TEXTO AUERO

 

“E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus”. (Mt. 15:6)

 

VERDADE PRÁTICA

 

Os dogmas da Igreja Católica não resistem ao exame Bíblico, porque são fundamentos da Teologia     Humama.

 

LEITURA

 

Adorar à Deus em Espírito e em Verdade (Jo. 4:20-24)

 

A Salvação é pela Fé, e não pelas obras. (Ef. 2:8-10)

 

O Batismo e a Ceia do Senhor. (Mt. 28:20;1 Co.11:23-26)

 

Jesus é o único Mediador entre Deus e os Homens. (1 Tm.2:5)

 

Os demais filhos de Maria. (Mt. 12:46-50;13:55)

 

Orações dirigidas à Rainha do Céu. (Jr. 7:18;44:17-19;25)

 

Mensagem Bíblica:

 

MARCOS 7:3-17

 

Pois os fariseus, e todos os judeus, guardando a tradição dos anciãos, não comem sem lavar as mãos  cuidadosamente; e quando voltam do mercado, se não se purificarem, não comem. E muitas outras coisas há que     receberam para observar, como a lavagem de copos, de jarros e de vasos de bronze. Perguntaram-lhe, pois, os   fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos anciãos, mas comem o pão   com as mãos por lavar?  Respondeu-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este     povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim;  mas em vão me adoram, ensinando   doutrinas que são preceitos de homens. Vós deixais o mandamento de Deus, e vos apegais à tradição dos homens. Disse-lhes ainda: Bem sabeis rejeitar o mandamento de Deus, para guardardes a vossa tradição. Pois Moisés disse:     Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser ao pai ou à mãe, certamente morrerá.  Mas vós dizeis: Se um     homem disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta ao Senhor,      não mais lhe permitis fazer coisa alguma por seu pai ou por sua mãe,  invalidando assim a palavra de Deus pela     vossa tradição que vós transmitistes; também muitas outras coisas semelhantes fazeis. E chamando a si outra vez a     multidão, disse-lhes: Ouvi-me vós todos, e entendei. Nada há fora do homem que, entrando nele, possa     contaminá-lo; mas o que sai do homem, isso é que o contamina. (Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça.) Depois, quando deixou a multidão e entrou em casa, os seus discípulos o interrogaram acerca da parábola.

 

 

INTRODUÇÃO

 

O Catolicismo Romano é uma das três maiores religiões do mundo, juntamente com os Protestantes e     Ortodoxos. Mas a nossa análise é Bíblica, e não politico-social. Em nome da tradição, a Igreja Católica     sacrificou o autêntico Cristianismo ao longo dos séculos. Vamos neste estudo, analisar os dogmas católicos à     luz da Bíblia.

O PAPISMO

 

Instituição do Papa: Ninguém, em sã conciência, pode negar a influência política do papa no mundo, mas     biblicamente, esse cargo não existe. A teoria de que Pedro foi o primeiro papa não resiste à análise bíblica.

 

Mas, como disse Mussoline, fundador do facismo na Itália: “uma mentira repetida vinte vezes acaba por se     tornar uma verdade”. Mas sabemos que, mais cedo ou mais tarde, tal mentira terminará por ser  desmascarada. Foi isso que aconteceu. A tradição Católica diz que Pedro foi Papa em Roma durante vinte e  cinco anos. Vamos aos Fatos Reais:

 

Pedro Nunca foi Bispo de Roma: Se ele foi martirizado no Reinado de Nero, por volta de 67 ou 68 AD,     subtraindo desta data vinte cinco anos, retrocederemos a 42 ou 43 AD.

 

  1. Rastreando a Vida de Pedro: Vasculhando a vida de Pedro, conforme a Bíblia, iremos desmascararesta mentira dos Romanos. O Concílio de Jerusalém (Atos 15), ocorreu em 48, ou pouco depois, entre aprimeira e a segunda viagem missionária de Paulo. Embora Pedro não o presidiu; a presidência coube aTIAGO (At. 15:13-19). Em 58, Paulo escreveu a Epístola aos Romanos. No último capítulo da epístola, oapóstolo manou saudações para muita gente em Roma, mas Pedro sequer é mencionado, não acha estranho? Em 62, Paulo chega a Roma, e foi visitado por muitos irmãos (At. 28:30-31), novamente não se tem notícias dePEDRO.

 

  1. Epístolas escritas em Roma: De Roma, Paulo escreveu quatro cartas, em 62: Efésios, Colossenses e Filemon. Em 63, Filipenses. Entre 67 e 68, após o incêndio de Roma, quando estava preso pela Segunda vez, 2 Timóteo. Esse tal papa não é mencionado.

 

EXEGESE DE Mateus 16:16-18:

 

A Igreja do primeiro século desconhecia a figura do PAPA.

 

  1. A Pedra é Cristo: A primeira interpretação papista de Mt. 16:16-18 é uma camisa-de-força. A expressão: “Sobre esta Pedra”, significa sobre a resposta de Pedro: “Tú és o Cristo, Filho de Deus Vivo.”Sobre Cristo foi edificada, e não sobre Pedro, a menos que o clero Romano admita que o Catolicismo tenharigido sobre Pedro.

 

  1. A Pedra no contexto Bíblico: Desde a época do salmista (Sl. 118:22), passando pelo profeta Isaias, a palavra profética já anunciava o Messias, como a PEDRA DE ESQUINA (Is. 28:16). Jesus afirmou ser ele mesmo a Pedra (Mt. 21:42). O próprio apostolo Paulo afirma que Pedro é apenas uma pedra como os demais apóstolos, sendo Jesus Cristo a Pedra Principal (Ef. 2:20). Falta, portanto, fundamento Bíblico para sustentar a figura do Papa.

A MARIOLATRIA E OS CULTOS AOS SANTOS

 

Adoração e Veneração:  Há diferenças entre “adorar” e “prestar culto”? se prostrar diante de um ser, dirigir-se      a ele em orações e ações de graças, fazer-lhe pedidos, cantar louvores – Chamar isso de veneração é      subestimar a inteligência humana. A Bíblia diz qye há um só mediador entre Deus e os Homens – Jesus Cristo      (1 Tm 2:5), entretanto, os católicos apresentam orações pedindo a intercessão de Maria.

 

Culto aos Santos: Analisando as práticas romanistas à luz da Bíblia e da própria história antiga, fica bem claro  que são práticas pagãns. O Papa Bonifácil IV, em 610, celebrou pela primeira vez a festa de todos os santos, substituindo o panteão romano (templo pagão dedicado a todos os deuses) por um templo “cristão” para que   as relíquias dos santos fossem ali colocadas, inclusive Maria. Dessa forma, o culto aos santos e a Maria      substituiu o dos deuses e deusas do paganismo.

 

Maria, deusa para os Católicos: Os católicos manifestam seu sentimento de profunda tristeza quando afirmamos que Maria é reconhecida como deusa no catolicismo. Dizem que não estamos sendo honestos      nessa declaração, mas os fatos falam por si mesmos:

 

“Glórias de Maria”: É o título do livro publicado pela editora Santuário, de autoria de Afonso Maria de Liguori,      canonizado pelo Papa, que atribuiu à Maria toda a honra e toda a Glória que a Bíblia afirma ser de Jesus Cristo  como Senhor. Chama Maria de Onipotente e outros atributos exclusivamente Divinos.

 

Os Querubins: A Passagem Bíblica sobre os querubins colocados no propiciatório da arca da aliança (Êx.      25:18-20), advogada pelo teólogos romanistas para justificar a prática idolatrica, não se reveste de sustento  algum. Porque não existe na Bíblia nenhuma passagem sequer que mostre um Israelita dirigindo as suas      orações aos querubins. O propiciatório era a figura da redenção de Cristo (Hb. 9:5-9). A Bíblia condena      terminantemente o uso de imagem de esculturas no meio do altar (Êx. 20:4-5; Dt. 5:8-9), Jesus disse: “Ao      Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás.” (Mt. 4:10). O Anjo disse a João: “Adora somente a Deus” (Ap.      19:10; 22:9). Pedro recusou ser adorado por Cornélio (At. 10:25-26)

 

 

OUTROS DOGMAS

 

Leituras Bíblicas: Foi proibido aos leigos do concílio de Tolosa em 1222. Com isso, a Igreja Católica jubilou a      Biblia, e a tradição passou a suplantar a Palavra de Deus (Mt. 15:9). É dever de todo homem ler a Bíblia; a      própria Bíblia recomenda (Dt. 6:6-7;31:11-12;Jr. 1:8;Is. 34:16;At 17:11;1 Ts. 5:27;2 Tm. 3:15-17;Ap. 1:3).

Lentes Papistas:

 

Se hoje há algum incentivo à leitura da Bíblia por parte do clero romano, é por causa      da pressão dos evangélicos, pois a Igreja Católica está perdendo, a cada dia, mais e mais adeptos. Desta  forma o Clero Romano, está lendo a Bíblia, mas com “Lentes Papistas”.

Livro Apócrifos:

 

Os livros apócrifos, jamais fizeram parte da Bíblia Sagrada dos Judeus, isto é: O      Antigo Testamento. A Bíblia Hebraica, ainda hoje, está dividida em três partes: LEI, HAGIÓGRAFOS (Escritos  Sagrados) e PROFECIAS.

Celibato Clerical:

 

Foi Instituído em caráter local em 386, por Sirício, bispo de Roma, e imposto como  obrigação vocacional pelo Papa GregórioVII, em 1704. Continua a ser mantido pela Igreja Católica. O      Casamento não é mandamento, mas escolha individual. Nem a Igreja, nem o Papa, nem ninguém pode   interferir neste direito cedido por Deus (Gn. 2:18; 1 Co. 7:2), inclusive aos oficiais da Igreja (1 Tm. 3:2-5;12;Tt      1:6-9). Pedro e os demais aoóstolos eram casados. (Mt. 8:14; 1 Co. 9:5).

Purgatório:

 

A doutrina do purgatório foi aprovada em 1439, no concílio de Florença, confirmada      definitivamente no Concílio de Ttrento (1549-1563), mas ela já existia desde 1070. Essa doutrina ensina que os      cristãos parcialmente santificados passam por um processo de purificação de pecados, para depois entrarem      nos céus. Essa crença veio do Paganismo e é muito antiga. Mas nós sabemos que só há um Caminho     descrito na Bíblia para a Salvação (Jo. 14:6), e que só existe um que pode purificar pecados que é o Sangue      de Jesus Cristo, e não o fogo do purgatório (1 Jo. 1:7).

Tradição:

 

Jesus criticou durante o fato de se colocar a tradição em igualdade de condição com a Palavra de      Deus, ou até mesmo acima dela.

 

A Igreja Católica, através de suas tradições, aprova práticas frontalmente condenadas pela Bíblia: A      Idolatria e outros desvios doutrinários. É a Bíblia quem julga a Igreja e não vice-versa.

Batismo Infantil:

 

A Criança é inocente e não tem responsabilidade alguma diante de Deus. Ela não tem ainda      capacidade de amar e aborrecer a Deus. A questão delas Jesus já resolveu: “Deixai vir os pequeninos a mim      e não os impeçais, porque dos tais é o Reino de Deus”. O Batismo exige profissão de fé (At. 8:37); oração (At.   22:16) e voto de consagração (1 Pe. 3:21). A Criança não é capaz de realizar esses três requisitos. Os pais      não podem fazer isso por elas, pois a Salvação é individual (Ez. 18:20). Não existe na Bíblia caso sequer de      BATISMO INFANTIL. Jesus foi batizado com quase trinta anos de idade (Lc. 3:23).

Salvação pelas Obras:

 

A Igreja Católica prega salvação pelas obras contrariando a Palavra de Deus. A      Salvação é um ato da Graça de Deus, e não um mérito humano, (Ef. 2:8-10;Tt 2:11;3-5). A Bíblia diz que o     Justo viverá pela fé (Rm. 1:17,Hb 2:4). O Apóstolo Paulo ocupa todo o capítulo quatro de romanos justificando e provando, que a Salvação é pela fé, e não pelas obras. Somos Justificados mediante a fé em Cristo Jesus     (Rm 5:1).

 

 

 

 

 

CATOLICISMO À LUZ DAS ESCRITURAS

 

“Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a    espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm a sua      própria consciência cauterizada, proibindo o casamento, e ordenando a abstinência de alimentos que Deus    criou para serem recebidos com ações de graças pelos que são fiéis e que conhecem bem a verdade.” (1 Tm      4.1-3 )

 

A palavra católico vem do grego katholikos, que quer dizer “universal”. No nome catolicismo romano já  observamos uma contradição. Lorraine Boetner, em seu livro “Catolicismo Romano”, cita o Dr. John Gerstner  que escreveu: “…rigorosamente falando, católica romana é uma contradição de termos. Católico significa    universal; romano significa particular”.

 

Quero, neste estudo, analisar as principais doutrinas católicas com as Escrituras e mostrar a total      incompatibilidade que existe entre a fé dos evangélicos e a fé dos católicos. O profeta Amós perguntou: “Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” (Am 3.3) Não estou pregando a intolerância religiosa,    respeito pelo próximo é uma marca cristã, o direito a escolha religiosa é um direito inegociável. Refiro-me a tentativa ecumênica de unir evangélicos e católicos numa só igreja. Um artigo na Internet divulgou que “João Paulo II vem manifestando interesse em aproximar-se de judeus e evangélicos”. A proposta ecumênica dos católicos é de mão única. Estes estão interessados que os evangélicos, por exemplo, aceitem o Papa como    cabeça da igreja e muito mais. A meta do ecumenismo é a união de todas as igrejas em uma só Igreja Mundial.

 

É impossível aceitar essa proposta sem abrir mão daquilo que é básico em nossa fé. Sabemos, pelas   Escrituras, que o Anticristo virá sobre as asas do ecumenismo se colocando como líder religioso mundial  dizendo ser o Cristo.

PEQUENO HISTÓRICO

 

A igreja católica, que conhecemos hoje, é o resultado de alterações feitas à partir da igreja primitiva.

 

Segundo Aurélio, “…o catolicismo romano é a religião que reconhece o Papa como autoridade máxima, que se   expande por meio de sacramentos, que venera a virgem Maria e os santos, que aceita os dogmas como  verdades incontestáveis e fundamentais e que tem como ato litúrgico mais importante a missa”. O que essa   igreja tem em comum com a igreja primitiva? Nada!

 

Durante os primeiros séculos cristãos ocorreram muitas perseguições, isto cooperou para que a igreja se   mantivesse fiel as Escrituras. Este período é chamado de era patrística, ou era dos pais da igreja. Halley fala de     Policarpo (69-156 d.C.), discípulo de apóstolo João que foi queimado vivo por se recusar a amaldiçoar a Cristo.

 

Policarpo falou: “oitenta e seis anos faz que sirvo a Cristo e Ele só me tem feito bem, como podia eu, agora,    amaldiçoá-lo, sendo Ele meu Senhor e Salvador?”

 

A corrupção no cristianismo começou já em meados do século III, onde houve o primeiro rompimento sério    dos cristãos, por causa da introdução dos batismos de crianças. O rompimento foi chamado de “desfraternização”. No século IV, Constantino ascendeu ao posto de Imperador. Este apoiou o cristianismo e    fez o mesmo religião oficial do Império Romano. Assim sendo, muitos ímpios se tornaram cristãos por motivos  políticos e escusos. Constantino convocou em 325 d.C. o Concílio de Nicéia onde surgiu o catolicismo romano  influenciado por doutrinas pagãs. Como pôde haver essa junção entre o cristianismo e Roma? Roma que sempre foi centro de idolatria em que seus imperadores eram considerados deuses. Alcides Peres conta que   em 326 d.C., um ano depois do Concílio, Constantino vai a Roma para celebrar o vigésimo ano de seu reinado.

 

Por intriga palaciana, manda prender seu filho Crispo, que é logo julgado, condenado e morto pelo próprio pai…

 

Foi esse homem que deu origem a esta junção do catolicismo com o romanismo.

 

Muitas doutrinas estranhas continuaram a penetrar no catolicismo romano. Fazendo que cada vez mais a   igreja católica se distanciasse de sua origem. Citarei alguns exemplos dando datas aproximadas.

 

A oração pelos mortos começou a ser aceita por volta de 300 d.C.

O começo da exaltação a Maria onde o termo “mãe de Deus” surgiu pela primeira vez em 431 d.C.

 

A doutrina do purgatório em 593 d.C. A adoração da cruz, imagens e relíquias em 786 d.C.

 

A canonização dos santos mortos em 995 d.C. O celibato do sacerdócio em 1079 d.C. E assim em      diante…

 

No século XVI ocorreu a tão conhecida reforma protestante que é sempre lembrada no dia 31 de outubro por    ser a data que Lutero em 1517 d.C. colocou suas 95 teses na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg.  Essas      teses combatiam principalmente a compra de indulgências. Segundo Earle E. Cairns: “A indulgência era um    documento que se adquiria por uma importância em dinheiro e que livrava aquele que a comprasse da pena do      pecado.” O pecador deveria arrependendo-se, confessar o seu pecado ao sacerdote, e ainda pagar uma certa   quantia para assim obter o perdão, tratando desta forma o sacrifício na cruz como nada. Lutero combateu isto      com veemência baseando-se em Romanos 1:17, ensinando que só a fé em Cristo justifica. Com a reforma a  Bíblia foi traduzida para a língua do povo. Antes a Bíblia era negada ao povo sob a desculpa que só o sacerdote     podia interpretá-la corretamente. A supremacia da Bíblia em todas as questões de fé e prática foi enfatizada     (sola scriptura) assim combatendo a idéia que a tradição e as interpretações dos clérigos teriam o mesmo     valor que as Escrituras.

 

Lorraine Boettiner escreveu: “O protestantismo como surgiu no século dezesseis não foi o começo de      alguma coisa nova, mas o retorno ao cristianismo bíblico e à simplicidade da igreja apostólica da qual a igreja     católica se afastou há muito tempo.”

A AUTORIDADE DAS ES-CRITURAS

 

Para começo de conversa é bom falarmos sobre a autoridade da Bíblia segundo o catolicismo. Segundo o  catolicismo existem três grandes autoridades para o ensino: a tradição da igreja, o magistério e as Escrituras     Sagradas. Para eles a Bíblia sozinha não é suficiente. Raimundo F. de Oliveira cita o Padre Benhard que em  1929 escreveu: “A Bíblia não é a única fonte de fé, como Lutero ensinou no séc. XVI, porque sem a     interpretação de um apostolado divino e infalível, separado da Bíblia, jamais poderemos saber, com certeza,    quais são os livros que constituem as Escrituras inspiradas, ou se as cópias que hoje possuímos concordam     com os originais. A Bíblia em si mesma, não é mais do que letra morta, esperando por um intérprete divino…

 

Certo número de verdades reveladas têm chegado a nós, somente por meio da tradição divina.”

 

“Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar    alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; e se alguém tirar quaisquer     palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, e da cidade santa, que estão escritas    neste livro.” (Ap. 22.18 e 19)

 

Conforme temos visto, para o catolicismo romano, a Bíblia não é a única regra de fé. A revelação, segundo   eles, está apoiada no seguinte tripé: as escrituras, a tradição da Igreja e o magistério. Ainda tiram da Bíblia o     valor de ser a autoridade final. Observe a declaração do catecismo de 1994: “O ofício de interpretar   autenticamente a Palavra de Deus escrita ou transmitida (tradição) foi confiado unicamente ao magistério vivo da Igreja, cuja autoridade se exerce em nome de Jesus Cristo, isto é, aos bispos em comunhão com o    sucessor de Pedro, o bispo de Roma.” Ou seja, para os católicos, a interpretação dos magistrados é superior  as Escrituras Sagradas. Paulo nos advertiu: “Mas ainda a que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie  outro evangelho além do que já tenho anunciado, seja anátema.” (Gl 1.8). E em Rm 3.4 está escrito “…sempre  seja Deus verdadeiro e todo o homem mentiroso.”

 

Além desse tripé errôneo, existe o fato da Igreja Católica possuir livros apócrifos em sua Bíblia. A palavra      “apócrifo” vem do grego apokrupha que significa “coisas ocultas”. Porém com o decorrer do tempo foi      adquirindo o significado de “espúrio” e “não-puro”. Os livros apócrifos estão inseridos no Velho Testamento  fazendo que o Velho Testamento deles tenham 46 livros enquanto o nosso têm 39 livros. Os apócrifos são:      Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, 1º e 2º de Macabeus, seis capítulos e dez versículos   acrescentados no livro de Ester e dois capítulos de Daniel. Foi no Concílio de Trento em 15 de abril de 1546,   em sua quarta sessão que a Igreja Católica declarou estes livros sagrados.

 

Quero dar quatro razões para não aceitarmos esses livros como inspirados por Deus.

 

  1. Esses livros não estão no cânon hebraico. A palavra “cânon” significa literalmente “cana” ou “vara de medir”. Esta palavra, com o tempo, passou a classificar os livros que são considerados genuínos e inspirados  por Deus. Sendo assim os hebreus consideram os livros apócrifos como não inspirados por Deus.

 

  1. Não há no Novo Testamento nenhuma citação desses livros. Jesus e os apóstolos não citaram uma vez sequer um trecho incluído nesses livros. Assim mostrando que não eram considerados genuínos por Cristo oupelos apóstolos.

 

  1. Doutrinas contrárias as escrituras são baseadas nesses livros, tais como: a intercessão pelos mortos, aintercessão dos santos, a salvação pelas obras, etc.

 

  1. Os católicos não foram unânimes quanto a inspiração divina nesses livros. No Concílio de Trento houve lutacorporal quando este assunto foi tratado. Lorraine Boetner (in Catolicismo Romano) cita o seguinte: “O papaGregório, o grande, declarou que primeiro Macabeus, um livro apócrifo, não é canônico. O cardeal Ximenes,em sua Bíblia poliglota, exatamente antes do Concílio de Trento, exclui os apócrifos e sua obra foi aprovadapelo papa Leão X. Será que estes papas se enganaram? Se eles estavam certos, a decisão do Concílio deTrento estava errada. Se eles estavam errados, onde fica a infalibilidade do papa como mestre da doutrina?”

SALVAÇÃO

 

Como o Catolicismo Romano vê a salvação? Adolfo Robleto (in: O Catolicismo Romano) destaca: “Na Igreja    Católica, no entanto, o tema da salvação não ocupa um lugar proeminente. Os esforços se encaminham para     o sentido de que o povo católico, não falte à igreja e faça obras de caridade.” Segundo o catolicismo a salvação     é adquirida de três formas básicas: 1ª) graça de Deus, 2ª) fé e obras e 3ª) a igreja e seus sacramentos.

 

  1. Graça de Deus – A palavra graça significa favor imerecido e gratuito. É algo concedido por Deus de forma gratuita sem qualquer mérito humano. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; édom de Deus. Não vem das obras para que ninguém se glorie.” (Ef 2.8 e 9). Por sua vez, a Igreja Católica não vê a graça como um favor gratuito e imerecido. O fiel para receber a graça de Deus precisa ser ligado a Igreja  Católica e participar dos sacramentos, sendo só desta forma que Ele pode receber a graça de Deus. Caso não     receba a graça, o fiel não poderá ser salvo. Mas as Escrituras deixam bem claro que sendo a salvação pela     graça, não pode ser ao mesmo tempo pelas obras. “E se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a     graça já não é graça.” (Rm 11.6).

 

  1. Fé e obras – Segundo o catolicismo a fé em Cristo não é suficiente para se adquirir a salvação. Énecessário também realizar caridades, esmolas e participar dos sacramentos. No Concílio de Trento(1546-1563) saiu o seguinte decreto: “Se alguém disser que a fé é justificadora não é nada mais que confiançana misericórdia divina que cancela o pecado em nome de Cristo somente; ou que esta confiança sozinha bastapara sermos justificados, que seja anátema.” O catolicismo chama de maldito aquele que crê que a fé emCristo sozinha é suficiente para justificá-lo diante de Deus. Mas nas Escrituras está escrito: “Sendo poisjustificados pela fé, tenhamos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo.” Cristo pouco antes de morrer na cruz disse: “…está tudo consumado”. Mostrando assim que o homem não precisaria fazer mais nada paraadquirir a salvação. Pois Ele “veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 19.10). salvação não pode ser comprada pelas obras humanas. “Ou quem lhe deu primeiro a Ele, para que seja     recompensado?” (Rm 11.35). Quem crê na salvação pela fé em obras está dizendo que Cristo morreu em vão  (Gl 2.21).

 

Adolfo Robleto escreveu: Qual é então a relação entre a fé e as obras? É a seguinte: a fé é a raiz; as obras     são o fruto. A fé nos justifica para com Deus; as obras evidenciam essa fé diante dos homens. Deus vê o     coração; os homens vêem as obras da fé no viver. Fazemos boas obras depois que cremos que somos     salvos, e não antes da fé para sermos salvos. Em conclusão: as obras não produzem a salvação, mas, sim,     são um resultado um resultado dela.” Veja Ef 2.10.

 

  1. A igreja e seus sacramentos – No catecismo de 1994 está escrito: “Toda salvação vem de Cristo–cabeça, através da igreja, a qual é o seu corpo; apoiado na Sagrada Escritura e na tradição (o Concílio) ensina que esta     igreja, agora peregrina na terra, é necessária  a salvação… por isso não podem salvar-se, aqueles que,     sabendo que a igreja católica foi fundada por Deus através de Jesus Cristo, como instituição necessária,     apesar disso não quiserem entrar nela ou perseverar.”

 

Nas Escrituras não há nenhuma indicação que alguém deve entrar numa igreja para obter salvação. A     salvação só é por meio de Cristo (At 4.12; Jo 3.36; Jo 5.24; Jo 20.31; At 10.43; I Ts 5.9 etc.). Depois de salvo o     cristão deve se ligar a uma igreja realmente cristã para ter comunhão com seus irmãos em Cristo (Hb 10.25, I     Jo 1.5-7 e I Jo 4.20 e 21).

 

A palavra sacramento vem do latim sacramentum que antigamente tinha dois significados básicos:

 

  1. Algo que era separado para um propósito sagrado

 

  1. Era um juramento que o soldado fazia ao Imperador de Roma ao ingressar no exército. No século V,Agostinho começou a elaborar as doutrinas dos sacramentos, que ele definiu como “a forma visível de umgraça invisível” (signum visible de gratia invisible). Só no ano de 1439, no Concílio de Florença, foi que os setesacramentos foram oficializados pelo catolicismo. Sendo os sete sacramentos: batismo, crisma ouconfirmação, penitência, eucaristia ou missa, matrimônio, unção de enfermos ou extrema-unção e santasordens. Segundo o catecismo de 1994, “a Igreja afirma que para os crentes os sacramentos da nova aliançasão necessários à salvação.” Os sete sacramentos são nada menos que uma séria de boas obras que oscatólicos crêem que precisam fazer para alcançar a salvação. Mas em Rm 3.20 está escrito: “Por issonenhuma carne será justificada diante Dele pelas obras…”

 

Ao criar esta doutrina o catolicismo forma uma espécie de salvação sacerdotal, pois os sacramentos só     podem ser ministrados pelos “sacerdotes” católicos. Transformando os sacerdotes católicos em mediadores     entre Deus e os homens. O que é uma tremenda heresia: “Porque há um só Deus, e um só mediador entre     Deus e os homens, Jesus Cristo homem.” Analisaremos brevemente cada sacramento.

O BATISMO

 

Os católicos crêem que o batismo é necessário a salvação, que sem o batismo a pessoa está condenada     ao inferno. No concílio de Trento foi decretado: “As crianças se não forem regeneradas para Deus através da     graça do batismo, quer seus pais sejam cristãos ou infiéis, nascem para miséria e perdição eternas.” Quão     terrível é esta doutrina! Já nós, evangélicos, cremos que estando a criança na fase da inocência vindo falecer     esta irá para o céu. “Por que dos tais é o reino dos céus.” (Mt 19.14). O batismo é para quem crê. Enquanto a     criança não tiver como decidir sobre a sua fé em Cristo, esta não pode ser batizada. A afirmação que o     batismo salva é totalmente equivocada. O batismo é para os salvos e só a ausência de fé em Cristo é que     condena. “Quem crer e for batizado será salvo, quem não crê será condenado.” (Mc 16.16)

CRISMA OU CONFIRMAÇÃO

 

Segundo eles, é um ato de aprofundamento em Cristo para todos aqueles que já foram batizados. No     catecismo de 1994 está escrito: “a confirmação aperfeiçoa a graça batismal; é o sacramento que dá o Espírito Santo para enraizar-nos mais profundamente na filiação divina; incorporar-nos mais firmemente a Cristo, tornar     mais sólida a nossa vinculação com a Igreja…” Preste atenção! Segundo eles, este sacramento concede o     Espírito Santo. Por isto no crisma o bispo impõe suas mãos sobre a cabeça da pessoa com o propósito de     transmitir o Espírito Santo. Não existem nenhum ritual, nas Escrituras, que aprofunde alguém espiritualmente.

 

A filiação divina não é aprofundada por um ritual mas é conseguida plenamente no momento em que se crê em     Cristo. É o que está escrito em João 1.12: “Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem     feitos filhos de Deus; aos que crêem no Seu nome.” E é neste momento que recebemos o Espírito Santo.

 

“Pois todos nós fomos batizados em um Espírito formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos,     quer livres e todos temos bebidos de um Espírito.”

PENITÊNCIA

 

Segundo o catolicismo é a maneira de remover a penalidade dos pecados cometidos depois do batismo e   crisma. O padre depois de ouvir a confissão dos pecados recomenda aos fiéis penitências como: orações,     ofertas, ajuda ao próximo ou algum tipo de privação. No catecismo de 1994 está escrito: “A absolvição tira o     pecado, mas não remedia todas as desordens que ele causou. Liberto do pecado, o pecador deve ainda     recobrar a plena saúde espiritual. Deve, portanto, fazer alguma coisa mais para reparar seus pecados; deve     satisfazer de modo apropriado ou expiar seus pecados. Esta satisfação chama-se também penitência.” Esta     doutrina é uma verdadeira aberração. O sacrifício de cristo é único e suficiente (Hb 10.12).

EUCARISTIA OU MISSA

 

Lorraine Boetner cita o catecismo de Nova York que diz o seguinte:

 

“Jesus Cristo nos deu o sacrifício na cruz da missa para que a sua Igreja tenha um sacrifício visível que     prolongue o Seu sacrifício na cruz até o fim dos tempos. A missa é o mesmo sacrifício que o sacrifício da cruz.  A santa comunhão é participar do corpo e do sangue de Jesus Cristo sob a aparência de pão e vinho”.

 

Vemos que para os católicos a eucaristia ou missa é onde Cristo volta a ser crucificado para que os     benefícios da cruz se apliquem continuamente aos seus participantes. Na epístola aos Hebreus capítulo 9     vemos Jesus sendo comparado aos sacerdotes no templo. Porém o autor mostra que Cristo é superior aos     sacerdotes, sendo Ele o Sumo Sacerdote perfeito que ofereceu-se uma vez.

 

Observe:

 

“Nem também para si mesmo oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no santuário     com sangue alheio. Doutra maneira, necessário lhe fora padecer desde a fundação do mundo; mas agora na     consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo. E,     como aos homens está ordenado morrerem uma vez vindo depois disso o juízo, assim também Cristo,     oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos…” (Hb 9.25-28).

 

No versículo 12 afirma que entrou “uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.”  A     redenção é eterna então não há necessidade de rituais para que a redenção continue.

 

Ensina a teologia católica a transubstanciação (alteração de substância) durante a eucaristia. Após a     consagração dos elementos, pão e vinho, e a recita feita pelo padre das palavras de Cristo, “isto é o meu     corpo” e “isto é o meu sangue”, o pão se transforma na carne de Cristo e o vinho no sangue de Cristo.

 

Esquecem os católicos que Jesus Cristo, em pessoa, institui a ceia do Senhor e pronunciou as palavras: “isto     é o meu corpo e o meu sangue.” Se a transubstanciação fosse verdadeira, Cristo teria comido a sua própria     carne e bebido do seu próprio sangue. Isso seria impossível, pois Cristo estava em pessoa celebrando a ceia e     seria um absurdo comer o próprio corpo e beber do próprio sangue. Cristo foi bem claro “fazei isto em     memória de mim”. Se é “em memória” é forçoso admitir que Cristo não estava presente nos elementos: pão e     vinho. (Lc 22.19 e 20).

 

Paulo ao instruir sobre a ceia do Senhor chamou o pão de pão e vinho de vinho. Note bem: “Porque todas as     vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha” (I Co     11.26). E ainda, em algumas passagens da Bíblia vemos a ceia do Senhor sendo chamada de “o partir do pão”     e não o partir do corpo (At 2. 46). Os católicos costumam usar como base bíblica para a eucaristia, as     seguintes palavras de Cristo: “Porque a minha carne verdadeiramente é comida e o meu sangue     verdadeiramente é bebida” (Jo 6.55). É claro que Cristo falou estas palavras no sentido figurado, ou será, que     Cristo pregou o canibalismo. Mas os católicos, ainda insistem, pois Cristo falou “verdadeiramente”.  Como     Cristo também falou: “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o lavrador.” (Jo 15.1) Cristo é uma planta? Não.     Fica evidente que Ele usou o sentido figurado como usou em Jo 6.55. O capítulo 6 de João é o registro da     multiplicação de pães. A multidão começou a seguir a Jesus por causa do pão terreno. Mas Cristo queria lhes     oferecer o pão espiritual: “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome; e quem crê em mim     nunca terá sede” (Jo 6.35). É claro que Jesus falou no sentido espiritual como também falou em Jo 6.55.

 

Os católicos ainda crêem que ao participar da eucaristia os fiéis têm a purificação dos pecados presentes,     preservação dos pecados futuros e ainda ajudam os mortos. No catecismo de 1994 está escrito: “O sacrifício     eucarístico é também oferecido pelos fiéis defuntos que morreram em Cristo e não estão ainda plenamente     purificados, para que possam entrar na luz e na paz de Cristo.” As Escrituras são claras ao dizer que todos os     pecados são removidos através do sangue de Cristo (veja I Jo 1.7 e Ap 1.5.)

MATRIMÔNIO

 

Sem dúvida alguma, Deus institui o casamento, sendo este a primeira instituição divina, quando uniu Adão e      Eva (Gn 2.23 e 24). Uma coisa é considerar o casamento uma instituição divina. Outra coisa, totalmente      diferente, é considerar o casamento como sacramento (meio de graça). Os católicos crêem que quando seus “sacerdotes” realizam seus casamentos, a graça de Deus vem através dos mesmos.

 

Com este tipo de pensamento, os católicos só consideram os casamentos realizados pelos seus     sacerdotes. O erro de considerar o casamento como um sacramento se deu por um erro de tradução da     Vulgata (versão latina das Escrituras, traduzida por Jerônimo) que traduziu Efésios 5.32 como “Este é um     grande sacramento” enquanto a tradução correta é “Este é um grande mistério”. Sabemos que a Igreja Católica     costuma cobrar uma taxa para realizar casamentos.

UNÇÃO DOS ENFERMOS OU EXTREMA UNÇÃO

 

Segundo o catolicismo, é um meio de conferir graças aos enfermos, anciãos e moribundos, ajudando assim     no perdão dos pecados. Normalmente é ministrado pelo “sacerdote” a pessoa que está à beira da morte. O     “sacerdote” unge os olhos, nariz, mãos e pés enquanto recita uma “oração especial” em latim. Este ritual visa     diminuir a quantidade de pecados da pessoa devendo o restante ser “pago” pelos parentes através das     missas.

 

Em nenhum lugar das Escrituras vemos a recomendação para a realização desse ritual. O sangue de Cristo     é suficiente para perdoar os pecados e não precisa de “óleo sagrado” para aperfeiçoar este. Na Bíblia, existe a     recomendação de orar pelo enfermo com o uso do óleo (sendo o óleo apenas um símbolo do Espírito Santo)     mas não para o perdão dos pecados, e sim, para cura do corpo. (Tg 5.14-16)

SANTAS ORDENS

 

Segundo o catolicismo é ato de conferir graça especial e poder espiritual aos padres, bispos, arcebispos,     cardeais e papas. Fazendo destes sacerdotes, portanto, representantes de Cristo na terra. A idéia do      sacerdócio é do Antigo testamento, onde os sacerdotes basicamente exerciam três funções:

 

  1. Ofereciam sacrifícios no santuário diante de Deus em benefício do povo.
  2. Ensinavam a lei de Deus.
  3. Buscavam a vontade de Deus.

 

O sacerdócio era uma sombra ou tipo daquele que haveria de vir – Cristo. Com a vinda de Cristo não há     necessidade nenhuma de sacerdotes. Em Hb 9.11 e 12 está escrito: “Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos     bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito de mãos, isto é, não desta criação, nem por     sangue dos bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado     uma eterna redenção”.  E em Hb 9.24 está escrito: “Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos de     homens, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer por nós perante a face de Deus.”

 

O sacerdote era uma espécie de mediador dos homens diante de Deus. Hoje temos um único mediador:

 

“Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.” (I Tm 2.5). Hoje     cada crente pode ir a Deus através de Cristo. “Pedi e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e     abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e o que busca, encontra; e o que bate, se abre.” (Mt 7. 7 e 8).     Diante dessas irrevogáveis verdades bíblicas, pasmem com que está escrito no Concílio de Trento:

 

“O sacerdote é o homem de Deus, o  ministro de Deus… Aquele que despreza o sacerdote despreza Deus;     aquele que o ouve, ouve a Deus. O sacerdote perdoa pecados como Deus, e aquilo que ele chama de seu     corpo no altar é adorado como Deus por ele mesmo e pela congregação… Está claro que a sua função é tal     que não se pode conceber nenhuma maior. Portanto, eles não são simplesmente chamados de anjos, mas     também de Deus, mantendo como fazer o poder e autoridade do Deus imortal em nós.”

 

Pura blasfêmia! Ainda leia o que está escrito num livro romano citado por Lorraine Boettner:

 

“Sem o sacerdote, a morte e a paixão de nosso Senhor não teria nenhum valor para nós. Veja o poder do     sacerdote! Através de uma palavra dos seus lábios ele transforma um pedaço de pão em Deus! Um fato maior     que a criação do mundo. Se eu me encontrasse com um sacerdote e um anjo, eu saudaria o sacerdote antes     de saudar o anjo. O sacerdote ocupa o lugar de Deus.” Pura blasfêmia!

PURGATÓRIO

 

A doutrina do purgatório teve o seu início no Concílio de Florença (1439). Lá foi estabelecido a diferença entre     o pecado cometido e a tendência inata para o pecado. Chegando-se a conclusão que o perdão (conseguido     através da confissão ao sacerdote e a participação dos sacramentos) acaba com o pecado, mas não acaba     com a má tendência. Há portanto, a necessidade do purgatório, um lugar intermediário entre o céu e a terra,     onde os fiéis que ainda tenham alguma dívida e a má tendência para o pecado, irão sofrer no fogo do     purgatório, até a purificação completa.

 

O autor John M. Haffert (livro: Saturday in Purgatory) escreveu: “Não há menor dúvida que os sofrimentos do     purgatório em alguns casos duram através de séculos inteiros.” Sobre o sofrimento do purgatório, o manual da     sociedade do purgatório registra: “Segundo os santos padres da igreja, o fogo do purgatório não difere do fogo     do inferno, exceto quanto à sua duração. É o mesmo fogo, diz S. Tomás de Aquino, que atormenta os réprobos     no inferno e o justo no purgatório. A dor mais amena no purgatório, ele diz, ultrapassa os maiores sofrimentos     desta vida. Nada além da duração eterna torna o fogo do inferno mais terrível do que o purgatório.” Segundo os     católicos as orações e esmolas dos vivos e o “sacrifício da missa” ajudam a diminuir o tormento do purgatório.     Como será que os católicos encaram a morte? Se eles pensam que depois da morte vão encarar o purgatório.

 

Os teólogos tentam basear a doutrina do purgatório nos livros de Macabeus e em algumas passagens das     Escrituras. Sabemos que Macabeus é um livro apócrifo e espúrio. Quanto às passagens das Escrituras, os     católicos usam o fato de existir um pecado imperdoável (blasfêmia contra o Espírito Santo) e a passagem de I     Co 3.15. Quando Cristo chama a blasfêmia contra o Espírito Santo de pecado imperdoável, não faz referência     nenhuma ao purgatório, que segundo os católicos seria, o lugar onde este pecado seria perdoado. Pelo     contrário, Jesus disse: “Não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro” (Mt 12.32) e “nunca obterá     perdão, mas será réu do eterno juízo.” (Mc 3.29). Quanto a passagem de Coríntios, Paulo trata da questão dos     galardões e não da salvação. Tanto que mesmo que as obras se queimem “o tal será salvo, todavia como pelo     fogo.”

 

Quero destacar três argumentos bíblicos que liquidam a doutrina do purgatório:

 

1.º) A suficiência do sacrifício de Cristo

 

Não há como crer na suficiência do sacrifício de Cristo e na doutrina do purgatório ao mesmo tempo. Só     pode se crer em um e descartar o outro. Cristo falou: “Porque o filho do homem veio buscar e salvar o que se     havia perdido” (Lc 19.10). Ele veio salvar, não se tem nenhuma necessidade do purgatório para aperfeiçoar a     salvação que Cristo trouxe. Paulo escreveu: “Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo     Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.” (I Tm 1.15). Cristo na cruz disse: “Está tudo consumado”, mostrando assim que cumpriu a sua missão.

 

2.º) Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo (Rm 8.1 e Jo 3.18).

      

3.º) É na presente vida que a salvação ou a condenação é definida (Hb 9.27).

 

Observamos que o catolicismo não fica satisfeito com nada. Não crê que o sacrifício de Cristo foi o     suficiente para a nossa salvação, nem fica satisfeito com a sua própria mirabolante doutrina dos sacramentos.

 

Para eles há necessidade do purgatório, enquanto a Bíblia é bem mais simples afirmando que Cristo satisfez a     justiça divina (Rm 3.21-26), não havendo necessidade de mais nada.

 

O PURGATÓRIO E  O SANGUE DE JESUS

 

Airton Evangelista da Costa

 

Nenhuma doutrina ou tradição pode subsistir sem o  respaldo da inerrante Palavra de Deus. O discurso do      Purgatório parece haver perdido nos últimos tempos seu                colorido, sua preferência no púlpito romano. Todavia, esse     esdrúxulo ensino está vigente, como veremos a seguir na      palavra oficial do Vaticano:

 

  • “Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária   para entrar na alegria do Céu. A Igreja denomina                Purgatório esta purificação final dos eleitos, que é   completamente distinta do castigo dos condenados. A    Igreja formulou a doutrina da fé relativa ao Purgatório   sobretudo no Concílio de Florença e de Trento. Fazendo               referência a certos textos da Escritura (1 Coríntios 3.15), a     tradição da Igreja fala de um fogo purificador. No que     concerne a certas faltas leves, deve se crer que existe   antes do juízo um fogo purificador, segundo o que afirma    aquele que é a Verdade, dizendo, que, se alguém tiver               pronunciado uma blasfêmia contra o Espírito Santo, não    lhe será perdoada nem no presente século nem no século     futuro (Mateus 12.32). Desta afirmação podemos deduzir     que certas faltas podem ser perdoadas no século  presente, ao passo que outras, no século futuro. Este      ensinamento apoia-se também na prática da oração pelos     defuntos, da qual já a Sagrada Escritura fala: “Eis por que   ele [Judas Macabeu] mandou oferecer esse sacrifício    expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem      absolvidos de seu pecado” (2 Macabeus 12.46). Desde os      primeiros tempos, a Igreja honrou a memória dos defuntos   e ofereceu sufrágios em seu favor, em especial o sacrifício    eucarístico, a fim de que, purificados, eles possam chegar    à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também as    esmolas, as indulgências e as obras de penitência em    favor dos defuntos: Levemo-lhes socorro e celebremos sua               memória. Se os filhos de Jó foram purificados pelo    sacrifício de seu pai (Jó 1.5), por que deveríamos duvidar  de que nossas oferendas em favor dos mortos lhes levem  alguma consolação? Não hesitemos em socorrer os que      partiram e em oferecer nossas orações por eles”   (Catecismo da Igreja Católica, pg. 290).

 

O presente estudo objetiva dirimir dúvidas dos   recém-convertidos ao Senhor Jesus, os quais, provindos  da Igreja de Roma, ficam, certamente, a meditar na    conveniência ou não de orar ou oferecer qualquer tipo de     sacrifício em favor de seus familiares falecidos. Sem o   propósito de fazer proselitismo, serve também à reflexão               dos romanos, principalmente dos que, por falta de  recursos financeiros ou por esquecimento, não    providenciaram a celebração de praxe, com vistas a               socorrer as almas sofredoras.

Análise Do Dogma

 

  • Lemos acima os argumentos apresentados pelo catolicismo em defesa do dogma do Purgatório. A Igreja  de Roma admite que, “embora tenham garantida sua    salvação eterna” passam por uma purificação aqueles que               “não estão completamente purificados”. A essência desse   dogma está definida nessas palavras: a salvação está  garantida, mas os crentes em Jesus, responsáveis por   “faltas leves”, precisam sofrer algum tipo de ajuste. Noutras palavras, estão salvos do fogo eterno, mas não  salvos do fogo do purgatório. O Dicionário Aurélio assimdefine o Purgatório: “Lugar de purificação das almas dos  justos antes de admitidas na bem-aventurança”. A Igreja   de Roma cita três textos bíblicos na exposição do seu               dogma: 1 Coríntios 3.15; Mateus 12.32, e 2 Macabeus   46. Analisemos:

 

  • 1 Coríntios 3.15:”Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo”. Nem no texto, nem no contexto, tal passagem    sugere a existência do purgatório. Se a obra de algum               obreiro não passar conveniente pela justa avaliação de   Deus, tal obra será considerada queimada, insuficiente, indigna. Em razão disso, o obreiro negligente, sofrerá   perdas (vergonha, perda de galardão, perda de glória e de honra diante de Deus) por ocasião do tribunal de Cristo               (Romanos 14.10; 1 João 4.17; Hebreus 10.30b). Vejam: “A  obra de cada um se manifestará; na verdade, o Dia a    declarará, porque pelo fogo será descoberta” (1 Coríntios  13). A expressão “todavia como pelo fogo” pode ser    entendida como escapando por um triz, escapando com    perdas e danos, tal como se escapa de uma casa  pegando fogo. Note-se: “como pelo fogo”, ou seja: de  forma semelhante a quem escapa do fogo. O ministério vai               abaixo porque não suportou o fogo da Palavra; a obra se               perde, não prospera, “mas o tal será salvo”. Nada que   indique que iremos para o fogo.

 

  • Mateus 12.32: “E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado, mas, se  alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será   perdoado, nem neste século nem no futuro”(ARC). Na               tradução Revista Atualizado (RA) diz “… nem neste   mundo nem no porvir”. Na Bíblia Linguagem de Hoje: “…  nem agora nem no futuro”. A Igreja de Roma vê aqui a    possibilidade de pecados serem perdoados após a morte,               e se vale de 2 Macabeus 12.46, que sugere expiação    pelos mortos. O versículo nos diz que rejeitar de forma  contínua e deliberada a salvação que Cristo nos oferece, pelo testemunho do Espírito Santo, resulta numa situação               irreparável. O versículo enfatiza que blasfêmia contra o   Espírito Santo nunca será perdoada, em nenhuma época. Marcos 3.28 esclarece melhor: “Na verdade vos digo que   todos os pecados serão perdoados aos filhos dos               homens, e toda sorte de blasfêmias, com que   Qualquer, porém, que blasfemar contra o   Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do   eterno juízo”. Nada indica sobre a possibilidade de, no               Purgatório, as almas serem perdoadas. Ademais, o texto  fala que TODOS OS PECADOS serão perdoados   (qualquer tipo de pecado), não havendo chance de os   arrependidos levarem consigo “faltas leves” para serem               queimadas.

 

  • 2 Macabeu 12.46: “É logo um santo e saudável pensamento orar pelos mortos, para que sejam livres dos  seus pecados”((Bíblia, edição católico-romana, tradução   do padre Antônio Pereira de Figueiredo, 1964). Macabeu e   mais seis livros e quatro acréscimos apócrifos (não  genuíno, espúrio) foram aprovados em 18 de abril de 1546  pela Igreja Romana, depois de acirrados debates, “para combater o movimento da reforma Protestante”, pois               esses livros sem valor doutrinário davam sustentação à   idéia do Purgatório, a ração pelos mortos e da salvação   mediante obras. Macabeu, como os demais apócrifos, nunca foi citado por Jesus, nem por qualquer livro               canônico. Como diz Antonio Gilberto, “a aprovação dos   apócrifos pela Igreja Romana foi uma intromissão dos   católicos em assuntos judaicos, porque, quanto ao cânon   do Antigo Testamento, o direito é dos judeus e não de    Além disso, o cânon do Antigo Testamento estava               completo e fixado há muitos séculos”. Noutras palavras, o  livro de Macabeu não é considerado de inspiração divina, não servindo, portanto, para o conhecimento da verdade e   crescimento espiritual. Ademais, os apócrifos foram    escritos entre Malaquias e Mateus, ou seja, entre o Antigo               Testamento e o Novo Testamento, período em que cessou   a revelação de Deus.

 

  • O dogma do Purgatório não explica com nitidez qual o objetivo das rezas em favor das almas em estado de purificação. Ora, se houvesse Deus estabelecido um    período para purificação dos que cometeram “faltas “leves” (o que podemos entender por “faltas leves? Quais?), antes     de ingressarem no Céu, vale dizer que esse estágio seria   pra valer e deveria ser totalmente cumprido. Se não cumprido, se não cumprida a etapa, não haveria expiação   nem purificação. Se a intenção é abreviar a permanência   da alma no estágio ou amenizar seu sofrimento, a atitude, embora com as melhores intenções, estaria contrariando  os planos divinos e dificultando, quem sabe, a rápida   recuperação das almas ali confinadas. Raciocínio idêntico    se aplica à situação dos espíritos desencarnados que, segundo ensino kardecista, necessitam viver outras vidas  e morrer outras mortes para obterem purificação. Assim, não se deveria amenizar ou suspender o sofrimento  desses espíritos porque estaríamos interrompendo o  processo de sua purificação.

 

  • De outra parte, a intercessão dos vivos em favor das almas no Purgatório não objetiva abrir-lhes as portas do  céu, porque, como o próprio dogma define, a salvação     delas está garantida. Ora, se estão salvas, estão na paz               do Senhor. Se a passagem pelo fogo é indispensável, o   Purgatório não é uma maldição, mas uma bênção. O  Purgatório seria a porta de entrada do céu, a sala de  O Purgatório seria certeza de salvação! O dogma               diz isso. Então, fica a pergunta: faz alguma diferença rezar    ou não rezar pelos entes queridos que padecem no   Purgatório? Com reza ou sem reza não irão para o céu? Com ou sem reza, esmolas, penitências ou velas não               estão salvos? Tem algum cabimento orarmos por almas   que já estão com passagem comprada para o céu? Os   fiéis economizariam milhões de dólares diariamente se as   rezas do sétimo dia fossem suspensas.

 

  • A Igreja Romana diz: “No que concerne a certas faltas leves, deve se crer que existe antes do juízo um fogo  purificador”. Perguntamos qual o juízo a que está sujeito o  salvo? Os salvos comparecerão ao tribunal de Cristo               (Romanos 14.10), após o arrebatamento da Sua Igreja, para avaliação/julgamento de nossas boas obras (Efésios   8), atos (Marcos 4.22). “Todas as coisas estão nuas e  patentes aos olhos daquele a quem havemos de prestar   contas (Hebreus 4.13).

 

  • Ainda que admitida a hipótese de que a Igreja de Roma esteja se referindo ao tribunal de Cristo (2 Coríntios 5.10), ficam mais frágeis os argumentos em defesa do Purgatório  diante da seguinte situação: Cristo virá “arrebatar” a Igreja  (1 Tessalonicenses 4.16-17); os salvos irão se encontrar               com Cristo, irão diretamente para o céu; os que forem   arrebatados não passarão por nenhum estágio, por   nenhuma purificação, por nenhum fogo purificador. Vejam: “Depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados    juntamente com eles [os mortos em Cristo] nas nuvens, a   encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre   com o Senhor” (1 Tessalonicenses 4.17). A Bíblia não fala   da existência de qualquer estágio entre o arrebatamento e   o céu. Pergunta-se: Por que esses serão arrebatados sem    a obrigação de passar pelo fogo, enquanto os mortos em  todos os séculos passam, necessariamente, pelo estágio    da purificação, segundo a crença romanista? Dois pesos e  duas medidas no plano de Deus?

O Que Diz A Bíblia Sagrada

 

  • “Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o  espírito” (Romanos 8.1). O apóstolo Paulo aqui nos fala da  vitória sobre o pecado. O Espírito Santo que em nós               habita nos liberta do poder do pecado. Quem anda em  pecado não está liberto; não experimentou o novo  nascimento, não se converteu; continua andando conforme  o mundo. Para estes não há Purgatório que dê jeito. Para               se libertar precisa conhecer a Verdade, e a Verdade é  Jesus Cristo (João 8.32, 36). Para quem morre em Cristo   não será condenado a estagiar no sofrimento do  Purgatório.

 

  • “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo  seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1 João 1.7). “Se   confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para               nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”    (1 João 1.9). Se estivermos em Cristo, na fé e na  obediência, não sobram pecados “leves” para nos levar ao   fogo do Purgatório. O sangue de Jesus nos purifica de               TODO pecado, de qualquer pecado. TODOS os pecados    ser-nos-ão perdoados.

 

  • “Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não crê no unigênito Filho de  Deus” (Palavras de Jesus, João 3.18). Quem ama, crê e  obedece a Jesus não será condenado ao fogo purificador.

 

  • “Em verdade vos digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23.43). Esta foi a resposta que Jesus deu  ao ladrão que se mostrou arrependido e clamou por    salvação. Ora, aquele ladrão com certeza carregava o               peso de muitos pecados, pecados leves e pesados. Se   houvesse um estágio, como um terminal rodoviário em que   os passageiros ficassem a espera de prosseguir a viagem, a resposta de Jesus talvez fosse diferente. A entrada               daquele recém-convertido no céu estaria condicionada a    uma temporada no Purgatório. Não foi assim porque não   há condenação para os que morrem em Cristo Jesus.

 

  • Jesus contou a história de um homem que era rico, e de outro, chamado Lázaro, que era pobre. O homem rico morreu e foi para um lugar de tormentos. Lázaro, pobre e   temente a Deus, foi para o Seio de Abraão (Paraíso), e   não para o Purgatório. Se naquela época existisse o               dogma do Purgatório, e por Lázaro seus familiares   tivessem rezado, seria o mesmo que chover no molhado. Por outro lado, Abraão não esboçou qualquer possibilidade  de mudar a situação do rico. Indagado, Abraão disse que   os irmãos do rico poderiam livrar-se do tormento se   dessem ouvidos a Moisés e aos Profetas, ou seja, se  dessem crédito à Palavra de Deus iriam para o Paraíso, viver na Paz do Senhor; iriam para o mesmo lugar onde               estava Lázaro. Não se fala em Purgatório (Lucas   20-31).

 

  • “Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito  melhor” (Filipenses 1.23; 2 Coríntios 5.8). Paulo foi um  severo e cruel perseguidor de cristãos. Ao encontrar-se               com ele, Jesus perguntou: “Saulo, Saulo, por que me    persegues?” E adiante: “Eu sou Jesus, a quem tu  persegues” (Atos 9.1-8). Esse homem teria razões de  sobra para imaginar que, antes de estar com Cristo,               passaria por um fogo purificador, e bota fogo nisso. O apóstolo Paulo nem desconfiava que cinco séculos mais tarde a Igreja Romana iniciaria o ensino do dogma do Purgatório!

 

  • “Sou o que apago as tuas transgressões e de teus pecados não mais me lembro” (Isaías 43.25). “Ainda que   vossos pecados sejam vermelhos como o carmesim se  tornarão brancos com a lã” (Isaías 1.18). Se Deus               mandasse alguém para o fogo purificador estaria se  lembrando dos pecados que foram perdoados. Deus  estaria indo de encontro à sua Palavra Ora, se Ele perdoa    os pecados mais pesados (“vermelhos como carmesim”),               não perdoaria os mais leves? Deus passa uma esponja no     quadro negro de nossos pecados, quando buscamos a  Sua face com sincero arrependimento. Deus apaga as  nossas transgressões. Apagar significa extinguir. Não há               como, portanto, carregarmos faltas leves após morrermos  em Cristo Jesus. O perdão de Deus não é condicional.

 

  • “Perdoa-nos as nossas dívidas” (Mateus 6.12). A oração do Pai Nosso foi ensinada por Jesus. Deus perdoaria, mas ficaríamos devendo? Não oramos a um Deus surdo, mudo    e paralítico. Oramos a Deus Todo-poderoso, que ouve, vê, sente, ama, cura, perdoa e salva. E vejam o que Ele               afirmou: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter   dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e  PERDOAREI OS SEUS PECADOS, e sararei a sua               terra”(2 Crônicas 7.14).

 

  • “Pois pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é Dom de Deus” (Efésios 2.8) “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus   é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor (Romanos               23). Dar-se-ia o caso de Deus prometer vida eterna  como um dom gratuito, mas depois exigir alguma espécie de pagamento? Se temos a fé em Cristo, temos a graça e   a salvação. Junto viria o Purgatório? Ora, o sacrifício de  Jesus foi exatamente para levar consigo nossas dores,               pecados e sofrimentos. A Sua morte expiatória nos     proporcionou vida eterna. Jesus nos prometeu “vida com   abundância” (João 10.10), isto é, vida plena de paz; vida   com certeza da salvação; uma vida que anseia               encontrar-se com Ele. Uma vida cheia de incertezas, de  lembranças do fogo purificador; uma vida que sabe da   existência de um sofrimento no além, não é uma vida  abundante.

 

  • “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres” (João 8.36). Estaríamos livres apenas dos pecados  maiores, mas não totalmente livres das faltas leves? E por   essas leves faltas iríamos para o fogo do Purgatório?               Verdadeiramente livres da escravidão do pecado, porém     não livres das labaredas purificadoras? É evidente que os   salvos não sofrerão as penas do Purgatório. Jesus sofreu     esse “Purgatório” por nós; carregou sobre si as nossas   dores, sofreu nossos sofrimentos, “para que todo aquele     que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). O diabo adoraria ver um filho de Deus no fogo   brando do Purgatório!

 

  • “Mas este [Jesus], havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, está assentado para sempre à destra de Deus” (Hebreus 10.12). O sacrifício de Jesus foi único e suficiente para nos conceder graça, perdão, justificação e               salvação. Nada mais precisamos fazer. O pecado foi  vencido no Calvário, e “em todas estas coisas somos   mais do que vencedores, por aquele que nos amou”   (Romanos 8.37).

 

É importante registrar que à página 351 do seu Catecismo  a Igreja de Roma declara que “pelo Batismo todos os  pecados são perdoados: o pecado original e todos os               pecados pessoais, bem como todas as penas do pecado. Com efeito, naqueles que foram regenerados não resta  nada que os impeça de entrar no Reino de Deus: nem o               pecado de Adão, nem o pecado pessoal, nem as seqüelas   do pecado, das quais a mais grave é a separação de  Deus”. E adiante declara: “O Batismo não somente               purifica todos os pecados, mas também faz do neófito   uma criatura nova…” Com relação às criancinhas fica   difícil imaginar que já carreguem pecados pessoais. Mas o               que desejamos dizer é que, na doutrina do batismo, a   Igreja de Roma concorda que Deus perdoa TODOS os   pecados, e as penas resultantes. Já na doutrina do               Purgatório os pecados não são totalmente perdoados.

 

Uma incongruência!

 

Como vimos, o dogma do Purgatório não encontra   qualquer amparo nas Sagradas Escrituras. Se Deus não  criou o Purgatório, quem o inventou? Eis a resposta: “A  Igreja formulou a doutrina da fé relativa ao Purgatório    sobretudo no Concílio de Florença e de Trento” (Igreja de   Roma, Catecismo, pg. 290). Então, o lugar chamado               Purgatório foi invenção de homens. “SEMPRE SEJA DEUS VERDADEIRO, E TODO HOMEM MENTIROSO”  (Romanos 3.4). Ainda bem que Jesus derramou seu               sangue por nós, e o Seu sangue nos lava e purifica de   todo pecado.

O PAPADO

 

Os primeiros aspectos que quero analisar sobre o papado são os títulos que estes carregam e as     reivindicações que fazem para si. A palavra “papa” vem do latim papa que significa “pai”. Cristo foi bem claro     que ninguém poderia ser chamado de pai espiritual a não ser Deus: “E a ninguém na terra chameis vosso pai,     porque um só é o vosso pai, o qual está nos céus. Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso     mestre, que é o Cristo.” (Mt 23.9 e 10).

 

O papa também é chamado de “doutor supremo de todos os fiéis”, o que vai contra o que Cristo ordenou,     citado logo acima. São muitos títulos equivocados e arrogantes que o papa carrega em seus ombros. Estarei     comentando mais alguns, tais como: “vigário de Cristo”, “sumo-pontífice” e “santo padre”.

 

A palavra “vigário” quer dizer “substituto”. O papa é chamado de “vigário de Cristo”, ou seja, “substituto de     Cristo”. Cristo afirmou claramente que o seu substituto na terra seria a pessoa do Espírito Santo (Jo 14.16-18,     Jo 15.26 e Jo 16.7 e 13). O título “pontífice”, que quer dizer literalmente “construtor de pontes”, não veio da     Bíblia mas do romanismo, onde o imperador declarava-se o elo de ligação a Deus. O papa é chamado de     sumo-pontífice, ou seja, o máximo elo de ligação a Deus. É uma blasfêmia e arrogância um homem se colocar     nesta posição. Só Cristo é a ponte para Deus (Jo 14.6 e I Tm 2.5) e o cabeça da Igreja (Ef 1.22 e 23 e Cl 1.18).     O título “santo padre” quer dizer “santo pai”, ou obviamente “pai santo”. Sem dúvida alguma este título só deve     ser dado a Deus (Ap 15.4). Pois Deus não divide a Sua glória com ninguém (Is 42.8). Para resumir as     pretensões papais, quero citar o catecismo de New York citado por Lorraine Boettner:

 

“O papa assume o lugar de Jesus Cristo sobre a terra… Por direito divino o papa tem poder supremo e total na     fé e na moral sobre cada e todo pastor e seu rebanho. Ele é o verdadeiro vigário de Cristo, o cabeça de toda a     igreja, o pai e o mestre de todos os cristãos. Ele é o governador infalível, o instituidor dos dogmas, o autor e o     juiz dos concílios; o soberano universal da verdade, o árbitro do mundo, o supremo juiz do céu e da terra, o juiz     de todos, sendo julgado apenas por um, o próprio Deus na terra.”

 

No apogeu do papado, foi “consagrado” ao papado o monge Hildebrando que exerceu o papado no período     de 1073 a 1075 como título de Gregório VII. Assim que assumiu, Gregório VII publicou as suas máximas que     ficaram sendo conhecidas como “máximas de Hildebrando”. Segundo o autor Abraão de Almeida (in: Lições da     História) essas máximas são consideradas a essência do papado. Este mesmo autor citas as máximas das     quais transcrevi algumas:

 

Nenhuma pessoa pode viver debaixo do mesmo teto com outra excomungada pelo papa.

 

É o papa a única pessoa cujo os pés devem ser beijados por príncipes e soberanos.

 

A sua decisão não pode ser contestada por ninguém e que somente ele pode revisar.

 

A Igreja Romana nunca errou nem jamais errará, como as Escrituras testifica (Leia Obadias nos          versículos 3 e 4).

 

PEDRO COMO PRIMEIRO PAPA

 

Vimos os títulos equivocados e arrogantes que o papa carrega sobre si. Agora veremos que a própria     existência do papado é uma deturpação das Escrituras. É impossível abordar este assunto sem falar a respeito     do trecho bíblico em que os católicos se baseiam para firmar a doutrina do papado: “Tu és Pedro, e sobre esta     pedra edificarei a minha igreja” (Mt. 16.13-20). Os católicos pegam esta afirmação de Cristo para afirmar que     Pedro é a pedra ou rocha em que Cristo fundamentou a sua igreja, sendo assim o primeiro papa da igreja.

 

Quando Cristo falou “…esta pedra…” não estava se referindo a Pedro, mas sim à anterior declaração de Pedro     a respeito de Jesus – “Tu és o Cristo, O Filho do Deus vivo”.  Cristo é a pedra fundamental da igreja. Paulo     afirmou: “Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já esta posto, o qual é Jesus Cristo.” (I Co     3.11). No grego, a palavra Pedro é petros, do gênero masculino, enquanto pedra ou rocha é petra, do gênero     feminino. O que Cristo disse: “Tu és Petros (masculino), e sobre esta petra (feminino) eu edificarei a minha     igreja.”

 

Mostra-se assim que Cristo não estava falando de Pedro como a pedra ou rocha, mas sim a respeito da     declaração de Pedro – “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” Se Pedro fosse a rocha, Cristo teria dito: “sobre ti     edificarei a minha igreja”, mas não disse. É interessante observar que na narrativa de Marcos a frase de Cristo:

 

“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja”, é omitida (Mc 8.27-30). Marcos por muito tempo foi     companheiro de Pedro e no seu evangelho há uma profunda influência do mesmo. Pedro chamava Marcos de     filho (I Pe 5.13). Pedro em nenhum momento disse de si mesmo como a rocha ou pedra da igreja. Pelo     contrário, sempre mostrou a Cristo como a pedra: “Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a     qual foi posto como cabeça de esquina” (At 4.11). Veja também I Pe 2.4-8.

 

Há também a afirmação católica que Pedro teria recebido as chaves do céu. É outra deturpação das     Escrituras, baseada em Mateus 16.19: “Eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra     será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.” Não podemos entender a     declaração de Cristo como se esta fosse somente dirigida a Pedro, mas esta é dirigida a toda igreja. Veja     Mateus 18.15 a 18. Fica então patente aos nossos olhos que o ligar e desligar não refere-se apenas a um     homem, mas à toda igreja, que têm a Cristo como cabeça , “…o que tem a chave de Davi; o que abre, e     ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre” (Ap 3.7). O que seria abrir e fechar ou ligar e desligar que Cristo fala     que a igreja realizaria com respeito as pessoas?  O que se segue: quando a igreja prega o evangelho, abre o     reino; quando deixa de pregar, o fecha. Isto fica bem claro quando observamos o “ai” de Cristo a respeito dos     fariseus. “Mais ai de vós escribas e fariseus, hipócritas! Pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem     vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando.” (Mt 23.13). Porque os fariseus fechavam o reino? Por     não divulgarem corretamente as Escrituras, o Antigo Testamento, naquela época. Veja: “ai de vós, doutores da     lei, que tiraste a chave da ciência; vós mesmos não entrastes, e impedistes os que entravam.” (Lc 11.52).

 

Assim observamos que quando a igreja prega o evangelho genuíno esta abre o reino dos céus, quando não,      fecha o reino.

 

Ao analisarmos o trecho bíblico de Mt 16.13-20, devemos partir para a análise da afirmação católica que     Pedro foi o primeiro papa. Se ele realmente foi o primeiro papa, o foi de maneira totalmente diferente dos     padrões papais. Há um abismo enorme entre Pedro e os seus pretensos sucessores. A verdade é que Pedro     não foi o primeiro papa e a ordenação de um dirigente humano universal para a igreja está totalmente contrária     às Escrituras.

 

Jorge Buarque Lyra (in: Catolicismo Romano) argumentou muito bem: “Poderia, acaso, de alguma forma,     um homem ser fundamento de uma obra divina? Se pudesse (admitindo-se o absurdo), tal obra deixaria de ser     divina.”

 

Vejamos as seguintes características de Pedro:

 

  1. Pedro não era celibatário. Tanto que teve sogra curada por Cristo (Mc 1.29-31). O papa é celibatário, sendo celibato uma imposição a todo o clero. Em I Timóteo está escrito: “Mas o Espírito expressamente diz que nosúltimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e doutrinas de demônios; …proibindo o casamento.”

 

  1. Pedro era pobre. “E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro…” (At 3.6). O papa está cercado de riquezas.

 

  1. Pedro nunca esteve em Roma. Não é interessante observar que o chefe da igreja de Roma nunca esteveem Roma? Os católicos lançam mão de fontes extra-bíblicas para afirmar que Pedro esteve em Roma.

 

  1. Pedro nunca consentiu que ninguém se ajoelhasse a seus pés. “E aconteceu que, entrando Pedro, saiuCornélio a recebê-lo, e, prostrando-se a seus pés, o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eutambém sou homem.” (At 10.25 e 26). O papa constantemente recebe este tipo de reverência e adoração.

 

  1. Pedro não era infalível. “E, chegando Pedro a Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível. Porqueantes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram, se foi retirando, e se apartando deles, temendo os que eram da circuncisão.” (Gl 2.11 e 12). O papa é considerado infalível. A infalibilidade papal foi definida e aceita oficialmente em 1870 no Concílio do Vaticano I. A Igreja Católica demorou 1870 anos para considerar o papa infalível. É importante observar que não foi Deus que decidiu mas foram homens pecadores reunidos que chegaram a conclusão que o papa era infalível. Na Bíblia está escrito: “porque todos pecaram e destituídos da glória de Deus” (Rm 3.23) e ainda está escrito que quando dizemos que não temos pecado fazemos a Deus mentiroso. Veja: “Se dissermos que não pecamos fazemo-lo mentiroso, e a Sua palavra não está em nós.” (I Jo 1.10).

 

  1. Pedro não tinha a primazia na igreja. Observe o que Pedro escreveu: “Aos presbíteros, que estão entre vós, que sou também presbítero como eles e testemunha das aflições de Cristo…” (I Pe 5.1). Em At 8.14 está escrito: “Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a Palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João.” Note bem: não foi Pedro que enviou alguns dos apóstolos, mas foram os apóstolos que lhe enviaram. Onde está a primazia de Pedro? Em At 11.1-18 vemos Pedro justificando-se perante a igreja. Quero destacar principalmente o versículo 2: “E subindo Pedro a Jerusalém, disputavam com ele os que eram da circuncisão.” Enquanto que a igreja Católica afirma que as decisões do papa não podem ser questionadas.

 

MARIDOLATRIA

 

Entre os inúmeros pontos de divergências que existem entre Católicos Romanos e Evangélicos, um se      destaca: Maria. Os católicos praticam a adoração à Maria, dando um maior destaque à mesma do que a      Cristo. Já os evangélicos a consideram como um exemplo de vida cristã e humildade. Paulo deixou a     advertência: “Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o     Criador, que é bendito eternamente. Amém.” (Rm 1.25) Maria é criatura. Cristo é Criador. “Porque nele foram     criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam povos, sejam dominações,     sejam principados, sejam potestades: tudo foi criado para Ele e por Ele.” (Cl 1.16)

 

Veremos, neste estudo que as doutrinas católicas em relação à Maria carecem totalmente de base nas     Escrituras. São doutrinas criadas por homens influenciados pelo paganismo. Adolfo Robleto escreveu bem:

 

“Os egípcios tinham sua deusa Ísis; os fenícios, sua Astarte; os caldeus, sua Semíramis; os gregos, sua   Ártemis; de maneira que o romanismo escolheu sua deusa feminina, e Maria foi a mais adequada para o caso.”

 

A Mariolatria católica está sustentada no seguinte tripé:

 

1.ª) Imaculada Conceição de Maria,

2.ª) Perpétua virgindade de Maria

3.ª) Assunção de Maria.

 

Imaculada Conceição De Maria

 

Este dogma afirma que Maria nasceu sem pecado, ou seja, ela não herdou a mancha do pecado original, e     ainda se manteve sem pecado por toda a sua vida. Atribuem assim à Maria um atributo divino – a     impecabilidade. Maria não poderia pecar e nunca pecou, segundo o catolicismo.

 

Este dogma só foi aceito oficialmente em 8 de dezembro de 1854, quando o papa Pio IX proferiu o seguinte:

 

“Declaramos e definimos que a bem-aventurada virgem Maria desde o primeiro momento de sua concepção,     foi reservada imaculada de toda mancha do pecado original, por graça singular e privilégio do Deus Onipotente,     em virtude dos méritos de Jesus Cristo, o Salvador da humanidade, e que esta doutrina foi revelada por Deus     e, portanto, deve ser firmemente e constantemente crida por todos os fiéis.” Com base neste dogma, a Igreja     Católica celebra a festa da Imaculada Conceição.

 

É interessante observar que nem Maria sabia dessa sua suposta imaculada conceição. No seu cântico diz:

 

“e o meu Espírito se alegra em Deus, meu Salvador.” (Lc 1.47). Só um pecador é que necessita de um     Salvador. Ela falou “…Deus meu Salvador”. Quando depois do nascimento de Cristo, Maria levou as duas     ofertas que a lei mandava, a oferta queimada e a oferta pelo pecado. (Lc 2.22-24 e Lv 12.6-8). Mas se não tinha     pecado, para que levar as ofertas? Nas Escrituras, em nenhum momento, se afirma que Maria não cometeu     pecado. Pelo contrário: “Pois todos pecaram e destituídos da glória de Deus.” (Rm 3.23); “Não há um justo,     nem sequer um.” (Rm 3.10). Só Cristo é identificado como o único sem pecado. “Aquele que não conheceu     pecado, Ele o fez pecado por nós: para que nele fossemos feitos justiça de Deus.” (II Co 5.21).

 

Os católicos gostam de usar o texto de Gn 3.15: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente     e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”, para afirmar que Maria pisou a cabeça da     serpente, ou seja, a cabeça do Diabo. Quando a promessa fala que é a semente da mulher (Jesus Cristo) que     pisaria a cabeça da serpente. Veja Hb 2.14:  “…para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte,     isto é, o Diabo.” E I Jo 3.8:  “…para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.” Fica     claro que a promessa de Gn 3.15 refere-se a Cristo, e não à Maria. Cristo é o que pisaria a cabeça da     serpente.

 

A Perpétua Virginda De Maria

 

O segundo pé de apoio à doutrina católica sobre Maria é a sua perpétua virgindade. Os católicos afirmam     que Maria, em toda sua vida, nunca conheceu sexualmente o seu esposo José. Fica evidenciado, nas     Escrituras, que até o nascimento de Jesus, Maria foi virgem. Mas afirmar que ficou sempre assim é afirmar o     que a Bíblia não afirma.

 

Em Mt 1.24 e 25 está escrito: “E José, despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e     recebeu a sua mulher: e não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus.”     Há dois aspectos interessantes nestes versículos: 1º) O “…até…”; mostra que José conheceu sexualmente     Maria depois do nascimento de Cristo; e 2º)  Jesus é chamado de primogênito, ou seja, Jesus é chamado de o     primeiro filho gerado por Maria, mostrando que Maria gerou outros filhos. Deus chama Jesus de unigênito (Jo     3:16), ou seja, o único filho gerado. Fica claro que Jesus é o único filho gerado por Deus e o primeiro filho entre     os filhos de Maria.

 

Em diversas passagens vemos que Jesus teve irmãos e irmãs. “Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e     irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? E não estão aqui conosco suas irmãs? E     escandalizavam-se nele.” (Mc 6.3). Veja também Mt 13.54-56. Paulo chegou a afirmar que os irmãos do     Senhor eram casados (I Co 9.5). Por sua vez, os católicos crêem que quando se fala em irmãos, na verdade,     está se referindo aos primos de Cristo, e que estes são filhos de uma irmã de Maria. Os católicos identificam     três dos irmãos de Jesus com três dos discípulos que tinham os mesmos nomes: Tiago, filho de Alfeu; Simão,     o Zelote;  e Judas, filho de Tiago (Lc 6.15 e 16). O que é um tremendo equívoco, porque as Escrituras sempre     mostram diferenças entre os discípulos e os irmãos do Senhor (Jo 2.12, Mt 12.46 e 47 e At 1.14) e a mais clara     diferença está em Jo 7.5: “Porque nem mesmo seus irmãos criam nele.” Isto é um cumprimento da profecia     messiânica em Sl 69.8: “Tenho-me tornado como um estranho para com meus irmãos, e um desconhecido     para com os filhos de minha mãe.” Como pessoas que eram os discípulos do Senhor não iriam crer no     Senhor? Mostra-se assim que estes discípulos não eram irmãos do Senhor.

 

Nas referências do N. T. sobre os irmãos de Cristo, a palavra grega que sempre é usada é adelfoV, adelphos     (irmão), nunca se usou sungeneV, sungenes (parente) ou anhyioV, anepsiós (primos), palavra esta que Paulo     usou em Cl 4.10 e que foi traduzida corretamente como primo.

 

Os católicos estão indo contra a essência do casamento quando afirmam que Maria e José nunca se     conheceram sexualmente. A relação sexual no casamento é algo lícito e aprovado por Deus. Além do mais os     católicos consideram o casamento como um dos sacramentos, caindo assim em contradição. Veja Gn 2.24:     “Portanto deixará o varão o seu pai e sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.” Paulo     recomendou que a abstinência sexual entre o casal durasse pouco tempo, em I Co 7.5: “Não vos defraudeis     um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes à oração; e depois     ajuntai-vos outra vez, para que Satanás vos não tente pela vossa incontinência.”

A Assunção De Maria

 

A teologia católica é uma verdadeira colcha de retalhos, um remendo leva a outro. Como consideram que     Maria foi concebida sem pecado, e ainda que viveu sem pecar, chegaram a mirabolante conclusão que seu     corpo na morte não experimentou a decomposição e nem permaneceu na sepultura. “Um abismo chama outro     abismo.” Enquanto a profecia a respeito de Cristo diz: “Nem permitiras que o teu santo veja corrupção” (Sl     16.11) com referências em At 2.27-32 e At 13.33-37, fala a respeito do santo não ver a corrupção e nunca a     uma santa não ver a corrupção.

 

Os católicos crêem que:

 

“No terceiro dia depois da morte de Maria, quando os apóstolos se reuniram ao redor de sua sepultura, eles a     encontraram vazia. O sagrado corpo fora levado para o paraíso celestial. O próprio Jesus veio para levá-la até     lá, toda a corte dos céus veio para receber com hinos de triunfo a mãe do divino Senhor. Que coro de     exultação! Ouçam como eles cantam: Levantai-vos as vossas portas, ó príncipes, ó portas eternas para que a     Rainha da Glória possa entrar.” (descrição da tradição católica citada por Lorraine Boettner).

 

É de deixar pasmo o fato da Igreja Católica criar um dogma sem nenhuma base nas Escrituras. Nenhum     dos apóstolos citam essa criação fraudulenta. Depois de At 1.14 há um profundo silêncio nas Escrituras a     respeito de Maria, não se fala na morte e muito menos na assunção de Maria. Como pode  criar-se um dogma     sem base nas Escrituras? Um dogma que só foi elaborado em 1º de novembro de 1950 pelo mariólatra Papa     Pio XII. As Escrituras deixam claro que a glorificação dos santos só acontecerá depois da volta de Cristo e não     fala que Maria seria uma exceção. Veja I Co 15.20-23:

 

“Mas agora Cristo ressuscitou dos mortos, e foi feito as primícias dos que dormem. Porque, assim como a     morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque assim como todos     morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. Mas cada um por sua ordem: Cristo as     primícias, depois os que são de Cristo na sua vinda.”

 

Os católicos ainda crêem que ao chegar aos céus Maria foi coroada “Rainha dos céus”. Este título nunca foi   dado à Maria nas Escrituras. Pelo contrário, a Bíblia condena este título, que tinha sido dado a uma falsa deusa.     “Os filhos apanham a lenha, e os pais ascendem o fogo, e as mulheres amassam a farinha, para fazerem     bolos à rainha dos céus, e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem à ira.” (Jr 7.18) Veja     também Jr 44.17-23. Observamos que esse título mariano foi tirado de uma prática pagã totalmente condenada     pela Bíblia.