Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós
tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem
interpretação. Faça-se tudo para edificação. 1 Coríntios 14.26
Li, há algum tempo, um belo testemunho sobre três crentes de uma
pequena congregação que, acompanhando o seu pastor, subiram a um monte,
a fim de participarem de um culto. Confesso que não vejo com bons olhos
reuniões em montes, devido a algumas razões que omitirei por enquanto.
Mas fiquei impressionado com a história que passarei a narrar. Trata-se de
um culto verdadeiramente pentecostal.
Ao chegarem ao monte, que era muito alto, o pastor e os três irmãos
mencionados se encontraram com mais dois servos de Deus, com quem o
pastor começou a conversar. A glória do Senhor se manifestou naquele local,
e o rosto do pastor passou a brilhar, literalmente e de maneira muito intensa.
Quanto à sua roupa, ficou toda branca, tão branca, que também
brilhava… De fato, a glória de Deus naquele lugar era imensa e
incontestável.
Um tanto distantes dos outros dois e do pastor, os três crentes que a
este acompanhavam não viram gravetos pegando fogo, objetos voadores,
tampouco as suas mãos verteram óleo, como afirmam certos freqüentadores
de montes. Também não ocorreu nenhuma seção de transferência de unção.
Contudo, eles não tiveram dúvida de que Deus estava presente. Um deles,
inclusive, tentou, sem sucesso, dizer algo ao pastor… Nesse momento, ecoou
uma grande voz do Céu, fazendo com que eles se lançassem sobre os seus
rostos, com grande temor.
Vendo-os amedrontados, o pastor lhes disse: “Fiquem de pé; não
tenham medo”. E eles se levantaram, tendo a certeza de que Deus
verdadeiramente se manifestara entre eles. Que culto memorável! Além de
terem sentido e visto a glória do Senhor, ainda ouviram a sua voz! Isso que é
culto no monte, não é mesmo?
Diante do exposto, o leitor deve estar pensando: “Por que o irmão Ciro
não cita nomes? Eu queria tanto saber quem foram esses irmãos e esse
pastor… Onde isso aconteceu?” De fato, eu procuro não mencionar nomes,
principalmente se estou tratando de coisas negativas, porém não é esse o
caso. Posso dizer, sem nenhum problema, quem são os personagens
envolvidos nesse belo testemunho…
Você quer saber mesmo maiores detalhes desse culto? Bem, o nome
do monte é Hermom, ao norte da Galiléia, e os três irmãos que
testemunharam esse culto foram os apóstolos Pedro, Tiago e João. Sabe
quem é o pastor? O Bom Pastor, Jesus Cristo. E os dois servos de Deus que
conversaram com Ele? Moisés e Elias. Mas, quem bradou do Céu? Deus, o
Pai.
Agora, me responda, com sinceridade: Diante de tamanha
manifestação da glória de Deus, ninguém foi arremessado ao chão, cheio de
poder? Ninguém recebeu a unção do riso? Nenhuma pessoa bateu os braços,
como se quisesse levantar vôo? Ninguém latiu? Nenhum irmão caiu ao chão
estrebuchando-se? Não houve nenhum “aviãozinho”? Ninguém desceu do
monte engatinhando? E o “reteté”, não aconteceu?
Estou confuso… Afinal, eu não imaginava que, num culto tão glorioso,
com a presença real de Jesus Cristo transfigurado e de convidados tão
ilustres, não ocorressem tais manifestações exóticas… Será que os superpregadores
norte-americanos e seus fiéis super-seguidores brasileiros
poderiam responder a essas perguntas?

 

fonte: Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar – Ciro Sanches Zibordi

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