Expoentes do nosso tempo têm verberado contra Israel, acusando-o
de oprimir os pobres palestinos e estar por trás das sociedades
secretas. Alguns chegam a dizer que Salomão era satanista,
e seus livros — constantes do cânon veterotestamentário —, satâ­
nicos! Tal conduta é influenciada pelos partidários da escatologia
aterrorizante, que se opõem ferrenhamente a Israel e aos seus aliados
(principalmente, os Estados Unidos).
Há evangélicos que se revoltaram com a ação norte-americana,
em 2011, que causou a morte de Osama bin Laden, minimizando
as milhares de pessoas que morreram nos ataques às Torres Gémeas
e ao Pentágono, em 2001. Para quem observa a Palavra não há
nenhuma novidade no fato de Israel ser odiado pelo mundo sem
Deus. O que impressiona é ver cristãos (cristãos?) indignados contra
Israel e seu principal aliado, os Estados Unidos, e aplaudindo o
crescimento do terrorismo islâmico.
Será que os pregadores do terror conhecem a história do povo
de Israel? Sabem eles o que são os conflitos árabe-israelense e
isra-elo-palestino? O cristão que se preza sabe da importância do
povo israelita e de seu futuro glorioso (Rm 11). E os pregadores
fiéis à Palavra de Deus e ao Deus da Palavra não são como
papagaios, que repetem tudo o que ouvem.
Os conspiracionisras alegam que o governo norre-americano e
a ONU protegem os judeus e prejudicam os seus inimigos, a mando
dos bildcrbergs. Mas não existe um país que tenha sofrido mais
sanções e advertências das Nações Unidas que Israel. Ademais, se
os judeus são os protegidos dos bilderbergs — que, supostamente,
estão no controle de todas as coisas, inclusive da mídia —, por que
documentários, reportagens, filmes e novelas apresentam Israel
como o vilão dos conflitos árabe-israelense e israelo-palestino?
Pastores que costumavam expor bandeiras de vários países
em seus denominados cultos de missões, depois de assistirem aos
DVDs da série Prepare-se, resolveram banir todo e qualquer símbolo
de Israel de dentro dos templos, sobretudo a bandeira. H evidente
que os cultos evangélicos não devem se tornar judaizantes,
pois cristianismo não é judaísmo (Cl 1-4). Entretanto, devem os
cristãos odiar o povo de Israel?
Ao longo de quase seis mil anos, Deus dirigiu, castigou, protegeu
e abençoou Israel (Cn 12.1,2). Quando Jerusalém foi destruída
pelos romanos, no ano 70 d.C, muitos pensaram que os israelitas
desapareceriam da terra, assim como outros povos. Contudo, mesmo
sem território próprio e sofrendo terríveis perseguições, chegaram
ao terceiro milénio como o centro das atenções. Israelenses e
palestinos são o assunto principal das páginas internacionais. E a
maioria das guerras e dos atentados que ora ocorrem tem alguma
ligação com os conflitos entre árabes e israelenses.
Depois de os israelitas terem sido espalhados entre as nações,
por desobediência a Deus (Dt 4.23-28,63,64; Lc 21.24), eles começaram
a voltar a Palestina, e o Estado de Israel foi estabelecido,
em 14 de maio de 1948. Tudo isso estava previsto nas Escrituras.
Nada aconteceu por acaso. O mesmo Deus que espalhou
os judeus fizera uma promessa de reuni-los em sua terra (Dt 4.30;
30.1-6). E esse ajuntamento terá a sua culminância no Milénio
(Hz 11.17-20; 37.21).
Um dia depois da proclamação do Estado de Israel, os exércitos
de Egito, Jordânia, Síria, Líbano e Iraque invadiram o novo
país, dando início à Guerra da Independência. Recém-formadas
e pobremente equipadas, as Forças de Defesa de Israel (FDI) conquistaram
uma expressiva e milagrosa vitória, após quinze meses
de combate.
Israel não parou mais de avançar, desde a sua primeira conquista.
Nos seus mais de sessenta anos como Estado, tornou-se membro
das Nações Unidas; conquistou (e depois devolveu) a Faixa de
Gaza e a Península do Sinai, enfrentando Egito, Síria e Jordânia;
venceu as guerras dos Seis Dias e do Yom Kipur; e se tornou membro
associado do Mercado Comum Europeu, etc. Mas tudo isso só
piorou a crise israelo-palestina.
Os palestinos são povos árabes que formavam a população nativa
da Palestina antes de 1948 — não confunda com os filisteus,
que habitaram essa região nos primórdios. Depois de serem expulsos
da Jordânia, em 1970, os palestinos perpetraram repetidas
ações terroristas contra as cidades e colónias agrícolas israelenses,
causando danos físicos e materiais. E, a despeito de Israel e a Autoridade
Nacional Palestina (ANP) estarem constantemente buscando
a paz, ela nunca se estabeleceu.
Em 1987, jovens palestinos, cansados da ocupação israelense e
da apatia da Organização para a libertação da Palestina (OLP),
liderada por Yasser Arafat, resolveram atacar com pedras os soldados
de Israel nos territórios ocupados de Gaza e Cisjordânia.
Essa foi a primeira iniciativa para a criação da organização terrorista
Hamas (acrónimo de Harakat Al-Muqawama al-Islamia),
um movimento de resistência islâmica sustentado por extremistas
muçulmanos milionários.
O Hamas não é apenas um grupo terrorista isolado. Ele representa
todo o mundo muçulmano, especialmente os aiatolás de
Teerã. E o Irã tem atacado Israel de modo indireto para adiar o
anunciado ataque preventivo dos israelenses às instalações nucleares
iranianas. Teerã não reconhece o Estado de Israel, mas sabe
que a sua tecnologia bélica é de ponta e que as suas forças militares
estão entre as mais bem equipadas e treinadas do mundo.
Na Palestina há judeus, cristãos, árabes, drusos, etc. Mas os
fundamentalistas islâmicos, ignorando essa diversidade, pregam o
fim do Estado de Israel e sua substituição imediata pelo Estado
palestino. Os líderes do Hamas são jihadistas e estão dispostos a
morrer pela causa que defendem desde que matem muitos israelenses
ou seus aliados. Entre 2000 e 2004, essa organização terrorista
vitimou quase quatrocentos civis na Palestina.
Diante do exposto, é estranho ver expoentes cristãos (cristãos?)
defendendo a causa dos palestinos e satanizando Israel. Aliás, esses
pregadores de teorias da conspiração afirmam que os israelenses,
com a intenção de dominar o mundo, criaram a maçonaria e a
illuminati. E chamam de demoníaco o Escudo de Davi (hb. Magen
David), mais conhecido como Estrela de Davi (hb. Kochav David),
um dos símbolos mais respeitados pelo Estado de Israel.
No afã de convencer a todos de que as suas teses infundadas são
verdadeiras, os adeptos da escatologia aterrorizante se baseiam em
obras fraudulentas, como Os Protocolos dos Sábios de Sião, um livro
escrito na Rússia, no auge do comunismo. Antissionistas e, sobretudo,
antissemitas, os “terrólogos” arvoram-se contra a nação
com a qual Deus firmou um pacto. E fazem inúmeros julgamentos
caluniosos. Eles ignoram que a base do julgamento das nações, no
fim da Cirande Tribulação, será o tratamento dispensado a Israel
(Mt 25.31-46)?
Pelo que tudo indica, o Escudo — ou Estrela — de Davi constante
da bandeira de Israel tem origem no Antigo Testamento (Gn
15.1; SI 18.2, etc). Ele se assemelha a uma estrela de seis pontas
porque foi criado a partir da letra hebraica dalet, a qual possui
formato de triângulo e aparece duas vezes no nome do rei Davi
(hb. David). O símbolo israelense nada tem que ver com pirâmides
maçónicas ou com a imagem de um ser demoníaco da Idade Média
parecido com um bode, em cuja cabeça há uma estrela de cinco
pontas, e não seis.
São muitas as contradições dos pregadores do terror. Eles se
opõem ao povo escolhido de Deus — Israel (Êx 19.5,6) — e
demo-iii/.im os Estados Unidos, uma nação democrática e
originalmente cristã. Ao mesmo tempo, nada dizem a respeito das
más ações de políticos ligados a países com regimes ditatoriais,
antidemocrá­

ticos e perseguidores dos cristãos (Cuba, Venezuela, China, Irã,
Síria, etc), além de não se oporem a movimentos terroristas, como
Hezbollah, Hamas, Al Qaeda, Taliban, etc.
Mas o ódio aos judeus — inclusive no meio dito evangélico —
continuará até ao rim da Grande Tribulação, quando os exércitos
do Anticristo, na tentativa de aniquilá-los, serão vencidos pelo Rei
dos reise Senhor dos senhores (Ap 16.13-16; 19.11-21). A Palavra
de Deus afirma que “Jerusalém será pisada pelos gentios, até que
os tempos dos gentios se completem” (Lc 21.24). É claro que, logo
após o Arrebatamento, haverá uma trégua. O Anticristo firmará
um pacto de três anos e meio com Israel, propiciando ao mundo
uma aparente paz mundial, que durará pouco tempo.
Km Apocalipse 6.1-4, o cavalo branco — uma alusão simbó­
lica à aparente paz que deverá começar na terra pouco antes do
Arrebatamento (1 Ts 5.3), alcançando o seu apogeu quando o Anticristo
assumir o controle político do mundo — será seguido pelo
cavalo vermelho, cujo cavaleiro terá a missão de tirar a paz do
mundo. A tão esperada ausência de guerras e rumores de guerras
só será possível no Reino Milenar de Cristo (Ap 20.1-6).

 

fonte: Erros Escatológicos que os Pregadores Devem Evitar

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