Jeremias NTLH

Jr 1

Este livro conta o que Jeremias disse e fez. Jeremias era filho de Hilquias, um dos sacerdotes da cidade de Anatote, no território da tribo de Benjamim.

Quando Josias, filho de Amom, estava no ano treze do seu reinado em Judá, o SENHOR Deus falou com Jeremias.

E falou de novo quando Jeoaquim, filho de Josias, era rei. Depois disso, Deus falou com Jeremias muitas vezes, até o tempo em que o povo da cidade de Jerusalém foi levado como prisioneiro para fora da sua terra. Isso aconteceu no quinto mês do ano décimo primeiro do reinado de Zedequias, filho de Josias.

O SENHOR Deus me disse:

— Antes do seu nascimento, quando você ainda estava na barriga da sua mãe, eu o escolhi e separei para que você fosse um profeta para as nações.

Então eu disse: — Ó SENHOR, meu Deus, eu não sei como falar, pois sou muito jovem.

Mas o SENHOR respondeu: — Não diga que é muito jovem, mas vá e fale com as pessoas a quem eu o enviar e diga tudo o que eu mandar.

Não tenha medo de ninguém, pois eu estarei com você para protegê-lo. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Aí o SENHOR estendeu a mão, tocou nos meus lábios e disse: — Veja! Eu estou lhe dando a mensagem que você deve anunciar.

Hoje, estou lhe dando poder sobre nações e reinos, poder para arrancar e derrubar, para destruir e arrasar, para construir e plantar.

O SENHOR me perguntou: — O que é que você está vendo? — Um galho de amendoeira! — respondi.

O SENHOR me disse: — Você está certo; eu também estou vigiando para que as minhas palavras se cumpram.

O SENHOR falou comigo outra vez e perguntou: — O que mais você está vendo? Eu respondi: — Estou vendo no Norte uma panela fervendo e se derramando para o lado de cá.

Então o SENHOR disse: — Do Norte, virá a destruição, que se derramará em cima de todos os que vivem nesta terra.

Eu vou chamar todas as nações do Norte. Os reis dessas nações chegarão aqui e colocarão o seu trono na frente dos portões de Jerusalém, em volta das suas muralhas e também em volta das outras cidades de Judá.

Vou castigar os seus moradores por causa da sua maldade. Eles me abandonaram, estão queimando incenso a outros deuses e adorando os ídolos que fizeram com as suas próprias mãos.

Jeremias, prepare-se para ir. Vá dizer a eles tudo o que eu mandar. Não tenha medo deles agora, pois, do contrário, eu farei com que você fique com mais medo ainda quando estiver no meio deles.

(18-19) Escute, Jeremias! Todas as pessoas desta terra, isto é, os reis de Judá, as autoridades, os sacerdotes e o povo, vão ficar contra você. Mas hoje eu estou lhe dando forças para poder enfrentar essa gente. Você será como uma cidade cercada de muralhas, como um poste de ferro, como um muro de bronze. Eles não o derrotarão, pois eu estarei ao seu lado para protegê-lo. Eu, o SENHOR, falei.

 

Jr 2

(1-2) O SENHOR Deus me mandou entregar a todos os moradores de Jerusalém a seguinte mensagem: “Meu povo, eu lembro de quando você era jovem. Como você era fiel e como me amava quando éramos recém-casados! Lembro como me seguiu pelo deserto, por uma terra onde não havia plantações.

Povo de Israel, você era só meu; era sagrado como o trigo que é colhido primeiro e oferecido a mim. Eu castiguei todos os que fizeram você sofrer e fiz cair o mal sobre eles. Eu, o SENHOR, estou falando.”

Descendentes de Jacó e famílias do povo de Israel, escutem a mensagem de Deus, o SENHOR.

Ele diz: “Que defeito os seus antepassados acharam em mim para me abandonar? Adoraram ídolos inúteis e eles mesmos se tornaram inúteis.

Eles me desprezaram; no entanto, fui eu quem os tirou do Egito. Eu os levei pelo deserto, terra de montanhas e de precipícios; terra seca e perigosa, por onde ninguém viaja e onde ninguém mora.

Eu os trouxe para uma terra boa a fim de que se alimentassem das suas colheitas e do que ela tem de melhor. Mas eles vieram e mancharam a minha terra; fizeram com que a terra que lhes dei virasse um lugar nojento.

Os sacerdotes não perguntaram: ‘Onde está o SENHOR?’ Os que lidam com a Lei não quiseram saber de mim. Os governadores se revoltaram contra mim. Os profetas falaram em nome do deus Baal e adoraram ídolos que não podem ajudar ninguém.”

O SENHOR Deus diz: “Assim eu vou novamente fazer uma acusação contra o meu povo. Vou apresentar a minha causa contra vocês e os seus descendentes. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Vão até a ilha de Chipre, no Oeste, e vejam; mandem alguém a Quedar, no Leste, e prestem bastante atenção, pois uma coisa como esta nunca aconteceu antes.

Nenhuma outra nação trocou os seus deuses por outros que nem eram deuses de verdade. Mas o meu povo me trocou, trocou a mim, o seu Deus glorioso, por deuses que não podem ajudá-los.

Por isso, eu, o SENHOR, vou mandar que o céu trema de horror e que fique cheio de pavor e de espanto.

O meu povo cometeu dois pecados: Eles abandonaram a mim, a fonte de água fresca, e cavaram cisternas, cisternas rachadas que deixam vazar a água da chuva.”

O SENHOR Deus diz: “O povo de Israel não é escravo, nem nasceu escravo. Então por que os seus inimigos o escravizam?

Como se fossem leões, eles têm dado urros contra Israel; eles têm rugido com força. Fizeram com que a terra de Israel virasse um deserto; as suas cidades estão destruídas, e ninguém mora nelas.

Sim, os moradores de Mênfis e de Tafnes raparam a cabeça de Israel.

“Povo de Israel, foi por sua própria culpa que tudo isso aconteceu com você. Você abandonou a mim, o SENHOR, seu Deus, quando eu o estava guiando pelo caminho.

E, agora, o que é que você vai ganhar, indo até o Egito para beber água do rio Nilo? O que você vai ganhar, indo até a Assíria para beber água do rio Eufrates?

A sua própria maldade o castigará, e você será condenado porque me abandonou. Você vai aprender de uma vez como é ruim e amargo abandonar a mim, o SENHOR, seu Deus, e deixar de me temer. Eu, o SENHOR, o Deus Todo-Poderoso, estou falando.”

O SENHOR Deus diz: “Povo de Israel, faz muito tempo que você rejeitou a minha autoridade. Você não quis me obedecer, nem me adorar. E, em todos os montes altos e debaixo de todas as árvores que dão sombra, você praticava imoralidade na adoração aos deuses.

Eu o plantei como uma parreira escolhida, uma muda da melhor qualidade. Mas veja o que você é agora! É uma parreira estragada, que não presta mais.

Mesmo que você se lavasse com muito sabão, com sabão bem forte, eu ainda poderia ver a mancha da sua culpa. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Como é que você pode dizer que não se manchou e que nunca adorou o deus Baal? Veja como você pecou no vale, veja só o que fez. Você é como uma camela nova no cio, correndo solta por aí.

É como uma jumenta selvagem do deserto, quando está no cio: quem a pode impedir de satisfazer o seu desejo? O macho que a quer não precisa procurá-la: ela sempre pode ser encontrada na época do cruzamento.

Povo de Israel, cuidado para que os seus pés não se machuquem de tanto você andar atrás de outros deuses; cuidado para que a sua garganta não fique seca. Mas você diz: ‘Não! Não adianta! Eu me apaixonei por deuses estrangeiros e vou atrás deles.’”

O SENHOR Deus diz: — Como o ladrão fica envergonhado quando é pego, assim o povo de Israel passará vergonha: todos vocês, os seus reis e príncipes, os seus sacerdotes e profetas.

Passarão vergonha todos aqueles que dizem a um pedaço de madeira: “Você é o meu pai”, e a uma pedra: “Você é a minha mãe”. Isso vai acontecer porque vocês me viraram as costas, em vez de virarem o rosto para o meu lado. No entanto, quando estão em dificuldades, vocês vêm me pedir que os salve.

Onde estão os deuses que vocês fizeram para vocês mesmos? Quando vocês estão em dificuldades, que eles os salvem, se é que podem. Judá, os seus deuses são tantos quantas as suas cidades.

Eu, o SENHOR, pergunto: — Qual é a queixa que vocês têm de mim? Vocês todos se revoltaram contra mim.

Eu os castiguei, porém isso não adiantou nada; vocês não quiseram aprender a lição. Como um leão furioso, vocês mataram os seus próprios profetas.

Todos vocês, prestem muita atenção no que estou dizendo. Povo de Israel, será que eu tenho sido para vocês como um deserto, como uma terra perigosa? Então por que é que vocês dizem que vão fazer o que quiserem e que não voltarão mais para mim?

Por acaso, uma jovem esquece as suas jóias? Ou uma noiva esquece o seu véu? Mas o meu povo esqueceu de mim por tantos dias, que nem dá para contar.

Vocês sabem muito bem como andar atrás dos amantes, e até as prostitutas podem aprender isso com vocês.

As roupas de vocês estão manchadas com o sangue de pobres e inocentes que nunca assaltaram as suas casas. — Mas, apesar de tudo isso, o meu povo diz:

“Eu estou inocente. Certamente, o SENHOR Deus não está mais irado comigo.” Mas eu, o SENHOR, o castigarei porque você diz que não pecou.

Por que você muda assim para pior, sem mais nem menos? Como você ficou desiludido com a Assíria, também ficará desiludido com o Egito.

Você vai voltar também do Egito de cabeça baixa, envergonhado. Eu, o SENHOR, rejeitei aqueles em quem você confia; você não vai ganhar nada ficando com eles.

 

Jr 3

O SENHOR Deus diz: — Se um homem se divorciar da sua mulher, e ela o deixar para casar com outro, o primeiro marido não poderá casar com ela outra vez. Isso mancharia completamente a terra de Israel. Mas você, meu povo, tem tido muitos amantes e agora quer voltar para mim! Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Olhe para o alto dos montes e veja: será que existe algum lugar onde você não agiu como prostituta? Você ficava na beira da estrada esperando os fregueses, como um árabe que espera no deserto para assaltar alguém. Você manchou a terra de Israel com a sua prostituição e os seus vícios.

É por isso que não tem chovido, e as chuvas da primavera deixaram de cair. Mas você tem até jeito de prostituta e mostrou que não tem vergonha.

— E agora você me diz: “Tu és o meu pai, tu me tens amado desde que eu era criança.

Tu não ficarás com raiva de mim para sempre.” Povo de Israel, foi isso o que você disse, mas continuou fazendo todo mal que podia.

No tempo do rei Josias, o SENHOR Deus me disse: — Você está vendo o que fez Israel, aquela mulher infiel que virou as costas para mim? Ela subiu em todos os montes altos e ficou debaixo de todas as árvores que dão sombra, agindo como prostituta.

Eu, o SENHOR, pensei assim: “Depois de fazer tudo isso, com toda a certeza ela voltará para mim.” Porém não voltou, e Judá, a sua irmã infiel, viu isso.

Judá também sabe que eu me divorciei de Israel e que a mandei embora porque ela me abandonou e virou prostituta. Mas Judá, a sua irmã infiel, não ficou com medo. Ela também virou prostituta

e não ficou envergonhada. Ela manchou a sua terra porque cometeu adultério, adorando pedras e árvores.

E o pior de tudo é que Judá, a infiel irmã de Israel, só fingiu que voltava para mim: ela não foi sincera. Eu, o SENHOR, estou falando.

Aí Deus me disse que, embora o povo de Israel o tivesse abandonado, ainda era menos culpado do que a infiel Judá.

Ele mandou que eu fosse até o Norte e dissesse ao povo: — Ó Israel infiel, volte para mim. Sou eu, o SENHOR, quem está falando. Sou bondoso e por isso não ficarei com raiva de você, não ficarei irado para sempre. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Basta você reconhecer que é culpada e que se revoltou contra o SENHOR, seu Deus. Confesse que debaixo de todas as árvores que dão sombra você deu o seu amor a deuses estrangeiros e não me obedeceu. Eu, o SENHOR, estou falando.

O SENHOR Deus diz: — Volte, povo infiel, pois vocês são meus. Eu vou pegar vocês, um de cada cidade e dois de cada grupo de famílias, e vou levá-los de volta ao monte Sião.

Eu darei a vocês líderes que me obedeçam, e eles governarão com sabedoria e inteligência.

Então, quando vocês se tornarem um povo numeroso naquela terra, ninguém mais falará a respeito da arca da aliança. Vocês não pensarão mais na arca, nem lembrarão dela; não precisarão dela, nem farão outra.

E aí, quando chegar o tempo certo, Jerusalém será chamada de “Trono do SENHOR Deus”, e todas as nações se reunirão ali em meu nome. Não farão mais aquilo que os seus corações teimosos e maus mandarem.

O povo de Israel se unirá com o de Judá, e eles voltarão juntos da terra do Norte para a terra que dei aos seus antepassados.

O SENHOR Deus diz: “Povo de Israel, eu queria aceitá-lo como meu filho e lhe dar uma terra agradável, a terra mais linda do mundo. Pensei que você ia me chamar de pai e que nunca mais me abandonaria.

Mas, como a mulher que trai o marido, assim você me traiu. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.”

No alto dos montes, se ouve um barulho; são os israelitas chorando e pedindo perdão porque têm vivido uma vida de pecado e têm esquecido o SENHOR, seu Deus.

Voltem, todos vocês que abandonaram o SENHOR, pois ele vai curar a sua infidelidade. Vocês dizem: — Sim! Estamos voltando para o SENHOR, pois ele é o SENHOR, nosso Deus.

Não recebemos nenhuma ajuda dos deuses pagãos que temos adorado com gritos no alto das montanhas. Só o nosso Deus, o SENHOR, pode ajudar o povo de Israel.

Por termos adorado Baal, o deus da vergonha, perdemos tudo o que os nossos pais conseguiram desde que éramos crianças, isto é, as ovelhas, o gado, os filhos e as filhas.

Vamos nos humilhar; vamos ficar cheios de vergonha. Desde o tempo em que o SENHOR nos tirou do Egito, nós e os nossos antepassados temos pecado contra ele e não lhe temos obedecido.

 

Jr 4

O SENHOR Deus diz: — Povo de Israel, se você vai voltar, volte para mim. Eu odeio os ídolos; acabe com eles e seja fiel a mim.

Então, sim, você estará sendo verdadeiro, correto e honesto quando jurar pelo meu nome. Todas as nações pedirão que eu as abençoe e elas me louvarão.

Deus diz aos homens da tribo de Judá e da cidade de Jerusalém: — Passem o arado na terra que não foi preparada para plantar e não semeiem as sementes no meio de espinhos.

Povo de Judá e moradores de Jerusalém, sejam fiéis à aliança que fizeram comigo, o SENHOR, e se dediquem a mim de todo o coração; se não, a minha ira queimará como fogo. E, por causa das maldades que vocês têm feito, o meu furor será como fogo, e ninguém poderá apagá-lo.

Toquem a corneta em toda a terra! Gritem bem alto e bem claro! Digam ao povo de Judá e de Jerusalém que corra para as cidades protegidas por muralhas.

Mostrem o caminho que vai a Sião! Corram para os abrigos! Não demorem! Do Norte, Deus vai trazer desgraça e grande destruição.

Como um leão que sai do seu esconderijo, um destruidor de nações vem vindo para acabar com o povo de Judá. As cidades de Judá serão destruídas, e ninguém morará nelas.

Portanto, vistam roupa feita de pano grosseiro como sinal de tristeza. Lamentem e chorem, pois o fogo da ira de Deus não se desviou de Judá.

O SENHOR Deus disse: — Naquele dia, os reis e as autoridades perderão a coragem, os sacerdotes ficarão abalados e os profetas ficarão admirados.

Então eu disse: — Ó SENHOR, meu Deus, tu enganaste completamente o povo de Jerusalém! Disseste que ia haver paz, mas o que há é uma espada encostada na garganta deles.

Está chegando o tempo de dizer ao povo de Jerusalém que do deserto um vento muito quente vai soprar sobre o povo de Deus. Não será o vento fraco que separa a palha do trigo.

O vento que vem mandado por Deus será muito forte. Agora, é Deus mesmo que está dando a sentença contra o seu povo.

Olhem! Os inimigos vêm vindo como nuvens. Os seus carros de guerra são como uma forte ventania, e os seus cavalos são mais rápidos do que as águias. Estamos perdidos! Estamos acabados!

Jerusalém, limpe a maldade do seu coração para que você seja salva. Até quando você vai continuar com os seus maus pensamentos?

Mensageiros da cidade de Dã e das montanhas de Efraim anunciam as más notícias da invasão.

Eles mandam avisar as nações e dizer a Jerusalém que os inimigos vêm vindo de um país distante e que eles vão dar o seu grito de guerra contra as cidades de Judá.

Eles vão cercar Jerusalém como homens que guardam uma plantação, pois a nossa nação se revoltou contra Deus, o SENHOR.

Judá, você trouxe esse mal para você mesmo por causa do seu modo de viver, por causa das coisas que tem feito. O seu pecado trouxe esse sofrimento e feriu o seu próprio coração. Eu, o SENHOR, estou falando.

Que dor! Não posso suportar tanta dor! Ah! meu coração! O meu coração está batendo forte! Não posso ficar calado, pois ouvi a corneta e os gritos de guerra.

Uma desgraça vem atrás da outra; o país inteiro está arrasado. De repente, as nossas barracas são destruídas, e as suas cortinas são rasgadas em pedaços.

Até quando terei de ver as bandeiras inimigas e ouvir o som da corneta na batalha?

Deus diz: “O meu povo não tem juízo e não me conhece. Eles são como crianças tolas que não compreendem as coisas. Para fazer o mal, são espertos, mas não sabem fazer o bem.”

Então olhei. A terra era um vazio, sem nenhum ser vivente, e no céu não havia luz.

Olhei para as montanhas, e elas estavam tremendo; e os montes balançavam para lá e para cá.

Vi que não havia ninguém e que até os passarinhos tinham fugido.

Vi ainda que a terra boa tinha virado um deserto e que as cidades tinham sido arrasadas por Deus, por causa do seu grande furor.

Deus disse que a terra toda vai virar um deserto, mas ele não a destruirá completamente.

A terra chorará, e o céu ficará escuro, pois Deus falou e não mudará de idéia. Ele já decidiu e não voltará atrás.

Quando ouvirem o barulho dos cavaleiros e dos atiradores de flechas, todos sairão correndo. Alguns fugirão para a floresta, e outros subirão pelas rochas. Todas as cidades ficarão vazias, e ninguém morará nelas.

Jerusalém, você está condenada! Por que se veste de vermelho? Por que usa jóias e pinta os olhos? Não adianta nada você querer ficar bonita! Os seus amantes a rejeitaram, e o que eles querem é matá-la.

Ouvi um grito igual ao de uma mulher com dores de parto, um grito como o de uma mulher dando à luz o seu primeiro filho. Era o grito de Jerusalém respirando com dificuldade, estendendo as mãos em desespero e dizendo: “Estou perdida! Eles vêm vindo para me matar!”

 

Jr 5

Moradores de Jerusalém, procurem nas ruas! Olhem para todos os lados! Vejam com os seus próprios olhos! Procurem nas praças! Vejam se conseguem achar alguém que faça o que é direito e que procure ser fiel em tudo. Se acharem, Deus perdoará Jerusalém.

Embora jurem por Deus, o SENHOR, o juramento de vocês é falso.

O que o SENHOR quer é fidelidade. Ele os castigou, mas vocês não se importaram. Ele os esmagou, mas vocês não aprenderam a lição; foram teimosos e não quiseram voltar para ele.

Então eu pensei: “Só os ignorantes agem assim. São eles que não têm juízo: não conhecem a vontade do SENHOR, nem sabem o que o seu Deus quer que eles façam.

Agora, vou procurar os homens importantes e falar com eles. Com certeza, eles conhecem a vontade do SENHOR e sabem o que o seu Deus quer que eles façam.” Porém todos eles rejeitaram a autoridade de Deus e não quiseram lhe obedecer.

Por isso, um leão da floresta os matará, um lobo do deserto os fará em pedaços, e um leopardo ficará escondido para atacar as cidades deles. Se saírem da cidade, serão despedaçados; pois os seus pecados são muitos, e muitas vezes eles têm abandonado a Deus.

Deus perguntou: “Por que devo perdoar os pecados do meu povo? Eles me abandonaram e estão jurando por deuses que, de fato, não são deuses. Eu alimentei o meu povo até que ele ficasse satisfeito. Mas eles cometeram adultério e gastaram o seu tempo com prostitutas.

Como cavalos bem alimentados, ardendo em desejo, cada um deles anda atrás da mulher do seu vizinho.

Será que não devo castigá-los por causa dessas coisas? Será que não devo me vingar de uma nação assim?

Vou dar ordem aos inimigos para que derrubem as suas plantações de uvas, porém não mandarei que as destruam completamente. Vou dizer aos inimigos que arranquem os ramos das parreiras, pois esses ramos não são meus.

O povo de Judá e o povo de Israel me traíram abertamente. Eu, o SENHOR, estou falando.”

O povo disse que o SENHOR Deus o estava enganando. Eles disseram assim: — O SENHOR não vai fazer nada. Nenhum mal vai acontecer com a gente, e não haverá nem guerra nem fome.

(13-14) O povo diz que os profetas são apenas vento e que não têm nenhuma mensagem de Deus. O SENHOR, o Deus Todo-Poderoso, me disse: — Jeremias, eu vou lhe dizer o que vai acontecer com esse povo por ter dito essas coisas. Eu farei com que as minhas palavras sejam como um fogo saindo da sua boca, Jeremias. Esse povo será como lenha, e o fogo vai queimá-lo.

Escute, povo de Israel, o que o SENHOR diz: — Eu, o SENHOR, vou trazer de longe uma nação para atacá-los. É uma nação forte e antiga, que fala uma língua que vocês não conhecem e palavras que vocês não entendem.

Os soldados desse país são valentes; com as suas flechas, eles matam sem dó nem piedade.

Eles vão comer as colheitas e os alimentos de vocês e matar os seus filhos e filhas. Vão comer os rebanhos e o gado e devorar as frutas das suas parreiras e figueiras. E o exército deles destruirá as cidades protegidas por muralhas, em que vocês confiam.

— Porém eu, o SENHOR, afirmo que mesmo naqueles dias não destruirei completamente o meu povo.

Quando perguntarem por que foi que eu fiz todas essas coisas, você, Jeremias, dirá: “Vocês abandonaram a Deus e serviram a deuses estranhos na terra de vocês; agora, servirão a estrangeiros numa terra que não é de vocês.”

Deus diz: — Avisem os descendentes de Jacó, digam isto ao povo de Judá:

Preste atenção, povo tolo e sem juízo, vocês, que têm olhos, mas não vêem, e ouvidos, mas não ouvem.

Eu sou Deus, o SENHOR. Por que vocês não me temem? Por que não tremem na minha presença? Fui eu que pus a areia como limite do mar, um limite permanente que ele nunca pode atravessar. O mar fica bravo, mas não pode avançar; as ondas rugem, mas não podem passar.

Porém vocês são um povo teimoso e rebelde, que se revoltou e me abandonou.

Vocês não disseram no seu coração: “Precisamos temer o SENHOR, nosso Deus, que faz a chuva cair no tempo certo, tanto a chuva do outono como a da primavera. Precisamos temer o Deus que todos os anos traz o tempo da colheita.”

Em vez disso, os seus pecados e as suas maldades afastaram essas coisas boas, e vocês não puderam aproveitá-las.

— No meio do meu povo, existem homens maus. São como as pessoas que armam arapucas para pegar passarinhos; mas as armadilhas deles são para pegar gente.

Assim como uma gaiola está cheia de pássaros, também a casa deles está cheia de coisas roubadas. É por isso que são poderosos e ricos

e estão gordos e bem alimentados. A maldade deles não tem limites; não defendem a causa dos órfãos, nem se importam com os direitos dos pobres.

— Mas eu os castigarei por causa disso e me vingarei desta nação. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Uma coisa horrível, espantosa está acontecendo na terra:

os profetas não falam a verdade, e, apoiados por eles, os sacerdotes dominam o povo. E o meu povo gosta disso. Porém o que é que eles vão fazer quando essa situação chegar ao fim?

 

Jr 6

Povo da tribo de Benjamim, saia de Jerusalém e fuja para um lugar seguro! Toquem corneta em Tecoa e ponham um aviso em Bete-Haquerém, pois desgraça e grande destruição vão chegar do Norte.

Jerusalém, bela e encantadora cidade, o seu fim está perto.

Os reis vão acampar aí com os seus exércitos. Eles vão armar barracas ao seu redor, cada um no lugar que escolher.

Eles vão dizer: “Preparem-se para atacar a cidade! Aprontem-se! Vamos atacar ao meio-dia!” Mas depois dirão: “É muito tarde, o dia já está quase no fim, e as sombras estão ficando compridas.

Aprontem-se! Vamos atacar esta noite; vamos destruir as fortalezas de Jerusalém.”

O SENHOR Todo-Poderoso deu esta ordem aos reis: — Cortem árvores e façam rampas, preparando-se para atacar Jerusalém. E disse: — Vou castigar esta cidade porque ela está cheia de violência.

Como de um poço sai água, de Jerusalém sai o pecado. Na cidade, falam de violência e destruição; só vejo doenças e ferimentos.

Povo de Jerusalém, que essas coisas sirvam de aviso para vocês; se não, eu os abandonarei. Farei com que a cidade vire um deserto, um lugar onde não mora ninguém.

O SENHOR Todo-Poderoso me disse: — Na terra de Israel, não sobrará ninguém: ela ficará limpa como uma parreira que foi colhida duas vezes. Como um lavrador colhe as suas uvas, assim você deve salvar todos os que puder.

Eu respondi: — Com quem devo falar? E, mesmo que eu fale, quem vai me ouvir? Eles taparam os ouvidos, pois não querem prestar atenção. Eles não querem ouvir a tua mensagem e zombam do que dizes.

Ó SENHOR Deus, o teu furor me dominou; estou cansado de guardar a tua ira dentro de mim. Então Deus me disse: — Faça cair a minha ira sobre as crianças nas ruas e sobre os moços nas suas reuniões. Maridos e esposas serão levados como prisioneiros, e também os velhinhos.

As casas deles ficarão para outros, e também as suas terras e as suas esposas. Vou castigar o povo desta terra. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Todos, ricos e pobres, procuram ganhar dinheiro desonestamente. Até os profetas e os sacerdotes enganam as pessoas.

Eles tratam dos ferimentos do meu povo como se fossem uma coisa sem importância. E dizem: “Vai tudo bem”, quando na verdade tudo vai mal.

Será que ficaram envergonhados por terem feito essas coisas que eu detesto? Não! Não ficaram envergonhados de jeito nenhum. Eles nem sabem o que é sentir vergonha e por isso vão cair como outros têm caído. Quando eu os castigar, eles vão ficar arrasados. Eu, o SENHOR, falei.

O SENHOR Deus disse ao seu povo: — Fiquem nas encruzilhadas e vejam quais são as melhores estradas, procurem saber qual é o melhor caminho. Andem nesse caminho e vocês terão paz. Mas eles responderam: — Nós não vamos andar nesse caminho!

Deus colocou vigias para prestarem atenção no aviso das cornetas. Mas os vigias disseram: — Nós não vamos prestar atenção.

Então Deus disse: — Ouçam, ó nações da terra, e vejam o que vai acontecer com o meu povo.

Escute, ó terra! Vou trazer desgraça para esse povo, desgraça que eles merecem porque não obedeceram às minhas palavras e desprezaram os meus ensinos.

Que me importa o incenso que me trazem de Sabá ou as plantas cheirosas que vêm de longe? Não aceitarei as ofertas deles, nem ficarei contente com os seus sacrifícios.

Assim eu, o SENHOR, vou fazer com que esse povo tropece e caia. Pais e filhos morrerão, e amigos e vizinhos também.

O SENHOR Deus diz: — Um povo vem vindo de longe, de uma terra do Norte; uma forte nação está se preparando para a guerra.

Estão armados com arcos e flechas e espadas. São cruéis, não têm piedade. Eles vêm montados em cavalos, fazendo o barulho do mar quando está bravo. E estão prontos para atacar a cidade de Jerusalém.

— Ouvimos a notícia— diz o povo de Jerusalém— ,e as nossas mãos ficaram moles; a aflição tomou conta de nós, como as dores de uma mulher no parto.

Não vamos nos arriscar a ir ao campo nem a andar pelas estradas, pois o inimigo está armado, e há terror por toda parte.

Deus diz ao seu povo: — Como sinal de tristeza, vistam roupa feita de pano grosseiro e rolem nas cinzas. Chorem como se chora a morte de um filho único; derramem lágrimas amargas, pois o destruidor atacará de repente.

Jeremias, ponha o meu povo à prova, como se prova o metal; examine bem e procure descobrir como estão agindo.

Todos eles são mais do que rebeldes e andam espalhando calúnias. São todos perversos, duros como bronze ou ferro.

E assim como nem mesmo um forno bem quente consegue derreter a prata a fim de separá-la das impurezas, também não adianta tentar purificar o meu povo, pois os maus não são separados dos bons.

Os maus serão chamados de “prata impura” porque eu, o SENHOR, os rejeitei.

 

Jr 7

(1-3) O SENHOR Deus mandou que eu fosse ao portão do Templo, aonde o povo de Judá estava indo para a adoração. Ele mandou que eu ficasse ali e anunciasse ao povo a mensagem do SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel. A mensagem era esta: — Mudem de vida, mudem a sua maneira de agir, e eu deixarei que vocês continuem vivendo aqui.

Não confiem mais nestas palavras mentirosas: “Nós estamos seguros! Este é o Templo do SENHOR, este é o Templo do SENHOR, este é o Templo do SENHOR!”

— Mudem de vida e parem de fazer o que estão fazendo. Sejam honestos uns com os outros.

Parem de explorar os estrangeiros, os órfãos e as viúvas. Não matem mais pessoas inocentes neste lugar. E parem de adorar outros deuses, pois isso vai acabar com vocês.

Se vocês mudarem de vida, eu deixarei que continuem morando aqui, na terra que dei para sempre aos seus antepassados.

— Vejam! Vocês estão confiando em palavras mentirosas e sem valor.

Vocês roubam, matam, cometem adultério, juram para encobrir mentiras, oferecem sacrifícios a Baal e adoram outros deuses que vocês não conheciam no passado.

Fazem coisas que eu detesto, depois vêm e ficam na minha presença, no meu próprio Templo, e dizem: “Nós estamos seguros!”

Será que vocês estão pensando que o meu Templo é um esconderijo de ladrões? Eu tenho visto o que vocês estão fazendo. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Vão a Siló, o primeiro lugar que escolhi para nele ser adorado, e vejam o que eu fiz ali por causa da maldade de Israel, o meu povo.

Vocês têm cometido todos esses pecados de que falei. Eu os avisei muitas e muitas vezes, mas vocês não quiseram me ouvir; e, quando eu chamei, não me responderam. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Por isso, a mesma coisa que fiz com Siló vou fazer com este meu Templo em que vocês confiam. O que fiz em Siló vou fazer neste lugar que dei a vocês e aos seus antepassados.

Vou expulsar vocês da minha presença como fiz com os seus parentes, o povo do Reino do Norte.

Deus disse: — Jeremias, não ore por este povo. Não peça, nem implore em favor deles; não insista comigo, porque eu não atenderei.

Será que você não vê o que eles andam fazendo nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém?

As crianças apanham lenha, os homens acendem o fogo, e as mulheres assam bolos para oferecer à deusa que é chamada de “Rainha do Céu”. Também derramam bebidas como oferta a outros deuses e fazem isso para me irritar e ferir.

Mas será que é a mim que eles estão ferindo? Eu afirmo que não! Eles estão ferindo a si mesmos e vão passar vergonha.

Assim eu, o SENHOR Deus, derramarei a minha ira e o meu furor sobre este lugar. Descarregarei o meu furor sobre as pessoas e os animais e até sobre as árvores e as plantações. E a minha ira será como um fogo que ninguém pode apagar.

— Alguns sacrifícios são completamente queimados sobre o altar, mas a carne de outros sacrifícios vocês têm o direito de comer. Porém eu, o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, digo que não me importo que vocês comam a carne toda.

Quando tirei do Egito os seus antepassados, não dei ordens a respeito do oferecimento de animais que são completamente queimados nem a respeito de outros tipos de sacrifícios.

Mas o que ordenei foi que me obedecessem, de modo que eu seria o Deus deles, e eles seriam o meu povo. Disse que vivessem sempre como eu tinha mandado, para que tudo corresse bem para eles.

Mas eles não me deram atenção, nem obedeceram. Pelo contrário, fizeram tudo o que o seu coração teimoso e mau queria. Assim, em vez de melhorarem, eles pioraram.

Desde o dia em que os seus antepassados saíram do Egito até hoje, tenho sempre mandado todos os meus servos, os profetas, a vocês.

Mas vocês não lhes deram atenção, nem obedeceram. Pelo contrário, continuaram teimosos e fizeram ainda pior do que os seus antepassados.

— Portanto, Jeremias, você dirá todas essas palavras, mas eles não vão dar atenção; você os chamará, mas eles não vão responder.

Você lhes dirá que eles são um povo que não obedece a mim, o SENHOR, o Deus deles. São um povo que não aceita ser corrigido. Não existe mais sinceridade; nem se fala mais nisso.

Deus disse ainda: “Chore, povo de Jerusalém. Corte os seus cabelos e jogue fora. Cante música triste no alto dos montes, pois eu, o SENHOR, estou irado e abandonei o meu povo.”

— O povo de Judá fez uma coisa que eu acho errada. Eles colocaram os seus ídolos, que eu detesto, no meu Templo e o mancharam. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Construíram um altar que foi chamado de Tofete, no vale de Ben-Hinom, e ali queimam os seus filhos e filhas como sacrifício. Eu não dei ordem para isso e nunca pensei nisso.

Portanto, certamente virá o tempo em que esse lugar não será mais chamado de Tofete nem de vale de Ben-Hinom, mas de “vale da Matança”. Vão enterrar gente em Tofete por não haver outro lugar.

Os mortos servirão de comida para as aves e para os animais selvagens, e não haverá ninguém para os espantar.

A terra ficará deserta. E eu acabarei com os gritos de alegria e de felicidade e com o barulho alegre das festas de casamento, tanto nas cidades de Judá como nas ruas de Jerusalém.

 

Jr 8

— Naquele tempo, serão tirados das sepulturas os ossos dos reis e das autoridades de Judá, e também os ossos dos sacerdotes, dos profetas e dos moradores de Jerusalém. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Os ossos serão espalhados debaixo da luz do sol, da lua e das estrelas, os quais aquelas pessoas amaram e serviram, os quais consultaram e adoraram. Não serão recolhidos, nem sepultados, mas ficarão na terra, como esterco.

E todos os que sobrarem dessa raça de gente ruim e que estiverem morando nos lugares por onde eu os espalhar vão querer morrer em vez de continuar vivendo. Eu, o SENHOR Todo-Poderoso, estou falando.

O SENHOR Deus me mandou dizer ao seu povo: — Quando alguém cai, será que não se levanta? Quando alguém erra o caminho, não torna a voltar?

Meu povo, por que é que vocês viram as costas para mim? Por que estão sempre se afastando de mim? Vocês se agarram aos seus erros e não querem voltar para mim.

Eu escutei com atenção, mas vocês não falaram a verdade. Ninguém ficou triste por causa da sua maldade; ninguém perguntou: “O que foi que eu fiz de errado?” Cada um continua seguindo o seu próprio caminho, como um cavalo que corre depressa para a batalha.

Até as rolas, garças e andorinhas sabem quando é tempo de voar para outras terras; as cegonhas sabem quando é tempo de voltar. Mas você, meu povo, não segue as leis que eu lhe dei.

— Como é que vocês têm a coragem de dizer: “Nós somos sábios, nós temos a Lei do SENHOR”? Mas vejam! Os mestres da Lei desonestos têm falsificado a Lei quando a copiam.

Os sábios serão envergonhados; ficarão confusos e atrapalhados. Eles rejeitaram as minhas palavras. Que sabedoria é essa que eles têm?

Por isso, darei as mulheres deles para outros homens e as suas terras, para novos donos. Porque todos, importantes ou humildes, procuram ganhar dinheiro desonestamente. Até os profetas e os sacerdotes— todos são desonestos.

Eles tratam dos ferimentos do meu povo como se fossem coisa sem importância. E dizem: “Vai tudo bem”, quando na verdade tudo vai mal.

Será que ficaram envergonhados por terem feito essas coisas que eu detesto? Não! Não ficaram envergonhados de jeito nenhum; eles nem sabem o que é sentir vergonha. Por isso, vão cair como outros têm caído; quando eu os castigar, eles vão ficar arrasados. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

— Eu, o SENHOR, gostaria de reunir o meu povo como o lavrador ajunta as suas colheitas. Mas eles são como parreiras sem uvas e como figueiras sem figos; até as suas folhas secaram. Por isso, eu deixei que os estrangeiros tomassem o país.

— Por que estamos aqui parados? — pergunta o povo de Deus. — Venham, vamos correr para as cidades cercadas de muralhas e morrer ali. O SENHOR, nosso Deus, nos condenou à morte. O SENHOR nos deu água envenenada para beber porque pecamos contra ele.

Esperamos a paz, porém não veio nada de bom; esperamos um tempo de descanso, mas o que veio foi o terror.

Os nossos inimigos já entraram na cidade de Dã; estamos ouvindo os seus cavalos bufando. Quando os cavalos deles rincham, a terra toda treme. Os inimigos vieram para destruir a nossa terra, e tudo o que ela tem, e também a nossa cidade e os seus moradores.

— Atenção! — diz o SENHOR. — Estou mandando cobras venenosas para o meio de vocês, serpentes que não podem ser dominadas e que vão mordê-los.

A minha tristeza não pode ser curada; o meu coração está doente.

Escutem! Estou ouvindo o meu povo gritar no país inteiro. Eles gritam: “Será que o SENHOR Deus não está mais em Sião? O Rei de Sião não está mais lá?” E o SENHOR, o Rei deles, responde: “Por que é que vocês me irritam com os seus ídolos e com os seus deuses estrangeiros, que não valem nada?”

Então o povo grita: “Acabou o verão, passou o tempo da colheita, mas nós não fomos salvos.”

O meu coração está ferido porque o meu povo está ferido. Choro, completamente desanimado.

Será que não há mais remédio em Gileade? Não há médico lá? Então por que o meu povo não foi curado?

 

Jr 9

Eu gostaria que a minha cabeça fosse como um poço de água e que os meus olhos fossem como uma fonte de lágrimas, para que eu pudesse chorar dia e noite pela minha gente que foi morta.

Eu gostaria de ter um lugar para ficar no deserto, onde pudesse estar longe do meu povo. Todos eles são adúlteros, são um bando de traidores.

Estão sempre prontos para contar mentiras. O que manda na terra é a desonestidade, e não a verdade. O SENHOR Deus diz: “O meu povo faz maldade em cima de maldade e não quer saber de mim.”

Cada um precisa estar prevenido contra o seu amigo, e ninguém pode confiar no próprio irmão porque todo irmão é tão falso como Jacó. Todos andam caluniando os seus amigos.

Todos eles enganam os seus conhecidos, e ninguém fala a verdade. Eles ensinaram a sua língua a mentir; pecam e não abandonam a sua vida de pecado.

Fazem uma violência atrás da outra e tapeação em cima de tapeação. Deus diz que este povo não quer aceitá-lo.

Por causa disso, o SENHOR Todo-Poderoso diz: “Vou purificar o meu povo como se faz com o metal; eu o farei passar por uma prova. O meu povo fez o mal— o que é que eu posso fazer com ele?

A sua língua é como uma flecha envenenada, e a sua boca fala mentiras. Cada um diz palavras amáveis ao seu vizinho, mas na verdade está preparando uma armadilha para ele.

Será que eu não devo castigá-los por causa dessas coisas? Não devo me vingar de uma nação como esta? Eu, o SENHOR, estou falando.”

Eu, Jeremias, disse: “Vou chorar por causa das montanhas, vou lamentar porque as pastagens estão secas, e ninguém passa por elas. Não se ouve mais o mugido do gado; as aves e os animais selvagens fugiram e foram embora.”

Deus disse: “Vou fazer Jerusalém virar um montão de pedras, um lugar onde moram lobos. E as cidades de Judá se transformarão num deserto onde ninguém mora.”

Eu perguntei: — Ó SENHOR Deus, por que a nossa terra está em ruínas? Por que está seca como um deserto, tão seca, que ninguém passa por ela? Quem é bastante inteligente para entender isso? Será que explicaste essas coisas a alguém, para que essa pessoa possa explicar aos outros?

E o SENHOR respondeu: — Isso aconteceu porque o meu povo abandonou os ensinamentos que eu lhe dei. Eles não me obedeceram, nem fizeram o que mandei.

Pelo contrário, foram teimosos e adoraram as imagens do deus Baal, como os pais deles ensinaram.

Agora, escute o que eu, o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, vou fazer. Darei ao meu povo plantas amargas para comer e água envenenada para beber.

Espalharei o meu povo pelo meio de nações que nem eles nem os seus antepassados sabiam que existiam. Mandarei exércitos contra o meu povo, até que seja completamente destruído.

O SENHOR Todo-Poderoso disse: “Atenção! Chamem mulheres que são pagas para chorar, mulheres que saibam cantar músicas tristes.”

O povo disse: “Que elas venham depressa e cantem uma canção triste para nós para que os nossos olhos se encham de lágrimas e fiquem molhados de tanto chorar!”

Ouçam o povo de Sião chorando e dizendo: “Estamos perdidos! Estamos muito envergonhados! As nossas casas foram derrubadas, e temos de deixar a nossa terra.”

Eu disse: “Mulheres, ouçam o que o SENHOR Deus disse e dêem atenção às suas palavras. Ensinem as suas filhas a chorar; ensinem as suas amigas a cantar canções tristes.

A morte subiu pelas nossas janelas e entrou nos nossos palácios. Acabou com as crianças nas ruas e com os moços nas praças dos mercados.

Os corpos dos mortos cairão, serão como esterco espalhado nos campos, como espigas cortadas e caídas das mãos dos que fazem a colheita, espigas que ninguém recolhe. Isso é o que Deus me mandou dizer.”

O SENHOR disse: — O sábio não deve se orgulhar da sua sabedoria, nem o forte, da sua força, nem o rico, da sua riqueza.

Se alguém quiser se orgulhar, que se orgulhe de me conhecer e de me entender; porque eu, o SENHOR, sou Deus de amor e faço o que é justo e direito no mundo. Estas são as coisas que me agradam. Eu, o SENHOR, estou falando.

(25-26) O SENHOR disse ainda: — Está chegando o tempo em que vou castigar o povo do Egito, de Judá, de Edom, de Amom, de Moabe e todos os que vivem no deserto e costumam cortar o cabelo bem curto. Todos esses povos são circuncidados, mas não têm guardado a aliança, que foi selada pela circuncisão. Todos esses povos e todo o povo de Israel não têm guardado a aliança que fizeram comigo.

 

Jr 10

Povo de Israel, escutem a mensagem de Deus, o SENHOR, para vocês!

Ele diz: “Não sigam os costumes de outras nações. Elas podem ficar espantadas quando aparecem coisas estranhas no céu, mas vocês não devem se assustar.

A religião dessa gente não vale nada. Cortam uma árvore na floresta, e um artista, com as suas ferramentas, faz um ídolo.

Então o enfeitam com prata e ouro e o firmam com pregos para que não caia aos pedaços.

Esses ídolos não podem falar: são como um espantalho numa plantação de pepinos. Eles têm de ser carregados porque não podem andar. Não tenham medo deles: não podem fazer mal, nem podem fazer bem.”

Ó SENHOR Deus, não há ninguém igual a ti. Tu és grande, e o teu nome é poderoso.

Quem não te respeitará, ó Rei de todas as nações? Tu mereces todo o respeito. Não há ninguém como tu entre todos os sábios das nações.

Todos os seus sábios são ignorantes e tolos. Será que os ídolos de madeira podem lhes ensinar alguma coisa?

Esses ídolos são folheados com prata da Espanha e com ouro de Ufaz; tudo é trabalho de artistas. Os seus vestidos são roxos e vermelhos, feitos por tecelões habilidosos.

Mas o SENHOR é o Deus verdadeiro; ele é o Deus vivo, o Rei eterno. Quando o SENHOR fica irado, a terra treme; as nações não podem suportar a sua ira.

Digam às nações que os deuses, que não fizeram a terra e o céu, serão destruídos. Eles desaparecerão completamente da terra.

Pelo seu poder, o SENHOR Deus fez a terra; com a sua sabedoria, ele criou o mundo e, com a sua inteligência, estendeu o céu como se fosse uma coberta.

Quando Deus dá ordem, as águas rugem no céu. Ele manda as nuvens subirem dos fins da terra. Ele faz o raio para a chuva e manda o vento sair dos seus depósitos.

Diante disso, todos os seres humanos são tolos e ignorantes. Todos os artistas ficam envergonhados com os ídolos que fazem, pois são deuses falsos, deuses que não têm vida.

Não valem nada; são uma tapeação. Serão destruídos quando o SENHOR vier castigá-los.

O Deus de Jacó não é assim; foi ele quem fez todas as coisas e escolheu Israel para ser o seu povo. O seu nome é SENHOR, o Todo-Poderoso.

Moradores de Jerusalém, a cidade está cercada pelos inimigos! Peguem as suas trouxas,

porque agora o SENHOR vai jogar vocês para fora desta terra a fim de que venham a ter juízo. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

O povo de Jerusalém grita: “Estamos gravemente feridos! As nossas feridas não querem sarar! E nós pensávamos que podíamos agüentar estas coisas!

As nossas barracas estão destruídas, e as cordas que as seguravam arrebentaram. Os nossos filhos partiram, foram todos embora. Não sobrou ninguém para armar as nossas barracas de novo, e não há ninguém para colocar as cortinas.”

Eu respondi: “As autoridades são tolas: não pedem que o SENHOR Deus as guie. Foi por isso que elas fracassaram, e o nosso povo foi espalhado.

Escutem! Acabam de chegar notícias! Há uma grande agitação num país do Norte. O seu exército vai fazer com que as cidades de Judá virem um deserto, um lugar onde vivem os lobos.”

Ó SENHOR Deus, eu sei que o ser humano não é dono do seu futuro; ninguém pode controlar o que acontece na sua vida.

Ó SENHOR, corrige o nosso povo, mas não sejas duro demais. Não nos castigues quando estiveres irado porque aí acabarias com toda a nossa gente.

Derrama a tua ira sobre as nações que não te adoram, sobre os povos que te rejeitam. Pois mataram a nós, os descendentes de Jacó, e arrasaram o nosso país.

 

Jr 11

O SENHOR Deus me disse:

— Preste atenção nas palavras desta aliança. Diga ao povo de Judá e aos moradores de Jerusalém

que eu, o SENHOR, o Deus de Israel, amaldiçoarei toda pessoa que não obedecer às palavras desta aliança.

Esta é a mesma aliança que fiz com os antepassados deles, quando os tirei do Egito, a terra que era para eles como uma fornalha acesa. Eu disse a eles o seguinte: “Se me obedecerem e fizerem tudo o que eu mandar, vocês serão o meu povo, e eu serei o Deus de vocês.

Assim cumprirei a promessa que fiz aos seus antepassados, a promessa de lhes dar a terra boa e rica que agora é de vocês.” Eu disse: — É verdade, ó SENHOR.

Então Deus continuou: — Vá até as cidades de Judá e pelas ruas de Jerusalém e anuncie ali esta minha mensagem. Diga aos israelitas que escutem as palavras da aliança e que as cumpram.

Quando tirei os antepassados deles do Egito, eu os avisei solenemente que obedecessem às minhas palavras e tenho continuado a avisar o povo até hoje.

Mas eles não ouviram, nem obedeceram. Pelo contrário, cada um continuou a ser teimoso e mau como sempre. Eu havia mandado que fossem fiéis à aliança, mas eles não quiseram obedecer. Por isso, eu os castiguei com todos os castigos que estão escritos na aliança.

O SENHOR Deus ainda me disse o seguinte: — O povo de Judá e os moradores de Jerusalém estão se revoltando contra mim.

Voltaram a cometer os mesmos pecados dos seus antepassados, que não quiseram fazer o que eu havia mandado, e andaram adorando outros deuses. O povo de Israel e o povo de Judá quebraram a aliança que eu fiz com os seus antepassados.

Por isso, eu, o SENHOR, aviso que vou fazer cair uma desgraça sobre eles, e eles não escaparão. E, quando gritarem pedindo socorro, eu não escutarei.

Aí o povo de Judá e os moradores de Jerusalém vão pedir socorro aos deuses a quem vivem oferecendo sacrifícios. Mas, quando a desgraça chegar, esses deuses não poderão salvá-los.

O povo de Judá tem tantos deuses quantas são as suas cidades; e, para oferecerem os vergonhosos sacrifícios ao deus Baal, os moradores de Jerusalém levantaram tantos altares quantas são as ruas da cidade.

Jeremias, não ore a mim por este povo, nem me peça nada em favor dele. Quando eles estiverem em dificuldades e me pedirem socorro, eu não ouvirei.

O SENHOR disse também: — O povo que eu amo está praticando o mal. Que direito eles têm de vir ao meu Templo? Será que estão pensando que podem afastar a desgraça, fazendo promessas e oferecendo sacrifícios de animais? E será que então vão ficar contentes?

Uma vez, eu os chamei de oliveira verde, carregada de belas azeitonas. Mas, agora, com um estrondo de trovão, vou pôr fogo nas suas folhas e quebrar os seus ramos.

— Eu, o SENHOR Todo-Poderoso, plantei Israel e Judá; mas, agora, eu os estou ameaçando com um desastre. Eles mesmos fizeram cair sobre si esse desastre porque fizeram o mal e me provocaram oferecendo sacrifícios a Baal.

O SENHOR Deus me contou as maldades que os meus inimigos estavam planejando contra mim.

Eu era como um cordeiro manso que é levado para ser morto. Não sabia que era contra mim que eles estavam planejando maldades. Eles diziam o seguinte: — Vamos derrubar a árvore enquanto ainda está forte. Vamos matar Jeremias para que nunca mais ninguém lembre dele.

Então eu orei assim: — Ó SENHOR Todo-Poderoso, tu és um juiz justo. Tu examinas os nossos pensamentos e os nossos sentimentos. Deixa que eu veja a tua vingança contra eles, pois coloquei a minha causa nas tuas mãos.

Os homens de Anatote queriam me ver morto. Disseram que, se continuasse a pregar em nome de Deus, eles me matariam.

Então o SENHOR Todo-Poderoso disse a respeito deles: — Eu os castigarei. Os seus moços serão mortos na guerra, e os seus filhos e filhas morrerão de fome.

Não sobrará nenhum deles quando chegar a desgraça que eu vou mandar cair sobre o povo de Anatote.

 

Jr 12

— Ó SENHOR Deus, se eu discutisse esse meu caso contigo, tu provarias que estás com a razão. Mas eu preciso te fazer algumas perguntas sobre a tua justiça. Por que os maus ficam ricos? Por que os desonestos conseguem sucesso?

Tu os plantas, e as suas raízes se firmam; eles crescem e produzem fruto. Vivem sempre falando bem de ti, mas na verdade não se importam contigo.

Mas tu, ó SENHOR, me conheces; tu vês o que estou fazendo e sabes como te amo. Ó SENHOR, arrasta essa gente como ovelhas para o matadouro; separa-os para o dia da matança.

Por quanto tempo a nossa terra ficará seca? Até quando o capim murchará em todos os pastos? Os animais e as aves estão morrendo por causa da maldade dos moradores da terra, que dizem: “Deus não vê o que estamos fazendo.”

Deus respondeu: — Jeremias, se você se cansa apostando corrida com os homens, como é que vai correr mais do que os cavalos? Se você não se sente seguro numa terra de paz, como é que vai conseguir viver nas matas do rio Jordão?

Até os seus irmãos, gente da sua própria família, são traidores. Todos eles criticam você pelas costas. Não confie neles, ainda que venham com conversa de amigo.

O SENHOR disse: “Abandonei o meu povo e rejeitei a nação que escolhi. Entreguei o povo que eu amo na mão dos seus inimigos.

O meu povo escolhido virou contra mim como um leão na floresta. Eles gritaram contra mim, e por isso eu os detesto.

O meu povo escolhido é como um pássaro atacado de todos os lados por gaviões. Venham, animais selvagens, venham tomar parte na festa!

Muitos governadores estrangeiros destruíram a minha plantação de uvas, pisaram os meus campos e fizeram da minha linda terra um deserto.

Arrasaram a terra, e ela está abandonada diante de mim. A terra toda virou um deserto, mas ninguém se importa.

Em todos os morros do deserto, apareceram homens para assaltar os outros. Eu mandei a guerra para destruir o país inteiro; ninguém pode viver em paz.

O meu povo plantou trigo e colheu espinhos; trabalhou muito, porém não ganhou nada. Por causa do fogo da minha ira, as suas colheitas fracassaram.”

O SENHOR Deus disse: — Agora, vou falar sobre os vizinhos maus de Israel que arruinaram a terra que eu dei ao meu povo. Levarei essa gente para longe das suas terras, como se fossem plantas arrancadas. E tirarei o povo de Judá do meio deles.

Mas, depois de levá-los para longe, terei pena deles e trarei cada nação de volta para a sua terra, para o seu país.

Eu quero que eles aceitem de todo o coração a religião do meu povo. Quero que aprendam a dizer: “Juro pelo SENHOR, o Deus vivo” — assim como no passado eles ensinaram o meu povo a jurar pelo deus Baal. Se fizerem isso, eles também farão parte do meu povo e terão sucesso.

Mas eu arrancarei pelas raízes e destruirei completamente qualquer nação que não quiser obedecer. Eu, o SENHOR, falei.

 

Jr 13

O SENHOR Deus me mandou comprar uma roupa de baixo, isto é, um calção novo, e vesti-lo. Mas disse que eu não o lavasse antes.

Eu fiz o que o SENHOR mandou: comprei o calção e vesti.

Aí o SENHOR falou comigo outra vez. Ele disse:

— Vá até o rio Eufrates e esconda o calção num buraco na rocha.

Eu fui e o escondi perto do rio Eufrates, como o SENHOR havia mandado.

Algum tempo depois, o SENHOR me disse que voltasse ao rio e apanhasse o calção que ele me havia mandado esconder ali.

Voltei lá, procurei e achei o lugar onde o havia escondido. Mas o calção tinha apodrecido e não prestava mais.

Então o SENHOR me falou de novo. Ele disse:

— É assim que eu vou destruir o orgulho do povo de Judá e o grande orgulho de Jerusalém.

Esse povo mau não quer ouvir o que eu digo e sempre foi teimoso. Eles adoram e seguem outros deuses. Por isso, vão ficar como essa roupa, que não presta mais para nada.

E, assim como o calção fica bem justo na cintura, eu gostaria que todo o povo de Israel e de Judá ficasse bem perto de mim. Eu queria que eles fossem o meu povo para darem louvor e glória ao meu nome; mas eles não quiseram me obedecer.

Deus me disse: — Jeremias, fale ao povo de Israel que eu, o SENHOR, estou dizendo: Toda jarra de vinho deve ficar bem cheia. Eles vão dizer que sabem muito bem que toda jarra de vinho deve ficar bem cheia.

Diga-lhes então que eu, o SENHOR, vou encher de vinho o povo desta terra até que todos fiquem bêbados: os reis, que são descendentes de Davi, os sacerdotes, os profetas e todo o povo de Jerusalém.

Então quebrarei todos, tanto os velhos quanto os jovens, como se quebram os jarros que são jogados uns contra os outros. Destruirei essa gente sem dó, sem piedade e sem misericórdia.

Povo de Israel, é Deus quem está falando. Sejam humildes e prestem atenção.

Confessem os seus pecados ao SENHOR, seu Deus, antes que ele faça vir a escuridão, e, no escuro, vocês tropecem nas montanhas. Vocês esperam a luz, mas ele a mudará em sombras escuras, ele a transformará em profunda escuridão.

Se vocês não prestarem atenção, eu chorarei em segredo por causa do seu orgulho. Chorarei amargamente, derramarei lágrimas porque o povo de Deus foi levado como prisioneiro.

Deus me disse mais isto: — Diga ao rei e à mãe do rei que desçam dos seus tronos porque as suas lindas coroas caíram da sua cabeça.

As cidades da região sul estão cercadas pelos inimigos, e ninguém pode chegar lá. Todo o povo de Judá foi levado prisioneiro, foram todos levados para fora do país.

— Olhe, povo de Jerusalém! Os inimigos vêm vindo do Norte! Onde estão as pessoas que foram entregues para que vocês cuidassem delas? Onde está o povo que é o seu lindo rebanho?

O que é que vocês vão dizer quando aqueles que vocês pensavam que eram seus amigos forem colocados acima de vocês, como seus governadores? Vocês vão sentir dores como a mulher que está dando à luz.

Jerusalém, você pode perguntar a você mesma: “Por que aconteceu isso comigo? Por que arrancaram as minhas roupas? Por que abusaram de mim?” Então fique sabendo que é porque os seus pecados são muitos.

— Por acaso, um homem preto pode mudar a cor da sua pele ou um leopardo tirar as suas manchas? Se isso fosse possível, vocês, que só sabem fazer o mal, também poderiam aprender a fazer o bem.

Deus os espalhará como a palha que voa quando sopra o vento do deserto.

O SENHOR Deus disse que esta será a recompensa de vocês; é isso que vão receber porque vocês o esqueceram e confiaram em falsos deuses.

Deus mesmo arrancará as roupas de vocês e os fará passar vergonha.

Deus tem visto vocês fazendo coisas que ele detesta. Como um homem que anda atrás da mulher do seu vizinho, como um cavalo que procura a égua, assim vocês vão atrás de deuses pagãos nas montanhas e nos campos. O povo de Jerusalém está condenado! Quando é que vocês vão se purificar?

 

Jr 14

O SENHOR Deus me disse o seguinte a respeito da seca:

“O povo de Judá está de luto, chorando. As suas cidades estão morrendo, o povo está abatido, jogado no chão, e Jerusalém grita pedindo socorro.

Os ricos mandam os empregados buscar água. Eles vão até os poços, porém não encontram água e voltam com os potes vazios. Então cobrem a cabeça, desanimados e atrapalhados.

Os lavradores também cobrem a cabeça, desesperados porque não chove, e a terra está seca.

No campo, as veadas abandonam as suas crias, pois não há capim.

Os jumentos selvagens ficam parados no alto dos morros e, com falta de ar, respiram como os lobos. Eles não enxergam bem por falta de pasto.”

O meu povo disse: “Ó SENHOR Deus, os nossos pecados nos acusam, mas pedimos que nos ajudes, como prometeste. Muitas vezes, nos afastamos de ti e contra ti temos pecado.

Tu és a única esperança do povo de Israel, tu és aquele que nos salva quando estamos em dificuldades. Por que é que tens de ser como um estrangeiro em nossa terra ou como um viajante que só pousa uma noite?

Por que é que tens de ser como um homem apanhado de surpresa, como um soldado que não tem força para defender os outros? Mas tu, ó SENHOR, estás entre nós, e nós somos o teu povo. Não nos abandones!”

O SENHOR Deus disse o seguinte a respeito desse povo: — Eles gostam de andar por aí e não sabem se controlar. Por isso, não estou satisfeito com eles. Eu lembrarei das maldades que fizeram e os castigarei por causa dos seus pecados.

Aí o SENHOR me disse: — Não me peça para ajudar esse povo.

Mesmo que jejuem e orem, eu não os ouvirei. Não os aceitarei, mesmo que me ofereçam animais em sacrifício e me tragam ofertas de cereais. Pelo contrário, eu os matarei na guerra e também por meio de fome e de doenças.

Então eu disse: — Ó SENHOR, meu Deus, tu sabes que alguns profetas estão dizendo ao povo que não vai haver guerra nem fome. Eles afirmam que prometeste que em nossa terra só haverá paz.

Mas o SENHOR respondeu: — Esses profetas estão profetizando mentiras em meu nome. Eu não os enviei, nem lhes dei ordens e nunca lhes disse nada. As suas visões são mentiras, e as suas adivinhações não valem nada; eles inventam profecias só para enganar.

Eu, o SENHOR, digo a você o que vou fazer com esses profetas que não enviei e que profetizam em meu nome, dizendo que não haverá guerra nem fome neste país. Eu os matarei na guerra e de fome.

As pessoas a quem eles disseram essas coisas também serão mortas na guerra e de fome. Os corpos delas serão jogados nas ruas de Jerusalém, e não haverá ninguém para sepultá-los. Isso acontecerá com todos eles— com as suas esposas, os seus filhos e as suas filhas. Eles pagarão pelas suas maldades.

Deus me mandou contar ao povo a minha tristeza e dizer: “Que os meus olhos derramem lágrimas dia e noite e que nunca parem de chorar, porque o meu pobre povo está muito machucado, está gravemente ferido.

Quando vou ao campo, vejo os corpos dos homens mortos na guerra; quando entro nas cidades, vejo pessoas morrendo de fome. Os profetas e os sacerdotes continuam o seu trabalho, porém não sabem o que estão fazendo.”

“Ó SENHOR Deus, será que rejeitaste completamente o povo de Judá? Será que detestas o povo de Sião? Por que nos feriste tanto, que não podemos ser curados? Nós esperamos a paz, mas nada de bom aconteceu; pensamos que íamos ser curados, mas o que veio foi o terror.

Ó SENHOR, confessamos o nosso pecado e o pecado dos nossos antepassados; de fato, pecamos contra ti.

Lembra das tuas promessas e não nos desprezes. Não deixes que seja humilhada a cidade de Jerusalém, o lugar do teu trono glorioso. Lembra da aliança que fizeste com o teu povo e não desistas dele.

Nenhum dos ídolos das nações pode fazer chover, nem o céu pode fazer cair chuva. Pusemos a nossa esperança em ti, ó SENHOR, nosso Deus, pois tu és aquele que faz todas estas coisas.”

 

Jr 15

Então o SENHOR Deus me disse: — Mesmo que Moisés e Samuel estivessem aqui implorando, eu não teria dó deste povo. Mande essa gente embora. Que sumam da minha frente!

Quando perguntarem para onde devem ir, responda que eu disse isto: “Alguns estão condenados a morrer de doença— assim será! Outros estão condenados a morrer na guerra— assim será! Alguns estão condenados a morrer de fome— assim será! Outros estão condenados a ser levados como prisioneiros— assim será!”

— Eu, o SENHOR, resolvi que vão acontecer estas quatro coisas horríveis: eles morrerão na guerra, os cães arrastarão os seus corpos, as aves os comerão, e os animais selvagens devorarão as sobras.

Farei com que todos os povos do mundo olhem para eles com horror por causa daquilo que Manassés, filho de Ezequias, fez em Jerusalém quando era rei de Judá.

Deus diz: “Quem terá dó de vocês, moradores de Jerusalém? Quem vai se preocupar com vocês? Quem vai parar um pouco para perguntar como vocês estão passando?

Vocês me rejeitaram e viraram as costas para mim. Aí levantei a mão e esmaguei vocês porque estava cansado de perdoar. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

“Em todas as cidades desta terra, eu os joguei contra o vento como se faz com o trigo para separá-lo da palha. Eu destruí vocês, o meu povo, e matei os seus filhos porque vocês não abandonaram os seus maus caminhos.

Fiz com que houvesse entre vocês mais viúvas do que os grãos de areia da praia do mar. Matei os seus filhos na flor da idade e fiz as mães deles sofrerem. De repente, fiz cair sobre eles aflição e terror.

A mãe que perdeu os seus sete filhos desmaiou, respirando com dificuldade. Para ela, o dia virou noite; ela se sente infeliz e vive desesperada. Vou deixar que os inimigos matem todos vocês que ainda estão vivos. Eu, o SENHOR, estou falando.”

Eu disse: — Como é dura a minha vida! Por que a minha mãe me pôs no mundo? Eu tenho de discutir e brigar com toda a gente desta terra. Não emprestei dinheiro, nem tomei emprestado, e mesmo assim todos me amaldiçoam.

Ó SENHOR Deus, se eu não te servi bem e se não te pedi em favor dos meus inimigos quando estavam passando dificuldades e aflições, então que as maldições deles se cumpram.

Ninguém pode quebrar o ferro, especialmente o ferro do Norte, que é misturado com bronze.

Deus me disse: — Jeremias, vou mandar que os inimigos carreguem as riquezas e os tesouros do meu povo como castigo pelos pecados cometidos em toda esta terra.

Farei com que sejam escravos dos seus inimigos, numa terra que não conhecem, pois a minha ira é como um fogo que ficará sempre queimando.

Então eu respondi: — Ó SENHOR, tu és que sabes. Lembra de mim e ajuda-me. Vinga-me daqueles que me perseguem. Não tenhas paciência com os meus inimigos para que eles não me matem. Lembra que é por causa de ti que eles me insultam.

Tu falaste comigo, e eu prestei atenção em cada palavra. Ó SENHOR, Deus Todo-Poderoso, eu sou teu, e por isso as tuas palavras encheram o meu coração de alegria e de felicidade.

Não tenho gasto o meu tempo rindo e gozando a vida junto com outras pessoas. Por causa do trabalho pesado que me deste, fiquei sozinho e muito indignado.

Por que continuo a sofrer? Por que as minhas feridas doem sem parar? Por que elas não saram? Será que não posso confiar em ti? Será que és como um riacho que seca no verão?

O SENHOR respondeu: — Se você voltar, eu o receberei de volta, e você será meu servo de novo. Se você disser coisas que se aproveitem e não palavras inúteis, você será de novo meu profeta. O povo voltará para você, mas você não deve voltar para eles.

Farei com que você seja para este povo como um forte muro de bronze. Eles lutarão contra você, mas não conseguirão derrotá-lo, pois eu estarei com você para protegê-lo e salvá-lo.

Eu o livrarei das mãos dos perversos e o libertarei do poder dos violentos. Eu, o SENHOR, falei.

 

Jr 16

O SENHOR Deus falou comigo novamente. Ele disse:

— Não case, nem tenha filhos neste lugar.

Eu vou lhe dizer o que acontecerá com os filhos e as filhas que nascerem aqui, e também com as mães que os tiverem e com os pais que os gerarem.

Eles morrerão de doenças horríveis. Ninguém chorará a morte deles, e não serão sepultados. Ficarão espalhados pelo chão como esterco. Serão mortos na guerra ou então morrerão de fome, e os seus corpos serão comidos pelas aves e pelos animais selvagens.

— Não entre numa casa onde tenha gente chorando. Não fique triste, nem chore por causa de ninguém. Pois eu não abençoarei mais esse povo com a minha paz; não os amarei mais, nem terei pena deles. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Tanto os ricos como os pobres morrerão nesta terra, mas ninguém vai sepultá-los, nem chorar por eles. Ninguém se cortará, nem rapará a cabeça em sinal de tristeza.

Ninguém comerá, nem beberá junto com uma pessoa para a consolar pela morte de um querido. Ninguém mostrará simpatia, nem mesmo por uma pessoa que tenha perdido o seu pai ou a sua mãe.

— Também não entre numa casa em que haja festa. Não se sente, e não coma, nem beba com eles.

Escute aquilo que eu, o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, estou dizendo. Vou acabar com os gritos de alegria e de felicidade e com o barulho alegre das festas de casamento. E vocês verão tudo isso acontecer neste lugar.

— Quando você anunciar essas coisas, eles vão perguntar por que foi que resolvi castigá-los tanto assim. Eles vão perguntar: “De que crime somos culpados e que pecado cometemos contra o SENHOR, nosso Deus?”

Então você dirá que a resposta do SENHOR é esta: “Os seus antepassados me abandonaram, e foram atrás de outros deuses, e os serviram, e adoraram. Eles me deixaram e não obedeceram aos meus ensinamentos.

Mas vocês fizeram pior do que os seus antepassados. Todos vocês são teimosos e maus e não querem me obedecer.

Por isso, eu os expulsarei desta terra e os jogarei numa terra que nem vocês nem os seus antepassados conheceram. Ali vocês adorarão outros deuses dia e noite, pois eu não serei bondoso para vocês.”

O SENHOR Deus diz: — Está chegando o tempo em que ninguém mais jurará por mim como o Deus vivo que tirou do Egito o povo de Israel.

Mas jurarão por mim como o Deus vivo que trouxe o povo de Israel do país do Norte e de todos os outros países por onde eu os havia espalhado. Vou trazê-los de volta para a sua própria terra, para a terra que dei aos seus antepassados. Eu, o SENHOR, estou falando.

O SENHOR Deus diz: — Mandarei vir muitos pescadores para pescarem essa gente. Depois, mandarei vir muitos caçadores para os caçarem em todas as montanhas e lugares altos e até nos buracos das rochas. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Eu vejo tudo o que eles estão fazendo. Nada fica escondido de mim, e os pecados deles não escapam da minha vista.

Vou fazer com que paguem em dobro pela sua maldade e pelo seu pecado. Eles profanaram a minha terra com ídolos que são tão mortos como os defuntos; eles encheram a minha terra com os seus falsos deuses.

Eu disse: — Ó SENHOR Deus, tu me proteges e me dás força; tu me ajudas na hora do sofrimento. Dos fins da terra, as nações irão a ti e dirão: “Os nossos antepassados só tinham falsos deuses, tinham somente deuses inúteis.

Será que o ser humano pode fazer os seus próprios deuses? Não! Porque não seriam deuses de verdade.”

O SENHOR disse: — Por isso, farei com que eles conheçam a minha força e o meu poder uma vez para sempre. E eles saberão que o meu nome é SENHOR.

 

Jr 17

O SENHOR Deus disse: — Povo de Judá, o seu pecado está escrito com ferro pontudo; está gravado com uma ponta de diamante no seu coração e nos cantos dos seus altares.

Os seus filhos lembram dos altares e dos postes-ídolos que foram levantados para a deusa Aserá, perto das árvores verdes, no alto dos morros

e nas montanhas que estão no interior do país. Farei com que os inimigos de vocês levem embora todas as suas riquezas e tesouros por causa dos pecados que vocês cometeram em toda esta terra.

Vocês terão de abandonar a terra que lhes dei. E farei com que vocês sejam escravos dos seus inimigos numa terra que não conhecem, pois a minha ira é como um fogo e queimará para sempre.

O SENHOR Deus diz: “Eu amaldiçoarei aquele que se afasta de mim, que confia nos outros, que confia na força de fracos seres humanos.

Ele é como uma planta do deserto que cresce na terra seca, no chão salgado, onde não cresce mais nada. Nada de bom acontece com ele.

“Mas eu abençoarei aquele que confia em mim, aquele que tem fé em mim, o SENHOR.

Ele é como a árvore plantada perto da água, que espalha as suas raízes até o ribeirão. Quando vem o calor, ela não tem medo, pois as suas folhas ficam sempre verdes. Quando não chove, ela não se preocupa; continua dando frutas.

“Quem pode entender o coração humano? Não há nada que engane tanto como ele; está doente demais para ser curado.

Eu, o SENHOR, examino os pensamentos e ponho à prova os corações. Eu trato cada pessoa conforme a sua maneira de viver, de acordo com o que ela faz.”

O homem que ganha dinheiro desonestamente é como a ave que choca ovos que não botou; durante a sua vida, ele perde as suas riquezas e no fim não passa de um tolo.

O nosso Templo é como um trono glorioso; desde o princípio, ele está num alto monte.

Ó SENHOR Deus, tu és a esperança do povo de Israel; todos os que te abandonam serão humilhados. Desaparecerão como nomes escritos na areia porque abandonaram a ti, o SENHOR, a fonte de água fresca.

Ó SENHOR, cura-me, e ficarei curado; salva-me, e serei salvo, pois eu canto louvores a ti.

Os outros me dizem: “Onde estão as ameaças que o SENHOR nos fez? Que elas se cumpram agora!”

Mas, Senhor, eu nunca pedi que fizesses a desgraça cair sobre eles, nem pedi que passassem por tempos difíceis. Ó Deus, tu sabes disso; tu sabes o que eu disse.

Não sejas para mim um motivo de terror; tu és para mim um lugar seguro no dia da desgraça.

Que sejam humilhados os que me perseguem, mas eu não! Que eles fiquem cheios de terror, mas eu não! Manda que a desgraça caia sobre eles; acaba com eles completamente.

O SENHOR Deus me disse: — Jeremias, vá e fique no Portão do Povo, por onde os reis de Judá entram e saem da cidade; depois, vá a todos os outros portões de Jerusalém.

Diga a todos que escutem as minhas palavras; diga isso aos reis, a todo o povo de Judá e a todos os moradores de Jerusalém que entram por esses portões.

Diga que, se eles querem continuar a viver, não carreguem nenhuma carga no sábado. Que nesse dia não tragam nada para dentro dos portões de Jerusalém,

nem carreguem nada para fora das suas casas. Diga que não trabalhem no sábado. O sábado deve ser guardado como dia sagrado, conforme mandei aos seus antepassados.

Eles não me ouviram, nem me deram atenção. Pelo contrário, foram teimosos; não quiseram me obedecer, nem aprender.

— Diga a esse povo que me obedeça de todo o coração. Que no sábado não carreguem nenhuma carga para dentro dos portões desta cidade! Diga que guardem o sábado como dia sagrado e não façam nenhum trabalho nesse dia.

Então, sim, os seus reis e príncipes entrarão pelos portões de Jerusalém e terão o mesmo poder real que Davi teve. Eles andarão em carros e montarão cavalos, junto com o povo de Judá e de Jerusalém; e na cidade de Jerusalém sempre morará gente.

Eles virão das cidades de Judá e dos povoados em volta de Jerusalém, e também do território de Benjamim, das planícies, das montanhas e da região sul. Eles trarão ao meu Templo ofertas a serem queimadas e sacrifícios, ofertas de cereais e incenso e ofertas de gratidão.

Mas, se não me obedecerem, e não guardarem o sábado como dia sagrado, e se nesse dia carregarem cargas para dentro dos portões da cidade, então eu porei fogo nesses portões. O fogo destruirá os palácios de Jerusalém, e ninguém poderá apagá-lo.

 

Jr 18

O SENHOR Deus me disse:

— Desça até a casa onde fazem potes de barro, e lá eu lhe darei a minha mensagem.

Então eu fui e encontrei o oleiro trabalhando com o barro sobre a roda de madeira.

Quando o pote que o oleiro estava fazendo não ficava bom, ele pegava o barro e fazia outro, conforme queria.

Aí o SENHOR me disse:

— Será que eu não posso fazer com o povo de Israel o mesmo que o oleiro faz com o barro? Vocês estão nas minhas mãos assim como o barro está nas mãos do oleiro. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Em qualquer momento, posso dizer que vou arrancar, derrubar ou destruir qualquer nação ou reino.

Mas, se essa nação ou esse reino abandonar a sua maldade, então eu mudarei de idéia a respeito daquilo que tinha prometido fazer.

Mas eu também posso dizer que vou fundar ou construir qualquer nação ou reino.

Mas, se essa nação fizer o que é mau e não me obedecer, então eu mudarei de idéia a respeito daquilo que tinha prometido fazer.

Portanto, Jeremias, diga ao povo de Judá e aos moradores de Jerusalém que estou fazendo planos contra eles e me preparando para castigá-los. Diga que deixem de fazer o que é mau e que melhorem a sua maneira de viver e de agir.

Eles vão responder: “Não adianta; nós vamos seguir os nossos planos. Todos nós vamos agir de acordo com a teimosia e a maldade do nosso coração.”

“Portanto, eu, o SENHOR, digo: Perguntem a todas as nações se, por acaso, já houve alguma coisa igual. O povo de Israel fez uma coisa horrível!

Será que alguma vez deixou de haver neve nas altas rochas dos montes Líbanos? Por acaso, secam as suas águas frias que correm montanha abaixo?

Mas o meu povo tem esquecido de mim e queima incenso aos ídolos. No caminho em que deviam andar, eles tropeçam. Não seguem os caminhos antigos, mas vão por atalhos que não estão marcados.

Eles fizeram desta terra uma coisa horrorosa, que será desprezada para sempre. Todos os que passarem ficarão espantados e balançarão a cabeça.

Eu espalharei o meu povo diante dos inimigos, como o pó que é soprado pelo vento leste. Virarei as costas para eles e não os ajudarei quando a desgraça chegar.”

Aí o povo disse: — Vamos dar um jeito de nos livrarmos de Jeremias! Pois sempre haverá sacerdotes para nos ensinar, sábios para nos dar conselhos e profetas para anunciar a mensagem de Deus. Vamos fazer acusações contra ele e deixar de ouvir o que ele diz.

Então eu orei assim: — Ó SENHOR Deus, ouve-me e escuta o que os meus inimigos estão dizendo contra mim.

Por acaso, é com o mal que se paga o bem? No entanto, eles cavaram um buraco para que eu caia nele. Lembra que fui falar contigo em favor deles, pedindo que não fizesses nada contra eles enquanto estavas irado.

Mas, agora, ó Deus, deixa que os filhos deles morram de fome ou que sejam mortos na guerra. Que as mulheres percam os seus maridos e filhos, que os homens morram de doenças, e que os moços sejam mortos na guerra!

Manda que uma quadrilha ataque de surpresa as suas casas e que eles gritem de medo. Pois cavaram um buraco para eu cair nele e armaram armadilhas para me pegar.

Mas tu, ó SENHOR, conheces todos os planos que eles fizeram para me matar. Não perdoes a maldade deles; não apagues o seu pecado. Joga-os no chão, derrotados. Trata-os assim enquanto estás irado.

 

Jr 19

O SENHOR Deus me disse que fosse comprar um pote de barro. Disse que levasse comigo algumas autoridades do povo e alguns sacerdotes mais velhos

e fosse ao vale de Ben-Hinom, na entrada do Portão dos Cacos. Ali eu devia anunciar em voz bem alta a mensagem que ele ia me dar.

Deus me mandou dizer o seguinte: — Reis de Judá e povo de Jerusalém, escutem o que eu, o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, vou dizer. Vou fazer cair sobre este lugar uma desgraça tão grande, que todos os que ouvirem falar dela ficarão horrorizados.

Vou fazer isso porque o meu povo me abandonou e profanou este lugar, queimando aqui incenso a outros deuses. Mas nem esse povo, nem os seus antepassados, nem os reis de Judá sabiam nada a respeito desses deuses. Essa gente encheu este lugar com o sangue de pessoas inocentes

e construiu altares para o deus Baal, a fim de queimar os seus filhos no fogo, como sacrifício. Eu não dei ordem para isso, não falei disso e nunca pensei nisso.

Por isso, eu, o SENHOR, digo que chegará o tempo em que este lugar não se chamará mais Tofete nem vale de Ben-Hinom e sim “vale da Matança”.

Neste lugar, destruirei todos os planos do povo de Judá e de Jerusalém. Deixarei que os inimigos os derrotem e os matem na batalha. Darei os corpos deles como alimento para as aves e as feras.

Destruirei esta cidade de modo tão terrível, que cada um que passar por ela ficará espantado e horrorizado ao ver tudo o que aconteceu.

Os inimigos cercarão a cidade e procurarão matar os seus moradores. O cerco será tão terrível, que a gente que vive em Jerusalém comerá a carne dos seus filhos e filhas e devorará os seus próprios vizinhos.

Então o SENHOR me mandou quebrar o pote na frente dos homens que haviam ido comigo.

E mandou dizer-lhes que o SENHOR Todo-Poderoso tinha dito o seguinte: — Como se quebra um pote, e ele não pode mais ser consertado, assim eu quebrarei este povo e esta cidade. Os seus mortos terão de ser enterrados até mesmo em Tofete, pois não haverá outro lugar para enterrá-los.

Tratarei esta cidade e os seus moradores assim: farei com que ela fique como o vale de Tofete. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

As casas de Jerusalém e as casas dos reis de Judá ficarão imundas como o vale de Tofete. Também ficarão imundas todas as casas onde queimaram incenso no terraço para adorar as estrelas e onde derramaram bebidas como oferta a outros deuses.

Então voltei de Tofete, onde o SENHOR me havia mandado anunciar a sua mensagem. Fui ao pátio do Templo, fiquei de pé ali e falei a todo o povo

que o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, tinha dito o seguinte: — Vocês são teimosos e não querem ouvir o que eu digo; por isso, farei cair sobre esta cidade e sobre todos os povoados vizinhos toda a desgraça que prometi.

 

Jr 20

Pasur, filho de Imer, era sacerdote e chefe dos serviços do Templo. Ele me ouviu dizer essas coisas

e por isso mandou que eu fosse surrado e preso com correntes no Portão de Benjamim, o portão de cima que dá para o Templo.

Na manhã seguinte, depois que Pasur me soltou das correntes, eu disse: — O SENHOR Deus mudou o seu nome de “Pasur” para “Terror-por-todos-os-lados”.

O SENHOR mesmo disse: “Pasur, eu farei com que você seja um terror para você mesmo e para todos os seus amigos. Todos eles serão mortos pelas espadas dos inimigos deles, e você vai ver isso. Todo o povo de Judá será dominado pelo rei da Babilônia. Ele vai levar alguns para a Babilônia como prisioneiros e mandará matar outros.

Deixarei que os inimigos levem embora toda a riqueza desta cidade. Eles pegarão todas as coisas de valor e os tesouros dos reis de Judá e carregarão tudo para a Babilônia.

E você, Pasur, com toda a sua família, será preso e também será levado para lá. Ali você morrerá e será sepultado junto com todos os seus amigos, a quem você anunciou tantas mentiras.”

Ó SENHOR Deus, tu me enganaste, e eu fiquei enganado. Tu és mais forte do que eu e me dominaste. Todos zombam de mim, caçoando o dia inteiro.

Cada vez que falo, tenho de gritar e anunciar: “Violência! Destruição!” Ó SENHOR, eles me desprezam e zombam de mim o tempo todo porque anuncio a tua mensagem.

Mas, quando penso: “Vou esquecer o SENHOR e não falarei mais em seu nome”, então a tua mensagem fica presa dentro de mim e queima como fogo no meu coração. Estou cansado de guardá-la e não posso mais agüentar.

Ouço as multidões cochichando: “Há terror-por-todos-os-lados.” E dizem: “Acusem Jeremias! Vamos denunciá-lo!” Até os meus amigos íntimos esperam que eu tropece. Eles dizem: “Talvez ele caia numa armadilha; então nós o pegaremos e nos vingaremos.”

Mas tu, ó SENHOR, estás comigo e és forte e poderoso. Os que me perseguem tropeçarão e nunca vencerão. Eles ficarão muito envergonhados por causa do seu fracasso. A desgraça deles não acabará e nunca será esquecida.

Assim, ó SENHOR Todo-Poderoso, com justiça tu nos pões à prova, pois sabes o que está na nossa mente e no nosso coração. Deixa que eu veja a tua vingança contra os meus inimigos, pois coloquei a minha causa nas tuas mãos.

Cantem ao SENHOR Deus, louvem o SENHOR porque ele livra os pobres do poder dos maus.

Maldito seja o dia em que eu nasci! Esqueçam o dia em que a minha mãe me deu à luz!

Maldito seja o homem que alegrou o meu pai quando lhe deu esta notícia: “É menino! Você tem um filho!”

Que esse homem seja como as cidades que o SENHOR Deus destruiu sem dó! Que ele ouça gemidos de dor pela manhã e gritos de batalha ao meio-dia,

porque não me matou antes de eu nascer! Pois assim a barriga da minha mãe teria sido a minha sepultura, e eu nunca teria nascido.

Por que nasci? Será que foi só para ter tristeza e dor e acabar a minha vida na desgraça?

 

Jr 21

O rei Zedequias, de Judá, mandou que Pasur, filho de Malquias, fosse junto com o sacerdote Sofonias, filho de Maaséias, e me fizesse o seguinte pedido:

— Jeremias, peça a Deus, o SENHOR, que nos ajude, pois o rei Nabucodonosor, da Babilônia, está fazendo guerra contra nós. Pode ser que o SENHOR faça um milagre em nosso benefício e obrigue Nabucodonosor a se retirar.

Então o SENHOR falou comigo, e eu disse

que levassem a Zedequias a seguinte resposta do SENHOR, o Deus de Israel: — Quem vai bater em retirada são os soldados que Zedequias está pondo para guerrear contra o rei da Babilônia e o seu exército que está do lado de fora das muralhas de Jerusalém. Eu amontoarei as armas deles no centro da cidade.

Eu mesmo lutarei contra vocês com toda a minha força, ira e raiva e com o meu grande furor.

Nesta cidade, matarei tudo o que tem vida; tanto as pessoas como os animais morrerão de uma doença horrível.

O rei Zedequias, os seus oficiais e as outras pessoas que não morrerem por causa da guerra, da fome e da doença— todos estes eu deixarei que sejam presos pelo rei Nabucodonosor e pelos outros inimigos que querem matá-los. Nabucodonosor mandará matá-los; ele não terá dó nem piedade de nenhum deles. Eu, o SENHOR, estou falando.

Em seguida, Deus mandou que eu dissesse ao povo: — Escutem! Eu, o SENHOR, deixo que vocês escolham entre o caminho da vida e o caminho da morte.

Quem ficar nesta cidade será morto na batalha, pela fome ou pela doença. Mas quem sair e se entregar aos babilônios que estão cercando a cidade não será morto: o que essa pessoa vai ganhar é escapar com vida.

Pois eu resolvi não proteger esta cidade e sim destruí-la. Ela será entregue ao rei da Babilônia, e ele a queimará completamente. Eu, o SENHOR, estou falando.

(11-12) — Jeremias, diga aos descendentes do rei Davi, que são a família real de Judá, que escutem aquilo que eu, o SENHOR, estou dizendo: “Façam justiça todos os dias. Protejam dos exploradores aqueles que estão sendo explorados. Se não, as maldades que vocês estão praticando farão a minha ira queimar como fogo que não pode ser apagado.

Jerusalém, você está num lugar bem alto, acima dos vales, como uma rocha que fica acima do planalto. Mas eu, o SENHOR, lutarei contra você. Você diz que ninguém tem a coragem de atacá-la, que ninguém consegue tomá-la.

Mas eu, o SENHOR, a castigarei por causa do que você tem feito. Vou pôr fogo no seu palácio, e tudo o que estiver em volta também será queimado. Eu, o SENHOR, estou falando.”

 

Jr 22

(1-2) O SENHOR Deus mandou que eu fosse ao palácio do rei de Judá, descendente de Davi, para dizer ao rei, aos seus oficiais e ao povo de Jerusalém que escutassem estas palavras do SENHOR:

— Eu, o SENHOR, lhes digo: façam o que é justo e honesto. Protejam dos exploradores aqueles que estão sendo explorados. Não maltratem, nem explorem os estrangeiros, os órfãos e as viúvas. Não matem pessoas inocentes neste lugar sagrado.

Se vocês, de fato, fizerem o que eu estou mandando, então os descendentes de Davi continuarão a ser reis. Eles continuarão a passar pelos portões deste palácio sentados em carros e montados em cavalos, junto com os seus oficiais e com o seu povo.

Mas, se vocês não obedecerem às minhas palavras, então eu juro por mim mesmo que este palácio se tornará um monte de pedras. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

— O palácio real de Judá é lindo como a terra de Gileade e como os montes Líbanos, mas eu farei com que vire um deserto, um lugar onde ninguém mora.

Estou mandando homens para destruí-lo. Todos eles virão com os seus machados, derrubarão as suas lindas colunas de madeira de cedro e as jogarão no fogo.

— Depois, muitos estrangeiros vão passar e perguntar um ao outro por que é que eu, o SENHOR, fiz uma coisa dessas com esta grande cidade.

Aí eles responderão que foi porque vocês abandonaram a aliança que fizeram comigo, o Deus de vocês, e adoraram e serviram outros deuses.

Povo de Judá, não chore pelo rei Josias, nem lamente a sua morte, mas chore amargamente por Jeoacaz, seu filho. Vão levá-lo, e ele nunca mais voltará, nunca mais verá a terra onde nasceu.

Pois o que o SENHOR Deus diz a respeito de Jeoacaz, filho de Josias, que ficou no lugar do seu pai como rei de Judá, é o seguinte: — Ele foi embora daqui para sempre, para nunca mais voltar.

Ele morrerá no país para onde o levaram e nunca mais verá esta terra.

Ai daquele que constrói a sua casa com injustiça e desonestidade, não pagando os salários dos seus vizinhos e fazendo com que trabalhem de graça!

Ai daquele que diz: “Vou construir para mim uma casa bem grande, com quartos espaçosos no andar de cima!” Então ele põe janelas na casa, forra as paredes com cedro e pinta de vermelho.

Será que você é rei só porque constrói casas forradas de cedro, melhores do que as dos outros? Josias, o seu pai, viveu uma vida normal; sempre foi justo e honesto, e tudo o que ele fez deu certo.

Ele tratou com justiça os pobres e os necessitados, e tudo lhe correu bem. Quem faz isso mostra que, de fato, me conhece. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Mas você só enxerga os seus interesses egoístas. Você mata os inocentes e explora o seu povo com violência.

Por isso, Deus diz o seguinte a respeito de Jeoaquim, rei de Judá e filho de Josias: “Ninguém vai chorar a morte de Jeoaquim nem dizer: ‘Que coisa horrível, amigo, que coisa horrível!’ Ninguém vai chorar por ele nem gritar: ‘Meu senhor! Meu rei!’

Ele será sepultado como se sepulta um jumento morto; será arrastado e jogado para fora dos portões de Jerusalém.”

Povo de Jerusalém, vá até o Líbano e grite, vá à terra de Basã e grite bem alto. Que a sua voz seja ouvida desde as montanhas de Moabe, pois todos os países amigos que você tem foram derrotados!

Deus lhe falou quando você estava bem de vida, mas você não quis ouvir. Isso é o que você tem feito desde a sua mocidade, pois nunca obedeceu a Deus.

As suas autoridades serão espalhadas pelo vento, e os seus amigos serão levados como prisioneiros de guerra. Então a sua cidade será humilhada e envergonhada por causa de todo o mal que você tem feito.

Você, que está muito seguro entre os cedros trazidos do Líbano, como vai gemer quando chegarem as dores, dores iguais às da mulher na hora do parto!

O SENHOR Deus disse a Joaquim, rei de Judá e filho de Jeoaquim: — Juro pela minha vida que, ainda que você fosse um anel de rei na minha mão direita, eu o arrancaria.

Vou entregá-lo às pessoas que o querem matar, e das quais você tem medo: ao rei Nabucodonosor, da Babilônia, e aos seus soldados.

Jogarei você e a sua mãe numa terra estranha, onde vocês não nasceram, e lá morrerão.

Vocês terão saudades da sua terra, porém não voltarão para lá.

Então eu disse: — Será que Joaquim é como um pote quebrado que foi jogado fora e que ninguém mais quer? Por que é que ele e os seus filhos foram levados e jogados numa terra que não conhecem?

Ó terra, terra, terra! Escute o que o SENHOR disse:

“Este homem está condenado a ficar sem filhos e será um fracassado. Ele não terá descendentes que sejam reis, como Davi, e que reinem em Judá. Eu, o SENHOR, falei.”

 

Jr 23

(1-2) O SENHOR, o Deus de Israel, diz o seguinte a respeito das autoridades encarregadas de cuidar do seu povo: — Ai de vocês, autoridades, que deixam que o meu povo seja morto e espalhado! Vocês não cuidaram do meu povo, mas o espalharam e o fizeram fugir. E agora eu castigarei vocês por causa das maldades que têm feito. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Ajuntarei o resto do meu povo dos países por onde os espalhei e os trarei de volta à sua pátria. Eles terão muitos filhos e aumentarão muito.

Eu lhes darei líderes que cuidarão deles. Não ficarão mais com medo, nem apavorados, e nenhum deles se perderá. Eu, o SENHOR, estou falando.

O SENHOR Deus diz ainda: — Está chegando o tempo em que farei com que de Davi venha um descendente que seja um rei justo. Esse rei governará com sabedoria e fará o que é certo e honesto no país inteiro.

Quando isso acontecer, o povo de Judá ficará seguro, e o povo de Israel viverá em paz. Esse rei será chamado de “SENHOR, nossa Salvação”.

— Está chegando o tempo— diz o SENHOR— em que o povo não jurará mais por mim como o Deus vivo que tirou Israel da terra do Egito.

Em vez disso, vão jurar por mim como o Deus vivo que fez o povo de Israel voltar da terra do Norte e de todas as terras onde eu os tinha espalhado. E eles viverão na sua própria terra.

A respeito dos profetas eu disse o seguinte: “O meu coração está esmagado, e eu estou tremendo. Por causa de Deus, o SENHOR, por causa das suas santas palavras, eu sou como um bêbado, pareço um homem que bebeu muito vinho.

A terra está cheia de adultérios; o povo vive pecando e gasta as suas forças à toa. Por causa da maldição divina, a terra chora, e os pastos estão secos.”

O SENHOR diz: “Os profetas e os sacerdotes não querem saber de mim; eu os peguei fazendo o mal no próprio Templo.

Os caminhos que eles seguem serão escuros, e neles será fácil escorregar; eu farei com que eles tropecem e caiam. Farei com que a desgraça venha sobre eles, pois está chegando o tempo do seu castigo. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Eu vi o pecado dos profetas de Samaria: eles anunciaram mensagens em nome do deus Baal e desviaram Israel, o meu povo.

Mas vejo que os profetas de Jerusalém fazem pior ainda: cometem adultério, dizem mentiras, ajudam os outros a fazerem o mal, e assim ninguém pára de fazer o que é errado. Para mim, todos eles são como a cidade de Sodoma, são tão maus como o povo de Gomorra.

Por isso, eu, o SENHOR Todo-Poderoso, digo o seguinte a respeito dos profetas de Jerusalém: Eu farei com que eles comam ervas amargas e bebam água envenenada porque espalharam a descrença pelo país inteiro.”

O SENHOR Todo-Poderoso diz ao povo de Jerusalém: — Não escutem o que os profetas dizem, pois eles estão iludindo vocês com falsas esperanças. Dizem coisas que eles mesmos inventam e não aquilo que eu falei.

Eles continuam dizendo aos que desprezam a minha mensagem: “Tudo irá bem.” E dizem aos teimosos: “A desgraça não cairá sobre vocês.”

Então eu disse: — Qual desses profetas algum dia conheceu os pensamentos secretos do SENHOR? Será que algum deles viu e ouviu a palavra do SENHOR? Qual deles deu atenção à sua mensagem e obedeceu?

E continuei: — A ira do SENHOR é uma tempestade, é um vento forte como um redemoinho, em cima da cabeça dos maus.

E essa ira não acabará até que Deus faça tudo o que planejou. No futuro, o seu povo compreenderá isso muito bem.

O SENHOR Deus disse: — Eu não enviei esses profetas, nem lhes dei nenhuma mensagem. Mas assim mesmo eles saíram correndo e falaram em meu nome.

Se eles tivessem conhecido os meus pensamentos secretos, poderiam ter anunciado a minha mensagem e assim teriam feito o meu povo abandonar a sua vida errada e as maldades que vive praticando.

— Eu sou o Deus que está em toda parte e não num só lugar. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Ninguém pode se esconder num lugar onde eu não possa ver. Então vocês não sabem que estou em toda parte, no céu e na terra?

Eu sei o que têm dito esses profetas que falam mentiras em meu nome e afirmam que lhes dei minhas mensagens nos seus sonhos.

Por quanto tempo ainda esses profetas vão enganar o meu povo com as mentiras que inventam?

Eles pensam que os sonhos que contam vão fazer com que o meu povo me esqueça, assim como os pais deles me esqueceram por causa do deus Baal.

O profeta que teve um sonho devia contá-lo como um simples sonho. Mas o profeta que ouviu a minha mensagem devia anunciá-la fielmente. Que vale a palha comparada com o trigo?

A minha mensagem é como fogo, é como a marreta que quebra grandes pedras. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Eu sou contra esses profetas que roubam as palavras uns dos outros e as anunciam como se fossem a minha mensagem.

Também sou contra esses profetas que falam as suas próprias palavras e afirmam que elas vieram de mim.

Escutem o que eu, o SENHOR, estou dizendo! Sou contra os profetas que contam sonhos cheios de mentiras. Eles contam esses sonhos e, dizendo mentiras e se gabando, fazem o meu povo errar. Eu não os enviei, nem os mandei ir, e eles não ajudam o meu povo em nada. Eu, o SENHOR, estou falando.

O SENHOR Deus me disse: — Jeremias, quando alguém do meu povo ou um profeta ou um sacerdote lhe perguntar: “Qual é a carga da mensagem do SENHOR para nós?”, responda: “Vocês é que são uma carga para o SENHOR, e ele vai se livrar de vocês.”

Se um profeta, ou um sacerdote, ou mesmo uma pessoa do povo usar as palavras “a mensagem do SENHOR é uma carga”, eu o castigarei e também a sua família.

Em vez disso, cada um devia perguntar aos seus amigos e parentes o seguinte: “Qual foi a resposta do SENHOR? O que foi que o SENHOR disse?”

Mas eles nunca mais devem dizer estas palavras: “A mensagem do SENHOR é uma carga.” Porque, se alguém disser isso, eu farei com que a minha mensagem se torne realmente uma carga para ele. O povo tem torcido as palavras do seu Deus, o Deus vivo, o SENHOR Todo-Poderoso.

Jeremias, pergunte isto a cada profeta: “Qual foi a resposta que o SENHOR lhe deu? O que foi que o SENHOR disse?”

E, se eles responderem: “A mensagem do SENHOR é uma carga”, então eu os castigarei por terem usado estas palavras que mandei que não usassem.

E certamente eu os pegarei, e jogarei longe de mim, e farei o mesmo com a cidade que dei a eles e aos seus antepassados.

Farei cair sobre eles vergonha eterna e desgraça eterna, que nunca serão esquecidas.

 

Jr 24

(1-2) Eu tive uma visão. Isso aconteceu depois que Nabucodonosor, rei da Babilônia, levou israelitas como prisioneiros de Jerusalém para a sua terra. Ele levou o rei de Judá, que era Joaquim, filho de Jeoaquim, as autoridades de Judá, os carpinteiros e os outros operários especializados. Nessa visão, o SENHOR Deus me mostrou dois cestos de figos que estavam na frente do Templo. No primeiro cesto havia figos muito bons, do tipo que logo fica maduro. No outro havia figos muito ruins, ruins demais para se comer.

Então o SENHOR me perguntou: — Jeremias, o que você está vendo? — Figos! — respondi. — Os bons são muito bons, e os ruins são muito ruins, tão ruins, que ninguém pode comê-los.

Aí Deus me disse:

— Eu, o SENHOR, o Deus de Israel, digo que os israelitas que foram levados para a Babilônia são como esses figos bons, e eu os tratarei com bondade.

Cuidarei deles e os trarei de volta para esta terra. Eu edificarei a nação e não a destruirei; plantarei e não arrancarei.

Porei no coração deles o desejo de reconhecerem que eu sou Deus, o SENHOR. Então eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus porque com todo o coração vão voltar para mim.

— Eu, o SENHOR, vou tratar como figos ruins, que não podem ser comidos, as seguintes pessoas: o rei Zedequias, de Judá, os políticos que estão com ele e o resto do povo de Jerusalém, tanto os que ficaram nesta terra como os que se mudaram para o Egito.

Farei cair sobre eles uma desgraça tão grande, que todas as nações do mundo vão ficar horrorizadas. As pessoas vão zombar deles, fazer piadas e caçoar. E, em todos os lugares onde eu os espalhar, o nome deles será usado para rogar pragas.

Mandarei contra eles guerra, fome e doença, até que desapareçam da terra que dei a eles e aos seus antepassados.

 

Jr 25

No quarto ano do reinado de Jeoaquim, filho de Josias, em Judá, eu recebi do SENHOR uma mensagem a respeito de todo o povo de Judá. Isso aconteceu no primeiro ano do reinado de Nabucodonosor, da Babilônia.

Eu disse a todo o povo de Judá e a todos os moradores de Jerusalém:

— Durante vinte e três anos, desde o ano décimo terceiro do reinado de Josias, filho de Amom, em Judá, até hoje, o SENHOR Deus tem falado comigo, e eu sempre lhes tenho contado o que ele diz. Mas vocês não têm dado atenção.

Vocês não ouviram, nem deram atenção, embora o SENHOR continuasse a enviar os seus servos, os profetas.

Eles disseram que vocês deviam abandonar a vida errada que estão levando e as coisas más que estão fazendo. Assim poderiam continuar a viver na terra que Deus deu a vocês e aos seus antepassados para ser sua propriedade para sempre.

Os profetas disseram que vocês não deviam andar procurando outros deuses para adorar, que não deviam fazer o SENHOR ficar irado por causa dos ídolos que vocês fizeram.

Mas o SENHOR mesmo diz que vocês não quiseram ouvi-lo. Pelo contrário, fizeram com que o SENHOR ficasse irado por causa dos seus ídolos e por isso vocês foram castigados.

— Portanto, porque vocês não quiseram escutar as suas palavras, o SENHOR Todo-Poderoso diz:

“Eu mandarei buscar todos os povos do Norte e também meu servo, o rei Nabucodonosor, da Babilônia. Vou trazer esses povos para lutarem contra os moradores desta terra de Judá e contra todas as nações vizinhas. Eu as destruirei completamente; elas ficarão arrasadas para sempre e serão um espetáculo horrível e assustador. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Vou acabar com os seus gritos de alegria e de felicidade e com o barulho alegre das festas de casamento. Vocês não terão mantimento para comer nem azeite para as lamparinas.

Toda esta terra ficará arrasada e será um espetáculo horrível. Todas estas nações serão dominadas pelo rei da Babilônia durante setenta anos.

Depois disso, eu castigarei o rei da Babilônia e a sua nação por causa do pecado deles. Destruirei o seu país e o deixarei arrasado para sempre. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Castigarei aquela nação com tudo aquilo que ameacei fazer, com todas as coisas escritas neste livro, as coisas que Jeremias falou contra todas estas nações.

Eles se tornarão escravos de muitas nações e de reis poderosos e assim eles me pagarão por tudo aquilo que fizeram.”

O SENHOR, o Deus de Israel, me disse: — Aqui está um copo cheio do vinho da minha ira. Pegue este copo e faça com que bebam dele todos os povos aos quais eu estou enviando você.

Quando beberem, tremerão e ficarão loucos por causa da guerra que mandarei contra eles.

Então peguei o copo da mão do SENHOR, e fiz com que bebessem dele todos os povos aos quais o SENHOR me havia mandado.

Tanto Jerusalém como todas as cidades de Judá, junto com os seus reis e as suas autoridades, tiveram de beber. Beberam para se transformar num deserto, num espetáculo horrível e assustador, do qual as pessoas falam para rogar pragas. E isso é o que se vê hoje.

Esta é a lista de todos os outros que tiveram de beber do copo da ira de Deus: O rei do Egito, os seus oficiais e as suas autoridades; todos os egípcios e todos os estrangeiros no Egito;

todos os reis da terra de Uz; todos os governadores das cidades dos filisteus: Asquelom, Gaza, Ecrom e o que resta de Asdode;

todo o povo de Edom, Moabe e Amom;

todos os reis de Tiro e de Sidom; todos os reis das terras que ficam no litoral do mar Mediterrâneo;

as cidades de Dedã, Temá e Buz; todos os povos que cortam curto o cabelo;

todos os reis da Arábia; todos os reis das tribos do deserto;

todos os reis de Zinri, Elão e Média;

todos os reis do Norte, de longe e de perto, um depois do outro. Todas as nações do mundo tiveram de beber. E o último que vai beber será o rei da Babilônia.

Aí Deus me disse: — Diga ao povo que eu, o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, estou mandando que eles bebam até ficarem bêbados e vomitarem, até caírem e não poderem mais se levantar por causa da guerra que mandarei contra eles.

E, se eles não quiserem pegar o copo da sua mão, Jeremias, se recusarem beber, diga que o SENHOR Todo-Poderoso disse que eles serão obrigados a beber.

Começarei a destruição pela minha própria cidade. Será que eles estão pensando que vão escapar do castigo? De jeito nenhum! Eles serão castigados, pois eu mandarei guerra a todos os povos do mundo. Eu, o SENHOR Todo-Poderoso, estou falando.

— Você, Jeremias, anuncie tudo o que eu disse. Diga a este povo o seguinte: “O SENHOR vai trovejar lá do céu e falar lá do lugar santo onde mora. Ele trovejará contra o seu povo, gritará como aqueles que pisam uvas para fazer vinho. E todos na terra o ouvirão.

O estrondo será ouvido no mundo inteiro, pois Deus tem uma acusação para fazer contra as nações. Ele julgará todas as pessoas e matará os maus. O SENHOR Deus está falando.”

O SENHOR Todo-Poderoso diz que a desgraça passará de uma nação para outra e que uma grande tempestade está se formando nos fins da terra.

Naquele dia, os corpos daqueles que o SENHOR matou serão espalhados pelo mundo inteiro. Ninguém chorará por eles. Os corpos deles não serão recolhidos, nem sepultados: ficarão largados no chão, como esterco.

Vocês, autoridades, gritem! Vocês que guiam o rebanho do meu povo, gritem bem alto! Chorem e rolem no pó! Chegou a hora de vocês serem mortos: vocês cairão mortos como se fossem carneiros escolhidos.

Os líderes do povo não escaparão, nem se salvarão.

(36-37) Eles gritam e gemem de aflição, pois Deus, na sua ira, destruiu a nação deles e arrasou as suas terras tão cheias de paz.

Deus abandonou o seu povo como um leão que abandona a sua cova. Os horrores da guerra e a violenta ira de Deus transformaram o país num deserto.

 

Jr 26

Logo que Jeoaquim, filho de Josias, se tornou rei de Judá,

o SENHOR Deus me disse: — Fique no pátio do Templo e diga tudo o que mandei você dizer ao povo que vem das cidades de Judá para adorar no Templo. Não deixe de dizer nada do que eu mandei.

Pode ser que eles dêem atenção e abandonem os seus maus caminhos. Se isso acontecer, então eu mudarei de idéia a respeito da desgraça que estou planejando fazer cair sobre eles por causa das suas más ações.

Deus me mandou dizer ao povo o seguinte: — Eu, o SENHOR, disse que vocês devem me obedecer e seguir o ensino que lhes dei.

Escutem o que os meus servos, os profetas, dizem. Eu sempre os tenho enviado, mas vocês não têm obedecido às suas palavras.

Se vocês não escutarem, eu farei com este Templo o mesmo que fiz com Siló; e todas as nações do mundo usarão o nome dessa cidade para rogar pragas.

Os sacerdotes, os profetas e todo o povo me ouviram dizer essas coisas no pátio do Templo.

Logo que acabei de falar tudo o que o SENHOR tinha mandado, os sacerdotes, os profetas e o povo me agarraram e gritaram: — Você vai morrer por causa disso!

Por que é que você disse, em nome de Deus, o SENHOR, que este Templo ficará como Siló, que esta cidade será destruída e que ninguém viverá nela? Então o povo se ajuntou em volta de mim no pátio do Templo.

Quando as autoridades de Judá souberam disso, saíram do palácio do rei e foram se assentar nos seus lugares, na entrada do Portão Novo do Templo.

Então os sacerdotes e os profetas disseram às autoridades e ao povo: — Este homem merece ser condenado à morte, pois falou contra a nossa cidade. Vocês mesmos o ouviram.

Aí eu disse: — Foi o SENHOR Deus quem me mandou falar tudo o que vocês me ouviram dizer contra este Templo e contra esta cidade.

Vocês precisam mudar a sua maneira de viver e de agir e precisam obedecer às palavras do SENHOR. Se vocês fizerem isso, então ele mudará de idéia e não mandará a desgraça que prometeu mandar.

Quanto a mim, estou nas mãos de vocês. Façam comigo o que acharem direito e justo.

Mas fiquem certos de uma coisa: se me matarem, vocês e o povo desta cidade serão culpados da morte de um homem inocente, pois foi Deus quem me mandou dizer todas essas coisas a vocês.

Então as autoridades e o povo disseram aos sacerdotes e aos profetas: — Este homem não deve ser condenado à morte, pois nos falou em nome do SENHOR, nosso Deus.

Aí alguns dos líderes mais velhos se levantaram e disseram ao povo que se havia ajuntado:

— Quando Ezequias era rei de Judá, o profeta Miquéias, de Moresete, deu a todo o povo uma mensagem do SENHOR Todo-Poderoso. A mensagem era esta: “Jerusalém vai virar um montão de pedras, o monte Sião vai ser arado como um campo, e o lugar onde fica o Templo se tornará uma floresta.”

E os líderes continuaram: — Por acaso, o rei Ezequias e o povo de Judá mataram Miquéias? Muito pelo contrário! Ezequias temeu o SENHOR e procurou ganhar o seu favor. O SENHOR mudou de idéia e não mandou a desgraça que tinha dito que ia fazer cair sobre eles. Será que agora nós vamos fazer cair uma terrível desgraça sobre nós mesmos?

— Também houve outro homem que falou em nome de Deus, o SENHOR. Foi Urias, filho de Semaías, da cidade de Quiriate-Jearim. Ele falou contra esta cidade e contra esta nação, da mesma forma que Jeremias fez.

Quando o rei Jeoaquim, e os seus soldados, e os seus oficiais souberam do que Urias tinha dito, o rei mandou que o matassem. Mas Urias, sabendo disso, ficou com medo e fugiu para o Egito.

Porém o rei Jeoaquim mandou Elnatã, filho de Acbor, e alguns outros homens ao Egito para pegarem Urias.

Eles trouxeram Urias do Egito e o entregaram a Jeoaquim, e ele o mandou matar e jogar o corpo no cemitério público.

Eu só não fui entregue ao povo para ser morto porque Safã, filho de Aicã, me protegeu.

 

Jr 27

Logo depois que Zedequias, filho de Josias, se tornou rei de Judá, o SENHOR Deus me mandou

fazer uma canga de madeira com tiras de couro e colocar no meu pescoço.

E Deus me disse que mandasse uma mensagem aos reis de Edom, Moabe, Amom, Tiro e Sidom, por meio dos seus embaixadores que tinham vindo a Jerusalém para se encontrar com o rei Zedequias.

O SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, me mandou dizer aos embaixadores que dessem aos seus reis a seguinte mensagem de Deus:

— Eu, com o meu grande poder e com a minha força, criei o mundo, os seres humanos e todos os animais que vivem na terra; e posso dá-los a quem eu quiser.

Fui eu que dei todas estas nações ao meu servo, o rei Nabucodonosor, da Babilônia, e fiz com que até os animais selvagens trabalhassem para ele.

Todas as nações serão dominadas por ele, pelo seu filho e pelo seu neto, até chegar a hora em que a própria nação dele vai cair. Então a Babilônia será dominada por muitas nações e por poderosos reis.

— Mas, se alguma nação ou reino não quiser servir ao rei da Babilônia, nem obedecer ao seu governo, então eu a castigarei com guerra, fome e doença. E no fim deixarei que Nabucodonosor acabe com aquela nação. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Não dêem atenção aos seus profetas nem a qualquer um que diga que pode adivinhar o futuro, seja por sonhos, por invocação dos espíritos dos mortos ou por feitiçaria. Todos eles dizem que vocês não devem se entregar ao rei da Babilônia.

Eles os estão enganando e farão com que vocês sejam expulsos da sua pátria, levados para longe e destruídos.

Mas a nação que obedecer ao governo do rei da Babilônia e o servir, eu deixarei que fique na sua própria terra, para cultivá-la e morar nela. Eu, o SENHOR, falei.

Eu disse a mesma coisa ao rei Zedequias, de Judá: — Entregue-se ao rei da Babilônia. Sirva a ele e ao seu povo, e o senhor viverá.

Por que é que o senhor e o seu povo haveriam de morrer na guerra, ou de fome, ou de doença? Pois é isso que o SENHOR Deus disse que acontecerá com qualquer nação que não servir ao rei da Babilônia.

Não dêem atenção aos profetas que dizem que vocês não devem servir ao rei da Babilônia. Eles estão enganando vocês.

O SENHOR Deus mesmo disse que não enviou esses profetas e que eles estão mentindo em nome dele. O resultado será este: ele expulsará vocês, e vocês e os profetas que estão contando essas mentiras morrerão.

Então eu contei aos sacerdotes e ao povo que o SENHOR Deus tinha dito o seguinte: — Não dêem atenção aos profetas que dizem que logo os tesouros do Templo serão trazidos de volta da Babilônia. É mentira!

Não os escutem! Sirvam ao rei da Babilônia e assim vocês viverão! Por que fazer com que esta cidade vire um montão de ruínas?

Se eles são realmente profetas e se têm a minha mensagem, então peçam a mim, o SENHOR Todo-Poderoso, que não permita que os tesouros que foram deixados no Templo e no palácio real de Jerusalém sejam levados para a Babilônia.

(19-20) (Quando o rei Nabucodonosor levou o rei de Judá, que era Joaquim, filho de Jeoaquim, e também as pessoas importantes de Judá e Jerusalém para a Babilônia, ele deixou as colunas, a bacia, os suportes e alguns outros tesouros do Templo.)

— Prestem atenção no que eu, o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, estou dizendo a respeito dos tesouros que foram deixados no Templo e no palácio real de Jerusalém.

Esses tesouros serão levados para a Babilônia e ficarão ali até que eu volte a pensar neles. Então eu os trarei de volta e os devolverei a este lugar. Eu, o SENHOR, falei.

 

Jr 28

No quinto mês desse mesmo ano, que era o quarto ano do reinado de Zedequias, o profeta Hananias, filho de Azur, falou comigo no pátio do Templo. Hananias era da cidade de Gibeão. Ele me disse, na presença dos sacerdotes e do povo,

que o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, tinha dito o seguinte: — Eu acabei com o poder do rei da Babilônia.

Dentro de dois anos, eu trarei de volta para este lugar todos os tesouros que o rei Nabucodonosor tirou do Templo e levou para a Babilônia.

Também vou trazer de volta o rei de Judá, Joaquim, filho de Jeoaquim, junto com todos os prisioneiros que foram de Judá para a Babilônia. Sim, eu acabarei com o poder do rei da Babilônia. Eu, o SENHOR, estou falando.

Então, na presença dos sacerdotes e de todo o povo que estava no pátio do Templo, eu disse ao profeta Hananias o seguinte:

— Como seria bom que isso acontecesse! Espero que o SENHOR Deus faça isso. Espero que ele faça tudo como você disse e traga de volta da Babilônia todos os tesouros do Templo e também todos os prisioneiros.

Mas escute o que vou dizer a você e ao povo.

Os profetas que falaram há muito tempo, antes do meu tempo e do seu, disseram que viria guerra, fome e doença para muitas nações e poderosos reinos.

Mas o profeta que profetiza a paz só pode ser aceito como profeta mandado por Deus quando as palavras dele se cumprem.

Aí Hananias tirou a canga que estava no meu pescoço, quebrou-a em pedaços

e, na presença de todo o povo, disse o seguinte: — O SENHOR Deus disse que é assim que ele vai quebrar a canga que o rei Nabucodonosor pôs no pescoço de todas as nações. Ele fará isso dentro de dois anos. Então fui embora.

(12-13) Algum tempo depois de Hananias ter quebrado a canga que estava no meu pescoço, o SENHOR me mandou dizer o seguinte a Hananias: — O SENHOR disse: “Você quebrou uma canga de madeira, mas eu vou colocar em lugar dela uma canga de ferro.”

O SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, vai pôr uma canga de ferro sobre todas essas nações, e elas serão dominadas pelo rei Nabucodonosor, da Babilônia. Ele vai fazer com que até os animais selvagens trabalhem para Nabucodonosor.

E eu continuei: — Escute bem, Hananias! O SENHOR Deus não o enviou; você está fazendo esse povo acreditar em mentiras.

Por isso, o SENHOR diz que vai se livrar de você. Você vai morrer ainda este ano, pois disse ao povo que se revoltasse contra o SENHOR.

E o profeta Hananias morreu no sétimo mês daquele mesmo ano.

 

Jr 29

Eu escrevi uma carta aos judeus que Nabucodonosor havia levado como prisioneiros de Jerusalém para a Babilônia: autoridades, sacerdotes, profetas e todo o povo.

Isso aconteceu depois de terem saído de Jerusalém o rei Joaquim, a sua mãe, os oficiais do palácio, as autoridades de Judá e de Jerusalém, os carpinteiros e os outros operários especializados.

O rei Zedequias, de Judá, mandou que Elasa, filho de Safã, e Gemarias, filho de Hilquias, levassem a carta ao rei Nabucodonosor, da Babilônia. Ela dizia:

“O SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, diz o seguinte a todos os judeus que ele deixou Nabucodonosor levar como prisioneiros de Jerusalém para a Babilônia:

‘Construam casas e morem nelas. Plantem árvores frutíferas e comam as suas frutas.

Casem e tenham filhos. E que os filhos casem e também tenham filhos. Vocês devem aumentar em número e não diminuir.

Trabalhem para o bem da cidade para onde eu os mandei como prisioneiros. Orem a mim, pedindo em favor dela, pois, se ela estiver bem, vocês também estarão.

Eu, o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, os estou avisando para que não se deixem enganar pelos profetas que vivem no meio de vocês nem por aqueles que dizem que podem adivinhar o futuro. Não dêem atenção aos sonhos deles.

Eles dizem mentiras em meu nome. Eu não os enviei. Eu, o SENHOR, estou falando.’

“O SENHOR Deus diz ainda: ‘Quando os setenta anos da Babilônia passarem, eu mostrarei que me interesso por vocês e cumprirei a minha promessa de trazê-los de volta à pátria.

Só eu conheço os planos que tenho para vocês: prosperidade e não desgraça e um futuro cheio de esperança. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Então vocês vão me chamar e orar a mim, e eu responderei.

Vocês vão me procurar e me achar, pois vão me procurar com todo o coração.

Sim! Eu afirmo que vocês me encontrarão e que eu os levarei de volta à pátria. Eu os ajuntarei de todos os países e de todos os lugares por onde os espalhei. E levarei vocês de volta à terra de onde os tirei e levei como prisioneiros. Eu, o SENHOR, estou falando.’

“Vocês dizem que o SENHOR lhes deu profetas aí na Babilônia.

Prestem atenção no que ele diz a respeito do rei que ocupa o trono de Davi e a respeito dos moradores de Jerusalém, isto é, dos parentes que não foram levados com vocês como prisioneiros.

O SENHOR Todo-Poderoso diz: ‘Eu mandarei contra eles guerra, fome e doença; e farei com que sejam como figos estragados, ruins demais para serem comidos.

Eu os perseguirei com guerra, fome e doença; e as nações do mundo ficarão horrorizadas com o que virem. Em todos os lugares para onde eu os espalhar, as pessoas ficarão chocadas e horrorizadas com o que aconteceu com eles. Zombarão deles e usarão o seu nome para rogar pragas.

Isso acontecerá porque não obedeceram à mensagem que eu sempre lhes enviei por meio dos meus servos, os profetas. Eles não quiseram me ouvir.

Mas agora todos vocês, que eu deixei o rei da Babilônia levar de Jerusalém como prisioneiros, escutem o que eu, o SENHOR, estou dizendo.’

“O SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, falou contra Acabe, filho de Colaías, e contra Zedequias, filho de Maaséias, que estão usando o nome de Deus para anunciar mentiras. Deus disse que os entregará nas mãos do rei Nabucodonosor, da Babilônia, e que este os mandará matar diante dos olhos de vocês.

Quando aqueles que foram levados como prisioneiros de Jerusalém para a Babilônia quiserem amaldiçoar alguém, vão dizer assim: ‘Que o SENHOR Deus faça com você o que fez com Zedequias e Acabe, que foram assados vivos por ordem do rei da Babilônia!’

Isso acontecerá com Zedequias e Acabe porque a sua conduta foi vergonhosa— cometeram adultério e, contra a vontade de Deus, contaram mentiras em seu nome. Deus sabe o que fizeram e é testemunha contra eles. O SENHOR falou.”

(24-25) O SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, me mandou dizer o seguinte a Semaías, da cidade de Neelão: — Você enviou cartas em seu próprio nome a todo o povo de Jerusalém, a Sofonias, filho do sacerdote Maaséias, e a todos os outros sacerdotes. Nessas cartas, você dizia a Sofonias:

“O SENHOR Deus o fez sacerdote em lugar de Joiada, e agora você é o chefe dos serviços do Templo. É seu dever mandar prender qualquer louco que quiser passar por profeta e pôr uma coleira de ferro no pescoço dele.

Então, por que é que você não repreendeu Jeremias, da cidade de Anatote, que tem bancado o profeta no meio do povo?

Jeremias deve ser repreendido porque mandou dizer aos prisioneiros na Babilônia que eles iam ficar ali por muito tempo e que por isso deviam construir casas, morar nelas, plantar árvores frutíferas e comer as suas frutas.”

O sacerdote Sofonias leu esta carta para mim.

(30-32) Então o SENHOR Deus me ordenou que mandasse a todos os prisioneiros na Babilônia a seguinte mensagem a respeito de Semaías: “Eu, o SENHOR, castigarei Semaías e todos os seus descendentes. Eu não o enviei, mas ele falou com vocês como se fosse profeta e fez com que acreditassem em mentiras. Por isso, ele não terá descendentes no meio de vocês. Ele procurou levar o povo a se revoltar contra mim e por isso não viverá para ver as boas coisas que eu farei pelo meu povo. Eu, o SENHOR, falei.”

 

Jr 30

(1-3) O SENHOR, o Deus de Israel, me disse o seguinte: — Jeremias, escreva num livro tudo o que eu lhe falei, pois está chegando a hora de eu fazer voltar o meu povo, tanto Israel como Judá. Vou trazê-los de volta para a terra que dei aos seus antepassados, e eles serão donos dela novamente. Eu, o SENHOR, falei.

O SENHOR Deus diz o seguinte a respeito de Israel e de Judá:

“Ouvi um grito de terror, grito de medo e não de paz.

Parem e pensem! Será que um homem pode dar à luz uma criança? Então por que vejo todos esses homens com as mãos na barriga, como a mulher que está com dores de parto? Por que estão todos tão pálidos?

Está chegando um dia horrível! Nenhum outro dia pode ser comparado com ele. Para os descendentes de Jacó, será um tempo de aflição, mas eles serão salvos dela.”

O SENHOR Todo-Poderoso diz: — Quando esse dia chegar, eu quebrarei a canga que está no pescoço deles e arrancarei as suas correntes. Então eles não serão mais escravos de estrangeiros.

Pelo contrário, servirão a mim, o SENHOR, seu Deus, e também ao descendente de Davi, que eu lhes darei como rei.

“Descendentes do meu servo Jacó, não tenham medo! Povo de Israel, não fique assustado! Eu os libertarei dessa terra distante, da terra onde vocês são prisioneiros. Os descendentes de Jacó voltarão e viverão em paz; viverão em segurança, e ninguém fará com que fiquem com medo. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Estarei com vocês para salvá-los. Acabarei com todas as nações por onde os espalhei, mas vocês não serão destruídos. Vocês não ficarão sem castigo; mas, quando eu os castigar, não serei duro demais. Eu, o SENHOR, estou falando.”

O SENHOR diz à cidade de Jerusalém: “O mal deste povo não tem cura, e as suas feridas não saram.

Não existe ninguém para cuidar de você. Não há remédio para as suas feridas, não há esperança de cura.

Todos os seus amantes a esqueceram e não lhe dão confiança. Eu a ataquei como se você fosse um inimigo; o seu castigo tem sido duro porque os seus pecados são muitos, e a sua maldade é grande.

Não se queixe mais por causa dos seus ferimentos, pois eles não têm cura. Eu a castiguei assim porque os seus pecados são muitos, e a sua maldade é grande.

Mas agora todos os que a destruíram serão destruídos, e todos os seus inimigos serão levados como prisioneiros. Todos os que a perseguiram serão perseguidos, e todos os que a assaltaram serão assaltados.

Os seus inimigos dizem: ‘Sião é desprezada, ninguém se importa com ela!’ Mas eu lhe darei saúde novamente e curarei as suas feridas. Eu, o SENHOR, estou falando.”

O SENHOR diz: “Eu trarei os descendentes de Jacó de volta para a sua terra e terei misericórdia de cada família. Jerusalém será construída de novo, e no palácio morará gente outra vez.

As pessoas que vivem ali cantarão louvores e darão gritos de alegria. Farei com que cresçam em número e sejam tratadas com respeito.

A nação se firmará como antigamente, e a sua gente será forte de novo. Eu castigarei todos os que a fazem sofrer.

(21-22) O seu governador virá do seu próprio povo, será uma pessoa da própria nação. Quando eu o convidar, ele chegará perto de mim; ninguém teria a coragem de vir sem ser convidado. Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. Eu, o SENHOR, falei.”

(23-24) A ira do SENHOR é uma tempestade, um vento forte que explodirá em cima da cabeça dos maus. E essa ira não acabará até que Deus faça tudo o que planejou. No futuro, o seu povo compreenderá isso muito bem.

 

Jr 31

O SENHOR Deus diz: — Está chegando o tempo em que eu serei o Deus de todas as tribos de Israel, e elas serão o meu povo.

No deserto, tive pena daqueles que haviam escapado da morte. Quando o povo de Israel procurava descanso,

eu, vindo de longe, apareci a eles. Povo de Israel, eu sempre os amei e continuo a mostrar que o meu amor por vocês é eterno.

Eu construirei de novo a nação. Mais uma vez, vocês pegarão os seus tamborins e dançarão de alegria.

Mais uma vez, vocês farão plantações de uva nos montes de Samaria, e quem plantar colherá as frutas.

Está chegando o tempo em que os vigias gritarão nas montanhas de Efraim: “Venham! Vamos subir até Sião, onde está o SENHOR, nosso Deus!”

O SENHOR diz: “Cantem de alegria por causa de Israel, a maior de todas as nações. Cantem este hino de louvor: ‘O SENHOR salvou o seu povo, ele livrou o resto do povo de Israel.’

Eu os trarei do Norte e os ajuntarei dos lugares mais distantes da terra. Com eles virão os cegos e os aleijados, as mulheres grávidas e as que estão para dar à luz. Eles vão voltar como uma grande nação.

Quando eu os trouxer, eles virão chorando e orando. Eu os levarei para a beira de águas correntes, por uma estrada plana, onde não tropeçarão. Sou como um pai para Israel, e Efraim é o meu filho mais velho.”

O SENHOR diz ainda: “Nações, escutem o que eu, o SENHOR, estou dizendo e anunciem as minhas palavras nas ilhas e terras distantes. Eu espalhei o povo de Israel, mas vou ajuntá-lo de novo e guardá-lo como um pastor guarda o seu rebanho.

Eu libertei os descendentes de Jacó e os salvei das mãos de uma nação mais forte do que eles.

E vão chegar e cantar de alegria no monte Sião; vão se alegrar com os meus presentes, com os cereais, o vinho, o azeite, o gado e os carneiros. Eles serão como um jardim bem regado e terão tudo o que precisarem.

Então as moças, os moços e os velhos vão dançar e se alegrar. Eu os animarei e mudarei o seu choro em alegria e a sua tristeza em prazer.

Alimentarei os sacerdotes com muita comida boa e darei ao meu povo tudo o que precisar. Eu, o SENHOR, estou falando.”

O SENHOR diz: “Ouviu-se um som em Ramá, o som de um choro amargo. Era Raquel chorando pelos seus filhos; ela não quer ser consolada, pois todos estão mortos.

Pare de chorar e enxugue as suas lágrimas. Tudo o que você fez pelos seus filhos será recompensado; eles voltarão da terra do inimigo. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Há esperança para você no futuro; os seus filhos voltarão para casa. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

“Escuto estas queixas do povo de Israel: ‘Ó Deus, nós éramos como touros novos ainda não amansados, mas tu nos ensinaste a obedecer. Faze-nos voltar, ó Deus, e voltaremos a ti, pois tu és o SENHOR, nosso Deus.

Nós nos afastamos de ti, mas logo nos arrependemos. Depois que nos castigaste, curvamos a nossa cabeça em sinal de tristeza.’

“Povo de Israel, você é o meu filho querido, o filho que eu mais amo. Sempre que digo o seu nome, penso em você com amor. O meu coração se comove, e eu certamente terei misericórdia de você. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Ponha avisos e marque a estrada; repare bem no caminho por onde você passar. Volte, povo de Israel, volte para as cidades que eram suas.

Povo rebelde, até quando você vai ficar na dúvida? Eu, o SENHOR, criei uma coisa nova e diferente na terra: uma mulher protegendo um homem.”

O SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, diz: — Quando eu trouxer os israelitas de volta à sua pátria, eles de novo dirão na terra de Judá e nas suas cidades: “Que o SENHOR abençoe o monte sagrado de Jerusalém, onde ele, o Deus de justiça, mora.”

O povo viverá em Judá e em todas as suas cidades; e haverá lavradores e também pastores com os seus rebanhos.

Eu animarei os cansados e darei comida a todos os que estão fracos de fome.

Então eu acordei descansado e bem disposto.

— Eu, o SENHOR, digo que está chegando o tempo em que encherei de gente e de animais as terras de Israel e de Judá.

Assim como cuidei deles para arrancar, derrubar, arruinar, destruir e arrasar, assim também cuidarei deles para plantar e construir. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Quando esse tempo chegar, o povo não dirá mais: “Os pais comeram uvas verdes, mas foram os dentes dos filhos que ficaram ásperos.”

Pelo contrário, quem comer uvas verdes é que vai ficar com os dentes ásperos; e cada um morrerá por causa do seu próprio pecado.

O SENHOR Deus diz: — Está chegando o tempo em que farei uma nova aliança com o povo de Israel e com o povo de Judá.

Essa aliança não será como aquela que eu fiz com os antepassados deles no dia em que os peguei pela mão e os tirei da terra do Egito. Embora eu fosse o Deus deles, eles quebraram a minha aliança. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Quando esse tempo chegar, farei com o povo de Israel esta aliança: eu porei a minha lei na mente deles e no coração deles a escreverei; eu serei o Deus deles, e eles serão o meu povo. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Ninguém vai precisar ensinar o seu patrício nem o seu parente, dizendo: “Procure conhecer a Deus, o SENHOR.” Porque todos me conhecerão, tanto as pessoas mais importantes como as mais humildes. Pois eu perdoarei os seus pecados e nunca mais lembrarei das suas maldades. Eu, o SENHOR, estou falando.

O SENHOR fez o sol para ser a luz do dia, a lua e as estrelas para brilharem de noite. Deus faz o mar ficar bravo e faz rugir as suas ondas; o seu nome é SENHOR, o Todo-Poderoso.

Ele promete que, enquanto durarem as leis da natureza, Israel será sempre uma nação.

Se algum dia for possível medir os céus e examinar os alicerces da terra, então eu rejeitarei o povo de Israel por causa de tudo o que ele tem feito. O SENHOR Deus está falando.

— Está chegando o tempo— diz o SENHOR— em que esta cidade será construída de novo, desde a torre de Hananel até o Portão da Esquina.

Dali a linha da divisa continuará até o monte Garebe e daí vai virar na direção de Goa.

Será sagrado para mim, o SENHOR, o vale todo onde são jogados os mortos e o lixo. Serão sagrados também todos os campos que ficam além do riacho do Cedrom até o Portão dos Cavalos, a leste. Nunca mais Jerusalém será derrubada, nem destruída.

 

Jr 32

No ano décimo do reinado de Zedequias em Judá, que era o ano décimo oitavo do reinado de Nabucodonosor na Babilônia, o SENHOR Deus falou comigo.

Nesse tempo, o exército do rei da Babilônia cercava Jerusalém, e eu estava preso no pátio do palácio real.

O rei Zedequias havia mandado me prender, acusando-me de anunciar que o SENHOR tinha dito o seguinte: “Eu entregarei esta cidade ao rei da Babilônia, e ele a conquistará.

O rei Zedequias não escapará dos babilônios, mas será entregue ao rei deles. Zedequias verá o rei da Babilônia cara a cara e falará com ele pessoalmente.

Será levado para a Babilônia e ficará ali até que eu cuide dele. Mesmo que lute contra os babilônios, não poderá vencer. Eu, o SENHOR, estou falando.”

O SENHOR Deus me disse

que Hanamel, filho do meu tio Salum, ia me procurar e pedir que eu comprasse as terras dele em Anatote. Isso porque sou o seu parente mais chegado e tenho o direito de comprá-las.

Então, exatamente como o SENHOR tinha dito, o meu primo Hanamel me procurou no pátio da guarda e me disse: — Compre as minhas terras que ficam em Anatote, no território de Benjamim. Você é o meu parente mais chegado e por isso tem o direito de comprar essas terras e ficar com elas. Aí entendi que era Deus que estava me mandando fazer isso.

Assim comprei as terras de Hanamel e pesei o dinheiro para ele. O preço foi de duzentos gramas de prata.

Assinei a escritura e fechei-a com um selo. Depois, chamei testemunhas e pesei o dinheiro numa balança.

Então peguei a cópia fechada com o selo, a qual tinha o contrato e as condições, e também a cópia aberta

e dei as duas a Baruque, filho de Nerias e neto de Maaséias. Fiz isso na frente de Hanamel, das testemunhas que assinaram a escritura e de todos os judeus que estavam sentados no pátio.

Diante de todos eles, eu disse a Baruque:

— O SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, mandou que você pegue estas escrituras de compra, tanto a cópia fechada com o selo como a aberta, e as coloque num pote de barro para que durem muitos anos.

O SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, disse que neste país ainda serão compradas casas, terras e plantações de uvas.

Depois que dei a Baruque, filho de Nerias, a escritura de compra, eu orei assim:

— Ó SENHOR, meu Deus, com o teu grande poder e com a tua força, fizeste o céu e a terra. Nada é impossível para ti.

Tens sido bondoso para milhares de pessoas, mas também tens castigado os filhos por causa dos pecados dos seus pais. Tu és o grande e poderoso Deus; o teu nome é SENHOR, o Todo-Poderoso.

Tu fazes grandes planos e coisas maravilhosas. Tu vês tudo o que as pessoas fazem e tratas cada uma de acordo com o seu modo de agir e de viver.

Fizeste milagres e maravilhas na terra do Egito e continuas a fazer o mesmo até hoje, tanto em Israel como em todas as outras nações. Por isso, agora és conhecido em toda parte.

Tiraste o povo de Israel da terra do Egito por meio do teu poder e da tua força e por meio de milagres e maravilhas que encheram de terror os nossos inimigos.

Deste aos israelitas esta terra boa e rica, como havias prometido aos seus antepassados.

Mas, quando eles entraram nesta terra e tomaram posse dela, não obedeceram aos teus mandamentos, nem viveram de acordo com os teus ensinamentos; não fizeram nada daquilo que havias mandado. Por isso, fizeste cair sobre eles toda esta desgraça.

— Os babilônios construíram rampas de terra em volta das muralhas da cidade a fim de invadi-la e agora estão atacando. A guerra, a fome e as doenças vão fazer a cidade cair nas mãos deles. Como vês, tudo o que disseste aconteceu.

No entanto, SENHOR, meu Deus, tu me mandaste comprar terras na presença de testemunhas, apesar de os babilônios estarem quase tomando a cidade.

Então o SENHOR me respondeu:

— Eu sou o SENHOR, o Deus de toda a humanidade. Nada é impossível para mim.

Por isso, vou entregar esta cidade ao rei Nabucodonosor, da Babilônia, e ao seu exército, e eles a tomarão.

Os babilônios, que estão atacando, vão entrar na cidade e pôr fogo nela. Eles queimarão as casas onde o povo me tem provocado queimando incenso ao deus Baal nos terraços e derramando bebidas como oferta a outros deuses.

Desde o princípio, o povo de Israel e o povo de Judá só têm feito coisas más. As suas maldades têm provocado a minha ira.

Esta cidade tem provocado a minha ira e o meu furor desde o dia em que foi construída. Eu resolvi acabar com ela

por causa de todas as maldades que têm sido feitas pelo povo de Israel e pelo povo de Judá, pelos seus reis e autoridades, pelos seus sacerdotes e profetas e pelo povo de Jerusalém.

Eles me viraram as costas. E, embora eu continuasse ensinando essa gente, eles não escutaram, não aprenderam a lição, nem deram atenção às ameaças.

Até ídolos horrorosos eles colocaram no Templo construído em meu nome e o profanaram.

No vale de Ben-Hinom, eles construíram altares ao deus Baal, para ali queimar os seus filhos e as suas filhas em honra do deus Moloque. Eu não lhes dei ordem para isso e nunca pensei que eles fizessem uma coisa tão nojenta como essa e levassem o povo de Judá a pecar.

Depois, o SENHOR, o Deus de Israel, disse o seguinte: — Jeremias, o povo anda dizendo que a guerra, a fome e as doenças vão fazer esta cidade cair nas mãos do rei da Babilônia. Agora, escute o que vou dizer!

Vou ajuntar aqueles que na minha ira, cólera e furor eu espalhei. Eu os trarei de volta a este lugar e os deixarei viver aqui em segurança.

Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus.

Eu lhes darei este único propósito na vida: temer sempre a mim, para o próprio bem deles e dos seus descendentes.

Vou fazer com eles esta aliança eterna: nunca deixarei de lhes fazer o bem; farei com que me respeitem com sinceridade para que nunca se afastem de mim.

Terei prazer em lhes fazer o bem e com todo o meu coração e com toda a minha alma deixarei que fiquem morando nesta terra.

— Assim como eu trouxe esta desgraça a este povo, também lhe darei todas as boas coisas que prometi.

Jeremias, o povo anda dizendo que esta terra vai ficar como um deserto, sem gente e sem animais, e que será entregue aos babilônios. Mas eu digo que neste país ainda se comprarão terras.

As pessoas vão comprar, assinar escrituras, fechá-las com selos e chamar testemunhas. Isso acontecerá nas terras da tribo de Benjamim, nos povoados em volta de Jerusalém, nas cidades de Judá e nas cidades das montanhas, das planícies e da região sul. Eu trarei o povo de volta ao seu país. Eu, o SENHOR, falei.

 

Jr 33

Enquanto eu ainda estava preso no pátio da guarda, o SENHOR Deus falou mais uma vez comigo. Ele disse:

— Quem está falando é o SENHOR, que fez a terra, lhe deu forma e a colocou no lugar. O seu nome é SENHOR.

E Deus continuou: — Jeremias, se você me chamar, eu responderei e lhe contarei coisas misteriosas e maravilhosas que você não conhece.

Eu, o SENHOR, o Deus de Israel, afirmo que as casas de Jerusalém e o palácio real de Judá serão derrubados quando os babilônios construírem rampas de terra para atacar a cidade.

Alguns homens lutarão contra os babilônios, mas estes encherão as casas com os corpos daqueles que vou matar na minha ira e no meu furor. Eu abandonei esta cidade por causa das maldades do seu povo.

Mas eu curarei esta cidade e o seu povo e novamente lhe darei saúde. E farei com que tenha tempos de paz e segurança.

Trarei progresso para o povo de Judá e de Israel e construirei tudo de novo, como era antes.

Eu os purificarei de todos os pecados que cometeram e perdoarei as suas maldades e a sua revolta contra mim.

Jerusalém será para mim um motivo de alegria, de honra e de orgulho. E todas as nações do mundo vão tremer de medo quando ouvirem falar das boas coisas que estou fazendo para o povo de Jerusalém e do progresso que estou trazendo para esta cidade.

O SENHOR Deus disse: — Andam dizendo que este lugar é como um deserto, sem gente e sem animais. É verdade que as cidades de Judá e as ruas de Jerusalém estão vazias, sem gente e sem animais. Porém nesses lugares vocês ouvirão de novo

gritos de alegria e de felicidade e o barulho alegre das festas de casamento. Vocês vão ouvir pessoas cantando e trazendo ofertas de gratidão ao meu Templo. Elas cantarão assim: “Dêem graças ao SENHOR Todo-Poderoso porque ele é bom, e o seu amor dura para sempre.” Eu farei com que nesta terra haja tanta prosperidade como antes. Eu, o SENHOR, estou falando.

O SENHOR Todo-Poderoso disse: — Nesta terra, que é um deserto sem gente e sem animais, ainda haverá pastos para onde os pastores poderão trazer os seus rebanhos.

Os pastores ainda contarão as suas ovelhas nas cidades das montanhas, nas cidades das planícies de Judá e da região sul, na terra de Benjamim, nos povoados em volta de Jerusalém e nas cidades de Judá. Eu, o SENHOR, estou falando.

O SENHOR disse ainda: — Está chegando o tempo em que vou cumprir a promessa que fiz ao povo de Israel e de Judá.

Nesse dia e nesse tempo, farei surgir um verdadeiro descendente de Davi, e ele fará nesta terra o que é direito e justo.

Quando esse dia chegar, o povo de Judá será salvo, e o povo de Israel viverá em segurança. E eles vão dar a Jerusalém este nome: “SENHOR, nossa Salvação”.

Eu, o SENHOR, prometo que sempre haverá um descendente de Davi para reinar em Israel.

E sempre haverá sacerdotes da tribo de Levi para estar na minha presença e para trazer ofertas a serem completamente queimadas, ofertas de cereais e sacrifícios de animais.

O SENHOR Deus me disse o seguinte:

— É impossível quebrar as leis que fiz para que o dia e a noite venham sempre um depois do outro.

Assim também é impossível quebrar a aliança que fiz com o meu servo Davi, isto é, que ele sempre terá um descendente que seja rei. Também não posso quebrar a aliança que fiz com os sacerdotes da tribo de Levi, que me servem no Templo.

Eu aumentarei muito os descendentes do meu servo Davi e os sacerdotes da tribo de Levi. Aumentarei tanto, que será tão impossível contá-los como é impossível contar as estrelas do céu ou os grãos de areia da praia.

O SENHOR me perguntou:

— Jeremias, você sabe que andam dizendo que rejeitei Israel e Judá, as duas famílias que eu havia escolhido? Assim desprezam o meu povo e não o consideram mais como uma nação.

Mas eu, o SENHOR, digo que fiz leis para o dia e a noite e leis que controlam a terra e o céu.

E, assim como mantenho essas leis, também manterei a aliança que fiz com os descendentes de Jacó e com o meu servo Davi. Escolherei um descendente de Davi para governar os descendentes de Abraão, de Isaque e de Jacó. Farei com que o meu povo prospere novamente e terei compaixão dele.

 

Jr 34

O rei Nabucodonosor, da Babilônia, e o seu exército estavam atacando Jerusalém e as cidades vizinhas. Ajudavam nesse ataque as tropas de todas as nações e reinos dominados por ele. Nesse tempo, o SENHOR Deus falou comigo

e mandou que eu levasse a seguinte mensagem ao rei Zedequias, de Judá: — Eu, o SENHOR, o Deus de Israel, vou entregar esta cidade ao rei da Babilônia, e ele a destruirá com fogo.

Você não escapará; pelo contrário, será preso e entregue a ele. Você verá Nabucodonosor e falará com ele pessoalmente. Depois, você irá para a Babilônia.

Rei Zedequias, escute o que eu, o SENHOR, estou dizendo a seu respeito: você vai morrer em paz e não na guerra.

E, como queimaram incenso no enterro dos seus antepassados que foram reis antes de você, assim queimarão incenso em sua honra. Vão chorar por sua causa, dizendo: “O nosso rei morreu!” Eu, o SENHOR, falei.

Então eu contei tudo isso ao rei Zedequias, em Jerusalém,

quando o exército do rei da Babilônia estava atacando a cidade. Esse exército também estava atacando Laquis e Azeca, as duas únicas cidades cercadas de muralhas, em Judá, que ainda resistiam.

O SENHOR Deus falou de novo comigo depois que Zedequias fez um acordo com os moradores de Jerusalém para darem liberdade aos seus escravos.

Cada um devia pôr em liberdade os seus escravos hebreus, tanto homens como mulheres, para que assim nenhum hebreu tivesse como escravo uma pessoa da sua raça.

E todo o povo e as autoridades concordaram em libertar os seus escravos, prometendo nunca mais escravizá-los. Eles libertaram os escravos,

mas depois mudaram de idéia, e os fizeram voltar, e os obrigaram a se tornarem escravos de novo.

(12-13) Então o SENHOR, o Deus de Israel, me mandou dizer ao povo: — Quando tirei do Egito os antepassados de vocês e os livrei da escravidão, fiz uma aliança com eles. Eu disse que

de sete em sete anos deviam libertar qualquer patrício hebreu que eles tivessem comprado e que tivesse sido escravo deles durante seis anos. Mas os seus antepassados não me deram atenção, nem me obedeceram.

Porém alguns dias atrás vocês mudaram de idéia e fizeram o que me agrada. Todos concordaram em libertar os seus patrícios hebreus e fizeram um acordo na minha presença, no Templo construído em honra do meu nome.

Mas depois vocês novamente mudaram de idéia e profanaram o meu nome. Todos vocês fizeram voltar os escravos que haviam sido libertados e os obrigaram a ser escravos de novo.

Por isso, eu, o SENHOR, digo que vocês me desobedeceram e não deram a liberdade aos seus patrícios hebreus. Pois bem! Eu vou dar liberdade a vocês: liberdade de morrer na guerra e de morrer de doença e fome. Farei com que sejam um espetáculo horrível para todas as nações da terra. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

(18-19) As autoridades de Judá e de Jerusalém, os oficiais do palácio, os sacerdotes e todo o povo fizeram uma aliança comigo, passando entre as duas metades de um boi cortado ao meio. Mas eles quebraram a aliança que fizeram na minha presença e não cumpriram o que prometeram.

Por isso, eu os entregarei aos seus inimigos que os querem matar, e os corpos deles serão comidos pelas aves e pelos animais selvagens.

Entregarei o rei Zedequias, de Judá, e os seus oficiais aos inimigos que os querem matar. Eu os entregarei ao exército do rei da Babilônia, que parou de atacar vocês.

Darei ordem aos inimigos, e eles voltarão. Eles atacarão, e tomarão a cidade, e a destruirão com fogo. Farei com que as cidades de Judá virem um deserto onde ninguém mora. Eu, o SENHOR, falei.

 

Jr 35

Quando Jeoaquim, filho de Josias, era rei de Judá, o SENHOR Deus me disse:

— Jeremias, vá procurar a família dos recabitas e fale com eles. Depois, leve-os a uma das salas do Templo e lhes ofereça vinho.

(3-4) Então eu fui buscar os recabitas e levei a família inteira ao Templo: Jazanias (filho de outro Jeremias, que era filho de Habazinias) e todos os seus irmãos e filhos. Eu os levei até a sala dos seguidores do profeta Hanã, homem de Deus. Hanã era filho de Jigdalias. Essa sala ficava perto da sala dos oficiais e em cima da de Maaséias, filho de Salum, importante oficial do Templo.

Depois, coloquei diante dos recabitas jarras cheias de vinho e copos e disse: — Tomem um pouco de vinho.

Mas eles responderam: — Nós não bebemos vinho, pois o nosso antepassado Jonadabe, filho de Recabe, deu a seguinte ordem: “Nunca bebam vinho, nem vocês nem os seus descendentes.

Não construam casas, nem cultivem a terra. Não façam, nem comprem plantações de uva. Não tenham lugar certo para morar. Morem em barracas a vida toda para que assim vivam muito tempo nesta terra.”

E nós temos obedecido a todas as ordens do nosso antepassado Jonadabe, filho de Recabe. Nunca bebemos vinho, nem nós, nem nossas esposas, nem nossos filhos e filhas.

(9-10) Não construímos casas para morar: moramos em barracas. Não temos plantações de uva, nem terras, nem sementes. Temos obedecido a tudo o que o nosso antepassado Jonadabe ordenou.

Mas, quando o rei Nabucodonosor, da Babilônia, invadiu o país, resolvemos vir a Jerusalém para fugir dos exércitos babilônios e sírios. É por isso que estamos vivendo aqui.

(12-13) Então o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, mandou que eu fosse dizer o seguinte ao povo de Judá e de Jerusalém: — Eu, o SENHOR, pergunto: por que vocês não querem me ouvir, nem obedecer às minhas ordens?

Os descendentes de Jonadabe têm obedecido à sua ordem de não beber vinho. E até hoje nenhum deles bebe, pois todos obedecem ao mandamento que ele deu. Mas eu sempre tenho falado a vocês, e vocês não têm obedecido.

Tenho sempre mandado todos os meus servos, os profetas, e eles têm ordenado que vocês abandonem os seus maus caminhos e façam o que é certo. Eles avisaram que vocês não deviam adorar, nem servir outros deuses para que assim pudessem continuar a viver na terra que dei a vocês e aos seus antepassados. Mas vocês não quiseram me ouvir, nem obedecer.

Os descendentes de Jonadabe têm obedecido ao mandamento que o seu antepassado lhes deu; no entanto, vocês, o meu povo, não me têm obedecido.

Por isso, eu, o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, mandarei sobre vocês, povo de Judá e de Jerusalém, toda a destruição que prometi. Farei isso porque não quiseram me obedecer quando lhes falei e não quiseram responder quando os chamei.

Então eu disse à família dos recabitas que o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, tinha dito o seguinte: — Vocês têm obedecido ao mandamento do seu antepassado Jonadabe, têm respeitado todas as suas ordens e feito tudo o que ele mandou.

Por isso, eu, o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, prometo que Jonadabe, filho de Recabe, terá sempre um descendente homem para me servir.

 

Jr 36

No quarto ano em que Jeoaquim, filho de Josias, reinou em Judá, o SENHOR Deus me disse:

— Jeremias, pegue um rolo— um livro— e escreva nele tudo o que lhe falei a respeito do povo de Israel e de Judá e a respeito de todas as nações. Escreva tudo o que eu disse desde a primeira vez em que falei com você, quando Josias era rei, até hoje.

O povo de Judá vai ficar sabendo de toda a destruição que estou pensando fazer cair sobre eles. Aí talvez todos abandonem os seus maus caminhos, e eu perdoarei a maldade e os pecados deles.

Depois, eu chamei Baruque, filho de Nerias, e ditei tudo o que o SENHOR me tinha dito, e ele escreveu num rolo.

Então lhe dei as seguintes instruções: — Eu estou proibido de ir ao Templo.

Mas quero que você vá até lá quando o povo estiver jejuando. Leia o rolo em voz alta, de modo que eles escutem tudo o que o SENHOR Deus me disse e que eu ditei a você. Faça isso de maneira que o povo e também os que vierem das cidades de Judá possam ouvir.

Pode ser que assim eles orem a Deus e abandonem os seus maus caminhos, pois o SENHOR está furioso e muito irado com este povo.

Então Baruque leu no pátio do Templo as palavras do SENHOR, exatamente como eu havia mandado.

No nono mês do quinto ano do reinado de Jeoaquim, filho de Josias, em Judá, o povo ficou em jejum diante de Deus, o SENHOR. Tomaram parte nesse jejum todos os que viviam em Jerusalém e todos os que tinham vindo das cidades de Judá.

Então Baruque leu no rolo tudo o que eu tinha dito, e todo o povo escutou. Ele fez essa leitura num dos pátios do Templo, na sala de Gemarias, que era filho de Safã e escrivão do rei. Essa sala, que ficava na entrada do Portão Novo do Templo, dava para o pátio de cima.

Micaías, filho de Gemarias e neto de Safã, ouviu Baruque ler no rolo aquilo que o SENHOR tinha dito.

Aí desceu ao palácio real e foi até a sala do escrivão do rei, onde todas as autoridades estavam reunidas. Encontravam-se ali Elisama, conselheiro do rei, e Delaías, filho de Semaías, e Elnatã, filho de Acbor, e Gemarias, filho de Safã, e Zedequias, filho de Hananias, e todas as outras autoridades.

Micaías contou tudo o que tinha ouvido Baruque ler para o povo.

Então as autoridades mandaram que Jeudi, que era filho de Netanias, neto de Selemias e bisneto de Cusi, fosse dizer a Baruque o seguinte: — Venha e traga o rolo que você leu para o povo. Aí Baruque pegou o rolo e foi ao palácio.

E eles lhe disseram: — Por favor, sente-se e leia o rolo para nós. E Baruque leu para eles.

Depois de terem escutado tudo, eles olharam assustados uns para os outros e disseram a Baruque: — Temos de contar isso ao rei.

Então perguntaram: — Diga uma coisa: como é que você escreveu tudo isso? Foi Jeremias que ditou?

— Jeremias ditou palavra por palavra, e eu escrevi tudo com tinta neste rolo! — respondeu Baruque.

Então eles disseram: — Você e Jeremias precisam se esconder. Não deixem ninguém saber onde vocês estão.

As autoridades deixaram o rolo, isto é, o livro, na sala de Elisama, o escrivão do rei. Em seguida, foram até a sala onde o rei estava e lhe contaram tudo.

Então o rei mandou que Jeudi fosse buscar o rolo. Ele foi à sala de Elisama, trouxe o rolo e leu para o rei Jeoaquim e todas as autoridades que estavam em volta dele.

Era tempo de frio, e o rei estava no seu palácio de inverno, sentado perto do fogo.

Cada vez que Jeudi terminava a leitura de três ou quatro colunas, o rei cortava com uma faquinha aquele pedaço do rolo e jogava no fogo. Ele continuou fazendo isso até que o rolo inteirinho virou cinza.

Mas nem o rei nem nenhuma das autoridades que ouviram todas aquelas coisas ficaram com medo ou mostraram qualquer sinal de arrependimento.

Acontece que Elnatã, Delaías e Gemarias tinham pedido ao rei que não queimasse o rolo, mas ele não deu atenção.

Pelo contrário, mandou que o príncipe Jerameel, junto com Seraías, filho de Azriel, e Selemias, filho de Abdeel, prendessem o meu secretário Baruque e a mim. Mas o SENHOR nos havia escondido.

Depois que o rei Jeoaquim queimou o rolo que eu havia ditado a Baruque, o SENHOR Deus me disse

que pegasse outro rolo e escrevesse tudo o que estava naquele que o rei tinha queimado.

E o SENHOR me mandou dizer o seguinte: — Rei Jeoaquim, você queimou o rolo, perguntando: “Por que foi que Jeremias escreveu que o rei da Babilônia certamente virá, e destruirá esta terra, e matará a sua gente e os seus animais?”

Por isso, eu, o SENHOR, digo a você, rei Jeoaquim, que nenhum dos seus descendentes será rei no reino de Davi. O seu cadáver ficará largado ao sol durante o dia e à geada durante a noite.

Castigarei você, os seus descendentes e as suas autoridades por causa dos pecados de vocês todos. Nem você nem o povo de Jerusalém e de Judá se importaram com os meus avisos. Por isso, farei cair sobre todos vocês a desgraça que prometi.

Então peguei outro rolo, entreguei ao meu secretário Baruque, e ele escreveu tudo o que eu ditei. Escreveu tudo o que estava no rolo que o rei Jeoaquim havia queimado. E ainda ditei muitas outras coisas parecidas.

 

Jr 37

O rei Nabucodonosor, da Babilônia, pôs Zedequias, filho de Josias, como rei na terra de Judá, no lugar de Joaquim, filho de Jeoaquim.

Mas nem Zedequias, nem as autoridades, nem o povo obedeceram à mensagem de Deus, que eu, o profeta Jeremias, lhes entreguei.

O rei Zedequias mandou que Jucal, filho de Selemias, e o sacerdote Sofonias, filho de Maaséias, fossem falar comigo. Eles disseram: — Por favor, Jeremias, ore ao SENHOR, nosso Deus, por nós.

Eu ainda não tinha sido preso e andava livremente no meio do povo.

Nesse tempo, o exército egípcio havia saído do Egito. E, quando os babilônios que estavam cercando Jerusalém souberam disso, foram embora.

(6-7) Então o SENHOR, o Deus de Israel, me mandou dizer o seguinte a Zedequias, rei de Judá: — O exército egípcio, que vem vindo para socorrer você, vai voltar para o Egito.

Aí os babilônios voltarão para atacar esta cidade. Eles vão conquistá-la e pôr fogo nela.

Eu, o SENHOR, lhes dou este aviso: não se enganem, pensando que os babilônios não vão voltar. Eles voltarão.

Ainda que vocês derrotassem todo o exército da Babilônia, que está atacando, e ainda que desse exército sobrassem apenas homens feridos, deitados nas suas barracas, isso não adiantaria nada. Pois mesmo assim esses homens se levantariam e poriam fogo nesta cidade.

As tropas dos babilônios se retiraram de Jerusalém porque o exército egípcio estava chegando.

Nesse tempo, eu resolvi sair de Jerusalém e ir ao território da tribo de Benjamim para receber certa propriedade, que era parte de uma herança.

Ao chegar ao Portão de Benjamim, o chefe da guarda, chamado Jerias, que era filho de Selemias e neto de Hananias, me fez parar e disse: — Você está fugindo para o lado dos babilônios!

— Isso é mentira! — respondi. — Eu não estou fugindo para o lado dos babilônios! Mas Jerias não quis me ouvir. Ele me prendeu e me levou às autoridades.

Elas ficaram furiosas comigo e me deram uma surra. Em seguida, me prenderam na casa de Jônatas, escrivão do rei. Essa casa tinha sido transformada em prisão.

Aí me puseram numa cela cavada na terra, e eu fiquei ali muito tempo.

Depois, o rei Zedequias mandou me buscar. Quando cheguei ao palácio, ele me perguntou em segredo: — Jeremias, você recebeu alguma mensagem de Deus, o SENHOR? — Sim! Recebi! O senhor, ó rei, será entregue nas mãos do rei da Babilônia.

Então aproveitei para perguntar a Zedequias: — Qual foi o crime que cometi contra o senhor, ó rei, ou contra as autoridades, ou contra este povo, para que me pusessem na cadeia?

Onde estão os seus profetas que lhe diziam que o rei da Babilônia não ia atacar nem o senhor nem este país?

Portanto, ó rei, meu senhor, agora peço que faça o que vou pedir. Por favor, não me mande de volta para a casa do seu escrivão Jônatas, pois, se eu voltar, vou acabar morrendo ali.

Então o rei Zedequias ordenou que me pusessem no pátio da guarda. Todos os dias me davam um pão de padaria, até que acabou todo o pão que havia na cidade. E assim fiquei no pátio da guarda.

 

Jr 38

Certa vez, Sefatias, filho de Matã, e Gedalias, filho de Pasur, e Jucal, filho de Selemias, e Pasur, filho de Malquias, ouviram o que eu estava dizendo ao povo. Eu dizia que

o SENHOR Deus tinha dito o seguinte: — Quem ficar na cidade morrerá em combate, ou de fome, ou de doença. Mas aquele que sair e se entregar aos babilônios não será morto; pelo menos, escapará com vida e continuará a viver.

Eu estava dizendo que o SENHOR também tinha dito isto: — Certamente entregarei esta cidade ao exército do rei da Babilônia, e ele a conquistará.

Então as autoridades disseram ao rei: — Este homem tem de morrer. Falando desse jeito, ele está tirando a coragem dos soldados que estão na cidade e desanimando todo o povo. Este homem não está procurando ajudar; o que ele quer é a desgraça de todos.

O rei Zedequias disse: — Muito bem! Façam o que quiserem com Jeremias. Eu não posso segurar vocês.

Então eles me pegaram e me puseram dentro do poço que havia no pátio da guarda e que era do príncipe Malquias. Eles me desceram com cordas. Não havia água no poço; só lama; e eu me atolei na lama.

(7-8) Ebede-Meleque, um eunuco nascido na Etiópia, que trabalhava no palácio real, ficou sabendo que me haviam jogado no poço. Então saiu do palácio e foi falar com o rei, que naquela hora estava julgando causas no Portão de Benjamim. Ebede-Meleque disse o seguinte:

— Ó rei, meu senhor, o que aqueles homens fizeram está errado. Jogaram Jeremias no poço, e ele na certa vai morrer de fome, pois não há mais comida na cidade.

Aí o rei deu ordem para Ebede-Meleque levar trinta homens dali e me tirar do poço antes que eu morresse.

Então Ebede-Meleque levou os homens ao depósito do palácio. Pegou alguns trapos e roupas usadas e os desceu por meio de cordas para dentro do poço onde eu estava.

E disse: — Jeremias, ponha esses trapos debaixo dos braços para que as cordas não machuquem você. Eu fiz o que ele mandou.

Então me puxaram com as cordas e me tiraram do poço. Depois disso, fiquei no pátio da guarda.

O rei Zedequias mandou que me levassem até a terceira entrada do Templo, onde ele estava. Então disse: — Jeremias, vou lhe fazer uma pergunta e não quero que você esconda nada de mim.

Eu respondi: — Se eu disser a verdade, o senhor me matará; e, se eu lhe der conselhos, o senhor não ouvirá.

Aí o rei Zedequias me prometeu, em segredo, o seguinte: — Pelo SENHOR Deus, que está vivo e que nos deu a vida, juro que não matarei você, nem o entregarei aos homens que querem matá-lo.

Então eu disse a Zedequias que o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, tinha dito o seguinte: — Rei Zedequias, se você se entregar aos oficiais do rei da Babilônia, você não será morto, e esta cidade não será queimada. Tanto você como a sua família ficarão vivos.

Porém, se você não se entregar, então esta cidade será entregue aos babilônios, e eles a queimarão. E você não escapará deles.

O rei Zedequias respondeu: — Mas eu tenho medo dos judeus que passaram para o lado dos babilônios. Pode acontecer que os babilônios me entreguem a esses judeus, e eles me torturem.

Aí eu disse ao rei: — O senhor não será entregue a esses judeus. Por favor, obedeça à mensagem do SENHOR Deus, como lhe falei. Então tudo lhe correrá bem, e o senhor não será morto.

Mas Deus me mostrou o que acontecerá se o senhor não quiser se entregar.

Todas as mulheres que ficarem no palácio real de Judá serão levadas para os oficiais do rei da Babilônia. E elas irão dizendo assim: “O rei foi enganado e dominado pelos seus melhores amigos. E, agora que ele afundou os pés na lama, os seus amigos o abandonaram.”

Eu disse ainda: — Rei Zedequias, todas as suas mulheres e os seus filhos serão entregues aos babilônios, e o senhor também não escapará deles. O senhor será levado como prisioneiro pelo rei da Babilônia, e esta cidade será destruída pelo fogo.

Aí Zedequias me recomendou: — Jeremias, não conte esta conversa a ninguém; se não, a sua vida correrá perigo.

Se as autoridades souberem que eu estive falando com você, vão lhe perguntar o que foi que conversamos. E vão prometer que não o matarão se você lhes contar tudo.

Se isso acontecer, diga que você veio me pedir que não o mandasse de volta à casa de Jônatas, pois ali você morreria.

Então todos os oficiais vieram e me fizeram perguntas. E eu respondi como o rei havia ordenado. Eles me deixaram em paz porque não tinham ouvido nada da conversa.

E eu fiquei ali no pátio da guarda até o dia em que Jerusalém foi tomada.

 

Jr 39

No décimo mês do ano nono do reinado de Zedequias em Judá, o rei Nabucodonosor, da Babilônia, veio com todo o seu exército e atacou a cidade de Jerusalém.

No ano décimo primeiro do reinado de Zedequias, no dia nove do quarto mês, eles conseguiram abrir uma brecha na muralha da cidade.

Quando Jerusalém foi tomada, todos os altos funcionários do rei da Babilônia vieram e sentaram nos seus lugares, no Portão do Meio. Entre eles, estavam Nergal-Sarezer, Sangar-Nebo, Sarsequim e outro Nergal-Sarezer.

Quando o rei Zedequias e todos os seus soldados viram o que havia acontecido, tentaram fugir da cidade durante a noite. Eles saíram pelo caminho do jardim do rei, foram pelo portão que ligava as duas muralhas e fugiram na direção do vale do Jordão.

Mas o exército dos babilônios os perseguiu e prendeu Zedequias na planície de Jericó. Eles o levaram como prisioneiro ao rei Nabucodonosor, que estava na cidade de Ribla, na região de Hamate. Ali Nabucodonosor o condenou.

Em Ribla, o rei da Babilônia mandou matar os filhos de Zedequias na presença do pai. Também mandou matar as autoridades de Judá.

Depois, mandou furar os olhos de Zedequias e o prendeu com correntes de bronze a fim de levá-lo para a Babilônia.

Enquanto isso, os babilônios incendiaram o palácio real e as casas do povo e derrubaram as muralhas de Jerusalém.

E Nebuzaradã, o comandante-geral do exército babilônio, levou como prisioneiros para a Babilônia os que haviam sido deixados na cidade e os que haviam fugido para o lado dele.

Mas deixou ficar na terra de Judá algumas pessoas mais pobres, que não tinham propriedades, e lhes deu plantações de uvas e terras.

E Nabucodonosor, rei da Babilônia, deu a Nebuzaradã a seguinte ordem a meu respeito:

— Vá buscar Jeremias e cuide bem dele. Não o trate mal, mas faça por ele o que ele quiser.

Assim Nebuzaradã, junto com Nebusazbã, alto oficial, e Nergal-Sarezer, que também era alto oficial, e todas as outras autoridades do rei da Babilônia

mandaram me tirar do pátio da guarda. Fui entregue a Gedalias, filho de Aicã e neto de Safã, e ele me levou para casa. Assim eu fiquei em Jerusalém, no meio do povo.

Enquanto eu ainda estava preso no pátio da guarda, o SENHOR Deus falou comigo. Ele me mandou

que dissesse a Ebede-Meleque, da Etiópia, que o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, tinha dito o seguinte: — Conforme prometi, não trarei progresso e sim destruição a esta cidade de Jerusalém. E, quando isso acontecer, você estará aqui para ver.

Mas eu, o SENHOR, o protegerei, e você não será entregue nas mãos daqueles de quem está com medo.

Eu o salvarei: você não morrerá. Você continuará vivo porque confiou em mim. Eu, o SENHOR, falei.

 

Jr 40

O SENHOR Deus falou comigo outra vez depois que o comandante-geral Nebuzaradã me havia posto em liberdade na cidade de Ramá. Eu tinha sido acorrentado, junto com todo o povo de Jerusalém e de Judá que estava sendo levado como prisioneiro para a Babilônia.

O comandante-geral me chamou de lado e disse: — O SENHOR, seu Deus, ameaçou destruir esta terra

e agora fez o que tinha dito. Tudo isso aconteceu porque o seu povo pecou contra o SENHOR e não lhe obedeceu.

Agora, estou tirando as correntes dos seus pulsos e pondo você em liberdade. Se quiser vir comigo para a Babilônia, venha, e eu cuidarei bem de você. Mas, se não quiser, não venha. Você pode ficar em qualquer lugar deste país. Vá para onde quiser e achar melhor.

Mas, como eu estava demorando a me decidir, Nebuzaradã me disse: — Volte e fique com Gedalias, filho de Aicã e neto de Safã. O rei da Babilônia colocou Gedalias como governador das cidades de Judá. Você pode ficar com ele e viver no meio do povo ou então ir para onde achar melhor. Nebuzaradã me deu mantimentos e um presente e deixou que eu fosse embora.

Então fui e fiquei com Gedalias, em Mispa. E ali passei a viver no meio do povo que tinha ficado na terra de Judá.

Alguns oficiais de Judá e os seus soldados, que estavam no campo, não haviam se entregado. Eles ouviram falar que o rei da Babilônia tinha posto Gedalias, filho de Aicã, como governador do país e como responsável por todos aqueles que não haviam sido levados como prisioneiros para a Babilônia. Só os mais pobres ficaram no país.

Então Ismael, filho de Netanias, e Joanã, filho de Careá, e Seraías, filho de Tanumete, e os filhos de Efai, da cidade de Netofa, e Jezanias, de Maacá, foram com os seus homens até Mispa a fim de falar com Gedalias.

E Gedalias lhes disse: — Eu dou a minha palavra que vocês não precisam ter medo de serem dominados pelos babilônios. Fiquem morando nesta terra, trabalhem para o rei da Babilônia, e tudo correrá bem para vocês.

Eu mesmo vou ficar em Mispa e, quando os babilônios chegarem, serei o representante de vocês. Vocês podem colher e guardar frutas, armazenar vinho e azeite e morar nas cidades que vocês conquistaram.

Da mesma forma, todos os judeus que estavam em Moabe, Amom, Edom e em outros países ouviram dizer que o rei da Babilônia tinha deixado que alguns judeus ficassem vivendo em Judá. Souberam também que ele havia posto Gedalias como governador deles.

Aí os judeus saíram de todos os lugares onde estavam espalhados e voltaram para a terra de Judá. Eles foram até Mispa, onde vivia Gedalias, e fizeram muito vinho e colheram muitas frutas.

Depois disso, Joanã, filho de Careá, e os chefes dos soldados que não se haviam entregado aos babilônios foram a Mispa, onde Gedalias estava,

e lhe disseram: — Sabe que Baalis, rei de Amom, mandou Ismael, filho de Netanias, matar o senhor? Mas Gedalias não acreditou.

Então Joanã lhe disse o seguinte, em particular: — Deixe que eu mate Ismael, e ninguém vai ficar sabendo quem o matou. Por que deixar que ele mate o senhor? Se isso acontecer, todos os judeus que se ajuntaram em volta do senhor se espalharão, e isso será uma desgraça para todo o povo que ficou em Judá.

Mas Gedalias respondeu: — Não mate Ismael! O que você está dizendo a respeito dele é mentira.

 

Jr 41

No sétimo mês daquele ano, Ismael, filho de Netanias e neto de Elisama, que era da família do rei, foi até Mispa com dez homens para encontrar-se com Gedalias. Enquanto estavam todos ali, tomando uma refeição juntos,

Ismael e os dez homens que estavam com ele pegaram as suas espadas e mataram Gedalias. Assim mataram aquele que tinha sido posto pelo rei da Babilônia como governador do país.

Ismael também matou todos os judeus que estavam com Gedalias em Mispa e os soldados babilônios que estavam lá.

No dia seguinte, antes que alguém soubesse que Gedalias tinha sido morto,

chegaram ali oitenta homens. Eles vinham de Siquém, Siló e Samaria. Estavam com a barba raspada e as roupas rasgadas e tinham feito cortes no corpo. Eles traziam cereais e incenso para oferecer a Deus, o SENHOR, no Templo.

Então Ismael saiu chorando de Mispa e foi encontrar-se com eles. Quando chegou perto deles, disse: — Entrem e venham ver Gedalias.

Quando eles entraram na cidade, Ismael e os seus homens os mataram e jogaram os corpos num poço.

Mas havia no grupo dez homens que disseram a Ismael: — Não nos mate! Temos trigo, cevada, azeite e mel escondidos no campo. Aí ele desistiu e não os matou como havia feito com os seus companheiros.

Era grande o poço em que Ismael jogou os corpos dos homens que ele havia matado. O rei Asa o havia cavado para se prevenir contra os ataques do rei Baasa, de Israel. Ismael encheu esse poço com os corpos dos homens que haviam sido mortos.

E depois Ismael partiu para o país de Amom, levando como prisioneiros as filhas do rei e todo o resto do povo que estava em Mispa. O comandante-geral Nebuzaradã tinha deixado Gedalias como o responsável por essa gente.

Joanã, filho de Careá, e todos os chefes do exército que estavam com ele ouviram falar do crime que Ismael havia cometido.

Então reuniram os seus soldados e foram combater contra Ismael. Eles o alcançaram perto do grande poço de Gibeão.

Quando os prisioneiros de Ismael viram Joanã e os chefes do exército com ele, ficaram alegres.

Aí viraram e correram para o lado de Joanã.

Mas Ismael e oito dos seus homens escaparam de Joanã e fugiram para o país de Amom.

Então Joanã e os chefes do exército que estavam com ele reuniram os soldados, as mulheres, as crianças e os eunucos que Ismael havia levado de Mispa como prisioneiros, depois de ter matado Gedalias. Assim reuniram a gente que Joanã havia tomado de Ismael em Gibeão

e partiram, parando um pouco em Gerute-Quimã, perto de Belém. Eles queriam ir até o Egito

para fugir dos babilônios. Estavam com medo deles porque Ismael tinha matado Gedalias, aquele que havia sido posto como governador do país pelo rei da Babilônia.

 

Jr 42

Então todos os chefes do exército e Joanã, filho de Careá, e Azarias, filho de Hosaías, e pessoas de todas as classes

vieram falar comigo. Disseram o seguinte: — Por favor, Jeremias, atenda o nosso pedido: ore ao SENHOR Deus por nós e por estes que foram deixados nesta terra. Antes, nós éramos muitos, mas agora somos poucos, como você está vendo.

Ore ao SENHOR, seu Deus, para que mostre o caminho que devemos seguir e o que devemos fazer.

Eu respondi: — Está bem! Vou orar ao SENHOR, o Deus de vocês, como pediram. Depois, eu contarei o que ele disser. Não esconderei nada de vocês.

Então eles disseram: — Que o SENHOR Deus seja uma testemunha fiel e verdadeira contra nós, se não obedecermos a todas as ordens que ele nos der por meio de você!

Gostemos ou não dessas ordens, nós obedeceremos ao SENHOR, nosso Deus, com quem você vai falar em nosso favor. Se obedecermos ao SENHOR, tudo correrá bem para nós.

Dez dias depois, o SENHOR Deus falou comigo.

Aí chamei Joanã, filho de Careá, e todos os chefes do exército que estavam com ele, e todo o povo— pessoas de todas as classes—

e disse: — O SENHOR, o Deus de Israel, a quem vocês me pediram que orasse, disse o seguinte:

“Se vocês quiserem continuar a viver nesta terra, eu edificarei a nação e não a destruirei; plantarei e não arrancarei. A destruição que fiz cair sobre vocês me deixou muito triste.

Não tenham mais medo do rei da Babilônia, pois estou com vocês. Eu os salvarei e os livrarei do poder dele. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Terei pena de vocês e farei com que ele também tenha e deixe que vivam nesta terra.”

(13-15) — Mas vocês que ficaram em Judá não devem desobedecer ao SENHOR, seu Deus, mas devem concordar em morar nesta terra. Não digam assim: “Nós vamos morar no Egito, onde não teremos mais de enfrentar a guerra, nem ouvir o toque de atacar, nem passar fome.” Se vocês falarem assim, então o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, dirá: “Se vocês estão mesmo resolvidos a viver no Egito,

então vão ter de enfrentar a guerra, de que vocês têm medo. A fome que vocês temem vai segui-los, e vocês morrerão no Egito.

Todos os que estiverem resolvidos a viver no Egito morrerão na guerra, ou de fome, ou de doença. Não sobrará ninguém; ninguém escapará da desgraça que farei cair sobre vocês.”

— O SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, diz: “Se vocês forem para o Egito, a minha ira e o meu furor cairão sobre vocês como caíram sobre o povo de Jerusalém. Vocês vão se tornar uma coisa horrível e espantosa. Os outros zombarão de vocês e usarão o seu nome para rogar pragas. E vocês nunca mais verão este lugar.”

E eu disse ainda: — O SENHOR Deus disse que vocês, que ficaram em Judá, não devem ir para o Egito. Por isso, agora eu os aviso:

Vocês estão cometendo um erro que pode lhes custar a vida. Vocês me mandaram falar com o SENHOR, nosso Deus, e me disseram: “Ore ao SENHOR por nós. Depois, conte-nos tudo o que ele disser que devemos fazer, e nós faremos.”

Agora, eu lhes contei tudo, mas vocês não estão obedecendo ao SENHOR, nosso Deus, em nada do que ele me mandou dizer.

Portanto, lembrem disto: vocês vão morrer na guerra, ou de fome, ou de doença na terra para onde querem ir e onde querem viver.

 

Jr 43

Quando acabei de dizer ao povo tudo o que o SENHOR, seu Deus, havia ordenado,

Azarias, filho de Hosaías, e Joanã, filho de Careá, e todos os homens orgulhosos me disseram: — Você está mentindo, Jeremias. O SENHOR, nosso Deus, não mandou você dizer que não devíamos ir morar no Egito.

Baruque, filho de Nerias, é que está jogando você contra nós para nos entregar nas mãos dos babilônios a fim de sermos mortos ou levados para a Babilônia.

Assim Joanã, e os oficiais do exército, e todo o povo não quiseram obedecer à ordem que o SENHOR Deus tinha dado para ficar em Judá.

Então Joanã e os oficiais do exército levaram para o Egito todos os que haviam ficado em Judá. Levaram todas as pessoas que viviam em Judá e que tinham voltado das nações onde haviam sido espalhadas:

homens, mulheres, crianças e as filhas do rei. Levaram todos os que o comandante-geral Nebuzaradã tinha deixado aos cuidados de Gedalias. E Baruque e eu também fomos obrigados a ir.

Assim desobedeceram a Deus e foram para o Egito e chegaram até a cidade de Tafnes.

Em Tafnes Deus me disse:

— Jeremias, pegue algumas pedras grandes e enterre-as no barro que está no calçamento que fica em frente do palácio do governo, aqui na cidade. E deixe que alguns judeus vejam você fazer isso.

Depois, diga a eles o seguinte: “Eu, o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, mandarei vir o meu servo Nabucodonosor, rei da Babilônia. Ele vai pôr o seu trono em cima dessas pedras que você enterrou e vai armar a barraca real sobre elas.

Nabucodonosor virá e derrotará o Egito. Os que tiverem de morrer de doença morrerão de doença; os que tiverem de cair prisioneiros serão levados como prisioneiros; e os que tiverem de morrer na guerra morrerão na guerra.

Eu queimarei os templos dos deuses do Egito; farei com que o rei da Babilônia ponha fogo nesses deuses ou os leve embora. Assim como o pastor cata os piolhos das suas roupas para limpá-las, também o rei da Babilônia limpará a terra do Egito e sairá dali vitorioso.

Ele destruirá os monumentos sagrados de Heliópolis, no Egito, e queimará os templos dos deuses egípcios.”

 

Jr 44

Deus me falou a respeito de todos os judeus que estavam vivendo no Egito, nas cidades de Migdol, Tafnes e Mênfis e no Sul do país.

O SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, disse: — Vocês viram a desgraça que eu fiz cair sobre Jerusalém e sobre todas as outras cidades de Judá. Até hoje, estão arrasadas, e ninguém mora nelas.

Isso aconteceu porque o povo dessas cidades fez coisas más e assim provocou a minha ira. Eles ofereceram sacrifícios a outros deuses e foram atrás de deuses que nem eles, nem vocês, nem os antepassados de vocês haviam adorado antes.

Eu sempre continuei a mandar a vocês todos os meus servos, os profetas, para lhes dizerem que não fizessem essa coisa horrível que eu detesto.

Mas vocês não quiseram dar atenção e não obedeceram. Não quiseram deixar esse mau costume de oferecer sacrifícios aos ídolos.

Por isso, eu fiz cair a minha ira e o meu furor sobre as cidades de Judá e sobre as ruas de Jerusalém e as incendiei. Elas ficaram arrasadas e até hoje são um espetáculo de horror.

— Por isso, eu, o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, pergunto agora: por que vocês estão fazendo este mal tão grande contra vocês mesmos? Será que estão querendo destruir homens e mulheres, crianças e bebês, de modo que não fique sobrando ninguém?

Por que é que vocês me irritam com os seus ídolos, oferecendo sacrifícios a outros deuses aqui no Egito, onde vieram morar? Será que estão fazendo isso para se destruírem, e para que todas as nações da terra zombem de vocês e usem o seu nome para rogar pragas?

Será que já esqueceram as maldades que foram feitas nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém pelos seus antepassados, pelos reis de Judá e as suas mulheres e por vocês e as suas mulheres?

Mas até hoje vocês não se humilharam, não me respeitaram e não viveram de acordo com as leis e os mandamentos que dei a vocês e aos seus antepassados.

— Portanto, eu, o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, destruirei vocês e acabarei completamente com o povo de Judá.

Será destruído todo o povo de Judá que ficou na sua terra e depois resolveu ir morar no Egito. Todos eles, tanto os importantes como os humildes, morrerão no Egito: morrerão na guerra ou de fome. Eles serão um espetáculo de horror. Os outros zombarão deles e usarão o seu nome para rogar pragas.

Eu castigarei aqueles que estão morando no Egito como castiguei Jerusalém, isto é, com guerra, fome e doença.

Aqueles que ficaram em Judá e depois vieram morar no Egito não escaparão; nenhum deles ficará vivo. Eles gostariam de voltar para morar na terra de Judá, mas nenhum deles vai poder fazer isso. Só alguns fugitivos voltarão para lá.

Uma grande multidão veio falar comigo. Eram todos os homens que sabiam que as suas mulheres tinham oferecido sacrifícios a outros deuses, e todas as mulheres que estavam ali, e os judeus que viviam no Sul do Egito. Eles disseram:

— Nós não vamos dar atenção ao que você nos disse em nome de Deus, o SENHOR.

Pelo contrário, vamos fazer tudo o que prometemos. Vamos oferecer sacrifícios à deusa chamada “Rainha do Céu”. Vamos fazer a ela oferta de bebidas, como nós e os nossos antepassados, os nossos reis e as nossas autoridades costumávamos fazer nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém. Naquele tempo, tínhamos muita comida, os negócios iam bem, e nenhum mal nos acontecia.

Mas, desde que paramos de oferecer sacrifícios à Rainha do Céu e deixamos de lhe fazer ofertas de bebidas, começou a nos faltar tudo, e o nosso povo tem morrido na guerra e de fome.

E as mulheres disseram: — Os nossos maridos achavam bom quando assávamos bolos marcados com a figura da imagem da Rainha do Céu e quando lhe oferecíamos sacrifícios e fazíamos ofertas de bebidas.

Ao ouvir essa resposta, eu disse o seguinte a todo o povo, aos homens e às mulheres:

— Será que vocês estão pensando que o SENHOR não sabia ou que tinha esquecido os sacrifícios que vocês e os seus antepassados, os seus reis, as suas autoridades e o povo de Judá ofereceram nas suas cidades e nas ruas de Jerusalém?

Por isso, a terra de vocês é hoje um deserto, e ninguém vive lá. Ela se tornou um espetáculo de horror, e as pessoas usam o seu nome para rogar pragas. Isso porque o SENHOR não podia mais agüentar o que vocês estavam fazendo, isto é, as maldades e as coisas que ele detesta.

Essa desgraça aconteceu e continua até hoje porque vocês ofereceram sacrifícios a outros deuses e pecaram contra o SENHOR. Vocês não estavam vivendo de acordo com os ensinos, as instruções e os mandamentos dele.

(24-25) Eu continuei a dizer a todo o povo e às mulheres aquilo que o SENHOR Todo-Poderoso me havia mandado dizer ao povo de Judá que vivia no Egito. Ele me havia mandado dizer o seguinte: — Tanto vocês como as suas mulheres fizeram promessas à Rainha do Céu. Vocês prometeram que iam lhe oferecer sacrifícios e fazer ofertas de bebidas e têm cumprido essa promessa. Está bem! Paguem as suas promessas! Cumpram os votos que fizeram!

Mas agora escutem bem a promessa que eu, o SENHOR, vou fazer em meu poderoso nome a todos vocês, judeus que estão no Egito. Nunca mais deixarei que nenhum de vocês use o meu nome para fazer uma promessa, dizendo: “Juro pela vida do SENHOR, nosso Deus.”

Eu não vou trazer para vocês a felicidade, mas a desgraça. Vocês, todo o povo de Judá que vive no Egito, vão morrer na guerra ou de doença, até que se acabem.

Mas alguns escaparão da morte e voltarão do Egito para Judá. Então todos os que continuaram vivos em Judá e que vieram para o Egito ficarão sabendo qual foi a palavra que se cumpriu, se a minha ou a deles.

Eu, o SENHOR, dou a vocês um sinal como prova de que os castigarei neste lugar e de que a minha promessa de destruí-los se cumprirá.

O sinal é este: eu entregarei o rei Hofra, do Egito, nas mãos dos seus inimigos que querem matá-lo, assim como entreguei o rei Zedequias, de Judá, ao rei Nabucodonosor, da Babilônia, que era seu inimigo e queria matá-lo.

 

Jr 45

(1-2) No quarto ano do reinado de Jeoaquim, filho de Josias, em Judá, Baruque, filho de Nerias, escreveu aquilo que o SENHOR, o Deus de Israel, me tinha dito. Foram estas as palavras que eu ditei e que Baruque escreveu num livro: — Baruque,

você está dizendo: “Eu desisto! O SENHOR Deus aumentou a minha tristeza e o meu sofrimento. Estou cansado de gemer e não consigo descansar!”

Aí o SENHOR me mandou dizer a Baruque: — Estou destruindo o que construí e arrancando o que plantei. Farei isso em toda esta terra.

Será que você está querendo ser tratado de modo diferente? Não espere isso. Eu farei a desgraça cair sobre toda a humanidade, mas você pelo menos escapará com vida, esteja onde estiver. Eu, o SENHOR, falei.

 

Jr 46

O SENHOR Deus me falou a respeito das nações.

Ele me falou sobre o exército de Neco, rei do Egito, que foi vencido em Carquemis, perto do rio Eufrates, pelo rei Nabucodonosor, da Babilônia. Isso aconteceu no quarto ano do reinado de Jeoaquim, filho de Josias, em Judá. A respeito do Egito Deus disse o seguinte:

“Os oficiais egípcios gritam: ‘Aprontem os seus escudos e marchem para a batalha!

Ponham arreios nos cavalos e montem! Formem filas e ponham os capacetes! Afiem as lanças e vistam as couraças!’

“Mas o que estou vendo?” — pergunta Deus. “Os egípcios estão fugindo de medo. Eles correm apavorados e fogem tão depressa, que nem olham para trás.

Aqueles que correm depressa não podem escapar; os soldados não conseguem fugir. No Norte, perto do rio Eufrates, eles tropeçam e caem.

Quem é este que vem subindo como o rio Nilo, como um rio inundando as suas margens?

É o Egito, subindo como o Nilo, como um rio alagando as suas margens. O Egito disse: ‘Vou subir e cobrir o mundo; vou destruir as cidades e os seus moradores.

Egípcios, mandem os cavalos saírem e façam os carros de guerra correrem! Mandem os soldados avançarem: os homens da Etiópia e da Líbia, que carregam escudos, e os homens de Lude, que atiram flechas com os seus arcos.’”

Esse é o Dia do SENHOR, o Deus Todo-Poderoso! Hoje, ele se vingará; hoje, ele castigará os seus inimigos. A sua espada os devorará até não querer mais e beberá o sangue deles até ficar satisfeita. Hoje, o SENHOR Todo-Poderoso oferecerá as suas vítimas em sacrifício no Norte, perto do rio Eufrates.

Povo do Egito, vá a Gileade, vá procurar remédios! Todos os seus remédios não adiantam, pois o seu mal não tem cura.

As nações ouviram falar da vergonha da sua derrota; a terra inteira escutou os seus gritos. Um soldado tropeçou no outro, e os dois caíram no chão.

Quando o rei Nabucodonosor, da Babilônia, veio atacar o Egito, o SENHOR Deus me disse o seguinte:

“Anunciem isto nas cidades do Egito, em Migdol, Mênfis e Tafnes: ‘Preparem-se para se defender; tudo o que vocês têm será destruído na guerra!

Por que foi que o seu deus poderoso caiu? Foi porque o SENHOR Deus o jogou no chão!’

Os soldados do Egito tropeçaram e caíram e disseram uns aos outros: ‘Vamos depressa! Vamos voltar para casa, para o nosso povo, e assim escaparemos da espada do inimigo!’

Dêem ao rei do Egito este novo nome— ‘Falador Espalhafatoso— o homem que perdeu a sua oportunidade.’

“Sou eu, o Rei, quem está falando. Eu sou o Deus vivo. O meu nome é SENHOR, o Todo-Poderoso. Como o Tabor é mais alto do que outros montes, e o monte Carmelo fica acima do mar, assim aquele que vai atacar é mais forte do que vocês, egípcios.

“Povo do Egito, apronte-se para ser levado como prisioneiro! A cidade de Mênfis vai virar um deserto, será arrasada e ficará sem moradores.

O Egito é como uma bela vaca, mordida por um moscão que vem do Norte.

Até os seus soldados pagos para lutarem são tão mansos como bezerros gordos. Não ficaram firmes para lutar; todos eles viraram as costas e fugiram porque chegou o dia da sua desgraça, chegou a hora da sua destruição.

O Egito foge, assobiando como uma cobra, porque o exército inimigo está chegando. Os inimigos atacam com machados, como se fossem cortadores de lenha.

Eles derrubam a sua floresta, onde é tão difícil entrar. Os seus homens são tantos, que não podem ser contados; os soldados inimigos são mais numerosos do que gafanhotos.

O povo do Egito está humilhado porque foi dominado pela nação do Norte. Eu, o SENHOR, estou falando.”

O SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, disse: — Eu castigarei Amom, o deus de Tebas, e também o Egito, os seus deuses e os seus reis. Castigarei o rei do Egito e todos os que confiam nele.

Eu os entregarei aos que querem matá-los, isto é, ao rei Nabucodonosor, da Babilônia, e ao seu exército. Porém mais tarde o povo viverá outra vez na terra do Egito. Eu, o SENHOR, estou falando.

“Descendentes do meu servo Jacó, não tenham medo! Povo de Israel, não fique assustado! Eu os livrarei dessa terra distante, da terra onde vocês são prisioneiros. Vocês voltarão e viverão em paz; viverão em segurança, e ninguém fará com que fiquem com medo.

Estarei com vocês para salvá-los. Destruirei completamente todas as nações por onde os espalhei, mas vocês não serão completamente destruídos. Vocês não ficarão sem castigo, mas, quando eu os castigar, não serei duro demais. Eu, o SENHOR, falei.”

 

Jr 47

Antes de o rei do Egito atacar a cidade de Gaza, o SENHOR Deus me falou a respeito dos filisteus.

Ele disse: “Vejam! No Norte, as águas estão subindo e de lá vão correr como um rio no tempo da enchente. Elas cobrirão a terra e tudo o que nela existe, as cidades e os seus moradores. Eles gritarão pedindo socorro; todos nesta terra gritarão de dor.

Eles ouvirão o ruído das patas dos cavalos, o barulho dos carros de guerra e o estrondo das suas rodas. Os pais não voltarão para buscar os seus filhos, pois os seus braços estarão fracos, caídos.

Chegou o dia de destruir o país dos filisteus, chegou o dia de impedir que as cidades de Tiro e Sidom recebam ajuda dos seus aliados. Eu, o SENHOR, vou destruir os filisteus, todos os que vêm da ilha de Creta.

O povo de Gaza ficou muito triste, e os moradores de Asquelom estão calados. Até quando vão chorar os que ficaram na terra dos filisteus?

Vocês gritam: ‘Espada de Deus! Quando é que você vai parar de matar? Volte para a sua bainha, fique ali e descanse!’

Mas como é que a espada pode descansar, se eu lhe dei trabalho para fazer? Eu mandei que ela atacasse a cidade de Asquelom e o povo que vive no litoral.”

 

Jr 48

O SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, disse o seguinte a respeito de Moabe: “Tenham pena do povo da cidade de Nebo porque ela está destruída! Quiriataim foi tomada, a sua fortaleza poderosa foi arrasada, e o seu povo ficou humilhado.

Acabou-se a glória de Moabe. Em Hesbom, o inimigo faz os seus planos: ‘Vamos acabar com a nação de Moabe!’ Exércitos marcharão contra a cidade de Madmém, e nela só restará o silêncio.

O povo de Horonaim grita: ‘Tudo está arrasado! Tudo está destruído!’

“O país de Moabe ficou em ruínas; as crianças estão chorando.

Escutem os seus soluços no caminho que sobe para Luíte, ouçam os seus gritos de aflição na estrada que desce para Horonaim.

Ouve-se gente gritando: ‘Depressa! Fujam para salvar a vida! Corram como um jumento selvagem no deserto!’

“Moabe, você confiou na sua força e na sua riqueza, mas agora você mesmo será dominado. O seu deus Quemos será levado para fora do país, junto com os seus príncipes e os seus sacerdotes.

Nenhuma cidade escapará da destruição; tanto o vale como o planalto ficarão arrasados. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Preparem uma pedra para o túmulo de Moabe, pois logo esse país será destruído; as suas cidades ficarão em ruínas, e ninguém mais vai morar lá.”

Maldito aquele que é relaxado no serviço de Deus! Maldito aquele que guarda a sua espada para não matar!

O SENHOR Deus disse: — O povo de Moabe sempre viveu em segurança e nunca foi levado como prisioneiro para fora do seu país. Moabe é como o vinho guardado, que nunca foi agitado, nem derramado de uma vasilha para outra. O seu gosto nunca se estragou, e o seu sabor não mudou.

— E assim está chegando o dia em que vou mandar pessoas para derramarem Moabe como se fosse vinho. Essas pessoas despejarão as vasilhas de Moabe e as quebrarão.

Então os moabitas ficarão desiludidos com o seu deus Quemos, assim como os israelitas ficaram desiludidos com Betel, um deus em que eles confiavam.

Homens de Moabe, como é que vocês dizem que são heróis, que são soldados corajosos na guerra?

Moabe e as suas cidades serão destruídos, e os seus melhores moços serão mortos. Sou eu, o Rei, quem está falando. O meu nome é SENHOR, o Todo-Poderoso.

A desgraça dessa nação está chegando; a sua destruição virá logo.

Tenham pena de Moabe, vocês que moram perto, todos vocês que conhecem a sua fama. Digam: “O seu grande poder se acabou; a sua glória e a sua força não existem mais.”

Vocês que moram em Dibom, desçam do seu lugar de honra e sentem no chão, no pó. O destruidor de Moabe está aqui; ele arrasará as suas fortalezas.

Vocês que vivem em Aroer, fiquem na beira do caminho e esperem; perguntem aos que estão fugindo o que foi que aconteceu.

Eles vão responder: “O país de Moabe caiu. Chorem por ele, pois está destruído. Anunciem pelas margens do rio Arnom que Moabe foi arrasado!”

As cidades do planalto foram condenadas: Holom, Jasa, Mefaate,

Dibom, Nebo, Bete-Diblataim,

Quiriataim, Bete-Gamul, Bete-Meão,

Queriote e Bosra. Todas as cidades de Moabe, de longe e de perto, foram condenadas.

O poder de Moabe foi esmagado, e a sua força foi destruída. Eu, o SENHOR, estou falando.

E o SENHOR continuou: — Façam com que Moabe fique bêbado, pois se revoltou contra mim, o SENHOR Deus. Moabe rolará no seu próprio vômito, e os outros zombarão dele.

Moabe, você lembra de como zombou do povo de Israel? Você tratou esse povo como se tivesse sido preso junto com uma quadrilha de ladrões.

— Vocês que vivem em Moabe, abandonem as suas cidades e vão viver no meio das rochas. Façam como as pombas que constroem os seus ninhos na beira dos precipícios.

Temos ouvido falar do orgulho de Moabe. Esse povo é orgulhoso, soberbo, vaidoso e cheio de si.

Eu, o SENHOR, conheço o seu orgulho. Os moabitas se gabam de coisas que não valem nada, coisas que acabam.

Por isso, eu chorarei por todo o povo de Moabe e pelo povo de Quir-Heres.

Chorarei mais pelo povo de Sibma do que pelo povo de Jazer. Cidade de Sibma, você é como uma parreira; os seus ramos passam por cima do mar Morto e vão até a cidade de Jazer. Mas agora os inimigos acabaram com as suas plantações de cereais e de uvas.

A felicidade e a alegria desapareceram das boas terras de Moabe. Não se faz mais vinho; não há ninguém para fazer vinho e gritar de alegria.

— O povo das cidades de Hesbom e Eleal grita, e o seu grito pode ser ouvido até em Jasa. Pode ser ouvido pelos moradores de Zoar e até em Horonaim e Nova Eglate. O próprio riacho Ninrim secou.

Eu farei com que o povo de Moabe pare de apresentar ofertas queimadas no alto dos montes e de oferecer sacrifícios aos seus deuses. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

— Por isso, o meu coração chora por Moabe e pelo povo de Quir-Heres, como alguém que toca música de enterro numa flauta; pois tudo o que tinham acabou.

Em sinal de tristeza, todos eles raparam a cabeça e cortaram a barba. Todos fizeram cortes nas mãos e vestiram roupa feita de pano grosseiro.

Nos terraços de todas as casas e em todas as praças só há choro porque eu quebrei Moabe como um jarro que ninguém quer.

Moabe está arrasado! Gritem! A desgraça caiu sobre Moabe. O país está em ruínas, e todas as nações vizinhas caçoam dele. Eu, o SENHOR, estou falando.

— Eu, o SENHOR, prometi que uma nação atacará Moabe e cairá em cima dele como uma águia com as asas abertas.

As suas cidades e fortalezas serão tomadas. Naquele dia, os soldados de Moabe terão tanto medo como a mulher que está com dores de parto.

Moabe vai ser destruído e não será mais uma nação, pois se revoltou contra mim.

Medo, covas e armadilhas esperam pelos moradores de Moabe. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Os que fugirem de medo cairão nas covas, e os que conseguirem sair das covas ficarão presos nas armadilhas, pois eu marquei o dia da destruição de Moabe.

Outros fogem cansados e procuram proteção na cidade de Hesbom. Mas Hesbom, a cidade que já foi governada pelo rei Seom, está em chamas. O fogo queimou as fronteiras e os picos das montanhas de Moabe, que ama tanto a guerra.

Coitado do povo de Moabe! O povo que adorava o deus Quemos foi destruído, e os seus filhos e filhas foram levados como prisioneiros.

Porém no futuro farei com que Moabe volte a ser o que era antes. Este é o julgamento do SENHOR Deus a respeito de Moabe.

 

Jr 49

O SENHOR Deus disse o seguinte a respeito dos amonitas: — Onde estão os homens de Israel? Será que não há alguém que defenda a terra que Deus lhes deu para ser sua propriedade? Por que foi que deixaram que o deus Moloque tomasse a terra da tribo de Gade e que os seus adoradores fossem morar lá?

Mas está chegando o dia em que farei o povo da cidade de Rabá ouvir barulho de guerra. Essa cidade amonita ficará arrasada, e os seus povoados serão destruídos pelo fogo. Então o povo de Israel tomará outra vez a sua terra daqueles que a tomaram dele. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Grite, povo de Hesbom! A cidade de Ai está destruída! Chorem, mulheres de Rabá! Vistam roupa feita de pano grosseiro e lamentem. Corram de um lado para outro, sem rumo. Moloque, o deus de vocês, será levado como prisioneiro, junto com os seus sacerdotes e todas as autoridades.

Povo infiel, por que é que vocês se gabam? O seu poder está no fim. Por que é que vocês confiam na sua própria força e dizem que ninguém terá coragem de atacá-los?

De todos os lados, eu vou fazer com que o terror caia sobre vocês, e todos fugirão. Correrão para salvar a vida, e não ficará ninguém para reunir de novo as suas tropas. Sou eu, o SENHOR, o Deus Todo-Poderoso, quem está falando.

— Porém no futuro farei com que os amonitas voltem a ser o que eram antes. Eu, o SENHOR, estou falando.

O SENHOR Todo-Poderoso disse o seguinte a respeito do país de Edom: — Será que o povo da cidade de Temã perdeu o juízo? Será que os seus conselheiros não sabem mais dar conselhos? A sabedoria deles acabou?

Moradores de Dedã, virem e corram! Fujam e se escondam! Eu vou destruir os descendentes de Esaú, pois chegou a hora de castigá-los.

Quando alguém colhe uvas, sempre deixa algumas nos pés; e, quando os ladrões chegam de noite, levam apenas o que interessa.

Mas eu tirei todos os tesouros dos descendentes de Esaú e acabei com os seus esconderijos, e assim eles não podem mais se esconder. O povo de Edom e os seus parentes e vizinhos estão destruídos. Não escapou ninguém.

Deixem os seus órfãos comigo, que eu tomarei conta deles. As suas viúvas podem confiar em mim.

O SENHOR disse ainda: — Se até os que não mereciam foram castigados, será que você está pensando que ficará sem castigo? É claro que você também será castigado.

Eu mesmo jurei que a cidade de Bosra vai se tornar um espetáculo horrível e um lugar deserto; os outros vão zombar dela e usar o seu nome para rogar pragas. E todos os povoados em volta da cidade ficarão arrasados para sempre. Eu, o SENHOR, estou falando.

Então eu disse: — Recebi uma mensagem de Deus, o SENHOR. Ele enviou um mensageiro para dizer às nações o seguinte: “Reúnam os seus exércitos e ataquem Edom!”

O SENHOR fará de você, Edom, uma nação fraca, e ninguém o respeitará.

O seu orgulho o enganou. Não pense que alguém tem medo de você. Você vive nas cavernas das rochas, lá no alto da montanha; mas, embora more tão alto como uma águia, o SENHOR o derrubará. Eu, o SENHOR, estou falando.

O SENHOR disse: — Cairá sobre Edom uma destruição tão horrível, que todos os que passarem ficarão espantados e horrorizados com o que virem.

Acontecerá com Edom o que aconteceu com Sodoma e Gomorra, quando foram destruídas junto com as cidades vizinhas. Ninguém viverá mais lá, nem mesmo por pouco tempo. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Assim como um leão sai da floresta na beira do rio Jordão e sobe até a terra de pastos verdes, assim eu virei e farei com que os edomitas fujam correndo da sua terra. Então o chefe que eu escolher governará a nação. Quem pode se comparar comigo? Quem tem coragem de me desafiar? Que governador poderia me enfrentar?

Por isso, prestem atenção no plano que eu, o SENHOR, fiz contra o povo de Edom; escutem o que vou fazer com os moradores da cidade de Temã. Até as crianças e os velhinhos serão arrastados, e todos ficarão horrorizados.

Quando Edom cair, o barulho será tão grande, que a terra tremerá, e os gritos de pavor serão ouvidos até no golfo de Ácaba.

O inimigo atacará a cidade de Bosra como uma águia que, com as asas abertas, se atira lá do alto contra a sua vítima. Naquele dia, os soldados de Edom terão tanto medo como a mulher que está com dores de parto.

O SENHOR Deus disse o seguinte a respeito de Damasco: — Os moradores das cidades de Hamate e Arpade estão preocupados e assustados porque ouviram más notícias. O medo rola em cima deles como o mar, e eles não têm descanso.

O povo de Damasco está fraco e virou para fugir apavorado. Estão cheios de dor e de angústia como uma mulher que está com dores de parto.

Essa famosa cidade, que era feliz, agora está completamente abandonada.

Portanto, naquele dia os moços e todos os soldados serão mortos nas ruas da cidade. Sou eu, o SENHOR Todo-Poderoso, quem está falando.

Eu queimarei as muralhas de Damasco, e o fogo destruirá os palácios de Ben-Hadade.

O SENHOR Deus disse o seguinte a respeito da tribo de Quedar e das autoridades da cidade de Hazor, que foram derrotadas pelo rei Nabucodonosor, da Babilônia: — Saiam e ataquem o povo de Quedar; destruam essa tribo do Oriente!

Peguem as suas barracas, os seus rebanhos, as cortinas das suas barracas e tudo o que encontrarem nelas. Tomem os seus camelos e digam: “Em toda parte, o povo está com medo!”

— Povo de Hazor, eu, o SENHOR, estou avisando vocês: fujam para longe e se escondam. O rei Nabucodonosor, da Babilônia, que planejou atacá-los, diz o seguinte:

“Vamos! Ataquem aquela gente que pensa que está firme e segura! A cidade deles fica longe das outras e não tem portões nem fechaduras.” Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

— Tomem os camelos e todo o gado deles! Eu espalharei por toda parte essa gente que corta o cabelo bem curto e farei com que a desgraça caia sobre eles de todos os lados. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Hazor vai virar para sempre um deserto, um lugar onde somente lobos viverão. Ninguém vai morar ali, nem por pouco tempo.

Logo depois que Zedequias se tornou rei de Judá, o SENHOR Deus me falou sobre o país de Elão.

O SENHOR Todo-Poderoso disse: — Eu matarei todos os flecheiros que fizeram de Elão um país poderoso.

Farei com que os ventos soprem de todos os lados contra Elão, e o seu povo se espalhará por toda parte, até que não haja mais nenhum país para onde eles não tenham fugido.

Vou fazer com que o povo de Elão fique com medo dos seus inimigos, daqueles que os querem matar. Na minha grande ira, eu acabarei com eles; mandarei exércitos contra eles até que sejam completamente destruídos. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

Destruirei os reis e os líderes de Elão e colocarei ali o meu trono.

Porém no futuro farei com que o país de Elão volte a ser como era antes. Eu, o SENHOR, falei.

 

Jr 50

O SENHOR Deus me deu a seguinte mensagem a respeito da Babilônia e do seu povo:

“Dêem a notícia às nações! Avisem a todos! Dêem o sinal e espalhem a novidade! Não deixem que ela fique em segredo! ‘A Babilônia caiu! O seu deus Bel-Marduque está desesperado! Os ídolos da Babilônia estão cobertos de vergonha, e as suas imagens nojentas estão cheias de medo!’”

— Um povo do Norte veio atacar a Babilônia, e ela vai virar um deserto. As pessoas e os animais fugirão, e ninguém mais viverá ali.

O SENHOR Deus disse: — Quando esse tempo chegar, o povo de Israel e o povo de Judá voltarão chorando e procurarão a mim, o seu Deus.

Perguntarão onde é o caminho para Sião e vão seguir nessa direção. E vão dizer assim: “Vamos nos ligar com Deus, o SENHOR, e fazer com ele uma aliança que durará para sempre.”

— O meu povo é como ovelhas perdidas nas montanhas por culpa dos pastores. Como ovelhas, caminharam de montanha em montanha e esqueceram a sua casa.

Foram atacados por todos aqueles que os encontraram. Os seus inimigos dizem: “Eles pecaram contra Deus, e por isso o que fizemos não está errado. Eles deveriam ter ficado fiéis a Deus, o SENHOR, como os seus antepassados ficaram.”

— Israelitas, fujam da Babilônia! Deixem o país! Sejam os primeiros a sair!

Pois levantarei no Norte um grupo de nações fortes e farei com que ataquem a Babilônia. Essas nações ficarão em linha de batalha para lutar contra a cidade e a conquistarão. Os seus soldados atiram flechas como bons caçadores que nunca erram o alvo.

Tirarão todas as riquezas da Babilônia e levarão embora tudo o que quiserem. Eu, o SENHOR, estou falando.

O SENHOR Deus diz: — Povo de Babilônia, vocês levaram todas as riquezas da minha nação. Vocês agora estão alegres e felizes, andando soltos como um bezerro no pasto ou rinchando como um cavalo bravo.

Mas a cidade de vocês ficará humilhada e muito envergonhada. A Babilônia será a nação menos importante de todas; ela vai virar um deserto seco, sem água.

Por causa da minha ira, Babilônia ficará arrasada, e ninguém viverá ali. Todos os que passarem por lá ficarão admirados e espantados, vendo o que aconteceu com a cidade.

— Flecheiros, fiquem em linha de batalha para lutar contra Babilônia e cerquem a cidade. Atirem todas as suas flechas contra ela, pois pecou contra mim, o SENHOR.

Soltem o grito de guerra em volta da cidade toda! Agora, Babilônia se entregou. Abriram brechas nas suas muralhas e as derrubaram. Eu, o SENHOR, estou me vingando dos babilônios. Vocês também se vinguem deles e os tratem como eles trataram os outros.

Não deixem que plantem, nem que façam colheitas na Babilônia. Todos os estrangeiros que vivem lá ficarão com medo do exército inimigo e voltarão para as suas pátrias.

O SENHOR Deus diz: — O povo de Israel é como ovelhas que os leões caçam e espalham. Primeiro, os israelitas foram atacados pelo rei da Assíria, e depois o rei Nabucodonosor, da Babilônia, roeu os ossos deles.

Por isso, eu, o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, castigarei o rei Nabucodonosor e a sua nação, do mesmo jeito que castiguei o rei da Assíria.

Levarei o povo de Israel de volta para a sua pátria. Eles vão se alimentar do que cresce no monte Carmelo e na região de Basã e comerão tudo o que quiserem do que dá nas terras de Efraim e Gileade.

Quando esse dia chegar, ninguém achará mais pecado em Israel nem maldade em Judá, pois perdoarei aqueles que eu deixar com vida. Eu, o SENHOR, estou falando.

O SENHOR diz: — Ataquem o povo de Merataim e Pecode. Matem, acabem de uma vez com eles. Façam tudo o que estou mandando.

O barulho da batalha é ouvido no país, e há grande destruição.

A Babilônia quebrou o mundo a marretadas, e agora a marreta está quebrada em pedaços! Todas as nações estão espantadas, vendo o que aconteceu com a Babilônia.

Você, Babilônia, sem saber, caiu na armadilha que eu armei. Você foi apanhada e presa porque lutou contra mim.

Eu, o SENHOR, o Deus Todo-Poderoso, abri o lugar onde as minhas armas estão guardadas. Tirei as minhas armas para fora, pois estou irado e tenho um serviço a fazer na Babilônia.

Ataquem de todos os lados e arrebentem os depósitos de cereais! Amontoem as riquezas como se fossem montes de cereais! Destruam o país! Não deixem sobrar nada!

Matem todos os seus soldados! Acabem com eles! Coitado do povo da Babilônia! Chegou o dia do seu castigo!

Já posso ver os refugiados que escaparam da Babilônia chegando a Sião e contando como o SENHOR, nosso Deus, se vingou daquilo que os babilônios fizeram contra o Templo dele.

— Digam aos flecheiros que ataquem Babilônia. Mandem para lá todos os que sabem usar o arco e a flecha. Cerquem a cidade e não deixem ninguém escapar. Que a Babilônia pague por tudo o que fez! Façam com ela o que ela fez com os outros, pois me tratou com orgulho a mim, o Santo Deus de Israel.

Por isso, os seus jovens serão mortos nas ruas, e todos os seus soldados serão destruídos naquele dia. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

— Babilônia, você está muito orgulhosa, e por isso eu, o SENHOR, o Deus Todo-Poderoso, estou contra você! Chegou a hora de castigá-la.

Você, nação orgulhosa, tropeçará e cairá, e ninguém a ajudará a se levantar. Eu porei fogo nas suas cidades, e tudo o que está em volta será destruído.

O SENHOR Todo-Poderoso diz: — O povo de Israel e o povo de Judá estão sofrendo perseguição. Todos aqueles que os prenderam os estão vigiando de perto e não querem soltá-los.

Mas aquele que vai libertá-los é forte; o seu nome é SENHOR, o Todo-Poderoso. Ele mesmo defenderá a causa deles e trará paz à terra; mas para o povo da Babilônia ele trará confusão.

O SENHOR diz: “Morram a Babilônia! Morra o seu povo, as suas autoridades e os seus sábios!

Morram os seus adivinhos mentirosos e tolos! Morram os seus soldados, que estão apavorados!

Acabem com os seus cavalos e com os seus carros de guerra! Morram os soldados tão fracos que ela contratou! Destruam os tesouros dela! Peguem as suas riquezas e levem embora!

Virá uma seca à sua terra, e os seus rios secarão. A Babilônia é uma terra de ídolos medonhos, ídolos que têm feito o seu povo de bobo.”

— E assim feras do deserto, lobos e aves imundas morarão em Babilônia. Nunca mais viverá gente ali; o lugar ficará para sempre sem moradores.

Acontecerá com Babilônia o que aconteceu com Sodoma e Gomorra, que eu destruí junto com as cidades que ficavam ao seu redor. Nunca mais ninguém viverá lá. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

“Um povo vem vindo de longe, de uma terra do Norte; uma forte nação e muitos reis estão se preparando para a guerra.

Estão armados com arcos e espadas. São cruéis e não têm piedade. Eles vêm montados em cavalos, fazendo o barulho do mar quando está bravo. Eles estão prontos para atacar a Babilônia.

O rei da Babilônia ouve as notícias, e os seus braços ficam moles. A aflição e a dor tomam conta dele como acontece com a mulher na hora do parto.”

— Assim como um leão sai da floresta na beira do rio Jordão e sobe até a terra de pastos verdes, assim eu, o SENHOR Deus, virei e farei com que os babilônios fujam correndo da sua cidade. Então o chefe que eu escolher governará a nação. Quem pode se comparar comigo? Quem tem coragem de me desafiar? Que governador poderia me enfrentar?

Por isso, prestem atenção no plano que eu, o SENHOR, fiz contra a cidade de Babilônia; escutem o que vou fazer com o seu povo. Até as suas crianças serão arrastadas, e os que ouvirem falar disso ficarão horrorizados.

Quando Babilônia cair, o barulho será tão grande, que a terra tremerá, e os gritos de pavor serão ouvidos pelas outras nações.

 

Jr 51

O SENHOR Deus diz: — Eu farei com que venha um vento destruidor contra a Babilônia e o seu povo.

Mandarei estrangeiros para destruírem o país como o vento que joga longe a palha. Quando chegar esse dia de destruição, eles atacarão de todos os lados e deixarão a terra deserta.

Não permitam que os soldados da Babilônia atirem as suas flechas ou vistam as suas couraças. Não deixem de matar os jovens! Destruam todo o exército!

Eles serão feridos e morrerão nas ruas das suas cidades.

Eu, o SENHOR Todo-Poderoso, não abandonei Israel e Judá. Mas o povo da Babilônia tem pecado contra mim, o Santo Deus de Israel.

Fujam da Babilônia! Salve-se quem puder! Não sejam mortos por causa do pecado da Babilônia. Agora, eu me vingarei dela e lhe darei o castigo que merece.

A Babilônia era na minha mão como um copo de ouro que fazia o mundo inteiro ficar bêbado. As nações beberam o vinho que havia nela e ficaram loucas.

De repente, a Babilônia caiu e ficou arrasada. Chorem por ela! Arranjem remédio para as suas feridas, e assim talvez ela seja curada.

Os estrangeiros que moravam lá disseram: “Quisemos ajudar a Babilônia, mas já era tarde demais. Vamos sair e voltar cada um para a sua pátria. Deus castigou com toda a sua força a Babilônia e a destruiu completamente.”

O SENHOR Deus diz: — O meu povo grita assim: “O SENHOR mostrou que estamos certos. Vamos a Jerusalém contar ao povo o que o SENHOR, nosso Deus, tem feito.”

O SENHOR despertou o ânimo dos reis da Média porque ele quer destruir a Babilônia. É assim que ele vingará a destruição do seu Templo. Os oficiais ordenam: — Afiem as suas flechas! Aprontem os seus escudos!

Dêem o sinal para atacar as muralhas de Babilônia! Reforcem a guarda! Coloquem sentinelas! Ponham homens de tocaia! O SENHOR Deus fez o que havia planejado; ele cumpriu a ameaça que tinha feito a respeito do povo da Babilônia.

A Babilônia tem muitos rios e muitos tesouros, mas chegou a hora, e o fio da sua vida está cortado.

O SENHOR Todo-Poderoso jurou pela sua própria vida que ia trazer muitos homens para atacarem a Babilônia. Eles chegarão como uma nuvem de gafanhotos e darão o grito de vitória.

Pelo seu poder, o SENHOR Deus fez a terra; com a sua sabedoria, ele criou o mundo e, com a sua inteligência, estendeu o céu como uma barraca.

Quando o SENHOR dá ordem, as águas rugem no céu. Ele manda as nuvens subirem dos fins da terra. Ele faz o raio para a chuva e manda o vento sair dos seus depósitos.

Diante disso, todos os seres humanos são tolos e ignorantes; todos os que fabricam ídolos ficam desapontados porque fazem deuses falsos, que não têm vida.

Esses ídolos não valem nada; são uma tapeação. Serão destruídos quando o SENHOR vier castigá-los.

O Deus de Jacó não é assim; foi ele quem fez todas as coisas e escolheu Israel para ser o seu povo. O seu nome é SENHOR, o Todo-Poderoso.

O SENHOR Deus diz: “Babilônia, você foi o meu porrete de guerra, você foi as minhas armas de combate. Por meio de você, eu despedacei nações e acabei com reinos.

Por meio de você, esmaguei cavalos e cavaleiros e destruí carros de guerra e aqueles que os dirigiam.

Por meio de você, matei homens e mulheres, despedacei velhos e moços e esmaguei homens e moças.

Por meio de você, esmigalhei pastores e os seus rebanhos, despedacei lavradores e os seus bois de arado e esmaguei governadores e altas autoridades.”

O SENHOR Deus diz: — Vocês verão como vou fazer com que a Babilônia e o seu povo paguem por todo o mal que fizeram a Jerusalém.

Babilônia, você é como uma montanha que destrói o mundo inteiro; mas eu, o SENHOR, sou seu inimigo. Eu a pegarei e arrasarei; eu farei você virar cinza.

Nenhuma das suas pedras será usada para uma nova construção. Você vai virar para sempre um deserto. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.

— Dêem o sinal de ataque! Toquem as cornetas para que os povos escutem! Preparem as nações para lutarem contra Babilônia! Digam aos reinos de Ararate, Mini e Asquenaz que ataquem. Indiquem um oficial para comandar o ataque. Tragam um grande número de cavalos, como se fossem uma nuvem de gafanhotos.

Preparem os reis da Média, as suas autoridades, os seus oficiais e todos os países que eles controlam, para que eles guerreiem contra Babilônia.

A terra treme e se abala porque o SENHOR está fazendo o que planejou. Ele fará Babilônia virar um deserto onde não mora ninguém.

Os soldados babilônios pararam de lutar e ficam nas suas fortalezas. Perderam toda a coragem; parecem mulheres. Os portões da cidade estão quebrados, e as casas pegaram fogo.

Saem correndo mensageiros, um depois do outro, para contar ao rei da Babilônia que a cidade foi invadida de todos os lados.

O inimigo tomou as passagens do rio e pôs fogo nas fortalezas. Os soldados babilônios ficaram apavorados.

Dentro de pouco tempo, o inimigo os cortará e pisará como trigo no terreiro. O SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, está falando.

O rei da Babilônia cortou Jerusalém em pedaços e a devorou. Ele esvaziou a cidade como um jarro; como um monstro, ele a engoliu. Ele tirou o que queria e jogou o resto fora.

Diga o povo de Sião: “Que a Babilônia receba de volta a violência que nos fez!” E diga ainda o povo de Jerusalém: “Que a Babilônia seja castigada pelo que sofremos!”

Assim diz o SENHOR Deus ao povo de Jerusalém: — Defenderei a causa de vocês e os vingarei. Secarei a fonte de água da Babilônia e farei com que os seus rios sequem.

Então Babilônia se tornará um montão de pedras, onde vivem animais ferozes. Será um espetáculo horrível. Ninguém vai morar lá, e todos os que olharem para Babilônia ficarão horrorizados por causa do que aconteceu com ela.

Todos os babilônios rugem como leões e rosnam como leõezinhos.

Será que eles são esganados? Farei uma festa para eles. Eu os embriagarei e alegrarei. Aí eles dormirão e nunca mais acordarão.

Eu os levarei para serem mortos, como se fossem cordeiros, bodes e carneiros. Eu, o SENHOR, estou falando.

O SENHOR Deus diz: — Babilônia, a cidade que era admirada em todo o mundo, foi tomada! Que espetáculo horrível ela se tornou para as outras nações!

O mar rolou sobre Babilônia e a cobriu com ondas violentas.

As cidades estão arrasadas; são como um deserto sem água, onde ninguém mora e por onde ninguém passa.

Eu castigarei Bel, o deus da Babilônia, e farei com que ele devolva as coisas que roubou. As nações não o adorarão mais. — As muralhas de Babilônia caíram.

Povo de Israel, fuja de lá. Que cada um salve a sua vida do fogo da minha ira!

Não percam a coragem, nem fiquem com medo das notícias que ouvirem. Cada ano, se espalha uma notícia diferente; são notícias de violência na terra e de um rei lutando contra outro.

E assim está chegando a hora em que vou castigar os ídolos da Babilônia. Os moradores da sua terra ficarão com vergonha por causa da derrota, e todos serão mortos.

Quando Babilônia cair e for destruída pelo povo que vem do Norte, então tudo o que existe no céu e na terra cantará de alegria.

Babilônia matou gente em todo o mundo e agora ela cairá porque matou tantos israelitas. Eu, o SENHOR, estou falando.

O SENHOR diz: — Meu povo que está na Babilônia, vocês escaparam da morte! Agora andem! Não fiquem esperando! Embora estejam longe de casa, pensem em mim, o Deus de vocês, e lembrem de Jerusalém.

Vocês dizem: “Estamos envergonhados porque fomos insultados. Estamos humilhados porque os estrangeiros invadiram os lugares santos do Templo.”

Por isso, digo que está chegando a hora em que vou castigar os ídolos da Babilônia; e os feridos vão gemer, espalhados pelo país inteiro.

Mesmo que a Babilônia pudesse subir até o céu e construir ali uma fortaleza, ainda assim eu mandaria gente para destruí-la. Eu, o SENHOR, estou falando.

O SENHOR Deus diz: “Escutem os gritos em Babilônia, gente chorando por causa da destruição que há no país.

Estou destruindo Babilônia e fazendo com que ela fique quieta. Como ondas violentas, os exércitos invadem e atacam com gritos barulhentos.

Vieram para destruir Babilônia; os seus soldados são presos, e os seus arcos e as suas flechas são quebrados. Eu, o SENHOR, sou Deus que castiga o mal; eu vou tratar Babilônia do jeito que ela merece.

Farei com que os seus governantes fiquem bêbados e também os seus sábios, as suas autoridades e os seus soldados. Eles vão dormir e nunca mais vão acordar. Sou eu, o Rei, quem está falando. O meu nome é SENHOR, o Todo-Poderoso.

As grossas muralhas de Babilônia serão completamente arrasadas, e os seus altos portões serão destruídos pelo fogo. Todo o trabalho dos povos não vale nada; os esforços das nações se acabam nas chamas.” O SENHOR Todo-Poderoso falou.

Seraías, filho de Nerias e neto de Maaséias, era o oficial ajudante do rei Zedequias, de Judá. No quarto ano do reinado de Zedequias em Judá, Seraías estava de saída para a Babilônia, e então eu lhe dei algumas ordens.

Escrevi num livro como a Babilônia ia ser destruída e todas as outras coisas que iam acontecer com ela.

E disse a Seraías: — Quando você chegar à cidade de Babilônia, faça questão de ler em voz alta tudo o que está escrito aqui.

Depois, ore assim: “Ó SENHOR Deus, tu disseste que vais destruir este lugar, de tal modo que aqui não ficará nenhum ser vivo, nem pessoas nem animais. A cidade será como um deserto para sempre.”

Quando você acabar de ler para o povo este livro, amarre uma pedra nele e jogue-o no rio Eufrates.

Então diga: “Isto é o que acontecerá com a Babilônia— ela vai afundar e nunca mais se levantará, por causa da destruição que Deus vai trazer sobre ela.” As palavras de Jeremias terminam aqui.

 

Jr 52

Zedequias tinha vinte e um anos de idade quando se tornou rei de Judá; e reinou onze anos em Jerusalém. A sua mãe se chamava Hamutal, filha de outro Jeremias, que vivia na cidade de Libna.

O rei Zedequias pecou contra Deus, o SENHOR, fazendo o que era errado, como o rei Jeoaquim também havia feito.

O SENHOR ficou muito irado com o povo de Judá e de Jerusalém e por isso fez com que fossem levados como prisioneiros. Zedequias se revoltou contra o rei da Babilônia.

No ano nono do reinado de Zedequias em Judá, no dia dez do décimo mês, o rei Nabucodonosor, da Babilônia, veio com todo o seu exército e atacou Jerusalém. Eles acamparam fora da cidade e construíram torres em volta para cercá-la.

A cidade ficou cercada até o ano onze do reinado de Zedequias.

No dia nove do quarto mês daquele mesmo ano, a fome apertou na cidade; o povo não tinha nada para comer.

Quando os babilônios abriram brechas nas muralhas, todos os soldados judeus tentaram fugir durante a noite, embora a cidade estivesse cercada. Foram pelo caminho do jardim real, atravessaram o portão que liga as duas muralhas e fugiram na direção do vale do Jordão.

Mas o exército dos babilônios perseguiu o rei Zedequias e o prendeu na planície de Jericó. E todos os seus soldados o abandonaram.

Zedequias foi levado como prisioneiro ao rei Nabucodonosor, que estava na cidade de Ribla, na região de Hamate. Ali Nabucodonosor o condenou.

Em Ribla, o rei da Babilônia mandou matar os filhos de Zedequias na presença do pai. Também mandou matar as autoridades de Judá.

Depois, mandou furar os olhos de Zedequias e o prendeu com correntes de bronze a fim de levá-lo para a Babilônia. E Zedequias ficou na prisão em Babilônia até o dia da sua morte.

No ano décimo nono do reinado de Nabucodonosor, da Babilônia, no dia dez do quinto mês, Nebuzaradã, conselheiro do rei e comandante-geral do seu exército, entrou em Jerusalém.

Ele incendiou o Templo, o palácio do rei e as casas de todas as pessoas importantes de Jerusalém.

Os seus soldados derrubaram as muralhas da cidade.

E Nebuzaradã levou como prisioneiros para a Babilônia os que haviam sido deixados na cidade, os que haviam fugido para o lado dele e o resto dos operários especializados.

Mas deixou em Judá algumas das pessoas mais pobres e as pôs para trabalhar nas plantações de uvas e nos campos.

Os babilônios quebraram as colunas de bronze e as carretas que estavam ao lado do Templo e também o grande tanque de bronze. Então levaram todo o bronze para a Babilônia.

Levaram as pás e as vasilhas usadas para carregar as cinzas do altar e as tesouras de cortar pavios de lamparinas. Levaram as tigelas onde era recolhido o sangue dos sacrifícios, as vasilhas de queimar incenso e todos os objetos de bronze usados no culto.

Levaram todas as peças feitas de ouro ou de prata: as vasilhas pequenas, os pratos de carregar brasas, as tigelas em que era recolhido o sangue dos sacrifícios, as vasilhas para cinza, os candeeiros, as vasilhas de incenso e os vasos usados nas ofertas de bebidas.

Não foi possível calcular o peso dos objetos de bronze que o rei Salomão havia feito para o Templo, isto é, as duas colunas, as carretas, o grande tanque e os doze bois que o sustentavam.

(21-22) As duas colunas eram iguais: cada uma tinha oito metros de altura por cinco metros e trinta e cinco centímetros de circunferência. Eram ocas, e a grossura do metal era de dez centímetros. No alto de cada coluna havia um remate de bronze, que media dois metros e vinte de altura. Em toda a volta do remate havia um enfeite rendilhado e com romãs. Tudo isso também era de bronze.

No enfeite rendilhado de cada coluna havia cem romãs, sendo que noventa e seis delas podiam ser vistas do chão.

Nebuzaradã, o comandante-geral, também levou como prisioneiros Seraías, o Grande Sacerdote, e Sofonias, o segundo sacerdote, e os três outros oficiais de importância no Templo.

Da cidade, ele levou o oficial que tinha sido o comandante das tropas, sete conselheiros do rei que ainda estavam lá, o oficial encarregado de alistar homens para o exército e mais sessenta homens importantes.

Nebuzaradã os levou ao rei da Babilônia, que estava na cidade de Ribla,

na terra de Hamate. Ali o rei mandou surrá-los e depois matá-los. Assim o povo de Judá foi levado como prisioneiro para fora da sua terra.

Este é o número de prisioneiros que Nabucodonosor levou: no sétimo ano do seu reinado, levou três mil e vinte e três;

no décimo oitavo ano, oitocentos e trinta e dois, de Jerusalém.

No vigésimo terceiro ano, Nebuzaradã levou setecentos e quarenta e cinco. Ao todo, foram levadas quatro mil e seiscentas pessoas.

No ano em que se tornou rei da Babilônia, Evil-Merodaque foi bondoso com o rei Joaquim, de Judá, e o libertou da prisão. Isto aconteceu trinta e sete anos, onze meses e vinte e cinco dias depois que Joaquim havia sido levado como prisioneiro.

Evil-Merodaque tratou Joaquim com bondade e lhe deu uma posição mais alta do que a dos outros reis que eram prisioneiros com ele em Babilônia.

Assim deixaram que Joaquim tirasse as suas roupas de prisioneiro, e vestisse as suas próprias roupas, e comesse junto com o rei pelo resto da sua vida.

E todos os dias, enquanto viveu, recebeu do rei uma pensão para o seu sustento.

 

2 opiniões sobre “JEREMIAS EM AUDIO”

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