Um dia desses, ouvi de uma irmã algo que me fez refletir. Ao
demonstrar preocupação quanto ao que vem acontecendo em nossos cultos,
ela verberou: “Irmão Ciro, o pessoal justifica-se quanto a danças e
coreografias citando a dança de Miriã. Mas o que vemos nas igrejas hoje está
muito mais para Salomé do que para Miriã” — concluiu, referindo-se à
sensual dança da filha de Herodias, que teve como prêmio a cabeça de João
Batista (Mt 14.6-10).
Muitos têm citado 1 Coríntios 6.20 como apoio à dança no culto.
Dizem que devemos glorificar a Deus com o corpo. Sabe 0 que é isso,
em Hermenêutica? Torcer a Palavra de Deus, fazendo-a dizer o que não diz.
A simples leitura do contexto da passagem é suficiente para demonstrar que
ela nada fala acerca da dança. Leiamos os versículos 18 a 20:
Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do
corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis
que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós,
proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes
comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso
espírito, os quais pertencem a Deus.
O que é glorificar a Deus com o corpo? Significa não pecar contra o
Senhor por meio do corpo! Somos o templo do Espírito, pertencemos a Ele,
e nosso corpo nunca deve ser profanado por qualquer impureza ou mal,
proveniente da imoralidade, nos pensamentos, desejos, atos, imagens,
literaturas (2 Tm 2.22; 1 Jo 2.14-17; Sl 101.3). O texto em apreço, pois, não
é uma “carta branca” para “louvar” com a dança e outras expressões
corporais.

 

fonte: Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar – Ciro Sanches Zibordi

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