1. A FORMOSA JERUSALEM

1 Quão glorioso, cristão, é pensares

Na cidade que não tem igual,

Onde os muros são de puro jaspe,

E as ruas de ouro e cristal;

Pensa como será glorioso

Ver-se a triunfal multidão,

Que cantando, aguarda a chegada

Dos que vencem a tribulação.

2 Pensa como será glorioso

Ver o rio da vida e luz,

Cujas margens juncadas de lírios,

São a glória de nosso Jesus;

Haverá lá perpétua aurora,

Pois Deus mesmo a alumiará;

E o Cordeiro, com Sua esposa,

Noite e dia resplandecerá.

3 Pensa na celestial melodia

Que a terra encherá, de Beulá;

E das harpas a doce harmonia

Ao passar o Jordão se ouvirá.

Mesmo em dores que levem à morte,

Sê constante, não voltes atrás,

Tua herança, tua eterna sorte,

E Jesus, o Fiel, o Veraz.

4 Se é glorioso pensar nas grandezas,

Nos prazeres que acodem aqui,

Qual será desfrutar as riquezas

Que esperam os salvos, ali?

Os encantos do mundo não podem

Ofuscar essa glória d’além;

Não almejas viver, õ amigo,

Nessa formosa Jerusalém?     E.C.

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