Vivemos numa época em que prevalecem filosofias antibíblicas, como
o pragmatismo, o relativismo, o antropocentrismo e o utilitarismo
mercantilista. A quantidade de pessoas que seguem a um pregador ou a uma
igreja é mais importante que o conteúdo de sua mensagem. As igrejasmodelo
são as que possuem megatemplos ou grandes catedrais, e não as
compromissadas com o evangelho de Cristo. Nesse contexto, se um
expoente pregar um falso evangelho, isso não importa, desde que ele reúna
multidões.
Qualquer pregador ou escritor, nesses tempos pós-modernos, que
combata ao erro não é visto com bons olhos. No entanto, o apóstolo Paulo,
asseverou, inspirado por Deus, que convém imitá-lo, assim como imitava a
Cristo (1 Co 11.1). Como o doutor dos gentios lidava com os enganadores,
suas doutrinas erradas e suas práticas descabidas? O que ele pregava e
ensinava?
Santa ironia. Para quem não gosta das minhas ironias, lembre-se de
que não sou eu quem comecei com isso. Paulo foi irônico várias vezes ao
refutar os enganadores. Veja como ele se referiu aos falsos apóstolos de seu
tempo: “Porque penso que em nada fui inferior aos mais excelentes
apóstolos” (2 Co 11.5). E não pense que esses “falsos apóstolos” (v.13)
ficaram felizes… Certamente, assim como os hereges de nosso tempo e seus
defensores, eles devem ter esbravejado contra o apóstolo.
Mas ele se valia da ironia para levar os enganadores e enganados a
uma reflexão, ainda que, num primeiro momento, se irritassem contra ele.
Paulo não usava esse recurso apenas em relação aos falsos obreiros; ele
também fazia isso ao se dirigir aos irmãos enganados: “Já estais fartos! Já
estais ricos! Sem nós reinais! E prouvera Deus reinásseis para que também
nós reinemos convosco!” (1 Co 4.8). Alguns crentes, naqueles dias, devem
ter ficado muito irritados…
Firmeza. Paulo era enérgico, quando necessário, e até usava
expressões que muitos hoje considerariam ofensivas. “Ó insensatos gálatas!
quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos
de quem Jesus Cristo foi já representado como crucificado?” (Gl 3.1). Já
pensou se Paulo vivesse em nossos dias?!
Muitos já me acusaram de desprezar o grupo tal, a cantora tal, o
pregador tal… É bom que leiam a Bíblia. Não sou obrigado a dizer “amém”
para os famosos. E Paulo faria o mesmo!
Ele também não disse “amém” nem se impressionou com os famosos
de seu tempo: “E, quanto àqueles que pareciam ser alguma coisa (quais
tenham sido noutro tempo, não se me dá; Deus não aceita a aparência do
homem), esses, digo, que pareciam ser alguma coisa, nada me comunicaram”
(Gl 2.6).
Combate ao pecado. Engana-se quem pensa que Paulo ficaria hoje em
cima do muro e nada diria aos super-pregadores e cantores-ídolos. Muitos
líderes hoje ficam quietos ante as más inovações advindas do mundo. Dizem,
nos bastidores, que não aceitam isso e aquilo entrando nas igrejas, mas não
têm coragem de combater o pecado e as inversões de valores. Há os que,
inclusive, afirmam: “Isso é um sinal da vinda de Jesus. Temos de aceitar a
tudo isso em silêncio”.
Paulo não pensava como muitos mestres da pós-modernidade, que
agem como se, em suas Bíblias, não houvesse listas de pecados, como as
registradas em 1 Coríntios 6.10, Gálatas 5.19-21 e 2 Timóteo 3.1-5. Pregar
contra a avareza, o homossexualismo, a soberba e todas as outras obras da
carne é, para tais mestres da omissão, abraçar o que chamam de legalismo.

 

fonte: Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar – Ciro Sanches Zibordi

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