Participarão do Juízo Final pessoas consideradas grandes e pequenas
pelos homens (Ap 20.12), pois perante o Senhor não valerão
títulos e posições ostentados ao longo da vida. Tais adjetivos
estão relacionados à importância, ao prestígio e à influência que
os réus tiveram na terra. Em Mateus 7.22, o Senhor Jesus mencionou
uma parte desses “grandes”, portadores de invejáveis currí­
culos. Títulos recebidos, viagens pelo mundo, sermões pregados,
livros publicados, milagres realizados, quantidade de “seguidores”
e “amigos” no Twitter, no Facebook, no Orkut… Nada disso os
livrará da condenação.
Os falsos mestres estarão entre os “grandes” que dirão “Senhor,
Senhor” ao Justo Juiz (2 Pe 2.1-3). Eles — que terão apostatado da
fé (1 Tm 4.1), negando o Senhor que os resgatou, e empregando
palavras fingidas, por avareza — entenderão o porquê de o apóstolo
Pedro ter dito que “melhor lhes fora não conhecerem o caminho
da justiça do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento
que lhes fora dado” (2 Pe 2.21).
Grosso modo, Deus dividiu a humanidade em duas categorias
de pessoas: as que estão do lado de dentro, e as que estão de fora
(Mc 4.11; 1 Tm 3.7). Naquele dia, isso se confirmará, pois as que já
estão do lado de fora também “ficarão de fora” (Ap 22.15; 21.8).
Essas passagens, aliás, especificam quem serão esses “grandes e pequenos”
e mostram por que eles não entrarão no Reino dos céus.
Os cães. É claro que este termo (gr. kunes) é metafórico e diz
respeito à impureza moral e espiritual (2 Co 7.1). “Os judeus usavam
o termo para se referir aos gentios, sob a ideia de impureza
cerimonial. Entre os gregos, era um epíteto de impudência”
(Dicionário Vine, CPAD, p.449). O apóstolo Paulo empregou o
vocábulo “cães” em relação aos maus obreiros, que pervertiam a
sã doutrina (Fp 3.2).
Os tímidos. Alguém poderá pensar que o Justo Juiz será rigoroso
ao extremo, ao sentenciar tímidos ao Inferno. No entanto, a
timidez em apreço não é aquele acanhamento natural, verificável
em pessoas introvertidas. O termo empregado (gr. deilos) implica,
pelo menos, duas atitudes negativas: vergonha de ser reconhecido
como cristão e medo de testemunhar (Mt 10.32,33; 1 Co 9.16).
Os incrédulos. O adjetivo apistois (gr.), além de incredulidade,
abarca infidelidade (1 Co 6.6; 2 Co 6.15). Quando não reconhecida
nem combatida por seu portador, a incredulidade se torna um
pecado capital (Mt 17.17; Mc 9.24; Lc 17.5). A permanência nela
foi a causa de a maioria do povo israelita, oriundo do Egito, não
ter entrado em Canaã (Hb 3.15-19).
Os abomináveis. O termo “abominável” (gr. ebdelugmenois) é
sinónimo de repugnante, detestável, odioso (lit. “que faz alguém se
afastar como que de um mau cheiro”). Está associado à idolatria,
impureza e mentira (Ap 21.27). A Palavra de Deus descreve assim
os abomináveis: “Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no
com as obras, sendo abomináveis [gr. bdeluktos], e desobedientes,
e reprovados para toda a boa obra” (Tt 1.16).
Os homicidas. O termo phoneus significa “homicida”, “assassino”.
De acordo com os códigos penais vigentes em cada nação,
quem comete um homicídio com a intenção de matar, se julgado e
condenado, pode ser condenado a uma prisão longa ou perpétua,
ou à pena de morte. Mas, qual é a pena para quem mata pessoas
espiritualmente (1 Jo 3.15)? Quem permanecer nessa prática
estará sujeito à pena capital do sofrimento eterno, constante do
Código Divino (Mt 5.22).
Os fornicários. O termo “fornicário” (gr. pornois), literalmente
“homem que se vicia em fornicação ou prostituição”,
possui significação vasta e aplicação abrangente. Implica permanência
numa vida de imoralidade e maus pensamentos, além
de prática continuada e sem arrependimento do sexo ilícito e de
outros pecados contra o corpo (Ap 22.15; 1 Co 6.19,20, 7.9; Mt
5.28). Abarca todo tipo de pecado sexual: adultério, sodomia,
pedofilia, efebofilia, etc.
Os feiticeiros. Este termo (gr. pharmakois) também é vasto em
sua aplicação (Ap 22.15). Pode envolver o manuseio de drogas e
poções, embora o seu sentido primário esteja associado a práticas
como feitiços, encantos, necromancia, espiritualismo, uso de rituais
mágicos, bruxaria, evocação de espíritos, emprego de diversas
formas de adivinhação, uso de amuletos e talismãs, etc.
Os idólatras. O vocábulo “idólatra” (gr. eidõlolatrais) traduz
um amor excessivo, uma paixão exagerada, a um ídolo (gr.
ei-dõlon, “aquilo que é visto”). Pode um crente tornar-se
idólatra? Ora, a quem Paulo escreveu: “Não vos façais, pois,
idólatras”? Aos crentes de Corinto (1 Co 10.7). Aquém João disse:
“Filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (1 Jo 5.21)? O amor
mal-direcionado é idolatria (Mt 10.37; 1 Tm 6.10; Ef 5.5).
Os mentirosos. A palavra pseudes (gr.) significa “mentiroso”,
“falso”. O servo de Deus deve deixar a mentira (Cl 3.9), pois a
Palavra do Senhor diz: “Antes, seguindo a verdade em caridade,
cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo […] deixai a
mentira, e falai a verdade” (Ef 4.15,25).

 

fonte: Erros Escatológicos que os Pregadores Devem Evitar

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