O que é confissão positiva? É a crença errônea de que as nossas
próprias palavras podem abrir e fechar portas. E, para defender esse
modismo, os triunfalistas recorrem a Marcos 11.23, a despeito de Jesus,
nesta passagem, não ter intentado estimular os seus discípulos a removerem
montes! Imagine se cada crente tivesse o poder de olhar para uma montanha
e revolvê-la? Onde estariam hoje o Corcovado e o Pão de Açúcar?
Jesus, na verdade, empregou uma figura de linguagem, a hipérbole, da
qual se valeu também ao afirmar que é mais fácil um camelo passar pelo
fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus (Mc 10.25).
Afinal, camelos não passam por orifícios de agulhas, literalmente. Isso foi
apenas uma maneira de mostrar o quanto é difícil para quem confia em suas
riquezas entrar no Reino dos Céus (Mt 6.19-21).
Da mesma forma, nenhum crente consegue tirar um monte do lugar,
literalmente; mas pode, por meio de sua pequena fé, superar obstáculos e
alcançar vitórias memoráveis (Hb 11.1).
Caso o leitor conheça alguém que parou diante de uma montanha e
declarou: “Monte, vá agora mesmo para o mar” — e isso tenha acontecido
—, gostaria de conhecê-lo…
Na verdade, os propagadores da confissão positiva não se cansam de
“dar de ombros” para a Palavra de Deus. Apegando-se à suposição ou à
crendice de que tudo o que falamos tem de ocorrer, afirmam que há um
poder sobrenatural nas palavras humanas. E que, por isso, devemos fazer
declarações (ou confissões) positivas, do tipo: “Eu sou vencedor”, “Nasci
para vencer”, “Sou da geração de Samuel”, além do desgastado clichê “O
Brasil é do Senhor Jesus”.

 

fonte: Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar – Ciro Sanches Zibordi

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