A batalha do Armagedom será o desfecho da Penúltima Guerra
Mundial, que poderá ser a Terceira, a Quarta, etc. Depois do Milénio,
ocorrerá, ainda, o último ato de Satanás, que percorrerá os
quatro cantos da Terra para incitar os rebeldes contra o Rei dos
reis e Senhor dos senhores. Isso ensejará a Ultima Guerra Mundial,
a respeito da qual discorrerei no capítulo 9 desta obra.
No século passado, entre 1914 e 1945, houve duas guerras
mundiais. A ganância e o egoísmo das maiores potências do mundo
custou a vida de inúmeras pessoas, destruiu a natureza, devastou
cidades e deixou um legado de pobreza e miséria para a humanidade.
Elas nasceram das desavenças entre países da Europa, mas
se estenderam para além do continente europeu, causando a morte
de setenta milhões de pessoas.
A Primeira Guerra começou em 1914. E terminou em 1918,
quando a Alemanha — com seus aliados derrotados, exércitos enfraquecidos
e revoluções internas — assinou armistício nos termos
ditados pelas nações inimigas. Já a Segunda começou em 1939,
e cessou em 1945, depois de dois acontecimentos: a rendição da
Alemanha, em maio, e o lançamento de bombas atômincas em
Hiroshima e Nagasaki, no Japão, em agosto.
Soldados e principalmente civis das duas nações que agiram
com maior crueldade, durante a Segunda Guerra, acabaram colhendo
o que seus líderes semearam. O Japão, em 1940, dera a
seguinte ordem aos seus exércitos, na invasão da China: “Matem
tudo, queimem tudo, destruam tudo”. Adolf Hitler, por sua vez,
havia ordenado, em 1941: “Temos de esquecer a ideia de camaradagem
entre soldados. Esta é uma guerra de aniquilação” (Guerra:
guerras mundiais e o planeta em choque 1914-1945, Ana Claudia
Ferrari, Duetto Editorial).
Muitos acreditam que, em meados de 2050, ocorrerá a Terceira
Guerra Mundial. George Friedman, fundador da Stratfor (maior
empresa de inteligência do mundo), prevê que ela terá origens clássicas
e envolverá, a princípio, Estados Unidos, Japão e Turquia. “Na
Segunda Guerra Mundial, duas potências emergentes — a Alemanha
e o Japão — queriam redefinir a ordem mundial. (…) Em meados
do século XXI, o Japão se encontrará na mesma posição relativa
aos Estados Unidos, só que dessa vez aliado à Turquia em vez da
Alemanha” (Os Próximos Cem Anos, Best Business, p.226).
Ao falar da tecnologia usada na Terceira Guerra, Friedman faz
previsões impressionantes, que se encaixariam perfeitamente em
filmes de ficção: “A arma mais importante será o soldado de infantaria
blindado — um único soldado, encapsulado em um uniforme
elétrico, capaz de erguer um peso substancial e proteger o
soldado contra ferimentos. O uniforme também permitirá que ele
se mova rapidamente. Imagine-o como um homem tanque, só que
mais mortal. Ele será apoiado por muitos sistemas de blindagem,
carregando mantimentos e baterias portáteis” (idem, p.243).
George Friedman acredita também que a Terceira Guerra se
dará principalmente no espaço e, por isso, ceifará menos vidas:
“No meio do século XX, a Segunda Guerra Mundial custou cerca
de 50 milhões de vidas. Cem anos depois, a primeira guerra espacial
vai tirar talvez 50 mil vidas, a maioria delas na Europa durante
a ofensiva terrestre turco-alemã, e outras na China. (…) graças aos
avanços tecnológicos em rapidez e precisão, não será uma guerra
total — sociedades tentando aniquilar sociedades” (idem, p.253).
Não ignoro totalmente essas predições, embora Friedman termine
a sua obra admitindo que não garante a veracidade de duas
previsões: “Quanto a mim, é extraordinariamente estranho escrever
um livro cuja verdade ou falsidade geralmente eu nunca vou
poder saber” (idem, p.301). Mas me causou estranheza o fato de
ele ter praticamente ignorado Israel, nação que, à luz da Palavra
profética, será a causa da Penúltima —Terceira? — Guerra Mundial,
que culminará com a batalha do Armagedom.
Hoje, Israel ainda sofre as consequências de sua rebelião contra
Deus. No período tribulacional, o seu sofrimento será ainda maior
e terá de lutar bravamente contra os seus inimigos (Jl 3.9,10). Porém,
haverá socorro aos poucos que invocarem o Messias (2.32;
Rm 11.25,26). A Penúltima Guerra terá proporções globais e perdurará
por de três anos e meio. Ao final dos sete anos de tribulações
jamais vistas e sentidas (Mt 24.21), os exércitos da Besta
se unirão na planície de Armagedom (Ap 16.16; 19.19) contra o
povo de Israel (Zc 12.3,9; 14.2).
A população do mundo estará bastante reduzida, por causa da
guerra e dos vários juízos divinos derramados sobre a Terra (Zc
12-14; Jr 50.20). A Penúltima Guerra Mundial será resolvida de
uma maneira bastante inusitada. Não haverá armistício nem lançamento
de bomba atómica. Logo após a manifestação de Cristo,
com os seus exércitos, ocorrerá a batalha do Armagedom (lit.
“monte de Megido”), a qual porá termo ao levante do Anticristo
contra Israel. Armagedom, Megido e Josafá aludem à mesma região
onde se dará o confronto final entre os exércitos de Israel e do
Anticristo e o julgamento das nações.
Quando o remanescente de Israel estiver cercado, e a Serpente,
pronta para “dar o bote”, terá de parar sobre a “areia do mar”
(Ap 12.17,18, ARA). Deus porá limite à sua atuação. E o próprio
Senhor Jesus, em poder e grande glória, vencerá os inimigos do
seu povo com o assopro da sua boca, lançando as Bestas ainda
vivas no Inferno e prendendo o Dragão por mil anos (2 Ts 2.8; Ap
19.19-21; 20.1-3).
O texto de Apocalipse 14.20 dá uma ideia da grande mortandade
que haverá nessa sangrenta guerra mundial: “E o lagar
foi pisado fora da cidade, e saiu sangue do lagar até aos freios
dos cavalos, pelo espaço de mil e seiscentos estádios”. Mas, para
onde irão as almas desses mortos? Com exceção das Bestas e do
Dragão, todos irão para o Hades, onde aguardarão a segunda
ressurreição, a da condenação, que só se dará depois do Milénio.
Eles não irão direto para o Lago de Fogo porque não terão sido
ainda julgados e condenados. O Inferno é um lugar para os ímpios
condenados em um dos julgamentos estabelecidos pelo Justo
Juiz (Mt 25.41; Ap 20.15).

 

fonte: Erros Escatológicos que os Pregadores Devem Evitar

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