Estão em extinção os obreiros sábios, cuidadosos, amantes da Palavra
de Deus, que não entregam o púlpito para manipuladores de auditório nem
deixam o chamado “louvorzão” suprimir o tempo inegociável da exposição
bíblica. Até quando vocês ficarão olhando a banda passar? Até quando
continuarão inertes, como estátuas? Até quando fugirão da responsabilidade?
Acordem, ministros do Senhor! Deus espera atitude de vocês (Ap 2.20-22).
Vejo com muita preocupação o fato de os nossos cultos estarem cada
vez mais cheios de atrativos para o povo. É como se houvesse a necessidade
de agradar os dizimistas e ofertantes, a fim de que eles não procurem outro
lugar para se congregar.
Tudo isso é reflexo de uma liderança sem compromisso com a
Palavra, que abre mão da vontade de Deus para satisfazer a sua própria
vontade, a do povo e, num último estágio, a do Diabo.
Como já vimos, o culto a Deus deve ter salmo, doutrina, revelação,
língua e interpretação (1 Co 14.26). Esses são os elementos do genuíno culto
pentecostal. Mas, o que ocorre hoje? Excesso de salmo — se é que podemos
chamar as cantorias intermináveis de salmo! — e acréscimos injustificáveis:
danças, números teatrais, etc. Quanto tempo sobra para a exposição da
Palavra?! A bem da verdade, em alguns lugares nem fazem mais questão de
ouvir uma explanação bíblica…
Um culto precisa de salmo, isto é, de cânticos de louvor, mas na
medida certa, pois para todo propósito debaixo do Sol há tempo e modo (Ec
8.6). Se até mesmo os louvores fora do tempo não glorificam a Deus, o que
diremos das cantorias, com danças, que balançam o corpo, e não o coração?
Por que essa parte está cada vez mais demorada? É porque os “hinos” são
compostos para shows e lançamentos de CDs e DVDs, onde não há
exposição da Palavra e muito, muito, muito tempo para cantar e dançar…
Num culto, tudo deve ser dinâmico e objetivo.

 

fonte: Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar – Ciro Sanches Zibordi

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