Na manifestação do Senhor Jesus, os sobreviventes da Grande
Tribulação e da batalha do Armagedom serão julgados. É o julgamento
das nações (Mt 25.31-46), que terá como Justo Juiz aquEle
que prometeu: “congregarei todas as nações e as farei descer ao
vale de Josafá” (Jl 3.2a). Quem participará desse juízo? Os representantes
de todas as nações; isto é, “os que restarem de todas as
nações que vieram contra Jerusalém” (Zc 14.16), pois muitos sequer
tomarão parte da ofensiva do Anticristo contra Israel.
Qual será a base do julgamento das nações? O tratamento dado
a Israel: “por causa do meu povo e da minha herança, Israel, a
quem eles espalharam entre as nações” (Jl 3.2b). Muitas nações
hoje estão contra o povo de Israel, acusando-o de ser o vilão pelos
conflitos árabe-israelense e israelo-palestino. Seus representantes
vivos hão de comparecer ante o Justo Juiz, naquele grande Dia.
A guerra de Israel não é contra um povinho indefeso, e sim
contra o Irã e outras nações que não reconhecem a legitimidade
do seu Estado. Muitos que condenam Israel por seus ataques preventivos
aos inimigos não levam em conta o jihadismo (terrorismo
islâmico). Na época da Guerra Fria, Estados Unidos e a ex-URSS
não entraram em guerra de fato porque temiam a aniquilação mú­
tua. Israel não pode esperar que haja esse mesmo bom senso por
parte dos extremistas muçulmanos. Se o Irã tiver a bomba nuclear,
é provável que decida usá-la, seja por motivos ideológicos, seja
por medo de que Israel — portador de um formidável estoque de
armas nucleares — possa atacar primeiro.
E claro que, nos conflitos israelo-palestino e árabe-israelense,
nem todo o Oriente Médio está contra Israel. E isso, certamente,
será levado em conta quando as nações forem julgadas pelo Justo
Juiz (Mt 25.31,32). O Egito, por exemplo, com o qual Gaza faz
fronteira, opõe-se abertamente ao grupo terrorista Hamas. E a Ará­
bia Saudita apoia, de modo tácito, qualquer coisa que os israelenses
façam para conter a influência dos xiitas do Irã no Oriente Médio.
Deus impôs sua mão em primeiro lugar ao povo de Israel. Dali
Ele queria começar, para prosseguir até a recondução de todos os
povos à sua comunhão de paz. Ao chamar Abraão, pai do povo
israelita, Deus lhe disse: “em ti serão benditas todas as famílias da
terra” (Gn 12.3). E, por isso, Israel não perderá a guerra contra as
forças da intolerância religiosa no Oriente Médio, representada
agora por terroristas do Hamas.
Por não ter sido fiel ao Senhor, Israel trouxe sobre si duras consequências.
Mas a Palavra de Deus afirma que “o endurecimento
veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado”
(Rm 11.25). O tempo da plenitude gentílica está chegando.
A figueira (Israel) começou a florescer, e este é um dos principais sinais
da Segunda Vinda: “Olhai para a figueira […] Quando já têm
rebentado, vós sabeis […] que perto está o verão” (Lc 21.29,30).
Israel é uma sentinela avançada da democracia e da civilização
judaico-cristã cercada por nações e grupos políticos armados que
lutam pela destruição do Estado judeu e pela morte de todos os
seus habitantes não árabes. Boa parte da Europa é inimiga dos israelenses.
E muitos países estão obcecados em lutar contra as democracias
mais sólidas do mundo: Israel e Estados Unidos, preferindo
ficar ao lado das piores ditaduras. As nações inimigas gratuitas de
Israel, que fecham os olhos para o antissionismo e, principalmente,
o antissemitismo — como o Brasil, lamentavelmente —, terão seus
representantes vivos condenados no julgamento das nações, caso
não se arrependam.
Em Mateus 25.32,33, Jesus afirmou: “e todas as nações serão
reunidas diante dele [do Filho do Homem], e apartará uns dos
outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas. E porá as
ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda”. Considerando o
que diz a profecia de Joel 3, os “bodes” representam as nações que
fizeram mal a Israel, e as “ovelhas”, as que lhe dispensaram um
bom tratamento (cf. SI 122.6). Estas são chamadas pelo Senhor Jesus
de “justos” por duas vezes. Mas aos outros nenhum adjetivo,
além de “bodes”, lhes é atribuído (Mt 25.37-46).
Por que as nações-ovelhas serão absolvidas? Jesus lhes dirá, naquele
Dia: “tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me
de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e
vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes
ver-me” (Mt 25.35,36). Ele explicará aos justos que, ao fazerem
bem ao povo de Israel — os seus “pequeninos irmãos” —,
estavam tratando, na verdade, diretamente com Ele (vv. 37-40).
As nações-bodes, segundo Mateus 25.41,46, irão para o Inferno
final, o “fogo eterno” (gr. pur to aiõnion) e o “tormento eterno”
(gr. kolasin aiõnion). Estes termos correspondem ao Geena e ao
Lago de Fogo (gr. limnem ton puros), designações do mesmo local
(Mt 10.28; Ap 20.15). Por que o Justo Juiz será tão rigoroso ao
lançar os opositores de Israel diretamente no Lago de Fogo? Na
verdade, esse julgamento será apenas uma consumação. Como vemos
em Apocalipse, os condenados terão muitas oportunidades
de arrependimento durante a Grande Tribulação: “E não se arrependeram
de seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua
prostituição, nem das suas ladroíces” (9.21).
Jesus, identificado em Mateus 25.31-46 como o Rei, dirá também
aos que estiverem à sua direita, isto é, as nações-ovelhas: “Vinde,
benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está
preparado desde a fundação do mundo” (v. 34). O termo “Reino”,
aqui, alude ao Milénio, conquanto esteja escrito, no versículo 46,
que os justos irão “para a vida eterna”, em contraste com os ímpios,
cujo destino será “o tormento eterno”.
As nações absolvidas irão para a vida eterna no sentido de que,
ao ingressarem no Milénio como povos naturais, terão todas as
oportunidades de seguirem ao Senhor Jesus Cristo e permanecerem
nEle. Por outro lado, estes, como pessoas comuns, em corpos
não glorificados, deverão permanecer fiéis até o fim, assim como
ocorre hoje*com os servos do Senhor que já possuem a certeza da
vida eterna (Ap 2.10; 3.11; Mt 24.13).
Tudo o que é feito em relação ao povo de Deus — seja este
a Igreja, seja, como no caso em apreço, Israel — constitui-se em
ações boas ou más para com o Senhor, diretamente (Mt 10.40-42).
Saulo perseguia a igreja primitiva, mas ouviu de Jesus a dura pergunta:
“Saulo, Saulo, por me persegues?” (At 9.4). Por isso, quem
diz que ama a Deus deve demonstrar seu amor no tratamento aos
“pequeninos irmãos” (1 Jo 2.11; 4.20,21).
A sentença para os representantes das nações-bodes não lhes
será favorável. Eles, que estarão à esquerda do Rei, ouvirão:
“Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado
para o diabo e seus anjos” (Mt 25.41). A justiça do Rei fica clara
aqui, pois o critério para a condenação dos “bodes” será o mesmo
usado na absolvição das “ovelhas”: “tive fome, e não me destes de
comer; tive sede, e não me destes de beber” (vv. 42-45).
Depois da Grande Tribulação, os inimigos do Rei dos reis e
Senhor dos senhores terão destinos diferentes. O Anticristo e o
Falso profeta serão lançados vivos no Inferno final, inaugurando
o Lago de Fogo (Ap 19.20). Uma parte dos seus seguidores
mortos irão para o Hades, onde aguardarão o Juízo Final (v. 21;
20.5). Os condenados do julgamento das nações irão direto para
o Geena, o Inferno final (Mt 25.46). E o Dragão, Satanás, será
preso por mil anos (Ap 20.1-3).
Enfim, o mundo estará pronto para uma Nova Ordem Mundial.

 

fonte: Erros Escatológicos que os Pregadores Devem Evitar

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