Não devemos julgar de maneira agressiva, ainda que sejamos
contundentes, objetivos e francos ao apresentar os nossos argumentos. Mas
pessoas que reagem de maneira enérgica às críticas baseadas na Palavra de
Deus devem refletir se não estão fazendo isso por terem um comportamento
de fã. Afinal, fazer pouco caso da Bíblia para defender os seus grupos,
cantores ou pregadores preferidos não é uma postura de quem tem a Bíblia
como a sua fonte principal de autoridade. Vale a pena abrir mão das
Escrituras?
Quem prova se os espíritos são de Deus deve saber lidar com a Bíblia
(2 Tm 3.16,17; 1 Pe 3.15). Mas fazer isso não implica apenas citar versículos
isolados em apoio aos seus pensamentos. Tenho recebido correspondências
de pessoas que procuram contestar o que digo, as quais se valem de
referências bíblicas isoladas, pensando que os seus argumentos estão
fundamentados na Palavra. Que engano! Não basta fazer citações bíblicas. É
preciso saber citar versículos que estejam em harmonia com o contexto. Fazse
necessário saber manejar bem a Palavra de Deus (2 Tm 2.15). E manejar,
nesta passagem, significa dividir, separar, sem misturar os assuntos. Por
exemplo, é comum os defensores de heresias e modismos citarem Mateus
7.1, em razão da ênfase expressa de Jesus: “Não julgueis, para que não sejais
julgados”.
Porém, o sentido de julgar, aqui, como já vimos, é caluniar, como que
assumindo o papel de um injusto juiz, e não examinar, provar e refutar.

 

fonte: Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar – Ciro Sanches Zibordi

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