, anjos e santos. O povo era ignorante, extremamente supersticioso e não tinha acesso à leitura. A própria Igreja Católica Romana fomentava e explorava isso. Foram os evangélicos que combateram tudo isso, inclusive apoiados pelos humanistas da época.
Um exemplo de caso grave de superstição é o caso da teologia da maldição hereditária, que declara insuficiente a obra de Cristo na vida da pessoa, pois afirma que, depois de salvo por Jesus, o cristão deve desenterrar o seu passado e o de seus familiares para quebrar uma a uma todas as possíveis maldições que acometeram seus ante-passados e que ainda repousariam sobre ele, se não a libertação não será completa. Além de não ter base bíblica (2 Co 5.17), essa teologia defende um princípio quase reencarnacionista, estabelecendo um carma na vida da pessoa a partir de seus parentes. (...) Fujamos de toda a sorte de superstição. Que nossa fé seja absolutamente bíblica” (SILAS, D. Há evangélicos supersticiosos? In RESPOSTA FIEL, Ano 2, n° 6, pág. 25, CPAD, 2003.).
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