Esse chavão tem sido usado para abrir congressos e cultos públicos
em geral. Mas a pergunta deveria ser outra: “Quantos vieram adorar a
Deus?”, haja vista o propósito principal do culto ao Senhor: adorá-lo na
beleza da sua santidade. Infelizmente, obreiros que empregam esse clichê
estão sentados na tribuna — alguns há dezenas de anos — e ainda não
aprenderam o que é um culto.
Não preciso fazer aqui uma ampla explanação teológica para definir o
culto a Deus. Trata-se do que apresentamos ao Senhor Jesus e a maneira
como fazemos isso, quer individual, quer coletivamente (Rm 12.1,2; Mq 6.6-
8; Sl 42.1,2). Individualmente, nunca termina, pois devemos cultuar ao
Senhor em todo o tempo (1 Ts 5.17; Sl 1.1-3; 2 Co 4.6). Afinal, servimos a
Ele e o adoramos em espírito (Rm 1.9; Jo 4.23,24).
Coletivamente, o culto também é para o Senhor, embora isso
raramente aconteça em nossos dias. É claro que Deus nos abençoa e nos
responde no templo ou onde quer que nos reunamos (Sl 73.16,17; Mt
18.19,20), mas os nossos ajuntamentos não devem ocorrer para sermos
elogiados e recebermos bênçãos. Também não devemos ir ao templo apenas
para pregar, cantar ou tocar um instrumento.
O pregador, o cantor e o músico precisam ter em mente que, antes de
serem isso ou aquilo, devem ser crentes em Jesus e verdadeiros adoradores
(Jo 4.23,24). Nesse caso, a sua prioridade é adorar ao Senhor, e não pregar,
cantar ou tocar um instrumento. Se todos os obreiros do Senhor se
conscientizassem disso, nunca ficariam tristes por não terem tido uma
oportunidade para pregar em um culto.
Certa irmã mandou um bilhetinho para um pastor: “Desejo cantar um
hino para Jesus”. Como havia muitas participações de conjuntos, além dos
hinos congregacionais, antes da pregação — que em muitos lugares tem sido
substituída por peças teatrais ou “empurrada” para o fim do culto por causa
de intermináveis cantorias—, a tal irmã não foi chamada para cantar. O
pastor pregou e, após os avisos finais, concluiu a reunião.
Insatisfeita, a irmã que fizera o pedido dirigiu-se ao obreiro e lhe
disse:
— Pastor, por que o irmão não me chamou? Eu queria cantar um hino
para Jesus.
— Então, cante, irmã — respondeu o pastor.
— Ah, pastor, o povo já foi embora…
— Mas a irmã não deseja cantar para Jesus?
Precisamos refletir sobre as nossas motivações ao comparecermos a
uma reunião no templo. Tomemos como base para isso 1 Coríntios 14.26, e
não as nossas vontades. Temos ido ao templo para adorar a Deus e ouvir a
sua Palavra? Ou para receber bênçãos e apresentar “louvores” e “pregações”
ao povo?

 

fonte: Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar – Ciro Sanches Zibordi

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