Mesmo com todas as garantias acima, há pregadores que se
opõem à doutrina do Arrebatamento da Igreja. Uns asseveram que
a vinda de Jesus é apenas uma maneira diferente de se aludir à
morte. Outros dizem que o Arrebatamento não consta do Novo
Testamento, ignorando 1 Tessalonicenses 4.17: “seremos arrebatados”.
E os triunfalistas, propagadores do evangelho
antropocên-trico, usam bordões como: “Ele não voltará enquanto
não cumprir todas as promessas que lhe fez”.
Certo pastor e filósofo, que já foi muito admirado pelo grande
público evangélico — por “pensar fora da caixa” e pregar mensagens
bastante inspirativas —, de uns tempos para cá resolveu contestar
o irrefutável, negar o insofismável e relativizar o absoluto.
Além de sugerir que Deus não é tão soberano como se pensa e opinar
de modo desastroso sobre a homossexualidade, negaceou-se a
si mesmo, ao denegar publicamente a Segunda Vinda.
Depois de chamar o teólogo liberal alemão Jiingen Moltmann
de precioso, e sua obra Teologia da Esperança, de preciosíssima, o
aludido pregador declarou, sem nenhum temor: “Ele [Moltmann]
trabalha o milenarismo não como essa coisa de que Jesus vai voltar
e, por isso, vamos ficar dizendo: ‘Volta, Jesus’. Ele trabalha a
volta de Cristo com um ânimo, uma força motivadora”. E concluiu:
“Cristo volta, mas volta fora da História. Portanto, é uma
utopia. E utopia que se cumpre não é utopia”.
A teologia da esperança, citada pelo tal pregador, é uma criação
de Wolfhart Pannenberg e do “precioso” Jiingen Moltmann, com
base no hegelianismo. Ela ignora o pecado e seus efeitos deletérios;
e, portanto, opõe-se às Escrituras (SI 51.5; Rm 5.12). E apresenta
um plano de redenção universalista, baseado no próprio esforço
humano, contrariando que a salvação é somente pela graça de
Deus (Ef 2.8,9).
Segundo Moltmann e sua falaciosa teologia da esperança, Deus
não tem o controle de todas as coisas, nem sobre o seu próprio
futuro! É como se Ele, em vez de ter falado “Eu sou o que sou” (Êx
3.14), tivesse dito: “Eu sou o que virei a ser”. Molrmann despreza

a Palavra de Deus e o Deus da Palavra ao afirmar que as promessas
escatológicas servem apenas para nos motivar.
Eis aí um grande erro que os pregadores devem evitar: pensar
que as promessas alusivas à Segunda Vinda estão na Bíblia apenas
para nos animar ou motivar. O Senhor Jesus garantiu que voltará.
Quem somos nós para relativizar a preciosíssima Palavra de Deus?
É ela que permanece para sempre, e não as nossas opiniões (1 Pe
1.24,25)!
Como um pregador pode citar um “precioso” teólogo para afirmar
que a vinda de Cristo é uma utopia? Ora, isso é pior que má
exegese. É falta de temor à Palavra de Deus e ao Deus da Palavra.
Quem considera utópica a promessa da volta do Senhor, feita por
Ele mesmo, opõe-sc, não apenas à igreja, ao ministério, à teologia,
mas principalmente às Escrituras.
Todo expoente cristão tem liberdade para pensar e expressar
seus pensamentos. Mas nenhum deles tem permissão de Deus
para se contrapor à sua Palavra. A volta de Cristo não faz parte
de um “horizonte utópico”, como têm afirmado alguns, evocando
“preciosos” teólogos. Ela é a bem-aventurada esperança dos
salvos em Cristo (Tt 2.11-13). Jesus prometeu: “virei outra vez”
e “certamente, cedo venho”. Como considerar uma utopia essa
gloriosa promessa?

 

fonte: Erros Escatológicos que os Pregadores Devem Evitar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *