1° TRIMESTRE 2015

Data: 29 de Março de 2015

TEXTO DO DIA

“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim nunca morrerá. Crês tu isso?” (Jo 11.25,26).

SÍNTESE

A vida após a morte é uma realidade que não pode ser desprezada, por isso não podemos ignorar a salvação em Cristo.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA

Depois da morte vem o juízo (Hb 9.27)

TERÇA

Seremos arrebatados (1Ts 4.17)

QUARTA

Todos vão comparecer diante do trono (Ap 20.11)

QUINTA

Os mortos serão julgados por suas atitudes (Ap 20.12)

SEXTA

Os que morreram em Cristo ressuscitarão (1Ts 4.13,14)

SÁBADO

O pó voltará à terra (Ec 12.7)

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

COMPREENDER que existe vida depois da morte.
SABER que o céu e o inferno são reais.
ENTENDER o que é a ressurreição.

INTERAÇÃO

Muitos evitam falar sobre este tema, morte. Não falar a respeito deste assunto não vai evitá-la. Um dia todos terão que experimentar a morte, independentemente da classe social a que pertença, religião, títulos, etc. Por isso, precisamos estar preparados para enfrentá-la e poder consolar aqueles que estejam enlutados. Não fomos feitos para morrer, e esta é a razão por que não a aceitamos, embora sabendo que é a oportunidade de uma nova vida na eternidade. A morte é a consequência direta da Queda (Rm 3.23). Se Adão e Eva não tivessem pecado, seríamos eternos. Que você, professor, possa ter, a consciência de que o “viver é Cristo e o morrer é lucro”.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, reproduza no quadro o esquema abaixo. Utilize-o na introdução da lição para enfatizar que a morte não é o fim da vida, mas o início de uma nova vida na eternidade. Aqueles que têm a Cristo vão viver junto dEle eternamente. A morte causa dor, pois não fomos criados para morrer, mas em Jesus temos o consolo para o luto, pois assim como Ele ressuscitou e venceu a morte, um dia também ressuscitaremos e venceremos a morte para sempre.

TEXTO BÍBLICO

Lucas 16.19-30.

19 — Ora, havia um homem rico, e vestia-se de purpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente.

20 — Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele.

21 — E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas.

22 — E aconteceu que o mendigo morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico e foi sepultado.

23 — E, no Hades, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão e Lázaro, no seu seio.

24 — E, clamando, disse: Abraão, meu pai, tem misericórdia de mim e manda a Lázaro que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.

25 — Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro, somente males; e, agora, este é consolado, e tu, atormentado.

26 — E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá, passar para cá.

27 — E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai,

28 — pois tenho cinco irmãos, para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento.

29 — Disse-lhe Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos.

30 — E disse ele: Não, Abraão, meu pai; mas, se algum dos mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

O tema “vida após a morte” vem sendo discutido por diversos grupos religiosos e cada um tem uma opinião diferente a respeito do assunto. O que mais desperta curiosidade nessas discussões é o que acontece ao homem depois da morte. Veremos nesta lição o que a Bíblia diz sobre o que acontece com uma pessoa após a cessação de sua vida terrena, e que destino está reservado a ela. Falaremos também a respeito da ressurreição, e o que está reservado tanto aos que creem em Jesus quanto aos que não creem nEle.

I. EXISTE VIDA DEPOIS DA MORTE?

1. A composição do homem. Antes de tratar sobre a existência da vida após a morte, é preciso versar a respeito da pessoa do homem, ou seja, o ser que experimenta a morte. O homem foi criado por Deus, que do pó da terra o formou e soprou nele o espírito de vida. Ele possui uma parte material (o corpo) e outra imaterial (alma e espírito), que juntas proporcionam a vida. O homem não é fruto do acaso, ou da junção de elementos que acidentalmente foram se combinando para dar origem a um ser racional. Diferente dos animais, que agem por instinto, o ser humano tem consciência e possui determinação em seus feitos. Ele foi criado por Deus com o propósito específico de viver para a sua glória, prestando um culto a Deus e trabalhando de forma honrosa.

2. O que é a morte? A morte é a cessação da vida terrena. Ela pode se dar como efeito do envelhecimento, doenças ou por fatores como guerras e violência. Por ocasião da morte, há uma separação entre a parte material e imaterial do ser humano. Se por meio do corpo o homem tem contato com o mundo que o cerca, pela morte esse contato é desfeito e os vínculos com este mundo também: “Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele” (1Tm 6.7). O que construímos neste mundo fica aqui. O nosso último inimigo a ser destruído é a morte: “Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte” (1Co 15.26).

Entendemos pela Palavra de Deus que a morte encerra a vida terrena de uma pessoa, mas na esfera espiritual há uma continuidade dessa existência. É importante relembrar que a morte é uma consequência do pecado (Rm 6.23). Deus não nos criou para morrer, mas a morte é o fruto da desobediência do ser humano. A morte é um inimigo que sempre traz tristeza por onde passa por causa da separação de pessoas queridas.

3. A consciência geral de que existe a vida após a morte. A maioria dos povos acredita na vida após a morte, e geralmente costumam ter seus rituais para o momento de passagem desta vida para a outra. Isso nos mostra que essa é uma forma de crença universal com origem na revelação geral de Deus dada aos homens sobre a finitude da vida terrena e da continuação da existência na esfera espiritual.

Pense!

A Bíblia mostra com clareza que a vida de uma pessoa não se finda com a morte do corpo físico.

Ponto Importante

Todos terão de enfrentar a morte e o juízo de Deus (Hb 9.27).

II. CÉU E INFERNO? (Jo 14.1-4; Lc 23.43; Mt 24.29, 2Co 12.2,4)

1. A existência do céu. Para muitas pessoas, o céu é um lugar onde os anjos tocam harpas, todos andam de vestidos brancos e a monotonia impera. Essa é uma visão equivocada. O céu é um lugar onde estaremos vivendo com Jesus (1Ts 4.17), onde não experimentaremos mais a morte, nem choro ou dor (Ap 21.4). O céu foi criado para o homem, contudo, muitos por sua livre e espontânea vontade escolhem o inferno. O que você deseja, céu ou o inferno? A opção é sua.

2. A existência do inferno. O inferno é tão real quanto o céu, porém, segundo a Palavra de Deus ele está com seus dias contados: “E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Está é a segunda morte” (Ap 20.14). De acordo com a Palavra de Deus, esse lugar foi criado para o Diabo e seus anjos (Mt 25.41). Esse ambiente medonho abrigará as pessoas que desprezam a Deus e os seus mandamentos: “Os ímpios serão lançados no inferno e todas as nações que se esquecem de Deus” (Sl 9.17). A intenção divina não é colocar medo com relação ao inferno, mas é alertar-nos da realidade desse destino.

3. Para onde vão as pessoas após a morte? A Bíblia deixa patente não apenas a existência do céu e do inferno, mas também mostra que tipos de pessoas vão para cada um desses destinos. De acordo com João 3.18, as pessoas que aceitaram pela fé o sacrifício de Jesus por seus pecados irão para o céu. E ainda de acordo com Apocalipse 21.8, os tímidos, incrédulos e os abomináveis vão para o lago de fogo e experimentarão a segunda morte.

Uma pergunta que frequentemente as pessoas fazem e que talvez você desejasse fazê-la: “Deus, sendo amoroso, mandará alguém para a condenação eterna?”. A resposta é: Deus adverte as pessoas a que escolham o seu próprio destino e lhes dá oportunidade de escapar dessa condenação. Essa oportunidade é oferecida na pessoa de Jesus Cristo, que pela fé nos concede a salvação dos pecados e a vida com Deus. Se uma pessoa decide rejeitar a mensagem do Evangelho e não ser alcançada pela salvação, ela mesma decreta seu destino final rumo à perdição.

Pense!

Deus, sendo bom, permite que as pessoas vão para o inferno?

Ponto Importante

Deus é amor, mas também é justo e jamais permitirá que um pecador não arrependido fique impune.

III. A RESSURREIÇÃO (Mt 10.28; Lc 16.19-22; Ap 14.10,11)

1. O que é a ressurreição. A ressurreição é o retorno de uma pessoa à vida depois de ter morrido.

Da mesma forma que a morte traz desespero e tristeza para a maioria das pessoas, há uma promessa de alegria reservada aos que creem em Jesus, pois a ressurreição dos que dormem em Cristo irá ocorrer quando o Senhor Jesus retornar para buscar os seus.

2. Casos de ressurreição no Antigo e no Novo Testamento. A Bíblia nos mostra casos de ressurreição nos dois Testamentos. Eliseu ressuscitou o filho da sunamita (2Rs 4.35). Um morto foi lançado na cova em que o corpo do profeta Eliseu estava sepultado e, ao tocar nos ossos do profeta, ressuscitou (2Rs 13.20,21).

No Novo Testamento, Jesus trouxe de volta à vida o filho de uma viúva que vivia em uma localidade chamada Naim (Lc 7.11-17), ressuscitou a filha de Jairo (Mc 5.21-43) e também ressuscitou a Lázaro, irmão de Maria e Marta (Jo 11.1-45). O próprio Jesus venceu a morte ao terceiro dia, e outros casos de ressurreição foram relatados em Atos, com Pedro e Paulo ressuscitando Dorcas e Êutico, respectivamente. Portanto, a Bíblia nos oferece exemplos de pessoas que passaram pela morte e retornaram com a permissão de Deus, para mostrar exemplarmente que a morte um dia será vencida.

3. A ressurreição na vinda de Jesus Cristo. Da mesma forma que o Senhor Jesus ressuscitou, nós ressuscitaremos. A ressurreição do Senhor foi o divisor de águas para a salvação, e a nossa própria ressurreição é uma consequência da ressurreição do Senhor.

Aqueles que aceitaram o sacrifício de Jesus Cristo terão seu corpo ressuscitado por ocasião do retorno do Senhor. Esse corpo será diferente do corpo natural, não mais sujeito aos desgastes naturais do primeiro corpo. Quanto aos ímpios, voltarão à vida, para serem julgados e, em seguida, serão lançados no lago de fogo.

Pense!

A eternidade não terá fim, tanto com Deus quanto sem Ele.

Ponto Importante

Um dia todos estarão diante do trono de Deus e serão julgados por suas obras. Uns vão ser julgados e sofrerão a segunda morte (Ap 20.12,14).

CONCLUSÃO

A vida é um presente de Deus, mas a responsabilidade de viver de acordo com os padrões de Deus para ter a vida eterna é nossa como salvos em Cristo. Portanto, vivamos de acordo com os padrões eternos do Criador, e lembremo-nos de que a vida terrena é limitada a alguns poucos anos, ao passo que a eternidade não terá fim, tanto com Deus quanto sem Ele.

ESTANTE DO PROFESSOR

TOLER, Stan. Qualidade Total de Vida.
Guia Cristão de Leitura da Bíblia.

HORA DA REVISÃO

1. De que partes o homem é formado?

Ele possui uma parte material (o corpo) e a imaterial (alma e espírito), que juntas proporcionam a vida.

2. O homem foi criado para qual propósito?

O homem foi criado por Deus com o propósito específico de viver para a sua glória, prestando um culto a Deus, trabalhando de forma honrosa.

3. O que é a morte?

A morte é a cessação da vida terrena.

4. Qual o nosso último inimigo a ser aniquilado?

A morte.

5. Você crê na existência do céu e do inferno?

Resposta pessoal.

SUBSÍDIO

“AS ESCRITURAS E A MORTE

As Escrituras também falam da morte diversas vezes. Em Jó 28.22 vemos a morte sendo personificada: ‘A perdição e a morte dizem: Ouvimos com os nossos ouvidos a sua fama’, como também em 1 Coríntios 15.55: ‘Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?’ e Apocalipse 20.14: ‘E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte’.

A morte é também comparada, nos livros poéticos, a um caçador, que arruma armadilhas para com elas apanhar os homens: ‘Cordas do inferno me cingiram, laços de morte me surpreenderam’ (Sl 18.5), ‘Cordéis da morte me cercaram, e angústias do inferno se apoderaram de mim; encontrei aperto e tristeza’ (Sl 116.3). ‘A doutrina do sábio é uma fonte de vida para desviar dos laços da morte’ (Pv 13.14).

A Palavra de Deus reconhece a morte como resultado do pecado. Quando Deus criou o homem, não o criou para morrer. É o que se entende da leitura de Gênesis 2.17,18: ‘E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás’. A morte entrou no mundo, portanto, por ocasião da desobediência de Adão no Éden. Romanos 6.23 fala que ‘o salário [a recompensa] do pecado é a morte’, um prêmio pela desobediência humana” (COELHO, Alexandre. Vencendo as Aflições da Vida. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2012. p.30).

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