Atos 11.
26: E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja, e ensinaram muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.
Antioquia da Síria foi uma das cidades mais importantes do mundo greco-romano e se tornou um dos principais centros do cristianismo primitivo fora de Jerusalém. Ali, o evangelho foi anunciado não só aos judeus, mas também aos gentios, com grande aceitação. Barnabé e Saulo (mais tarde chamado Paulo) dedicaram-se por um ano inteiro ao ensino da Palavra, fortalecendo os novos convertidos.
Foi nesse ambiente de crescimento e diversidade que os discípulos de Jesus passaram a ser chamados de cristãos. Essa designação provavelmente foi dada pelos gentios como uma forma de identificação — talvez até de zombaria — referindo-se aos seguidores de Cristo (do grego Christós, o Ungido). No entanto, o nome foi aceito e se tornou uma marca de identidade para aqueles que seguiam os ensinamentos de Jesus.
Ser chamado de cristão ia além de um rótulo religioso. Representava uma nova maneira de viver, um testemunho público de fé e transformação. Os discípulos viviam de modo tão diferente da cultura pagã que chamavam a atenção por sua ética, amor ao próximo, comunhão e firmeza diante das perseguições.
O nome "cristão", portanto, não era apenas um título social, mas uma identificação com a vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo.
Hoje, muitos se dizem cristãos, mas poucos vivem de acordo com o verdadeiro significado do termo. A origem do nome nos desafia a refletir: estamos vivendo de forma digna desse título? O cristão autêntico é aquele que vive para Cristo, manifesta o caráter de Cristo e propaga o evangelho com amor e verdade.
Atos 11.26 marca um ponto histórico e espiritual importante. Em Antioquia, os discípulos receberam um nome que ecoaria por toda a história. Ser cristão é mais do que pertencer a uma religião — é seguir a Cristo com todo o coração, mente e ações.