Em meio ao sofrimento deles, Deus instrui Moisés a fazer uma serpente de bronze e colocá-la em um poste. Qualquer um que fosse mordido poderia olhar para essa serpente de bronze e ser curado. Essa imagem ressoa profundamente na teologia cristã, pois representa não apenas a cura física, mas também um prenúncio do sacrifício de Cristo. Assim como a serpente foi levantada no poste para a salvação dos israelitas, Cristo também foi levantado para a salvação da humanidade.
Para entender a serpente no deserto como um tipo de Cristo, é preciso entender a conexão entre as duas figuras. No Evangelho de João, Jesus se refere explicitamente a essa história. Ele afirma: “Assim como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna” (João 3:14-15). Essa conexão destaca a importância da fé e de olhar para Cristo em busca de cura espiritual, assim como os israelitas olhavam para a serpente de bronze em busca de cura física.