Leitura Diária

SEG.       Lc 1.34,35; Mt 1.18: A concepção do Redentor

TER.        Lc 2.6: O nascimento do Redentor

QUA.       Lc 2.7:  A “hospitalidade” ao Redentor

QUI.        Mt 2.1,23: As cidades do Redentor

SEX.       Mt 2.16: A recepção de Herodes ao Redentor

SÁB.       Lc 2.13,14: A recepção do céu ao Redentor

REFLEXÃO

 “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14).

OBJETIVO

     Mostrar Jesus, a Palavra de Deus, antes da encarnação. 
  Vislumbrar o mistério da encarnação em seus aspectos biológico, espiritual e social.

Conscientizar sobre a humildade de Jesus, pois sendo Deus, tomou a forma humana.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 1.1-5,14-16

SINTETIZANDO

Encarnação significa tornar carne aquilo que não era. E sabemos que Deus é Espírito (Jo 4.24). Estamos diante de um dos maiores milagres quando o Infinito se tornou finito. O Deus Eterno (Is 9.6) entrou no tempo, e permitiu que o seu Filho, o Verbo divino, pudesse se tornar carne e tocar nos homens. Não há palavras para expressar o que significou o momento em que o Filho de Deus se despiu da sua glória e se apequenou, humilhando-se. Perdeu prerrogativas. Sofreu. Uma explicação plausível: Deus é amor (1 Jo 4.16).

INTRODUÇÃO

A encarnação é o ponto de interseção da história da humanidade. É quando Deus tocou a terra. É como se fosse o mar desaguando em uma cisterna. Como contê-lo? Assim, o cumprimento de milhares de anos de profecias estava se concentrando em um ponto no tempo e no espaço. O Filho de Deus estava chegando ao mundo, e o Pai daria todo o suporte necessário. A Fonte da vida se fez homem comum, e humilde, para mostrar que o mais importante é o “ser” e não o “ter”. Jesus faria cumprir toda a vontade de Deus

 

 

A AULA VAI COMEÇAR

Caro professor, na Revista Superinteressante (site: HYPERLINK “http://super. abril.com.br/cotidiano/soberba-732697-shtml”http://super.abril.com.br/cotidianof soberba-732697.shtml.), há um artigo sobre a soberba, no qual é abordado o caso do imperador romano Cômodo, que “obrigou seu povo a adorá-Lo como se fosse Hércules – o herói dos 12 trabalhos – e promoveu falsas batalhas em arenas para se exibir como gladiador.” A matéria ainda cita, como exemplos de soberba na história da humanidade, os imperadores Alexandre – “o Grande”, e Napoleão Bonaparte, e os ditadores Adolf Hitler e Mao Tsé-Tung. Pergunte aos alunos o que eles acham sobre isso, permitindo que eles se manifestem Livremente. Após, faça um paralelo entre essa atitude “soberba do imperador Cômodo”, e a lição de humildade de Jesus, que, sendo Deus, perfeito e santo, escolheu abrir mão de tudo que era seu e tomar a natureza de servo.

I – VIVENDO NA ETERNIDADE

Viver fora do tempo deve ser muito interessante. Todas as coisas estarem disponíveis ao “mesmo tempo”. Não haver distinção entre o ontem e o amanhã. Serem, eles, como quartos de uma mesma casa. Assim Jesus viveu. Sempre. Até que um dia… Ele se tornou um corpo “de carne” — daí o termo “encarnação”. O Senhor “saiu” da eternidade e “entrou” no tempo.

1.1. Jesus, a Palavra de Deus

Em toda a Bíblia, Jesus recebe vários títulos: Filho de Deus, Raiz de Davi, Messias… No texto de João 1.1-4, Ele é chamado de “Verbo de Deus” Isso é confirmado em Apocalipse 19.13, onde está escrito que “Ele se chama ‘A Palavra de Deus”’ (NTLH).

1.2. O Redentor era Deus

Como Jesus vivia na eternidade? Ele estava com Deus e ELe era Deus (Jo 1.1). Assim, Jesus dispunha de todos os atributos naturais da divindade: onipotência, onipresença, onisciência. eternidade, Não havia limites para Ele — o Deus Todo-Poderoso (Gn 17.1).

3- O Redentor tudo criou

João assinala que Jesus, por ser Deus, tudo criou. Desde a estrela mais brilhante, da galáxia mais remota, até o menor ser microscópico que povoa a Terra, tudo foi criado por Ele. João diz que, sem Ele, nada do que foi feito se fez (1.3).

1.4. O Redentor era a fonte da vida

João ainda menciona que Jesus, o Redentor, era a fonte da vida e foi Ele quem trouxe a luz a todos os homens. Isso concorda com o que Paulo diz: “Pois todas as coisas foram criadas por ele, e tudo existe por meio dele e para ele. Glória a Deus para sempre! Amém!” (Rm 11.36 – NTLH).

II – SAINDO DA ETERNIDADE

2.1.   E entrando no tempo

Por intermédio da encarnação, Jesus se submeteu a todos os rigores do tempo. Deus aguardou o tempo certo e, então, enviou seu Filho ao mundo (GL4.4). ELe passou nove meses no ventre de Maria (Lc 2.6), cresceu como qualquer pessoa (Lc 2.40,52), submeteu-se ao cronograma do tempo, para cumprir todas as etapas da redenção (Lc 2.21,43; 3-23).

2.2.   E ficando limitado à matéria e ao espaço

Como deve ser ruim se sentir preso, sufocado. Jesus deve ter se sentido assim, quando ficou retido em um corpo material e, portanto, limitado. Ele não teria a mesma facilidade de locomoção. Precisava, agora, caminhar. Dividir o espaço com outras pessoas. Sofrer com a fragilidade da matéria. Era, sem dúvida, uma prisão. O amor, porém, tudo suporta (1 Co 13.7).

III – A ENCARNAÇÃO: UM MISTÉRIO

3.1. Biologicamente falando

O nascimento de Jesus é um dos grandes mistérios da Bíblia. Como nascer um menino de uma virgem? Isso não tem explicação científica. Até existe um fenômeno biológico, na natureza, chamado “partenogênese” (palavra formada por duas expressões gregas que significam “virgem” + “nascimento”), em que um óvulo não fecundado se desenvolve originando um novo indivíduo, Isso acontece, por exemplo, com abelhas. Entretanto, nos seres humanos seria impossível nascer um homem por esse processo, já que os cromossomos sexuais das mulheres são XX e dos homens XY. Assim, no máximo, em tese, através da partenogênese, nasceria uma pessoa do sexo feminino.

Então, o que aconteceu? Um milagre! E isso não deve trazer nenhuma dificuldade para nós. Nada mais justo do que o Filho de Deus, vindo do céu, entrar na dimensão dos homens de maneira sobrenatural.

Questionado por Maria sobre o processo da concepção virginal, O anjo [Gabriel] respondeu: — O Espirito Santo virá sobre você, e o poder do Deus Altíssimo a envolverá com a sua sombra.

Por isso o menino será chamado de santo e Filho de Deus” (Lc 1.35 — NTLH). Trata-se, sem dúvida, de um mistério, do ponto de vista biológico, mas perfeitamente admitido e aceito pela fé, como aconteceu com Maria.

3.2.   Espiritualmente falando

Como ficou a Trindade com a encarnação? Pai, Filho e Espírito Santo se separaram? Certamente que não. Eles cumpriam papéis distintos, mas continuaram sendo um. Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30). Ele não disse: “voltaremos a ser um”, mas “somos um”. E por que Jesus não mencionou o Espírito Santo nessa unida de? Não precisava. Estava implícito. Ele, logo quando começou seu ministério disse: “O Espírito do Senhor é sobre mim…” (Lc 4.18).

SUBSÍDIO I

Encarnação.

Um termo derivado da versão latina de João 1.14. A encarnação refere-se exclusivamente à ação pela qual o Filho de Deus, frequentemente citado como a Segunda Pessoa da Divindade, tomou-se homem. Isso pressupõe a divindade essencial e a eterna filiação da Pessoa que se tornou encarnada. (…)

O fato. A encarnação é um fato estupendo; é o mistério da Divindade, o grande milagre da fé cristã. Aquele que nunca começou a ser, mas que existia eternamente, e que continuou a ser o que eternamente foi, começou a ser o que eternamente não foi. Este foi um evento que ocorreu no tempo, com referência Àquele que foi e continua sendo eterno. Existem, portanto, os contrastes sustentados: o Eterno entrou no tempo e tornou-se sujeito às suas condições; o Infinito tornou-se finito; o Imutável tornou-se mutável; o Invisível tornou-se visível; o Todo-Poderoso tornou-se fraco e fragilizado; o Criador tornou-se a criatura; Deus tornou-se homem. Teria sido uma humilhação para o Filho de Deus tornar-se homem sob as condições terrenas mais ideais, por causa da discrepância entre a majestade de Deus, o Criador, e a humilde posição da criação mais dignificada. Mas não foi a um mundo ideal que Ele veio; foi a este mundo de pecado, de miséria, e de morte (PFEIFFER, Charles F„ VOS, Howard F„ e REA, John. Dicionário

Bíblico Wycliffe Rio de Janeiro: CPAD, 2012. p.640).

 

 

SUBSÍDIO II

Tem sido discutido que ‘nascido de mulher’ se refere simplesmente ao nascimento natural, e nada tem a ver com o nascimento virginal. Mas por que Paulo declararia explicitamente o que é natural ou comum? Pelo contrário, as palavras ‘Deus enviou seu Filho” e “nascido de mulher’ se referem à pré-existência de Cristo e sua encarnação (Jo 1.14; Fp 2.5-11)- A encarnação de Cristo é qualificada adicionalmente pelas palavras ‘nascido sob a lei’. O Deus encarnado era um judeu por raça e religião. Ele veio como uma das pessoas da aliança tradicional (Jo 1.11) e era sujeito a todos os preceitos e ordenanças da lei, inclusive a circuncisão (Lc 2.21, 23. 24, 27).

(…) A encarnação de Cristo dentro do contexto racial e religioso do judaísmo foi feita ‘para que’ o plano de Deus pudesse ser realizado. Jesus foi completamente incorporado na urdidura e na trama da sociedade judaica de forma que pudesse redimir ‘aqueles que estavam debaixo da lei’. Em sua vida obedeceu à lei, e em sua morte recebeu a penalidade máxima da lei. Deste modo, Ele era especialmente qualificado para ‘resgatar’ ou ‘redimir’ aqueles que foram escravizados pela lei. A imagem aqui é de comprar a liberdade de um escravo (Cf. também Rm 3.24,25)” (ARRINGTON, French L; STONSTAD, Roger(Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento, 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.1165).

CARO PROFESSOR, estamos na metade do trimestre, portanto, faça um Levantamento daqueles alunos que estão ausentes há alguns domingos. Não abra mão de nenhum deles! Excluir alunos da lista de presença da classe por serem faltosos não deve ser uma opção para nenhum professor. No final da aula, convoque a turma para trazê-los de volta à Escola Dominical. Você pode formar uma comissão de visitas na turma para visitá-los; pedir aos alunos que lhes escrevam cartas personalizadas ou façam campanhas nas redes sociais: (campanha#sentisuafaltanaebd.). Professor, use a estratégia mais adequada à sua realidade, e não desista de orar pelos desanimados.

PARA CONCLUIR

Como visto, a encarnação de Jesus foi um evento que mexeu com a estrutura do céu e da terra. Como um simples bebê, nascido em uma família pobre, de um país pequeno e subjugado, conseguiu dividir a história da humanidade ao meio? Onde estava sua força? A força dEle estava na forma pura como amava a Deus e ao próximo. Ele se despiu de sua majestade, para viver no meio dos necessitados, e ser pão para saciar os famintos, sem nada receber em troca. Jesus viveu o extraordinário mistério do amor.

HORA DA REVISÃO

Numere a 2ª  coluna de acordo com a primeira:

  1. Fenômeno biológico.                              (2)Encarnação

  2. Tornar carne aquilo que não era.           (3)Jesus

  3. É chamado de “Palavra de Deus”.         (1)Partenogênese

  4. Como foi a concepção de Jesus?          (5 )Herodes

  5. Queria matar Jesus.                            (4)Virginal

 

 

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=oQ0_-AXLuOw

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