Alguns eruditos acham que a profética invasão à Terra
de Israel por forças do Norte deve preceder “ o arrebatamento
da Igreja” . Já outros, porém, acham que não.
Alguns intérpretes são de opinião que ela se dará logo
após o retorno de Cristo à terra para o arrebatamento da
Igreja. Razão porque isso apressaria sua Vinda (Parousia)
à Terra, com poder e grande glória.
Pensando nisso, no dia 28 de novembro (1983), 25 judeus
ortodoxos foram a Hebrom, para interceder diante de
Deus junto ao túmulo de Abraão para que “ a chegada de
Gogue e Magogue” à Terra Santa ainda seja adiada, pois
alguns deles tiveram um sonho: “ Gogue e Magogue estariam
prestes a vir” .
Já o rabino Chaim Valoshiner (século dezenove) declara:
“ Quando virdes o exército russo começar a mover-se
para o Sul e entrar na Turquia, vesti as vossas roupas de
sábado e preparai-vos para receber 0 Messias” . O rabinochefe
das cerimônias judaicas diante do Muro das Lamentações
considera que não se deve orar pedindo o adiamento
de Gogue e, sim, a sua chegada à Terra de Israel. E pensando
nisso, exortou que “ verdadeiros cabalistas não deveriam
orar pelo adiamento da vinda das hordas do Norte
(Gogue e Magogue), mas pelo seu rápido aparecimento,
pois, assim, seria apressada a vinda do Messias” .(17)
As passagens bíblicas que tratam da vinda de Gogue à
Terra Santa apontam para o tempo do fim.
“ Depois de muitos dias serás visitado: no fim dos
anos…” (Ez 38.8a). Que anos são estes? Certamente aqueles
que marcarão o tempo da Dispensação da Graça. Já no
versículo 16 do mesmo capítulo, diz que Gogue chegará à
Terra de Israel no fim dos dias. Um dos grandes problemas
que surgem no que diz respeito à invasão de Gogue é
quanto a sua posição na ordem cronológica dos acontecimentos.
Alguns comentaristas são de opinião que ela se dará
“ um pouco antes” do arrebatamento da Igreja; já outros,
porém, opinam que não, e, sim, se dará “ depois” . Os rabinos
judaicos na sua maioria são de opinião que a invasão
de Gogue à Terra Prometida terá lugar na parte final da
Grande Tribulação e invocam (além de outras citações) a
passagem de Daniel 11.44, quando “ forças do Norte” seguirão
em direção a Israel procurando se alojar sobre o
“ monte Sião” (Dn 11.45).
b. Dois pontos importantes devem ser aqui observados
para uma melhor compreensão do significado do pensamen
to:
1) Várias vezes na profecia em foco ela é atribuída ao
“ fim dos anos” (Ez 38.8) e aos “ fins dos dias” (Ez 38.16).
São expressões definidas que denotam a época que precede
os acontecimentos que marcarão o retorno de Cristo à Terra
com poder e grande glória (sua Parousia) para estabelecer
seu Reino Milenar.
2) Esta predição encontra-se num contexto que dá
uma seqüência cronológica definida dos acontecimentos.
Os capítulos 36 e 37, que antecipam os capítulos 38 e
39, falam da restauração final dos judeus à terra da Palestina,
restaurados para não mais serem dispersos. Os capí-
tulos 40 e 48, que sucedem aos capítulos 38 e 39, falam da
introdução e do decorrer da Era Milenar. Ora, a força do
argumento mostra-nos que esta possível invasão terá lugar
um pouco antes da introdução do Milênio sobre a terra. A
dispersão babilônica não foi muito prolongada nem pelo
mundo inteiro e, a promessa divina é uma restauração definitiva
(Ez 37.23), e um repatriamento total da nação inteira
(Ez 37.21). Mas devemos aguardar estes “ …tempos
ou…estações que o Pai estabeleceu (para si) pelo seu pró-
prio poder” . Pois Deus está velando sobre a sua Palavra
para cumpri-la! (Jr 1.12).

 

fonte: Ecatologia Severino Pedro da Silva

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