Os teólogos predestinalistas insistem em afirmar que Deus elegeu uns
para a perdição e outros para a salvação, além de propagar a graça
irresistível e a segurança absoluta da salvação. Isso fez com que o clichê
“Uma vez salvo, salvo para sempre” ganhasse status de versículo bíblico.
Contudo, a Bíblia não diz isso.
A respeito de Judas, a Palavra de Deus diz: “E, orando, disseram: Tu,
Senhor, conhecedor do coração de todos, mostra qual destes dois tens
escolhido, para que tome parte neste ministério e apostolado, de que Judas se
desviou, para ir para o seu próprio lugar” (At 1.24,25). Quem pensa,
portanto, que Judas era uma “figurinha carimbada” está redondamente
equivocado. Havia a profecia acerca de “um traidor”, e não de Judas (Sl
41.9; Jo 13.18; 17.12). Deus, na sua presciência, sabia que ele se desviaria.
No entanto, presciência divina é uma coisa, e predestinação é outra. O
Senhor sabe o fim antes do começo, mas não se vale disso ao chamar
pessoas à salvação e ao ministério, haja vista respeitar o livre-arbítrio. Prova
disso é a própria chamada de Judas. Temos visto isso acontecer em nossos
dias com grandes pregadores, verdadeiramente chamados pelo Senhor, os
quais apostataram da fé, tornando-se enganadores (1 Tm 4.1; 2 Pe 2).

 

fonte: Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar – Ciro Sanches Zibordi

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