Há animadores que dizem, com a boca cheia: “Eu não sou pregador.
Sou um contador de histórias. Eu falo do jardim, e o público sente o cheiro
das flores. Falo do Céu, e todos ficam desejosos de morar lá…” Que
modéstia, hein?! Teatralizam ao extremo. Sentam-se ou se deitam no
púlpito; usam as pessoas como coadjuvantes; e fazem gracejos ou
brincadeiras de mau gosto. Esquecem-se de que a sua missão é apenas expor
a Palavra de Deus, e não chamar a atenção para si (Jo 1.22,23; 3.30).
Por que não expor a Palavra do Senhor com naturalidade, sem
gesticulação excessiva e uso abusivo de recursos do tipo olhe-para-o-seuirmão-e-diga-isso-ou-aquilo?
Não quero, com isso, incentivar você, caro
pregador, a ser uma estátua. Não! Há expoentes que, ao transmitir a
mensagem, não empregam nenhum recurso homilético: apenas movem a
boca, fixando o olhar em uma única direção. Isso também é ruim! Para ser
simples, não é necessário abrir mão da personalidade e da ousadia no falar
(At 9.29). Seja autêntico.
A linguagem do obreiro também deve ser simples, não rebuscada. Não
é preciso empregar palavras bonitas, difíceis e raras (1 Co 2.4,5). O pregador
deve falar de tal modo que seja entendido até pelas crianças (Mc 10.13-16).
Você pode até empregar uma palavra que não seja usual, porém explique o
seu significado. Caso contrário, embora todos admirem o seu belo português,
ficarão sem entender o que quis dizer.

 

fonte: Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar – Ciro Sanches Zibordi

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