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Lição 07 - O Alvo Supremo: Conhecer A Cristo

Revista Jovens 4° trimestre 2026 cpad

Jovens 4° trimestre 2026


15 de Novembro de 2026

TEXTO PRINCIPAL
"prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus." (Fp 3.14)

RESUMO DA LIÇÃO
O andar pela fé consiste em prosseguir firmemente, sem retroceder, aguardando a volta de Cristo, quando nossos corpos serão transformados e teremos acesso à cidade celestial.

LEITURA SEMANAL
SEGUNDA – Mt 16.25 A vida cristã exige renúncia
TERÇA – Hb 12.1 Perseverança na caminhada
QUARTA – At 20.24 Vivendo para cumprir a missão
QUINTA – Fp 1.21 Cristo é o centro
SEXTA – Cl 3.11 Cristo é tudo em todos
SÁBADO – Hb 11.26 Olhando para a recompensa eterna

OBJETIVOS
ESTIMULAR os jovens a prosseguirem no crescimento espiritual, com os olhos no Céu;
ANALISAR o que significa conhecer plenamente a Cristo;
ESTUDAR sobre o futuro glorioso, escatológico, dos que andam com Deus.

INTERAÇÃO
Prezado(a) professor(a), esta lição nos apresenta uma das mais belas figuras utilizadas pelo apóstolo Paulo para descrever a vida cristã: a corrida rumo ao alvo. Ao escrever aos filipenses, Paulo deixa claro que, apesar de toda sua experiência espiritual, ainda não considerava ter alcançado a plenitude do conhecimento de Cristo. Pelo contrário, permanecia avançando, perseverando e mantendo os olhos fixos no prêmio da soberana vocação.
Essa mensagem é especialmente relevante para os jovens, que vivem em uma sociedade marcada pela pressa, pelas distrações e pela busca de resultados imediatos. Paulo ensina que a caminhada cristã não é uma corrida de velocidade, mas uma jornada de perseverança, disciplina e alvo. O apóstolo nos mostra que o cristão deve viver com os olhos voltados para Cristo, sem permitir que os erros do passado, as frustrações do presente ou as distrações do mundo o impeçam de avançar.
Que seus alunos tenham o desejo de conhecer mais profundamente a Cristo, permanecer firmes na caminhada cristã e viver diariamente com a certeza de que nossa verdadeira pátria está nos céus.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor(a), a vida cristã é uma caminhada contínua de crescimento espiritual, perseverança e foco em Cristo, tendo como alvo final a glorificação e a cidadania celestial. Infelizmente, muitas distrações contribuem para que seus alunos não se desenvolvam espiritualmente, e esta aula é uma oportunidade para que eles façam um autoexame. Use as perguntas abaixo para esse momento:
• Existe alguma culpa, fracasso ou decepção do passado que está impedindo meu crescimento espiritual?
• Tenho buscado conhecer mais a Cristo por meio da oração e da Palavra?
• Quais distrações têm tentado tirar meus olhos do alvo?
• Minha vida demonstra que eu pertenço ao Reino de Deus?
Após breve discussão, enfatize que o cristão nunca deve acomodar-se espiritualmente e que o passado não pode impedir o avanço na caminhada cristã. Reforce também que conhecer a Cristo é um processo contínuo de crescimento e que a nossa verdadeira cidadania está nos céus.

TEXTO BÍBLICO
Filipenses 3.12-17, 20,21
12 Não que já a tenha alcançado ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus.
13 Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim,
14 prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.
15 Pelo que todos quantos já somos perfeitos sintamos isto mesmo; e, se sentis alguma coisa doutra maneira, também Deus vo-lo revelará.
16 Mas, naquilo a que já chegamos, andemos segundo a mesma regra e sintamos o mesmo.
17 Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam.
20 Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo,
21 que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas.

INTRODUÇÃO

Após declarar que abriu mão de seus próprios méritos e o considerou "esterco" (perda) por amor a Cristo (Fp 3.8), o apóstolo Paulo descreve sua vida cristã como uma metáfora acerca das corridas nos jogos da antiguidade, identificando-se como um corredor consistente e persistente; alguém que não está disposto a desistir por nada, até que conquiste a vitória.
Paulo se vê como alguém que ainda está em movimento, avançando com determinação rumo ao alvo final: conhecer plenamente a Cristo e alcançar a plenitude da salvação.

I - CONHECENDO PLENAMENTE A CRISTO

1. "Não que já a tenha alcançado". O apóstolo Paulo não está mencionando, aqui, que seja um cristão sem estatura espiritual, despreparado, fraco, mas ressalta que, tendo em vista a glória do conhecimento completo de Cristo, das realidades que serão concretizadas no futuro, alusivas ao alvo escatológico expresso em Filipenses 3.10,11, ele ainda não alcançou e também que ele ainda está em estado de imperfeição. Assim, Paulo sintetiza a incompletude espiritual de todos nós, sentimento bastante distinto dos judaizantes. As mentes pessoais reconhecem sua imperfeição no estado presente. Ainda não alcançamos a perfeição, ainda não somos perfeitos, ainda há muita coisa em todos os nossos deveres em que falhamos. Possuir a verdadeira graça gera o desejo por mais graça e uma necessidade para alcançar a perfeição da graça.
2. "Prossigo". Paulo conclui que esse futuro pertencente somente àqueles que perseveram ou, utilizando suas palavras, aos que prosseguem. Assim, como ainda não chegou ao alvo mencionado nos versículos 10 e 11, ele avança com todas as suas forças em direção a esse objetivo escatológico: sua apressão final de Cristo, um desfecho perfeito para alguém que afirmou que o viver é Cristo e o morrer é ganho.
Paulo sabia perfeitamente que Deus pode usar quem porventura vier a falhar, mas não usa quem desiste. Muitas pessoas, por quererem ser mais justas que Deus, desistem da jornada e param no meio do caminho por causa de seus pecados; outras, desistem porque se sentem sem forças para prosseguir. Mas aqueles que, como Pedro, arrependem-se e lançam-se aos pés do Salvador, "subirão com asas como águias" (Is 40.31), sendo restaurados e fortalecidos para continuar.
3. "Não julgo que o haja alcançado". Nos versículos 13 e 14, Paulo continua com a ideia da metáfora atlética, reforçando, a princípio, que ainda há algo a percorrer, posto que o alvo ainda não foi alcançado. Todavia, como um bom corredor, ele deveria permanecer atento ao propósito maior da sua vida: o prêmio da soberana vocação em Cristo.
O grande problema de muitas pessoas reside exatamente aqui: acreditam que já tenham chegado ao fim das suas conquistas espirituais e, por isso, abandonam as disciplinas da vida cristã, como a oração, a leitura da Palavra e a consagração. Um bom atleta, metaforicamente falando, não abandona a sua carreira antes de completá-la. Paulo era assim, por isso repete essa declaração, fazendo coro ao texto bíblico que diz: "Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor" (Os 6.3).

PENSE!
Você concorda que Deus pode usar quem falha, mas não usa quem desiste?

PONTO IMPORTANTE!
Seguir a Cristo é escolher continuar: mesmo quando há falhas, cansaço ou dificuldades, confiando que Deus sustenta quem não desiste.

SUBSÍDIO 1
"Paulo, outrora, buscava conquistar uma posição de justiça diante de Deus com base nos seus próprios feitos. O seu encontro com Cristo, o verdadeiro justo, entretanto, mostrou-lhe que somente Cristo conseguiria alcançar a salvação que ele tanto buscava. Agora, depois de ser 'encontrado nele', o objetivo de Paulo era conhecê-lo de modo pessoal e experiencial. Conhecer a Cristo significa experimentar o poder da sua ressurreição, tomar parte nos seus sofrimentos (v. 10, NAA). Esse processo é chamado de santificação. Em o novo nascimento, o crente experimenta o poder da ressurreição à medida que ele é ressurreto para andar em novidade de vida (Rm 6.4). Esse poder de Cristo capacita o crente a andar onde Cristo andou, mesmo em meio à dor (cp. com Fp 1.29-30).
O desejo que Paulo tinha de conhecer a Cristo era tão intenso que ele ansiava por participar a fundo até mesmo nos sofrimentos de Jesus. Mesmo que ele não soubesse exatamente como isso poderia ocorrer, ele sabia que este tipo de identificação com Cristo nos seus sofrimentos, ao final, levar-nos-iam à ressurreição dos mortos (3.11)."
(PATTERSON, Dorothy Kelly e KELLEY, Rhonda Harrington. Comentário Bíblico da Mulher: Novo Testamento. Volume II. Rio de Janeiro: CPAD, 2025, p. 103).

II - UMA COISA FAÇO

Paulo, como um atleta competente, reunia todos os seus esforços em algo que era o mais relevante, o que ele reduziu na frase "uma coisa faço". Mesma ideia do rei Davi quando disse que uma coisa pediu ao Senhor (Sl 27.4), bem como Jesus ao falar a Marta que Aqui está todo o texto da imagem, sem formatação:
somente uma coisa era necessária. Essa "coisa", assim, não era a única, porém a mais importante a ser feita, a qual, sendo realizada, todo o restante daria certo.
1. Esquecendo-se do passado. Paulo, como um bom atleta, e também os filipenses, não deviam concentrar suas forças naquilo que ficou para trás, mas somente no alvo a ser alcançado. Ora, os judaizantes estavam a todo tempo estimulando os filipenses a olharem para trás e a cumprirem as regras da Torá. Porém, o apóstolo dos gentios tinha dito que essas coisas ele reputava como esterco, e que todos deveriam se esforçar para seguir em frente.
Paulo estava dizendo: deixe o passado no passado, estenda-se para frente, dirigindo-se para o seu alvo, atingindo frontalmente o dilema de muitos. Esse, de fato, apresenta-se como o grande problema de muitas pessoas, as quais permanecem presas aos fatos do passado (sejam culturais e pessoais, sejam familiares e sociais), dos quais não conseguem se libertar, minando suas forças para seguirem adiante.
2. Avançando. O avanço até essa linha de chegada escatológica, alvo supremo de todo cristão — que se encontra depois do episódio da primeira ressurreição dos mortos — ressal como grande propósito do apóstolo: ser achado nEle, circunstância que se aperfeiçoará somente após os crentes transporem as portas da eternidade. Por óbvio, muitos cochos tentam utilizar esse texto para estimular seus alunos a chegarem ao "topo" e permanecerem lá; entretanto, o sentido dessa Escritura reside completamente na seara espiritual.
3. Soberana vocação. O alvo do apóstolo, para o qual ele diz prosseguir, Aqui está todo o texto da imagem, sem formatação:
demonstra que ele corre uma corrida e nunca desiste antes do fim, mas continua seguindo em frente o mais rapidamente possível, assim como aqueles que têm o céu em mente, devem continuar seguindo em frente com desejos santos e esforços e preparativos constantes.
Quanto mais preparados estivermos para o céu, mais rapidamente deveremos seguir em frente. O céu deve ser chamado de alvo porque resume o que cada cristão genuíno tem em vista, semelhantemente ao corredor que mantém os seus olhos fixos no objetivo que deseja alcançar. Se o atleta, em sua carreira, olhar para os lados, se distrair, perderá a passada e a queda será a consequência. Todos os esforços serão desperdiçados e o seu fim será triste.

PENSE!
Por que Paulo usa a metáfora de um atleta para retratar a jornada cristã?

PONTO IMPORTANTE!
O atleta vencedor sempre se disciplina, preparando-se para a competição. Por outro lado, quando está na corrida, tem como foco passar na linha de chegada e, por isso, não olha para trás, só para o alvo, visando ganhar o prêmio.

SUBSÍDIO 2
"Para que ninguém tivesse a impressão errônea de que ele já havia atingido o seu objetivo de conhecer a Cristo. Paulo enfatizou que ele continuava a perseguir para o alvo pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus (v. 14). Apesar da "soberana vocação de Deus" poder ser o chamado final que cada crente recebe ao céu, é mais provável que, neste caso, trate-se de uma referência ao chamado efetivo dado em Cristo Jesus antes da salvação (Rm 8.29-30).
Paulo utiliza como ilustração uma corrida (Fp 3.13-14). Ele era o corredor que sabia que era melhor manter a concentração em direção à linha de chegada do que olhar para trás e arriscar perder a corrida.
Em vez disso, ele se concentrava somente no objetivo e no prêmio e prosseguia rumo a ele incansavelmente (gr. diōkō, o mesmo verbo utilizado em 3.6a). Apesar do prêmio não ser claramente descrito, podemos considerar, a partir do contexto desta passagem e do livro, que Paulo ansiava, sobretudo, estar com Cristo (1.21, 23), conhecê-lo completamente (3.10) e ser transformado segundo a sua imagem na ressurreição (3.20-21).
(PATTERSON, Dorothy Kelly e KELLEY, Rhonda Harrington. Comentário Bíblico da Mulher: Novo Testamento. Volume II. Rio de Janeiro: CPAD, 2025, p. 104)

III - O PRESENTE E O FUTURO

Após usar a metáfora de um corredor, que deixou o passado no passado e prosseguiu olhando para o alvo supremo, Paulo, agora, fala sobre o jeito de viver no presente e como será o futuro para o fiel.
1. "Andemos" e "sintamos". Diante do quadro de imperfeição dos cristãos, a admoestação paulina concentra-se nas palavras "andemos" e "sintamos" (v. 16), ou seja, o cristão deve se comportar de maneira a glorificar a Cristo, imitando a vida do apóstolo Paulo, e também abrigando "o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus" (Fp 2.5). Esse desafio concentra-se em prosseguir andando dignamente, apesar dos inimigos da cruz de Cristo, irmanados no mesmo sentimento que já haviam alcançado. Isso envolve tanto o comportamento externo quanto a disposição interior, porque a vida cristã exige coerência entre atitudes e sentimentos moldados por Cristo. O cristão é chamado a andar de forma digna, mesmo em meio a pressões e desafios (Ef 4.1).
2. "Nossa cidade está no Céu". Paulo conclui o capítulo retornando ao prêmio escatológico (Fp 3.11-14), falando sobre uma melhor cidadania, assunto importante numa cidade que detinha o status de colônia romana, como era Filipos. "Nossa cidade está no céu" (v. 20) era um alerta para que os filipenses não almejassem o modo de vida daquele lugar, porém tivessem uma visão voltada para o futuro, a glorificação, realçando o fato de que eles já possuíam a cidadania celestial. Em nosso mundo, atualmente, vive-se uma crise imigratória sem precedentes. Pessoas querem assumir novas nacionalidades. Talvez algum cristão daquela época pensasse também assim, mas Paulo deixa claro que somos forasteiros e peregrinos e, portanto, nossa verdadeira cidadania é a celestial. Quando temos consciência disso, passamos a pensar, agir e a escolher nossas prioridades com vistas ao Céu.
3. "Transformará nosso corpo abatido". Por fim, Paulo concentra-se na vinda de Cristo, comunicando que Ele transformará os corpos corruptíveis (v.21) dos cristãos em corpos gloriosos, realizando tudo isso conforme o seu poder de sujeitar todas as coisas. Aqui, novamente, além de injetar esperança nos filipenses sobre o futuro, lança luzes sobre o Grande Imperador e Senhor do universo, que não era o César, mas o Senhor Jesus Cristo.
O texto não poderia ser concluído de melhor maneira para os filipenses. Fecha-se com "chave de ouro", e isso traz esperança e consolação à igreja, mostrando que o sofrimento presente não é o fim da história. Paulo reafirma que o futuro em Cristo será glorioso para a Igreja e, quanto ao presente, eles poderiam descansar, porque Deus está no controle e, ademais, Cristo está voltando. Tais verdades, inequivocamente, estimulavam os destinatários da epístola a andarem dignamente, atentando para a vocação a que foram chamados, fazendo-os avançar incansavelmente na direção do alvo, pelo prêmio da soberana vocação.

SUBSÍDIO 3
Os cristãos não são mais cidadãos deste mundo; ao optarem por seguir a Jesus Cristo, tornaram-se estranhos e peregrinos na terra (Jo 18.36; Rm 8.22-24; Gl 4.26; Hb 11.13; 12.22-23; 13.14; 1Pe 1.17; 2.11). (1) Jesus disse acerca de seus seguidores: “Não são do mundo, como eu do mundo não sou” (Jo 17.16). Como cristãos, somos peregrinos em uma viagem pelo mundo; estamos em nosso caminho para um novo lar. Em relação à nossa jornada, valores, direção e destino na vida, o céu é agora nossa pátria. Nós nascemos de cima (Jo 3.3), os nossos nomes estão escritos no catálogo do céu (Lc 10.20), nossas vidas são guiadas por padrões celestiais e os nossos direitos e a nossa herança estão reservados no céu. (2) Se formos fiéis a Deus, as nossas orações chegarão ao céu (cf. 2Cr 6.21; 30.27) e nossa esperança será dirigida para lá. Muitos de nós temos amigos e familiares que já estão lá, e nós estaremos lá em breve. Jesus também está lá, preparando um lugar para nós, e prometeu voltar e nos levar para o céu, para estarmos com Ele para sempre (veja Jo 14.2-3, notas; cf. Jo 3.3 14.1-4; Rm 8.17; Ef 2.6; Cl 3.1-3; Hb 6.19-20; 12.22-24; 1Pe 1.4-5; Ap 7.9-17). Por estas razões, todos os verdadeiros seguidores de Cristo desejam uma pátria ‘celestial. Pelo que também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade’ (Hb 11.16).”
Bíblia de Estudo Pentecostal Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2024, p. 2205)

PROFESSOR(A), leve seus alunos a meditarem acerca do nível de conhecimento que eles possuem de Cristo. "Conhecer a Cristo, Paulo não fala de conhecimento intelectual, mas, sim, em conhecimento baseado na experiência. Há uma grande diferença entre realmente conhecer a Cristo e meramente saber acerca dEle. Assim como se sabe o gosto da comida ao comê-la, assim também conhecemos a Cristo ao recebê-lo." (PEARLMAN, Myer. Epístolas Paulinas. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p. 138)

CONCLUSÃO

O chamado cristão se traduz como uma soberana vocação, ou seja, a mais importante, e encontra seu desfecho no futuro da salvação, a glorificação. Dessa forma, o prêmio almejado por todo crente em Cristo recompensará todos os esforços ao longo da vida. Com vistas a atingir esse propósito de chegar à "nossa cidade", torna-se necessário manter constantemente os olhos no Céu, nosso alvo, onde habitaremos na Casa do Senhor por longos dias.

HORA DA REVISÃO
1. Segundo a lição, qual a metáfora usada por Paulo para descrever sua vida cristã?
Ele usa a metáfora acerca das corridas nos jogos da antiguidade, identificando-se como um corredor consciente e persistente.

2. O que Paulo sintetiza com a expressão "não que já a tenha alcançado"?
Paulo sintetiza a incompletude espiritual de todos nós.

3. Segundo a lição, o que significa a expressão "uma coisa faço"?
Paulo reunia todos os seus esforços em algo que era o mais relevante, o que ele reduziu na frase "uma coisa faço". Essa "coisa", assim, não era a única, porém a mais importante a ser feita, a qual, sendo realizada, todo o restante daria certo.

4. Diante do quadro de imperfeição dos cristãos, a admoestação paulina concentra-se em quais verbos?
Andemos e sintamos.

5. Segundo a lição, como atingir o propósito de chegar à "cidade celestial"?
Torna-se necessário manter constantemente os olhos no Céu, nosso alvo.
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