Estudo exclusivo da Escola EBD: Nesta lição abordaremos profundamente Revista Adultos Salvação e Justificação com insights baseados na teologia pentecostal da cpad...
19 de Março de 2006
TEXTO ÁUREO
“Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis” (Jo 13.34).
VERDADE PRÁTICA
A motivação para o relacionamento e a conduta dos cristãos é a plena predominância do amor para com todos os que nos cercam.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Ef 2.19 Somos membros de uma família
Terça - 1Co 12.27 Diferentes membros, mas um só corpo
Quarta - 1Jo 4.7 O amor deve reinar entre nós
Quinta - Mt 7.1-5 Não somos juízes uns dos outros
Sexta - At 17.30,31 Cristo é o Juiz designado por Deus
Sábado - 2Co 5.9-11 Nossas obras serão julgadas
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Romanos 14.1-10,12.
1 - Ora, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas.
2 - Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes.
3 - O que come não despreze o que não come; e o que não come não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu.
4 - Quem és tu que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai; mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar.
5 - Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em seu próprio ânimo.
6 - Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz. O que come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come para o Senhor não come e dá graças a Deus.
7 - Porque nenhum de nós vive para si e nenhum morre para si.
8 - Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.
9 - Foi para isto que morreu Cristo e tornou a viver; para ser Senhor tanto dos mortos como dos vivos.
10 - Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo.
12 - De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.
PONTO DE CONTATO
Professor, o capítulo 14 de Romanos inicia um novo bloco de exortações. Os dois últimos capítulos estudados tratavam de uma série de sentenças e discursos morais que, embora interdependentes, abordavam assuntos gerais. No texto bíblico desta lição, entretanto, Paulo escreve a fim de intervir em alguns problemas internos da igreja em Roma. Havia entre os cristãos dois grupos partidários: os fracos na fé — que hesitavam em comer determinados alimentos —, e os fortes na fé — que se consideravam esclarecidos para viver a liberdade cristã sem observar leis dietéticas. O primeiro distinguia os alimentos entre “puro” e “impuro” e, o segundo acreditava que “todas as coisas são lícitas” (1Co 6.12). Esteja apto para desenvolver este interessante tema.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Descrever os dois tipos de cristãos em Roma.
Explicar o contexto histórico da Leitura Bíblica.
Saber que é preciso tolerar os fracos na fé.
SÍNTESE TEXTUAL
Havia na igreja em Roma dois grupos bem definidos: os “enfermos na fé” (14.1) e os fortes (15.1). Paulo pertencia ao segundo grupo. É preciso observar a relação existente entre o assunto tratado no capítulo 14 de Romanos e em outras exortações paulinas aos Coríntios (1Co 10.22-33), Gálatas (4.9,10) e Colossenses (2.16-23).
As semelhanças entre essas epístolas concernentes ao tema descrito são apenas aparentes. Na igreja em Corinto, os fracos na fé não comiam as carnes sacrificadas aos ídolos que eram vendidas no mercado público, porque temiam cometer o pecado de idolatria. Não é este o caso na igreja em Roma. Em Corinto, o problema é religioso; em Roma, provavelmente ascético. Na igreja dos gálatas, o problema está na observação dessas normas dietéticas como necessárias à salvação. Em Roma, o problema é cultural, mas na Galácia é soteriológico. Em Colossos, a abstinência de alimentos estava relacionada à observação de um calendário ascético proposto pelos adeptos do gnosticismo, logo, a prática era uma manifestação herética deste grupo. Por estas razões, Paulo suporta a fraqueza de alguns crentes romanos, enquanto é intolerante a tais práticas nas demais igrejas citadas.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
O princípio estabelecido nesta lição e que cada cristão deve respeitar a liberdade do outro referente a uma prática não expressamente proibida nas Escrituras (v.3).
Peça aos alunos para lerem atentamente os versículos 1, 6 e 10 da Leitura Bíblica em Classe. Depois, peça-lhes que respondam a seguinte questão: De que forma as frases-chave, mostradas no quadro comparativo abaixo, podem ser entendidas nos respectivos textos bíblicos?
Reproduza o quadro em uma cartolina ou no quadro-de-giz e peça os alunos para escreverem as respostas na última linha do esquema.
INTRODUÇÃO
Havia sérias divergências entre os crentes de Roma sobre a ingestão de carne. Uns achavam que deviam comer somente legumes; outros supunham não haver nenhum problema em se consumir até mesmo os alimentos que ofendiam os cristãos de origem judaica.
A questão, explica Paulo, não estava no ato de comer em si, mas na postura pessoal entre eles. Por isso, devemos ter cuidado com o julgamento que fazemos de nossos irmãos em Cristo.
O que o apóstolo desejava, em outras palavras, é que os cristãos romanos não julgassem uns aos outros por causa dessas coisas, mas se aceitassem mutuamente conforme Cristo ensinara.
CONCLUSÃO
O objetivo maior de todo o crente deve ser o crescimento do Reino de Deus e a edificação da Igreja. Tudo o que o cristão vier a ser, ou a fazer, deve objetivar o desenvolvimento do corpo de Cristo, nunca para o seu prejuízo.
Toda sua conduta deve ser guiada pelo amor aos demais irmãos.
EXERCÍCIOS
1. De acordo com a lição, o que estava acontecendo com a igreja de Roma?
Havia sérias divergências entre os crentes de Roma sobre a ingestão de carne.
2. Por que devemos nos aceitar mutuamente?
Porque todos somos iguais perante Cristo.
3. O que ensinavam os partidários do ascetismo?
Ensinavam que não podiam comer carne como também punham-se contra o casamento.
4. O que o apóstolo Paulo chama de doutrina de demônios?
A doutrina do ascetismo.
5. Que padrão devemos levar em conta quando formos julgar alguma questão?
O determinado pelas Escrituras: “Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça” (Jo 7.24).
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio Teológico
“Grande parte da discussão no capítulo 14 diz respeito a certos tipos de alimento que são imundos. A palavra grega ‘koinos’ (imundo, impuro) era usada pelos judeus para simbolizar o que era profano ao invés do que era sagrado (Mc 7.2,5). A proeminência deste conceito em Romanos 14 também sugere que a disputa dietética entre os crentes romanos estava sendo continuada entre judeus, que desejavam observar os regulamentos dietéticos, e gentios, que não tinham interesse em tal restrição de liberdade.
A controvérsia na comunidade cristã em Roma gira em torno das práticas de comer carne, da observância de certos dias como mais santos que os outros e do vinho (a última atividade recebe menos ênfase no texto). Os que comiam carne, bebiam vinho e desconsideravam o valor particular relacionado a certos dias são chamados de ‘forte’ (Rm 15.1); os que faziam o oposto são os ‘fracos’ (15.1), ou débeis na fé. A associação dos fracos com os que se privam de comer carne por causa das categorias de limpo e imundo (Rm 14.2,14) mostra que os judeus eram os que Paulo considerava fraco, e os gentios, fortes.
Claro que esta é uma simplificação do assunto. As divisões nas igrejas que se reuniam nas casas romanas não estavam tão nitidamente delineadas na linha étnica. Certamente havia judeus como Paulo que apoiavam os ‘fortes’. Reciprocamente, havia alguns gentios convertidos ao cristianismo que, tendo entrado na Igreja pela sinagoga como pessoas tementes a Deus ou mesmo como prosélitos judeus, favoreciam a retenção das práticas judaicas que eles tinham adotado. É natural que estas pessoas teriam esperado que os outros cristãos seguissem esse mesmo padrão de obediência à lei de Deus.
[...] A preocupação dos fracos era com a preservação de certas práticas que eles consideravam expressões necessárias da fé cristã. A questão, como Paulo a vê, não é sobre legalismo — se for entendido como um sistema no qual certos rituais são observados como meio de se obter a graça —, porque Paulo aborda os fracos como os que já foram aceitos por Deus (Rm 14.3; 15.7). Em outras palavras, a questão não é sobre como se tornar crente, mas como agir como tal.
Nas palavras de Cranfield, estes crentes judeus sentiam que ‘era somente ao longo deste caminho particular que eles podiam expressar obedientemente sua resposta de fé à graça de Deus em Cristo’. As leis dietéticas e a observância de dias santos, quer sejam sábados ou dias de festa, eram marcas identificadoras dos judeus na Palestina e na Diáspora. Era-lhes difícil conceber que estes identificadores, que tinham sido tão críticos para eles se verem como o povo do concerto de Deus, agora deviam ser abandonados.” (Van Johnson. Romanos. In ARRINGTON, F. L.; STRONSTAD, R. Comentário bíblico Pentecostal. RJ: CPAD, 2003, pp.903,904).
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