A ceia das bodas do Cordeiro, serão para cumprimento
das palavras de nosso Senhor quando se encontrava no
“ cenáculo mobiliado e preparado” . Numa expressão e gestc
de quem estava dando um “Até breve” a seus discípulos,
Ele disse: “ …até aquele (nas bodas) dia em que o beba de
novo convosco no reino de meu Pai” (Mt 26.29).
Esta celebração da ceia terá lugar somente no final
das bodas (sete anos depois do arrebatamento). Esta ceia
será para lembrar a morte de Cristo! Ela deve ser lembrada
aqui e na eternidade. Ela (a ceia) teve lugar “ num cenáculo
mobilado e preparado” . Seu início marcou a última
noite do ministério terreno do Filho de Deus (Mt 26.28,29).
Foi a única coisa que o Senhor Jesus “ desejou” fazer
nesta vida (Lc 22.15). A páscoa no antigo Pacto e a Ceia no
Novo, apontam para uma mesma coisa: a morte de Cristo!
A primeira, estava distante da outra cerca de 1500 anos, e
tinha um caráter prospectivo – apontava para a cruz de
nosso Senhor; a segunda, a Santa Ceia, tem um caráter retrospectivo
– apontando também para a morte do Salvador.
a. A Páscoa judaica encontra seu cumprimento e seu
fim na vida, morte e ressurreição de Cristo. O Cordeiro de
Deus substituiu o Cordeiro pascal, o livramento do jugo
egípcio corresponde à libertação da escravidão do pecado.
Doravante o corpo de Cristo nos será dado por nutrição e
seu sangue nos guardará contra o malho destruidor do anjo
da morte.
Assim Cristo retorna ao passado e o vivifica através de
sua morte a memória da Páscoa. O Passado da morte é dedicado
à vida, e a memória é arrebatada pela esperança,
nas palavras solenes: “ …Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado
por nós” (1 Co 5.7).
b. A Ceia do Senhor inicia uma nova era e aponta para
uma obra já consumada. Podemos observar que “ duas festas
uniram-se na celebração do Senhor” .(28) E, nossa
lembrança nos levará agora para a tarde sombria que antecipava
o “dia da morte” de Cristo; nesse cenáculo deu-se
um acontecimento notável; a festa pascoal foi solenemente
encerrada (Lc 22.16-18), e a Santa Ceia instituída com
igual solenidade (Compare-se Lucas 22.19-21).
Sobre essa mesa terminou um período e começou outro;
Cristo era o cumprimento de uma ordenança e a consumação
da outra. A Páscoa agora tinha servido a seu propósito,
porque o Cordeiro que o sacrifício simbolizava ia
ser morto no dia seguinte. Por isso foi substituída por uma
nova instituição, apresentando a verdadeira realidade do
Cristianismo, como a páscoa tinha apresentado a do judaísmo.
Mas nosso Senhor falou também de “uma ceia futura”
, e agora, seu cumprimento está em foco!
c. O livro do Apocalipse encerra “ sete bemaventuranças”
, e cada uma delas, com significação especiai:
1) “ Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as
palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão
escritas; porque o tempo está próximo” (Ap 1.3).
2) “ Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem
no Senhor. Sim, diz o Espírito para que descansem
dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam” (Ap 14.13).
3) “ Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda os
seus vestidos, para que não ande nu, e não se vejam as suas
vergonhas” (Ap 16.15).
4) “ Bem-aventurados aqueles que são chamados à
ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras
palavras de Deus” (Ap 19.9).
5) “ Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na
primeira ressurreição: sobre estes não tem poder a segunda
morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão
com ele mil anos” (Ap 20.6).
6) “ Bem-aventurado aquele que guarda as palavras
da profecia deste livro” (Ap 22.7).
7) “ Bem-aventurados aqueles que lavam suas vestiduras
no sangue do Cordeiro, para que tenham direito à árvore
da vida, e possam entrar na cidade pelas portas” (Ap
22.14). Todas estas “ bem-aventuranças” recairão sobre
aqueles que foram arrebatados por Jesus e a quarta, é específica:
para aqueles – os chamados à ceia das bodas do
Cordeiro.
d. Ao encerrar a Santa Ceia naquele cenáculo, nosso
Senhor falou de uma outra com caráter escatológico, quando
disse: “ digo-vos que, desde agora, não bebereis deste
fruto da vide até aquele dia (nas bodas) em que o beba de
novo convosco no reino de meu Pai” (Mt 26.29).
A ceia do cenáculo marcou o término da missão terrena
de Jesus (terrena aqui significa na esfera terrena) e deu
início à sua missão celestial (Jo 17.4,11,13). Após a celebração
daquela ceia, Jesus “ desceu” para 0 sombrio vale
da batalha; de igual modo, também, após a celebração da
ceia das Bodas, ele “ descerá” para o sombrio vale do Armagedom
(Ap 19.11 e ss), a fim de terminar com aquela
grande guerra e a seguir, estabelecer seu reino milenar. Por
isso se faz necessário que esta 4? “ bem-aventurança” recaia
sobre aqueles que levaram o vitupêrio de Cristo em
qualquer tempo ou lugar.(29)

 

fonte: Ecatologia Severino Pedro da Silva

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