4º Trimestre de 2007

 

Data: 30 de Dezembro de 2007

TEXTO ÁUREO

“Porque todas quantas promessas há de Deus são nele sim; e por ele o Amém, para glória de Deus, por nós” (2 Co 1.20).

VERDADE PRÁTICA

O primeiro passo para alcançar as promessas de Deus é verdadeiramente conhecê-Lo e compreender que Ele é o autor das promessas, não o homem.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Mt 1.18-23

A promessa da salvação

Terça – At 2.37-41

A promessa do batismo no Espírito Santo

Quarta – Is 53.1-5

A promessa da cura divina

Quinta – Jo 14.25-31

A promessa de paz interior

Sexta – Dt 11.18-21

A promessa de um lar feliz

Sábado – At 1.9-11

A promessa da segunda vinda de Cristo

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Hebreus 3.7-18.

7 – Portanto, como diz o Espírito Santo, se ouvirdes hoje a sua voz.

8 – não endureçais o vosso coração, como na provocação, no dia da tentação no deserto,

9 – onde vossos pais me tentaram, me provaram e viram, por quarenta anos, as minhas obras.

10 – Por isso, me indignei contra esta geração e disse: Estes sempre erram em seu coração e não conheceram os meus caminhos.

11 – Assim, jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso.

12 – Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo.

13 – Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado.

14 – Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim.

15 – Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração, como na provocação.

16 – Porque, havendo-a alguns ouvido, o provocaram; mas não todos os que saíram do Egito por meio de Moisés.

17 – Mas com quem se indignou por quarenta anos? Não foi, porventura, com os que pecaram, cujos corpos caíram no deserto?

18 – E a quem jurou que não entrariam no seu repouso, senão aos que foram desobedientes?

INTERAÇÃO

Professor, chegamos ao final de mais um trimestre. Faça, portanto, uma avaliação de seu desempenho durante esses três meses. Os objetivos específicos de cada lição foram alcançados? As ministrações das aulas foram desafiadoras, problematizadoras e bíblicas? É possível observar o crescimento espiritual, social e bíblico dos alunos? O que você precisa fazer para melhorar suas aulas no próximo trimestre? Essas são algumas questões que podem ajudá-lo em sua avaliação pessoal. Deus o abençoe!

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Conhecer o autor das promessas.
Descrever a natureza das promessas divinas.
Explicar as razões pelas quais o crente não alcança as promessas.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, o final de um trimestre é uma ótima oportunidade para o professor avaliar o crescimento dos educandos e a prática pedagógica do próprio docente. Ao avaliar o aluno, o professor deve considerar: (1) Os estilos de aprendizagem do educando; (2) as múltiplas inteligências; (3) os vários contextos histórico-sociais em que o aluno está inserido; (4) e a comunicação entre professor e aluno. Porém, antes de efetuar a avaliação de seus alunos você deve avaliar a si mesmo, sua prática pedagógica e, principalmente, sua relação com o educando. Lembre-se, avaliar é um ato amoroso pelo qual professor e aluno constroem o conhecimento.

COMENTÁRIO

introdução

Através das lições deste trimestre, aprendemos que Deus é eterno assim como suas promessas. Elas são infalíveis: “… nem uma só palavra caiu de todas as suas boas palavras que falou pelo ministério de Moisés, seu servo” (1 Rs 8.56). Que você compreenda o significado e a profundidade de cada uma das promessas do Altíssimo.

I. CONHECENDO O AUTOR DAS PROMESSAS

1. As promessas não são frutos da vontade humana. Os filhos de Israel, durante a travessia do deserto, endureceram o coração contra Deus, sofrendo duras conseqüências. Dos que deixaram o Egito, apenas Josué e Calebe entraram na Terra Prometida (Dt 1.35-38). Os 400 anos de escravidão no Egito, talvez tenha feito com que os israelitas perdessem a noção bíblica do Deus único e invisível, Criador do universo. No Sinai, ao perceberem a demora de Moisés no cume do monte, construíram um bezerro de ouro semelhante aos deuses egípcios para adorá-lo (Êx 32.1-6). Os israelitas apegaram-se tanto à idolatria pagã que pareciam não conhecer o verdadeiro Deus, não compreender a sua natureza e nem ter alcançado o significado de suas promessas. O primeiro passo para alcançar as promessas de Deus é conhecê-Lo, entender o seu caráter e compreender que Ele é o autor das promessas (At 13.32; Tt 1.1,2; Hb 10.23).

2. As promessas conduzem ao propósito de Deus. Quando conhecemos verdadeiramente a Deus, descobrimos que suas promessas conduzem à realização do seu propósito. Deus falou a Abraão que sua descendência ficaria escrava por 400 anos em terra estranha, onde se encheria de bens, para só então tomar posse da terra, Gn 15.13-16. Esse seria um tempo em que o povo de Israel estaria sendo preparado para, no tempo de Deus, assumir-se como nação perante os povos. Deus tinha propósitos em suas promessas para com a descendência de Abraão e as cumpriu quando libertou Israel do Egito (Lv 11.45; 23.42-44; Dt 9.25,26).

Apossar-se das promessas de Deus significa ter a certeza de que tudo quanto nos prometeu, em sua Palavra, há de realizar desde que permaneçamos fiéis ao seu chamado (Tg 1.2; Fp 1.6).

SINOPSE DO TÓPICO (I)

As promessas divinas conduzem o crente ao propósito de Deus.

II. COMPREENDENDO A NATUREZA DAS PROMESSAS

1. As promessas mostram a fidelidade de Deus. As promessas de Deus em nossa vida são testemunhos inegáveis da fidelidade de Deus. Israel, no deserto, foi um povo de dura cerviz, rebelde e obstinado em seus atos contra o Todo-Poderoso (Nm 3.4). Os desobedientes tombaram no meio do caminho; não entraram no repouso (v.7), mas Deus manteve-se fiel ao que prometera ao obediente Abraão (v.17) e Israel continuou a existir como nação.

A fidelidade é parte intrínseca da natureza das promessas de Deus. Elas jamais falham. Tenhamos absoluta certeza de que o Senhor jamais se esquecerá de nós e cumprirá tudo aquilo que prometeu.

2. As promessas trazem descanso ao crente. A posse das promessas de Deus resultará em descanso para os que crêem. A entrada no repouso eterno indica a posse da vida eterna, e sugere também o descanso ainda nesta vida. A travessia de Israel pelo deserto teria sido mais curta se a incredulidade não predominasse no meio do povo. Todos enfrentam desertos, uns mais demorados, outros mais curtos, todavia nossa presença ali será menos ou mais prolongada, na medida em que soubermos fixar os olhos firmemente nas promessas de Deus e descansar nos braços daquEle que as prometeu (At 3.19; Hb 4.1-11).

SINOPSE DO TÓPICO (II)

As promessas mostram a fidelidade de Deus.

III. RETENDO A CONFIANÇA NAS PROMESSAS

1. Afastando a dureza de coração. Precisamos reter a confiança no que Deus prometeu. A dureza de coração fez os israelitas rebeldes tombarem no deserto (vv.8-10). Dureza de coração significa coração obstinado, resistente, arrogante e soberbo, que não se dobra diante da verdade (Mc 3.5; Hb 3.13). A dureza de coração é a porta de entrada para outros pecados e a perda das promessas de Deus. Cumpre-nos pedir ao Espírito Santo que quebrante os nossos corações para que a nossa fé permaneça firme e possamos entrar no descanso de Deus (Sl 34.18; 51.17).

2. Não dando lugar à desobediência. A dureza de coração leva à desobediência. O texto fala que os filhos de Israel provocaram a Deus (v.16). Provocar significar insultar, irritar, desafiar ou impor-se com atitude rebelde. A rebelião é como o pecado de feitiçaria, diz a Bíblia (1 Sm 15.23). Cometer esse pecado é trilhar o caminho do Inimigo e acabar distante de Deus (Jd v.11). O Senhor jurou que os desobedientes não entrariam no seu repouso (v.18). Não podemos dar lugar à desobediência sob pena de não retermos a confiança nas promessas de Deus.

3. Repreendendo a incredulidade. A incredulidade foi outro obstáculo à entrada dos filhos rebeldes de Israel na Terra Prometida (v.19). Não há como seguir adiante, se não cremos. Não é possível alcançar as promessas de Deus, se a incredulidade predomina em nossa vida (Hb 11.1,6). Não poderemos vislumbrar nenhum tesouro espiritual, se a fé não estiver ativa em nossos corações. Devemos afastar toda incredulidade pelo poder do Espírito Santo, para que experimentemos, aqui e agora, as ricas e preciosas promessas de Deus.

SINOPSE DO TÓPICO (III)

Para obter as preciosas e benditas promessas divinas, o crente fiel deve afastar a dureza de coração, a desobediência, a incredulidade, a falta de amor e a rebeldia de sua vida.

CONCLUSÃO

Deus é fiel e “vela pela sua palavra para que se cumpra” (Jr 1.12). Suas promessas são inúmeras e estão registradas nas Escrituras. A maior de todas é a da vida eterna e da volta de seu Filho nas nuvens para arrebatar a sua Igreja. Nada se compara ao fato de que um dia iremos passar a eternidade ao lado do Cordeiro de Deus. Sejamos pois firmes nas promessas do Altíssimo!

VOCABULÁRIO

Intrínseco: Que está dentro de uma coisa e lhe é próprio.
Vislumbrar: Alumiar frouxamente; conhecer imperfeitamente.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

CABRAL, E. Mordomia cristã. RJ: CPAD, 2003.

EXERCÍCIOS

1. Qual o primeiro passo para alcançar as promessas de Deus?

R. Conhecê-Lo, entender o seu caráter e compreender que Ele é o autor das promessas.

2. O que descobrimos quando conhecemos a Deus?

R. Descobrimos que suas promessas conduzem à realização do seu propósito.

3. O que são as promessas de Deus em sua vida?

R. Testemunhos inegáveis da fidelidade de Deus.

4. Em que resulta a posse das promessas de Deus?

R. Em descanso para os que crêem.

5. Como o crente pode reter a confiança nas promessas?

R. Afastando a dureza do coração; não dando lugar à desobediência; e repreendendo a incredulidade.

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