Leitura Diária

SEG.             Hb 4.16: O trono da graça

TER.             Rm 3.24:Deus nos aceita pela graça

QUA.            Gl 4.5: Decaídos da graça

QUI.              At 15.11;Tt 2.11: A graça alcança a todos

SEX.             Ef 2.5: Salvos pela graça

SÁB.             Rm 5.2: Pela fé alcançamos a graça

REFLEXÃO

 “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens” (Tt 2.11).

OBJETIVO

Diferençar a graça de Deus da sua misericórdia e justiça.

Expor o alcance da graça de Deus.

Estimular os alunos a exultarem pelo privilégio de serem alcançados pela graça.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Romanos 6.1-7

 

SINTETIZANDO

Decifrar a graça, como um todo, é um grande desafio, desde seu conceito até o seu alcance, sua força e seus aparentes dilemas.

Por outro lado, é maravilhoso perceber como Deus nos ama inefavelmente. Isso é graça. Um favor imerecido da parte de Deus, que permite ao homem existir (comum) e, por outro lado, abre-nos o caminho para nos relacionarmos com Ele (especial). A graça é um presente inefável, que justifica o injustificável, que salva o odioso, que perdoa o imperdoável e dá vida ao moribundo. Jesus é a graça de Deus!

INTRODUÇÃO

O conceito e os contornos sobre a graça de Deus são, realmente, muito importantes, pois ela é a base da nossa salvação: “Pela graça sois salvos…” (Ef 2.8). A graça é uma peculiaridade do Cristianismo. Não existe em nenhum outro credo religioso, Somente com o sacrifício do Redentor é possível justificar o homem, sem antes matá-lo. A graça de Deus nos salva da morte, nos livra do pecado, e nos confere a condição de servos de Deus, assumindo a nossa fraqueza.

A AULA VAI COMEÇAR

Prezado professor, peça aos alunos, no início da aula, que procurem pedaços de papel dobrados e colados embaixo de suas cadeiras. Neles encontrarão as perguntas.

  1. Que é graça?;

  2. Onde posso encontrar a graça?;

  3. Desde quando a graça existe;

  4. Graça de Deus e justiça de Deus são a mesma coisa?;

  5. Existe diferença entre a graça de Deus e a sua misericórdia?

Quem encontrar, responde primeiro, e depois os demais respondem. Os objetivos dessa atividade são: despertar o interesse pelo tema da aula e descobrir o que e eles conhecem sobre o assunto. Portanto, deixe que eles se expressem livremente. Para incentivá-los, distribua bombons, balas ou pirulitos (o que você preferir) aos que responderem. Acredite, não apenas crianças gostam de ganhar guloseimas. Finalize dizendo que no decorrer da aula, todas as dúvidas apresentadas serão dirimidas.

I – A GRAÇA DE DEUS

1.1. O que é graça?

É o favor imerecido de Deus para a humanidade. Por causa da graça de Deus, a vida ainda existe na terra. No Éden, a humanidade quebrou o pacto com Deus. E, virar as costas para Deus, é se tornar mau, pois Deus é o bem supremo (Mc 10.18). Assim, nós, seres humanos, decidimos ser inimigos de Deus (Tg 4.4). Deveríamos, então, ser aniquilados… Isso é justo, já que a vida está exclusivamente nEle. Paulo disse que, em Deus, nós “vivemos, nos movemos e existimos” (At 17.28). Então, merecíamos a morte, porque com o pecado ficamos afastados do Senhor (Rm 3.23). Mas Deus não destruiu a raça humana… Por quê? Por causa da sua graça!

1.2. Graça x misericórdia

Há uma maravilhosa distinção entre a graça e a misericórdia, embora elas “andem de mãos dadas”. A misericórdia se manifesta quando Deus “não nos trata como merecemos”. Deus deixa de fazer algo. É um ato omissivo de Deus. Por exemplo, Paulo, por misericórdia, não foi morto por Deus quando perseguia os cristãos. Graça, porém, é quando Deus “nos trata como não merecemos”. Deus age. É, portanto, um ato comissivo de Deus. Paulo, por causa da graça, foi chamado por Deus para ser apóstolo.

1.3. Graça x justiça

A graça é o antídoto criado pela justiça de Deus, para aplacara própria justiça do Criador. Pelas leis humanas, ninguém pode cumprir uma pena em lugar de outra pessoa. Pela justiça divina, entretanto, Deus admitiu a substituição. Está escrito; “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós, porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro” (Gl 3.13). Assim, Jesus cumpriu as regras da justiça de Deus, oferecendo a graça para sermos salvos. Na verdade, Deus salvou-nos para Ele e por Ele. Ou seja, o Deus da Justiça é também o Deus da Graça. Tudo é dEle, por Ele e para Ele. Glória, pois, a Ele… (Rm 11.36).

AÇÃO TÓPICO I

Professor, o aluno deve saber que tudo que vemos ao nosso redor é consequência da graça de Deus. Um pássaro voar, uma criança sorrir, as ondas quebrarem na praia: tudo é fruto da graça.

II – O ALCANCE DA GRAÇA

2.1. Graça comum

Jesus disse que deveríamos amar os inimigos, porque Deus, igualmente, “faz que o seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos” (Mt 5.45). Isso é graça comum. Paulo disse, também, que Deus, sem nenhum merecimento, enche o coração dos homens de alegria (At 14.17). Percebe-se, com isso, que o Senhor dá sentido às pessoas para viverem. Tudo que temos de bom são dádivas recebidas de Deus, por causa da sua graça. Por outro lado, todos os nossos males são frutos das nossas escolhas equivocadas, pois Deus somente nos dá o que é bom. Assim, por sua graça, Ele faz os homens sentirem alegria, amor, paz, oferece-lhes percepção entre o certo e o errado, etc. De outra maneira, não haveria vida sobre a terra. A graça comum mantém, portanto, além do fôlego de vida, a qualidade da existência dos homens.

2.2. Graça especial

É o favor imerecido de Deus, que emana do sacrifício de Jesus na cruz do Calvário. Por ela, Deus salva e justifica o pecador, tornando-o filho de Deus (Jo 1.12; Ef 2.8,9). A graça, quando absorvida, também nos faz morrer e ressuscitar com o Redentor (Rm 6.3-5) e então passamos a ler uma nova vida. Assim, libertos da escravidão do pecado, pela graça especial concedida por Deus, não teremos mais, sobre nós, o poder do pecado; ou seja, o pecado não nos dominará (Rm 6.14). Essa graça nos “fez agradáveis a si [Deus] no Amado [Jesus]” (Ef 1.6). Ou seja, não nos tornamos agradáveis a Deus por nossos méritos, mas pela graça de Jesus, o nosso Amado Salvador. Por tal motivo, não existem diferentes graduações do amor de Deus pelos homens. O Senhor nos ama igual, profunda e extraordinariamente, por causa de Cristo. O mais fraco dos discípulos é tão agradável a Deus como aquele que é o mais espiritual. A graça não faz acepção de pessoas (At 10.34).

AÇÃO TÓPICO II

Distinga com os alunos, de maneira precisa, a graça comum da graça especial (salvadora) de Deus. Sabendo, porém, que ambas têm a mesma fonte: o Calvário.

III – OS GRANDES DILEMAS

3.1. A grande aparente contradição

A Bíblia diz que Deus odeia o fato de um culpado ser declarado inocente (Pv 17.15). Como, então, pode Deus perdoar o pecador? A graça salva, ao arrepio da justiça? A situação jurídica do homem, sem o sacrifício de Jesus, seria terrível. A morte fulminaria o pecador instantaneamente. Assim, como Deus é justo, Ele não poderia simplesmente perdoar o ímpio. Ele precisava satisfazer, antes, sua justiça. Está escrito que “Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito” (1 Pe 318). Quem, além do Deus Encarnado, poderia suportar a sua ira? Deus esmagou a Si próprio, por causa do pecado (Is 53.10).

3.2. Um questionamento

Como o sofrimento e a morte de um homem, numa cruz, pode ser capaz de salvar toda a humanidade do inferno? A redenção que Jesus realizou, na cruz, não foi um ato de força, mas um ato de justiça. Não foi a quantidade do sofrimento, mas a qualidade daquEle que sofria, que trouxe a redenção. Ele era o único inocente, entre todos os homens, de todos os tempos. A justiça de Deus exigia o sacrifício de um homem perfeito e puro, para apaziguar a ira santa de Deus — esse era o preço da redenção. O que fazer, então, já que todos os homens nascem com o gérmen do pecado original? Somente uma intervenção sobrenatural de Deus poderia resolver o problema. E isso aconteceu. O Deus Encarnado, que é o único mediador entre o Pai e os homens, ofereceu-se em sacrifício. No alto do Gólgota, Jesus deu o brado: “Está consumado” (Jo 19.30).

AÇÃO TÓPICO III

Na verdade, a graça é um escândalo para a justiça dos homens, mas um suave aroma para Deus!

IV – VIVENDO O TEMPO DA GRAÇA

4.1. Graça; onde é encontrada?

A graça só pode ser encontrada no Cristianismo genuíno. Em nenhum outro lugar, há a ideia de ser beneficiado por Deus, sem fazer absolutamente nada. Se alguém buscar os dogmas de quaisquer outras religiões, encontrará sempre uma relação de mérito para se conseguir bênçãos. No Cristianismo, porém, a salvação é dada gratuitamente, isto é, “não pelas obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.9). O evangelho da graça justifica quem errou e condena o homem sem fé, mesmo que ele tenha boas obras.

4.2. Graça: existe desde quando?

Sem a graça, Adão e Eva teriam sido mortos instantaneamente no Éden, após a Queda. Sob esse prisma, pode se dizer que a existência é um milagre, um ato redentor. Dessa forma, tudo que existe é um resultado da graça. A graça, portanto, é anterior à Queda e também à criação (1 Pe 1.18-20).

4.3. E agora, como viveremos?

Paulo fez essa pergunta e ele mesmo ofereceu a resposta em Romanos 6.1,2. Devemos sempre escolher o bem. Usar o dom da graça a favor do plano de Deus, e não o contrário: A favor do Reino, a favor da Vida, a favor das pessoas, a favor da família, a favor da Igreja. Esse é o projeto daquEle que criou todas as coisas, e as sustenta.

AÇÃO TÓPICO III

A graça de Deus nos faz odiar por completo o pecado e suas propostas.

SUBSÍDIO I

 

 

O retrato de um indigente

O retrato que Paulo faz de nós não é nada atrativo. Nós éramos ‘incapazes de ajudar a nós mesmos’, ‘vivendo contra Deus’, ‘pecadores’, ‘inimigos de Deus’ (Rm 5.6,8,10). Tais são as pessoas por quem Cristo morreu.

O retrato que Paulo faz de nós não é nada atrativo. Nós éramos ‘incapazes de ajudar a nós mesmos’, ‘vivendo contra Deus’, ‘pecadores’, ‘inimigos de Deus’ (Rm 5.6,8,10). Tais são as pessoas por quem Cristo morreu.

O terapeuta familiar, Paul Faulkner, conta do homem que resolveu adotar uma adolescente problemática. Alguém questionaria a lógica do pai. A menina era destrutiva, desobediente e desonesta. Um dia, ela veio da escola para casa, e revirou tudo à procura de dinheiro. Quando ele chegou, ela já se fora, e a casa estava de pernas para o ar.

Ao saber do fato, os amigos insistiram com ele para que não finalizasse a adoção.

– Deixe-a ir – aconselharam. – Afinal, ela não é realmente sua filha. A resposta dele foi simples:

– Sim. eu sei. Mas eu disse a ela que era.

Deus, também, fez um acordo para adotar o seu povo. E seu pacto não é invalidado por nossa rebelião. Uma coisa é amar-nos quando somos fortes, obedientes, e cordatos. Porém, e quando vasculhamos-lhe a casa e roubamos o que é dele? Esta é a prova do amor.

E Deus passa na prova. “Mas Deus prova seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós. sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8)” (LUCADO, Max. Nas Garras da Graça, Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p.99).

SUBSÍDIO II

Graça

O conceito de graça é multiforme e sujeito a desdobramentos nas Escrituras. (…) Mas foi somente com a vinda de Cristo que a graça assumiu seu significado pleno. O seu auto-sacrifício é a graça propriamente dita (2C0 8.9). Esta graça é absolutamente gratuita (Rm 6.14: 5.15-18; Ef 1.7; 2.8,9). Quando recebida pelo crente, ela governa sua vida espiritual compondo favor sobre favor. Ela capacita, fortalece e controla todas as fases da vida (2 Co 8.6,7; Cl 4-6; 2 Ts 2.16; 2 Tm2.l). Consequentemente, o cristão dá graças (charis) a Deus pelas riquezas da graça em seu dom inefável (2C0 9.15).

O apóstolo Paulo foi o principal instrumento humano para transmitir o pleno significado da graça em Cristo. O NT oferece a graça a todos, ao contrário do AT, que geralmente restringia a oferta da graça ao povo eleito de Deus, Israel. A graça em sua mais completa definição é o favor imerecido de Deus ao nos dar seu Filho, que oferece a salvação a todos, e dá àqueles que o recebem como Salvador pessoal uma graça acrescentada para esta vida e uma esperança para o futuro. (…) A graça provê a justificação (Rm 3.24), a capacitação (Cl 1.29), uma nova posição (1Pe 2.5,9), e uma herança (Ef 1.3,14)” (PFEIFFER, Charles F„ VOS. Howard F., e REA, John. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD. 2012. p.876).

CARO PROFESSOR, considerando que a próxima lição traz o relato do sacrifício do nosso Redentor, desafie os alunos! Diga-lhes que a aula seguinte será muito melhor se houver visitantes não evangélicos. E só eles podem propiciar tal êxito. Eles se sentirão importantes com tal tarefa! Ofereça uma premiação (ainda que simbólica), que pode ser individual ou em grupo, para quem trouxer mais pessoas não evangélicas para a aula. O resultado: alunos motivados e muitas vidas agraciadas com a exposição do Evangelho.

PARA CONCLUIR

Como vimos, a humanidade, pela sua rebeldia, deveria, com base no rigor da lei de Deus, ser punida com -j o extermínio, isto é, deixar de existir. Deus, porém, nos perdoou, graciosamente, por nosso pecado indesculpável, Essa noção deve permear todo o nosso relacionamento com o Criador. Jesus disse a Paulo que a graça era tudo do que ele precisava (2 Co 12.9). Que presente extraordinário! Em gratidão a Deus, por tão grande amor, devemos usar o dom da vida para servi-Lo.

 

 

HORA DA REVISÃO

Relacione a 2ª  coluna de acordo com a Ia coluna:

(1) Graça comum     (5 ) Não foi um ato de força, mas de justiça.

       

(2) Graça especial    (4) Admite que um santo pague a pena 

                                  por um transgressor.

(3) Misericórdia         (1) Mantém as pessoas vivas.

(4) Justiça Divina     (3) Por causa dela, Deus não nos trata como

                                  merecemos.

(5) Redenção           (2) Favor imerecido de Deus, que emana do

                                  Calvário, o qual nos faz aceitáveis a Deus.

https://www.youtube.com/watch?v=WtOthWHNMmY

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