Alguns pregadores têm como fonte de autoridade alguns livros
contendo “divinas revelações” do Inferno, mas tudo o que precisamos
conhecer a respeito desse lugar está nas Escrituras. E sabemos
que o Geena não se trata de um lugar de sofrimentos físicos, visto
que foi preparado para seres espirituais: o Diabo e seus anjos (Mt
25.41). Os nomes do Inferno, como vimos, dão uma ideia de que
será um lugar de terríveis e eternos sofrimentos: “fogo eterno” (gr.
pur to aiõnion); “tormento eterno” (gr. kolasin aiõnion) e “lago de
fogo” (gr. limnem ton puros).
Stanley Horton afirmou: “A Bíblia é muito cuidadosa em nos
informar que o destino final dos perdidos é horrível; vai além
da imaginação. Envolverá tribulação, angústia, choro e ranger
de dentes (Mt 22.13; 25.30; Rm 2.9). É uma fornalha de fogo
(Mt 13.42,50), que resulta em prejuízo e destruição eternas (2
Ts 1.9). O seu fogo é por natureza inextinguível (Mc 9.43), e a
fumaça do seu tormento subirá para todo o sempre; não terão
descanso (Ap 14.11; 20.10). É neste sentido que a Bíblia diz:
‘Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo’ (Hb 10.31)” (A
Vitória Final, CPAD, p. 302).
Em Apocalipse 20.13 está escrito que o mar dará os mortos que
nele há. Jesus também afirmou que “vem a hora em que todos os
que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz” (Jo 5.28). Onde quer
que estiverem, os pecadores ressuscitarão para comparecer diante
do Trono Branco. Segundo a Palavra de Deus, a morte (gr.
thana-tos) e o inferno (gr. hades) darão os seus mortos, os quais,
após o Juízo Final, serão lançados no Lago de Fogo (Ap
20.13,14).
O vocábulo “morte”, na passagem em análise, tem sentido figurado.
Trata-se de uma metonímia — figura de linguagem expressa
pelo emprego da causa pelo efeito ou do símbolo pela realidade
— e alude a todos os corpos de ímpios, oriundos de todas as par
tes da Terra, seja qual for a condição deles. Em Lucas 16.29, por
exemplo, “Moisés e os profetas” são empregados em lugar de “o
Pentateuco” (livros de Moisés) e “os escritos dos profetas”. Com
respeito à Ceia, Paulo disse: “todas as vezes que […] beberdes este
cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha” (1 Co 11.26).
Ele empregou o termo “cálice” para denotar o conteúdo de um
cálice.
Há pessoas cujos corpos são cremados; outras morrem em decorrência
de grandes explosões, etc. Todas terão os seus corpos
reconstituídos para que, em seu estado tríplice (cf. 1 Ts 5.23), compareçam
perante o Juiz. Para isso, espírito+alma e corpo terão de
ser reunidos. Como já vimos no capítulo 4, o termo “inferno”,
em Apocalipse 20.13, é hades, denotando — metonimicamente
— que dessa região virá a parte que não está no mundo físico: o
espírito+alma.
Todos os sentenciados ao Lago de Fogo, no Trono Branco, serão
pecadores já condenados (cf. Jo 3.18,36), haja vista o Hades
ser um lugar de tormentos onde os injustos aguardam a sentença
definitiva (cf. Lc 16.23). É como se fosse o “corredor da morte”,
termo alusivo à seção de um presídio que abriga os condenados
que esperam pela execução. Nenhuma alma salva em Cristo se
encontra nesse lugar, e sim no Paraíso (23.43; 2 Co 12.2-4). Nesse
caso, os mortos salvos durante o Milénio, como já vimos, ressuscitarão
antes do Juízo Final, mas não para comparecerem diante do
Justo Juiz como réus (cf. Jo 5.22-29).

 

fonte: Erros Escatológicos que os Pregadores Devem Evitar

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