O que o apóstolo, inspirado pelo Espírito, quis dizer em 1 Pedro 4.17:
“… já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus”? Ora, se alguém
ainda pensa que não cabe a nós julgar — e que o fato de reconhecermos os
nossos erros e combatê-los segundo a Bíblia é “matar soldados”—, é bom
que reveja os seus conceitos. Afinal, “… o que é espiritual discerne bem
tudo…” (1 Co 2.15).
John F. MacArthur Jr. acertou, ao discorrer sobre o episódio do
julgamento de Ananias e Safira à luz 1 Pedro 4.17: “Com certeza, na
Jerusalém do primeiro século havia outros pecadores mais vis do que
Ananias e Safira. Herodes, por exemplo. Por que Deus não o fulminou? Na
verdade, foi o que Deus fez posteriormente (At 12.18-23). Mas, como
escreveu Pedro, ‘a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada’
(1 Pe 4.17). Deus julga seu próprio povo antes de voltar sua ira aos pagãos”
(Cora Vergonha do Evangelho, Editora Fiel, p.66).
Alguém dirá: “É Deus quem julga, e não nós”. No caso de Ananias e
Safira o julgamento divino veio por meio do apóstolo Pedro. Isso denota que
cabe a nós, sim, julgar, mas de acordo com a sintonia que há entre o Corpo e
a Cabeça (Ef 4.14,15; 1 Co 2.16; 1 Jo 2.20,27; Nm 9.15-22). As verdadeiras
igrejas de Cristo são as que o acompanham, o seguem, e não aquelas que
seguem a seu próprio caminho. Em Apocalipse 2 e 3 vemos exemplos de
igrejas que agradavam a Jesus (a minoria) e de outras, que não faziam a
vontade dEle.
O julgamento deve ocorrer também segundo o dom de discernir os
espíritos dado às igrejas de Cristo (1 Co 12.10,11; At 13.6-11; 16.1-18). Mas
a falta deste dom em algumas igrejas locais faz com que os crentes se
conformem com o erro e digam: “Quem sou eu para julgar?”, etc.
Precisamos julgar tudo com discernimento vindo do alto e bom senso
(1 Co 14.33; At 9.10,11). O crente não deve se colocar no lugar de um
promotor ou de um juiz. De fato, o Senhor é o Justo Juiz. Entretanto, temos a
Palavra de Deus, a ajuda do Espírito e ainda sabedoria, prudência, bom
senso, a fim de avaliarmos doutrinas, profecias, manifestações, experiências,
cânticos, estilos musicais, gestos, atitudes, etc.

 

fonte: Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar – Ciro Sanches Zibordi

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