Lição 13: A plenitude do Reino de Deus

3º Trimestre de 2011

 

Data: 25 de Setembro de 2011

TEXTO ÁUREO

“Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará” (Is 11.1).

VERDADE PRÁTICA

Na consumação de todas as coisas, Deus estabelecerá plenamente o seu Reino e o entregará como herança aos que tiverem recebido a Jesus Cristo como o seu Salvador.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – 1 Tm 2.4

O Deus de esperança

Terça – Tt 2.13

Conservemos a bendita esperança

Quarta – Mt 5.20

Vivendo os valores do Reino em esperança

Quinta – Dt 4.32-34; Mt 13

O Reino de Deus é tema central nas Escrituras

Sexta – Mt 25.31-34

A plenitude do Reino de Deus

Sábado – Ap 21.5

Deus fará novas todas as coisas

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Isaías 11.1-9.

1 – Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará.

2 – E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, e o Espírito de sabedoria e de inteligência, e o Espírito de conselho e de fortaleza, e o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor.

3 – E deleitar-se-á no temor do Senhor e não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos;

4 – mas julgará com justiça os pobres, e repreenderá com equidade os mansos da terra, e ferirá a terra com a vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará o ímpio.

5 – E a justiça será o cinto dos seus lombos, e a verdade, o cinto dos seus rins.

6 – E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, e o bezerro, e o filho de leão, e a nédia ovelha viverão juntos, e um menino pequeno os guiará.

7 – A vaca e a ursa pastarão juntas, e seus filhos juntos se deitarão; e o leão comerá palha como o boi.

8 – E brincará a criança de peito sobre a toca da áspide, e o já desmamado meterá a mão na cova do basilisco.

9 – Não se fará mal nem dano algum em todo o monte da minha santidade, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar.

INTERAÇÃO

Professor, estamos encerrando mais um trimestre. Analisamos de forma detalhada a Missão Integral da Igreja. Hoje, trataremos a respeito da Plenitude do Reino de Deus. Na consumação final do Reino haverá uma renovação de toda a criação, que outrora gemia (Rm 8.19-21). O Diabo será derrotado para sempre e os justos viverão eternamente com o Soberano. Somos salvos em Cristo, portanto devemos nos manter firmes nEle até o fim. Nossa esperança é a efetivação do Reino de Deus, que terá seu início na segunda vinda de Cristo. Enquanto esperamos a volta de Cristo e como cidadãos do Reino temos uma missão: testemunharmos do Reino de Deus.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Compreender que a plenitude do Reino é a nossa bendita esperança.
Saber que o Reino de Deus é uma sublime realidade.
Conscientizar-se de que a efetivação do Reino se dará com a segunda vinda de Cristo.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Para a aula de hoje tire cópias do quadro abaixo para os alunos. Explique que a plenitude do Reino é a nossa bendita esperança. Em breve Jesus Cristo voltará e seu glorioso Reino será definitivamente estabelecido sobre a terra. Todavia, enquanto Ele não volta temos uma missão a cumprir neste mundo: Proclamar a Palavra de Deus e testemunhar a toda criatura o Evangelho de Cristo. Cumpramos a nossa missão, pois em breve Jesus, nosso Rei, voltará.

COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave

Plenitude: Estado ou qualidade do que está completo.

Nesta última lição, estudaremos a esperança, a realidade e a manifestação final do Reino de Deus. O seu pleno estabelecimento é a esperança que move a Igreja de Cristo. Em sua propagação universal, muitos santos deram sua vida, mas não tiveram o privilégio de vê-lo estabelecido em sua plenitude. No entanto, aguardam eles a bendita esperança de um dia não somente contemplá-lo, mas também de nele entrar.

Durante o estudo deste trimestre apresentamos o propósito de Deus para com a Igreja. Agora, portanto, com o olhar voltado para o porvir, vivamos como autênticos representantes do Reino de Deus na terra.

I. A PLENITUDE DO REINO: UMA BENDITA ESPERANÇA

1. O Deus da esperança. No Éden, Adão e Eva cumpriam a função de mordomos da criação. Eles cuidavam e lavravam a terra mediante uma intensa comunhão com Deus (Gn 3.1-7). Comunhão essa que, infelizmente, foi interrompida em consequência do pecado. Todavia, as Escrituras revelam-nos um Deus disposto a remover o pecado através de seu Filho (Jo 3.16). O meigo Nazareno é a resposta do Pai para o mundo (1 Tm 2.4). O Deus Eterno “habitou entre nós” e pelo seu sangue vertido na cruz, trouxe-nos a esperança de um novo e extraordinário futuro (Jo 1.14; 1 Tm 1.16; Mt 25.34).

2. Em Cristo, temos esperança. A graça de Deus manifestou-se ao mundo e trouxe-nos salvação mediante Jesus Cristo, a “principal pedra da esquina” (Ef 2.20). A graça divina encoraja-nos a renunciar toda impiedade do “presente século” e a viver uma vida justa, sóbria e piedosa no Senhor (Tt 2.11,12). Em nossa peregrinação, Deus nos convoca a cultivar a “bem-aventurada esperança” na manifestação gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo (Tt 2.13). Um dia o veremos na sua vinda. E o seu Reino será glorioso e definitivamente estabelecido sobre a terra, onde “todo joelho se dobrará […] e toda língua confessará a Deus” (Rm 14.11).

3. A esperança do Reino para a Igreja. O mundo perece na imoralidade, corrupção e violência. As pessoas andam segundo os seus próprios desejos e não mais se preocupam com os valores morais e éticos. Não obstante, há um povo que pode — e deve — fazer uma significativa diferença: a Igreja do Senhor. Esta deve expressar os valores do Reino de Deus neste mundo e, numa perspectiva escatológica, viver antecipadamente a realidade do Reino (Mt 5.20).

SINOPSE DO TÓPICO (I)

A Igreja de Deus deve fazer a diferença neste mundo pecaminoso aguardando a plenitude do Reino.

II. O REINO DE DEUS: UMA SUBLIME REALIDADE

1. Nas Escrituras. O Reino de Deus é o assunto central do Antigo Testamento. Em Abraão, o Senhor separou um povo para si, objetivando cumprir o propósito soberano de fazer-se conhecido entre as nações (Dt 4.32,34). No período veterotestamentário, a nação de Israel é a testemunha do reinado divino. Em o Novo Testamento, das muitas parábolas que Jesus ensinou, grande parte delas refere-se diretamente ao Reino de Deus (Mt 13; Mc 4; Lc 8; 13). Este é anunciado como uma realidade invisível, mas presente na terra (Lc 17.20,21; Rm 14.17). As Escrituras ensinam que o reino divino, embora não consumado, está presente no mundo através do poder do Espírito Santo na Igreja (Mt 13.18-23).

2. No presente. Jesus Cristo efetiva o estabelecimento do Reino de Deus no mundo, pois através dEle, Deus fez-se “carne” e habitou entre nós (Jo 1.14). A sua Igreja, como parte desse mesmo Reino, não proclama a si própria nem é um fim em si mesma, mas apresenta o Senhor do Reino ao mundo todo. Dessa forma, propõe uma transformação radical do ser humano, que gera abundante vida através do Espírito Santo. Eis porque proclamamos ousadamente o Evangelho do Reino até aos confins da terra.

3. No futuro. O Reino de Deus será espiritual e universalmente pleno. O Antigo Testamento revela essa verdade em muitas profecias. A partir de Jerusalém, o Messias reinará sobre toda a terra (Sl 72; 89.20-29; 110; Is 11.1-9; 65.17-66.24; Zc 14.9-11). Esse é o tempo escatológico de que falou o profeta Daniel (Dn 7.13,14,18,27). Nesse período, será restabelecida a perfeita comunhão da humanidade com Deus. E o Senhor Jesus reinará eternamente com justiça (1 Co 15.24-28; Ap 11.15; 2 Pe 3.10-13).

SINOPSE DO TÓPICO (II)

No futuro o Reino de Deus será espiritual e universalmente pleno.

III. A CONSUMAÇÃO FINAL DO REINO DE DEUS

1. Aguarda a sua efetivação. O Reino de Deus ainda não foi estabelecido “com poder e grande glória” (Mt 24.30). Isto somente terá início na segunda vinda de Jesus (Mt 25.31-34). No entanto, entre o primeiro e o segundo adventos de Cristo, o Reino de Deus já terá chegado até aos confins da terra através do Evangelho. Ele expande-se por meio dos que recebem a Jesus como Salvador. Este é o tempo da Igreja de Cristo como a agência proclamadora do Reino de Deus neste mundo (Jo 13.35).

2. No Milênio. Os profetas vaticinaram que o reino messiânico é de justiça, paz e santidade (Sl 89.36,37; Is 11.1-9; Dn 7.13,14). Pelo fato de este ter a duração de mil anos, nós o denominamos de “milênio” (Ap 20.4-6). Neste tempo, a Igreja reinará juntamente com Cristo sobre as nações (2 Tm 2.12; Ap 2.26,27; 20.4). Após o período milenial, o reino eterno de Deus será plenamente estabelecido na nova terra e no novo céu (Ap 21.1-4; 22.3-5), cujo centro será a Cidade Santa — a Nova Jerusalém (Ap 21.9-11). Nela, os redimidos da Antiga e da Nova Alianças (Ap 21.12,14) habitarão em glória e felicidade eternas. A bênção maior é que todos “verão o seu rosto” (Ap 22.4), então Deus será “tudo em todos” (1 Co 15.28) por toda a eternidade. Esta é a verdadeira vida eterna e, nós, a Igreja de Deus, teremos o privilégio de sermos participantes desta mui rica promessa.

3. Serão novas todas as coisas. A consumação final do Reino de Deus é o estado de eternidade, ou perfeito estado eterno. A Bíblia revela o poder transformador de Deus para este período: “E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21.5a). A palavra “fazer” nesta porção bíblica, segundo o teólogo pentecostal Stanley Horton, é usada para descrever um ato criativo de Deus. Segundo Horton, “o que se fala aqui é de uma nova, uma recente criação”. Portanto, a consumação final do Reino de Deus implica uma total renovação de toda a criação, que outrora gemia e tinha dores de parto, aguardando a manifestação gloriosa deste governo (Rm 8.19-21). É tempo de vivermos com mais intensidade a esperança da plenitude do Reino Eterno de Deus!

SINOPSE DO TÓPICO (III)

Após o milênio o Reino eterno de Deus será plenamente estabelecido. E os remidos da Antiga e da Nova Aliança habitarão na Nova Jerusalém.

CONCLUSÃO

O Reino de Deus em sua plenitude significa também a derrota total do Diabo e de todas as hostes espirituais da maldade (Mt 25.41). No entanto, a glória final dos justos (Mt 13.43) e a nossa perfeita comunhão com Deus (Lc 13.28,29) estão garantidas. Somos os filhos do Reino, pois fomos salvos em Cristo e nEle perseveraremos até ao fim (Mt 13.38). Portanto, convocamos todos os crentes em Jesus a levarem a sério sua missão e a cumprirem, de fato, o compromisso de serem verdadeiros agentes transformadores da sociedade por intermédio do Evangelho. Reajamos, pois, contra todas as obras opostas aos valores do Reino de Deus. Glorifiquemos ao Senhor pelo o que somos, dizemos e fazemos. Amém!

VOCABULÁRIO

Milênio: Reino com duração de mil anos a ser instaurado, na terra, pelo Senhor Jesus logo após o arrebatamento da Igreja e do término da Grande Tribulação.
Vaticinar: Profetizar, predizer.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

HORTON, S. M. Teologia Sistemática. Uma perspectiva Pentecostal. 1.ed., RJ: CPAD.1996.

EXERCÍCIOS

1. Qual era a função de Adão e Eva no Éden?

R. Eram mordomos da criação.

2. De acordo com a lição, o que somos convocados a cultivar?

R. A “bem-aventurada esperança”.

3. Quem consumará o Reino de Deus de maneira plena?

R. O Senhor Jesus Cristo.

4. O que vaticinaram os profetas do Antigo Testamento sobre o Reino do Messias?

R. Os profetas vaticinaram que o reino messiânico é de justiça, paz e santidade.

5. Você deseja ser um agente transformador na sociedade?

R. Resposta pessoal.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *