É triste ver uma parte do povo de Deus sendo manipulada por homens
que pensam estar lidando com fantoches! Mandam os crentes falarem em
línguas estranhas a todo o tempo, como se pudessem fazer isso por iniciativa
própria. Empregam seus bordões, levando os incautos, quais títeres, a
fazerem isso e aquilo. Em sua prepotência, pensam até que podem controlar
as operações do Espírito Santo!
Ora, as línguas estranhas — a rigor, desconhecidas de quem as
pronuncia — são dadas sobrenaturalmente pelo Espírito de Deus. É Ele
quem fala por meio de nós. Nesse caso, que história é essa de os pregadores
estimularem os crentes a falarem em mistérios? Quanta presunção! E já não
é de hoje que eles fazem isso, tratando os servos de Deus como marionetes.
Não sou contra as manifestações espirituais. Tenho convicção de que
a promessa do derramamento de poder do Espírito é para hoje (At 2.38,39).
Aliás, o Senhor sempre me tem dado mensagens em profecia e em línguas
estranhas. Não sou eu quem resolvo falar simplesmente porque sou
pentecostal! Tudo ocorre de modo sobrenatural. Ainda que, como profeta, eu
tenha autocontrole (1 Co 14.32), não falo em línguas porque quero. O
impulso é do Espírito Santo, que é soberano em suas ações (Jo 3.8).
É bom que entendamos, à luz da Bíblia, o porquê das línguas
provenientes do Espírito de Deus. Elas podem ser dadas para edificação do
crente; e, nesse caso, não há necessidade de que as pronunciemos em voz
alta (1 Co 14.2,4). Mas há também as línguas pelas quais são transmitidas
mensagens do Senhor, quer as inteligíveis — como ocorreu no dia de
Pentecostes (At 2.7-12) —, quer as que necessitam de interpretação (1 Co
14.13,26-28).

 

fonte: Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar – Ciro Sanches Zibordi

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