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Juízes NTLH

Jz 1

Depois que Josué morreu, o povo de Israel perguntou a Deus, o SENHOR: — Qual das nossas tribos vai ser a primeira a atacar os cananeus?

O SENHOR respondeu: — O povo de Judá vai primeiro porque eu lhe dei a terra.

Então o povo de Judá disse ao povo de Simeão: — Vamos juntos à terra que nos foi dada e lutemos contra os cananeus. Depois iremos juntos à terra que for dada a vocês. Assim as tribos de Simeão

e de Judá foram guerrear juntas. E o SENHOR Deus lhes deu a vitória sobre os cananeus e os perizeus, e eles mataram dez mil homens em Bezeque.

Nesse lugar encontraram Adoni-Bezeque e lutaram contra ele. E eles derrotaram os cananeus e os perizeus.

Adoni-Bezeque fugiu, mas eles o perseguiram e prenderam. E cortaram os polegares das suas mãos e os dedões dos seus pés.

Então Adoni-Bezeque disse: — Eu mandei cortar os polegares das mãos e os dedões dos pés de setenta reis, e eles apanhavam migalhas debaixo da minha mesa. Agora Deus fez comigo o mesmo que eu fiz com eles. Então levaram Adoni-Bezeque para a cidade de Jerusalém, e ele morreu ali.

Os homens de Judá atacaram Jerusalém e a conquistaram. Mataram os seus moradores e puseram fogo na cidade.

Depois foram lutar contra os cananeus que moravam nas montanhas, no deserto do Sul e nas planícies de Judá.

Também atacaram os cananeus que moravam na cidade de Hebrom, que antes era chamada de Quiriate-Arba. E venceram Sesai, Aimã e Talmai, que eram filhos de Anaque.

Dali marcharam contra os moradores de Debir, que também era chamada de Quiriate-Sefer.

Então Calebe disse: — Eu darei a minha filha Acsa em casamento ao homem que conseguir tomar Quiriate-Sefer.

Otoniel conquistou a cidade. Ele era filho de Quenaz, o irmão mais novo de Calebe. Então Calebe lhe deu a sua filha Acsa em casamento.

Quando Acsa foi morar com Otoniel, ela insistiu com ele que pedisse ao pai dela algumas terras. Acsa foi para o lugar onde Calebe estava, e, quando ela desceu do jumento, o seu pai perguntou: — O que é que você quer?

— Eu quero um presente! — respondeu ela. — Já que o senhor me deu uma terra seca, me dê também algumas fontes de água. Então Calebe lhe deu as fontes que ficavam nas terras altas e nas baixas.

Os descendentes do sogro de Moisés, que era queneu, saíram com o povo de Judá e foram de Jericó, a cidade das palmeiras, para o deserto de Judá, que fica ao sul de Arade. E ali viveram com os amalequitas.

O povo de Judá e o de Simeão se juntaram e atacaram os cananeus da cidade de Zefate. Em nome de Deus, eles destruíram completamente a cidade e mudaram o seu nome para Horma.

Eles não tomaram Gaza, Asquelom e Ecrom e os seus territórios vizinhos.

O SENHOR Deus ajudou o povo de Judá, e eles conquistaram a região das montanhas. Mas não puderam expulsar os moradores do litoral porque estes tinham carros de ferro.

Como Moisés havia mandado, a cidade de Hebrom foi dada a Calebe. E ele pôs para fora dali os três filhos de Anaque.

Mas o povo da tribo de Benjamim não expulsou os jebuseus que moravam na cidade de Jerusalém. E os jebuseus dali vivem com o povo de Benjamim até hoje.

(22-23) O povo das tribos de José, isto é, Efraim e Manassés, também saiu. Eles atacaram a cidade de Betel, que antigamente era chamada de Luz. E o SENHOR os ajudou. Eles mandaram espiões à cidade;

estes viram um homem que ia saindo e lhe disseram: — Como podemos entrar na cidade? Diga, e não mataremos você.

Então ele mostrou a entrada. Eles entraram e mataram todos os moradores da cidade, menos aquele homem e toda a sua família.

Então ele foi para a terra dos heteus, construiu ali uma cidade e lhe deu o nome de Luz. E esse é o seu nome até hoje.

A tribo de Manassés não expulsou o povo que morava nas cidades de Bete-Sã, Taanaque, Dor, Ibleão, Megido e nos seus povoados. Os cananeus continuaram a viver nelas.

Quando os israelitas ficaram mais fortes, obrigaram os cananeus a trabalhar para eles, mas não expulsaram todos.

A tribo de Efraim não expulsou os cananeus que moravam na cidade de Gezer, e assim os cananeus ficaram vivendo ali com eles.

A tribo de Zebulom não expulsou o povo que vivia nas cidades de Quitrom e Naalol. Os cananeus viveram com eles, mas eram obrigados a trabalhar para eles.

A tribo de Aser não expulsou o povo que vivia nas cidades de Aco, Sidom, Alabe, Aczibe, Helba, Afeca e Reobe.

O povo de Aser viveu com os cananeus que moravam ali, pois eles não tinham sido expulsos.

A tribo de Naftali não expulsou o povo que morava nas cidades de Bete-Semes e Bete-Anate. Os cananeus viveram com o povo de Naftali, mas eram obrigados a trabalhar para eles.

Os amorreus forçaram a tribo de Dã a se retirar para as montanhas e não os deixavam descer ao vale.

Os amorreus ficaram vivendo nas montanhas de Heres, em Aijalom e em Saalabim, mas o povo da tribo de José os dominou e os forçou a trabalhar para eles.

As terras dos amorreus começavam na subida do Escorpião e em Sela e iam na direção norte.

 

Jz 2

O Anjo do SENHOR foi de Gilgal a Boquim e disse aos israelitas: — Eu tirei vocês da terra do Egito e os trouxe à terra que havia prometido aos seus pais. Eu disse: “Nunca quebrarei a aliança que fiz com vocês.

Não façam nenhum acordo com os moradores desta terra. Pelo contrário, derrubem os altares deles.” Mas vocês não fizeram o que eu disse. Em vez disso, vejam o que fizeram!

Agora eu digo que não tirarei este povo do caminho de vocês. Eles serão seus inimigos, e os deuses deles vão ser tentações para vocês.

Quando o Anjo terminou de falar, todo o povo de Israel começou a chorar.

Por isso aquele lugar é chamado de Boquim. E ali eles ofereceram sacrifícios a Deus, o SENHOR.

Josué mandou embora todo o povo de Israel, e cada homem foi tomar conta do seu pedaço de terra.

O povo de Israel serviu a Deus, o SENHOR, enquanto Josué viveu. Depois que ele morreu, eles ainda continuaram a servir o SENHOR enquanto viveram os líderes que tinham visto tudo o que o SENHOR havia feito por Israel.

Josué, filho de Num, servo do SENHOR, morreu com a idade de cento e dez anos.

Ele foi sepultado no seu próprio pedaço de terra, em Timnate-Heres, na região montanhosa de Efraim, ao norte do monte Gaás.

Todas as pessoas daquela geração também morreram e os seus filhos esqueceram o SENHOR e as coisas que ele havia feito pelo povo de Israel.

Então o povo de Israel pecou contra Deus, o SENHOR, adorando os deuses dos cananeus.

Eles deixaram de adorar o SENHOR, o Deus dos seus antepassados, que os havia tirado do Egito. Começaram a seguir outros deuses, os deuses dos povos que viviam ao seu redor. Eles adoraram esses deuses e assim fizeram o SENHOR ficar muito irado.

Abandonaram a Deus, o SENHOR, e adoraram Baal e Astarote.

O SENHOR ficou muito irado com o povo de Israel e deixou que eles fossem atacados e roubados por povos vizinhos. Ele entregou os israelitas nas mãos dos inimigos que viviam ao redor, e por isso eles não puderam mais resistir.

Sempre que saíam para lutar, o SENHOR ficava contra eles, como tinha dito. Assim eles ficaram numa situação muito difícil.

Então o SENHOR Deus deu ao povo de Israel líderes fortes, chamados juízes, que os salvaram dos que os atacavam e roubavam.

Mas eles não deram atenção a esses líderes. Continuaram a desprezar a Deus e a adorar outros deuses. Os pais deles haviam obedecido aos mandamentos do SENHOR, mas eles não obedeceram.

O SENHOR lhes dava um líder e o ajudava. Enquanto esse líder vivia, o SENHOR salvava o povo dos seus inimigos. Ele tinha pena dos israelitas porque eles sofriam na escravidão.

Mas, quando o líder morria, eles voltavam a viver como antes e se tornavam ainda piores do que os seus pais. Iam atrás de outros deuses, e os serviam, e adoravam. Teimavam em continuar nos seus maus caminhos.

Por isso o SENHOR Deus ficou muito irado com o povo de Israel e disse: — Esta nação quebrou a aliança que eu mandei que os seus antepassados guardassem. E, porque eles não me têm obedecido,

não expulsarei mais desta terra nenhuma das nações que Josué deixou quando morreu.

Assim verei se os israelitas seguirão fielmente os meus caminhos, como os seus antepassados seguiram.

Assim o SENHOR não expulsou logo da terra as nações que ele não tinha entregado a Josué, mas deixou que ficassem ali.

 

Jz 3

O SENHOR Deus deixou alguns povos na terra para pôr à prova os israelitas que não haviam tomado parte nas guerras de Canaã.

Ele fez isso somente para ensinar todos os israelitas a guerrear, especialmente aqueles que nunca haviam estado numa batalha.

Os povos que ficaram na terra foram: os moradores das cinco cidades dos filisteus, todos os cananeus, os sidônios e os heveus que viviam nos montes Líbanos, desde o monte Baal-Hermom até a subida de Hamate.

Eles ficaram para pôr à prova o povo de Israel a fim de que o SENHOR visse se eles iam ou não obedecer aos mandamentos que lhes tinha dado por meio de Moisés.

Assim o povo de Israel ficou morando no meio dos cananeus, dos heteus, dos amorreus, dos perizeus, dos heveus e dos jebuseus.

E os israelitas casaram com essa gente e adoraram os seus deuses.

O povo de Israel esqueceu o SENHOR, seu Deus. Pecou contra ele e adorou os deuses dos cananeus e os postes-ídolos.

Por isso o SENHOR ficou muito irado com Israel e deixou que Cuchã-Risataim, rei da Mesopotâmia, os conquistasse. E o povo de Israel foi dominado por ele durante oito anos.

Então os israelitas pediram socorro ao SENHOR, e ele mandou um homem para libertá-los. Esse homem foi Otoniel, filho de Quenaz, o irmão mais novo de Calebe.

Ele foi guiado pelo Espírito de Deus, o SENHOR, e se tornou o líder de Israel. Otoniel foi para a guerra, e o SENHOR fez com que ele vencesse o rei da Mesopotâmia.

Depois disso Otoniel ainda viveu quarenta anos, e durante todo esse tempo a terra de Israel ficou em paz.

Depois da morte de Otoniel, o povo de Israel pecou outra vez contra Deus, o SENHOR. Por causa disso o SENHOR fez com que Eglom, rei de Moabe, ficasse mais forte do que eles.

Eglom se juntou com os amonitas e os amalequitas, e eles atacaram Israel e tomaram Jericó, a cidade das palmeiras.

O povo de Israel foi dominado por Eglom durante dezoito anos.

Então os israelitas pediram outra vez socorro ao SENHOR, e ele mandou outro homem para libertá-los. Foi Eúde, filho de Gera, da tribo de Benjamim. Eúde era canhoto. O povo de Israel mandou-o levar o pagamento dos impostos para Eglom, rei de Moabe.

Então Eúde fez um grande punhal, de mais ou menos meio metro de comprimento. Ele amarrou o punhal debaixo da roupa, do lado direito,

e foi levar os impostos a Eglom, que era muito gordo.

Depois de entregá-los, Eúde mandou embora os carregadores.

Mas ele voltou do lugar onde estavam as imagens de pedra, perto de Gilgal, e disse ao rei: — Ó rei, tenho uma informação secreta para lhe dar. Então o rei ordenou que todos os outros saíssem da sala. E todos saíram.

O rei estava sentado na sua sala de verão, no terraço. Eúde chegou perto dele e disse: — Tenho um recado de Deus para o senhor. O rei se levantou.

Então Eúde, com a mão esquerda, tirou o punhal que estava no seu lado direito e o enterrou na barriga de Eglom.

O punhal entrou até o cabo, e a gordura o cobriu porque Eúde não o tirou da barriga do rei. E a ponta do punhal apareceu entre as suas pernas.

Em seguida Eúde trancou as portas, saiu pela janela

e foi embora. Aí os empregados chegaram e viram que as portas estavam trancadas. Então pensaram que o rei tinha ido ao banheiro.

Esperaram muito tempo, mas, como ele não abria a porta, pegaram a chave e a abriram. E o rei estava morto, caído no chão.

Enquanto eles estavam esperando, Eúde fugiu. Passou pelas imagens de pedra e foi para Seirá.

Quando chegou lá, nas montanhas de Efraim, ele tocou uma corneta de chifre de carneiro para chamar os homens de Israel para a luta. Ele os guiou montanha abaixo,

dizendo: — Sigam-me. O SENHOR Deus deu a vocês a vitória sobre os inimigos, os moabitas. Então os israelitas o seguiram e tomaram o lugar onde os moabitas costumavam atravessar o rio Jordão. E não deixaram ninguém atravessar.

Nessa batalha eles mataram mais ou menos dez mil soldados moabitas, todos fortes e valentes. E nem um escapou.

Assim os israelitas derrotaram Moabe naquele dia. E houve paz na terra de Israel durante oitenta anos.

O líder seguinte foi Sangar, filho de Anate. Ele matou seiscentos filisteus com um ferrão de tocar bois. E assim ele também libertou o povo de Israel.

 

Jz 4

Depois que Eúde morreu, o povo de Israel pecou novamente contra Deus, o SENHOR.

Por isso o SENHOR deixou que eles fossem conquistados por Jabim, rei de Canaã, que governava a cidade de Hazor. O comandante do seu exército era Sísera, que morava em Harosete-Hagojim.

Jabim tinha novecentos carros de ferro. Durante vinte anos ele maltratou o povo de Israel sem dó nem piedade. Então o povo de Israel pediu socorro a Deus, o SENHOR.

Débora, mulher de Lapidote, era profetisa. Era também juíza dos israelitas naquele tempo.

Havia uma palmeira entre Ramá e Betel, na região montanhosa de Efraim. Débora sentava-se debaixo dela, e os israelitas vinham até ali para que ela julgasse as questões que eles traziam.

Ela mandou chamar Baraque, filho de Abinoão, que estava na cidade de Quedes, no território da tribo de Naftali, e lhe disse: — O SENHOR, o Deus de Israel, está lhe dando esta ordem: “Escolha dez mil homens das tribos de Naftali e Zebulom e os leve ao monte Tabor.

Eu vou trazer Sísera, o comandante do exército de Jabim, até o rio Quisom para lutar contra você. Ele virá com seus carros de ferro e soldados, mas eu farei com que você o vença.”

Então Baraque disse a Débora: — Só irei se você for comigo. Se você não for, eu também não irei.

Ela respondeu: — Está bem! Eu vou com você. Mas você não ficará com as honras da vitória, pois o SENHOR Deus entregará Sísera nas mãos de uma mulher. E Débora foi com Baraque para Quedes.

Baraque convocou as tribos de Zebulom e Naftali para a cidade de Quedes, e dez mil homens o seguiram. E Débora foi com ele.

Acontece que Héber, o queneu, havia se separado dos outros queneus, os descendentes de Hobabe, cunhado de Moisés. Ele havia armado as suas barracas perto do carvalho de Zaananim, que não ficava longe de Quedes.

Avisaram Sísera que Baraque, filho de Abinoão, havia subido ao monte Tabor.

Então ele mandou vir os seus novecentos carros de ferro e todos os seus homens e os fez ir de Harosete-Hagojim até o rio Quisom.

Então Débora disse a Baraque: — Vá agora porque é hoje que o SENHOR lhe dará a vitória sobre Sísera. O SENHOR está com você! Então Baraque desceu do monte Tabor com os seus dez mil homens.

Quando Baraque apareceu com o seu exército, o SENHOR fez com que houvesse uma grande confusão no meio dos soldados e dos carros de Sísera. Aí Sísera desceu do seu carro e fugiu a pé.

Mas Baraque perseguiu os carros e o exército até Harosete-Hagojim. Todo o exército de Sísera foi destruído; ninguém escapou.

Porém Sísera fugiu para a barraca de Jael, mulher de Héber, o queneu. Ele fez isso porque Jabim, rei de Hazor, estava em paz com a família de Héber.

Jael saiu da barraca para encontrar Sísera e lhe disse: — Entre, meu senhor. Entre na minha barraca. Não tenha medo. Então ele entrou, e Jael o cobriu com um tapete.

E Sísera pediu a ela: — Por favor, me dê um pouco de água porque estou com muita sede. Ela abriu um odre de leite e lhe deu de beber. Depois cobriu Sísera de novo.

E ele disse: — Fique na porta da barraca e, se alguma pessoa vier e perguntar se há alguém aqui, diga que não.

Sísera estava muito cansado e caiu num sono profundo. Aí Jael pegou um martelo e uma estaca da barraca, entrou de mansinho e fincou a estaca na cabeça dele, na fonte. A estaca atravessou a cabeça e entrou na terra. E ele morreu.

Quando Baraque chegou, perseguindo Sísera, Jael saiu para encontrá-lo e disse: — Venha cá, e eu lhe mostro o homem que você está procurando. Então Baraque foi com ela e encontrou Sísera no chão, morto, com a estaca atravessada na cabeça.

Naquele dia Deus fez com que os israelitas derrotassem Jabim, o rei cananeu.

E eles continuaram atacando Jabim cada vez mais, até acabarem com ele.

 

Jz 5

Naquele dia Débora e Baraque, filho de Abinoão, cantaram assim:

Louvem a Deus, o SENHOR! Os israelitas resolveram lutar, e o povo se apresentou alegremente!

Ouçam, reis! Prestem atenção, governadores! Eu tocarei música e cantarei ao SENHOR, o Deus de Israel!

Ó SENHOR Deus, quando saíste das montanhas de Seir, quando vieste da região de Edom, a terra tremeu, e as chuvas caíram do céu. Sim, caiu muita água das nuvens.

As montanhas tremeram diante do SENHOR, o Deus do monte Sinai, diante do SENHOR, o Deus de Israel.

Nos dias de Sangar, filho de Anate, nos dias de Jael, as estradas estavam desertas, e os viajantes usavam os desvios.

Nas cidades de Israel não havia ninguém; elas ficaram vazias até que você, Débora, veio, para ser mãe de Israel.

Os israelitas escolheram novos deuses, e então houve guerra no país. E dos quarenta mil homens de Israel nenhum carregava escudo ou lança!

O meu coração está com os comandantes de Israel, com o povo que se ofereceu alegremente. Louvem a Deus, o SENHOR!

Falem disso, vocês que montam jumentos brancos, sentados nas suas selas, e os que viajam a pé.

Escutem! A multidão barulhenta em volta dos poços está falando das vitórias do SENHOR, das vitórias do povo de Israel! Então o povo do SENHOR desceu para as suas cidades.

Levante-se, Débora, levante-se! Levante-se! Cante uma canção! Levante-se! Marche, Baraque, filho de Abinoão, e leve presos os que o prenderam!

Então os que tinham fé foram para onde estavam os seus chefes, e o povo de Deus, o SENHOR, pronto para lutar, foi encontrar-se com Baraque.

Eles saíram de Efraim e foram para o vale, atrás da tribo de Benjamim e do seu povo. De Maquir desceram os comandantes, e de Zebulom vieram os oficiais.

Os chefes de Issacar foram com Débora. Sim, a tribo de Issacar foi, e Baraque também. Eles o seguiram até o vale. Mas a tribo de Rúben estava dividida; eles discutiram e não foram.

Por que resolveram ficar lá com as ovelhas? Será que foi para ouvir os pastores chamarem o rebanho? Sim, a tribo de Rúben estava dividida; eles discutiram e não foram.

A tribo de Gade ficou a leste do rio Jordão, e a tribo de Dã, nas pastagens. A tribo de Aser parou perto do mar e ficou na beira das praias.

Mas o povo de Zebulom e de Naftali arriscou a sua vida no campo de batalha.

Os reis vieram e lutaram em Taanaque, perto do riacho de Megido. Os reis de Canaã lutaram, mas não tomaram dos inimigos nenhuma prata.

Até as estrelas lutaram: enquanto caminhavam pelo céu, elas lutaram contra Sísera.

Os inimigos foram arrastados por uma enchente do rio Quisom, o velho rio Quisom. Eu marcharei, marcharei com firmeza!

Então os cavalos galoparam e galoparam, socando a terra com os seus cascos.

“Amaldiçoem a cidade de Meroz”, diz o Anjo do SENHOR; “amaldiçoem, amaldiçoem os seus moradores, pois eles não vieram ajudar o SENHOR, não vieram como soldados para lutar por ele.”

A mais feliz das mulheres é Jael, a mulher de Héber, o queneu. Ela é a mais feliz das mulheres que vivem em barracas.

Sísera pediu água, porém ela lhe deu leite; trouxe nata para ele numa linda taça.

Pegou a estaca com uma das mãos e a marreta com a outra. Deu um golpe em Sísera e esmagou a sua cabeça; furou e quebrou a sua cabeça em pedaços.

Ele caiu de joelhos, tombou e ficou estendido a seus pés. A seus pés ele caiu de joelhos e tombou; ele caiu morto no chão.

A mãe de Sísera olhou pela janela da sua casa; olhou bem, pela grade da janela, e disse: “Por que o seu carro demora tanto para chegar? Por que os seus cavalos andam tão devagar?”

As suas acompanhantes mais sábias respondiam, e ela repetia para si mesma:

“Eles devem estar dividindo as coisas que tomaram: uma ou duas moças para cada soldado, roupas luxuosas para Sísera e panos bordados para o pescoço da rainha.”

Assim, ó SENHOR Deus, morram todos os teus inimigos, porém que os teus amigos brilhem como a forte luz do sol nascente! E houve paz no país durante quarenta anos.

 

Jz 6

O povo de Israel pecou contra Deus, o SENHOR, e por isso ele deixou que o povo de Midiã os dominasse durante sete anos.

Os israelitas se escondiam dos midianitas em cavernas e em outros lugares seguros nas montanhas porque os midianitas eram mais fortes do que eles.

Todas as vezes que os israelitas semeavam, os midianitas vinham com os amalequitas e os povos do deserto e os atacavam.

Acampavam na terra e destruíam as suas colheitas até o sul, perto de Gaza. Não deixavam nada para os israelitas viverem— nem ao menos uma ovelha, uma vaca ou um jumento.

Chegavam com o seu gado e as suas barracas e eram tão numerosos como gafanhotos. Eles e os seus camelos eram tantos, que nem dava para contar. Vinham para destruir a terra,

e o povo de Israel não podia com eles. Então os israelitas pediram socorro a Deus, o SENHOR.

Quando eles oraram ao SENHOR por causa dos midianitas,

ele mandou um profeta, que lhes disse: — Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: “Eu tirei vocês da escravidão do Egito.

Eu os livrei dos egípcios e dos que lutaram contra vocês aqui, nesta terra. Expulsei os seus inimigos e dei a vocês a terra deles.

Eu disse que sou o SENHOR, o Deus de vocês, e que vocês não deviam adorar os deuses dos amorreus, que viviam nesta terra. Mas vocês não quiseram me ouvir.”

Então o Anjo do SENHOR veio e sentou-se debaixo de um carvalho que havia perto do povoado de Ofra. Esse carvalho pertencia a Joás, que era da família de Abiezer. O seu filho, Gideão, estava malhando trigo no tanque de pisar uvas, escondido, para que os midianitas não o encontrassem.

Então o Anjo do SENHOR apareceu a ele e disse: — Você é corajoso, e o SENHOR está com você!

Gideão respondeu: — Se o SENHOR Deus está com o nosso povo, por que está acontecendo tudo isso com a gente? Onde estão aquelas coisas maravilhosas que os nossos antepassados nos contaram que o SENHOR costumava fazer quando nos trouxe do Egito? Ele nos abandonou e nos entregou aos midianitas.

Então o SENHOR Deus ordenou a Gideão: — Vá com toda a sua força e livre o povo de Israel dos midianitas. Sou eu quem está mandando que você vá.

Gideão respondeu: — Senhor, como posso libertar Israel? A minha família é a mais pobre da tribo de Manassés, e eu sou a pessoa menos importante da minha família.

Mas o SENHOR disse: — Você pode fazer isso porque eu o ajudarei. Você esmagará todos os midianitas como se eles fossem um só homem.

Gideão respondeu: — Se tu estás contente comigo, então dá-me uma prova de que és tu mesmo que estás falando.

E, por favor, não vás embora até que eu te traga uma oferta. — Eu ficarei aqui até você voltar! — disse Deus.

Então Gideão entrou, cozinhou um cabrito e fez pão sem fermento com mais ou menos dez quilos de farinha. Pôs a comida numa cesta e pôs o caldo numa panela. Levou tudo e entregou ao Anjo do SENHOR, que estava debaixo do carvalho.

Então o Anjo ordenou: — Ponha a carne e o pão nesta pedra e derrame o caldo em cima. Gideão fez o que ele mandou.

Em seguida o Anjo estendeu o bastão que tinha na mão e tocou com a sua ponta a carne e o pão. Então saiu fogo da pedra e queimou a carne e o pão. E o Anjo desapareceu.

Aí Gideão compreendeu que era mesmo o Anjo do SENHOR que ele tinha visto. E disse, apavorado: — Ai de mim, SENHOR, meu Deus! Eu vi o Anjo do SENHOR face a face!

Mas o SENHOR respondeu: — Não fique com medo. Tudo está bem. Você não morrerá.

Gideão construiu ali um altar para Deus, o SENHOR, e o chamou de “O SENHOR é paz”. E até hoje esse altar está em Ofra, cidade que pertence às famílias de Abiezer.

Naquela noite o SENHOR disse a Gideão: — Leve o touro que pertence a seu pai e outro touro de sete anos e derrube o altar do deus Baal que é do seu pai e também o Poste-ídolo que está ao seu lado.

Nesse lugar alto e seguro, faça para o SENHOR, seu Deus, um altar de pedras bem arrumadas. Depois pegue o segundo touro e a madeira do poste arrancado e queime tudo no altar como sacrifício.

Gideão levou dez dos seus empregados e fez o que o SENHOR tinha dito. Porém, como estava com medo da sua família e do povo da cidade, em vez de fazer isso de dia, fez de noite.

De madrugada, quando os homens da cidade se levantaram, acharam o altar de Baal e o Poste-ídolo derrubados e o segundo touro queimado no altar que tinha sido construído ali.

E perguntavam: — Quem será que fez isso? Procuraram saber e descobriram que tinha sido Gideão, filho de Joás.

Então disseram a Joás: — Traga o seu filho aqui para ser morto porque ele derrubou o altar de Baal e o Poste-ídolo.

Mas Joás disse a todos os que estavam ali reunidos contra ele: — Vocês estão defendendo Baal? Quem o defender será morto antes do amanhecer. Se Baal é deus, que ele mesmo se defenda. O altar dele é que foi derrubado.

Daquele dia em diante, Gideão passou a ser chamado de Jerubaal, pois Joás tinha dito: “Que Baal mesmo se defenda. O altar dele é que foi derrubado.”

Então todos os midianitas, os amalequitas e os povos do deserto se juntaram, e atravessaram o rio Jordão, e acamparam no vale de Jezreel.

E o Espírito do SENHOR dominou Gideão. Ele tocou uma corneta feita de chifre de carneiro, e os homens do grupo de famílias de Abiezer foram juntar-se a ele.

Gideão enviou também mensageiros para chamar os homens das tribos de Manassés, de Aser, de Zebulom e de Naftali. E eles também foram se juntar a ele.

Então Gideão disse: — Ó Deus, tu disseste que queres me usar para libertar o povo de Israel.

Pois bem. Vou pôr um pouco de lã no lugar onde malhamos o trigo. Se de manhã o orvalho tiver molhado somente a lã, e o chão em volta dela estiver seco, então poderei ficar certo de que tu realmente me usarás para libertar Israel.

O que ele disse aconteceu. Na manhã seguinte Gideão se levantou, espremeu a lã, e dela saiu água que deu para encher uma tigela.

Então ele pediu a Deus: — Não fiques zangado comigo. Mas deixa que eu fale só mais uma vez. Deixa, por favor, que eu faça mais uma prova com a lã. Que desta vez a lã fique seca, e que haja orvalho somente no chão em volta dela!

E Deus fez isso naquela noite. A lã ficou seca, e o chão em volta ficou coberto de orvalho.

 

Jz 7

Jerubaal, isto é, Gideão, e todos os homens que estavam com ele se levantaram de madrugada e foram acampar perto da fonte de Harode. O acampamento dos midianitas ficava no vale, no lado norte, perto do monte Moré.

O SENHOR Deus disse a Gideão: — Você tem gente demais, e por isso não posso deixar que vocês derrotem os midianitas. Se eu deixasse, vocês poderiam pensar que venceram sem a minha ajuda.

Anuncie ao povo o seguinte: “Quem estiver com medo, que saia do monte Gilboa e volte para casa.” Gideão anunciou, e vinte e dois mil homens voltaram. Mas dez mil ficaram.

E o SENHOR disse a Gideão: — Ainda é gente demais. Leve todos até as águas, e ali eu separarei os que irão com você. Se eu disser que um homem deve ir com você, ele irá. Se disser que outro não deve ir, ele não irá.

Aí Gideão fez com que os homens descessem até as águas. E o SENHOR Deus lhe disse: — Todos os homens que lamberem a água com a língua, como fazem os cachorros, devem ser separados dos que se ajoelharem para beber.

Trezentos homens juntaram água nas mãos e lamberam. Todos os outros se ajoelharam para beber.

Aí o SENHOR disse a Gideão: — Com estes trezentos homens que lamberam a água, eu libertarei vocês e lhes darei a vitória sobre os midianitas. Diga aos outros que voltem para casa.

Então Gideão mandou todos os outros israelitas para casa, menos aqueles trezentos. Mas estes ficaram com toda a comida e todas as cornetas. O acampamento dos midianitas estava abaixo deles, no vale.

Naquela noite o SENHOR Deus disse a Gideão: — Levante-se e ataque o acampamento dos midianitas. Eu já dei a vitória a você.

Mas, se você estiver com medo de atacar, desça até o acampamento deles. Leve junto Purá, o seu ajudante.

Você vai ouvir o que eles estão dizendo e então terá coragem para atacar o acampamento. Gideão e Purá desceram até bem perto do acampamento inimigo.

Os midianitas, os amalequitas e os povos do deserto estavam espalhados no vale, como uma nuvem de gafanhotos. Eles e os seus camelos eram tantos como os grãos de areia da praia do mar.

Quando Gideão chegou, ouviu um homem contando o seu sonho a um amigo. Ele dizia: — Eu sonhei que um pão de cevada rolou para dentro do nosso acampamento. Veio e bateu numa barraca. Ela caiu, virou no avesso e ficou estendida no chão.

O amigo respondeu: — É a espada de Gideão, o israelita, o filho de Joás! Isso quer dizer que Deus entregou a ele o nosso povo e todo o nosso exército!

Quando Gideão ouviu esse sonho e entendeu o que ele queria dizer, ajoelhou-se e adorou a Deus. Então voltou para o acampamento israelita e disse: — Levantem-se! O SENHOR Deus entregou o exército dos midianitas nas mãos de vocês!

Gideão separou os trezentos em três grupos e deu a cada homem uma corneta de chifre de carneiro e um jarro com uma tocha dentro.

E disse: — Olhem para mim! E, quando eu chegar perto do acampamento inimigo, façam o que eu fizer.

Quando eu e o meu grupo tocarmos as cornetas, então vocês, que estarão cercando o acampamento, toquem as cornetas e gritem: “Pelo SENHOR e por Gideão!”

Um pouco antes da meia-noite, na hora de ser trocada a guarda, Gideão e os seus cem homens chegaram bem perto do acampamento. Então tocaram as cornetas e quebraram os jarros que levavam.

Os três grupos tocaram as cornetas e quebraram os jarros. Eles seguravam a tocha na mão esquerda e a corneta na direita e gritavam: “Uma espada pelo SENHOR e por Gideão!”

E cada um ficou parado no seu lugar em volta do acampamento. Então todo o exército inimigo fugiu, gritando.

Enquanto os trezentos homens tocavam as cornetas, o SENHOR Deus fez com que os homens do acampamento atacassem uns aos outros com as suas espadas. Eles fugiram na direção de Zererá e foram a Bete-Sita e até a divisa de Abel-Meolá, perto de Tabate.

Então os homens das tribos de Naftali, de Aser e das duas metades da tribo de Manassés foram chamados e perseguiram os midianitas.

Gideão enviou mensageiros para dizerem a todos os que moravam na região montanhosa de Efraim: — Desçam e lutem contra os midianitas. Defendam o rio Jordão e os seus riachos até Bete-Bara e não deixem os midianitas atravessarem. Então os homens de Efraim foram e defenderam o rio Jordão e os seus riachos até Bete-Bara.

Eles prenderam Orebe e Zeebe, os dois chefes midianitas. Mataram Orebe na pedra de Orebe e mataram Zeebe no seu tanque de pisar uvas. Continuaram a perseguir os midianitas e levaram a cabeça de Orebe e a de Zeebe para Gideão, que estava a leste do rio Jordão.

 

Jz 8

Os homens da tribo de Efraim disseram a Gideão: — Por que você não nos chamou quando foi lutar contra os midianitas? Por que fez isso com a gente? E tiveram uma discussão muito forte com Gideão.

Mas ele lhes disse: — O que eu fiz com os midianitas não é nada comparado com o que vocês fizeram. Até aquilo que o menor dos homens de Efraim fez tem mais valor do que aquilo que todos os homens do grupo de famílias de Abiezer fizeram.

Deus entregou Orebe e Zeebe, os chefes midianitas, a vocês. Que foi que eu fiz, que possa ser comparado com isso? Quando Gideão disse isso, os homens de Efraim ficaram menos zangados.

Gideão e os seus trezentos homens foram até o rio Jordão e o atravessaram. Eles estavam muito cansados, mas continuaram a perseguir o inimigo.

Então Gideão fez aos homens da cidade de Sucote o seguinte pedido: — Estou perseguindo os chefes midianitas Zeba e Salmuna, e os meus homens estão muito cansados. Por favor, dêem comida para eles.

Mas os chefes de Sucote responderam: — Por que devemos dar comida para o seu exército? Você ainda não prendeu Zeba e Salmuna!

Aí Gideão disse: — Está bem. Mas, quando o SENHOR me entregar Zeba e Salmuna, eu rasgarei a carne de vocês com os espinhos das plantas do deserto.

Gideão foi a Penuel e fez o mesmo pedido aos homens dali. Mas os homens de Penuel lhe deram a mesma resposta que os homens de Sucote tinham dado.

Aí Gideão disse: — Quando eu voltar são e salvo, derrubarei esta torre!

Zeba e Salmuna estavam em Carcor com seu exército. De todo o exército dos povos do deserto, restavam apenas quinze mil homens. Cento e vinte mil tinham sido mortos.

Gideão foi pelo caminho que rodeava o deserto, a leste de Noba e Jogbeá, e atacou de surpresa o exército inimigo.

Zeba e Salmuna, os dois chefes midianitas, fugiram. Mas ele os perseguiu e os prendeu. E o exército inteiro foi derrotado.

Gideão, filho de Joás, voltou da batalha pela subida de Heres.

Prendeu um moço de Sucote e lhe fez perguntas. Então o rapaz escreveu para Gideão os nomes dos setenta e sete chefes e líderes de Sucote.

Aí Gideão foi falar com os homens de Sucote e disse: — Vocês lembram de quando me desprezaram? Vocês disseram que não iam dar comida para o meu exército cansado porque eu ainda não tinha prendido Zeba e Salmuna. Muito bem, aqui estão eles!

Então pegou espinhos das plantas do deserto e com eles castigou os chefes de Sucote.

Também derrubou a torre de Penuel e matou os homens daquela cidade.

Aí perguntou a Zeba e Salmuna: — Com quem se pareciam os homens que vocês mataram em Tabor? E eles responderam: — Pareciam com você. Todos tinham jeito de príncipe.

Gideão disse: — Eles eram meus irmãos, filhos da minha mãe. Juro pelo SENHOR Deus que, se vocês não os tivessem matado, eu também não mataria vocês.

E disse a Jéter, o seu filho mais velho: — Levante-se e mate-os. Mas o rapaz não tirou a sua espada. Ele estava com medo, pois ainda era muito novo.

Então Zeba e Salmuna disseram a Gideão: — Venha você mesmo nos matar porque para isso é preciso ter coragem de homem. Aí Gideão matou Zeba e Salmuna e pegou os enfeites em forma de meia-lua que estavam no pescoço dos seus camelos.

Os homens de Israel disseram a Gideão: — Você nos salvou dos midianitas. Portanto, seja nosso governador. E, depois de você, o seu filho e o seu neto.

Gideão respondeu: — Eu não serei governador de vocês, e o meu filho também não. O SENHOR Deus é quem será o governador de vocês.

E continuou: — Mas vou fazer um pedido: cada um me dê um dos brincos que tirou dos vencidos. Os midianitas usavam argolas de ouro nas orelhas porque eram gente do deserto.

Os homens de Gideão responderam: — Nós os daremos com prazer a você. Então estenderam uma capa, e cada um pôs nela os brincos que tinha tomado dos midianitas.

Os brincos de ouro que Gideão pediu pesaram quase trinta quilos. Isso fora os enfeites, os colares e as roupas de púrpura que os chefes de Midiã usavam. E sem contar também os enfeites que estavam no pescoço dos seus camelos.

Com o ouro Gideão fez um ídolo e o colocou em Ofra, a sua cidade. Então todos os israelitas abandonaram a Deus e iam lá para adorar o ídolo. E isso foi uma armadilha para Gideão e a sua gente.

Os midianitas foram derrotados pelos israelitas e por muito tempo deixaram de ser uma ameaça para eles. E a terra ficou em paz durante quarenta anos enquanto Gideão viveu.

Gideão voltou e ficou morando na sua própria casa.

Ele foi pai de setenta filhos, pois tinha muitas mulheres.

Ele também teve uma concubina em Siquém, e ela lhe deu um filho. Gideão pôs nele o nome de Abimeleque.

Gideão, filho de Joás, morreu bem velho e foi sepultado no túmulo de Joás, o seu pai, em Ofra, a cidade do grupo de famílias de Abiezer.

Depois que Gideão morreu, o povo de Israel abandonou a Deus novamente e adorou os deuses dos cananeus. Eles adotaram Baal-Berite como o seu deus.

Não serviram por muito tempo ao SENHOR Deus, que os havia livrado de todos os inimigos que viviam ao redor deles.

E também não foram agradecidos à família de Gideão por tudo de bom que ele havia feito para o povo de Israel.

 

Jz 9

Abimeleque, filho de Gideão, foi à cidade de Siquém, onde viviam todos os parentes da sua mãe. Ele pediu

que eles perguntassem aos homens de Siquém: — O que é que vocês preferem: ser governados pelos setenta filhos de Gideão ou por um só homem? Lembrem que Abimeleque é do mesmo sangue de vocês.

Então os parentes da sua mãe falaram sobre isso com os homens de Siquém, e eles resolveram seguir Abimeleque porque era parente deles.

Deram a ele oitocentos gramas de prata tirados do templo de Baal-Berite. Com essa prata Abimeleque contratou alguns homens ordinários para o seguirem.

Abimeleque foi para a casa do seu pai em Ofra e ali, em cima de uma só pedra, ele matou os seus setenta irmãos, os filhos de Gideão. Mas Jotão, o filho mais moço, se escondeu e por isso não foi assassinado.

Então todos os homens de Siquém e de Bete-Milo se reuniram na árvore sagrada de Siquém e ali fizeram de Abimeleque o seu rei.

Quando Jotão soube disso, subiu até o alto do monte Gerizim e gritou para eles: — Homens de Siquém, me escutem, e Deus escutará vocês!

Aí Jotão disse: — Uma vez as árvores resolveram procurar um rei para elas. Então disseram à oliveira: “Seja o nosso rei.”

E a oliveira respondeu: “Para governar vocês, eu teria de parar de dar o meu azeite, usado para honrar os deuses e os seres humanos.”

— Aí as árvores pediram à figueira: “Venha ser o nosso rei.”

Mas a figueira respondeu: “Para governar vocês, eu teria de parar de dar os meus figos tão doces.”

— Então as árvores disseram à parreira: “Venha ser o nosso rei.”

Mas a parreira respondeu: “Para governar vocês, eu teria de parar de dar o meu vinho, que alegra os deuses e os seres humanos.”

— Aí todas as árvores pediram ao espinheiro: “Venha ser o nosso rei.”

E o espinheiro respondeu: “Se vocês querem mesmo me fazer o seu rei, venham e fiquem debaixo da minha sombra. Se vocês não fizerem isso, sairá fogo do espinheiro e queimará os cedros do Líbano.”

E Jotão continuou: — Será que vocês foram sinceros e honestos quando fizeram de Abimeleque um rei? E será que vocês trataram Gideão e a sua família com decência e de acordo com o que ele merecia?

Lembrem que o meu pai lutou por vocês. Ele arriscou a vida para salvá-los dos midianitas.

Mas hoje vocês estão contra a família do meu pai. Vocês mataram os seus setenta filhos em cima de uma só pedra! E depois fizeram do seu filho Abimeleque, que é filho de uma escrava, o rei de Siquém. Fizeram isso somente porque ele é parente de vocês.

Agora, se o que vocês fizeram hoje com Gideão e a sua família foi sincero e honesto, então sejam felizes com Abimeleque, e que ele seja feliz com vocês!

Mas, se não, que de Abimeleque saia fogo e queime os homens de Siquém e de Bete-Milo! E que saia fogo dos homens de Siquém e de Bete-Milo e queime Abimeleque!

Aí Jotão fugiu e foi viver em Beer porque estava com medo do seu irmão Abimeleque.

Abimeleque governou o povo de Israel durante três anos.

Então Deus fez com que Abimeleque e os homens de Siquém se odiassem. E eles se revoltaram contra Abimeleque.

Isso aconteceu para que Abimeleque e os homens de Siquém, que o haviam ajudado a matar os setenta filhos de Gideão, pagassem pelo seu crime.

Os moradores de Siquém puseram homens escondidos no alto das montanhas para matar Abimeleque. Eles assaltavam todos os que passavam por aquele caminho. E Abimeleque soube disso.

Gaal, filho de Ebede, foi com os seus irmãos para Siquém, e os homens dali confiaram nele.

Eles foram até as suas plantações, apanharam uvas e prepararam vinho. Então fizeram uma festa. Depois entraram no templo do seu deus, comeram, beberam e amaldiçoaram Abimeleque.

Aí Gaal disse: — Por que estamos sendo dominados por Abimeleque? Que tipo de homens somos nós, os homens de Siquém? E quem é ele? É o filho de Gideão. No entanto, Zebul recebe ordens dele. Por que devemos ser dominados por ele? Sejam fiéis ao seu antepassado Hamor, pai de Siquém.

Ah! Se eu fosse o líder deste povo! Expulsaria Abimeleque e diria: “Já que o seu exército é tão grande, então saia e lute!”

Zebul, o governador da cidade, ficou com muita raiva quando soube o que Gaal tinha dito.

E mandou mensageiros a Abimeleque, que estava em Arumá, para dizerem a ele: — Gaal, filho de Ebede, e os seus irmãos vieram a Siquém e estão atiçando o povo da cidade contra você.

Por isso faça o seguinte: durante a noite você e os seus homens saiam e se escondam nos campos.

Amanhã levantem-se ao nascer do sol e ataquem de surpresa a cidade. E, quando Gaal e os seus homens saírem para lutar, ataquem com tudo o que vocês tiverem!

Então Abimeleque e todos os seus homens saíram durante a noite e se esconderam fora de Siquém, divididos em quatro grupos.

Gaal se levantou e foi para o portão da cidade. Aí Abimeleque e os seus homens saíram de onde estavam escondidos.

Quando Gaal os viu, disse a Zebul: — Veja! Vem gente descendo do alto das montanhas! Mas Zebul respondeu: — Não são homens. São as sombras das montanhas.

Porém Gaal disse: — Veja! Vem gente descendo bem na nossa frente, e um grupo vem vindo da árvore sagrada.

Então Zebul disse: — Onde foi parar toda a sua conversa? Não foi você quem perguntou por que devíamos servir Abimeleque? Pois são estes os homens de quem você estava caçoando. Saia agora e lute contra eles.

Aí Gaal saiu na frente dos homens de Siquém e lutou contra Abimeleque.

Abimeleque o atacou, e Gaal fugiu. Muitos homens caíram feridos, até perto do portão da cidade.

Então Abimeleque voltou para Arumá, e Zebul foi até Siquém e expulsou de lá Gaal e os seus irmãos.

No dia seguinte o povo de Siquém saiu para os campos. E Abimeleque ficou sabendo disso.

Então ele dividiu os seus homens em três grupos e os deixou escondidos no campo, esperando. Quando Abimeleque viu o povo saindo da cidade, saiu de onde estava escondido e os matou.

Abimeleque e o seu grupo atacaram de surpresa e tomaram conta do portão da cidade. Os outros dois grupos atacaram o povo que estava nos campos e mataram todos.

Abimeleque combateu os homens da cidade o dia todo. Tomou a cidade e matou os seus moradores. Então destruiu a cidade e espalhou sal no chão.

Quando os chefes de Torre de Siquém souberam disso, foram todos para a fortaleza do templo de Baal-Berite para ficar em segurança.

Mas Abimeleque soube que eles estavam reunidos lá.

Aí subiu o monte Salmom com os seus homens. Pegou um machado, cortou um galho de árvore e o pôs no ombro. Disse aos homens para fazerem depressa a mesma coisa.

E cada um deles cortou um galho de árvore. Depois eles seguiram Abimeleque e fizeram uma pilha de galhos encostados na fortaleza. Em seguida puseram fogo nos galhos e queimaram a fortaleza com toda a gente dentro. Assim morreram todos os moradores de Torre de Siquém, mais ou menos mil homens e mulheres.

Depois Abimeleque foi a Tebes, cercou a cidade e a conquistou.

Em Tebes havia uma forte torre. Todos os homens e mulheres e os líderes da cidade correram e entraram nela. Fecharam as portas e foram para o terraço.

Abimeleque avançou, atacou a torre e chegou até a porta, para pôr fogo nela.

Mas uma mulher jogou uma pedra de moinho na cabeça dele e quebrou o seu crânio.

Aí ele chamou depressa o moço que carregava as suas armas e disse: — Tire a sua espada e me mate. Não quero que digam que fui morto por uma mulher. Então o rapaz tirou a espada e o matou.

Quando os israelitas viram que Abimeleque estava morto, voltaram todos para casa.

E assim Deus castigou Abimeleque pelo crime que havia cometido contra o seu pai— o crime de matar os seus setenta irmãos.

E, como castigo pela maldade dos homens de Siquém, Deus fez com que eles sofressem. E assim aconteceu o que Jotão, filho de Gideão, tinha dito que ia acontecer quando os amaldiçoou.

 

Jz 10

Depois de Abimeleque, Tolá, filho de Puá e neto de Dodo, veio libertar o povo de Israel. Ele era da tribo de Issacar e morava na cidade de Samir, na região montanhosa de Efraim.

Tolá foi líder de Israel durante vinte e três anos. Depois morreu e foi sepultado em Samir.

Em seguida apareceu Jair, da terra de Gileade. Jair foi líder de Israel durante vinte e dois anos.

Ele tinha trinta filhos, que montavam trinta jumentos. Os seus filhos tinham trinta cidades na região de Gileade. Elas são chamadas até hoje de “cidades de Jair”.

Jair morreu e foi sepultado em Camom.

E mais uma vez os israelitas pecaram contra Deus, o SENHOR. Adoraram o deus Baal de várias cidades, a deusa Astarote e também os deuses da Síria, de Sidom, de Moabe, de Amom e dos filisteus. Eles abandonaram o SENHOR e deixaram de adorá-lo.

Então ele ficou muito irado com os israelitas e deixou que sofressem nas mãos dos filisteus e dos amonitas.

Naquele mesmo ano eles derrotaram os israelitas e os escravizaram. Durante dezoito anos eles escravizaram todos os israelitas que viviam em Gileade, a leste do rio Jordão, na terra dos amorreus.

Os amonitas também atravessaram o rio Jordão para lutar contra as tribos de Judá, de Benjamim e de Efraim. E assim Israel passava por uma grande aflição.

Então os israelitas pediram socorro a Deus, o SENHOR, orando assim: — Nosso Deus, nós pecamos contra ti porque te deixamos e adoramos os deuses dos cananeus.

E o SENHOR respondeu: — No passado os egípcios, os amorreus, os amonitas, os filisteus,

os sidônios, os amalequitas e os maonitas escravizaram vocês, e vocês me pediram socorro. E eu os salvei deles.

Mas assim mesmo vocês me abandonaram e adoraram outros deuses. Por isso eu não vou mais ajudá-los.

Agora peçam socorro aos deuses que vocês escolheram. Que eles os ajudem quando vocês estiverem em dificuldades!

Mas o povo de Israel respondeu: — De fato, nós pecamos. Faze de nós o que quiseres. Mas salva-nos hoje, por favor.

Então eles jogaram fora os seus deuses estrangeiros e adoraram a Deus, o SENHOR. E ele teve pena deles por causa da situação difícil em que estavam.

Então o exército amonita veio e acampou em Mispa.

E os chefes e o povo de Gileade combinaram que o homem que comandasse os israelitas na luta contra os amonitas seria o chefe dos moradores de Gileade.

 

Jz 11

Jefté, da região de Gileade, era um soldado valente. O seu pai se chamava Gileade, e a sua mãe era uma prostituta.

A esposa de Gileade também teve filhos. Quando cresceram, eles expulsaram Jefté, dizendo: — Você não vai herdar nada do nosso pai porque é filho de outra mulher.

Jefté fugiu dos seus irmãos e foi morar na terra de Tobe. Lá alguns homens ordinários se juntaram a ele, e andavam juntos.

Algum tempo depois os amonitas foram guerrear contra o povo de Israel.

Quando isso aconteceu, os chefes de Gileade foram buscar Jefté na terra de Tobe

e disseram: — Venha com a gente e seja o nosso chefe na guerra contra os amonitas.

Jefté respondeu: — Eu sei que vocês me odeiam; e odeiam tanto, que me fizeram sair da casa do meu pai. Como é que vocês vêm me pedir ajuda, agora que estão em dificuldade?

— Nós viemos falar com você porque queremos que comande todo o povo de Gileade na luta contra os amonitas! — responderam eles.

Jefté disse: — Se me levarem de volta para casa a fim de lutar contra os amonitas, e se o SENHOR Deus me der a vitória, eu serei o governador de vocês. Está certo?

Eles responderam: — Sim. Nós faremos como você diz. O SENHOR é a nossa testemunha.

Aí Jefté foi com os chefes de Gileade, e o povo o colocou como governador e chefe. E em Mispa, na presença do SENHOR, Jefté fez o povo jurar que faria tudo o que havia sido dito.

Então Jefté enviou mensageiros ao rei dos amonitas. Os mensageiros disseram: — O que é que vocês têm contra mim? Por que invadiram o meu país?

O rei dos amonitas respondeu: — Quando os israelitas saíram do Egito, tomaram a minha terra, desde o rio Arnom até os rios Jaboque e Jordão. Agora, sem luta, vocês devem devolver a minha terra.

Jefté mandou outros mensageiros ao rei dos amonitas

com a seguinte resposta: — O povo de Israel não tomou a terra de Moabe nem a terra de Amom.

Quando os israelitas saíram do Egito, foram pelo deserto até o golfo de Ácaba e daí até Cades.

Eles mandaram mensageiros ao rei dos edomitas, pedindo licença para passar pelas suas terras, mas ele não deixou. Então os israelitas pediram a mesma coisa ao rei de Moabe, porém ele também não deixou. Por isso os israelitas ficaram em Cades.

— Eles foram pelo deserto. Rodearam a terra dos edomitas e dos moabitas e chegaram até a parte leste de Moabe, no outro lado do rio Arnom. Acamparam ali, mas não atravessaram o rio porque estava na fronteira de Moabe.

Aí os israelitas mandaram mensageiros a Seom, o rei amorreu de Hesbom, e pediram licença para atravessar aquele país a fim de poderem chegar à sua terra.

Mas Seom não deixou. Levou todo o seu exército, acampou em Jasa e atacou o povo de Israel.

Mas o SENHOR, o Deus de Israel, fez com que os israelitas derrotassem Seom e todos os seus homens. E assim os israelitas conquistaram toda a terra que era dos amorreus.

Tomaram toda a terra dos amorreus: desde o rio Arnom, ao Sul, até o rio Jaboque, ao Norte; e, desde o deserto, a Leste, até o rio Jordão, a Oeste.

Assim, foi o SENHOR, o Deus de Israel, quem expulsou os amorreus para o seu povo, os israelitas.

E agora vocês querem tentar tomar a terra de volta? Podem ficar com tudo o que Quemos, o deus de vocês, lhes deu. Mas nós vamos ficar com tudo o que o SENHOR, nosso Deus, conquistou para nós.

Você pensa que é melhor do que Balaque, filho de Zipor, que era rei de Moabe? Será que alguma vez ele desafiou Israel? Quando foi que ele guerreou contra nós?

Durante trezentos anos o povo de Israel morou em Hesbom e Aroer. Morou também nas cidades vizinhas e em todas as outras cidades das margens do rio Arnom. Por que foi que vocês não tomaram essas cidades de volta durante todo esse tempo?

Não! Eu não fiz nada de errado contra vocês. Vocês é que fazem mal, querendo lutar contra mim. O SENHOR é o juiz. Ele decidirá hoje entre os israelitas e os amonitas.

Mas o rei dos amonitas não quis ouvir a mensagem que Jefté havia mandado.

Então o Espírito do SENHOR dominou Jefté, e ele atravessou Gileade e Manassés e voltou para Mispa, em Gileade. Dali foi para Amom

e prometeu ao SENHOR o seguinte: — Se fizeres com que eu vença os amonitas,

eu queimarei em sacrifício aquele que sair primeiro da minha casa para me encontrar quando eu voltar da guerra. Eu o oferecerei em sacrifício a ti.

Então Jefté atravessou o rio para lutar contra os amonitas, e o SENHOR lhe deu a vitória.

Ele derrotou os amonitas desde Aroer até perto de Minite— vinte cidades ao todo— e continuou até Abel-Queramim. Houve uma grande matança, e os israelitas derrotaram os amonitas.

Quando Jefté voltou para a sua casa, em Mispa, a sua filha saiu ao seu encontro, dançando e tocando pandeiro. Era filha única; ele não tinha mais nenhuma filha ou filho.

Quando Jefté a viu, ficou desesperado, rasgou as suas roupas e disse: — Ah! Minha filha! Você está partindo o meu coração! Por que tem de ser você quem me vai fazer sofrer? Eu fiz uma promessa a Deus, o SENHOR, e não posso voltar atrás.

Ela respondeu: — Se o senhor fez uma promessa ao SENHOR Deus, faça de mim o que prometeu. Pois o SENHOR Deus deixou que o senhor se vingasse dos nossos inimigos, os amonitas.

E continuou: — Só peço uma coisa: deixe que eu vá com as minhas amigas pelos montes e chore durante dois meses porque nunca chegarei a ser mãe.

E o pai deixou que ela fosse por dois meses. Então ela e as suas amigas saíram pelas montanhas, chorando porque ela nunca chegaria a ser mãe.

Depois dos dois meses, ela voltou para o pai. E ele fez o que havia prometido a Deus. Assim ela morreu virgem. Daí veio o costume de as mulheres israelitas

saírem durante quatro dias, todos os anos, para chorar pela filha de Jefté, o gileadita.

 

Jz 12

Os homens da tribo de Efraim se reuniram para lutar. Eles atravessaram o rio Jordão para o lado de Zafom e disseram a Jefté: — Por que é que você saiu para combater os amonitas e não nos chamou para irmos também? Por causa disso nós vamos queimar a sua casa com você dentro!

Mas Jefté respondeu: — Eu e o meu povo tínhamos uma briga séria com os amonitas. Chamei vocês, mas vocês não me livraram deles.

Quando vi que vocês não iam me ajudar, arrisquei a vida e fui combater contra eles. E o SENHOR Deus me deu a vitória. Então por que é que vocês vêm agora lutar contra mim?

Aí Jefté juntou todos os homens de Gileade. Eles guerrearam contra os homens de Efraim e os derrotaram. Fizeram isso porque os efraimitas tinham dito: “Vocês, gileaditas que moram nas terras de Efraim e de Manassés, são desertores de Efraim.”

Para não deixar que os efraimitas passassem, os gileaditas tomaram os lugares onde o rio Jordão podia ser atravessado. Quando algum efraimita que estava tentando escapar pedia para atravessar o rio, os homens de Gileade perguntavam: — Você é efraimita? Se ele respondia que não,

eles o mandavam dizer a palavra “Chibolete”. Mas, se ele dizia “Sibolete” porque não podia falar direito a palavra, então o agarravam e matavam ali mesmo, na beira do rio Jordão. Naquela ocasião foram mortos quarenta e dois mil efraimitas.

Jefté, o gileadita, governou Israel durante seis anos. Então morreu e foi sepultado na sua cidade natal, em Gileade.

Depois de Jefté, Ibsã, da cidade de Belém, governou o povo de Israel.

Ele tinha trinta filhos e trinta filhas. Deixou que as trinta filhas casassem com rapazes de fora do seu grupo de famílias e trouxe trinta moças de fora para casarem com os seus filhos. Ibsã governou Israel sete anos.

Então morreu e foi sepultado em Belém.

Depois de Ibsã, Elom, que era da tribo de Zebulom, governou Israel dez anos.

Então morreu e foi sepultado em Aijalom, na terra de Zebulom.

Depois de Elom, Abdom governou o povo de Israel. Ele era filho de Hilel, da cidade de Piratom.

Abdom tinha quarenta filhos e trinta netos, que montavam setenta jumentos. Ele governou Israel oito anos.

Então morreu e foi sepultado em Piratom, que fica na terra de Efraim, na região montanhosa dos amalequitas.

 

Jz 13

Os israelitas pecaram outra vez contra Deus, o SENHOR, e por isso ele deixou que sofressem quarenta anos nas mãos dos filisteus.

Havia um homem chamado Manoá, que era da cidade de Zora e pertencia à tribo de Dã. A sua mulher não podia ter filhos.

O Anjo do SENHOR apareceu a ela e disse: — Você não podia ter filhos e por isso nunca foi mãe. Mas agora você ficará grávida e terá um filho.

Não tome vinho nem cerveja e não coma nenhuma comida proibida

porque você ficará grávida e dará à luz um filho. Não corte nunca o cabelo dele, pois ele será consagrado a Deus como nazireu desde o dia do seu nascimento. Ele vai começar a livrar o povo de Israel do poder dos filisteus.

Então a mulher procurou o marido e disse: — Um homem de Deus falou comigo. Ele parecia um anjo de Deus, e isso me deixou apavorada. Eu não perguntei de onde ele vinha, e ele não me disse como se chamava.

Mas prometeu que eu ficarei grávida e que terei um filho. E mandou que eu não beba vinho nem cerveja e não coma nenhuma comida proibida, pois o menino será dedicado a Deus como nazireu por toda a vida.

Então Manoá orou ao SENHOR, dizendo: — Ó meu Deus, peço que mandes de volta o homem de Deus que enviaste, para ele nos dizer o que devemos fazer com o menino quando nascer.

Deus fez o que Manoá pediu: o Anjo apareceu de novo à sua mulher quando ela estava sentada no campo. E o marido não estava por perto.

Então ela correu depressa para o lugar onde ele estava e disse: — O homem que falou comigo outro dia apareceu novamente.

Manoá se levantou e seguiu a mulher. Foi até onde estava o homem e perguntou: — Você é o homem que falou com a minha mulher? — Sim! — respondeu ele.

Então Manoá disse: — Quando acontecer o que você falou, como é que o menino deverá agir? O que deverá fazer?

O Anjo do SENHOR respondeu: — A sua mulher deve fazer tudo o que eu já disse a ela.

Não vai comer nada que seja feito de uvas. Não vai tomar nem vinho nem cerveja e não vai comer nenhuma comida proibida. Ela deve fazer tudo o que eu disse.

(15-16) Manoá não sabia que aquele era o Anjo do SENHOR. E disse: — Por favor, não vá embora ainda. Espere, que nós vamos cozinhar um cabrito para você. — Se eu ficar, não comerei a sua comida! — respondeu o Anjo. — Mas, se você quiser prepará-la, então queime-a como oferta ao SENHOR.

Manoá disse: — Qual é o seu nome? Nós precisamos saber para poder prestar-lhe uma homenagem quando acontecer aquilo que você disse.

— Por que você quer saber o meu nome? — perguntou o Anjo. — O meu nome é um mistério.

Então Manoá pegou o cabrito e cereais e os ofereceu numa pedra ao SENHOR, o Deus dos mistérios.

Enquanto as chamas subiam do altar, Manoá e a sua mulher viram o Anjo do SENHOR subir para o céu, no meio das chamas. Aí se ajoelharam e encostaram o rosto no chão.

Manoá e a sua mulher nunca mais viram o Anjo. E Manoá compreendeu que aquele homem era o Anjo do SENHOR.

Então disse à mulher: — Nós vamos morrer porque vimos Deus!

Porém ela respondeu: — Se o SENHOR nos quisesse matar, não teria aceitado nossas ofertas. Ele não nos teria mostrado tudo isso, nem falado todas essas coisas.

A mulher de Manoá deu à luz um filho e pôs nele o nome de Sansão. O menino cresceu, e o SENHOR o abençoou.

Sansão estava no campo de Dã, entre Zora e Estaol, quando começou a sentir que o Espírito do SENHOR o dirigia.

 

Jz 14

Sansão desceu até a cidade de Timna e ali viu uma moça filistéia.

Voltou para casa e disse ao seu pai e à sua mãe: — Eu vi em Timna uma jovem filistéia. Peçam essa moça para mim porque eu quero casar com ela.

Mas o seu pai e a sua mãe responderam: — Por que é que você foi procurar mulher no meio dos filisteus, aquela gente que não pratica a circuncisão? Será que você não podia achar mulher no meio dos nossos parentes ou entre o nosso povo? Mas Sansão disse ao seu pai: — É aquela a moça que eu quero. É dela que eu gosto.

O seu pai e a sua mãe não sabiam que era o SENHOR Deus que estava orientando Sansão para fazer aquilo. Deus estava procurando uma oportunidade para atacar os filisteus, que naquele tempo dominavam o povo de Israel.

Sansão desceu com os seus pais até a cidade de Timna. Quando estavam passando pelas plantações de uvas de Timna, um leão novo veio rugindo para cima dele.

Mas o Espírito do SENHOR fez com que Sansão ficasse forte. Com as suas próprias mãos, Sansão despedaçou o leão, como se fosse um cabrito. Porém não contou nem ao seu pai nem à sua mãe o que havia feito.

Então ele foi conversar com a moça e gostou dela.

Poucos dias depois Sansão voltou lá para casar com ela. Saiu da estrada para dar uma olhada no leão que havia matado. E ficou espantado ao ver um enxame de abelhas e mel dentro do corpo do animal morto.

Então tirou mel com as mãos e saiu comendo. Foi até onde estavam o seu pai e a sua mãe e lhes deu um pouco. E eles comeram. Porém Sansão não lhes contou que havia tirado o mel do corpo do leão.

O pai de Sansão foi à casa da moça, e Sansão deu um banquete ali, como era o costume dos moços.

Quando os filisteus o viram, trouxeram trinta rapazes para festejar com ele.

(12-13) E Sansão lhes disse: — Eu tenho uma adivinhação para vocês. Aposto trinta túnicas de linho puro e trinta roupas finas que, antes de se passarem os sete dias da festa de casamento, vocês não me darão a resposta. Eles responderam: — Diga qual é a adivinhação.

Sansão disse: “Do que come saiu comida, e do forte saiu doçura.” Três dias depois eles ainda não haviam encontrado a resposta para a adivinhação.

No quarto dia disseram à mulher de Sansão: — Dê um jeito de fazer o seu marido dar a resposta da adivinhação. Se você não fizer isso, nós vamos pôr fogo na casa do seu pai e vamos queimar você junto. Vocês só nos convidaram para poder nos roubar, não foi?

Aí a mulher de Sansão lhe disse, chorando: — Você não me ama! Você me odeia! Você deu uma adivinhação aos meus amigos e não me contou a resposta! — Eu não contei nem para o meu pai nem para a minha mãe! — respondeu ele. — Por que acha que eu iria contar para você?

Então ela chorou durante os outros dias da festa. No sétimo dia, como a mulher não parava de insistir, ele disse a resposta. E ela contou aos seus amigos.

Assim, no sétimo dia, antes de anoitecer, os homens da cidade disseram a Sansão: “Que coisa é mais doce do que o mel? E o que é mais forte do que o leão?” Sansão respondeu: — Se vocês não tivessem conversado com a minha mulher, não saberiam agora a resposta.

Então o Espírito do SENHOR fez com que Sansão ficasse forte, e ele desceu até Asquelom e ali matou trinta homens. Tirou as roupas finas que eles vestiam e as deu aos rapazes que tinham respondido à adivinhação. Depois voltou para a casa do seu pai, furioso com o que havia acontecido.

E a mulher de Sansão foi dada ao homem que tinha sido o seu padrinho de casamento.

 

Jz 15

Algum tempo depois, durante a colheita do trigo, Sansão foi visitar a sua mulher e levou para ela um cabrito. E disse ao pai dela: — Quero entrar no quarto da minha mulher. Mas o pai não deixou

e respondeu: — Eu pensei que você a odiava, e por isso a dei em casamento ao seu amigo. Mas a irmã menor é ainda mais bonita. Se você quiser, pode ficar com ela.

Sansão disse: — Desta vez eu não sou responsável pelo que fizer com os filisteus.

Então caçou trezentas raposas, amarrou-as duas a duas pelos rabos e prendeu em cada par de rabos uma tocha.

Pôs fogo nas tochas e soltou as raposas nas plantações de trigo dos filisteus. E o fogo queimou não só o trigo que já havia sido colhido, mas também o que ainda estava nas plantações. Também os bosques de oliveiras foram queimados.

E os filisteus perguntaram: — Quem foi que fez isso? E ficaram sabendo que Sansão tinha feito aquilo porque o seu sogro havia tomado a mulher dele e dado ao seu amigo. Então os filisteus foram e queimaram viva a mulher de Sansão e a família dela.

Aí Sansão disse: — Então é assim que vocês fazem? Pois eu juro que não descansarei até que paguem por isso!

E atacou furiosamente, matando muitos deles. Depois saiu de lá e foi para a caverna da rocha de Etã.

Os filisteus foram, acamparam em Judá e atacaram a cidade de Leí.

Os homens de Judá perguntaram aos filisteus: — Por que foi que vocês nos atacaram? E eles responderam: — Viemos até aqui para prender Sansão e fazer com ele o mesmo que ele fez com a gente.

Então três mil homens de Judá foram falar com Sansão na caverna da rocha de Etã. E disseram: — Você não sabe que os filisteus mandam em nós? Por que você foi fazer aquilo? — Eu fiz com eles o que eles fizeram comigo! — respondeu Sansão.

— Nós viemos até aqui para amarrar e entregar você aos filisteus! — disseram eles. Sansão respondeu: — Prometam que vocês não me matarão.

— Prometemos! — disseram eles. — Nós vamos somente amarrar você e entregar aos filisteus. Não vamos matá-lo. Então o amarraram com duas cordas novas e o fizeram sair da caverna.

Quando Sansão chegou a Leí, os filisteus, gritando, vieram encontrá-lo. Mas o Espírito do SENHOR fez com que Sansão ficasse forte. E ele arrebentou as cordas que amarravam os seus braços e as suas mãos, como se fossem fios de linha queimados.

Encontrou por ali uma queixada de jumento que ainda não estava seca. Pegou a queixada e com ela matou mil homens.

Aí começou a cantar assim: “Com a queixada de um jumento, matei mil homens. Com a queixada de um jumento, fiz montões e montões de corpos.”

Depois jogou fora a queixada. E aquele lugar foi chamado de “monte da Queixada”.

Sansão ficou com muita sede e fez esta oração a Deus, o SENHOR: — Tu me deste esta grande vitória. Será que agora vais deixar que eu morra de sede e caia nas mãos desta gente que não pratica a circuncisão?

Então, na cidade de Leí, Deus abriu um buraco, e dele saiu água. Sansão bebeu daquela água e sentiu-se bem melhor. Aquela fonte foi chamada de En-Hacoré e existe até hoje.

Sansão governou o povo de Israel vinte anos, na época em que os filisteus dominavam aquela terra.

 

Jz 16

Dali Sansão foi até a cidade de Gaza. Lá viu uma prostituta e teve relações com ela.

O povo de Gaza soube que Sansão estava lá. Então eles cercaram o lugar e ficaram a noite toda esperando Sansão no portão da cidade. Ficaram em silêncio, pensando: — Vamos esperar o amanhecer. Então nós o matamos.

Mas Sansão ficou deitado somente até a meia-noite. Depois se levantou e arrancou o portão da cidade, com os batentes e as trancas. Pôs tudo nos ombros e carregou para o alto do monte que está em frente da cidade de Hebrom.

Depois disso Sansão se apaixonou por uma mulher chamada Dalila, que morava no vale de Soreque.

Então os governadores das cinco cidades dos filisteus foram falar com ela. Eles disseram assim: — Dê um jeito de Sansão contar a você por que ele é tão forte e como é que o poderemos dominar, amarrar e deixar sem defesa. Se você fizer isso, cada um de nós lhe dará mil e cem barras de prata.

Então Dalila pediu a Sansão: — Por favor, me conte o segredo da sua força. Se alguém quiser amarrar você e deixar sem defesa, o que é que ele deve fazer?

Sansão respondeu: — Se me amarrarem com sete cordas de arco, novas, que ainda não secaram, eu ficarei fraco e serei como qualquer um.

Aí os governadores dos filisteus trouxeram para Dalila sete cordas de arco, novas, que ainda não estavam secas, e ela amarrou Sansão.

Dalila havia deixado alguns homens escondidos, esperando no outro quarto. Então gritou: — Sansão! Os filisteus estão chegando! E ele arrebentou as cordas de arco, como se fossem fios de linha queimada. Assim eles continuaram sem saber qual era o segredo da força de Sansão.

Então Dalila lhe disse: — Até agora você mentiu e caçoou de mim. Por favor, me diga como é que alguém pode amarrar você.

Sansão respondeu: — Se me amarrarem com cordas novas, que nunca foram usadas, ficarei fraco e serei como qualquer um.

Aí Dalila pegou cordas novas e amarrou os braços dele. Depois gritou: — Sansão! Os filisteus estão chegando! Os homens estavam novamente escondidos, esperando no outro quarto. Mas Sansão arrebentou as cordas como se fossem fios de linha.

E Dalila disse: — Você continua mentindo e caçoando de mim. Diga como é que alguém pode amarrar você. Ele respondeu: — Se você tecer num tear as sete tranças do meu cabelo e prendê-las com um prego grande de madeira, eu ficarei fraco e serei como qualquer um.

Então Dalila fez com que Sansão dormisse. Quando ele adormeceu, ela pegou e teceu as sete tranças dele num tear e prendeu-as com um prego grande de madeira. Depois gritou: — Sansão! Os filisteus estão chegando! Mas ele se levantou, arrancou o prego e tirou o cabelo do tear.

Então ela disse: — Por que você diz que me ama se isso não é verdade? Você me fez de boba três vezes e até agora não me contou por que é tão forte.

E ela continuou a perguntar isso todos os dias. Sansão ficou tão cansado com a insistência dela, que já não agüentava mais.

E acabou lhe contando a verdade: — O meu cabelo nunca foi cortado! — disse ele. — Eu fui dedicado a Deus como nazireu desde que nasci. Se o meu cabelo for cortado, perderei a minha força, ficarei fraco e serei como qualquer um.

Quando Dalila percebeu que ele tinha dito a verdade, mandou o seguinte recado aos governadores filisteus: — Voltem de novo. Agora ele me disse a verdade. Então eles vieram e trouxeram o dinheiro.

Ela fez com que Sansão dormisse no seu colo. Em seguida chamou um homem, e ele cortou as sete tranças de Sansão. Aí Dalila começou a provocá-lo, mas ele havia perdido a sua força.

Ela gritou: — Sansão! Os filisteus estão chegando! Ele se levantou e pensou: “Eu me livrarei como sempre.” Sansão não sabia que o SENHOR o havia abandonado.

Os filisteus o pegaram e furaram os seus olhos. Então o levaram para Gaza e o prenderam com correntes de bronze. E o puseram para trabalhar na prisão, virando um moinho.

Mas o seu cabelo começou a crescer de novo.

Os governadores filisteus se reuniram para fazer uma festa e oferecer um grande sacrifício ao seu deus Dagom. Eles cantavam: “O nosso deus entregou o nosso inimigo Sansão nas nossas mãos!”

E o povo, quando viu Sansão, cantou louvores ao deus Dagom, assim: “O nosso deus entregou nas nossas mãos o inimigo que destruía a nossa terra e matava muitos dos nossos.”

E, no meio daquela alegria, disseram: — Chamem Sansão, para ele nos divertir. Trouxeram Sansão para fora da cadeia e se divertiram à custa dele. Depois o colocaram entre as colunas do templo.

Então Sansão pediu ao rapaz que o guiava pela mão: — Deixe-me tocar nas colunas que sustentam o templo para que eu possa me encostar nelas.

O templo estava cheio de homens e mulheres. Os cinco governadores filisteus estavam lá. Havia no terraço mais ou menos três mil homens e mulheres olhando para Sansão e se divertindo à custa dele.

E Sansão orou ao SENHOR, dizendo: — Ó Senhor, meu Deus, peço que lembres de mim. Por favor, dá-me força só mais esta vez. Deixa que eu, de uma só vez, me vingue dos filisteus, por terem furado os meus olhos.

Então agarrou as duas colunas do meio, que sustentavam o templo. Com a mão direita numa coluna e a esquerda na outra, jogou todo o seu peso contra elas

e gritou: — Que eu morra com os filisteus! Em seguida deu um empurrão com toda a força, e o templo caiu sobre os governadores e todas as outras pessoas. E assim Sansão matou mais gente na sua morte do que durante a sua vida.

Os irmãos de Sansão e toda a sua família foram buscar o seu corpo. Eles o levaram e sepultaram entre Zora e Estaol, no túmulo de Manoá, o seu pai. Sansão havia governado o povo de Israel durante vinte anos.

 

Jz 17

Havia um homem chamado Mica, que morava na região montanhosa de Efraim.

Ele disse à sua mãe: — Quando roubaram aquelas suas mil e cem barras de prata, a senhora amaldiçoou o ladrão. Eu ouvi a senhora fazer isso. Sabe de uma coisa? A prata está comigo. Fui eu que roubei. A sua mãe disse: — Que o SENHOR abençoe você, meu filho!

Então ele devolveu à sua mãe as mil e cem barras de prata. E ela disse: — Meu filho, para tirar a maldição de cima de você, vou dar esta prata como oferta ao SENHOR. Ela será usada para fazer um ídolo de madeira, folheado a prata. Por isso eu devolvo agora esta prata a você.

Mas o filho tornou a devolver a prata à sua mãe. Então ela pegou duzentas barras de prata e entregou a um ourives. Ele fez um ídolo de madeira e o folheou com a prata. E o ídolo foi colocado na casa de Mica.

Mica fez uma capela. Ele fez outros ídolos e também uma roupa de sacerdote. Separou um dos seus filhos para ser o seu sacerdote.

Naquele tempo não havia rei em Israel, e cada um fazia o que bem queria.

Um rapaz estava passando uns tempos na cidade de Belém de Judá. Ele era levita.

Esse moço saiu de Belém, procurando um lugar para morar. E, viajando pela região montanhosa de Efraim, chegou à casa de Mica.

E Mica lhe perguntou: — De onde você vem? E o moço respondeu: — Eu sou levita, de Belém, da região de Judá, e estou procurando um lugar para morar.

— Fique comigo— disse Mica— e seja o meu conselheiro e sacerdote. Eu lhe darei dez barras de prata por ano, roupa e comida.

Então o jovem levita concordou em ficar com Mica e ficou sendo como um filho para ele.

Assim Mica o escolheu para ser o seu sacerdote, e o rapaz ficou morando na sua casa.

E Mica disse: — Eu sei que agora o SENHOR Deus fará com que tudo corra bem para mim, pois tenho um levita como sacerdote.

 

Jz 18

Naquele tempo não havia rei em Israel. E a tribo de Dã estava procurando uma terra para morar, terra que fosse só deles. Isso porque até aquela ocasião eles não tinham recebido a parte da terra que devia ser deles, embora as outras tribos de Israel já tivessem recebido a sua parte.

Então o povo de Dã escolheu cinco homens de valor entre todas as famílias da tribo. Eles foram mandados das cidades de Zora e Estaol para espiar e conhecer a terra. Foram para a região montanhosa de Efraim e ficaram na casa de Mica.

Enquanto estavam lá, perceberam, pelo jeito de o jovem levita falar, que ele não era dali. Então chegaram perto dele e perguntaram: — O que é que você está fazendo aqui? Quem trouxe você para cá?

Ele respondeu: — Eu fiz um trato com Mica. Ele me paga para ser sacerdote dele.

Aí disseram ao moço: — Então pergunte a Deus se nós seremos bem sucedidos na nossa viagem.

O sacerdote respondeu: — Não se preocupem. O SENHOR Deus estará com vocês nesta viagem.

Então os cinco homens saíram dali e foram para a cidade de Laís. Chegando lá, viram que o povo daquele lugar vivia em segurança, como os sidônios. Eram pacíficos e calmos e não tinham brigas com ninguém. Eles tinham tudo o que precisavam. Moravam longe dos sidônios e viviam afastados dos outros povos.

Quando os cinco homens voltaram para Zora e Estaol, a sua gente perguntou o que eles haviam descoberto.

E eles responderam: — Vamos atacar! Nós vimos a terra, e ela é muito boa! Não fiquem aí parados! Vão depressa e tomem a terra!

Lá vocês vão ver que o povo não desconfia de nada. A terra deles é grande e tem tudo o que é preciso. E Deus a está dando a vocês.

Então seiscentos homens da tribo de Dã saíram de Zora e Estaol, prontos para a luta.

Subiram e acamparam a oeste da cidade de Quiriate-Jearim, na região de Judá. É por isso que aquele lugar é chamado até hoje de “Campo de Dã”.

Dali foram para a região montanhosa de Efraim e chegaram à casa de Mica.

Aqueles cinco homens que haviam ido espiar a terra ao redor de Laís disseram aos seus companheiros: — Vocês sabiam que numa dessas casas há um ídolo de madeira folheado a prata? Há também outros ídolos e uma roupa de sacerdote. O que vocês acham que devemos fazer?

Então eles entraram na casa de Mica, onde morava o jovem levita, e o cumprimentaram.

Enquanto isso, os seiscentos soldados da tribo de Dã estavam esperando no portão, prontos para combater.

Os cinco espiões entraram na casa, pegaram o ídolo de madeira folheado a prata, os outros ídolos e a roupa de sacerdote. O sacerdote tinha ficado no portão com os seiscentos soldados armados.

Quando os homens entraram na casa de Mica e pegaram os objetos sagrados, o sacerdote perguntou: — O que vocês estão fazendo?

Eles responderam: — Fique quieto. Não diga nada. Venha com a gente e seja o nosso sacerdote e conselheiro. Você não gostaria de ser o sacerdote de uma tribo inteira, em vez de ser sacerdote de apenas uma família?

O sacerdote ficou muito contente, pegou os objetos sagrados e foi com os espiões e os soldados.

Eles deram meia-volta, puseram na frente as crianças, o gado e os seus bens e partiram.

Já estavam longe quando os vizinhos de Mica, que haviam sido chamados para lutar, alcançaram os homens da tribo de Dã.

Estes, ao ouvirem os gritos dos que vinham atrás deles, deram meia-volta e perguntaram a Mica: — O que é que há? Para que toda essa gente?

Ele respondeu: — Vocês ainda me perguntam o que é que há? Vocês me tomaram os deuses que eu fiz e o meu sacerdote e foram embora! O que foi que sobrou para mim?

Os homens de Dã disseram: — É melhor você não falar mais nada porque estes homens podem ficar zangados e acabar atacando vocês. Nesse caso você e toda a sua família morreriam.

Depois de dizerem isso, os homens de Dã partiram. Mica viu que eles eram mais fortes; então voltou para casa.

Os homens da tribo de Dã levaram as coisas que Mica havia feito e também o sacerdote dele. Aí foram e atacaram Laís, aquela cidade de povo pacífico e calmo. Mataram os seus moradores e queimaram a cidade.

Não havia ninguém para salvar aquela gente, pois Laís ficava longe de Sidom, e eles não tinham contato com outros povos. A cidade ficava no vale, perto de Bete-Reobe. A tribo de Dã construiu de novo Laís e ficou morando ali.

Deram à cidade o nome de Dã porque assim se chamava o fundador da tribo, que era filho de Jacó.

E os homens de Dã levantaram o ídolo para adorá-lo. Jônatas, filho de Gérson e neto de Moisés, foi sacerdote da tribo de Dã. Ele e os seus descendentes foram sacerdotes da tribo de Dã até que o povo foi levado como prisioneiro para fora da sua terra.

E o ídolo feito por Mica ficou com eles durante todo o tempo em que a casa de Deus esteve em Siló.

 

Jz 19

Naqueles dias em que Israel não tinha rei, um levita foi morar bem longe, na região montanhosa de Efraim. Ele arranjou uma jovem de Belém de Judá para ser a sua concubina.

Porém ela brigou com ele e voltou para a casa do seu pai, em Belém. E ficou lá durante quatro meses.

Então o homem resolveu ir a Belém atrás dela, para tentar convencê-la a voltar. Ele foi com o seu empregado e levou dois jumentos. E a moça o recebeu na casa do seu pai. Quando o pai da moça viu o levita, recebeu-o com alegria

e insistiu para que ficasse na sua casa. E ele ficou ali três dias. Assim o casal tomou as suas refeições e passou as noites ali.

No quarto dia eles se levantaram cedo e se aprontaram para ir embora. Mas o pai da moça disse ao levita: — Coma alguma coisa antes de ir e assim você se sentirá melhor. Você pode ir mais tarde.

Então os dois homens se sentaram, e comeram, e beberam juntos. Aí o pai da moça disse: — Por favor, fique mais uma noite e divirta-se.

O homem se levantou para sair, mas o pai da moça insistiu muito que ele ficasse. E assim o levita passou outra noite ali.

No quinto dia, bem cedo, ele se levantou para ir, mas o pai da moça pediu: — Por favor, coma alguma coisa. Espere até mais tarde. E os dois homens comeram juntos.

Quando o homem, a moça e o empregado iam saindo, o pai disse: — Olhe! Agora já é quase noite. É melhor você ficar para passar a noite aqui. Logo vai ficar escuro. Fique aqui e divirta-se. Amanhã você poderá se levantar cedo e viajar de volta para casa.

Mas o levita não quis passar lá mais outra noite e partiu de viagem com a sua concubina, levando dois jumentos arreados.

Já era quase noite quando chegaram perto da cidade de Jebus, isto é, Jerusalém. Então o empregado disse ao patrão: — Por que não paramos e passamos a noite nesta cidade dos jebuseus?

Mas o patrão respondeu: — Não vamos parar numa cidade onde o povo não é israelita. Vamos continuar até Gibeá.

É melhor a gente andar mais um pouco e passar a noite em Gibeá ou Ramá.

Então passaram pela cidade de Jebus e continuaram a viagem. O sol já se havia escondido quando eles chegaram a Gibeá, cidade da tribo de Benjamim.

Aí saíram da estrada para passar a noite na cidade. O levita chegou e se sentou na praça. Mas ninguém o convidou para dormir na sua casa.

E aconteceu que passou por ali um velho que estava voltando do seu trabalho na roça. Ele era da região montanhosa de Efraim, mas estava morando em Gibeá. O povo dali era da tribo de Benjamim.

O velho viu o viajante na praça e perguntou: — De onde você é? Para onde vai?

O levita respondeu: — Eu estou viajando de Belém de Judá para bem longe, para a região montanhosa de Efraim, onde moro. Fui a Belém e agora estou voltando para casa, mas ninguém me ofereceu hospedagem para esta noite.

Nós temos alimento e palha para os jumentos, e pão e vinho para mim, para a minha concubina e para o meu empregado. Temos tudo o que precisamos.

O velho disse: — Venham comigo; vocês serão bem recebidos na minha casa. Eu cuidarei de vocês. Por favor, não passem a noite na praça.

Então ele os levou para a sua casa e deu de comer aos jumentos. Os seus hóspedes lavaram os pés, comeram e beberam.

Enquanto eles conversavam alegremente, alguns homens imorais daquela cidade cercaram a casa e começaram a bater na porta. E disseram ao velho: — Traga para fora o homem que está na sua casa! Nós queremos ter relações com ele.

Aí o velho saiu e disse: — Não, meus amigos! Por favor, não façam essa coisa tão má e tão imoral! Este homem é meu hóspede.

Olhem! Estão aqui a minha filha virgem e a concubina dele. Eu vou pôr as duas para fora, e vocês poderão fazer com elas o que quiserem. Mas não façam essa coisa horrível com este homem!

Mas eles não quiseram ouvi-lo. Então o levita pegou a sua concubina, a pôs para fora e a entregou a eles. E eles a forçaram, e abusaram dela a noite toda, e só a deixaram de manhã.

Ao amanhecer a mulher veio e caiu na frente da casa onde o seu marido estava. E ficou ali até clarear o dia.

De manhã o marido se levantou para continuar a viagem. Quando abriu a porta, achou a sua concubina caída em frente da casa, com as mãos na soleira da porta.

Aí lhe disse: — Levante-se! Vamos embora! Porém não teve resposta. Então pôs o corpo dela atravessado sobre o jumento e seguiu viagem para casa.

Quando chegou lá, entrou, pegou uma faca e cortou o corpo da concubina em doze pedaços. Depois mandou um pedaço para cada uma das doze tribos de Israel.

E todos os que viam isso diziam: — Nunca vimos uma coisa assim! Nunca houve uma coisa igual a essa, desde o tempo em que os israelitas saíram do Egito! Pensem! O que vamos fazer agora?

 

Jz 20

Por causa disso todo o povo de Israel, desde Dã, no Norte, até Berseba, no Sul, e Gileade, no Leste, se reuniu em Mispa. Eles se reuniram na presença de Deus, o SENHOR, como se fossem uma só pessoa.

Os chefes de todas as tribos de Israel estavam presentes nessa reunião do povo de Deus. Havia quatrocentos mil homens a pé, treinados para a guerra.

E o povo de Benjamim soube que todos os outros israelitas haviam subido até Mispa e que eles queriam saber como aquele crime havia sido cometido.

Então o levita, marido da mulher assassinada, explicou: — Cheguei com a minha concubina a Gibeá, no território da tribo de Benjamim, para passar a noite.

Os homens de Gibeá vieram de noite e cercaram a casa. Eles queriam me matar. Em vez disso abusaram da minha concubina, e ela morreu.

Então eu peguei o corpo dela, cortei em pedaços e mandei um pedaço para cada uma das doze tribos de Israel. Aquela gente cometeu um crime horrível no meio do nosso povo.

Todos vocês que estão aqui são israelitas. Vamos resolver agora o que fazer.

Todo o povo de Israel se levantou ao mesmo tempo e disse: — Nenhum de nós, nem os que moram em casas, nem os que moram em barracas, voltará para casa.

Vamos escolher alguns homens para atacar Gibeá.

A décima parte dos homens de Israel vai arranjar comida para os que vão lutar. Os outros vão castigar os moradores de Gibeá pelo crime horrível que cometeram em Israel.

Então todo o povo de Israel se reuniu como se fosse uma só pessoa para atacar a cidade de Gibeá.

As tribos israelitas mandaram que mensageiros fossem por toda a tribo de Benjamim e dissessem: — Que crime horrível vocês cometeram!

Exigimos que vocês nos entreguem agora esses homens imorais para que nós os matemos. Assim tiraremos esse mal do meio do povo de Israel. Mas o povo de Benjamim não deu atenção aos outros israelitas.

Eles saíram de todas as suas cidades e foram para Gibeá a fim de lutar contra o resto do povo de Israel.

Naquele dia eles convocaram das suas cidades vinte e seis mil soldados. Depois os moradores de Gibeá reuniram mais setecentos homens especialmente escolhidos,

que eram canhotos. Qualquer um deles podia atirar com funda uma pedra num fio de cabelo, sem nunca errar.

E os outros israelitas que iam lutar contra a tribo de Benjamim reuniram quatrocentos mil soldados treinados.

Os israelitas foram ao lugar de adoração, em Betel, e ali perguntaram a Deus: — Qual das nossas tribos atacará primeiro a tribo de Benjamim? E o SENHOR respondeu: — A tribo de Judá.

Na manhã seguinte os israelitas subiram e acamparam perto da cidade de Gibeá.

Saíram para combater contra a tribo de Benjamim e puseram os soldados em posição de ataque, de frente para a cidade.

Então o exército de Benjamim saiu da cidade. E, antes de terminar o dia, eles mataram vinte e dois mil soldados israelitas.

(22-23) Aí o povo de Israel foi para o lugar de adoração e, na presença do SENHOR, chorou até a tarde. E eles perguntaram ao SENHOR: — Devemos ir combater outra vez os nossos irmãos da tribo de Benjamim? E Deus respondeu: — Sim. Então o exército israelita se animou de novo. E eles puseram os seus soldados em posição de combate novamente, no mesmo lugar em que haviam lutado no dia anterior.

Os israelitas marcharam contra a tribo de Benjamim pela segunda vez.

E pela segunda vez os soldados de Benjamim saíram de Gibeá. E dessa vez mataram dezoito mil soldados israelitas treinados.

Então todo o povo de Israel subiu de novo até Betel para chorar. Ficaram ali na presença de Deus, o SENHOR, e não comeram nada até a tarde. E apresentaram ao SENHOR ofertas que foram completamente queimadas e sacrifícios de paz.

Eles fizeram uma pergunta ao SENHOR. (Acontece que naqueles dias a arca da aliança estava ali em Betel.

E Finéias, filho de Eleazar e neto de Arão, estava encarregado de cuidar dela.) A pergunta que eles fizeram foi esta: — Devemos sair mais uma vez para combater os nossos irmãos da tribo de Benjamim ou devemos desistir? O SENHOR respondeu: — Combatam porque amanhã eu farei com que vocês os derrotem.

Então os israelitas puseram alguns soldados escondidos em volta de Gibeá.

No terceiro dia marcharam de novo contra o exército da tribo de Benjamim. Os seus soldados ficaram em posição de batalha, de frente para Gibeá, como tinham feito antes.

Os soldados de Benjamim saíram para combater e se afastaram da cidade. Como haviam feito antes, começaram a matar algumas pessoas na estrada de Betel, na estrada de Gibeá e em campo aberto. Mataram mais ou menos trinta israelitas.

E diziam: — Nós já os derrotamos, como das outras vezes. Mas os israelitas disseram: — Vamos recuar e fazer com que eles se afastem da cidade e venham para as estradas.

Então a maior parte do exército israelita saiu dali e tornou a se juntar em Baal-Tamar. Mas os homens que cercavam a cidade saíram de repente dos lugares onde estavam escondidos na planície de Gibeá.

Dez mil dos melhores soldados israelitas atacaram Gibeá, e o combate foi duro. Os benjamitas não imaginavam que iam ser destruídos.

O SENHOR Deus fez com que os israelitas derrotassem o exército de Benjamim. E naquele dia os israelitas mataram vinte e cinco mil e cem inimigos.

Então os benjamitas compreenderam que estavam vencidos.

Esses homens avançaram depressa na direção de Gibeá, espalharam-se e mataram todas as pessoas da cidade.

O exército israelita e os homens que estavam escondidos tinham combinado um sinal: quando vissem uma grande nuvem de fumaça subindo da cidade,

os israelitas que estavam fora, no campo de batalha, deviam dar meia-volta e atacar. Até aquele momento os benjamitas já haviam matado uns trinta israelitas e diziam: — Sim. Já os derrotamos, como das outras vezes.

Então o sinal apareceu: uma nuvem de fumaça começou a subir da cidade. Os benjamitas olharam para trás e ficaram muito espantados quando viram a cidade inteira pegando fogo.

Então os homens de Israel deram meia-volta, e os benjamitas ficaram apavorados porque viram que iam ser destruídos.

Eles fugiram e correram na direção do deserto, mas não puderam escapar. Foram cercados pela maior parte do exército israelita e também pelos soldados que vinham da cidade e foram destruídos.

Os israelitas cercaram os inimigos, e os perseguiram sem parar até um lugar a leste de Gibeá, e os iam matando pelo caminho.

Dezoito mil dos melhores soldados benjamitas foram mortos.

Os outros fugiram na direção do deserto, para a rocha de Rimom. Cinco mil foram mortos nas estradas. Os israelitas perseguiram o resto e assim mataram mais dois mil homens.

Ao todo vinte e cinco mil benjamitas foram mortos naquele dia, todos eles soldados valentes.

Porém seiscentos homens fugiram para o deserto, para a rocha de Rimom, e ficaram lá quatro meses.

Os israelitas atacaram o resto dos benjamitas e os mataram, tanto homens como animais, e destruíram tudo o que encontraram. E queimaram todas as cidades da região.

 

Jz 21

O povo de Israel havia feito em Mispa este juramento a Deus: — Nenhum de nós deixará que um homem da tribo de Benjamim case com uma das nossas filhas.

O povo foi a Betel e ficou ali na presença de Deus até a tarde. Eles choraram amargamente, em voz alta,

dizendo: — Ó SENHOR, Deus de Israel, por que aconteceu isso? Por que está faltando uma das nossas tribos?

O povo se levantou bem cedo na manhã seguinte e construiu ali um altar. Apresentaram ofertas que foram completamente queimadas e sacrifícios de paz.

E perguntaram: — De todas as tribos de Israel, quem foi que não subiu para aquela reunião na presença do SENHOR Deus, em Mispa? Eles tinham feito um juramento muito sério: quem faltasse à reunião em Mispa seria morto.

O povo de Israel teve muita pena dos seus irmãos da tribo de Benjamim e disse: — Hoje Israel perdeu uma das suas tribos.

O que faremos para arranjar esposas para os que ficaram? Pois juramos ao SENHOR que não daríamos a eles nenhuma das nossas filhas.

Então perguntaram: — De todas as tribos de Israel, quem não compareceu diante do SENHOR em Mispa? E ficaram sabendo que, de Jabes-Gileade, ninguém havia tomado parte na reunião.

Quando fizeram a chamada do povo, ninguém de Jabes-Gileade estava lá.

Então todos concordaram em mandar para lá doze mil homens, dos mais corajosos, com estas ordens: — Vão e matem os moradores de Jabes-Gileade, tanto homens como mulheres e crianças.

Façam isto: matem todos os homens e todas as mulheres que não forem virgens.

E eles encontraram quatrocentas virgens em Jabes-Gileade e as levaram ao acampamento de Siló, que fica na terra de Canaã.

Então todos concordaram em mandar mensageiros aos benjamitas, na rocha de Rimom, para fazer uma proposta de paz.

Aí os benjamitas voltaram e receberam aquelas quatrocentas moças de Jabes-Gileade. Porém não havia moças em número suficiente para todos.

Então o povo ficou com pena dos benjamitas, pois pela vontade do SENHOR estava faltando uma das tribos de Israel.

Aí os chefes do povo de Israel disseram: — Não há mais mulheres na tribo de Benjamim. O que vamos fazer para arranjar esposas para os que ficaram?

O povo de Israel não deve perder uma das suas doze tribos. Temos de achar um jeito de a tribo de Benjamim não acabar.

Porém não podemos deixar que eles casem com as nossas filhas. Eles falavam isso porque o povo de Israel havia amaldiçoado quem deixasse um benjamita casar com a sua filha.

Então disseram: — A festa anual do SENHOR, na cidade de Siló, está perto. (Siló fica ao norte de Betel, ao sul de Lebona e a leste da estrada que vai de Betel a Siquém.)

E os chefes do povo de Israel disseram aos benjamitas: — Vão, escondam-se nas plantações de uvas

e fiquem vigiando. Durante a festa, quando as moças de Siló saírem dançando, vocês também saiam das plantações de uvas. E cada um agarre uma das moças e leve embora para a terra de Benjamim.

Assim, quando os pais ou irmãos delas vierem se queixar, nós poderemos dizer: “Por favor, deixem que elas fiquem, pois na batalha contra Jabes-Gileade não conseguimos mulheres para todos os benjamitas. E vocês não serão culpados de quebrarem a promessa, pois não deram as suas filhas a eles: elas foram roubadas.”

E assim fizeram os benjamitas. Cada um deles escolheu uma esposa entre as moças que estavam dançando e a levou embora. Então voltaram para a sua terra, construíram de novo as suas cidades e ficaram morando ali.

Enquanto isso, os outros israelitas saíram, e cada um voltou para a sua tribo, a sua família e as suas terras.

Naquele tempo não havia rei em Israel, e cada um fazia o que bem queria.

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