O termo “maçom” — do inglês mason e do francês maçon —
significa “pedreiro”. Mas não pense que a maçonaria foi criada
por simples pedreiros! No passado, o aludido vocábulo englobava
as atividades de arquiteto, engenheiro e empreiteiro. As reuniões
dessa sociedade secreta se dão a portas fechadas, em salões sem
janelas, com rituais cheios de símbolos obscuros. Sem dúvida, as
suas doutrinas e práticas são contrárias às Escrituras.
Sabe-se que a maçonaria já foi muito influente, a ponto de famosos
maçons terem urdido um ambicioso plano de domínio global,
que começou com a criação da Liga das Nações, em 1914. Ela teve
também participação na Guerra da Independência (1775-1783),
na Revolução Americana (em 1776), na Revolução Francesa e na
Inconfidência Mineira (ambas em 1789), bem como na Revolução
Russa, em 1917. Personalidades como Napoleão Bonaparte,
Chur-chill, Benjamin Franklin, George Washington, Thomas
Jefferson, Dom Pedro I, Mozart e Goethe eram maçons.
Em 1776, na Bavária, um maçom fundou a Ordem dos Iluminados,
conhecida como illuminati. Poucos anos depois, em 1784,
o governo alemão pôs fim a essa irmandade. Mas os propagadores

de teorias da conspiração afirmam que a illuminati nunca foi dissolvida
plenamente. Ela estaria governando o mundo e as religiões,
inclusive as igrejas evangélicas, às ocultas. Seu objetivo seria a
construção da Nova Ordem Mundial, que começaria com a unificação
da Europa e culminaria com um governo planetário.
Há inúmeros mitos e lendas em torno da maçonaria e dos
illu-minatis. Os próprios maçons apegam-se a histórias
fantasiosas e afirmam que a maçonaria existe desde o tempo do
Egito antigo. Para eles, a prova disso são as pirâmides, que têm
formato de triângulo, um símbolo maçónico. Também asseveram
que um maçom chamado Hiram Abiff teria sido o engenheiro-chefe
do rei Salomão e responsável por erguer o grandioso Templo em
Jerusalém.
Mas as maiores invencionices e informações caluniosas envolvendo
maçonaria e illuminatis têm sido propagadas pelos cristãos
(cristãos?) conspiracionistas. Se a parte superior da fachada de um
templo tem formato parecido com o de uma pirâmide, passam
a chamar o líder da igreja de maçom. Quando dois pastores se
abraçam dando tapinhas nas costas, tornam-se também suspeitos
de participarem de sociedades secretas. E, caso possuam uma assinatura
com três pontinhos, passam a ser chamados de
grãos-mestres!
Ora, muitas construções preservam as tendências do passado. E
há templos cujo acabamento apresenta formas e símbolos usados
também na maçonaria. Quanto aos cumprimentos dos maçons, é
preciso observar que, no abraço, eles formam um xis e, ao baterem
nas costas um do outro, trocam de posição por três vezes. No
aperto de mão, eles encostam o dedo indicador no pulso da pessoa
cumprimentada e o mantém ali por um bom tempo. Quais pastores
se saúdam assim?
Para os pregadores do terror, que abraçaram as teorias da conspiração,
quaisquer símbolos ou posturas tornam-se indicadores de
envolvimento com sociedades secretas. Eles se baseiam em símbolos
e números, mas sem nenhum fundamento na semiótica — ciência
que estuda os símbolos e suas reais significações —, para fazer as
suas acusações infundadas. Eu mesmo precisei mudar a minha assinatura,
criada quando tinha apenas 15 anos, para não ser acusado

de maçom! Ela tinha três pontinhos, alusivos à letra “i”, que aparece
três vezes em meu nome. Além disso, tenho tido cuidado com
abraços e apertos de mão…
A afirmação, com base em símbolos e em suposições, de que a
maçonaria e a illuminati estão no controle do mundo e até das igrejas
evangélicas é um falso testemunho (Rm 13.9). Embora algumas
lideranças eclesiásticas possam ter envolvimento com sociedades
secretas, asseverar que formato de construções, abraços, apertos
de mão, assinaturas, etc. indicam envolvimento com a maçonaria
é um julgamento calunioso (Mt 7.1,2)

 

fonte: Erros Escatológicos que os Pregadores Devem Evitar

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